quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

NEGANDO O QUE É ÓBVIO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAERÁ 5785

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ASSUNTOS DA PARASHÁ VAERÁ
  • D'us garante novamente a Moshé que o povo será salvo.
  • As 4 expressões de libertação.
  • Genealogia de Moshé e Aharon.
  • O cajado vira uma serpente.
  • Sangue: A 1ª Praga.
  • Rãs: A 2ª Praga.
  • Piolho: A 3ª Praga.
  • Hordas de animais selvagens: A 4ª Praga.
  • Epidemia: A 5ª Praga.
  • Sarna: A 6ª Praga.
  • Granizo: A 7ª Praga.
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NEGANDO O QUE É ÓBVIO - PARASHÁ VAERÁ 5785 (17/jan/25)
 
"O burro disse ao tigre que a grama era azul, mas o tigre respondeu que ele estava errado, pois certamente a grama era verde. O burro não quis aceitar e insistiu que a grama era azul, até que a discussão começou a esquentar. Ambos então decidiram buscar um parecer do leão, que era o juiz da floresta. No caminho, o burro apresentava seus argumentos com um tom de voz tão alto que despertou o interesse dos outros animais, que pararam o que estavam fazendo apenas para assistir aquela cena patética. Quando eles chegaram ao palácio do leão, o burro se antecipou e fez a pergunta:
 
- Vossa excelência, não é verdade que a grama é azul?
 
- Certamente, a grama é azul - respondeu o leão, após refletir um pouco e entender o que estava acontecendo.
 
- Porém, vossa excelência, o tigre está discordando de mim, fica me contradizendo na frente de todos e afirma, de forma estúpida, que a grama é verde. Isso está me incomodando. Quero que ele se cale e seja castigado!
 
O leão, após uma nova reflexão, decretou:
 
- O burro tem razão. O tigre será punido com 5 dias de silêncio total, além de pagar uma multa.
 
O burro deu um pulo de alegria e saiu de lá, seguido pelos outros animais, gritando: "A grama é azul, a grama é azul. Eu tinha razão!".
 
O tigre, respeitando a autoridade do rei leão, aceitou a punição. Porém, ele não aguentou e perguntou:
 
- Vossa excelência, agora que todos já foram embora, por favor, me explique por que eu estou sendo castigado. Vossa excelência realmente concorda que a grama é azul?
 
O leão então deu uma resposta que mostrou sua enorme sabedoria:
 
- É óbvio que não! Não tenho dúvida que a grama é verde. Entenda, não estou te punindo pela cor da grama. Mas não é possível que uma criatura inteligente como você esteja perdendo tempo discutindo com um burro e, ainda por cima, me incomodando com essa pergunta estúpida!"
 
Há pessoas que não se importam com a verdade, mas apenas com a vitória de suas falsas crenças e ilusões. Elas não têm a capacidade de compreender, mesmo que muitas evidências e provas lhes sejam apresentadas. Por estarem cegas pelo ego e pelos desejos, a única coisa que querem é ter razão.
 

Nesta semana lemos a Parashá Vaerá (literalmente "E Eu apareci"), na qual D'us começa aplicar no Faraó e nos egípcios duros castigos, por todas as maldades que eles fizeram aos judeus e pela obstinação de não os deixarem sair da escravidão. Pouco a pouco as pragas que D'us mandou, todas com caráter milagroso, que quebrava as leis da natureza, foram demolindo a autoconfiança do Faraó, uma pessoa extremamente orgulhosa.
 
As pragas foram divididas em 3 grupos, demonstrado o poder de D'us em todos os níveis. O primeiro grupo de pragas atingia a água e o solo (sangue, sapos e piolhos), o segundo grupo de pragas atingia as coisas que caminhavam sobre o solo (animais ferozes, epidemia, bolhas) e o terceiro grupo de pragas atingia o que estava no céu (granizo, gafanhotos e escuridão e morte dos primogênitos). Outra característica interessante é que as duas primeiras pragas de cada grupo vinham precedidas de uma advertência, enquanto a terceira vinha sem aviso.
 
