quinta-feira, 8 de agosto de 2024

EM QUE MUNDO CRIAMOS NOSSOS FILHOS? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT MATOT E MASSEI 5784

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PARASHIÓT MATÓT E MASSEI 5784



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ASSUNTOS DAS PARASHIÓT MATÓT E MASSEI
  • Juramentos e Promessas.
  • Atacando os Midianim.
  • Moshé critica a decisão dos oficiais de poupar as mulheres.
  • Purificação depois da guerra (Kasherização dos utensílios).
  • Divisão dos despojos de guerra.
  • Dedicação de parte dos despojos de guerra.
  • O Pedido de Reuven e Gad.
  • Bronca de Moshé.
  • O pedido é esclarecido.
  • As Condições de Moshé – Participação na conquista e divisão da Terra de Israel.
  • Resumo da Jornada: O Êxodo até a morte de Aharon
  • As Jornadas Finais.
  • Orientações para ocupação da Terra de Israel.
  • As fronteiras da Terra de Israel.
  • Nova liderança para a Terra de Israel.
  • As Cidades dos Leviim.
  • As Cidades de Refúgio (Assassinato não intencional).
  • Proibição de casamentos entre as Tribos.


 
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EM QUE MUNDO CRIAMOS NOSSOS FILHOS? - PARASHIÓT MATÓT E MASSEI 5784 (02/ago/24)
 
Brenda tinha duas filhas. Na maioria das vezes, tentava tratá-las igualmente. Mas logo aprendeu que a vida não é "justa" pois, independentemente da forma como tratamos os nossos filhos, temos pouco controle sobre as suas experiências quando eles saem pela porta de casa. Quando sua filha havia acabado de começar a primeira série, ficou arrasada quando foi informada pelas outras meninas da classe que seus adesivos eram muito simples, não eram sofisticados o suficiente para justificar uma troca. Uma menina até cobrou da sua filha um dólar pelo "privilégio" de usar seus lápis de cor, explicando que estava juntando dinheiro para comprar novos adesivos. Esta foi a introdução de sua filha ao mundo do consumismo e dos valores materiais.
 
Brenda presenteou sua filha com novos adesivos, mais sofisticados. Foi um pequeno investimento em sua vida social que rendeu grandes retornos. Embora Brenda estivesse feliz por ter resolvido o problema tão facilmente, ao mesmo tempo ficou triste pela presença de um consumismo tão desenfreado em uma idade tão tenra. Antigamente as crianças eram muito mais inocentes e menos consumistas. Brenda tentou se lembrar de detalhes da sua infância. Não se lembrava de algum dia ter cobrado de um amigo para emprestar seus lápis de cor. Lembrou-se também que colecionavam pinhas, que encontravam no chão da escola, e todos colecionavam juntos. No entanto, no mundo de sua filha, já no primeiro ano o status tinha um alto preço. Brenda também se lembrou do dia em que descobriu que uma das suas amigas possuía mais de cem bonecas Barbie, enquanto ela possuía apenas cinco bonecas. No entanto, mesmo sendo criança, ela entendia que cem bonecas era demais. Na verdade, sentiu dó da amiga. Ninguém conseguiria brincar com cem bonecas, elas deviam viver abandonadas.
 
Brenda conversou com a direção da escola. Eles estavam cientes de que os adesivos haviam se tornado excessivamente comerciais, e até consideraram proibir os adesivos na escola. No entanto, acabaram por admitir que esta não seria uma boa solução, pois seria melhor educar do que proibir. Eles sabiam que hoje são adesivos, amanhã são bolsas e depois são carros. Sem conscientização, o consumismo as acompanharia a vida toda.
 
