sexta-feira, 20 de março de 2020

CONSERTANDO OS ERROS DO PASSADO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5780

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
   
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5780:

São Paulo: 17h56                   Rio de Janeiro: 17h43 
Belo Horizonte: 17h50                  Jerusalém: 17h15
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
VÍDEOS DAS PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI
BS"D
ASSUNTOS DA PARASHAT
 
Vayakel
 
- O Shabat.
- Contribuição de materiais para o Mishkan.
- Os construtores do Mishkan.
- Indicação dos "Arquitetos".
- Construindo o Mishkan.
- Construindo as cortinas do Ohel Moed.
- Construindo as Tábuas (estrutura do Ohel Moed).
- Construindo a Parochet e a Tela de entrada
- Construindo o Aron (Arca Sagrada) e a Kaporet.
- Construindo a Shulchan (Mesa).
- Construindo a Menorá.
- Construindo a Altar de Incenso.
- Construindo o Mizbeach (Altar de Sacrifícios).
- Construindo o Kior (Lavatório).
- Construindo o Pátio e a Tela de entrada.


Pekudei
 
- A Contabilidade das doações.
- Os materiais doados.
- Fazendo as roupas do Cohen Gadol.
- Fazendo o Éfod (Avental).
- Fazendo o Choshen Mishpat (Peitoral).
- Fazendo o Meil (Manto).
- Fazendo o Tsits (Placa para a cabeça).
- O Mishkan é completado.
- Moshé aprova o Mishkan e seus utensílios.
- Ordens para erguer o Mishkan.
- O Mishkan é erguido e os utensílios são posicionados.
- A Presença de D'us preenche o Mishkan.






 

CONSERTANDO OS ERROS DO PASSADO - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5780 (20/março/2020)


"Era uma vez um rei muito grande e poderoso, que governava muitos países. Seu tesouro mais precioso era um diamante. Porém, não era um simples diamante, era o diamante mais perfeito do mundo. Certo dia, durante uma festa, o rei quis ostentar seu diamante, passando-o de convidado em convidado, sobre um travesseiro de veludo macio, para que todos pudessem contemplá-lo. Porém, um dos convidados se descuidou e deixou-o cair no chão. Para o desespero do rei, o diamante perfeito sofreu um arranhão profundo com a queda.

Imediatamente o rei convocou os melhores joalheiros do reinado para verificarem aquele defeito em seu diamante. Após avaliarem o estrago, os joalheiros informaram que não poderiam remover o defeito sem cortar a superfície do diamante, o que certamente reduziria o seu valor. O rei ficou extremamente triste ao saber que seu diamante perfeito perderia seu valor. Mas ele não desistiu da ideia de salvar seu precioso diamante. Continuou procurando, de reinado em reinado, alguém que pudesse consertar a sua incrível joia sem que ela perdesse seu inestimável valor. Até que, em um reinado distante, um artista garantiu ao rei que poderia reparar seu diamante. A autoconfiança do artista convenceu o rei a confiar a ele o reparo do diamante.

Alguns dias depois, o artista voltou com o diamante. O rei ficou surpreso ao ver que o arranhão profundo havia sumido. Em seu lugar, uma linda rosa estava gravada no diamante. O arranhão havia se tornado o caule de uma flor refinada".

Temos dentro de nós um diamante perfeito, que é a nossa alma. Às vezes nós a "riscamos", através das transgressões que cometemos. Mas nem tudo está perdido. Através do arrependimento, podemos transformar os "riscos" da nossa alma em uma incrível oportunidade de crescimento.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Vayakel (literalmente "E reuniu") e Pekudei (literalmente "Contas"). As duas Parashiót falam sobre a realização das obras de construção do Mishkan, com todos os seus utensílios, seguindo cada um dos detalhes que haviam sido transmitidos por D'us a Moshé. Finalmente, quando o Mishkan se completou, Moshé o montou e a Presença de D'us repousou sobre ele. A partir da inauguração do Mishkan, os Cohanim puderam iniciar seus Serviços espirituais, como o acendimento da Menorá, a queima dos incensos e a oferenda dos Korbanót (sacrifícios).

Porém, quando refletimos sobre os Serviços feitos no Mishkan, uma dúvida surge: por que apenas os Cohanim tinham o mérito de fazer os Serviços espirituais? Não havia mais ninguém no povo judeu que tinha nível espiritual para este trabalho tão sagrado e importante?
 