Na advertência que precedeu a praga de granizo, Moshé afirmou explicitamente que qualquer pessoa ou animal que estivessem no campo e não fossem recolhidos às casas seriam atingidos pelo granizo e morreriam. No entanto, vemos que apenas quem temia a palavra de D'us deu ouvidos à advertência, como está escrito: "Quem temia a palavra de D'us entre os servos de Faraó recolheu seus servos e seu gado para dentro das casas" (Shemot 9:20). Por outro lado, muitos não ouviram e sofreram as consequências, como está escrito: "E quem não prestou atenção à palavra de D'us deixou seus servos e gado no campo... O granizo atingiu toda a terra do Egito, todos os que estavam no campo, tanto os homens quanto os animais" (Shemot 9:21,25).
 
É importante lembrar que isso ocorreu após o Egito já ter sofrido seis pragas, cada uma durando sete dias, e que Moshé havia alertado sobre elas durante três semanas antes da sua ocorrência. Os egípcios testemunharam como as palavras de Moshé se cumpriam com precisão. Além disso, esta praga em particular envolvia a perda de bens e, para salvá-los, não era necessário nenhum esforço significativo, apenas levar as pessoas e os animais para dentro de casa. Como é possível que, mesmo assim, eles não temeram a perda de seus bens e nem consideraram, por precaução, recolher seus servos e gado? A demonstração de força de D'us não tinha sido suficiente?
 
Explica o Rav Yaacov Kanievsky zt"l (Ucrânia, 1899 - Israel, 1985), mais conhecido como Steipler, que é preciso diferenciar entre o endurecimento do coração do Faraó e a obstinação do resto do povo. No caso do Faraó, sua teimosia pode ser entendida, pois ele não queria chegar a uma situação na qual os judeus escapariam da sua terra para sempre, o que resultaria na perda de milhões de escravos. Mesmo depois de ter sido forçado a enviá-los do Egito por medo de morrer, após a praga dos primogênitos, ainda assim ele enviou espiões infiltrados para verificar se os judeus realmente retornariam após três dias. Porém, é difícil entender o comportamento dos egípcios que ignoraram a palavra de D'us e não temeram a advertência de Moshé. Afinal, povos que não são guiados por valores morais são conhecidos por sua ganância, a ponto de matarem e morrerem por valores insignificantes. Como, então, eles não temeram a destruição de seus bens e estavam confiantes que o granizo não devastaria completamente suas propriedades?
 
A pergunta fica ainda mais difícil de acordo com a explicação trazida pelo Targum Yonatan: "'Quem temia a palavra de D'us' se refere a Yov, e 'quem não prestou atenção à palavra de D'us' se refere a Bilaam". Sabemos que Bilaam era o homem mais sábio entre as nações do mundo e, ocasionalmente, alcançava o nível de profecia. Como é possível alguém com um potencial espiritual tão elevado negar, com tamanha tolice, o poder de D'us, e não temer perder toda a sua riqueza?
 
Do comportamento dos egípcios e de Bilaam aprendemos uma lição muito importante. Poderíamos pensar que as pessoas negam a existência ou o poder ilimitado de D'us apenas pela falta de conhecimento e que, caso tivessem um pouco mais de claridade, certamente viveriam de maneira diferente. Porém, vemos que a negação de D'us não é resultado de falta de entendimento, e sim consequência do desejo humano. Tudo o que uma pessoa não quer acreditar, ela descarta em seu coração e decide em sua mente que não há razão para temer ou levá-lo em consideração. Desta maneira, ela imagina que já eliminou todas as preocupações em relação a este assunto.
 
Isso ocorre com todos aqueles que, por causa de seus desejos materiais, preferem negar a existência de um Criador, que tem exigências morais. São pessoas imersas em suas transgressões, que não querem enxergar a verdade. O ponto não é a falta de conhecimento, e sim a falta de vontade de enxergar. Como ensina o ditado: "o pior cego é o que não quer ver". Portanto, negar a verdade não é questão de falta de informações, e sim falta de valores morais. É, na realidade, uma escolha, baseada em querer preencher as vontades e desejos, de querer justificar as escolhas erradas. A realidade demonstra que a negação de D'us não se origina na razão e no intelecto. Por causa de seus desejos, a pessoa consegue negar verdades comprovadas inúmeras vezes, até mesmo o que viu com seus próprios olhos, e está disposta a acreditar em absurdos, como atribuir divindade a criaturas que obviamente não têm nenhum poder. Pessoas testemunham milagres e atribuem à sorte ou ao acaso. Isso prova que a negação de D'us não se baseia no raciocínio, e sim na impureza que corrompe a mente e os atos da pessoa.
 
