sexta-feira, 28 de junho de 2024

ATITUDES VITORIOSAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHELACH LECHÁ 5784

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Avraham Yaacov ben Miriam Chava

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Sr. Gabriel David ben Rachel zt"l 
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PARASHÁ SHELACH LECHÁ 5784



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MENSAGEM DA PARASHÁ SHELACH LECHÁ

ASSUNTOS DA PARASHÁ SHELACH LECHÁ
  • Explorando a Terra de Israel.
  • Moshé reza por Yehoshua, seu Talmid.
  • Calev vai para Hevron.
  • 10 espiões voltam falando mal da Terra de Israel.
  • Histeria e choro do povo.
  • Ameaça de Destruição.
  • O Decreto dos 40 Anos no deserto.
  • Parte do povo tenta entrar "à força"
  • Oblações para Sacrifícios.
  • A Oferenda da Massa (Chalá).
  • Oferendas de Pecado Comunal por Idolatria (não intencional).
  • Oferendas de Pecado Individual por Idolatria (não intencional).
  • Idolatria intencional.
  • Mekoshesh: O homem juntando lenha no Shabat.
  • A Penalidade por violação do Shabat.
  • Shemá Israel.
  • Tzitzit.
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ATITUDES VITORIOSAS - PARASHÁ SHELACH LECHÁ 5784 (28/jun/24)
 
Uma fêmea de pardal fez seu ninho em um campo de milho. Logo depois ela botou ali seus ovos e, após alguns dias, belos e fortes filhotes de pardal nasceram. Certo dia, um dos filhotes ouviu o fazendeiro dizer:
 
- Vou chamar meus vizinhos para me ajudarem a colher este campo.
 
Ele ficou desesperado ao ouvir isto, pois o ninho da família seria destruído, e contou tudo o que ouviu à sua mãe.
 
- Não se preocupe - disse a mãe passarinho - garanto que nada vai acontecer.
 
E, realmente, nada aconteceu. Alguns dias depois, o filhote escutou o fazendeiro novamente dizer:
 
- Vou chamar meus parentes para colher este campo.
 
O filhote novamente ficou com muito medo e correu para avisar a mãe.
 
- Não tenha medo - disse novamente sua mãe - tenho certeza de que nada vai acontecer.
 
E ela estava certa. Porém, alguns dias depois, o agricultor chegou no campo com seu filho pequeno e disse:
 
- Eu mesmo vou começar a colher este campo amanhã cedo.
 
Desta vez, quando o filhote contou para a mãe, a reação dela foi diferente. Com o rosto preocupado, ela disse:
 
- Recolha rápido suas coisas, nós vamos embora. Precisamos reconstruir nosso ninho em outro lugar.
 
- Mãe, por que desta vez você ficou tão preocupada? - perguntou o filhote - das outras vezes você nem se importou, e realmente nada aconteceu!
 
- Agora é diferente, filho - disse a mãe passarinho - Enquanto o agricultor apenas dizia "chamarei alguém para fazer", sabia que nada seria feito. Mas quando ele tomou a atitude de dizer "eu farei o que precisa ser feito no meu campo", então entendi que certamente o trabalho será feito.
 
Assim acontece na prática. Quando temos uma atitude vitoriosa, quando nos comportamos como alguém que assume as rédeas da vida, então o sucesso realmente aparece.

Nesta semana lemos a Parashá Shelach Lechá (literalmente "Envie para você"), que traz o evento trágico que mudou a história do povo judeu. Após D'us ter diversas vezes afirmado que a Terra de Israel era boa e fértil, além de ter garantido que milagres aconteceriam na sua conquista, diante de inimigos maiores e mais numerosos, o povo insistiu com Moshé que queriam que espiões fossem enviados para verificar as condições da terra, em uma tremenda demonstração de falta de Emuná. Doze espiões foram enviados, um de cada Tribo, e dez voltaram falando mal da terra, dizendo ser impossível conquistá-la. Isso causou uma enorme histeria e um choro coletivo, causando com que D'us ficasse furioso e decretasse que toda aquela geração não poderia entrar na Terra de Israel. Eles tiveram que permanecer por 40 anos no deserto, até que toda aquela geração morresse e apenas uma nova geração tivesse o mérito de herdar a terra.
 
A Parashá ensina que os espiões escolhidos eram pessoas especiais, espiritualmente muito elevadas, como Calev ben Yefune e Yehoshua Bin Nun, que originalmente se chamava Hoshea. Antes de Moshé enviar os espiões, ele mudou o nome de "Hoshea" para "Yehoshua". A letra "Yud", que foi adicionada no início do nome dele, simbolizava D'us, como se Moshé estivesse desejando que D'us salvasse Yehoshua do plano dos espiões. Nossos sábios explicam que este "Yud" era o mesmo que foi retirado do nome de Sara, esposa de Avraham Avinu, que originalmente chamava-se "Sarai", e depois seu nome foi mudado para "Sara".
 
