sexta-feira, 3 de abril de 2020

OLHANDO DE FORMA POSITIVA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT TSAV E SHABAT HAGADOL 5780

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
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PARASHAT TSAV 5780:

São Paulo: 17h43                   Rio de Janeiro: 17h30 
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ASSUNTOS DA PARASHAT
 
- Cinzas do Altar.
- Os 3 fogos do Altar.
- Leis da Oferenda de Minchá (Farinha).
- Oferenda do Cohen Gadol e seus filhos.
- Leis das Oferendas de Pecado (Chatat).
- Leis das Oferendas de Culpa (Asham).
- Presentes dos Cohanim.
- Leis das Oferendas de Agradecimento (Todá)
- Pigul e Notar - Oferendas que não são mais aceitas.
- Proibição de consumir as Oferendas em um estado de impureza.
- Proibição de comer gordura (Chelev) e sangue.
- A Porção das oferendas dada ao Cohen.
- Consagração dos Cohanim.

OLHANDO DE FORMA POSITIVA - PARASHAT TSAV E SHABAT HAGADOL 5780 (03 de abril de 2020)

 
"Finalmente havia chegado o grande dia do casamento, após meses de preparativos. Os pais dos noivos estavam radiantes de alegria. Em especial o pai do noivo, que havia investido para comprar uma linda Ketubá (documento do casamento). Apesar de a Ketubá poder ser escrita até mesmo em uma simples folha de papel, o pai do noivo queria que fosse algo muito bonito e artístico para o casamento do seu querido filho.
 
A cerimônia, conduzida pelo Rav Avraham Yaacov Pam zt"l (Lituânia, 1913 - EUA, 2001), começou de forma emocionante, com a linda entrada do noivo e da noiva. Quando ambos já estavam embaixo da Chupá, o Rav Pam foi checar pelo última vez a Ketubá e notou que havia um problema, um erro na Ketubá que a invalidava completamente. O casamento não poderia continuar até que uma nova Ketubá fosse providenciada. A cerimônia foi imediatamente interrompida e, às pressas, tiveram que fazer uma nova Ketubá. Porém, desta vez ela foi escrita em um papel simples, deixando o pai do noivo arrasado. O Rav Pam percebeu imediatamente a mudança no rosto dele, pois o largo sorriso havia desaparecido. Ele estava inconformado, havia investido muito dinheiro em uma Ketubá bonita e agora ela seria escrita em um papel qualquer, sem nenhuma arte ou beleza. O Rav Pam, antes de retomar a cerimônia, chamou o pai do noivo de canto e disse:
 
- Eu entendo que você ficou chateado por termos que escrever outra Ketubá, mas gostaria de explicar como funcionam os cálculos Divinos. Provavelmente no Céu estava decretado que seu filho, ao longo da vida, teria que escrever duas Ketubót. Isso poderia acontecer envolvendo tristeza e constrangimento, como após um divórcio. Porém, D'us é misericordioso e permitiu que seu filho pudesse cumprir esse decreto de forma muito mais simples, barata e sem passar por constrangimentos. Não é um enorme motivo para se alegrar?
 
Ao escutar aquelas palavras, o pai do noivo concordou e voltou para a Chupá com um enorme sorriso em seu rosto."
 
Se olharmos para os testes e dificuldades que passamos diariamente de uma forma mais positiva, com certeza eles serão motivos para mais alegria e teremos uma vida muito mais tranquila.