Por isso, não é surpreendente que pessoas muito talentosas e inteligentes em outras áreas sigam caminhos tortuosos quando se trata de espiritualidade. Grandes cientistas, que se destacaram por sua sabedoria incrível, ao mesmo tempo conseguem ser ateus. Francis Crick, um cientista britânico, foi outorgado com o Prêmio Nobel em 1962 por suas descobertas sobre a "estrutura molecular dos ácidos nucleicos e seu significado para a transferência de informação em material vivo". Este mesmo gênio da biologia defendia a ideia da "panspermia", isto é, que a vida na Terra não veio de um Criador, e sim foi trazida de outros planetas e "semeada" na Terra. Mas quem criou a vida em outros planetas? Isso já não importava para Francis Crick. Bastava não ter Criador na Terra para que ele se isentasse de qualquer tipo de valores morais e cobranças, e pudesse liberar todos os seus desejos e vontades.
 
Como pode ser que alguém com tanta sabedoria acadêmica possa acreditar em tantas tolices quando se trata de espiritualidade? Há um princípio fundamental: "Pelo caminho que a pessoa deseja seguir, ela é conduzida. Aquele que deseja se impurificar, abrem-lhe as portas; e aquele que deseja se purificar, ajudam-no". Nem sempre é fácil aceitar a verdade. Às vezes implica em mudanças na vida. Mas viver como um avestruz, com a cabeça enfiada na terra, não resolve os nossos problemas. Os egípcios tentaram ignorar D'us e perderam tudo o que tinham. Apesar das provas evidentes, eles preferiram viver na mentira, e pagaram caro por isso. Que possamos buscar viver de forma verdadeira, fazendo o que é certo, e não o que é mais cômodo e prazeroso.

SHABAT SHALOM

 R' Efraim Birbojm

 

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

DÊ VALOR À SUA VIDA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHEMOT 5785

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ASSUNTOS DA PARASHÁ SHEMOT
  • O Crescimento do povo judeu.
  • O "novo" Faraó e a opressão.
  • Bebês jogados no Nilo.
  • Nascimento de Moshé.
  • Moshé sai para ver seus irmãos.
  • Moshé foge para Midian.
  • O arbusto ardente.
  • Moshé é apontado como salvador do povo judeu.
  • Moshé "discute" com D'us.
  • Moshé volta ao Egito.
  • Brit Milá do filho de Moshé.
  • Moshé e Aharon pedem ao Faraó a liberação do povo judeu.
  • O Faraó aumenta o trabalho do povo.
  • Os judeus reclamam com Moshé.
  • Moshé reclama com D'us.
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DÊ VALOR À SUA VIDA - PARASHÁ SHEMOT 5785 (17/jan/25)
 
"Lilian é uma enfermeira que vive em Israel. Sábado, às 06h30 da manhã, Lilian estava pronta para sair para o seu trabalho em um hospital. Ela pegou um copo de café e, como é o costume de muitos israelenses, saiu na rua com o café na mão. Foi diretamente para o ponto de ônibus, onde passaria a Van especial com o motorista não judeu que levava os médicos e enfermeiras para seu trabalho no hospital no Shabat.
 
Enquanto Lilian esperava a Van, sentiu que sua mão estava molhada. Ela olhou e, para seu desespero, percebeu que o copo descartável estava furado e o café estava vazando, sujando também sua roupa. Ela ficou extremamente irritada. Com tantos copos no pacote, por que havia pegado justamente o que estava furado? Agora teria que trocar de roupa e preparar outro café! Voltou correndo para casa, com a sensação de que havia acordado naquela manhã com o pé esquerdo. Enquanto preparava outro café, Lilian ouviu fortes estrondos na rua. Ela correu até a janela e viu que, bem na frente da sua casa, no ponto de ônibus onde ela estava poucos minutos atrás, haviam terroristas árabes atirando para todos os lados. Era o fatídico dia 7 de outubro de 2023.
 
Assustada, sem entender o que estava acontecendo, Lilian rapidamente fechou todas as janelas, trancou as portas e toda a família entrou no quarto protegido da casa, e lá ficaram por longas horas, até serem salvos pelo exército.
 
Vamos fazer uma pequena reflexão. Aquele copo, um copo dentre milhares de copos descartáveis produzidos na fábrica de copos, saiu com defeito. Imagine que, hipoteticamente, ele foi guardado em um dos milhares de pacotes, na nona posição. Aquele pacote, dentre muitos outros, foi levado para uma loja específica, onde a família de Lilian o comprou. Eles abriram aquele pacote justamente para aquele Sucót. Oito pessoas usaram copos do pacote, até que chegou o nono copo que estava ali, furado, esperando para que Lilian o pegasse, às 06h30 da manhã, naquele Shabat, que também era Simcha Torá, para salvar a vida dela e de toda a sua família.
 
