sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

CUIDANDO DOS NOSSOS IRMÃOS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIGASH 5782


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VÍDEOS DA PARASHÁ VAYIGASH
ASSUNTOS DA PARASHÁ VAYIGASH
  • Yehudá enfrenta o "vice-rei".
  • Yossef manda todos saírem da sala.
  • Yossef se revela.
  • Irmãos de Yossef voltam para casa, para buscar famílias.
  • Yossef manda presentes a Yaacov.
  • A família de Yaacov prepara-se para ir ao Egito.
  • Genealogia dos filhos de Yaacov.
  • O reencontro de Yaacov e Yossef.
  • O encontro de Yaacov e o Faraó.
  • A fome no Egito fica cada vez mais dura.
  • Yossef compra todo o Egito.
BS"D

CUIDANDO DOS NOSSOS IRMÃOS - PARASHÁ VAYIGASH 5782 (10/dez/2021)

 
"Jacques, um homem muito rico, estava prestes a completar 70 anos e tinha decidido realizar uma grande festa. Ele enviou uma carta para seus dois filhos, que viviam em outro país, dizendo: "Eu quero que você e sua família venham celebrar comigo. Não se preocupe com as despesas, pois tudo que você gastar em minha honra, eu devolverei vinte vezes mais".

Roberto, o filho mais velho, era rico. Após receber a carta, comprou a carruagem mais bonita, as melhores roupas para os filhos e joias para a esposa, pois sabia que quanto mais gastasse, mais receberia de volta. Com trajes de gala, iniciaram a viagem. No caminho, passaram pela casa de Fernando, o irmão mais novo, um sujeito pobre. Ele não tinha nem condições de pegar dinheiro emprestado, pois ninguém lhe dava crédito.
 
- Você não vem para a festa do papai? - perguntou Roberto.
 
- Eu não tenho dinheiro nem para alugar uma carruagem - respondeu Fernando, com tristeza.
 
- Não tem problema, darei carona para você e sua família na minha espaçosa carruagem - disse Roberto.

Fernando e sua família subiram na carruagem e todos partiram para a festa. A família de Roberto viajava com todo o luxo possível, enquanto a família de Fernando viajava em maltrapilhos. Ao chegarem à grande festa, Roberto disse ao pai:
 
- Eu gastei $50.000 para te honrar nesta festa. Portanto, eu devo receber um milhão de dólares!

- Eu não vou lhe dar nenhum centavo! - disse Jacques, em um tom muito sério.

- O que isso quer dizer? - perguntou Roberto - Trato é trato!

- Eu disse que qualquer coisa que você gastasse para me honrar eu lhe devolveria vinte vezes mais. No entanto, você não gastou esse dinheiro com a minha honra, você gastou com a sua própria honra. Se você estivesse realmente preocupado com a minha honra, teria se preocupado em ajudar também seu irmão pobre"
 
Explica o Maguid MiDuvno que é desta forma que D'us nos vê. Mesmo quando fazemos algo por Ele, se não nos importamos com os nossos irmãos, então não é considerado que fizemos por Ele, e sim por nós mesmos.

Na Parashá desta semana, Vayigash (literalmente "E se aproximou"), a Torá continua o relato da história de Yossef e seus irmãos. No final da Parashá da semana passada, a história estava em seu clímax, quando Biniamin foi acusado de roubo e os irmãos, ainda sem perceber que o vice-rei era seu irmão Yossef, não sabiam o que fazer. Então no início da Parashá desta semana Yehudá, o líder dos irmãos e aquele que havia ficado responsável por Biniamin, tomou coragem e fez um discurso emocionado ao vice-rei, implorando por misericórdia em nome de seu pai velhinho, e se oferecendo para ficar como escravo no lugar de Biniamin.
 
Yossef ficou tão comovido com esta atitude de Biniamin que não conseguiu mais guardar o segredo e se revelou aos irmãos, que ficaram em estado de choque, sem conseguir esboçar nenhum tipo de reação diante daquela surpresa. Finalmente eles se abraçaram e choraram. Yossef e seus irmãos pareciam estar finalmente reconciliados. Mas será que eles chegaram a um nível verdadeiro e pleno de amor, confiança mútua e perdão? Infelizmente, prestando atenção em alguns detalhes, percebemos que não. Houveram grandes avanços em ambos os lados, mas o objetivo final não foi atingido, deixando para nós um grande desafio.
 