O judaísmo não defende a abstinência de prazeres. A Torá serve como um guia sobre como viver no mundo material e participar de seus prazeres enquanto mantém uma existência espiritual. Brenda aproveitou para ensinar à filha que, para cada garota que sente prazer com o brilho de sua coleção de adesivos, há outra garota que sofre com a falta de brilho dos seus adesivos. Ensinou-a também a não ter vergonha de exibir sua própria coleção, mesmo sabendo que existam meninas com adesivos que estavam fora das suas possibilidades. Brenda também quis transmitir que os adesivos não podiam comprar amizades verdadeiras. Às vezes, o ato de trocar adesivos não tem a ver com o que estamos recebendo, e sim com o que estamos dando. Vale a pena trocar adesivos com alguém que não será capaz de dar em troca o que desejávamos se pudermos fazer o outro feliz. Mas o principal ensinamento foi de que os adesivos, que nos deslumbram quando embrulhados em celofane na loja, às vezes perdem o brilho quando os levamos para casa.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Matót (literalmente "Tribos") e Massei (literalmente "Viagens"), terminando o quarto Livro da Torá, Bamidbar. A Parashá Matót fala de assuntos como juramentos, o ataque a Midian, a Kasherização de utensílios e a divisão dos despojos de guerra. Já a Parashá Massei fala sobre as viagens do povo judeu no deserto e orientações para a conquista da Terra de Israel, que aconteceria muito em breve.
 
No final da Parashá Matót, a Torá descreve que duas Tribos, Reuven e Gad, fizeram um pedido inesperado a Moshé: "Se for do seu agrado, deixe esta terra ser dada como herança aos seus servos, não nos leve para além do Yarden" (Bamidbar 32:5). As duas Tribos estavam pedindo para receber terras fora de Eretz Israel, pois não tinham o desejo de entrar nela. Moshé permitiu, mas só se eles acompanhassem o resto do povo nas guerras de conquistas. Porém, após 40 anos vagando pelo deserto, na expectativa do momento de poder entrar na Terra sagrada, prometida aos nossos patriarcas, por que estas duas Tribos desprezaram esta incrível oportunidade?
 
A resposta está no versículo "Os Bnei Reuven e Bnei Gad tinham gado em abundância, muito numeroso, e viram a terra de Yaazer e a terra de Guilad, e eis que o lugar era bom para o gado" (Bamidbar 32:1). Parece, desta descrição da Torá, que eram Tribos espiritualmente baixas, conectado com o materialismo, dando mais importância para suas posses do que para sua espiritualidade.
 
Porém, isso parece contraditório com a descrição do comportamento das duas Tribos após a entrada em Eretz Israel. O Sefer Yehoshua descreve a conquista e a divisão das terras. Foi um processo difícil e lento. As conquistas levaram sete anos, enquanto a divisão das terras levou outros sete anos. No total, as Tribos de Reuven e Gad passaram quatorze anos longe de suas famílias, e somente depois disso voltaram para as casas que haviam construído para suas esposas e filhos fora de Israel. Quando estavam voltando, Yehoshua fez questão de acompanhá-los até o Yarden, a fronteira leste de Israel. O Midrash nos ensina algo incrível. Por que Yehoshua os acompanhou? Pois as Tribos de Reuven e Gad eram a comitiva de Yehoshua. Quando eles chegaram ao Yarden, as Tribos de Reuven e Gad perceberam que poucas pessoas estavam acompanhando Yehoshua. Eles então deram meia volta, acompanharam Yehoshua até a sua casa, e somente depois disso foram embora.
 
De acordo com o Rav Eliyahu Dessler zt"l (Império Russo, 1892 - Israel, 1953), este Midrash demonstra o impressionante nível espiritual das Tribos de Reuven e Gad. Além de fazerem parte da seleta comitiva de Yehoshua, eles também fizeram algo muito louvável. Moshé exigiu das Tribos de Reuven e Gad que eles entrassem junto com as outras Tribos em Eretz Israel e lutassem com eles, pois tinha medo que a recusa deles causaria uma histeria no povo, que pensaria que eles haviam desistido por medo da guerra, e isso contagiaria todos. Porém, em nenhum momento Moshé exigiu que eles ficassem também na divisão das terras. Foram eles que decidiram voluntariamente não voltar para suas casas até que todos os judeus estivessem instalados em suas casas. Foi um ato de sacrifício de sete anos sem suas famílias em prol do resto do povo, uma incrível atitude de altruísmo e preocupação com o próximo. E a única intenção deles era santificar o Nome de D'us.
 