Nesta semana lemos a Parashat Tzav (literalmente "Ordene"), que continua descrevendo os detalhes de um dos Serviços espirituais mais importantes do povo judeu: os Korbanót (sacrifícios), sendo um dos mais interessantes o "Korban Todá", o sacrifício de agradecimento pela Providência Divina em alguns tipos específicos de salvação de perigos, como uma pessoa que atravessou um deserto ou o oceano, que se curou de uma doença ou que foi libertada do cativeiro. E este Shabat, o último antes da festa de Pessach (que se inicia na próxima 4ª feira de noite, 08 de abril), é chamado de "Shabat HaGadol", por causa de um grande milagre que aconteceu ao povo judeu. No dia 10 do mês de Nissan, cinco dias antes da saída do Egito, os judeus foram ordenados por D'us a levar cordeiros para suas casas. Como era Shabat, a cena chamou a atenção dos egípcios, que questionaram onde eles estavam levando os cordeiros, que eram uma divindade no Egito. Os judeus tiveram a coragem de responder que aquele era um comando de D'us, para que eles amarrassem aquele cordeiro em suas camas e os abatessem no dia 14 de Nissan, como uma oferenda. Os egípcios ficaram furiosos ao escutar os planos dos judeus, o que poderia ter causado uma imensa campanha antissemita, com ataques aos judeus e destruição de suas propriedades, como ocorreu diversas vezes na história. Porém, D'us fez um grande milagre e, apesar dos egípcios estarem enfurecidos, eles não puderam fazer nada contra os judeus.
 
A verdade é que Pessach reaviva em nossa lembrança as muitas perseguições e falsas acusações contra o povo judeu, algo que se repete de geração em geração, conforme dizemos na Hagadá: "Não apenas um quis nos destruir, mas em cada geração e geração se levantam para nos destruir. Porém, D'us nos salva das mãos deles". Por exemplo, desde a Idade Média o povo judeu vem sendo falsamente acusado de preparar as Matsót e o vinho de Pessach com sangue dos não judeus, especialmente crianças. As acusações, mais conhecidas como "libelos de sangue", ficam por algum tempo esquecidas, mas de tempos em tempos retornam, como no livro italiano "Páscoa de Sangue", de autoria de Ariel Toaff, lançado há pouco mais de 10 anos, que baseou suas especulações em confissões de judeus da Idade Média, extraídas através de tortura. Provavelmente, pessoas submetidas a tamanha crueldade também teriam confessado serem até mesmo demônios.
 
Obviamente não há base nenhuma na alegação de que rituais judaicos incluem, ou já incluíram, em Pessach ou em qualquer outro momento do ano, o consumo de sangue humano ou animal. Principalmente por isto ser proibido pela Torá e ser considerado uma transgressão muito grave, conforme está escrito na nossa Parashat: "Você não deve consumir nenhum sangue, em todas as suas moradias, de pássaros e de animais. Qualquer pessoa que consumir qualquer sangue, esta alma será cortada do seu povo" (Vayikrá 7:26,27).
 
Porém, por uma enorme ironia, o conceito do sangue é realmente uma parte central na Festa de Pessach. Obviamente não um sangue usado na alimentação, mas em referência ao sangue do Korban Pessach. Na época do Beit Hamikdash, um cordeiro era abatido na véspera de Pessach e consumido no final do Seder, como o "Afikoman" original. Como parte do Serviço do Korban Pessach, seu sangue era jogado nas paredes do Mizbeach (altar). O primeiro Korban Pessach da história, que ocorreu na véspera da saída do Egito, foi um pouco diferente. O sangue dos cordeiros abatidos, aqueles que haviam sido amarrados às camas dos judeus, foi passado nos batentes de cada lar judeu. Aquele sangue trouxe mérito para os judeus, poupando-os da Praga da Morte dos Primogênitos, fazendo com que D'us "saltasse" sobre suas casas. O sangue nas portas dos lares judaicos no Egito representa o sangue do nascimento de um povo. Das casas no Egito uma nova entidade coletiva surgiu: a nação judaica.
 
Antes da saída do Egito, os judeus já eram parentes, pois todos eram descendentes de Yaacov, mas não eram um povo. Qualquer indivíduo ainda era capaz de rejeitar sua conexão com os outros indivíduos. De fato, nossos sábios ensinam que muitos não mereceram sair do Egito e morreram durante a Praga da Escuridão. O comportamento deles os impedia de fazerem parte desta nova nação, carregada de santidade. Com o sangue nas portas e as sacolas cheias de Matzót, eles seguiram Moshé em direção ao perigoso deserto, cumprindo com Emuná a ordem de D'us, conforme descrito pelo profeta: "Lembro-Me da bondade de sua juventude ... quando você Me seguiu no deserto, uma terra onde nada é plantado" (Yirmiahu 2:2). E assim os judeus começaram o processo de se tornar uma nação viva, uma entidade cujos membros e descendentes ao longo da história fazem parte de um todo.
 
