sexta-feira, 25 de novembro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TOLDOT 5772

BS"D

 

VIVER PARA TRABALHAR? - PARASHÁ TOLDOT 5772 (25 de novembro de 2011)

 

"Um pequeno grupo de "Yiddishe Mames" se encontrou em um restaurante da cidade. A conversa seguia animada, cada uma se apresentando e contando sobre sua vida. Em certo momento elas resolveram falar sobre suas famílias. Então cada uma tirou de sua bolsa a foto do maior orgulho de suas vidas: seus filhos. A primeira apontou na foto um rapaz e disse:

 

- Esse é o meu Moishele. É o meu orgulho. Ele é o médico-chefe do maior hospital da cidade.

 

Outra mãe apontou uma moça em uma foto e disse, com os olhos brilhando:

 

- Esta é minha Sarale. Ela é a arquiteta-chefe do maior escritório de arquitetura da cidade.

 

E assim foram apresentados vários engenheiros, advogados e economistas, até que uma das mães apontou o filho em uma foto e disse:

 

- Esse é o meu Yossele. Veja que cara de bom menino. Ele é rabino.

 

Então todas as mulheres olharam horrorizadas para ela. Uma delas, tomando coragem, disse:

 

- Rabino? Isso lá é profissão decente para um bom rapaz judeu?"

 

Atualmente as profissões não são apenas uma forma de conseguir o sustento, elas se transformaram na essência da pessoa. Você pode ser respeitado se for um bom advogado, médico ou engenheiro, mesmo que seja um ser humano medíocre. Será que este é o nosso verdadeiro valor?

 

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A Parashá desta semana, Toldot, começa descrevendo o nascimento dos dois filhos gêmeos de Itzchak: Yaacov e Essav. Apesar de terem sido criados na mesma casa, desenvolveram características e aptidões completamente diferentes. Enquanto Yaacov dedicou seu tempo para trabalhar seu caráter e tornar-se, a cada dia, uma pessoa melhor, Essav deixou-se levar por seus instintos e desejos, comportando-se como um animal que buscava desesperadamente prazeres. Essav se entregou de corpo e alma ao trabalho, enquanto Yaacov decidiu dedicar-se à espiritualidade, como está escrito "E cresceram os jovens, e tornou-se Essav um homem que sabia caçar, um homem do campo, e Yaacov era um homem íntegro, que se sentava nas tendas" (Bereshit 25:27).

 

De todos os maus atos e erros de Essav, talvez o que mais representa seu desvio e sua perda de espiritualidade foi o famoso episódio da venda da primogenitura. Por ter nascido antes, Essav tinha direito de receber de seu pai uma Brachá (benção) de primogenitura. Mas Essav, voltando um dia do campo, completamente exausto por ter se dedicado no limite de suas forças ao seu trabalho, viu seu irmão Yaacov cozinhando e trocou sua primogenitura por um prato de lentilhas.

 

Este episódio, ao ser analisado de uma maneira mais profunda, desperta muitos questionamentos. Como Essav concordou em vender sua primogenitura por um simples prato de comida? Poderíamos pensar que Essav não se importava com sua espiritualidade, mas isto não é verdade, pois nossos sábios ensinam que Essav se esforçava para cumprir com perfeição a Mitzvá de Kibud Av ve Em (Honrar os pais). Se ele não acreditava em espiritualidade, por que se esforçava tanto para cumprir esta Mitzvá? Além disso, quando Essav soube que seu irmão Yaacov já havia recebido a Brachá, ele se desesperou, como está escrito: "E Essav levantou sua voz e chorou" (Bereshit 27:38). Se ele não se importava com sua espiritualidade, então por que chorou de forma tão amarga por ter perdido uma Brachá?

 

Também a conduta de Yaacov desperta questionamentos. Por que ele não tentou oferecer algo mais tentador, para garantir que Essav aceitaria vender sua primogenitura? Como ele sabia que Essav aceitaria vendê-la por um simples prato de comida?

 

Quando Adam Harishon (Adão) pecou ao comer do fruto que D'us havia proibido, ele foi amaldiçoado, como está escrito: "Amaldiçoada é a terra por sua causa. Com sofrimento você comerá todos os dias da sua vida... com o suor do seu rosto você comerá pão" (Bereshit 3:17,19). O que isto significa? Que antes do seu grave erro, Adam estava em um nível muito elevado e conseguiria seu sustento sem dificuldades, podendo concentrar todas as suas energias no crescimento espiritual. Mas a partir do momento que Adam caiu espiritualmente, e junto com ele toda a humanidade, a busca pelo sustento transformou-se em um grande teste. O trabalho, algo que deveria ser secundário em relação à espiritualidade, tornou-se o centro da vida das pessoas.