Explicam os nossos sábios que, na realidade, este não era o plano original de D'us. Inicialmente os escolhidos para os Serviços espirituais eram os primogênitos, que já nasciam com uma santidade especial, propícia para os Serviços Divinos. Aprendemos este conceito do nosso patriarca Yaacov, que passou por muitos testes e dificuldades na vida, em especial com seu irmão Essav. Tudo começou quando Yaacov comprou a primogenitura de Essav por um prato de lentilha. Mas o que era esse "direito de primogenitura"? Era o privilégio concedido ao filho primogênito de ministrar os Serviços a D'us, em especial a oferenda de Korbanót. Essav, o filho primogênito de Ytzckak, seria o primeiro sacerdote do povo judeu, mas acabou vendendo o seu direito ao sacerdócio.
 
Este mérito não estava guardado apenas para Essav. Todos os primogênitos estavam originalmente destinados a ter este privilégio, que vinha acompanhado por uma enorme responsabilidade. A escolha dos primogênitos para o Serviço Divino não foi uma escolha arbitrária de D'us. O filho primogênito, o primeiro que saía do ventre de sua mãe, tinha um potencial espiritual inerente que deveria ser canalizado para o Serviço Divino. Este potencial foi reafirmado mais tarde em nossa história, no Egito, durante a Praga da Morte dos primogênitos. Os primogênitos judeus foram poupados da morte, em parte por causa deste potencial, e naquele momento receberam um grau extra de santidade por meio deste ato de salvação e santificação do Nome de D'us. De uma forma simbólica, foi como se, a partir daquele momento, D'us os possuísse.

Porém, infelizmente parte desta santidade se "estragou" quando o povo judeu construiu o Bezerro de Ouro, pouco tempo após a revelação de D'us no Monte Sinai. Quando Moshé desceu da montanha e viu as pessoas dançando alegremente ao redor do Bezerro de Ouro, ele as desafiou e disse: "Quem está com D'us, junte-se a mim" (Shemot 32:26). Somente os membros da Tribo de Levi escutaram o chamado de Moshé e reuniram-se em torno dele. Naquele dia, os primogênitos perderam a liderança espiritual do povo judeu. Ela foi transferida para o Cohanim, os filhos de Aharon, e eles assumiram os Serviços espirituais, inicialmente no Mishkan e, futuramente, no Beit HaMikdash.

Porém, havia ainda um grande problema que precisava ser resolvido: o que fazer com a santidade inerente dos primogênitos, que haviam sido originalmente separados por D'us para o Serviço Divino e pertenciam a Ele? D'us ordenou que os primogênitos fossem "resgatados", isto é, liberados de sua obrigação de servir no Mishkan. Isto deveria ser feito através de uma cerimônia, chamada "Pidion Haben", na qual o pai do bebê primogênito dá cinco moedas de prata ao Cohen, o substituto do primogênito no Serviço Divino.

Porém, esta cerimônia de "Pidion Haben" desperta um incrível questionamento. Como se não fosse ruim o suficiente para os primogênitos perderem seu status especial, D'us ainda fez desta perda uma Mitzvá para todas as futuras gerações. Para entender o que isto significa, é como se o fracasso mais embaraçoso da nossa vida fosse comemorado através de uma Mitzvá transmitida aos nossos filhos e netos. Não parece exatamente o tipo de experiência que desejaríamos reviver. Alguém convidaria seus amigos e parentes, pagaria um fotógrafo e um luxuoso buffet para comemorar um enorme e vergonhoso tropeço? Certamente que não. Mas é exatamente isto o que fazemos no "Pidion Haben". O Cohen pergunta ao pai se ele quer resgatar seu filho por cinco moedas de prata. O pai paga uma festa, dá ao Cohen as cinco moedas de prata, passa por uma suposta vergonha pelos erros de seus antepassados e, apesar de tudo isto, o faz com um incrível sorriso no rosto, diante de muitos convidados que estão felizes com aquela situação! Como podemos entender qual é a alegria do "Pidion Haben"?

Explica o Rav Simcha Barnett que, apesar de a cerimônia do "Pidion Haben" realmente ter um lado "negativo", que nos recorda do terrível tropeço dos nossos antepassados diante do Bezerro de Ouro, ela também traz três incríveis mensagens para a vida, e é justamente por estas mensagens que nos alegramos tanto nesta cerimônia.

