sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

VOCÊ ACHA QUE FAZ SOZINHO? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TERUMÁ 5781

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  • Doações para a construção do Mishkan.
  • Aron Hakodesh e a Kaporet.
  • Shulchan.
  • Menorá.
  • 3 coberturas do Ohel Moed.
  • Tábuas (estrutura do Ohel Moed).
  • Parochet e Tela de entrada.
  • Mizbeach.
  • Pátio.
BS"D

VOCÊ ACHA QUE FAZ SOZINHO? - PARASHÁ TERUMÁ 5781 (19 de fevereiro de 2021)

 
"Thiago era um menino muito esperto. Ele gostava muito de aventuras e de novidades. Um dos melhores momentos do ano era quando ele viajava de trem nas férias, para ir à cidade vizinha onde morava sua avó. Ele viajava sempre com seus pais e gostava de correr pelos vagões e explorar cada pequeno pedaço daquele trem.
 
Os anos se passaram e Thiago, apesar de ter apenas 12 anos, achou que já era grande o suficiente para viajar sozinho de trem até a cidade da sua avó. Seus pais não gostaram da ideia, mas ele insistiu muito, argumentando que já conhecia bem o trem e a viagem, que podia ir sozinho. Finalmente os pais concordaram.
 
No dia da viagem, Thiago estava bastante agitado. O pai foi com ele até a estação, para se despedir. No momento do embarque, o pai começou a dar alguns conselhos, mas Thiago não queria nem escutar. Ele já era um menino grande, já sabia viajar sozinho, não precisava ficar escutando tudo aquilo novamente.
 
Finalmente, chegou o momento do embarque. O pai deu um forte abraço em Thiago, desejou boa viagem, colocou um bilhete em seu bolso e disse:
 
- Querido, se você se sentir sozinho ou com medo, e precisar de ajuda, leia este bilhete.
 
Thiago não deu muita bola. Não teve nem curiosidade de saber o que estava escrito. Pegou sua mala, sentindo-se um adulto independente, e embarcou sozinho. Sentou-se no seu lugar, confiante. Lentamente o trem começou a se movimentar, afastando-se da estação. Agora ele estava completamente sozinho. Aos poucos, sua autoconfiança começou a diminuir. E se ele adormecesse e perdesse a estação? E se a avó não estivesse esperando na estação, o que ele faria? Para onde iria? E se alguém começasse a puxar conversar, ele deveria responder? Começou a olhar para as pessoas em volta, parecia que todos olhavam para ele sem parar. Thiago começou a sentir medo. Estava inseguro, sentiu vontade de chorar. Queria que seus pais estivessem ali, mas agora ele estava sozinho e não havia ninguém para ajudá-lo. Foi então que ele se lembrou do bilhete que seu pai havia colocado em seu bolso. Com as mãos tremendo, ele tirou o bilhete do bolso, abriu e leu o que estava escrito em letras bem grandes: "Querido Thiago, se você sentir medo ou precisar de algo, quero que saiba que eu estou aqui, no último vagão, te acompanhando. Com amor, do seu pai".
 
Muitas vezes, em momentos em que o orgulho nos domina, também achamos que podemos fazer tudo sozinhos. Mas quando as coisas ocorrem de forma diferente do que esperávamos, começamos a nos desesperar. Nestes momentos, D'us nos diz: "Filho, não se preocupe. Mesmo que você queria ir sozinho, Eu estou aqui com você, para te acompanhar".

 

Nesta semana lemos a Parashá Terumá (literalmente "Porção"), que começa trazendo a lista de materiais necessários para a construção do Mishkan e para a confecção das roupas dos Cohanim. Entre os materiais listados, há alguns muito caros, como o ouro e a prata, e outros mais simples. Os materiais estão listados aparentemente em ordem de valor, pois começa com os metais mais caros, e depois aparecem os materiais mais baratos, como madeira e azeite. Porém, o que chama a atenção é o último item da lista: pedras preciosas. Eram pedras como rubi, safira e esmeralda, de valor muito alto, certamente mais valiosas que o ouro. Então por que as pedras preciosas foram mencionadas por último, se os materiais estavam em ordem de valor?
 
