quarta-feira, 8 de junho de 2016

PAZ ENTRE O MATERIAL E O ESPIRITUAL - SHABAT SHALOM M@IL - SHAVUÓT 5776 

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PAZ ENTRE O MATERIAL E O ESPIRITUAL - SHAVUÓT 5776 (10 de junho de 2016) 

O Rabi Elimelech de Lisensk era visto por todos como um homem muito justo e santo, com muito temor a D'us. Certa vez, um jovem quis visitar o Rabi Elimelech para observá-lo e aprender um pouco com a sua santidade. Porém, assim que chegou, se deparou com o Rabi Elimelech comendo uma maça. Aquela cena incomodou o jovem, pois a última coisa que ele esperava ver era aquele rabino tão elevado envolvido com atos mundanos. Ele ficou tão incomodado que o Rabi Elimelech conseguiu perceber isso em seu rosto. Então o Rebe Elimelech questionou o rapaz se estava tudo bem. Pego de surpresa, o jovem rapaz ficou envergonhado e confessou:
 
- Rabi Elimelech, vou ser muito sincero. Vim aqui para ver a sua santidade, mas quando cheguei você estava comendo uma maça, um simples ato mundano. Então eu me perguntei qual é a diferença entre eu e você...
 
Quando o Rabi Elimelech escutou o questionamento que incomodava o jovem rapaz, abriu um sorriso e apontou para a travessa de frutas que estava sobre a mesa. Ele perguntou ao rapaz se, quando tinha vontade de comer uma maça, ele fazia Brachá (bênção) antes de comê-la. O jovem rapaz não entendeu exatamente a intenção do rabino com aquela pergunta e respondeu que sempre fazia Brachót antes de ter proveito de qualquer alimento. O Rabi Elimelech então explicou:
 
- Todos os dias de manhã, quando eu acordo e faço Tefilá (reza), eu me conecto com D'us de uma maneira tão intensa que sinto a necessidade de abençoar o Seu Nome Sagrado. Porém, se eu simplesmente pronunciasse o Nome de D'us, seria uma grave transgressão. Então eu pego uma maça e faço uma Brachá, apenas para poder abençoar o Nome de D'us. Quando você acorda, você sente fome e quer comer uma maça. Porém, como é proibido ter proveito do mundo material sem pedir permissão para D'us, então antes de comer você pronuncia uma Brachá. Esta é a diferença entre eu e você...
 
Enquanto o jovem utilizava a maça apenas para satisfazer seus próprios desejos, o Rabi Elimelech usava a maça como um meio para conectar o material com o espiritual.

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Nesta semana lemos a Parashat Bamidbar (literalmente "No deserto"), que começa com a contagem do povo judeu. É o início do quarto livro da Torá, Bamidbar, que descreve muitos acontecimentos importantes dos 40 anos em que o povo judeu permaneceu no deserto, alguns que inclusive mudaram nossa história. Mas nada foi tão marcante e significativo para o povo judeu quanto a entrega da Torá no Monte Sinai. E no final do Shabat começamos a reviver a Festa de Shavuót, a data que marca justamente o aniversário da entrega da Torá ao povo judeu. Todas as Festas têm símbolos físicos que as identificam. Por exemplo, Sucót tem a Sucá e os Arba Minim (4 espécies), enquanto Pessach tem a Matzá. Mas qual é o símbolo da festa de Shavuót? Na realidade, como Shavuót representa a entrega da Torá, que é infinita e ilimitada, ela não pode ser representada por nenhum objeto físico.
 