Portanto, o sangue no judaísmo não é um símbolo de sofrimento, tortura ou morte, mas de nascimento, vida e propósito. O sangue também simboliza a primeira Mitzvá que um judeu cumpre na vida: o Brit-Milá, nosso pacto individual com D'us, realizado aos 8 dias de vida do bebê. É a isto que se refere o profeta, em palavras que aparecem no texto da Hagadá e se referem ao nascimento do povo judeu: "Eu passei, e você estava afundando em seu sangue, e Eu disse a você: 'No seu sangue você viverá'. E eu disse a você: 'No seu sangue você viverá'" (Yechezkel 16:6). A repetição de "No seu sangue você viverá" se refere ao sangue do Brit Milá e ao sangue do Korban Pesach, o pacto individual e o pacto coletivo do povo judeu com D'us, os símbolos do nascimento de uma nova nação.
 
Quão irônico este sangue, que representa vida, ter se transformado no tema de tanto ódio dos nossos inimigos, ao ponto de fontes da Halachá (Lei Judaica) sugerirem o uso de vinho branco, e não tinto, para o Seder de Pessach, em lugares onde há medo do "libelo de sangue". Para os antissemitas, infelizmente, não faltam motivos para falsas acusações.
 
O sangue, que constantemente nos lembra de morte, é um símbolo judaico de vida e nascimento. Isto nos ensina uma incrível lição de Emuná. Os momentos difíceis da vida podem ser justamente os momentos em que a salvação está sendo criada. As dificuldades podem ser um trampolim para o nosso crescimento, podem ser a forma que D'us utiliza para despertar o potencial que está guardado dentro de nós.
 
Durante o Seder de Pessach nós perguntamos: "Por que esta noite é diferente das outras noites". A resposta desta pergunta é que nesta noite ocorreu uma transição, de escravos para homens livres. Neste ano precisamos refletir e fazer mais uma pergunta: "Por que este Seder de Pessach está sendo tão diferente dos outros Sedarim de Pessach?". Uma epidemia de escala mundial, causando um total isolamento e indefinição sobre o futuro. O que D'us quer de nós? A resposta é que ele quer o renascimento da humanidade. Ao nos trancar em casa, D'us quer a nossa reflexão, a nossa mudança de valores, o nosso questionamento sobre os nossos objetivos de vida, a reavaliação dos nossos relacionamentos. Temos tudo para sairmos desta epidemia ainda mais fortes. Neste ano, escravos. No próximo ano, homens livres. Neste ano aqui, no próximo ano em Jerusalém.
 

SHABAT SHALOM E PESSACH KASHER VÊ SAMEACH
 

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 27 de março de 2020

CUIDADO AO ESCOLHER SUAS COMPANHIAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAYIKRÁ 5780

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PARASHAT VAYIKRÁ 5780:

São Paulo: 17h49                   Rio de Janeiro: 17h36 
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ASSUNTOS DA PARASHAT
 
- D'us chama Moshé
- D'us ensina a Moshé as regras gerais dos Korbanót
- Korban de gado, rebanho e pássaros (Olá)
- A oferenda de farinha - Oblação (Minchá).
- A Oferenda cozida, da frigideira, frita na panela.
- Pacto de sal
- Oferenda dos primeiros grãos (Bikurim).
- Oferendas de Pazes de gado, rebanho e cabras (Shelamim).
- Oferendas de Pecado para o Cohen Gadol, Comunidade, Rei, Indivíduos comuns (Chatat).
- Cordeiros como Oferendas de Pecado (Chatat).
- A Oferenda de Culpa Ajustável (Ole VeIored).
- A Oblação por Culpa (Chatat).
- O Sacrifício da Malversação.
- A Oferenda por Culpa Questionável (Asham Talui).
- Oferendas por Desonestidade.

CUIDADO AO ESCOLHER SUAS COMPANHIAS - PARASHAT VAYIKRÁ 5780 (27 de março de 2020)


"Era uma vez uma cegonha que tinha uma natureza muito simples e ingênua. Ela era tranquila, fazia o bem a todos e sempre buscava a paz, conforme a boa índole de sua espécie. Certa vez, ela foi convidada por um bando de garças a visitar um campo arado que havia sido recentemente semeado. Em sua ingenuidade, a cegonha aceitou o convite e foi.