Foi toda esta elevação espiritual que os tornou a "comitiva de Yehoshua", e tiveram o mérito de participar da conquista de Eretz Israel junto com seus irmãos. Abriram mão de suas próprias famílias em prol das famílias do resto do povo. Então como pode ser que duas Tribos tão elevadas, de comportamento tão incrível, não quiseram entrar na Terra de Israel por causa dos seus animais, e estavam mais preocupados com os pastos abundantes do que com a santidade da Terra de Israel? Não são comportamentos muito contraditórios?
 
Daqui aprendemos uma lição muito forte e importante para as nossas vidas. Apesar da grandeza das Tribos de Reuven e Gad, eles não escaparam das influências do materialismo. Mesmo que foi algo sutil, a ocupação com os assuntos mundanos causou um impacto espiritual negativo. O Rav Ytzchak Abarbanel zt"l (Portugal, 1437 - Itália, 1508) traz uma prova impressionante do tremendo impacto espiritual que o materialismo teve sobre estas duas Tribos. Durante toda a conversa com Moshé, eles não mencionaram nenhuma vez a palavra "D'us". Por um lado, isso é um elogio. Nós falamos "D'us" o tempo todo, em frases como "Graças a D'us" e "Se D'us quiser". Porém, será que temos realmente a intenção de pedir a ajuda Dele e agradecer por Ele ter nos ajudado? Certamente que não. Na maioria das vezes falamos apenas pelo costume, sem nenhuma intenção em nossas palavras. Porém, aquela geração não mencionava o Nome de D'us a não ser que se sentissem no nível de "Estou diante de D'us". O fato de as Tribos de Reuven e Gad não mencionarem o Nome de D'us nenhuma vez significa que eles estavam em uma situação de decadência espiritual, pois não sentiam que estavam no nível de "Estou diante de D'us" e, portanto, achavam que se mencionassem o Nome de D'us, isso seria comparável a falar o Nome de D'us em vão.
 
O envolvimento e interesse pelos assuntos mundanos estragaram o nível de conexão deles com D'us. Ao prestarmos atenção nas palavras de Moshé na conversa com as Tribos de Reuven e Gad, perceberemos que ele os advertiu de uma maneira velada, diversas vezes, ao mencionar constantemente o Nome de D'us, como está escrito: "Se vocês se armarem para a batalha diante de D'us" (Bamidbar 32:20) ou "E a Terra será conquistada diante de D'us" (Bamidbar 32:22), entre outros versículos.
 
O problema do envolvimento com o mundo material não se restringe apenas ao aumento dos desejos e a troca de valores espirituais por valores materiais. Um dos efeitos negativos também é a perda da Emuná, pois a pessoa começa a se conectar cada vez mais com o mundo material e suas leis, esquecendo que D'us está por trás de tudo o que acontece. Quando as Tribos de Reuven e Gad foram construir cidades para suas famílias, antes da entrada na Terra de Israel, utilizaram a expressão "cidades fortificadas", como se fossem as muralhas as verdadeiras responsáveis pela proteção de suas famílias, não D'us. Eles estavam colocando a sua segurança nas mãos das leis do mundo material. Ao responder, Moshé falou apenas a palavra "cidades", mostrando a eles que não são as fortificações de uma cidade que a protegem, e sim D'us, como nos ensinou David HaMelech: "Se D'us não guarda uma cidade, o guardião mantém a sua vigília em vão" (Tehilim 127:1).
 