 

É este o fundamento que está sendo ensinado na nossa Parashá. Por que a Torá ressalta que a venda da primogenitura ocorreu quando Essav estava voltando do campo? Para ensinar que Essav estava tão "viciado" em seu trabalho que havia transformado-o em seu único objetivo de vida. Ele colocava tanta energia nisto que não tinha mais forças nem mesmo para distinguir que tipo de comida estava na panela. E assim ele pediu para Yaacov: "Derrame sobre mim, agora, um pouco desta coisa vermelha, pois eu estou exausto" (Bereshit 25:30). Por ter investido tanto no material, com tanta energia, ele acabou se afastando completamente do espiritual.

 

Explica o Rav Eliahu Lopian, baseado em ensinamentos do Sforno, um famoso comentarista da Torá, que Essav se especializou em enganar as pessoas, em especial seu pai, fingindo ser um Tzadik. Ele demonstrava se importar com os detalhes das Mitzvót, enquanto na verdade sua única preocupação era com o mundo material. Mas a verdade é que Essav, o grande enganador, não enganou apenas ao seu pai. A sua maior "proeza" foi a forma como ele conseguiu enganar a si mesmo. Ele tinha um potencial espiritual gigantesco, no mesmo nível dos outros patriarcas. Mas ele conseguiu convencer a si mesmo de que não havia nenhuma contradição entre dedicar sua vida à busca de prazeres e ao mesmo tempo tentar ser uma pessoa com espiritualidade. Na sua cabeça havia realmente pensamentos de claridade e retidão, mas não em seu coração.

 

Todas vezes em que havia uma luta entre o intelectual e o emocional, Essav deixava que seu coração fosse vitorioso, como diz o Midrash (parte da Torá Oral): "Os Reshaim (malvados) são controlados por seus corações". E assim também confirma o versículo: "E disse Essav em seu coração: se aproximam os dias de luto pelo meu pai, e então eu matarei meu irmão Yaacov" (Bereshit 27:41). Em sua cabeça ele tinha claro qual era a gravidade de cometer um assassinato, mas em seu coração queimava o desejo de vingança. Por isso, apesar de dar valor ao espiritual, Essav escutou seu coração até chegar ao fundo do poço, quando vendeu a primogenitura por um prato de comida.

 

Yaacov conseguiu perceber que Essav havia despencado espiritualmente. Ao ver que Essav não se importava nem mesmo com o que havia de comida na panela, entendeu que ele estava em um nível tão baixo que faria um péssimo uso da Brachá de primogenitura, e por isso decidiu comprá-la. E vendo o estado decadente de Essav, percebeu que não seria necessário oferecer mais do que um prato de comida.

 

Ensina o mais sábio de todos os homens, Shlomo Hamelech (Rei Salomão): "Não há nada de novo sob o sol" (Kohelet 1:9). Em nossas vidas somos diariamente submetidos ao mesmo teste ao qual Essav foi submetido e derrotado: o teste da luta pelo sustento. Será que nós conseguimos vencer este teste?

 

Atualmente, ao invés de olhar nossa profissão apenas como uma necessidade, ao invés de entender que ela "compete" com nosso crescimento espiritual, optamos por investir nela todos os nossos esforços. Querendo garantir um bom sustento, querendo alcançar nossos prazeres desejados, deixamos que nosso trabalho se torne nossa vida. É interessante perceber que, sempre quando alguém se apresenta, menciona também sua profissão, pois é como se fosse parte da sua essência. E por causa de todo e esforço e pressão do trabalho no dia a dia, não sobra tempo para refletir sobre o propósito verdadeiro da vida. Mesmo quando alguém tenta despertar as pessoas que estão imersas no trabalho, a resposta é sempre a mesma: "Não tenho outra escolha". Será que realmente não temos escolha? Não poderíamos abrir mão de um pouquinho do nosso conforto por um pouco mais de espiritualidade em nossas casas? Não poderíamos nos esforçar um pouquinho mais para inserir mais conteúdo em nossas vidas?

 

Para garantir o sustento de nossas famílias, não precisamos estudar e trabalhar 24 horas por dia, sem sobrar nenhum segundo para investir em espiritualidade. Uma das bases da Emuná (fé) é que D'us pode nos mandar o sustento mesmo se tivermos uma vida equilibrada entre o material e o espiritual. Portanto, toda vez que dizemos "não tenho outra escolha", estamos apenas procurando desculpas. Temos que tomar muito cuidado para não cair no mesmo erro de Essav, que se tornou, acima de tudo, um especialista em enganar a si mesmo.