Todos os materiais listados no início da Parashá foram doados pelo povo. Apesar de ser uma doação voluntária, as pessoas correram para participar, empolgados, a ponto de Moshé precisar pedir para que eles parassem de doar. Eles doaram com alegria os objetos de valor que haviam recebido de seus vizinhos egípcios no momento em que saíram do Egito. A única exceção foram as pedras preciosas, que foram doadas pelos Nessiim, os príncipes das Tribos, pessoas muito ricas e influentes, como está escrito na Parashá Vayekel, que descreve os trabalhos de construção do Mishkan: "E os Nessiim trouxeram as pedras de Shoam e as pedras de preenchimento para o Efod e para o Choshen" (Shemot 35:27).
 
Porém, se esta doação foi deixada por último na lista de materiais, apesar de seu altíssimo valor, significa que havia algo de errado com ela. Rashi (França, 1040 - 1105) explica que, quando o povo começou a trazer as doações, os Nessiim generosamente ofereceram completar o que faltasse após todos trazerem suas contribuições. D'us reprovou este comportamento, o que ficou explicito no fato de a palavra "Nessiim" neste versículo ter sido escrita de forma diferente do usual, sem a letra "Yud". Segundo Rashi, isto foi uma punição pela falta de entusiasmo dos Nessiim em participar na Mitzvá de doar materiais para o Mishkan.
 
Mas fica difícil entender exatamente qual foi o erro dos Nessiim. O que havia de errado na atitude deles, de se oferecerem para cobrir tudo o que faltasse? Parece uma atitude louvável, pois mesmo se o povo não tivesse se empolgado em doar, os Nessiim doariam uma quantidade muito grande de materiais caros. Qualquer responsável em arrecadar fundos para uma instituição sonharia em receber uma oferta como a que os Nessiim fizeram. Seria uma situação perfeita ter um doador que garantisse cobrir tudo o que faltasse para fechar as contas após o esforço da arrecadação ter sido concluído. Então por que D'us reprovou a atitude dos Nessiim? O que havia de errado com a oferta deles?
 
A resposta está nas palavras do começo da Parashá: "Fale aos Filhos de Israel para que tomem para Mim uma oferenda. De todo homem cujo coração deseja, você deve pegar para mim uma oferenda" (Shemot 25:2). Mas por que a Torá utiliza a linguagem "tomar uma oferenda", ao invés de "dar uma oferenda"?
 
Explica o Rav Yssocher Frand que quando uma pessoa está doando dinheiro para a construção do Mishkan, para uma instituição de Torá ou para um ato de Chessed, a pessoa não está realmente "dando", e sim está "recebendo". Por que? Pois D'us tem muitos agentes para cumprir a Sua vontade. Ele tem o mundo inteiro ao Seu dispor para que Seus decretos se cumpram. D'us fará com que, de uma forma ou outra, a instituição ou a pessoa necessitada consigam o que necessitam. A questão é: quem terá o mérito de ser o agente de D'us.
 
Isto significa que não existe "déficit" para o Criador do Universo. É por isso que a atitude dos Nessiim estava tão equivocada. O que os Nessiim pensaram quando ofereceram cobrir o "déficit"? Que o Mishkan não poderia ser construído sem a ajuda deles. Esse foi um pensamento errado. D'us não tem déficit, Ele não precisa da ajuda de ninguém. É um mérito que Ele nos dá de podermos participar. Se não formos nós, outros virão e farão acontecer, e nós ficaremos sem participar.
 