Muitos comentaristas questionam o motivo pelo qual este "Yud" precisou vir justamente de Sara. O que havia no nome de Sara que poderia ajudar Yehoshua, em especial naquele momento tão difícil, com tantas más influências à sua volta?
 
O Rav Yssocher Frand sugere que Yehoshua precisava de uma força especial para evitar cair nas más influências dos outros espiões. Sara representava tal força. Quando Yitzchak era criança, Sara percebeu que ele estava correndo o risco de cair espiritualmente sob a péssima influência de Ishmael, que fazia as piores transgressões. Ela insistiu para que Hagar e Ishmael fossem expulsos de casa, pois sabia as influências que as más companhias podem ter sobre uma pessoa. Por mais cruel que possa ter parecido na época o ato de forçar um pai a mandar embora de casa seu próprio filho, Sara percebeu que isso era fundamental para a continuidade do povo judeu. Sara representava, portanto, a força contra as más influências, justamente o que Yehoshua mais precisava naquele momento. Por isso, quando Moshé sentiu que Yehoshua precisaria de uma força interior e da coragem de se levantar contra a multidão, ele colocou em Yehoshua uma parte do nome de Sara, para que ele ganhasse esse aspecto da força de personalidade dela.
 
Porém, há outras duas grandes dificuldades neste assunto do envio de espiões. Quando Moshé os enviou, deu-lhes uma série de instruções. Primeiro, pediu-lhes que fizessem uma avaliação militar dos habitantes e das cidades da Terra de Israel. Além disso, Moshé pediu-lhes que avaliassem a terra em si, em termos de sua fertilidade e se era intrinsicamente boa. Quando espiões são enviados em uma missão, geralmente são enviados como uma ferramenta estratégica. Podemos entender as instruções para avaliar o potencial militar, mas as instruções para investigar a terra em termos da qualidade do seus frutos e de sua fertilidade parecem fora de contexto em uma missão de espionagem. Por que Moshé pediu para que os espiões observassem estes aspectos?
 
Finalmente, D'us avisou explicitamente para Moshé que não concordava com a missão dos espiões, o que aprendemos das palavras "Shelach Lechá", que literalmente significam "envie para você". Segundo Rashi (França, 1040 - 1105), D'us estava dizendo para Moshé: "Não estou ordenando a você, mas se desejar, você pode enviar espiões". Como o povo pressionou Moshé, ele aconselhou-se com D'us, que avisou: "Eu disse ao povo que a terra é boa. Agora juro que lhes darei a oportunidade de tropeçar nas palavras dos espiões, para que não herdem a terra". Então por que Moshé decidiu mesmo assim enviar os espiões? O que ele pretendia ganhar com esta missão, que vinha de um lado tão negativo do povo, baseado em falta de Emuná?
 
A resposta é que Moshé não estava apenas enviando-os como espiões estratégicos. Moshé também estava tentando injetar neles uma atitude, a atitude de que "esta é a minha terra". Moshé não queria que eles fossem para a Terra de Israel como meros espiões, mas sim que se comportassem como "donos da terra". Moshé pediu para que vissem vários pontos, tais como a fertilidade da terra e a qualidade dos frutos, como se estivesse dizendo aos espiões: "Vão verificar a terra de vocês, onde futuramente suas casas estarão localizadas. Verifiquem o mercado imobiliário, verifiquem a agricultura, verifiquem a produtividade, pois esta será a sua terra. Vocês devem olhar para ela como se já fosse sua".
 
Aproximar-se da Terra de Israel com a atitude de "esta é minha terra" é totalmente diferente do que a atitude de entrar como um espião estratégico. Um espião pensa em termos de "será que seremos capazes de ter sucesso?". Já o proprietário pensa apenas em termos de "como, que método devo usar?". Esse é o espírito que Moshé queria colocar nos espiões, de que a verdadeira questão não era "se", e sim "como".
 
Moshé considerou vital que Yehoshua entendesse essa ideia. Ele não poderia ter dúvidas se a terra era realmente nossa. Quem, na Torá, sentiu de verdade que a Terra de Israel era nossa? Sara. Quando ela pediu para que Avraham expulsassse seu filho Ishmael, ela disse: "Este não herdará com meu filho" (Bereshit 21:10). Ela se referia ao fato de que Ishmael não teria uma porção na Terra de Israel. Esta terra pertence completamente a Yitzchak, sem parcerias. A Terra de Israel pertence à nação judaica, não aos Ishmaelim. Ela é nossa. Portanto, Moshé pegou o "Yud" de Sara e deu a Yehoshua, para que ele entrasse na Terra de Israel levando consigo a atitude de Sara.
 