 

"Você trabalha para viver ou vive para trabalhar?"

 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ CHAIEI SARA 5772

BS"D

 

HUMILDADE VERDADEIRA - PARASHÁ CHAIEI SARA 5772 (18 de novembro de 2011)

 

"A sinagoga estava completamente lotada. As pessoas estavam concentradas, aguardando o início das rezas de Yom Kipur, o Dia do perdão. Os homens se cobriam com seus Talitót e uma aura de santidade rodeava o ambiente. Do rosto de alguns homens e mulheres rolavam lágrimas de arrependimento.

 

De repente, querendo dar uma enorme demonstração de humildade diante de todos os presentes, o rabino da sinagoga se jogou no chão e começou a gritar: "Eu sou um nada, eu sou um nada!".

 

O presidente da sinagoga, ao ver aquela cena, imediatamente também se jogou no chão e gritou "Eu sou um nada, eu sou um nada!".

 

Entre os frequentadores havia um homem muito simples, que ia pouco à sinagoga, em geral apenas nas Grandes Festas. Impressionado com a demonstração de humildade do rabino e do presidente da sinagoga, ele também se jogou no chão e gritou "Eu sou um nada, eu sou um nada!".

 

O presidente da sinagoga ficou profundamente irritado com a cena. Cutucou o rabino e, apontando para o frequentador, disse:

 

- Como pode uma coisa destas? Este "zé ninguém", que mal freqüenta a sinagoga, está achando que já pode ser um nada..."

 

Uma das características mais importantes para o crescimento espiritual do ser humano é a humildade. Mas precisamos tomar o cuidado de constantemente verificar se nossa humildade é verdadeira ou é apenas algo externo e superficial.

 

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A Parashá desta semana, Chaiei Sara, começa contando sobre a morte de nossa matriarca Sara. Avraham, que na época vivia em Chevron, local habitado pelos Chititas, precisava de um local para enterrá-la. Após uma negociação, Avraham comprou de um Chitita chamado Efron um terreno no qual havia uma caverna, a Mearat Hamachpelá. Avraham fez os discursos de louvor, chorou e enterrou sua esposa.

 

Explica o Rav Eliahu Dessler, em seu livro "Michtav M'Eliahu", que a morte de Sara foi o teste mais difícil enfrentado por Avraham Avinu. Não apenas por toda a dor da perda de sua amada esposa, mas por todas as conseqüentes dificuldades que Avraham teve que vencer.

 

Uma das características que ajudou Avraham a vencer todos os seus testes foi a sua enorme humildade, como está escrito "Avraham respondeu e disse: E eis que eu quis falar com D'us, embora eu seja apenas pó e cinzas" (Bereshit 18:27). Mas a própria pessoa anunciar que é humilde é muito fácil, muitos orgulhosos também dizem, em sua falsa modéstia, que são muito humildes. Como sabemos que Avraham era realmente humilde? Como diferenciar a humildade verdadeira da falsa humildade?

 

Explica o livro Orchót Tzadikim que existem alguns sinais nos atos de uma pessoa que nos permitem identificar se ela é orgulhosa ou se possui uma humildade verdadeira. Um dos sinais é como a pessoa reage quando perde um ente querido ou uma quantidade muito grande de dinheiro, pois o orgulhoso reclama de D'us e se sente um injustiçado, enquanto o humilde aceita a vontade Divina sem questionamentos. Outro sinal é a forma como a pessoa lida com ofensas e agressões, pois o orgulhoso guarda rancor e espera o momento de se vingar, enquanto o humilde, mesmo tendo a possibilidade de se vingar, sabe perdoar e passar por cima das ofensas. Também é um sinal de humildade a forma da pessoa falar com os outros em momentos de tensão, pois o orgulhoso constantemente perde a cabeça quando está sob pressão, agredindo verbalmente e até fisicamente quando se sente acuado, enquanto o humilde fala sempre de maneira educada e comedida, sem se exaltar, mesmo quando há tensão. E finalmente a humildade pode ser verificada através da maneira como a pessoa se comporta após fazer bons atos, pois o orgulhoso se engrandece pelas suas virtudes e bons atos, se sente melhor do que os outros, enquanto o humilde não sente nenhum orgulho nem superioridade, pois sabe que poderia ter feito muito mais do que fez.