Em primeiro lugar, o "Pidion Haben" nos desperta para o fato de que, uma vez que somos obrigados a resgatar o bebê, isentando-o da sua obrigação de realizar os Serviços espirituais, isto significa que aquela criança tem um potencial espiritual mais elevado. A Mitzvá de "Pidion Haben" ajuda os pais a manterem o foco em sua importante missão de tentar ajudar o filho a desenvolver seu verdadeiro potencial ao longo da vida. E, embora a Mitzvá esteja relacionada apenas com o filho primogênito, a lição certamente aplica-se a todos os filhos. É responsabilidade dos pais dar todo o suporte, carinho e atenção necessários para que seus filhos possam crescer de forma saudável e possam cumprir seu objetivo no mundo.

Além disso, a cerimônia de "Pidion Haben" carrega uma incrível lição para as nossas vidas, pois esta Mitzvá traz um forte simbolismo. D'us quer que o povo judeu traga ao mundo valores morais. E a melhor forma de transmitir valores morais é através da família. Uma das prioridades na vida de um judeu deve ser educar seus filhos a viver de acordo com padrões de moralidade elevados. Antes de educar um filho para que ele seja um advogado, engenheiro ou médico, devemos educá-lo para que seja uma pessoa íntegra e com moralidade.

Finalmente, esta cerimônia é a oportunidade de começarmos o conserto do erro dos nossos antepassados. A cerimônia de "Pidion Haben" nos lembra que às vezes caímos e tomamos decisões erradas na vida. No entanto, a porta está sempre aberta para a reconciliação com D'us. A Teshuvá (vontade de retornar, de consertar nossos erros do passado) é tão forte que os nossos erros podem ser transformados em Mitzvót. Este é o caso do Pidion Haben, uma Mitzvá que representa o "conserto" do erro dos primogênitos. O "Pidion Haben" é um lembrete para consertarmos os nossos erros e nos reforçamos nos pontos onde nos desviamos.      
 
Nos programas de computador sempre aparece a função "Undo" (desfazer), que utilizamos quando cometemos algum erro. Esta função "mágica" desfaz o erro como se ele nunca tivesse ocorrido. Na vida não temos a função "Undo". Porém, através do nosso arrependimento sincero, podemos transformar uma transgressão em uma Mitzvá, não apenas consertando um erro do passado, mas transformando-o em uma oportunidade de aprendizado e crescimento espiritual. D'us nunca fecha as portas diante de alguém que apresenta um coração quebrado e arrependido. Esta é a forma de reescrevermos a história da nossa vida. Não apagando os erros do passado, mas aprendendo com eles para escrever um novo futuro.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara, Simcha bat Shengle.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm@gmail.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

quinta-feira, 12 de março de 2020

AMOR DE PAI E FILHO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT KI TISSÁ 5780

O e-mail desta semana é dedicado à elevação da alma de:

FRADE (FANY) BAT EFRAIM Z"L



Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 

efraimbirbojm@gmail.com.
   
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHAT KI TISSÁ 5780:

São Paulo: 18h03                   Rio de Janeiro: 17h50 
Belo Horizonte: 17h56                  Jerusalém: 17h10
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
VÍDEOS DA PARASHAT KI TISSÁ
BS"D
ASSUNTOS DA PARASHAT KI TISSÁ

- Instruções Para o Censo
- O Kior (Lavatório)
- O Óleo da Unção
- O Incenso
- Os Arquitetos do Mishkan (Betzalel e Achaliav)
- O Shabat
- O Bezerro de Ouro
- A fúria de D'us
- Moshé Desce e quebra as Tábuas
- O Pedido de Moshé
- Moshé implora pelo perdão
- Visão Divina
- As Segundas Tábuas
- 13 Atributos de Misericórdia
- Primogênitos
- Moshé retorna com o rosto brilhando

AMOR DE PAI E FILHO - PARASHAT KI TISSÁ 5780 (13 de março de 2020)

 
Havia um homem muito rico, que possuía muitos bens e, entre eles, uma enorme fazenda com vários empregados. Ele tinha um único filho, que era extremamente mimado. O rapaz não gostava de trabalhar e nem de compromissos. Apreciava as festas e ser bajulado por todos. O pai sempre explicava que ele só tinha amigos interesseiros, mas o rapaz não dava ouvidos.
 