Isso é incrível! Se qualquer detalhe da história fosse um pouquinho diferente, este copo furado não estaria nas mãos dela naquela manhã e o final da história seria trágico. Enquanto Lilian reclamava da sua má sorte, ela não percebia que D'us estava salvando a vida dela e de sua família. Por isso, da próxima vez que alguma coisa der errado na sua vida, saiba que há uma orquestração gigantesca por trás, diretamente lá de cima. Tudo tem o seu motivo, o seu lugar e o seu momento. Aprenda a agradecer mais e a reclamar menos da vida.
 

Nesta semana começamos o segundo Livro da Torá, Shemot, que descreve desde o processo de escravização do povo judeu no Egito até a sua posterior salvação, física e espiritual, feita por D'us através de Moshé Rabeinu, nosso maior líder, com muitos sinais e milagres. D'us demonstrou Sua força e Seu controle sobre toda a natureza.
 
Na Parashá desta semana, Shemot (literalmente "Nomes"), a Torá começa a contar sobre o Faraó que decidiu escravizar os judeus, ignorando o fato de Yossef ter salvado todo o Egito da morte por fome, demonstrando um sentimento extremo de ingratidão, como está escrito "Um novo rei se levantou sobre o Egito, que não conhecia Yossef" (Shemot 1:8). "Não conhecia" significa que ele negou todas as bondades recebidas. O Faraó então começou a convencer seu povo a escravizar os judeus, utilizando falsos argumentos que amedrontaram os egípcios, como está escrito: "Ele disse ao seu povo: "Eis que o povo dos Bnei Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. Preparem-se, vamos lidar com eles com astúcia, para que não aumentem, e uma guerra aconteça, e eles se juntem aos nossos inimigos e façam guerra contra nós, e partiremos da terra" (Shemot 1:9,10).
 
O Midrash ensina que a linguagem "vamos lidar com eles com astúcia" (Shemot 1:10) se refere ao plano que o Faraó estava desenvolvendo junto com seus três conselheiros: Bilaam, Yov e Ytró. Bilaam, que apoiou a escravização do povo judeu, foi morto. Yov, que permaneceu em silêncio, foi condenado a terríveis sofrimentos, como a perda de todo o seu dinheiro, de todos os seus filhos e da sua saúde. Ytró, que fugiu, foi recompensado com descendentes que trabalharam no Beit Hamikdash.
 
Mas há algo neste ensinamento do Midrash que desperta um óbvio questionamento. O castigo de Bilaam, que deu um mau conselho contra o povo judeu, deveria ter sido incomparavelmente maior que o de Yov, que apenas ficou em silêncio. Então por que Bilaam apenas foi morto, enquanto Yov foi submetido a sofrimentos amargos e terríveis, que estão além da capacidade humana de suportar?
 
Explica o Rav Chaim Shmulevitz zt"l 
(Lituânia, 1902 - Israel, 1979) que, na realidade, há uma falha filosófica neste questionamento. A pergunta somente surge por nossa falta de reconhecimento do verdadeiro valor da vida. O profeta Yirmiahu nos ensina: "Por que se queixa o homem enquanto vive?" (Eichá 3:39). Rashi, em seu comentário sobre este versículo trazido no Talmud (Kidushin 80b), diz que quando alguém reclama dos problemas da vida, é como se D'us falasse: "Por que ele se queixa das adversidades que lhe acontecem, após o grande ato de bondade que Eu fiz com ele ao lhe dar a vida?".
 
As palavras de Rashi podem ser explicadas através de uma parábola: um homem ganhou sozinho o maior prêmio da loteria. No momento em que foi informado sobre a grande fortuna que receberia, ficou tão feliz que acabou esbarrando em um copo de vidro, que caiu e se quebrou. Será que esse homem sentiria tristeza por uma perda tão insignificante em meio a tamanha alegria? Certamente a felicidade que ele experimenta anula qualquer sensação de pesar por eventos triviais da vida cotidiana. Da mesma forma, uma pessoa deve sentir uma imensa gratidão pela bondade de D'us ao lhe conceder a vida. Sua alegria e felicidade devem ser tão grandes que ela não sinta ou perceba as dificuldades e sofrimentos, por maiores que sejam. Assim disse David HaMelech: "D'us me castigou severamente, mas não me entregou à morte" (Tehilim 118:18). Em outras palavras, David HaMelech está nos ensinando que, embora D'us tenha lhe afligido com grandes sofrimentos, Ele não o entregou à morte, e por isso ele não sentia as dores e sofrimentos da vida.
 