 

Quando observamos o comportamento de Avraham durante os testes que vieram em consequência da morte de Sara, é possível enxergar todos estes sinais de humildade. Por que a Torá juntou os assuntos do sacrifício de Yitzchak, no fim da Parashá passada, e a morte de Sara, no começo desta Parashá? Rashi, comentarista da Torá, explica que quando Avraham voltou para casa e encontrou Sara morta, entendeu que a causa da morte havia sido a forte emoção da notícia de que seu único filho estava prestes a ser sacrificado. Avraham poderia ter questionado D'us, Quem havia lhe ordenado sacrificar o próprio filho. Pior ainda, Avraham poderia ter se arrependido da Mitzvá, com remorso de ter causado a morte de sua esposa. Mas Avraham não se alterou. A Torá diz que primeiro ele fez os discursos de louvor para sua esposa e somente depois chorou, para mostrar que, além de não ter se arrependido, aceitou a vontade de D'us com amor, sem questionamentos.

 

Com sua esposa morta à espera de um enterro digno, Avraham ainda teve que lidar com a zombaria dos Chititas. Ao saber que D'us havia prometido a terra de Israel a Avraham e seus descendentes, eles decidiram dificultar o enterro, proibindo a venda de qualquer propriedade para Avraham. Mesmo sofrendo, com sua esposa esperando para ser enterrada, Avraham foi educado e cordial, como está escrito "E levantou-se Avraham e curvou-se diante dos membros do conselho, do povo de Chet" (Bereshit 23:7). Avraham se curvou em uma demonstração de respeito, não como uma forma de bajulação.

 

Além disso, apesar de D'us ter prometido a Terra de Israel para Avraham, ele teve que pagar um preço absurdo pelo local do enterro, um total de 400 moedas de prata. Efron, o dono da terra, era um homem extremamente ganancioso, que se aproveitou do momento de dor de Avraham para cobrar um preço completamente injusto, o suficiente para comprar um estado inteiro. Efron ainda foi irônico, como está escrito "Entre eu e você, quanto isto significa?". E mesmo perdendo muito dinheiro, em nenhum momento Avraham questionou a bondade e a justiça de D'us.

 

Avraham, sob pressão, poderia ter perdido a cabeça. Poderia ter iniciado uma guerra contra os Chitim para pegar a terra à força, pois sabia que D'us estava do seu lado. Para salvar seu sobrinho Lót, Avraham havia conseguido, com um pequeno exército, destruir a coalizão dos 4 reis, a maior potência da época. Mas apesar da possibilidade de se vingar do povo que se esforçava para dificultar o enterro de Sara, ele foi muito educado, se portou com Derech Eretz (bons modos), não se exaltou em nenhum momento. Portanto, o comportamento de Avraham, em cada detalhe, demonstra que ele foi uma pessoa realmente humilde, não apenas da boca para fora. Este nível elevado foi resultado de muitos anos de trabalho, uma vida inteira de reflexão.

 

Será que nós também somos humildes? Aceitamos a vontade de D'us quando ocorrem coisas que não estavam nos nossos planos ou preferimos ficar reclamando e nos lamentando? Quando alguém faz algo que nos ofende ou vai contra nossa vontade, sabemos manter a cabeça no lugar ou explodimos? Falamos em voz baixa e num tom agradável mesmo quando estamos sob tensão ou somos ríspidos e agressivos? São perguntas que, se respondidas com sinceridade, podem nos ajudar a medir o quanto estamos longe da humildade verdadeira.

 

Qual a forma de chegar à humildade verdadeira? Refletindo. Em primeiro lugar, tentando entender e internalizar que tudo o que fazemos somente é possível com a ajuda de D'us. Desde nossa inteligência até o menor dos movimentos do nosso corpo, tudo depende da influência Divina. Portanto, não há nada para nos gabar em relação aos nossos bons atos e qualidades, pois tudo é um presente de D'us. Em segundo lugar, precisamos entender o quanto somos pequenos. Nossas bondades praticamente se anulam quando comparadas aos atos dos nossos patriarcas, que sabiam aproveitar seu potencial no limite. Mesmo quando fazemos algo bom, se compararmos com o que poderíamos ter feito, chegaremos à conclusão de que fizemos muito pouco. E em terceiro lugar, precisamos fugir da falsa modéstia, do sentimento enganoso de que somos humildes quando, na verdade, buscamos o tempo inteiro elogios e o reconhecimento das pessoas. Apenas quando tivermos a consciência de que não somos humildes de verdade é que poderemos começar a realmente construir nossa humildade.

