quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

HONRANDO OS NOSSOS PAIS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BESHALACH 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós:
Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L 

Shandla bat Hersh Mendel Z"L 
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara


--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna


--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHAT BESHALACH 5786



         São Paulo: 18h35                 Rio de Janeiro: 18h21

Belo Horizonte: 18h19                  Jerusalém: 16h32
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
ASSUNTOS DA PARASHAT BESHALACH
  • Desvio da terra dos Plishtim.
  • O Faraó se arrepende e persegue os judeus.
  • A abertura do Mar.
  • A morte dos egípcios.
  • O Cântico do mar.
  • O Cântico das mulheres.
  • As águas amargas.
  • Reclamação por comida.
  • Man.
  • Shabat.
  • Água da Rocha.
  • Amalek e a batalha eterna.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D
===============================================
O E-MAIL DESTA SEMANA É DEDICADO AOS MEUS QUERIDOS PAIS, A QUEM DEVO TUDO O QUE EU TENHO E SOU
==============================================

HONRANDO OS NOSSOS PAIS - PARASHAT BESHALACH 5786 (30/Jan/26) 

O Rav Aharon Margalit shlita foi convidado para dar uma palestra em uma sinagoga, sobre o tema de "Kibud Av VeEm". Parte da palestra abordava a obrigação dos filhos de julgarem seus pais favoravelmente. Depois da palestra, um casal mais velho foi falar com ele. O marido, chamado Shmuli, respirou fundo e compartilhou com o rabino sua triste história. Ele contou que seu pai havia falecido dois meses antes. Ele deixou nove cópias do testamento: uma para cada um dos oito filhos, e a última foi entregue ao rabino da comunidade.
 
Após a Shivá, eles abriram o testamento, que detalhava todos os bens e posses do pai e como deveriam ser distribuídos. Quando chegou ao final da lista, Shmuli ficou paralisado, pois ele, o mais velho de todos os irmãos, não havia sido citado. Ele ficou absolutamente chocado, confuso e com um terrível sentimento de traição.
 
Shmuli sempre teve um excelente relacionamento com seu pai ao longo de toda a vida e, por isso, não entendia por que seu pai faria isso com ele. Os irmãos se davam muito bem, e um deles sugeriu simplesmente ignorar o testamento e redistribuir os bens incluindo Shmuli. No entanto, o próprio Shmuli recusou a ideia, dizendo que não queria receber nada que seu pai não quisesse que ele recebesse. Shmuli então disse ao rabino Margalit, com lágrimas nos olhos:
 
- Mais do que o aspecto financeiro, que me ajudaria muito, o que realmente me incomoda é não conseguir entender por que meu pai fez isso comigo. Desde aquele dia terrível em que lemos o testamento, eu não consigo comer, dormir nem trabalhar, por causa de todos os pensamentos horríveis que passam pela minha cabeça. Perdi 10 quilos e minha alegria de viver desapareceu. Eu não queria ir ao cemitério no Shloshim, mas meus irmãos me convenceram a ir com eles. Depois que eles saíram, fiquei lá sozinho e comecei a chorar, dizendo: "Pai, quero que você desça do Gan Eden e me diga por que fez isso comigo! Se você não vier, então me leve até você, porque eu não posso continuar assim". Esses pensamentos estão me consumindo completamente.
 
O rabino perguntou a Shmuli se ele tinha uma boa relação com o pai, e ele confirmou que eram muito próximos. O rabino então perguntou quantos filhos ele tinha. Ele disse que tinha doze filhos e já tinha casado todos eles. Ele também contou que havia enfrentado grandes dificuldades financeiras e confidenciava ao pai sobre os tempos difíceis que estava passando. O rabino perguntou se o pai o ajudava financeiramente. Shmuli respondeu:
 
- Meu pai era muito generoso. Ele me deu 50 mil dólares para o casamento de cada um dos meus filhos.
 
- Shmuli, preste atenção no que você está dizendo - falou o rabino, empolgado com o que acabara de descobrir - Isso significa que seu pai lhe deu 600 mil dólares. Pelo testamento, cada um de seus irmãos recebeu cerca de 300 mil dólares. Seu pai não apenas deu a você, ele lhe deu o dobro do que deu aos outros por você ser o primogênito!
 
Shmuli reconheceu a verdade no que o rabino estava dizendo. Ele então o abraçou e disse:
 
- Não tenho palavras para agradecer. Você acabou de tirar um peso enorme do meu coração. Só me pergunto por que meu pai não colocou isso no testamento.
 
- A pergunta é sobre você, não sobre ele - respondeu o rabino - Como você pôde deixar de perceber e valorizar tudo o que seu pai fez por você ao longo de sua vida? Ele lhe deu o dobro do que deu aos seus irmãos, e certamente acreditava que você jamais esqueceria disso. Seu problema de autoestima está explicado: você nunca conseguiu reconhecer de verdade o que seu pai fez por você.

Nesta semana lemos a Parashat Beshalach (literalmente "Quando enviou"), que começa descrevendo a saída triunfal do povo judeu do Egito. A Torá então nos conta que, quando o povo judeu estava saindo, enquanto as pessoas se preocuparam em pegar as riquezas dos egípcios, Moshé se envolveu pessoalmente no cumprimento de uma importante Mitzvá: a retirada do caixão de Yossef do Egito, para enterrá-lo na Terra de Israel, como está escrito: "Moshé levou consigo os ossos de Yossef, pois ele havia feito os filhos de Israel jurarem, dizendo: 'Certamente D'us visitará vocês, e então vocês levarão daqui com vocês os meus ossos" (Shemot 13:19).
 