Quando o pai chegou a uma idade avançada, ordenou aos seus empregados que construíssem um pequeno celeiro. Dentro do celeiro, ele mesmo fez uma forca e uma placa com os dizeres: "Para você nunca mais desprezar as palavras do seu pai". Mais tarde, chamou o filho, levou-o até o celeiro e disse:
 
- Meu filho, já estou velho e, quando eu partir, você tomará conta de tudo que eu tenho. Não sou profeta, mas sei qual será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e gastará todo o dinheiro com seus amigos. Vai acabar vendendo todos os animais da fazenda e seus bens para manter seus vícios e, quando não tiver mais dinheiro, seus amigos desaparecerão. Neste momento, você se arrependerá amargamente por não ter me escutado. Foi por isso que construí essa forca para você. Se acontecer o que eu lhe disse, quero que me prometa que irá se enforcar nela.
 
O jovem riu, achando aquilo uma bobagem. Porém, para não contrariar o pai, fez a promessa, pensando que aquilo jamais aconteceria. O tempo passou, o pai faleceu e o filho tomou conta de tudo. Exatamente como o pai havia previsto, o jovem gastou toda a herança, perdeu os amigos e a própria dignidade. Começou a refletir sobre sua vida e percebeu como havia sido tolo. Lembrou-se do seu querido pai e começou a chorar, pensando: "Se eu tivesse ouvido os conselhos dele. Mas agora é tarde". Pesaroso, levantou os olhos e avistou o pequeno celeiro, uma das poucas coisas que haviam restado. Foi até lá e, vendo a forca e a placa empoeirada, meditou:
 
- Nunca segui as palavras do meu pai. Não pude alegrá-lo enquanto ele estava vivo, mas, pelo menos dessa vez, vou fazer a vontade dele, cumprindo minha promessa, pois não me resta mais nada.
 
Então, subindo nos degraus, colocou a corda no pescoço. Pensou que gostaria de ter uma nova chance, mas como já não lhe restava mais nada na vida, fechou os olhos e pulou. Sentiu por um instante a corda apertar sua garganta, mas o braço da forca era oco e quebrou facilmente. O rapaz caiu no chão e sobre ele caíram moedas de ouro, esmeraldas, pérolas e diamantes que estavam escondidos dentro da forca. Junto com toda aquela fortuna caiu também um bilhete que dizia: "Essa é sua nova chance, aproveite. Eu te amo muito. Seu pai".
 
Da mesma forma que o amor de um pai por seu filho é imenso, assim também é o amor de D'us por nós. D'us nunca desiste de Seus filhos. Por mais que tenhamos nos afastando Dele, sempre recebemos uma nova chance.

Nesta semana lemos a Parashat Ki Tissá que, entre outros assuntos, descreve o terrível equívoco do povo judeu de construir um bezerro de ouro ao se desesperar com a demora de Moshé, que havia subido no Monte Sinai para receber a Torá e não havia voltado dentro da data combinada. Aos olhos de D'us esta falha foi tão grave que Ele quis exterminar todo o povo judeu e recomeçá-lo através de Moshé. Porém, após muitas rezas e súplicas de Moshé, D'us perdoou o povo e novamente pediu para que Moshé subisse no Monte Sinai para receber novas Tábuas, já que as primeiras haviam sido quebradas quando ele se deparou com o povo judeu dançando e se alegrando diante do bezerro de ouro.
 
Porém, junto com a entrega das novas Tábuas contendo os 10 Mandamentos, D'us também ensinou para Moshé o segredo dos "13 Atributos de Misericórdia Divina", que deveria ser utilizado pelo povo judeu nos momentos em que suas vidas estivessem em perigo, conforme está escrito: "E D'us passou diante dele e proclamou: 'Hashem, Hashem, D'us benevolente, que é compassivo e gracioso, lento para se enfurecer e abundante em bondade e verdade, guardando bondade para milhares, perdoando iniquidade, rebelião e pecado" (Shemot 34:6,7). Estes 13 Atributos de Misericórdia despertam níveis de misericórdia Celestial muito elevados, ajudando o povo judeu a passar por momentos difíceis de julgamento, após cometerem graves transgressões como o bezerro de ouro.
 
Os comentaristas da Torá trazem muitas explicações sobre o que significam os 13 Atributos de Misericórdia Divina. Entre eles, há um que nos chama a atenção, o Atributo de "Chanun" (gracioso), que significa que D'us nos dá "presentes gratuitos", isto é, mesmo quando não merecemos.
 