 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

SHABAT SHALOM M@Il - PARASHÁ VAIERÁ 5772

BS"D

 

SÓ FALTA TEMOR A D'US - PARASHÁ VAIERÁ 5772 (11 de novembro de 2011)

 

O Rabino Shlomo Ordenstein (nome fictício) morou por alguns anos na Austrália, onde ensinava pessoas que estavam afastadas do judaísmo. Certa vez ele foi convidado para dar uma palestra a um pequeno grupo de médicos judeus, com o tema "Medicina e Judaísmo". No final da palestra, o dono da casa chamou o Rav Ordenstein de canto, apontou para um senhor de meia idade e disse:

 

- Rabino, este homem não consegue deitar a cabeça no travesseiro e dormir uma noite tranquila de sono há mais de 10 anos.

 

O dono da casa então seguiu contando o drama familiar daquele homem:

 

- Ele tinha um filho jovem que sofreu um grave acidente de carro e ficou mais de um ano em coma. Os médicos, após alguns exames, constataram que o coma parecia ser irreversível. Ele então decidiu lutar na justiça pelo direito de desligar os aparelhos que mantinham o filho vivo. Após uma longa batalha judicial, ele finalmente ganhou o direito de desligar os equipamentos.

 

Visivelmente emocionado, o dono da casa continuou:

 

- Ele então foi até o hospital levando a ordem judicial e entregou para uma das enfermeiras que cuidava do filho. Ao ler o conteúdo, ela devolveu o papel ao pai e disse: "Eu não sou assassina. Se você quer desligar os aparelhos do seu filho, faça com suas próprias mãos". Então, sem alternativa, o pai foi e pessoalmente desligou os aparelhos. Deste dia em diante ele nunca mais dormiu, se consumindo dia após dia com a pergunta "Será que eu fiz o que era realmente o mais correto?". (História Real)

 

Existem situações na vida nas quais é muito difícil tomar decisões. Por isso D'us nos deu a Torá, nosso "Manual de Instruções", para que, mesmo em situações nas quais nosso lado emocional fala mais alto, possamos ter a tranquilidade de fazer o que é realmente correto. E a Torá nos ensina a preciosidade da vida, que não cabe a nós decidir quando deve terminar.

 

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Na Parashá desta semana, Vaierá, a Torá continuou descrevendo alguns dos testes aos quais Avraham foi submetido. Um dos testes foi quando Avraham mudou-se para a terra de Guerar e novamente Sara chamou a atenção das pessoas por causa de sua beleza. Quando questionado pelos habitantes locais, Avraham informou que Sara era apenas sua irmã. O rei de Guerar, Avimelech, ficou encantado com a sua beleza e mandou trazê-la à força ao palácio. Para proteger Sara, D'us fez com que Avimelech adoecesse e não conseguisse nem mesmo encostar nela. De noite, D'us apareceu para Avimelech em um sonho, informou que Sara era esposa de Avraham e exigiu que ela fosse devolvida ao marido sem demora. Caso contrário, D'us avisou a Avimelech que ele morreria.

 

Avimelech, assustado, madrugou e imediatamente foi devolver Sara a Avraham. Ele então deu uma bronca em Avraham por não ter contado que Sara era sua esposa e perguntou o porquê dele ter se comportado daquela maneira. E assim foi a resposta: "E disse Avraham: pois eu disse: 'Somente temor a D'us não há neste lugar, e eles me matarão por causa de minha esposa'" (Bereshit 20:11). O que Avraham quis dizer com isto? Qual era exatamente o medo dele? E por que utilizou a palavra "somente", que parece desnecessária na frase?

 

Nos ensina o Rav Elchanan Wasserman, um dos maiores alunos do Chafetz Chaim, algo surpreendente. Quando Avraham chegou à terra de Guerar, viu que se tratava de um povo muito evoluído. Como eram pessoas intelectuais, ele percebeu que haviam criado uma sociedade saudável, na qual os habitantes, através de seu intelecto, buscavam melhorar suas características pessoais. Então o que ele viu para chegar à conclusão de que naquele lugar não havia temor a D'us? Explica Rashi, famoso comentarista da Torá, que as pessoas viram Avraham chegar acompanhado de Sara, uma mulher de beleza incomparável. Todos se aproximaram para perguntar quem era aquela mulher e se era casada. Mas ninguém se preocupou em perguntar se eles precisavam de comida, bebida ou um lugar para descansar. Avraham entendeu que eles tinham bons modos e uma boa índole, mas quando surgia algum desejo forte, estes bons modos eram completamente anulados. O que isto significava? Que eles não tinham temor a D'us.