Esta foi a mensagem que Mordechai transmitiu para Esther, na história de Purim. Quando nosso arqui-inimigo Haman fez um decreto de destruição do povo judeu, Mordechai pediu para que Esther, que naquele momento já era a rainha da Pérsia, intercedesse junto ao rei pela salvação do povo judeu. Em um primeiro momento ela não quis se arriscar, pois entrar diante do rei sem ter sido chamada poderia resultar em sua morte. Mordechai então mandou uma dura mensagem para Esther: "Não imagine que você vai escapar na casa do rei dentre todos os judeus. Pois se você permanecer em silêncio neste momento, o alívio e o resgate virão para os judeus de outro lugar, e você e a família de seu pai irão perecer" (Esther 4:13,14). Mordechai estava dizendo a Esther que D'us não precisava dela para salvar o povo judeu, Ele faria isto de qualquer maneira. Ela poderia escolher fazer parte dos planos de D'us ou ser esquecida, pois certamente a salvação viria de outro lugar.
 
Qual deveria ter sido a atitude correta dos Nessiim? Se eles realmente quisessem parte do mérito na construção do Mishkan, eles deveriam ter saltado, entusiasmados, e oferecido suas doações antes de todos. Caso faltasse algo no final, eles poderiam ter doado novamente. Mas eles acabaram demonstrando orgulho, como se o Mishkan dependesse deles. D'us mostrou que não dependia de ninguém, pois é Ele quem faz tudo acontecer. Os Nessiim acabaram ficando sem ter o que doar. Como eles se arrependeram, D'us permitiu que doassem as pedras preciosas. Porém, apesar de ter um imenso valor material, aos olhos de D'us aquela doação já não valia tanto, e por isso foi mencionada apenas no final.
 
Este conceito vale para todas as áreas da nossa vida. Todas as vezes que temos oportunidade de ajudar uma pessoa, devemos saber que é um mérito poder fazer isto, pois se foi decretado que esta pessoa receberá ajuda, D'us fará acontecer, e se nós não ajudarmos, simplesmente perderemos o mérito de sermos os agentes de D'us. Assim ensina o Midrash: "Mais do que o rico faz pelo pobre, o pobre faz pelo rico". A capacidade que a pessoa pobre tem para transformar o doador em uma pessoa mais generosa e sensível é muito maior do que o doador pode fazer pelo pobre, pois os pobres terão ajuda Divina de qualquer maneira.
 
Este é um dos principais ensinamentos desta Parashá para a vida: para D'us não há déficit. Infelizmente sentimos que não precisamos de D'us, vivemos achando que somos nós que fazemos as coisas acontecerem. Precisamos melhorar a nossa Emuná, saber ver a vida da maneira correta. Quando entendermos que é D'us que faz tudo acontecer, aproveitaremos as oportunidades de doar, de ajudar, de participar em bons atos. É isso que D'us espera de nós. Se não aproveitarmos, Ele fará a coisa acontecer de qualquer maneira, e seremos nós que perderemos. Da mesma forma que Esther foi cumprir o seu papel e gravou seu nome para sempre na história, assim também nós, ao fazermos o que devemos fazer, estaremos gravando nosso nome na história para sempre.
                                                                        

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

CONSTRUINDO NOSSA CONFIANÇA EM D'US - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ MISHPATIM 5781

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  • O Escravo judeu.
  • "Venda" da filha e a escrava judia.
  • Assassinato.
  • Agressão e injúria aos pais.
  • Morte de Escravos.
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  • Morte causada por um animal.
  • Autodefesa.
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  • Os 4 tipos de Shomrim.
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  • Aceitação da Autoridade.
  • Justiça.
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  • Promessas e Instruções.
  • A Terra.
  • Selando a Aliança.
  • Aceitação da Autoridade (Naasê Ve Nishmá).
  • Visão de D'us.
BS"D

CONSTRUINDO NOSSA CONFIANÇA EM D'US - PARASHÁ MISHPATIM 5781 (12 de fevereiro de 2021)

 
"A águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões. A águia ficou refletindo sobre o motivo pelo qual a emoção de voar tinha que começar com aquela insegurança e o medo de cair.
 
As águias costumam montar seus ninhos em locais bem altos, no topo de picos rochosos. Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. E se justamente agora o processo não funcionar? O que aconteceria se um dos filhotes não conseguisse alçar voo?
 
Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final: o empurrão.
 
A águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrissem o poder de suas asas, não haveria propósito para as suas vidas. Enquanto eles não aprendessem a voar, não compreenderiam o privilégio que era ser uma águia. O empurrão era o maior presente que ela podia oferecer aos seus filhotes. Era seu supremo ato de amor.
 
Apesar da resistência dos filhotes e de estar com o coração palpitando, ela conseguiu. Então, um a um, ela os empurrou para o abismo. Finalmente, após alguns instantes de queda, que pareceram infinitos, eles voaram"
 
D'us se comporta conosco como a águia se comporta com os seus filhotes. Às vezes, em uma atitude de amor, D'us nos manda testes e dificuldade, nos empurra para o abismo. Porém, são justamente estas dificuldades que nos ensinam que temos asas para voar.

 

Nesta semana lemos a Parashá Mishpatim (literalmente "Juízos"), que traz muitas Mitzvót "Bein Adam Lehaveró" (entre a pessoa e seu companheiro), nos ensinando muitos detalhes sobre o nosso relacionamento com o próximo e a nossa responsabilidade de não causar danos aos outros, tanto físicos quanto psicológicos, em especial com relação às pessoas mais frágeis.
 
Além disso, esta Parashá também descreve muitos detalhes da Revelação de D'us no Monte Sinai, que foi descrita na Parashá da semana passada, Itró. Um dos pontos mais importantes do evento do recebimento da Torá foi a famosa resposta do povo judeu ao oferecimento da Torá por D'us: "Tudo o que D'us disse, faremos e ouviremos (Naasê VeNishma)" (Shemot 24:7). Esta declaração é considerada tão significativa que o Talmud (Shabat 88a) afirma que quando o povo judeu disse "Naasê VeNishma", 600 mil anjos desceram do céu para colocar na cabeça de cada judeu duas coroas, uma para o "Naasê" e outra para o "Nishma". D'us então questionou: "Quem revelou este segredo aos meus filhos? Este é o segredo dos anjos!".
 
O Midrash nos ensina que a Torá não foi oferecida em primeiro lugar ao povo judeu, pois antes ela foi oferecida para todas as nações do mundo. Porém, diferente do povo judeu, todas as nações rejeitaram a Torá. Cada vez que D'us vinha a uma das nações para oferecer a Sua Torá, eles perguntavam: "O que há nela?". Quando D'us mencionava alguns dos Seus mandamentos, cada nação dava seus motivos pelos quais não podiam aceitar a Torá, por considerar que, para eles, seria muito difícil cumprir aqueles mandamentos que iam contra a sua natureza e índole. Finalmente, D'us veio oferecer a Torá ao povo judeu, e eles disseram: "Faremos e ouviremos". Sem questionamentos, sem a exigência de maiores detalhes e explicações.
 
Essas fontes são geralmente citadas para demonstrar a grandeza da aceitação da Torá pelo povo judeu, que se comprometeu a fazer qualquer coisa que D'us dissesse, antes mesmo de serem informados de qual seria a ordem. Era como assinar um cheque em branco e entregar nas mãos de D'us, para que ele preenchesse o valor que quisesse. Uma incrível demonstração de amor e confiança.
 
Porém, muitas vezes deixamos de perceber nestes ensinamentos a verdade por trás da reação das nações do mundo, isto é, qual era a mensagem que eles estavam realmente transmitindo. Normalmente pensamos que, embora a resposta do povo judeu tenha sido extremamente louvável, a reação das nações do mundo é compreensível. Afinal, não é lógico que, antes de assinar um contrato, você queira ler as "letras miúdas"? Não é normal rejeitar algo que você considera muito difícil de ser cumprido, em especial o que vai contra a nossa índole? Então qual foi o erro das nações do mundo?
 