Esta é a atitude que devemos ter em relação à verdadeira posse da Terra de Israel. É nossa porque D'us nos deu. Esta é a atitude que os espiões precisavam ter ao entrar na terra. Moshé estava dizendo a eles: "Examinem seu imóvel. É seu, e não pertence a mais ninguém". Essa era a única maneira de conquistar a Terra de Israel.
 
Isso não se aplica apenas a sentir que a Terra de Israel é nossa por direito. Isso se aplica a qualquer outra área da vida na qual precisamos ter uma atitude de sermos "donos da casa". Quando uma pessoa tem uma atitude vencedora, quando ela assume a responsabilidade, então as coisas dão certo. Isso também vale para áreas como o casamento e a educação dos filhos. Toda vez que não nos sentimos "donos da casa", nos esquivamos das nossas verdadeiras responsabilidades. Já o sentimento de "é minha responsabilidade" nos faz corrermos atrás do sucesso. Tudo na vida é uma questão de atitude, e era isso que Moshé tentou injetar nos espiões, em especial em seu querido aluno Yehoshua. Este era o "Yud" de Sara.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 

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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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quinta-feira, 20 de junho de 2024

GANHANDO E PERDENDO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BEHAALOTECHÁ 5784

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Avraham Yaacov ben Miriam Chava

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MENSAGEM DA PARASHÁ BEHAALOTECHÁ

ASSUNTOS DA PARASHÁ BEHAALOTECHÁ
  • Acendendo a Menorá.
  • Inauguração dos Leviim.
  • Responsabilidade dos Leviim.
  • O primeiro Pessach no deserto (2º ano).
  • Pessach Sheni.
  • Sinais Divinos para iniciar as viagens.
  • As Trombetas.
  • Moshé convida Itró (Chovev) a se juntar ao povo judeu.
  • A Viagem do Sinai.
  • A Arca Parte (Nun invertido).
  • Queixas e o fogo Celestial.
  • Reclamação do Man e desejo por carne.
  • Moshé reclama com D'us do peso do povo e D'us escolhe 70 anciãos.
  • A Codorniz e a praga.
  • Lashon Hará de Miriam e Aharon sobre Moshé.
  • D'us ressalta o valor único de Moshé.
  • A Punição de Miriam (Tzaraat).
  • Miriam de Quarentena fora do acampamento e o povo espera.
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GANHANDO E PERDENDO - PARASHÁ BEHAALOTECHÁ 5784 (21/jun/24)
 
"Certa vez, quando o Rav Yechiel Mordechai Gordon zt"l (Lituânia, 1882 - Israel, 1964) estava em Londres, ele recebeu uma carta de sua filha, Frida Chaia, que estava noiva. Assim que acabou de ler a carta, ele imediatamente desmaiou. Quando o rabino voltou a si, explicou que aquela carta era a resposta de uma carta que ele havia enviado à sua filha alguns dias antes. Em sua carta, o rabino havia prometido à sua filha que quando chegasse aos Estados Unidos, tentaria conseguir um empréstimo de quinhentos dólares de seus parentes. Esse valor seria enviado para que a filha pudesse se casar com seu noivo, o Rav Aisic, e não precisasse adiar a data do casamento.
 
Em sua carta, a filha contava sobre uma de suas amigas, que estava muito angustiada. Ela também havia recentemente se comprometido com um bom rapaz, mas seria obrigada a desfazer o noivado. A razão para isso era que o pai da amiga havia prometido como dote a quantia de quinhentos dólares, mas havia emprestado o dinheiro para uma Yeshivá, e a Yeshivá não conseguia pagar a dívida. A filha do Rav Gordon pedia ao pai que todo o dinheiro arrecadado fosse dado para a amiga, para não precisar desfazer o noivado. Ela ressaltava na carta que esta decisão era dela e do noivo, e eles se contentariam em se casar e iniciar a vida com o pouco que tinham.
 