Adesivos parecem ser algo pequeno, mas são o começo do aprendizado sobre valores. A Torá nos protege do materialismo que vicia, nos ensinando valores e princípios espirituais para utilizarmos enquanto vivemos em um mundo material. O glamour dos adesivos é o ensinamento de que o que vicia são os desejos, não as necessidades. Em um mundo com tanta fartura e prazeres, como pretendemos educar os nossos filhos?

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 26 de julho de 2024

A VIRTUDE DE UM LÍDER - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ PINCHÁS 5784

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ASSUNTOS DA PARASHÁ PINCHÁS
  • A Recompensa de Pinchás.
  • Ordens para atacar Midian.
  • O Novo Censo.
  • Dividindo a Terra de Israel.
  • Contagem dos Leviim.
  • As Filhas de Tselafchad.
  • Leis de Herança (incluindo as filhas).
  • D'us mostra para Moshé a Terra de Israel e manda ele se preparar para a morte.
  • Moshé pede um sucessor.
  • Yehoshua é escolhido para substituir Moshé.
  • O Sacrificio Diário (Korban Tamid).
  • A Oferenda Adicional de Shabat (Mussaf).
  • A Oferenda de Rosh Chodesh, Pessach, Shavuót, Rosh Hashaná, Yom Kipur, Sucót, Shemini Atseret.
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A VIRTUDE DE UM LÍDER - PARASHÁ PINCHÁS 5784 (25/jul/24)
 
Avraham, um jovem aluno de uma Yeshivá de Jerusalém, estava extremamente preocupado. Por causa de suas más atitudes, ele corria o risco de ser expulso. O Rosh Yeshivá havia dado uma última chance para que ele mudasse seus atos, mas, com base em seu histórico, não demoraria muito para que ele fizesse algo sério o suficiente para justificar sua expulsão. Ele procurou o Mashguiach da Yeshivá em busca de um conselho:
 
- Rav, eu realmente quero estar na Yeshivá. Eu gosto daqui, gosto dos estudos, gosto dos meus amigos. Porém, não tenho absolutamente nenhum autocontrole. Sei que não conseguirei cumprir as regras, pois é como se houvesse alguém dentro de mim que constantemente me empurrasse para fazer coisas que eu sei que não deveria fazer. Meus dias aqui estão contados. O que eu faço?
 
O Mashguiach, percebendo o sofrimento e a sinceridade do rapaz, deu-lhe um importante conselho de vida:
 
- Não é possível mudarmos da noite para o dia. Porém, é possível mudarmos aos poucos. Você deve começar escolhendo algo pequeno para se trabalhar, não necessariamente relacionado às regras da Yeshivá. Por exemplo, tente parar de estalar os nós dos dedos. É algo pequeno, mas você verá que esse pequeno ato de se abster de fazer algo que você deseja dará à sua alma a sensação de como é exercer o autocontrole. Sem perceber, com o tempo você estará experimentando um tipo diferente de liberdade. Não do tipo "Posso fazer o que quiser, quando quiser", mas o empoderamento que vem de dizer "Estou no controle, não vou me deixar ser vítima de atos autodestrutivos que me fazem sentir bem momentaneamente, mas que acabam me destruindo no longo prazo".
 
Avraham agradeceu o conselho. Não foi um caminho fácil, mas ele se esforçou. Apesar de alguns tropeços, o Rosh Yeshivá percebeu o esforço do rapaz. Finalmente Avraham concluiu seus estudos na Yeshivá, casou-se com uma boa moça e construiu uma linda família. E tudo começou com deixar de estalar os nós dos dedos..."
 
Pequenas atitudes de autocontrole podem mudar nossa vida. É a forma de tirarmos o Yetser Hará do controle das nossas vidas. São as pequenas atitudes que vão nos levar às grandes conquistas na vida.

Nesta semana lemos a Parashá Pinchás, que fala sobre a nova contagem do povo judeu, as leis de herança e a escolha de um sucessor para Moshé, que havia recebido o decreto de não entrar na Terra de Israel. E assim D'us respondeu a Moshé quando foi questionado sobre quem cuidaria do povo judeu após o seu falecimento: "Pegue para você Yehoshua bin Nun, um homem que tem um espírito dentro de si" (Bamidbar 27:18). Mas o que significa o atributo de "ter um espírito dentro de si"? E qual é a relação entre este atributo e o cargo de liderança?
 