Porém, se prestarmos atenção às palavras do versículo, uma questão óbvia é despertada. À primeira vista, a expressão "ossos" parece uma forma depreciativa de se referir ao corpo de um Tzadik. Por que a Torá não se referiu ao corpo de Yossef de uma maneira mais honrosa?
 
Sabemos que D'us julga cada pessoa de acordo com seu nível espiritual. Grandes Tzadikim são cobrados por desvios tão pequenos quanto um fio de cabelo, o que não ocorre com pessoas de nível espiritual inferior, que somente são cobradas por erros mais grosseiros. Na realidade, Yossef havia cometido um erro que, de acordo com o seu nível elevado, foi considerado algo grave. Quando os irmãos estiveram diante de Yossef, sem saber que ele era seu irmão, Yehudá referiu-se a Yaacov como sendo "nosso pai, seu servo". O Talmud (Sotá 13a) ensina que, pelo fato de Yossef ter permanecido em silêncio e permitido que Yehudá falasse dessa maneira a respeito de seu pai, Yossef passou a ser descrito como "ossos", inclusive ainda em vida.
 
Em outra afirmação sobre o mesmo episódio, o Talmud (Sota 13b) relata que, como punição por seu silêncio, Yossef perdeu dez anos de vida, e foi o primeiro entre os irmãos a falecer, apesar de ser um dos mais novos. Os dez anos de vida que ele perdeu são correspondentes às dez vezes em que ouviu seu pai ser chamado de "seu servo" e permaneceu em silêncio. Porém, o que nos chama mais a atenção é que ambas as afirmações do Talmud foram ditas em nome do mesmo sábio, o Rav Yehuda, o que aparentemente se configura como uma contradição. Por que Yossef teria sido punido duas vezes pelo mesmo erro?
 
O Rav Baruch HaLevi Epstein zt"l (Bielorrúsia, 1860 - 1941) explica que Yossef foi chamado de "ossos" pois, como um corpo descrito apenas como "ossos" indica que já ocorreu sua decomposição, a Torá utiliza esse termo como uma forma de punição a Yossef por sua falta de sensibilidade com a honra de seu pai.
 
Contudo, essa resposta é difícil de ser entendida, pois na Parashat Vayechi, Yossef se referiu a si mesmo como "ossos", como está escrito: "E Yossef fez os Filhos de Israel jurarem, dizendo: 'Certamente D'us os visitará, e vocês farão subir daqui os meus ossos" (Bereshit 50:25). Sendo assim, é impossível que o termo esteja sendo usado como punição, especialmente porque a referência trazida pelo Talmud de que Yossef foi chamado de "ossos" ainda em vida se refere justamente à ocasião em que ele próprio utilizou essa expressão para falar de si mesmo. Além disso, como o fato de Yossef ser chamado de "ossos" compensaria a desonra causada ao seu pai?
 
Responde o Rav Yochanan Zweig shlita que segundo o Talmud (Nidá 31a), os ossos de uma pessoa, que fornecem a estrutura física de seu corpo, são geneticamente transmitidos pelo pai. A palavra hebraica para "osso" é "etzem". A palavra "atzmiut", que descreve o senso de identidade essencial de uma pessoa, deriva da mesma raiz. Essa conexão indica que o indivíduo recebe do pai não apenas sua estrutura física, mas também sua estrutura psicológica básica, seu senso de identidade.
 
Esse senso de identidade se desenvolve quando a pessoa consegue se definir a partir de seus pais. Alguém que possui uma forte consciência de suas raízes encara a vida com mais confiança. Portanto, é fundamental identificar qualidades positivas em nossos pais às quais possamos aspirar, pois somente uma base sólida permite que nosso crescimento seja duradouro.
 
O erro de Yossef não resultou apenas em uma falta de honra em relação ao seu pai, mas também revelou uma falha na maneira como ele próprio se definia. Diminuir a estatura de seu pai indicava uma deficiência interna em si mesmo. Assim, quando Yossef percebeu que, por sua inação, havia possibilitado uma desonra ao seu pai, ele passou a se referir a si mesmo como "ossos". Uma vez que seus ossos e, em um nível mais profundo, sua própria identidade, provinham de seu pai, ele compensou essa falha definindo-se completamente a partir de seu pai. Agir dessa forma serviu tanto para reconhecer que ele havia desonrado seu pai quanto para corrigir a maneira como compreendia a si mesmo.
 
Conclui-se, portanto, que ser chamado de "ossos" não foi uma punição, mas sim a forma que Yossef encontrou para reparar sua falha. Consequentemente, não há contradição nos dois ensinamentos do Talmud, pois uma afirmação reflete a iniciativa de autocorreção de Yosef, enquanto a outra identifica sua punição.
 
Deste ensinamento fica um princípio importante para as nossas vidas. Temos a Mitzvá da Torá de honrar nossos pais. Uma das maneiras é sempre olhá-los de forma positiva e procurando suas qualidades, para que possamos sentir orgulho deles. Mas a Torá está nos ensinando algo incrível: a nossa própria personalidade será formada de acordo com a maneira como olhamos os nossos pais. Alguém que honra e admira seus pais tem muito mais chances de se tornar uma pessoa equilibrada e bem-sucedida. Procure sempre as qualidades e admire aqueles que nos deram o que temos de mais importante: a própria vida.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

 Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
 -------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor, deixe aqui a sua pergunta ou comentário sobre o texto da Parashá da semana. Retornarei o mais rápido possível.