Porém, a cegonha não sabia que as garças não tinham planejado apenas uma simples visita ao campo recém-semeado. Elas haviam planejado comer as sementes que haviam sido atiradas ao solo, sem se importar com a perda que isto causaria ao pobre agricultor, que havia investido muito dinheiro e esforço naquele plantio. As garças, egoístas, pensavam apenas no incrível banquete que estava diante delas. Mas a festa acabou bruscamente quando todo o bando foi capturado por uma enorme rede que havia sido colocada como armadilha pelo agricultor, que já estava cansado dos prejuízos causados pelas garças. Agora sim receberiam a devida punição por seus maus atos. A cegonha, vendo-se presa junto com as garças, implorou ao agricultor: 

- Por favor, deixe-me ir embora. Eu pertenço à família das cegonhas, que são conhecidas pela sua honestidade e bom caráter. Veja, minhas penas são diferentes da plumagem delas. Sou da paz, eu não sabia que as garças estavam vindo para roubar suas sementes, achei que elas fariam apenas uma visita ao seu campo. Tenha misericórdia de mim, eu imploro.

O agricultor, sem demonstrar nenhum tipo de compaixão, respondeu: 

- Cegonha, você pode até ser um bom pássaro e ter uma boa índole, e pode até ser verdade tudo o que você está dizendo. Porém, você foi capturada na companhia das garças destruidoras de plantações e, por isso, receberá a mesma punição que eu reservei para elas".
 
Andar com más companhias é o pior investimento que podemos fazer na vida. Aqueles que andam com pessoas de má índole correm o risco de aprender com os seus maus atos. Más companhias levam pessoas corretas a se corromperem e a se desviarem do caminho correto. E, na hora do castigo, os que estão juntos com os malvados acabam sofrendo junto, como ensinam os nossos sábios: "Pobre do perverso e pobre do seu vizinho"

Nesta semana começamos o terceiro livro da Torá, Vayikrá. E neste livro ocorre uma enorme mudança em relação ao "estilo de narração" que estava sendo utilizado até agora pela Torá. Os dois primeiros livros da Torá, Bereshit e Shemót, focaram em uma narração histórica da humanidade. O Sefer Bereshit começou a descrever os principais acontecimentos desde a criação do mundo, passando pelo Dilúvio na geração de Noach, a Torre de Babel e as vidas dos nossos patriarcas Avraham, Yitzchak e Yaacov. Já o Sefer Shemót descreveu a escravidão dos judeus no Egito, a posterior libertação do povo judeu, a entrega da Torá no Monte Sinai, a construção do Bezerro de Ouro e finalmente a construção do Mishkan, o Templo Móvel que trouxe a Presença de D'us ao mundo. Porém, o Sefer Vayikrá praticamente deixa de narrar os acontecimentos do povo judeu, que são retomados apenas no Sefer Bamidbar, e coloca o foco em assuntos mais espirituais, que envolvem Kedushá (santidade), Tahará (pureza espiritual) e Tumá (impureza espiritual).
 
Na Parashat desta semana, Vayikrá (literalmente "E chamou"), a Torá se aprofunda no assunto dos Korbanót, os sacrifícios que eram oferecidos no Mishkan, que representam o principal Serviço Espiritual do povo judeu e um dos pilares do mundo, conforme ensinam os nossos sábios: "O mundo se sustenta sobre três pilares: sobre a Torá, sobre o Serviço Espiritual (Korbanót) e sobre os atos de bondade" (Avót 1:2). Desde a destruição do nosso Beit HaMikdash não temos mais os Korbanót e, portanto, nosso principal Serviço Espiritual passou a ser a nossa Tefilá, a substituta dos nossos Korbanót.
 
