sexta-feira, 10 de maio de 2024

TIRANDO O ÓDIO DO CORAÇÃO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ KEDOSHIM 5784

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  • Leis de Santidade.
  • Honrar os pais.
  • Shabat.
  • Proibição de Idolatria.
  • Leis de Korbanót.
  • Ajuda aos necessitados (Leket, Shichechá e Peá).
  • Honestidade nos negócios.
  • Não desviar a justiça.
  • Ame ao próximo como a si mesmo.
  • Misturas proibidas (Kilaim e Shaatnez).
  • Orlá.
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  • Não envergonhar os estrangeiros.
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TIRANDO O ÓDIO DO CORAÇÃO - PARASHÁ KEDOSHIM 5784 (10/mai/24)
 
"A Sra. Mônica estava no zoológico com Gabriela, sua querida netinha de sete anos, uma linda menininha ruiva e com o rosto todo salpicado de sardinhas vermelhas e brilhantes. Elas estavam passando o dia juntas e se divertiam muito. Em cada jaula que passavam, Gabriela parava e contemplava os animais.
 
Quase no final do passeio, elas viram uma fila de crianças. Era uma atividade de férias do zoológico, na qual um artista pintava bichinhos no rosto das crianças. Gabriela pediu para entrar na fila, pois queria o desenho de um tigre, e a avó concordou. Porém, enquanto esperava sua vez, Gabriela escutou um menino da fila gritar bem alto:
 
- Olha esta menina. Ela tem tantas sardas no rosto que não vai ter nem onde pintar o bichinho!
 
Todas as crianças da fila começaram a olhar para Gabriela e dar risada. Muito envergonhada, Gabriela abaixou a cabeça. Lágrimas começaram a escorrer em seu rosto. Ao ver o que havia acontecido, a avó imediatamente ajoelhou-se perto dela e, com um lindo sorriso no rosto, disse:
 
- Não fique triste, querida. Esse garoto é um bobo. Eu adoro suas sardas!
 
- Mas eu detesto! - Gabriela respondeu, ainda muito triste - Os meninos sempre zombam de mim por causa delas! Que ódio, eu não aguento mais!
 
- Quando eu era menina, sempre quis ter sardas - disse a avó, passando carinhosamente o dedo pelo rosto da netinha - Sardas são tão bonitas! Era o meu sonho ter sardas.
 
Ao escutar aquelas palavras, Gabriela levantou os olhos e esboçou um sorriso tímido:
 
- Você acha mesmo, vó?
 
- Claro que eu acho - disse a avó - Diga-me uma coisa que seja mais bonita que sardas.
 
A garotinha, olhando para o rosto sorridente da avó, respondeu suavemente:
 
- Rugas!"
 
Quando olhamos para os outros com os olhos do amor, não vemos o que possam ter de feio, apenas o que têm de bonito. Que nossos olhos possam ver sempre a beleza nos outros.

A Parashá desta semana, Kedoshim (literalmente "Sagrados"), traz uma série de Mitzvót "Bein Adam Lechaveiro" (entre a pessoa e seu companheiro), tais como ajudar os necessitados, respeitar os anciões e não envergonhar os estrangeiros. Isso carrega uma lição muito importante para as nossas vidas. A verdadeira santidade não está apenas nos atos piedosos daqueles que se alongam nas Tefilót ou que todos os dias mergulham na Mikve para manterem-se sempre em estado de pureza. A Kedushá também está nos pequenos atos do cotidiano, na empatia, na capacidade de sentir a dor do próximo e de ajudar de forma mais honrosa possível antes mesmo que a pessoa precise pedir ajuda.  
 
Um exemplo do cuidado necessário com as Mitzvót "Bein Adam Lechaveiro" está na emblemática Mitzvá da Torá "Você não deve se vingar nem guardar rancor dos membros do seu povo; ame o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou Hashem" (Vayikra 19:18). Mas o que significa "se vingar" e "guardar rancor"? Será que é necessário matar um inimigo para que se configure em vingança? Será que para transgredir a Mitzvá de "não guardar rancor" é necessário não suportar nem ver a cara de uma pessoa?
 