 

Foi por isso que Avraham disse que "somente" não havia temor a D'us. Ele viu uma sociedade com pessoas intelectuais, educadas, cultas, que faziam caridade e buscavam justiça, mas sem nenhuma ferramenta para vencer os instintos e desejos. Portanto ele entendeu que, se dissesse que Sara era sua esposa, ninguém ousaria cometer adultério, pois era socialmente feio, mas provavelmente o matariam para poder casar com ela. Os bons modos e a cultura não serviriam para apagar o fogo do desejo despertado, pois Avraham sabia que a única força que existe capaz de frear os desejos do ser humano é o temor a D'us

 

O próprio Rav Elchanan Wasserman, quando esteve na Alemanha, alguns anos antes da ascensão do partido nazista ao poder, discursou para uma série de rabinos e estudantes de Torá. Ele trouxe este ensinamento do "somente não há temor a D'us" e aplicou à Alemanha, afirmando que tragédias poderiam acontecer lá. Os rabinos não quiseram acreditar em suas palavras, afinal, a Alemanha era a pátria-mãe do povo judeu. Os alemães eram um povo evoluído, amante das artes, composto por pessoas cultas, intelectuais e justas. Como acreditar que, daquelas pessoas tão dóceis e educadas, poderia sair algum tipo de maldade?

 

Infelizmente o mundo entendeu, poucos anos depois, que o Rav Elchanan Wasserman estava certo. Aqueles mesmos alemães finos, educados e intelectuais, parte da nação mais civilizada do mundo, começaram a perseguir os judeus, primeiro queimando livros, depois queimando pessoas. Os tribunais de justiça alemães, símbolo da busca por justiça, foram utilizados para acusar, prender e torturar injustamente milhares de judeus. A mídia alemã, criada para levar cultura a todos, foi utilizada para denegrir e espalhar mentiras sobre os judeus, justificando o extermínio de um povo inocente. Os dóceis e educados alemães começaram a assassinar, a sangue frio e de maneira sistemática, sem nenhum tipo de misericórdia, homens, mulheres e crianças. Mas eles não eram educados e cultos? Sim, somente não tinham temor a D'us.

 

O Rav Elchanan Wasserman não era um profeta. Então como ele sabia que tragédias aconteceriam na Alemanha? Diz Shlomo Hamelech (Rei Salomão), o mais sábio de todos os homens: "Não há novidade sob o sol". A história se repete, de maneira cíclica, e os acontecimentos de hoje são apenas repetições do que já aconteceu no passado. A Torá não é um livro de histórias, é um ensinamento de realidades espirituais que se repetem de geração em geração.

 

Se olharmos para nossa história, perceberemos algo impressionante. O povo judeu foi exilado e perseguido diversas vezes. Egípcios, Babilônios, Romanos, Espanha, Portugal e Alemanha, entre outros. O que estas nações têm em comum? Eram as maiores potencias de sua época. Eram os lugares onde se desenvolveram as tecnologias mais avançadas, a cultura e as artes. Por que o povo judeu nunca foi exilado nas selvas africanas? Por que os exílios e perseguições mais sangrentas do povo judeu sempre foram nas sociedades mais evoluídas de cada geração?

 

D'us, através dos exílios, estava nos ensinando uma lição muito importante, que insistimos em não aprender: não importa o quanto um povo é evoluído cientificamente, culturalmente ou até se destaca pelos bons modos. Se este povo não tem temor a D'us, quando os desejos contradizem as leis e os bons hábitos deste povo, os desejos vencem. E quando os desejos tomam conta do ser humano, não existe mais limite até onde ele está disposto a chegar para saciá-los. Os alemães desejaram formar uma raça superior. Mais de duzentas mil pessoas com algum defeito físico ou mental foram mortas pelo regime nazista entre 1939 e 1945. E somente pelo fato destas práticas terem tornado-se aceitáveis é que a idéia expandiu-se e começou a incluir mais e mais pessoas "indignas" de viver, entre elas os judeus.

 

Precisamos constantemente tomar cuidado com nossos passos para não fazer parte de uma geração sem temor a D'us. Assuntos delicados como aborto e eutanásia, que lidam com a vida e a morte de seres humanos, não podem ser tratadas como se fossem assuntos médicos ou judiciais. Os médicos e juízes não têm conhecimento nem direito para decidir quem merece viver. Não somos apenas um corpo, temos uma alma Divina. A vida e a morte não estão em nossas mãos. D'us nos dá a vida e apenas Ele pode decidir quando é o momento de retirá-la.