Porém, sabemos que a Torá é, acima de tudo, um "Manual de instruções" para a nossa vida. Esta Parashat, que explica vários detalhes sobre os mais diversos tipos de Korbanót, era de extrema importância na época do Mishkan e, posteriormente, na época do Beit Hamikdash. Porém, por que D'us escreveu estas informações na Torá mesmo sabendo que, futuramente, muitas gerações não teriam os Korbanót como parte do seu Serviço Espiritual? Por que atualmente precisamos conhecer os detalhes sobre a oferenda dos Korbanót se não podemos oferecê-los na prática? A resposta é que muitos dos conceitos ensinados em relação aos Korbanót também se aplicam à nossa vida, mesmo nas épocas em que eles não podem mais ser oferecidos.

Na realidade, existe uma grande divergência entre os comentaristas da Torá sobre qual é exatamente o motivo pelo qual D'us nos ordenou a oferecermos Korbanót. E certamente a opinião que mais chama a atenção é a do Rambam (Maimônides) (Espanha, 1135 - Egito, 1204). Em seu livro "Morê Nevuchim", ele afirma que, pelo fato de o desejo pela idolatria ser algo tão forte, D'us precisou dar algo "semelhante" ao povo judeu, para que eles canalizassem esta força para o lado correto. A priori o que o Rambam está afirmando é que D'us comandou ao povo judeu a Mitzvá de oferecer Korbanót para que eles pudessem vencer a má inclinação da idolatria, que já fazia parte da essência do povo. Porém, faz sentido que D'us tenha nos comandado a oferecer Korbanót, um dos pilares que sustentam o mundo e um dos principais Serviços Espirituais do povo judeu, apenas para tirar a nossa má inclinação em relação à idolatria? Pela importância que a Torá dá aos Korbanót, parece que eles são, por si só, algo vital para a nossa espiritualidade e um componente necessário para o nosso Serviço Espiritual, não uma "muleta" para nos apoiarmos em nossa fraqueza espiritual. Então, como entender as palavras do Rambam?
 
Antes de tudo, precisamos entender a essência dos Korbanót. A palavra "Korban" vem de "Karov", que significa "próximo, perto", pois é um Serviço que nos aproxima de D'us. Observamos, através de alguns eventos descritos na Torá, que o ser humano tem uma tendência natural de querer oferecer Korbanót para D'us, para conectar-se a Ele. O primeiro foi Cain, filho de Adam Harishon, que decidiu fazer uma oferenda para D'us, dedicando a Ele parte da sua produção agrícola, algo que D'us não havia ordenado. Imediatamente Hevel, ao ver a atitude de seu irmão Cain, também teve vontade de fazer uma oferenda para D'us, dedicando a Ele alguns animais que pastoreava. Estes foram os primeiros Korbanót da humanidade, que não haviam sido ordenados por D'us, e sim emanaram da vontade do ser humano de se conectar a Ele. Também Noach, após sair da arca, ofereceu Korbanót a D'us, embora não tivesse sido ordenado a fazer isto.
 
Então de onde surgiu a idolatria? Ela veio do desejo equivocado e mal utilizado que nós, seres humanos, naturalmente temos de querer nos conectar com D'us. O Rambam explica como começou a idolatria no mundo. Em um primeiro momento, toda a humanidade se conectava somente a D'us. Porém, com o passar das gerações, as pessoas também sentiram a necessidade de, além de servir D'us, o Rei, servir também seus "ministros", que eram os astros. Após algum tempo, as pessoas acabaram servindo apenas os astros, esquecendo-se do Serviço Divino.
 
Portanto, explica o Rav Yaacov Kamenetzky zt"l (Lituânia, 1891 - EUA, 1986) que o Rambam não está explicando que temos a obrigação de oferecer Korbanót para anular nosso desejo inerente pela idolatria. É justamente o contrário, o povo judeu tem uma tendência natural de servir a D'us, porém este desejo acabou sendo corrompido quando eles conviveram com povos que adoravam as idolatrias. O comando de D'us para que o povo judeu oferecesse Korbanót serviu para "consertar" o desejo natural de servir a D'us, que havia se desviado por causa das más influências.