Rashi traz as definições destas Mitzvót: "Se Shimon disser ao seu amigo Levi: 'Me empreste sua foice' e Levi responder 'Não', e no dia seguinte Levi, que havia se recusado a emprestar a foice, pede a Shimon que lhe empreste sua machadinha e Shimon responde 'Não vou emprestar minha machadinha, assim como você não me emprestou a sua foice', isso é vingança. Mas, se Shimon disser: 'Aqui está. Eu te empresto, pois não sou como você, que não me emprestou!', isso constitui guardar rancor, pois ele mantém o ódio em seu coração, mesmo que na prática não se vingou.
 
Porém, este ensinamento de Rashi desperta um interessante questionamento. Nesta situação, quem é pior? Será que é Levi, que foi mesquinho e não emprestou a foice quando foi inicialmente solicitado, ou Shimon, que decidiu não emprestar sua machadinha em retribuição à mesquinhez do seu companheiro? A priori diríamos que certamente Levi é o pior, pois ele fez um ato muito mais feio e condenável, negando-se a fazer uma bondade, enquanto Shimon somente reagiu à atitude mesquinha de Levi. Shimon pode até mesmo argumentar, e com alguma razão lógica: "Se ele não foi um bom vizinho para mim e não me emprestou o que eu precisava, mesmo que não perderia nada com isso, então por que eu deveria ser um bom vizinho para ele?"
 
Então porque Rashi explica que Shimon transgrediu a proibição da Torá de "Não se vingar", enquanto Levi aparentemente não violou nenhuma proibição específica? Onde está a justiça? O que faz o ato de Shimon ser mais grave que o ato de Levi?
 
O Rav Chizkia ben Manoach zt"l (França, 1220 - 1260), mais conhecido como Chizkuni, traz uma explicação muito interessante. Levi realmente não fez um ato bonito. A Torá exige que sejamos boas pessoas, que ajudemos ao próximo, e Levi deixou muito a desejar neste quesito ao se comportar de forma egoísta e mesquinha. Porém, apesar de não ter feito a bondade que poderia, ele não cometeu nenhuma transgressão. Por outro lado, Shimon fez algo muito mais grave. Ele transgrediu a proibição da Torá de odiar seu companheiro.
 
O que o Chizkuni está nos ensinando? Que a falha de Levi, de não emprestar algo ao seu companheiro, não demonstra que ele tem necessariamente algo pessoal contra Shimon. Ao contrário, talvez ele goste de Shimon, mas seja apenas uma pessoa excessivamente protetora com seus objetos e, por isso, não gosta de emprestá-los. Ou talvez ele realmente é uma pessoa egoísta e mesquinha, mas se comporta assim com todas as pessoas. Ele simplesmente não se importa em fazer bondades. No entanto, Shimon é alguém que provavelmente não se incomodaria de emprestar seus objetos. Então qual é o motivo dele se recusar a emprestar a Levi? Somente por causa do seu ressentimento, que beira o sentimento de ódio. Esta é uma falha de caráter muito maior. Ser avarento é feio, é condenável, mas não é uma proibição da Torá, enquanto odiar o próximo é.
 
Explica o Rav Yssocher Frand que desta maneira podemos entender porque a Torá foi rigorosa com Shimon. Ele guardou ódio no coração. Ele se tornou uma pessoa rancorosa, e o rancor pode levá-lo à transgressão de se vingar de seu companheiro. O ódio no coração leva a pessoa a fazer atos terríveis, e é um dos sentimentos mais negativos que uma pessoa pode sentir. O ódio fez o nosso Primeiro Beit Hamikdash ser destruído e o nosso povo ser exilado. O ódio causa desunião e enfraquece o povo judeu.
 