Explica o Rav Yaacov Weinberg zt"l (EUA, 1923 - 1999) que a pergunta "o que há nela?" estaria correta caso se tratasse de um contrato firmado entre duas pessoas, seres humanos limitados, que muitas vezes podem querer enganar o próximo com contratos abusivos e cláusulas leoninas, visando resguardar seus direitos e fragilizar o outro lado. Porém, neste caso, quem estava fazendo a oferta? O Criador e Sustentador do Universo, que conhece os pontos fortes e fracos de cada nação. Se D'us nos propõe algo, mesmo que possa parecer difícil de cumprir, como uma extensa lista de 613 Mandamentos, Ele sabe do que somos capazes. Se fosse algo possível apenas para os anjos, D'us teria oferecido a Torá aos anjos. Se Ele a ofereceu para nós, seres humanos, significa que temos condições de cumpri-la, com todos os seus detalhes.
 
Portanto, o próprio fato de as nações terem perguntado a D'us "o que há nela?", ao serem questionados se gostariam de receber a Torá, já demonstra uma rejeição de D'us. Esta reação mostra uma total falta de confiança de que D'us se preocupa com o nosso bem-estar. Não precisamos pedir detalhes a D'us quando Ele nos faz uma oferta. Precisamos confiar que Ele tem as melhores intenções e sabe o que é melhor para nós, mais do que nós mesmos.
 
Isso é exatamente o que Rava, um dos grandes rabinos do Talmud, disse em resposta ao seguinte ataque verbal contra o povo judeu: "Vocês são uma nação impetuosa! Vocês falaram antes de ouvir! Como vocês puderam aceitar a Torá antes mesmo de ouvir como suas leis são difíceis?". Rashi explica a resposta de Rava: "Agimos como pessoas que se amam. Tínhamos a confiança completa de que D'us não nos daria ordens que não fôssemos capazes de cumprir" (Shabat 88a).
 
Este tipo de confiança em D'us não era necessária apenas no momento do recebimento da Torá no Monte Sinai, mas também é necessária para todos nós, no nosso cotidiano. Muitas vezes sentimos que somos incapazes de cumprir as exigências da Torá, pois é muito difícil para nós. Mas se percebêssemos que é D'us, Aquele que conhece pessoalmente nossos pontos fortes e fracos, que está pedindo, entenderíamos que temos a capacidade de realizar o que Ele deseja de nós. Pode levar algum tempo até que possamos dominar certa área espiritual, e o correto é sempre trabalhar de forma lenta e gradual, mas o tempo todo devemos confiar que, se D'us nos pediu para fazermos algo, então podemos fazer. Não apenas aquela geração que recebeu a Torá no Monte Sinai, e não apenas aqueles que se destacam, mas todos do povo.
 
O mesmo é verdade em relação às lutas e testes da vida. Todos nós passamos por momentos difíceis, por situações nas quais não sabemos como lidar e como superar. O segredo para passarmos nesses desafios da vida é perceber que, se D'us nos colocou em uma situação difícil, então certamente somos capazes de passar no teste. Esta aceitação dos desafios é necessária para vencermos e alcançarmos os nossos objetivos espirituais. D'us nos coloca nas dificuldades para que possamos desenvolver asas, para que possamos voar ainda mais alto. Às vezes parece que fomos empurrados diante de um abismo, mas tudo é parte do plano de D'us, que quer nos dar mais ferramentas, para nos ajudar a crescermos cada vez mais. Avraham Avinu, Moshé Rabeinu e David HaMelech não se tornaram pessoas grandes apesar das dificuldades que passaram na vida, mas foi justamente por causa das dificuldades que eles cresceram e se tornaram gigantes espirituais.
 
Portanto, ao confiarmos plenamente em D'us, temos uma vantagem dupla na vida. Em primeiro lugar, sabemos que haverá dificuldades na vida, e que é assim que as coisas devem ser. Além disso, sabemos que é D'us Quem nos manda os nossos testes, com Supervisão Particular, e Ele sabe que podemos vencer os nossos desafios pessoais.
 
Somos descendentes daqueles gigantes espirituais que disseram a D'us na entrega da Torá: "Nós confiamos em Você. Nós sabemos que tudo o que Você nos comanda e todos os desafios que Você nos envia são para o nosso próprio bem". Então, basta aplicarmos esta confiança, que herdamos dos nossos antepassados, em nossas próprias lutas cotidianas.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

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