Explica o Rav Yossef Dov Soloveitchik zt"l (Bielorrússia, 1820 - 1892), mais conhecido como Beis Halevi, que este conceito é ressaltado por um interessante versículo escrito por David Hamelech: "Eis que, como os olhos do escravo estão voltados à mão de seu dono, como os olhos da escrava estão voltados para as mãos da sua dona, assim também nossos olhos estão voltados para Hashem, nosso D'us, até que Ele seja gracioso conosco. D'us, seja gracioso conosco, pois estamos já repletos de desprezo" (Tehilim 123:3).
 
Explicam nossos sábios que este capítulo do Tehilim se refere à época do Exílio da Babilônia. Porém, o que este versículo está nos ensinando, nos comparando a escravos olhando para as mãos de seu dono? E por que o povo judeu pede a D'us apenas que termine o sentimento de desprezo? Era a única coisa que faltava ao povo judeu naquele difícil momento de exílio, no qual fomos levados à Babilônia amarrados em correntes?
 
De acordo com a lei, o dono pode dizer para seu escravo: "trabalhe para mim e eu não tenho obrigação nem mesmo de te alimentar". Nesta situação, na qual o dono tem o poder de retirar do seu escravo qualquer tipo de recompensa pelo seu trabalho, até mesmo a sua comida, fica claro que tudo o que o dono dá para o seu escravo é um presente gratuito. É com este sentimento que devemos pedir as coisas para D'us. Em nossas rezas e súplicas, devemos pedir que D'us seja gracioso conosco e nos ajude. Não pelos nossos méritos, mas pela Sua bondade ilimitada, que nos dá tudo de graça.
 
Isto ajuda a resolver um equívoco que acabamos cometendo no nosso entendimento sobre as coisas que recebemos de D'us. Normalmente associamos que o que recebemos de D'us é uma recompensa pelas Mitzvót que cumprimos. Porém, David Hamelech deixou claro que somos comparados a um escravo, que não recebe nada pelo seu trabalho, e sim por causa da bondade de seu dono. Assim também funciona em relação à D'us, não recebemos nada Dele por causa do nosso trabalho, pois D'us não nos deve absolutamente nada. Tudo o que Ele faz é como um presente gratuito.
 
Porém, encontramos uma aparente contradição com outro ensinamento de David Hamelech: "E para Você, Hashem, é a bondade, pois Você paga a cada pessoa de acordo com os seus atos" (Tehilim 62:13). Este ensinamento é um pouco confuso por dois motivos. Em primeiro lugar, após um trabalhador se esforçar durante todo o mês, ele recebe seu salário. Pagar ao trabalhador não é considerado uma bondade do patrão, pois o trabalhador está recebendo de acordo com o seu esforço. Se D'us nos paga de acordo com os nossos atos, então por que está escrito que isto é uma bondade, se o pagamento é feito de acordo com o que nos esforçamos? Além disso, de acordo com o que aprendemos no ensinamento anterior, se tudo o que recebemos na vida é um presente gratuito de D'us, um ato de bondade Dele, então o que nós recebemos não depende absolutamente dos nossos atos. Então por que o versículo associa o que nós recebemos de D'us com os nossos esforços?
 
De acordo com o Zohar, o propósito da criação do mundo é a vontade de D'us de fazer bondade com Suas criaturas. Porém, se recebêssemos as bondades de forma completamente gratuita, ela viria acompanhada de um sentimento de vergonha, por termos recebido algo que não merecíamos. Então D'us criou um sistema através do qual a pessoa se ocupa do estudo da Torá e do cumprimento das Mitzvót, e a recompensa vem em forma de pagamento pelo seu trabalho, tirando de nós a vergonha de receber algo sem ter merecido. Portanto, a bondade de D'us é dupla, pois Ele faz uma enorme bondade conosco e ainda evita que possamos ter qualquer sentimento de vergonha.
 
É justamente isto o que David Hamelech escreveu no fim do versículo. O dono não tem obrigação nenhuma de dar ao seu escravo nem mesmo alimento, e mesmo quando dá, o faz por bondade e não por obrigação. Ainda assim, o dono não tem permissão de envergonhar seu escravo, dando a ele trabalhos degradantes. É isto o que pedimos a D'us, que Ele cuide de nós e nos dê tudo o que precisamos, mas não pelos nossos méritos, e sim por Sua bondade ilimitada. E que Ele faça isto de maneira que não nos cause nenhum tipo de vergonha.
 