A carta dela tocou o coração do Rav Gordon e de todos os que a liam. Quando o conteúdo da carta foi levado ao conhecimento de seu amigo, o Rav Yechezkel Avramski zt"l (Império Russo, 1886 - Israel, 1976), ele decidiu que faria todos os esforços para arrecadar a quantia necessária. Depois de alguns dias, o Rav Avramsky correu para acalmar o Rav Gordon e informar-lhe que ele estava assumindo a responsabilidade de conseguir o dinheiro. Ele também recebeu sobre si ir pessoalmente ao correio enviar a carta com o cheque. O Rav Gordon disse que não era necessário, ele mesmo poderia levar o cheque ao correio. Porém, o Rav Avramsky disse:
 
- Querido rabino, há algum tempo ouvi uma história incrível. A esposa do Gaon MiVilna e uma amiga prometeram uma à outra que a primeira delas que falecesse voltaria ao mundo em até trinta dias após sua morte para contar à outra o que havia acontecido no Julgamento Celestial. Quando uma delas faleceu, cumpriu a promessa e, no trigésimo dia, disse à amiga: "Meu Olam Habá é muito grande, mas o seu será ainda maior. Você se lembra que uma vez fomos arrecadar dinheiro para uma causa e vimos ao longe uma certa senhora muito rica? Você acenou com a mão para que ela nos esperasse e pudéssemos pedir a ela ajuda para nossa causa. Este aceno de mão está gravado no céu em seu mérito, e por isso seu Olam Habá será ainda maior que o meu!".
 
- Se é assim que funciona - finalizou o Rav Avramsky - que até mesmo um pequeno feito, como acenar com a mão, tem tanto valor no Céu, então eu faço questão de ir pessoalmente levar a carta com o cheque no correio"
 
No meio de atos tão elevados de doação e dedicação ao próximo, pequenas atitudes fazem a diferença. Isso nos ensina o valor de cada pequena Mitzvá que fazemos na vida.

Nesta semana lemos a Parashá Behaalotechá (literalmente "Quando você acender"), que traz alguns assuntos importantes, tais como o acendimento diário da Menorá, o primeiro Pessach no deserto e algumas reclamações do povo, seguidas de grandes castigos aplicados por D'us.
 
A Parashá termina com um assunto muito importante, que nos transmite uma forte mensagem. Moshé estava em um nível de profecia que nenhum outro ser humano havia chegado, e falava com D'us o tempo todo. Por isso, ele queria estar sempre em um estado de pureza. Ele decidiu então se separar de sua esposa, Tsipora, o que deixou sua irmã Miriam incomodada. Por se preocupar com seu querido irmão, que talvez havia tomado uma atitude equivocada, ela comentou o ocorrido com seu outro irmão, Aharon. Porém, ela falou de uma forma que diminuiu a honra de Moshé. Isso foi considerado por D'us um Lashon Hará. Miriam foi imediatamente castigada com Tsaraat, precisando ficar sete dias isolada fora do acampamento, como está escrito "Então Miriam ficou sete dias confinada fora do acampamento" (Bamidbar 12:15). Se Miriam, que era uma grande Tzadiká, e falou sobre seu irmão com amor, sem desrespeitá-lo, por estar preocupada com sua decisão, e falou apenas com Aharon, e mesmo assim foi castigada de maneira tão dura, quão grande será o castigo daqueles que fazem Lashon Hará para muitas pessoas, com ódio no coração e com a intenção de machucar e causar danos?
 
Quando o povo judeu estava no deserto, o castigo de Tsaraat era ainda mais duro, pois caso o povo começasse uma viagem, a pessoa que estava fora do acampamento ficava para trás, precisando depois correr para alcançar o resto do povo. Mas não foi assim com Miriam, como diz a continuação do versículo: "e o povo não viajou até que Miriam entrasse". Mas por que este tratamento diferenciado com Miriam? Apesar de suas boas intenções, na prática ela fez Lashon Hará, e o castigo dela deveria ter sido igual ao de qualquer outra pessoa! Por que D'us fez com que o povo esperasse por ela e não viajasse durante os sete dias em que ela estava fora do acampamento?
 
Explica Rashi (França, 1040 - 1105) que D'us concedeu a ela esta honra como recompensa por uma hora que ela permaneceu acompanhando seu irmão Moshé, como está escrito: "Sua irmã ficou de longe para saber o que lhe aconteceria" (Shemot 2:4). Quando Moshé foi colocado por sua mãe em uma cesta flutuando no Nilo, em uma tentativa desesperada de salvar sua vida, Miriam foi acompanhando de longe, para ver o que aconteceria. Apesar de isso ter acontecido aproximadamente 80 anos antes, D'us havia guardado para ela a recompensa "medida por medida". Da mesma forma que ela havia acompanhado seu irmão, o povo acompanhou Miriam.
 