Por exemplo, apesar das várias tentativas sinceras de Yossef de reconciliação, há algo que falta nas palavras dele. Ele nunca disse: "Eu perdôo vocês". Ele quis tirar a culpa das costas dor irmãos, falando que D'us tinha um plano maior, e que ele e os irmãos faziam parte daquele plano, mas nunca explicitou seu perdão. Talvez tenha sido a ausência do perdão explícito que amedrontou os irmãos e fez com que eles nunca se sentissem completamente à vontade com Yossef.
 
Além disso, no momento em que Yossef se revelou aos irmãos está escrito: "Yossef não conseguiu mais se conter... E Yossef disse aos seus irmãos: 'Eu sou Yossef. Meu pai ainda está vivo?'" (Bereshit 45:1,3). Ao dizer que Yossef não pôde se conter, a Torá está nos informando que, se ele pudesse, teria esperado que seus irmãos chegassem a um nível maior de entendimento do erro que haviam cometido e, assim, poderiam concluir seu processo de arrependimento.
 
Outro detalhe que chama a atenção foi quando Biniamin, acusado de roubo, foi condenado à escravidão. Seus irmãos mais velhos se recusaram a deixá-lo e lutaram por sua libertação. Porém, parecia que Biniamin realmente havia errado e que eles estavam ao seu lado apenas porque ele era o irmão deles. Em nenhum momento eles discutiram a inocência de Biniamin. O Midrash ensina que os irmãos acreditaram que Biniamin era realmente ladrão. Portanto, se o amor entre os irmãos fosse pleno, se tivessem aprendido a lição, eles teriam imediatamente defendido Biniamin, pois conhecendo sua retidão, teriam certeza de sua inocência.
 
Também vemos a superficialidade no relacionamento entre Yossef e seus irmãos na Parashá da semana que vem, pois quando Yaacov faleceu, os irmãos imediatamente suspeitaram que Yossef finalmente aproveitaria para se vingar. Eles basearam suas suspeitas nas palavras de Yossef ao se revelar: "Meu pai ainda está vivo?", o que, segundo o entendimento deles, significava que Yossef não faria nenhum mal a eles em respeito ao pai, mas que assim que o pai falecesse, ele se vingaria. Isto significa que a confiança mútua que deveria existir nunca foi alcançada. Enquanto Yossef estava claramente motivado pelo desejo de que seus irmãos fizessem Teshuvá, eles o consideravam mesquinho e vingativo.
 
O Rabeinu Bechaye zt"l (Espanha, 1255 - 1340) vai além e cita os dez mártires da época do exílio romano, gigantes espirituais como o Rabi Akiva e Raban Shimon bem Gamliel. Eles são apontados como a reencarnação dos irmãos de Yossef, que precisavam passar por aquele "conserto" de morrerem torturados "Al Kidush Hashem"(santificando o Nome de D'us) por terem vendido Yossef. Se eles precisaram reencarnar, isto significa que ainda havia alguma "dívida" a ser paga. Mas certamente eles fizeram Teshuvá, se arrependeram pelo resto de suas vidas do grave erro cometido! O que faltava ser consertado? A conclusão é que faltou o perdão de Yossef para que o conserto fosse completo, já que nossos sábios ensinam que nas transgressões "Bein Adam Lehaveiró" (entre a pessoa e seu companheiro), enquanto a pessoa que sofreu o dano não perdoa, também não há perdão Divino, nem em Yom Kipur e nem mesmo após a morte, sendo necessário os envolvidos voltarem em uma nova encarnação para um futuro conserto.
 
Porém, por que havia dez mártires, se apenas nove irmãos estavam envolvidos na venda de Yossef? Eram no total 12 irmãos, mas Biniamin estava em casa, Yossef foi a vítima e Reuven havia saído antes da venda e, portanto, não participou dela! O Rabeinu Bechaye sugere que Yossef tinha alguma responsabilidade, por ter causado a inimizade com os irmãos e, portanto, a expiação dos seus pecados também foi exigida.
 
Mas talvez possamos sugerir uma resposta diferente: o próprio Yossef foi o décimo mártir pois ele nunca perdoou seus irmãos completamente e, portanto, também carregava a culpa. Se ele tivesse conseguido se controlar por mais tempo, talvez pudessem chegar a um ponto de reconciliação completa. Mesmo assim, vemos que os irmãos viveram junto com Yossef no Egito por muitos anos e, infelizmente, continuaram com medo dele. As cicatrizes da venda permaneceram sem cura.
 