Mas qual é a maneira de não sentir ódio? Levi foi mesquinho e egoísta, não se importou com as necessidades de seu companheiro. Shimon precisava muito da foice, e Levi não perderia nada emprestando. É extremamente frustrante ter um pedido negado, ainda mais quando é sem justificativa. O que Shimon poderia ter feito para lidar com este sentimento negativo?
 
A resposta está nas palavras do versículo anterior: "Não odeie seu companheiro no seu coração. Repreenda seu companheiro e não carregue sobre si a transgressão" (Vayikrá 9:17). Se o problema é guardar ódio no coração, a solução é colocar para fora, isto é, conversar com a pessoa que nos fez mal. Quando estivermos chateados com alguém, devemos falar com a pessoa, questionar a atitude dela. Obviamente isso deve ser feito com educação e com tranquilidade, não com gritos e ofensas. Se Shimon questionasse Levi: "Por que você não me emprestou sua foice? Somos amigos, você não acha que foi mesquinho?", talvez Levi aprenderia o quanto machucou seu amigo com um ato egoísta e da próxima vez não faria mais isso. Shimon não teria guardado ódio no coração e a amizade continuaria. Ou Levi poderia até mesmo explicar o motivo pelo qual não havia emprestado suas coisas. Talvez ele tivesse alguma razão para isso. Talvez Shimon estragou algum objeto que pediu emprestado em outra situação e não quis pagar pelo dano causado. Desta maneira, Shimon teria aprendido a cuidar melhor do que é dos outros e não guardaria ódio em seu coração.
 
Guardar ódio no coração, além de ser uma transgressão, faz mal para nós mesmos. Nos faz vermos a vida de uma forma negativa, enxergando o que as pessoas têm de ruim, ao invés de olhar as coisas de uma ótica positiva. Aprenda a olhar o mundo sob a ótica do amor, ao invés de olhá-lo sob a ótica do ódio. Desta maneira, a vida não será tão cinzenta, ela terá muito mais cores. 

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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sexta-feira, 3 de maio de 2024

SENSIBILIDADE ESPIRITUAL - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ ACHAREI MÓT 5784

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ASSUNTOS DA PARASHÁ ACHAREI MÓT
  • Lembrança da morte dos filhos de Aharon, Nadav e Avihu.
  • O Serviço de Yom Kipur.
  • Sacrifício de animais fora do Mishkan.
  • Proibição de comer sangue.
  • Mitzvá de cobrir o sangue derramado na Shechitá.
  • Viva pelas Mitzvót
  • Não viver como os outros povos
  • Relacionamentos proibidos
  • Idolatria de Molech
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SENSIBILIDADE ESPIRITUAL - PARASHÁ ACHAREI MÓT 5784 (03/mai/24)
 
Era uma vez um príncipe que viajou pelo mundo inteiro à procura de uma esposa. Ele buscava uma mulher linda, gentil e de sangue azul, uma verdadeira princesa. Porém, depois de muitos meses procurando, o príncipe voltou triste e abatido, pois não tinha conseguido encontrar nenhuma esposa que atendesse suas expectativas.
 
Em uma noite fria e escura de inverno, uma forte tempestade castigou o reinado. De repente, alguém bateu na porta do castelo. O velho rei, intrigado, foi abrir a porta. Quem poderia ser naquela noite tão fria e chuvosa? Para sua surpresa, lá estava uma bela moça, completamente encharcada. Ela abriu um sorriso envergonhado e disse:
 
- Posso passar a noite aqui no seu castelo, senhor? Fui surpreendida pela tempestade enquanto viajava de volta para o meu reino. Estou com fome e frio, e não tenho onde ficar...
 
- Você é uma princesa? - perguntou o rei, desconfiado.
 
- Sim, senhor - respondeu timidamente a menina.
 
- Então entre, pois seria imperdoável da minha parte deixá-la lá fora em uma noite como esta! - respondeu o rei, ainda não muito convencido de se tratar mesmo de uma princesa.
 