 

Uma sociedade que se acha no direito de decidir suas próprias leis, passando por cima de leis eternas entregues pelo Criador do mundo, é uma sociedade sem temor a D'us. É o primeiro passo para possibilitar o acontecimento de grandes tragédias na humanidade.

 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

 

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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ LECH LECHÁ 5772

BS"D

 

VENCENDO O COMODISMO - PARASHÁ LECH LECHÁ 5772 (04 de novembro de 2011)

 

"Certa vez foi realizada uma expedição de cientistas com a missão de capturar uma espécie rara de macacos nas selvas africanas, para que estes macacos pudessem contribuir em um importante estudo biológico. Seria uma missão difícil, pois os macacos deveriam ser capturados vivos e ilesos, sem nenhum tipo de ferimento. Por isso a utilização de dardos tranquilizantes foi completamente descartada.

 

Para liderar a missão foi contratado um grupo de cientistas que conheciam todos os hábitos desta espécie de macaco. Após algum tempo de estudos e testes eles conseguiram desenvolver uma armadilha muito engenhosa e, ao mesmo tempo, extremamente simples. Foram fabricados frascos de vidro com um gargalo longo e estreito, suficiente apenas para que passasse a mão aberta de um macaco. Dentro do frasco foram colocadas nozes, a comida preferida desta espécie. Vários destes frascos foram fixados na terra, enquanto uma pequena quantidade de nozes também foi espalhada em volta dos frascos como forma de atrair os macacos para a armadilha. Depois disso os cientistas continuaram acompanhando, à distância, o comportamento dos macacos.

 

Como a armadilha funcionava? Quando o macaco sentia o cheiro das nozes dentro do frasco, ele enfiava a mão através da estreita abertura e pegava um punhado de nozes. Mas quando tentava tirar a braço com a mão fechada, ficava preso, pois a mão aberta passava pelo gargalo estreito, mas a mão fechada não.

 

Mas por que os macacos ficavam presos? Era só abrir a mão e eles estariam livres! O mais incrível foi perceber que os macacos desejavam tanto as nozes que, mesmo vendo os cientistas se aproximando para capturá-los, não conseguiam abrir a mão e deixar as sonhadas nozes para trás. Assim os macacos foram facilmente capturados, sem a necessidade de causar nenhum tipo de ferimento neles"

 

Podemos rir dos macacos, pensando que são muito tolos. Mas em alguns aspectos nos comportamos como eles. Nos apegamos tanto a algumas coisas materiais que, mesmo sabendo que elas nos prendem e não nos deixam crescer espiritualmente, não conseguimos nos soltar.

 

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Na Parashá que lemos nesta semana, Lech Lechá, a Torá nos descreve alguns dos grandes testes aos quais Avraham foi submetido durante sua vida. No total foram 10 testes, e Avraham conseguiu passar com sucesso por todos. Ele demonstrou ao mundo sua gigantesca força espiritual e seus méritos nos ajudam, até hoje, a vencer nossos testes cotidianos.

 

A Parashá começa justamente com um dos testes, conforme está escrito: "E D'us disse para Avram: saia para você da sua terra, dos seus parentes, da casa do teu pai, e vá para a terra que Eu te mostrarei" (Bereshit 12:1). Aparentemente abandonar a casa e ir para outro lugar parece um teste fácil, já que muitos fazem isso. Muitas pessoas mudam de cidade ou até mesmo de país em busca de oportunidades de trabalho e melhores condições de vida. Mas refletindo um pouco, percebemos que para Avraham foi um grande teste de Emuná (fé). Ele não saiu de sua casa e da sua terra para buscar melhores condições. Ele já tinha seu sustento garantido e estava próximo da família. Ele saiu apenas porque D'us pediu para que ele abandonasse tudo.

 

Além disso, uma pessoa que sai por vontade de sua terra sabe aonde quer chegar, mas D'us não revelou para Avraham nem mesmo para onde ele iria. D'us o levaria para perto ou para longe? Quem seriam os habitantes deste novo lugar? De onde ele conseguiria seu sustento? Seria recebido de forma amigável ou teria problemas com os moradores? Eram muitas perguntas sem resposta. E apesar das dificuldades, Avraham venceu o teste e seguiu o comando de D'us sem questionamentos, como está escrito "E Avram pegou sua esposa Sarai e Lót, filho de seu irmão... e saíram para ir à terra de Knaan, e chegaram à terra de Knaan" (Bereshit 12:5).