A Torá está nos ensinando algo impressionante. Temos dentro de nós uma alma pura, que é uma parte de D'us soprada dento de nós no momento da criação. Isto significa que o ser humano tem uma bondade intrínseca dentro dele e uma vontade natural de conectar-se a D'us. Então por que nos afastamos tanto de D'us no nosso cotidiano? Pois nos deixamos influenciar pelos maus comportamentos das nações que se dedicam a uma vida de materialismo, que idolatram a si mesmos e aos seus desejos. Permitimos que a convivência com aqueles que se desviaram do caminho correto, que permitiram que seus corpos ofuscassem o brilho de suas almas, nos corrompessem e nos afastassem das nossas inclinações espirituais naturais.
 
É isto o que nos ensinam os nossos sábios: "Se afaste de um mau vizinho e não se junte a um perverso" (Pirkei Avót 1:7). Aquele que entra em uma loja de perfumes, mesmo que não compre nada, sai com suas roupas perfumadas. Porém, aquele que entra em um curtume, mesmo que não compre nada, sairá com as roupas malcheirosas. Mesmo nossas melhores inclinações podem ser corrompidas por causa do contato com más influências. Mesmo inclinações naturais da nossa alma podem ser anuladas quando mantemos contato com pessoas que deixaram que sua espiritualidade fosse apagada. Por isso, precisamos nos cuidar muito com as influências que recebemos. Com tudo o que está ocorrendo no mundo, D'us está nos dando uma nova chance. Este momento de isolamento é propício para reflexões e para novas decisões de vida. Que possamos sair de tudo isso muito mais fortalecidos.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 20 de março de 2020

CONSERTANDO OS ERROS DO PASSADO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5780

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PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5780:

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VÍDEOS DAS PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI
BS"D
ASSUNTOS DA PARASHAT
 
Vayakel
 
- O Shabat.
- Contribuição de materiais para o Mishkan.
- Os construtores do Mishkan.
- Indicação dos "Arquitetos".
- Construindo o Mishkan.
- Construindo as cortinas do Ohel Moed.
- Construindo as Tábuas (estrutura do Ohel Moed).
- Construindo a Parochet e a Tela de entrada
- Construindo o Aron (Arca Sagrada) e a Kaporet.
- Construindo a Shulchan (Mesa).
- Construindo a Menorá.
- Construindo a Altar de Incenso.
- Construindo o Mizbeach (Altar de Sacrifícios).
- Construindo o Kior (Lavatório).
- Construindo o Pátio e a Tela de entrada.


Pekudei
 
- A Contabilidade das doações.
- Os materiais doados.
- Fazendo as roupas do Cohen Gadol.
- Fazendo o Éfod (Avental).
- Fazendo o Choshen Mishpat (Peitoral).
- Fazendo o Meil (Manto).
- Fazendo o Tsits (Placa para a cabeça).
- O Mishkan é completado.
- Moshé aprova o Mishkan e seus utensílios.
- Ordens para erguer o Mishkan.
- O Mishkan é erguido e os utensílios são posicionados.
- A Presença de D'us preenche o Mishkan.






 

CONSERTANDO OS ERROS DO PASSADO - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5780 (20/março/2020)


"Era uma vez um rei muito grande e poderoso, que governava muitos países. Seu tesouro mais precioso era um diamante. Porém, não era um simples diamante, era o diamante mais perfeito do mundo. Certo dia, durante uma festa, o rei quis ostentar seu diamante, passando-o de convidado em convidado, sobre um travesseiro de veludo macio, para que todos pudessem contemplá-lo. Porém, um dos convidados se descuidou e deixou-o cair no chão. Para o desespero do rei, o diamante perfeito sofreu um arranhão profundo com a queda.

Imediatamente o rei convocou os melhores joalheiros do reinado para verificarem aquele defeito em seu diamante. Após avaliarem o estrago, os joalheiros informaram que não poderiam remover o defeito sem cortar a superfície do diamante, o que certamente reduziria o seu valor. O rei ficou extremamente triste ao saber que seu diamante perfeito perderia seu valor. Mas ele não desistiu da ideia de salvar seu precioso diamante. Continuou procurando, de reinado em reinado, alguém que pudesse consertar a sua incrível joia sem que ela perdesse seu inestimável valor. Até que, em um reinado distante, um artista garantiu ao rei que poderia reparar seu diamante. A autoconfiança do artista convenceu o rei a confiar a ele o reparo do diamante.