No entanto, se eles não tinham chegado a um nível verdadeiro de amor e confiança entre si, a ponto de desconfiarem que Biniamin realmente tinha roubado o cálice de prata, por que foram defendê-lo? Pois quando foram atacados por alguém "de fora", isto é, pelo vice-rei egípcio, eles se uniram na defesa um do outro.
 
Essa é uma grande realidade nos nossos dias quando olhamos para Israel e o povo judeu. Quando somos ameaçados por um inimigo "externo", como os ataques árabes, aceitamos nossas diferenças e nos unimos na luta pela sobrevivência. No fundo, cada judeu possui um profundo senso de preocupação com o próximo. Porém, infelizmente, em tempos de paz, parece que nos esquecemos disso e as sementes da desunião e da desconfiança começam a brotar, dilacerando profundamente nosso povo.
 
Quando Yossef se reencontrou com Biniamin, eles se abraçaram e choraram. Em certo nível, foram lágrimas de alegria pelo reencontro. Mas nossos sábios explicam que, naquele momento, Yossef e Biniamin entenderam que a lição de confiar em nossos irmãos judeus não havia sido internalizada e, portanto, o mesmo problema estava destinado a ressurgir no futuro, resultando em destruição e tragédia para nosso povo, como a destruição do nosso Templo Sagrado, justamente por causa da desunião e o ódio gratuito dentro do povo judeu.
 
Cada um de nós tem o poder e a responsabilidade de mudar esta situação. Nas guerras e ameaças nos unimos. Que possamos também nos unir na paz, com confiança uns nos outros, nos tornando uma luz para as nações.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

A HONESTIDADE ABRE PORTAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ MIKETZ E CHANUKA 5782


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ASSUNTOS DA PARASHÁ MIKETZ
  • Os dois sonhos do Faraó.
  • Yossef é chamado para interpretar os sonhos.
  • Yossef se torna o vice rei.
  • Yossef se casa com Osnat.
  • A estratégia de Yossef é implantada no Egito.
  • Yossef tem dois filhos: Efraim e Menashé.
  • Começam os anos de fome no Egito.
  • Yaacov manda seus filhos aos Egito.
  • Yossef reconhece seus irmãos, mas eles não o reconhecem.
  • Yossef acusa os irmãos de serem espiões.
  • Os irmãos de Yossef se arrependem.
  • Yossef prende Shimon e exige a vinda de Biniamin.
  • Yaacov se recusa a enviar Biniamin.
  • A fome continua e Yaacov é obrigado a enviar Biniamin.
  • Yossef testa seus irmãos e esconde cálice de prata na sacola de Biniamin.
  • Biniamin é acusado de roubo e condenado a virar escravo.
BS"D

A HONESTIDADE ABRE PORTAS - PARASHÁ MIKETZ E CHANUKA 5782 (03/dezembro/2021)

 

"Na Yeshivá Etz Chaim, localizada na cidade de Volozhin, havia um excelente aluno que subitamente adoeceu e necessitava de cuidados médicos. O Rav Chaim Volozhin zt"l (Lituânia, 1749 - 1821), o Rosh Yeshivá, pediu para que outro aluno acompanhasse o rapaz até a casa de seus pais, onde ele poderia receber o tratamento adequado. Como a casa ficava a mais de um dia de jornada, ao anoitecer eles passaram a noite em uma pequena hospedaria. De manhã cedo, antes de partirem, o jovem acompanhante pagou a sua parte, mas o amigo doente não tinha trazido dinheiro. Ele ficou desesperado, mas foi tranquilizado pelo dono da hospedaria e recebeu a permissão de pagar depois. Eles continuaram, então, rumo à casa dos pais do aluno doente.

 
Ao chegarem, o jovem doente se lembrou da dívida e entregou ao seu amigo o dinheiro para o pagamento da hospedaria, pedindo para que o pagamento fosse feito imediatamente quando ele passasse por lá na volta. O amigo garantiu que assim o faria e despediu-se do amigo doente, desejando-lhe uma pronta recuperação. Porém, no caminho de volta para a Yeshivá, apesar de novamente ter passado a noite naquela mesma hospedaria, o rapaz acabou esquecendo-se e o dinheiro acabou ficando, sem intenção, em sua posse.
 
Enquanto isso, o estado de saúde do rapaz doente piorou e ele acabou falecendo em pouco tempo. Seus amigos da Yeshivá, ao escutarem as más notícias, ficaram muito tristes com o ocorrido. Eles participaram do seu enterro e prestaram as homenagens finais.