Explica o Rav Yossef Yozel Horowitz zt"l (Lituânia, 1847 - Ucrânia, 1919), mais conhecido como Alter MiNovardok, que para esclarecer o assunto é necessário antes de tudo entender qual é a essência do papel de um líder. Em toda sociedade existe uma grande diversidade de pessoas, que diferem entre si em suas naturezas e traços de caráter. Nossos sábios ensinam que assim como não existem dois rostos iguais, também não existem formas de pensar iguais. Por isso, as pessoas também diferem nos tipos de problemas que as incomoda e nas soluções necessárias. Portanto, um líder, cujo trabalho é resolver os problemas dos seus seguidores e aliviá-los da sua angústia, deve ter um amplo entendimento, para conseguir compreender o espírito de cada um. Para isso ele deve ser um homem de muitos talentos, para conseguir ajudar cada pessoa exatamente no que ela necessita.
 
O líder deve ter, portanto, duas qualidades principais: uma é a capacidade de conhecer as pessoas de uma forma profunda e fundamental. A segunda é a sabedoria e o entendimento para resolver as dificuldades de cada pessoa de acordo com o que ela precisa. Moshé pediu a D'us alguém assim: "Que Hashem, o D'us dos espíritos, aponte um homem sobre a congregação" (Bamidbar 27:16). Não foi à toa que Moshé se referiu a D'us com este título. Sua intenção era dizer que D'us, que conhece verdadeiramente o espírito de cada pessoa, era o único que saberia encontrar um homem que pudesse compreender as deficiências e os consertos necessários do seu povo.
 
O que D'us respondeu a Moshé? "Pegue para você Yehoshua bin Nun, um homem que tem um espírito dentro de si". D'us estava informando a Moshé a característica principal de um líder: antes de tudo ele deve ter o espírito de ser líder sobre si mesmo. Sendo seu espírito forte o suficiente para controlar sua natureza e seus traços de caráter, bem como resolver todas as suas questões de acordo com a visão verdadeira, sem se desviar com as influências negativas do mundo, ele também pode liderar o público e proporcionar-lhes uma educação de acordo com a verdade.
 
Aqui D'us estava revelando um grande segredo. Tudo depende da nossa capacidade de autocontrole. Se uma pessoa não tem constância e não tem controle sobre si mesma, e todo interesse a desvia das decisões equilibradas, como poderá conduzir uma comunidade? Quando ele tiver contato com muitas pessoas, se confundirá e acabará bajulando, manipulando e se desviando de acordo com seus próprios interesses pessoais.
 
É por isso que D'us escolheu Yehoshua bin Nun, alguém que conseguia dominar seu espírito. Qual era a ocupação de Yehoshua? Ele arrumava os bancos do centro de estudos de Moshé. Isto significa que ele conseguia se ocupar com qualquer atividade necessária para o bem comum, sem se importar com a sua honra. Foi por isso que D'us o escolheu como líder, pois ele havia demonstrado que conseguiria cumprir sua tarefa de forma plena.
 
Podemos perceber este conceito observando os grandes rabinos que estiveram em postos de liderança do povo judeu em diferentes gerações. Um dos maiores líderes do povo judeu das gerações passadas foi, sem sombra de dúvidas, o Rav Yerucham Leibovitz zt"l (Bielorússia, 1873 - 1936), o famoso Mashguiach da Yeshivá de Mir. Entre os alunos, ele era visto como um modelo de vida, sempre firme e decisivo em todos os assuntos, individuais e coletivos, que eram trazidos diante dele. Um dos seus alunos mais proeminentes, o Rav Shlomo Wolbe zt"l (Alemanha, 1914 - Israel, 2005), escreveu que mesmo depois de muitos anos após ter saído da Yeshivá ele ainda desejava reviver a imagem que havia guardado do Mashguiach, que apenas de olhar para os alunos já conseguia ajudá-los a se levantarem das quedas espirituais que haviam sofrido com o decorrer dos meses de estudo. Todos os seus ensinamentos saíam do fundo da sua alma. A santidade de sua alma e seu coração puro foram as fontes das quais ele extraiu e fez brotar a maioria dos seus ensinamentos.
 