Mais do que D'us é um "Dono" que cuida de seus escravos com bondade, Ele é um "Pai" que ama Seus filhos. Ele nos dá sempre novas chances, mesmo quando erramos e O abandonamos, como ocorreu com o povo judeu quando eles fizeram o bezerro de ouro. Ele é Misericordioso e nos ajuda a levantarmos mesmo após as piores quedas. Mesmo que um filho se desvie muito do caminho correto, um pai nunca desiste dele. D'us não desiste de nós e, apesar de não conseguirmos retribuir todas as bondades que Ele faz conosco, Ele continua mandando bondades gratuitas o tempo inteiro. Que possamos saber reconhecer e agradecer as Suas bondades, que recebemos como resultado da Sua Misericórdia infinita, e não como fruto do nosso esforço.
 

 SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara, Simcha bat Shengle.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm@gmail.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

Livre de vírus. www.avast.com.

quinta-feira, 5 de março de 2020

PREOCUPAÇÃO COM O PRÓXIMO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT TETSAVÊ E PURIM 5780

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
   
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHAT TETSAVÊ 5780:

São Paulo: 18h10                   Rio de Janeiro: 17h56 
Belo Horizonte: 18h01                  Jerusalém: 17h05
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
VÍDEO DA PARASHAT TETSAVÊ
BS"D
ASSUNTOS DA PARASHAT TETSAVÊ

- Óleo para Menorá.

-  As 8 Vestes do Cohen Gadol:
1) O Efod ("Avental") e os Engastes.
2) O Choshen Mishpat ("Peitoral").
3) O Meil ("Manto").
4) O Tsits ("Tiara", Placa para a cabeça).
5) Avnet ("Cinto").
6) Ktonet ("Túnica").
7) Mitsnefet ("Turbante").
8) Michnassaim ("Calças").


- As 4 Vestes dos Cohanim simples.-
1) O Ktonet ("Túnica").
2) Avnet ("Cinto").
3) Migbaat ("Turbante").
4) Michnassaim ("Calças").


- A Consagração dos Cohanim.
- A Consagração do Altar.
- O Korban Tamid.
- O Mizbeach (Altar) de Incenso.

PREOCUPAÇÃO COM O PRÓXIMO - PARASHAT TETSAVÊ E PURIM 5780 (06 de março de 2020)


Reinaldo era um milionário. Certo dia, quando estava em uma longa viagem de carro, decidiu escutar um CD com aulas de Torá que havia pego na sinagoga. A aula era sobre o uso desequilibrado dos nossos bens materiais. O rabino estava explicando que a maioria das pessoas vive correndo atrás do dinheiro e fazendo de tudo para obtê-lo, mesmo sabendo que não poderão levá-lo depois da morte.

Reinaldo ficou muito irritado com o discurso do rabino. Pensou consigo mesmo que o rabino falava daquela maneira apenas por não ter condições de ter uma vida de luxo e conforto como a sua. Porém, aquelas palavras ficaram na cabeça dele e, naquela noite, ele não conseguiu dormir.

Na manhã seguinte, Reinaldo juntou todos os funcionários de sua empresa no refeitório. Todos acharam que ele faria algum comunicado importante. Porém, Reinaldo pediu para que alguém sugerisse uma forma de como levar as riquezas depois da morte. Os funcionários pensaram que Reinaldo tinha enlouquecido. Ele pôde escutar as risadinhas e os cochichos dos funcionários. Dias se passaram e ninguém veio trazer uma resposta a ele. Reinaldo começou a se sentir angustiado. Será que o rabino estava realmente certo?
 
Certo dia, um senhor religioso, com uma longa barba branca, veio ao escritório de Reinaldo. Ele informou que tinha ouvido a pergunta que ele fez aos funcionários e que tinha uma resposta para ela. Reinaldo estava ansioso para ouvir o que aquele senhor, que parecia ser muito sábio, tinha para falar. Mas, ao invés de responder diretamente a pergunta, o senhor perguntou se Reinaldo já havia viajado para o exterior. Reinaldo disse que havia visitado quase todos os países do mundo. Então, o senhor perguntou como ele havia feito para fazer compras nos Estados Unidos. Reinaldo, sem entender aonde aquele senhor queria chegar com suas perguntas, pacientemente explicou que, antes da viagem, havia convertido seus reais em dólares americanos. O senhor perguntou o que ele havia feito quando foi para a Inglaterra, e Reinaldo novamente explicou que havia convertido seus reais em euros. O sábio então questionou o motivo de ele não ter levado reais em suas viagens. Reinaldo riu da pergunta aparentemente tola, mas respondeu que os reais não tinham valor nos Estados Unidos e nem na Inglaterra. O sábio então concordou com ele e disse:

- Você quer ir para o Mundo Celestial após a sua morte, certo? Bom, no Mundo Celestial não aceitam reais e nem dólares. O nome da moeda de lá é "Mitzvót". Portanto, antes da sua "viagem", você precisa converter todo o dinheiro que você deseja utilizar em Mitzvót. Somente assim você poderá utilizar seu dinheiro lá.

Reinaldo ficou impressionado com a resposta daquele homem sábio. Realmente ele usava seu dinheiro de uma maneira egoísta e materialista, sempre pensando nos prazeres momentâneos. A partir daquele dia, Reinaldo mudou. Ele começou a prestar mais atenção às pessoas necessitadas e passou a ajudar os outros sem esperar nada em troca. Em outras palavras, Reinaldo começou a converter seu dinheiro em Mitzvót para que, quando saísse deste mundo, pudesse levar com ele uma grande fortuna."

Precisamos de dinheiro para sobreviver e ter uma vida confortável neste mundo. No entanto, também podemos usar nosso dinheiro para ajudar os outros. Não levaremos daqui nada do que acumulamos. Se usarmos o dinheiro para fins significativos, obteremos méritos que serão preciosos em nossa jornada espiritual eterna.

A Parashat desta semana, Tetsavê (literalmente "Ordene"), se alonga na descrição das roupas do Cohen Gadol, com todo o seu esplendor. E há um detalhe incrível nesta Parashá que a torna única: desde o nascimento de Moshé, na Parashat Shemót, até o fim da Torá, esta é a única Parashat na qual o nome de Moshé não é mencionado nenhuma vez. Também há outra curiosidade nesta Parashat que nos chama a atenção. Moshé faleceu no dia 7 do mês judaico de Adar, aos 120 anos. E sempre o Yortzeit (aniversário de falecimento) de Moshé coincide com a semana da Parashat Tetsavê, a Parashat na qual o nome de Moshé não é mencionado. Mas por que D'us omitiu o nome de Moshé em uma das Parashiót da Torá?

A resposta está na Parashat da semana que vem, Ki Tissá, na qual a Torá descreve um dos eventos mais trágicos da história do povo judeu: a construção do Bezerro de ouro, um ato de desespero do povo judeu que beirou a idolatria e quase levou ao extermínio do povo. D'us, em um momento de fúria, disse para Moshé: "Agora Me deixe, e Minha ira se acenderá contra eles, para que Eu os aniquile e faça de você uma grande nação" (Shemot 32:10). D'us pouparia apenas Moshé da destruição e reconstruiria o povo judeu a partir dele.
 
Este episódio nos lembra de outro trágico acontecimento na história do mundo. A humanidade havia se desviado dos caminhos de D'us e se corrompido. D'us então decidiu apagar do mundo todos os seres que havia criado. Somente Noach, uma pessoa reta, encontrou graça aos olhos de D'us. Ele e sua família foram escolhidos para reconstruir a humanidade. Eles receberam o comando de D'us de construir uma arca gigantesca, aonde levariam também alguns animais de cada espécie. Durante 120 anos Noach trabalhou para cumprir a vontade de D'us.

Porém, eram necessários tantos anos para construir esta arca? A verdade é que, apesar das suas enormes dimensões, certamente a arca poderia ter sido construída em muito menos tempo. Então por que o "projeto" durou 120 anos? Pois D'us queria dar mais uma chance para a humanidade. Noach teve tempo suficiente para fazer com que mais pessoas se arrependessem e ganhassem o direito de entrar na arca para serem salvos. Mas infelizmente conhecemos o triste final da história: mesmo depois de 120 anos, ninguém mais foi salvo. Como isto é possível? Noach era um Tzadik em seus atos, mas não se importou de verdade com o restante da humanidade. Quando ele escutou de D'us que ele e sua família seriam salvos, se tranquilizou. Não doeu como deveria ter doído em seu coração o fato de que toda a humanidade morreria. É por isto que o profeta Yeshayahu chama o dilúvio de "מי נח" (As águas de Noach) (Yeshayahu 54:9), demonstrando que, aos olhos de D'us, a "omissão de socorro" de Noach foi algo muito grave, como se Noach tivesse causado o dilúvio.