Passados alguns dias, o Rav Chaim Volozhin estava caminhando pelos corredores da Yeshivá quando se deparou com a alma do rapaz que havia falecido. O Rav Chaim Volozhin aproximou-se e perguntou o que havia acontecido no Julgamento Celestial dele. O rapaz falecido lhe respondeu que havia sido decretado que ele iria para o Gan Éden. Porém, ao chegar lá, um anjo impediu sua entrada, dizendo que havia uma transgressão de roubo em suas mãos, pois ele não havia pago a hospedaria. Apesar de ter dado o dinheiro para o seu amigo pagar, o dono da hospedaria não havia recebido o pagamento e, com isso, não havia perdoado a dívida. Por aquele motivo era impossível deixá-lo entrar no Gan Éden. Mas como o Tribunal Celestial viu que ele não teve culpa no ocorrido, permitiram excepcionalmente que ele viesse falar com seu rabino para pedir que ele o ajudasse a resolver a situação daquela dívida e assim pudesse entrar no Gan Éden.

O Rav Chaim Volozhin imediatamente chamou o aluno que havia acompanhado o falecido até a casa dos pais e ordenou que ele se dirigisse à hospedaria e pagasse a dívida do amigo falecido, o que ele prontamente fez. O rapaz falecido não apareceu mais para o Rav Chaim Volozhin e encontrou o merecido descaso no Gan Éden".

Vemos como nosso Julgamento Celestial será rigoroso em relação à nossa honestidade. Se até mesmo um ato não intencional foi cobrado de forma tão rigorosa, como será a cobrança de atos intencionais de desonestidade?

Nesta semana lemos a Parashá Miketz (literalmente "Ao fim de"), que continua descrevendo os altos e baixos da vida de Yossef. Após ter passado 12 anos na prisão, acusado de forma injusta, já sem esperanças de um dia ser libertado, Yossef viu seu destino mudar de repente. Como aconteceu na história de Chanuka, quando D'us interveio e nos ajudou na batalha contra os gregos, deixando Sua "marca" através do milagre do óleo, Yossef também foi salvo milagrosamente e percebeu a Mão de D'us direcionando os eventos. O Faraó havia sonhado com vacas magras que engoliam vacas gordas e com espigas queimadas que engoliam espigas bonitas, e acordou muito assustado. Porém, nenhum dos seus conselheiros e magos conseguiu interpretar corretamente os sonhos. Após ter recebido do copeiro chefe, cujo sonho havia sido interpretado por Yossef na prisão, a indicação de que Yossef poderia interpretar seus sonhos, o Faraó resolveu convocá-lo.
 
Quando questionado se ele conseguiria interpretar os sonhos, Yossef fugiu de qualquer tipo de honra e reconhecimento. Assim ele respondeu ao Faraó, com muita humildade: "Isto está além de mim. É D'us que responderá o bem estar do Faraó" (Bereshit 41:16). E, logo em seguida, não apenas Yossef interpretou o sonho, mas ainda consertou erros que o Faraó intencionalmente inseriu na descrição deles para testá-lo.

Os sonhos significavam que viriam sete anos de muita fartura no Egito, seguidos de sete anos de muita fome. A repetição dos sonhos era um indicativo de que a vontade de D'us começaria a se cumprir imediatamente. Yossef sugeriu que durante os sete anos de fartura fosse guardada muita comida, e uma pessoa sábia e honesta fosse escolhida para supervisionar o trabalho, garantindo o futuro dos egípcios. O Faraó gostou tanto da interpretação de Yossef para os seus sonhos que o nomeou como responsável pela supervisão do trabalho.

Porém, em relação a este acontecimento surge uma grande pergunta: como o Faraó pôde ter tanta confiança em Yossef, a ponto de nomeá-lo como o principal administrador do plano para salvar o Egito da fome que estava por vir? É verdade que Yossef era uma pessoa sábia, mas como o Faraó pôde acreditou em alguém que havia acabado de sair da prisão e que até então era apenas um escravo?

O Rav Chaim Shmulevitz zt"l (Lituânia, 1902 - Israel, 1979) explica que o Faraó percebeu a honestidade de Yossef quando ele começou dizendo que não tinha nenhum poder de interpretar sonhos, e sim que tudo era um presente de D'us. Yossef, mesmo desejando ser libertado da prisão e diante de uma incrível oportunidade, não queria receber créditos. Esta honestidade mostrou que ele era uma pessoa totalmente confiável.