 

Observando atentamente este último versículo, surge uma grande pergunta: a Torá foi escrita de uma maneira muito concisa, de forma que mesmo uma letra "sobrando" carrega consigo ensinamentos profundos. Mas este versículo parece fugir da regra, pois se Avraham saiu de Charan para ir a Knaan, por que a Torá precisou escrever que ele chegou a Knaan? Não é óbvio?

 

A resposta está no final da Parashá da semana passada, Noach. A Parashá terminou falando sobre o pai de Avraham, Terach, que era um grande idólatra. Terach, por algum motivo não revelado pela Torá, também quis sair de sua casa para ir à terra de Knaan, mas nunca chegou ao seu objetivo, como está escrito: "E pegou Terach seu filho Avram, e Lót, filho de Haran, filho do seu filho, e sua nora Sarai, esposa de seu filho Avram, e saiu com eles de Ur Kasdim para ir até a terra de Knaan. E chegaram até Charan e se estabeleceram lá" (Bereshit 11:31). Se Terach queria ir para a terra de Knaan, por que ele parou no meio do caminho, em Charan, e ficou? Além disso, este detalhe sobre a vida de Terach é aparentemente desnecessário. Que mensagem a Torá está nos transmitindo?

 

Fomos criados com um potencial espiritual. Nosso trabalho neste mundo, durante o tempo limitado que nos foi dado, é preencher este potencial e meritar a vida eterna no Mundo Vindouro. D'us criou o mundo material para nos dar, através do livre arbítrio, méritos por cada escolha correta. E para nos dar um livre arbítrio verdadeiro, D'us criou o ser humano composto por duas partes: uma alma, que busca a espiritualidade, e um corpo, que se conecta com o material. Nosso trabalho é fazer com que a alma tenha controle sobre o corpo, para que os dois juntos cheguem ao objetivo final: utilizar o mundo material como um meio para atingir o espiritual. A maneira de fazer isto é através das Mitsvót, que conectam o mundo material com o mundo espiritual. A maioria das Mitsvót envolve objetos físicos que, quando utilizados da maneira correta, criam espiritualidade.

 

Mas o que acontece quando deixamos o corpo comandar as escolhas? O corpo se desvia do caminho e começa a se afundar na busca incessante pelos desejos materiais, como um cavalo que sai da estrada em busca de comida e sombra quando percebe que seu condutor adormeceu. A pessoa se acomoda com os prazeres materiais e perde a vontade de realizar seu trabalho espiritual. Ela perde o foco de qual é o seu trabalho neste mundo temporário.

 

A Terra de Knaan, que futuramente foi chamada de Terra de Israel, representa o nosso máximo potencial espiritual, a nossa meta. Tanto Terach quanto Avraham saíram de suas casas, isto é, iniciaram sua jornada espiritual em direção ao seu objetivo. Mas a diferença entre Avraham e Terach estava na perseverança. Terach queria ir até o final, mas chegou a Charan e se acomodou. Avraham manteve o foco, ele saiu em direção à terra de Knaan e não parou até chegar lá.

 

Todos nós também passamos por este teste na vida, o teste de vencer o comodismo, de procurar a verdade, de cumprir nosso papel espiritual no mundo. Mas por que vemos tantos que não conseguem chegar? Por que vemos tantas pessoas vivendo vidas completamente sem sentido? Pois muitos pensam que para atingir o propósito é necessário abrir mão de todo o conforto e prazer. Imaginam que viver uma vida espiritual é algo pesado e, por isso, desistem antes de começar. Mas isto é um grande erro. As palavras com as quais D'us ordenou a Avraham sair de sua casa nos ensinam que nós temos apenas a ganhar seguindo os caminhos espirituais. D'us não falou para Avraham apenas "Lech" (saia), Ele disse "Lech Lechá" (saia para você), isto é, para o seu benefício, para que você cresça, para que você descubra seu potencial e aumente seus méritos. Tudo o que D'us nos pede é para o nosso próprio bem.

 

Terach, que parou no meio do caminho, morreu como mais um idólatra, equivocado nas suas crenças infundadas, enquanto Avraham foi até o final e se transformou em um dos pilares do mundo. Se hoje em dia mais de 75% do mundo é monoteísta, isto é consequência da perseverança de Avraham, que não se acomodou, não viveu em busca de conforto nem se enfraqueceu com as dificuldades que surgiram. E se o teste se repete, as escolhas também. Podemos nos esforçar e, como Avraham, dar nossa contribuição para o mundo, ou nos comportar como os macacos que, presos pelos seus desejos, já não conseguem mais ser livres de verdade.

 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

 

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