O Tossafot, no Tratado de Sotá (11a), explica que quando Rashi utilizou a expressão "uma hora", não se referia a uma hora literalmente, isto é, 60 minutos. "Uma hora" se refere a algum tempo que ela se dedicou a acompanhar seu irmão. Provavelmente foi muito menos que isso. Talvez tenha sido algo como um terço de hora, ou vinte minutos, que ela acompanhou seu irmão até que ele foi encontrado por Batia, a filha do Faraó. Segundo o Tossafot, há um ensinamento muito importante neste pequeno detalhe. Sabemos que a Misericórdia Divina é 500 vezes mais forte do que a Sua Justiça estrita. Podemos ver isso na prática no caso de Miriam. Os 7 dias de recompensa totalizam 168 horas, que correspondem a 504 terços de hora. Isso significa que Miriam fez uma Mitzvá que durou um terço de hora, e recebeu uma recompensa 500 vezes maior, de 504 terços de hora! E os 4 terços de horas que estão sobrando? Explica o Siftei Chachamim que se refere à recompensa de Miriam por ter ido trazer a mãe de Moshé para amamentá-lo. Este acontecimento nos ensina a grandeza da recompensa das Mitzvót. Mesmo por uma Mitzvá pequena que a pessoa cumpre ela recebe uma enorme recompensa.
 
Há outro ensinamento na Parashá que também se relaciona com a recompensa das Mitzvót. Após o Lashon Hará de Miriam, a Torá escreve algo incrível sobre Moshé Rabeinu: "E eis que este homem, Moshé, era extremamente humilde, mais do que qualquer pessoa na face da terra" (Bamidbar 12:3). De todas as qualidades de Moshé, por que a Torá quis ressaltar justamente a sua humildade? Uma questão semelhante surge quando prestamos atenção em um dos ensinamentos dos nossos sábios: "Rabi Lavitas, um homem de Yavne, diz: Seja muito muito humilde" (Avót 4:4). Qual é a diferença entre a humildade e os outros traços de caráter, a ponto de ser necessário escrever de forma duplicada, "muito muito", quando se refere à humildade?
 
A resposta é que no orgulho e na busca de honra há algo que não aparece em nenhum outro traço de caráter. É sabido que não há neste mundo a possibilidade de mensurar o valor das Mitzvót, pois mesmo o mundo inteiro não seria suficiente para pagar a recompensa de uma única Mitzvá. As Mitzvót são tão importantes que nossos sábios ensinam que se alguém for forçado a fazer uma transgressão, ele deve estar disposto a gastar toda a sua fortuna para não transgredir. Paralelamente, em relação às Mitzvót positivas, também não temos como mensurar o valor de cada Mitzvá. De acordo com o Ramban (Espanha, 1194 - Israel, 1270), é por este motivo que não nos foi revelado a recompensa das Mitzvót positivas.
 
Mas por que uma Mitzvá não pode ser paga neste mundo? Pois os meios de pagamento existentes neste mundo são materiais e limitados. Portanto, através deles não é possível pagar pelas Mitzvót, que são espirituais e infinitas. Mas há algo no mundo que pode ser usado como pagamento das Mitzvót: a honra. Apesar de ser enganador, de qualquer maneira a honra é algo espiritual. Muitas pessoas gastam fortunas para receber uma pouco de honra, por causa da satisfação espiritual que ela oferece. Elogios e louvores que a pessoa recebe em público, por sua riqueza, grandes feitos ou sabedoria elevada, são como pagamentos espirituais que se materializaram.
 
Para que possamos evitar cair nesta armadilha, que causa com que méritos do nosso Mundo Vindouro sejam descontados neste mundo, nos advertiu o Rabi Lavitas de forma enfática, repetindo a expressão "muito" duas vezes, para nos lembrar do cuidado que devemos ter com esta "praga" que é a busca por honra. A honra, que é algo espiritual, pode ser recebida como pagamento espiritual pelo cumprimento das Mitzvót. E caso o pagamento seja recebido neste mundo, através dos elogios e dos louvores, a pessoa irá para o Mundo Vindouro completamente pobre e vazio de méritos, e não terá mais nada para receber por seus esforços feitos na vida.
 
O Rabi Lavitas estava dizendo, em outras palavras: fuja com todas as suas forças da honra, como alguém que foge do fogo, pois da mesma forma que o fogo pode destruir todos os nossos bens neste mundo, o orgulho e a honra podem destruir todos os nossos bens do Mundo Vindouro. Da nossa Parashá aprendemos, portanto, que por um lado é muito fácil ganhar recompensas, mesmo com pequenos bons atos, mas, ao mesmo tempo, é muito fácil perdê-las, se não tomarmos cuidado com a nossa busca por honra.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 

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