No entanto, como o Rav Yerucham conseguiu chegar a este nível de santidade? Suas anotações, guardadas como tesouro pelos seus filhos, trazem a resposta. Assim ele escreveu em seu caderno de Kabalót para Yom Kipur: "Refleti e percebi que eu não estou sob o meu próprio controle, estou sob controle dos outros, pois é o materialismo que me controla. Não apenas isso, mas o materialismo também suborna meu intelecto, para enganá-lo com suas palavras tortas, com o único objetivo de afastar o homem do que é verdadeiramente bom. Portanto, recebo sobre mim, Bli Neder, fazer com que o meu intelecto tenha domínio sobre mim, e talvez D'us me ajude. E, por isso, recebo sobre mim, Bli Neder, fazer cinco vezes por dia coisas que vão contra a minha vontade. Como penalidade, se eu perder um único dia, darei dez kupkes (moeda antiga)".
 
Este foi seu principal direcionamento na vida. É interessante perceber que ele adquiriu seu amplo conhecimento espiritual indo sempre contra seus desejos naturais. E, a partir disso, ele chegou ao seu grande princípio, de que o propósito da criação do ser humano é se doar ao próximo. Sua bondade, sempre no limite de suas forças, era testemunhada em todas as situações, nas quais ele simplesmente entregava a vida por este objetivo. Faltaria papel para descrever toda a devoção aos seus alunos e seus atos de bondade com todos os que o procuravam. E com essa mesma dedicação ele abordava cada Mitzvá e as cumpria sem deixar para trás nenhum detalhe, mesmo quando seu estado de saúde exigia que ele fosse mais leniente consigo mesmo.
 
Ele mencionava um interessante ensinamento do Talmud (Makot 23b). Foram entregues a Moshé 613 Mitzvót, sendo 365 Mitzvót negativas, correspondendo aos 365 dias do ano, e 248 Mitzvót positivas, correspondendo aos 248 membros do corpo. O Talmud está nos ensinando que as Mitzvót são direcionadas a todos os dias do ano e a todos os membros do corpo. Somente assim, aproveitando todos os dias do ano e utilizando todos os membros do nosso corpo para fazer o bem, poderemos chegar à plenitude, santificação e pureza. E o Rav Yerucham se dedicou nestas duas áreas de forma incansável. Em relação a aproveitar todos os dias, ele mantinha um caderno no qual escrevia todos os detalhes do seu dia: que horas havia se levantado, quantos tempo havia levado para se vestir, quanto tempo havia tomado banho, e assim por diante, desde o despertar até a hora de dormir. E, em relação aos membros do corpo, é incrível o quanto ele conseguiu santificar seu corpo. Era percebido por todos os que entravam no seu Beit Midrash que todos os seus movimentos eram calculados, até o ponto de não haver movimentos desnecessários nele. Enquanto estava sentado na Yeshivá com seu Chavruta, durante cinco horas consecutivas ele não levantava os olhos do livro. Pelas ruas de Mir, ele caminhava com a cabeça baixa, preso em seus pensamentos, sem virar a cabeça para os lados.
 
Verdadeiros líderes são construídos com autocontrole. Não nas grandes atitudes e nos grandes desafios da vida, mas nos pequenos detalhes, nas pequenas decisões, nas atitudes mais simples. Através do autocontrole, mesmo que não sejamos grandes líderes do povo judeu, que possamos ao menos ser grandes líderes sobre nós mesmos.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 

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