Concluímos, portanto, que uma pessoa que se queixa e lamenta das suas dificuldades está no nível de "Mas o homem que não descansa na sua honra é comparado ao um animal silenciado" (Tehilim 49:13). A linguagem "que não descansa na sua honra" se refere a uma pessoa que não percebe que o mais precioso dos presentes, a vida, foi concedido a ele. Neste caso, ele é comparado a um animal, criatura irracional que não sabe valorizar as coisas, e sua vida perde o valor. Tudo isso ocorre porque ele não reconhece a grande Brachá que é a vida.
 
Por esse motivo, uma pessoa que não aprecia devidamente a alegria e a preciosidade da vida pode acabar perdendo-a completamente. Sabemos que Yaacov deveria ter vivido 180 anos, mas viveu apenas 147 anos. Por que ele perdeu 33 anos de vida? Por ter dito ao Faraó, após ter sido questionado quantos anos ele tinha: "Poucos e ruins foram os dias dos anos da minha vida" (Bereshit 47:9). D'us então disse: "Eu o salvei de Essav e Lavan, devolvi Diná e Yossef para você, e ainda assim você se queixa de que sua vida foi curta e ruim? Garanto a você que, conforme o número de palavras ditas nesta conversa com o Faraó (incluindo a pergunta do Faraó, totalizando 33 palavras), assim será reduzida a sua vida, para que você não alcance a idade de seu pai, Ytzchak". Apesar de Yaacov realmente ter enfrentado muitas adversidades, e certamente ter intenções elevadas no que disse ao Faraó, ainda assim, por seu elevado nível espiritual, ele foi imediatamente punido por se queixar da vida.
 
Mas por que até mesmo a pergunta do Faraó foi incluída no número de palavras pelas quais Yaacov foi responsabilizado? Os comentaristas explicam que a pergunta do Faraó surgiu apenas porque ele percebeu que Yaacov estava muito envelhecido, com os cabelos e a barba completamente brancos, o que chamou a sua atenção. Yaacov respondeu que parecia assim tão velho devido às muitas dificuldades que havia passado na vida, que lhe trouxeram um envelhecimento precoce. As palavras do Faraó foram incluídas no castigo pois, se Yaacov não tivesse sentido tanto pesar por suas dificuldades, a velhice não teria se manifestado de forma tão intensa e o Faraó não teria perguntado sua idade.
 
Agora, compreendemos que o castigo de Bilaam foi incomparavelmente mais severo que o de Yov. Yov, apesar de todos os sofrimentos, permaneceu vivo. A vida, a maior alegria possível, foi mantida para ele. Por outro lado, o castigo de Bilaam foi terrível, pois ele perdeu completamente essa grande alegria.
 
Por que a vida é tão alegre? Pois é a nossa única forma de alcançarmos o Mundo Vindouro, eterno, como ensinam os nossos sábios: "Rabi Yaacov disse: 'O Olam Hazé (este mundo) é como um corredor diante do Olam Habá (Mundo vindouro); prepare-se no corredor para poder entrar no salão de banquetes'" (Pirkei Avot 4:16). Como nos preparamos neste mundo? Através do cumprimento das Mitzvót, do estudo da Torá e bons atos.
 
Todos temos problemas e dificuldades. Porém, eles são parte da vida, da nossa "lapidação" e amadurecimento. Precisamos saber o valor da vida, quanto vale cada segundo de oportunidades para o nosso crescimento. Cada Mitzvá, cada ato de bondade, cada Tefilá, valem eternidade, como ensina o Zohar Hakadosh: "Vale a pena uma pessoa vir ao mundo e passar 70 anos de sofrimentos de Yov apenas para responder uma única vez 'Amen Yechei Sheme Rabá' na Tefilá". Não somos anjos, é difícil ignorarmos os sofrimentos pelos quais passamos na vida, como fizeram gigantes espirituais como David HaMelech. Mas que possamos ao menos agradecer mais e reclamar menos, lembrando sempre o maravilhoso presente e oportunidade que é a vida.

SHABAT SHALOM

 R' Efraim Birbojm

 

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