Alguns dias depois, o artista voltou com o diamante. O rei ficou surpreso ao ver que o arranhão profundo havia sumido. Em seu lugar, uma linda rosa estava gravada no diamante. O arranhão havia se tornado o caule de uma flor refinada".

Temos dentro de nós um diamante perfeito, que é a nossa alma. Às vezes nós a "riscamos", através das transgressões que cometemos. Mas nem tudo está perdido. Através do arrependimento, podemos transformar os "riscos" da nossa alma em uma incrível oportunidade de crescimento.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Vayakel (literalmente "E reuniu") e Pekudei (literalmente "Contas"). As duas Parashiót falam sobre a realização das obras de construção do Mishkan, com todos os seus utensílios, seguindo cada um dos detalhes que haviam sido transmitidos por D'us a Moshé. Finalmente, quando o Mishkan se completou, Moshé o montou e a Presença de D'us repousou sobre ele. A partir da inauguração do Mishkan, os Cohanim puderam iniciar seus Serviços espirituais, como o acendimento da Menorá, a queima dos incensos e a oferenda dos Korbanót (sacrifícios).

Porém, quando refletimos sobre os Serviços feitos no Mishkan, uma dúvida surge: por que apenas os Cohanim tinham o mérito de fazer os Serviços espirituais? Não havia mais ninguém no povo judeu que tinha nível espiritual para este trabalho tão sagrado e importante?
 
Explicam os nossos sábios que, na realidade, este não era o plano original de D'us. Inicialmente os escolhidos para os Serviços espirituais eram os primogênitos, que já nasciam com uma santidade especial, propícia para os Serviços Divinos. Aprendemos este conceito do nosso patriarca Yaacov, que passou por muitos testes e dificuldades na vida, em especial com seu irmão Essav. Tudo começou quando Yaacov comprou a primogenitura de Essav por um prato de lentilha. Mas o que era esse "direito de primogenitura"? Era o privilégio concedido ao filho primogênito de ministrar os Serviços a D'us, em especial a oferenda de Korbanót. Essav, o filho primogênito de Ytzckak, seria o primeiro sacerdote do povo judeu, mas acabou vendendo o seu direito ao sacerdócio.
 
Este mérito não estava guardado apenas para Essav. Todos os primogênitos estavam originalmente destinados a ter este privilégio, que vinha acompanhado por uma enorme responsabilidade. A escolha dos primogênitos para o Serviço Divino não foi uma escolha arbitrária de D'us. O filho primogênito, o primeiro que saía do ventre de sua mãe, tinha um potencial espiritual inerente que deveria ser canalizado para o Serviço Divino. Este potencial foi reafirmado mais tarde em nossa história, no Egito, durante a Praga da Morte dos primogênitos. Os primogênitos judeus foram poupados da morte, em parte por causa deste potencial, e naquele momento receberam um grau extra de santidade por meio deste ato de salvação e santificação do Nome de D'us. De uma forma simbólica, foi como se, a partir daquele momento, D'us os possuísse.

Porém, infelizmente parte desta santidade se "estragou" quando o povo judeu construiu o Bezerro de Ouro, pouco tempo após a revelação de D'us no Monte Sinai. Quando Moshé desceu da montanha e viu as pessoas dançando alegremente ao redor do Bezerro de Ouro, ele as desafiou e disse: "Quem está com D'us, junte-se a mim" (Shemot 32:26). Somente os membros da Tribo de Levi escutaram o chamado de Moshé e reuniram-se em torno dele. Naquele dia, os primogênitos perderam a liderança espiritual do povo judeu. Ela foi transferida para o Cohanim, os filhos de Aharon, e eles assumiram os Serviços espirituais, inicialmente no Mishkan e, futuramente, no Beit HaMikdash.

Porém, havia ainda um grande problema que precisava ser resolvido: o que fazer com a santidade inerente dos primogênitos, que haviam sido originalmente separados por D'us para o Serviço Divino e pertenciam a Ele? D'us ordenou que os primogênitos fossem "resgatados", isto é, liberados de sua obrigação de servir no Mishkan. Isto deveria ser feito através de uma cerimônia, chamada "Pidion Haben", na qual o pai do bebê primogênito dá cinco moedas de prata ao Cohen, o substituto do primogênito no Serviço Divino.