Enquanto a princesa se secava e trocava de roupas, o rei informou à rainha sobre aquela visita inesperada. A rainha pôs-se a pensar e, com um sorriso matreiro, pensou: "Vamos já descobrir se ela é uma verdadeira princesa ou não". A rainha subiu ao quarto de hóspedes, onde a princesa passaria a noite e, sem ninguém ver, colocou por baixo do colchão uma ervilha. Em seguida, colocou por cima da cama mais vinte colchões e, finalmente, a roupa de cama. Então, desceu a escadaria e dirigiu-se à princesa, apresentando-se e dizendo amavelmente:
 
- Suba e vá descansar. Amanhã de manhã conversaremos com calma.
 
A princesa subiu e deitou-se naquela cama estranha, que mais parecia uma montanha. Na manhã seguinte, ela desceu para tomar o café da manhã. O rei e a rainha já estavam sentados à mesa. A princesa saudou-os e sentou-se. Então a rainha perguntou:
 
- Como passou a noite, princesa?
 
- Bem, não quero parecer mau agradecida, mas a verdade é que não consegui dormir nada naquela cama incômoda - disse a princesa - Senti algo no colchão que me incomodou a noite toda e deixou o meu corpo todo dolorido!
 
O rei ficou ofendido. Nunca nenhum convidado havia se queixado dos seus excelentes colchões de penas! Mas a rainha interrompeu-o e explicou a ele, com um sorriso, o que tinha feito para ver se realmente tratava-se de uma princesa ou alguém que queria enganá-los. Ela levantou-se e disse a todos:
 
- Só uma verdadeira princesa, com uma pele tão sensível e delicada, seria capaz de sentir o incômodo de uma ervilha através de vinte colchões!
 
O rei e a rainha apresentaram a princesa ao seu filho, e foi amor à primeira vista. Ao fim de alguns meses, o príncipe casou-se com a moça, com a certeza de ter encontrado finalmente a princesa verdadeira que há tanto tempo procurava. E, a partir daquele dia, a ervilha passou a fazer parte das joias da coroa, para que todos se lembrassem da história da princesa.

Nesta semana lemos a Parashá Acharei Mót (literalmente "Depois da morte"), que fala sobre os Serviços do dia mais sagrado do ano: Yom Kipur. O auge do Serviço era quando o Cohen Gadol entrava no Kodesh Hakodashim, o local mais sagrado do Templo. A Parashá traz também advertências ao povo judeu para não aprender com os outros povos a servir as idolatrias e a se comportar com imoralidade.
 
No final da Parashá é trazido um assunto interessante: a santidade da Terra de Israel, uma terra diferente de qualquer outro lugar. Porém, há um versículo que chama a atenção: "E que a terra não vomite vocês por tê-la contaminado, como vomitou a nação que precedeu vocês" (Vayikrá 18:28). O que significa este conceito de que a terra "vomita seus habitantes"? Por acaso a terra tem vida própria?
 
Rashi 
(França, 1040 - 1105) explica que isso se compara ao filho de um rei, uma pessoa fina, acostumada somente com as melhores iguarias, que foi alimentado com algo estragado. Seu estômago não suporta e ele acaba vomitando. Assim também é a Terra de Israel, uma terra que não suporta transgressões.
 
Quando o estômago de uma pessoa se revira por comer coisas podres, até mesmo algo um pouco estragado, este é um sinal claro da delicadeza da pessoa. Um cachorro, por outro lado, não apenas não adoece por comer algo estragado, mas é capaz até mesmo de sentir prazer e comer com gosto, até não sobrar nada. O cachorro está tão acostumado a comer coisas nojentas que algo estragado não lhe causa nenhum dano.
 
De acordo com o Rav Yerucham Leibovitz zt"l (Bielorússia, 1873 - 1936), o povo judeu é sensível até mesmo às transgressões mais leves. É um povo extremamente sutil e delicado espiritualmente, que não tolera impurezas e, portanto, qualquer desvio os estraga. Isso é um grande louvor ao povo judeu.
 