Portanto, este é o primeiro ensinamento valioso da Parashá: a importância da honestidade. A honestidade abre muitas portas em nossa vida, conforme ensina o mais sábio de todos os homens, Shlomo Hamelech: "Melhor um bom nome do que um bom azeite" (Kohelet 7:1). Explica o Rav Moshé Alshich zt"l (Império Otomano, 1508 - Israel, 1593) que o bom óleo ilumina, mas uma hora ele termina, enquanto o bom nome conquistado brilha para sempre. A honestidade é tão importante que a primeira pergunta que o Tribunal Celestial nos fará quando sairmos deste mundo será: "Você foi honesto nos negócios?", antes mesmo de nos perguntar se fixamos tempos para o nosso estudo da Torá e se esperamos todos os dias pela redenção.

Mas honestidade não significa apenas não roubar e não enganar. Existe honestidade nos atos, mas também existe honestidade nos pensamentos. Por exemplo, na Parashá da semana passada, Vaieshev, está escrito que os irmãos de Yossef sentiam ódio dele "e não conseguiam falar com ele em paz" (Bereshit 37:4). Parece que a Torá está fazendo apenas uma dura crítica aos irmãos de Yossef, por eles não conseguirem controlar o sentimento de ódio em relação ao próprio irmão. Porém, Rashi (França, 1040 - 1105) explica que realmente a Torá está criticando a atitude deles, mas que dentro desta crítica há um grande elogio. Normalmente as pessoas se comportam de maneira hipócrita, pois de suas bocas saem palavras gentis e amigáveis, mas em seus corações há inveja e sentimentos negativos. A Torá está ressaltando que os irmãos de Yossef eram honestos, isto é, suas bocas e seus corações estavam alinhados. Eles não sabiam ser falsos com Yossef, fingindo que o amavam na frente dele e falando mal dele pelas costas. Isto também é honestidade.

Mas qual foi o segredo de Yaacov para ter filhos tão honestos? Os pais querem criar filhos corretos. Eles leem livros, vão a palestras e cursos, tudo para serem os melhores pais. Porém, apesar de não haver uma fórmula mágica para criar filhos bons, há algo que chega muito perto: o exemplo pessoal. Crianças que observam a honestidade e retidão de seus pais serão boas crianças. Já se os pais forem desonestos, mesmo nos pequenos detalhes, seus filhos também serão desonestos. Se os pais contam mentiras para resolver seus problemas, seus filhos também contarão mentiras. Yaacov representa a verdade e a honestidade, e assim saíram seus filhos.

O Rav Avraham Yaacov Pam zt"l (Lituânia, 1913 - EUA, 2001) salienta que ser muito estrito e exigente com nossos filhos pode fazer com que eles sejam desonestos. Se eles perceberem que irão sofrer consequências terríveis se forem pegos em um erro, ficarão inclinados a negar. Se, por exemplo, colocarmos uma grande ênfase nas notas escolares, eles vāo acabar colando nas provas. Porém, ter uma criança honesta é muito mais importante do que ter uma criança com boas notas. Se uma criança admite ter feito algo errado e é punida, estamos punindo-a por sua honestidade, e esta é a pior mensagem que podemos passar aos nossos filhos.

Mas esta explicação não responde completamente nosso questionamento. A honestidade é certamente um traço de caráter fundamental, uma das primeiras coisas que devemos procurar em um funcionário. Mas como o Faraó sabia que Yossef, além de honesto, também saberia cumprir com perfeição sua missão gerencial?
 
Responde o Rav Zelig Pliskin que a fonte do Lashon Hará, esta transgressão tão grave, que destrói vidas e é a causa da extensão do nosso exílio, é vermos um defeito na pessoa e extrapolarmos, transformando a pessoa em alguém ruim apenas por causa de um defeito. Podemos aprender do Faraó a fazer justamente o contrário e ver as pessoas de forma positiva. Ele viu um ponto positivo no caráter de Yossef, a honestidade, e extrapolou para ver o bem nele em uma escala maior. Este deve ser o modelo usado ao avaliarmos as pessoas. Devemos tentar enxergar os pontos positivos e as boas qualidades dos outros, e mostrar isto para eles. Isto pode ajudar as pessoas a construírem sua autoestima, pois quanto mais a pessoa percebe que possui atributos positivos, mais motivada ficará para utilizar estas forças para um crescimento futuro. Assim, não apenas teremos bons filhos e bons funcionários, mas estaremos criando pessoas melhores e mais felizes.
 

SHABAT SHALOM E CHANUKA SAMEACH

 

R' Efraim Birbojm

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