Porém, esta cerimônia de "Pidion Haben" desperta um incrível questionamento. Como se não fosse ruim o suficiente para os primogênitos perderem seu status especial, D'us ainda fez desta perda uma Mitzvá para todas as futuras gerações. Para entender o que isto significa, é como se o fracasso mais embaraçoso da nossa vida fosse comemorado através de uma Mitzvá transmitida aos nossos filhos e netos. Não parece exatamente o tipo de experiência que desejaríamos reviver. Alguém convidaria seus amigos e parentes, pagaria um fotógrafo e um luxuoso buffet para comemorar um enorme e vergonhoso tropeço? Certamente que não. Mas é exatamente isto o que fazemos no "Pidion Haben". O Cohen pergunta ao pai se ele quer resgatar seu filho por cinco moedas de prata. O pai paga uma festa, dá ao Cohen as cinco moedas de prata, passa por uma suposta vergonha pelos erros de seus antepassados e, apesar de tudo isto, o faz com um incrível sorriso no rosto, diante de muitos convidados que estão felizes com aquela situação! Como podemos entender qual é a alegria do "Pidion Haben"?

Explica o Rav Simcha Barnett que, apesar de a cerimônia do "Pidion Haben" realmente ter um lado "negativo", que nos recorda do terrível tropeço dos nossos antepassados diante do Bezerro de Ouro, ela também traz três incríveis mensagens para a vida, e é justamente por estas mensagens que nos alegramos tanto nesta cerimônia.

Em primeiro lugar, o "Pidion Haben" nos desperta para o fato de que, uma vez que somos obrigados a resgatar o bebê, isentando-o da sua obrigação de realizar os Serviços espirituais, isto significa que aquela criança tem um potencial espiritual mais elevado. A Mitzvá de "Pidion Haben" ajuda os pais a manterem o foco em sua importante missão de tentar ajudar o filho a desenvolver seu verdadeiro potencial ao longo da vida. E, embora a Mitzvá esteja relacionada apenas com o filho primogênito, a lição certamente aplica-se a todos os filhos. É responsabilidade dos pais dar todo o suporte, carinho e atenção necessários para que seus filhos possam crescer de forma saudável e possam cumprir seu objetivo no mundo.

Além disso, a cerimônia de "Pidion Haben" carrega uma incrível lição para as nossas vidas, pois esta Mitzvá traz um forte simbolismo. D'us quer que o povo judeu traga ao mundo valores morais. E a melhor forma de transmitir valores morais é através da família. Uma das prioridades na vida de um judeu deve ser educar seus filhos a viver de acordo com padrões de moralidade elevados. Antes de educar um filho para que ele seja um advogado, engenheiro ou médico, devemos educá-lo para que seja uma pessoa íntegra e com moralidade.

Finalmente, esta cerimônia é a oportunidade de começarmos o conserto do erro dos nossos antepassados. A cerimônia de "Pidion Haben" nos lembra que às vezes caímos e tomamos decisões erradas na vida. No entanto, a porta está sempre aberta para a reconciliação com D'us. A Teshuvá (vontade de retornar, de consertar nossos erros do passado) é tão forte que os nossos erros podem ser transformados em Mitzvót. Este é o caso do Pidion Haben, uma Mitzvá que representa o "conserto" do erro dos primogênitos. O "Pidion Haben" é um lembrete para consertarmos os nossos erros e nos reforçamos nos pontos onde nos desviamos.      
 
Nos programas de computador sempre aparece a função "Undo" (desfazer), que utilizamos quando cometemos algum erro. Esta função "mágica" desfaz o erro como se ele nunca tivesse ocorrido. Na vida não temos a função "Undo". Porém, através do nosso arrependimento sincero, podemos transformar uma transgressão em uma Mitzvá, não apenas consertando um erro do passado, mas transformando-o em uma oportunidade de aprendizado e crescimento espiritual. D'us nunca fecha as portas diante de alguém que apresenta um coração quebrado e arrependido. Esta é a forma de reescrevermos a história da nossa vida. Não apagando os erros do passado, mas aprendendo com eles para escrever um novo futuro.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

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