Qual é o ponto em comum entre estes dois eventos trágicos? Nas duas situações, D'us comunicou para os dois maiores Tzadikim de suas respectivas gerações, Noach e Moshé, sobre as futuras tragédias que ocorreriam. Por que D'us fez isso? Para dar a chance de eles atuarem como verdadeiros líderes, preocupados com as outras pessoas. Moshé passou no seu teste com louvor, mas Noach não. O Rav Ytzchak Luria zt"l (Israel, 1534 - 1572), mais conhecido como o grande sábio kabalista Arizal, conecta os dois eventos de maneira ainda mais profunda. Ele afirma que Moshé era a reencarnação de Noach, que havia recebido uma nova oportunidade para consertar seu erro do passado. Moshé viveu 120 anos, exatamente o mesmo tempo que Noach teve para salvar outras pessoas, mas que ele havia desperdiçado.
 
Quando Moshé escutou de D'us que ele seria poupado da destruição, ele poderia ter se acomodado. Porém, diferente de Noach, Moshé reagiu ao aviso de D'us de que todo o povo judeu seria apagado. Moshé se levantou e disse: "E agora, se Você puder ao menos perdoar o pecado deles! Mas se não, por favor, me apague do Seu livro que Você escreveu" (Shemot 32:32). Em outras palavras, Moshé estava fazendo um ato de "Messirut Nefesh", isto é, entregando sua própria vida em prol do povo judeu. Ele era um Tzadik, não havia transgredido na construção do Bezerro de ouro, mas não quis ficar sentado enquanto seus irmãos eram destruídos. Ele estava disposto a abdicar da sua própria existência se isto ajudasse na salvação do povo judeu. Seus apelos e rezas foram atendidas por D'us e o povo judeu foi perdoado. Para cumprir o pedido de Moshé, pelo menos em parte, D'us não o apagou de toda a Torá, mas o apagou de uma Parashat inteira.
 
Ao entregar sua própria vida em prol do povo judeu, Moshé estava consertando o ato egoísta de Noach. A prova disso é que a palavra usada por Moshé foi "מחני" (me apague), que contém exatamente as mesmas letras de "מי נח". Moshé viveu uma vida de entrega total ao seu povo. Ele foi um líder incrível, pois as necessidades do povo eram sempre mais importantes do que as suas próprias necessidades. Ele aprendeu a desenvolver sua sensibilidade, a ponto de sentir a dor de seus irmãos e estar sempre procurando formas de ajudá-los.
 
Estamos chegando à próxima parada do Calendário Judaico: a Festa de Purim, que se inicia na próxima 2ª feira de noite (10 de março), na qual revivemos a milagrosa salvação do povo judeu do terrível decreto de Haman, que queria a aniquilação de todo o povo. Um dos motivos pelos quais os judeus não tinham uma proteção Divina especial encontra-se nas palavras utilizadas por Haman para convencer o rei Achashverosh a matar os judeus: "Há um povo, espalhado e disperso entre os povos" (Esther 3:8). Os comentaristas explicam que isto não se refere apenas a uma dispersão física, mas principalmente a uma dispersão espiritual, isto é, a desunião do povo. Quando o povo judeu fica desunido, D'us se afasta. Por isso, parte da salvação foi justamente quando eles se uniram em prol de um único objetivo. Quando voltaram a sentir que um era responsável pelo bem estar do outro, em uma única noite toda a situação se reverteu favoravelmente ao povo judeu.
 
Noach foi cobrado por D'us por não ter se importado com aqueles que haviam se desviado do caminho. Nós também seremos cobrados por não nos importarmos com aqueles que estão afastados. Se não podemos trazer outras pessoas de volta aos caminhos de D'us através de aulas, que ao menos possamos sentir a dor deles. Não estamos isentos de ao menos rezar pelos nossos irmãos e nos importarmos de verdade com eles. Foi isto que nos salvou do exílio da Pérsia e, certamente, é isto que nos salvará do exílio no qual nos encontramos agora.
 

 SHABAT SHALOM E PURIM SAMEACH
 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara, Simcha bat Shengle.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm@gmail.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

Livre de vírus. www.avast.com.