Há outro ensinamento da Torá que confirma este conceito. Está escrito: "Fui Eu quem te elevou da terra do Egito" (Vayikrá 11:45). Por que todas as vezes em que a Torá menciona a saída do Egito está escrito "te tirei", mas aqui está escrito "te elevei"? Rashi explica que se D'us tivesse tirado o povo judeu da terra do Egito apenas para que eles não se contaminassem alimentando-se com vermes e outros animais asquerosos, como fazem outras nações, isso já teria sido suficiente. Por isso foi usada a linguagem "elevou", implicando em uma elevação espiritual, uma maior sensibilidade espiritual. De forma semelhante, o Rav Simcha Zissel Ziv Broida zt"l (Lituânia, 1824 - 1898) dizia que mesmo se não tivesse vindo ao povo judeu nenhum outro benefício com a saída do Egito a não ser a purificação de suas almas em relação aos desvios espirituais, de forma que eles não suportariam mais o "fedor" das transgressões, isso já seria suficiente.
 
E esta mesma sensibilidade em relação às impurezas também se aplica em relação à herança do povo judeu, isto é, a Terra de Israel. Pelo fato de ser a herança de D'us, ela é completamente diferente em sua realidade de todos os outros lugares do mundo, pois ela não tolera as impurezas e as transgressões. A Terra de Israel é sagrada e delicada. Quando a impureza se aproxima dela, ela a vomita, pois ela é "filha do Rei". Portanto, a sensibilidade em relação às impurezas, tanto do povo judeu quanto da Terra de Israel, são um sinal de sua virtude.
 
A Torá nos ensina quais são as transgressões aos quais a Terra de Israel é especialmente sensível. Por causa das três transgressões mais graves, que um judeu está comandado a entregar sua vida para não transgredi-las (idolatria, relações ilícitas e derramamento de sangue), a terra vomita quem as pratica, pois nestas três transgressões nós encontramos a linguagem "impureza", e a Terra Sagrada não tolera impurezas. Não há diferença se os transgressores são judeus ou de outros povos, e caso contaminem a terra com estas transgressões, acabam sendo expulsos.
 
A essência da santidade da Terra de Israel e o fundamento da sua sensibilidade são esclarecidos pelo Ramban (Espanha, 1194 - Israel, 1270), e assim ele diz: "As Escrituras foram muito rigorosas ao proibir relações ilícitas por causa da Terra que se contamina com elas, e que vomita as pessoas que praticam essa abominação". Mas a transgressão de relações proibidas é uma questão que afeta a conduta pessoal, e não está relacionado com a terra. Por que a terra é afetada por estes atos imorais?
 
D'us criou tudo, e colocou seres superiores controlando as criaturas inferiores. Cada nação, em sua terra, está sob a influência de alguma estrela ou constelação. D'us distribuiu a todas as nações constelações no céu, e acima delas estão anjos, a quem Ele colocou como "ministros" sobre cada nação, e D'us está acima de tudo, supervisionando o mundo todo. Mas a Terra de Israel é a herança de D'us. Ele não colocou nenhum anjo como "ministro" sobre ela, uma vez que a deu como herança ao Seu povo. Esta é uma terra Sagrada, uma terra sobre a qual D'us cuida com Supervisão particular. Por isso, ela é uma terra sensível e delicada em relação às transgressões, e vomita quem a contaminar. É uma terra que não suporta os idólatras, adúlteros e assassinos.
 
As Mitzvót nos protegem da contaminação espiritual. É por isso que a Torá é tão rigorosa em relação ao que podemos comer ou o tipo de comportamento que devemos ter. A vida de um judeu é cercada de restrições, mas isso é um indicador na nossa elevação espiritual. As Mitzvót são as ferramentas para nos mantermos puros, cuidando da nossa delicadeza espiritual. Somos príncipes, filhos do Rei, e por isso somos mais sensíveis às transgressões. É isso que nos torna únicos e especiais, e que nos mantém conectados com a nossa espiritualidade. 

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R' Efraim Birbojm

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