Entretanto, há um ensinamento do Talmud que parece ser contraditório com o conceito da Festa de Shavuót ser tão espiritual. O Talmud (Pessachim 68b) traz uma divergência entre o Rebi Yehoshua e o Rebi Eliezer em relação a como uma pessoa deve se comportar nos Yamim Tovim. Rebi Yehoshua opina que a pessoa deve dedicar parte do seu tempo em seu desenvolvimento espiritual, mas o resto do tempo ela pode se dedicar a prazeres físicos. Já o Rabi Eliezer opina que é impossível a pessoa estar envolvida em espiritualidade e materialismo ao mesmo tempo, e por isso ela deve escolher focar apenas em um deles. A implicação prática da opinião do Rabi Eliezer é que no Yom Tov a pessoa deveria focar apenas em atividades espirituais, como estudar Torá e fazer Tefilá, e não se envolver com prazeres físicos, como comer e beber. Entretanto, o Talmud ressalta que em relação a Shavuót até mesmo o Rebi Eliezer concorda que a pessoa também deveria se envolver com comida e bebida. A razão trazida pelo Talmud é que neste dia a Torá foi entregue. Porém, se a festa de Shavuót é tão espiritual a ponto de não ter nem mesmo um símbolo físico que a representa, então por que justamente neste dia o Rabi Eliezer concorda que devemos nos ocupar também com prazeres físicos? E o motivo apontado pelo Talmud, "pois neste dia a Torá foi entregue", torna o entendimento ainda mais difícil. Este motivo pareceria mais apropriado se o Rabi Eliezer opinasse o contrário, isto é, que principalmente em Shavuót, um dia tão Sagrado e elevado, a pessoa deveria se dedicar completamente a atividades espirituais. Como entender a opinião aparentemente contraditória do Rabi Eliezer e o estranho motivo trazido pelo Talmud? Qual é a conexão entre a utilização de prazeres do mundo material e a Festa de Shavuót?
 
Explica o Rav Yehonasan Gefen que a chave para o entendimento destas questões é um ensinamento do Talmud (Shabat 88b), que descreve o que ocorreu após a Revelação de D'us no Monte Sinai. Moshé subiu ao Céu para aprender toda a Torá diretamente de D'us. Porém, os anjos se incomodaram com o atrevimento de um mero ser humano ter aparecido nas esferas celestiais superiores. Eles argumentaram que o ser humano não era merecedor de receber a Torá por causa de sua natureza física baixa, e que eram os anjos que deveriam receber a Torá. D'us instruiu Moshé a refutar o argumento dos anjos, e ele fez isso citando diversos aspectos e leis da Torá que são claramente voltados para os seres humanos. Por exemplo, a Torá nos proíbe de fazermos Melachót (algumas categorias de trabalho) no Shabat, proibição que obviamente não se aplica aos anjos, que não fazem Melachót em nenhum momento. O Talmud conclui afirmando que tanto D'us quanto os anjos aceitaram os argumentos de Moshé.

Porém, este ensinamento do Talmud precisa ser esclarecido. Como entender esta "vontade" dos anjos de receberem a Torá ao invés dos seres humanos? Certamente os anjos estavam cientes do conteúdo da Torá, e seguramente já haviam percebido que a Torá estava claramente direcionada aos seres humanos e não aos seres espirituais. Então como pode ser que eles esperavam receber a Torá?  
 
O Rav Chaim Friedlander zt"l (Alemanha, 1923 - Israel, 1986) explica que a Torá pode ser entendida em muitos níveis, e o simples entendimento com o qual nos relacionamos com a Torá é apenas uma das formas de entendimento dela. Isto significa que a Torá também se aplica aos anjos em seu nível de existência. Por exemplo, certamente há um paralelo espiritual para a proibição de fazer Melachót no Shabat que se aplica aos anjos, e o mesmo vale para cada palavra da Torá. O que os anjos estavam argumentando é que a Torá deveria permanecer no Céu, onde eles poderiam aprendê-la em um nível muito mais profundo, não "manchada" pelo mundo material.
 
Mas se este foi o argumento dos anjos, o que Moshé respondeu para eles? Moshé refutou o argumento dos anjos dizendo que a Torá foi feita para ser entendida e aplicada em um nível físico, e não para ficar apenas em um plano espiritual. Ele comprovou seu argumento mencionando diversas Mitzvót que envolvem conceitos materiais, demonstrando que a Torá foi intencionalmente escrita de uma maneira que pudesse ser aplicada a seres físicos. Quando um ser humano consegue superar sua natureza física para cumprir a vontade de D'us, isso causa um aumento da "Honra de D'us" muito maior do que quando um ser puramente espiritual age de acordo com sua natureza. Portanto, Moshé provou para os anjos que, apesar da possibilidade da Torá ser aplicada a qualquer nível espiritual, os anjos não poderiam cumprir as Mitzvót da Torá de maneira que isto trouxesse o máximo nível de honra para D'us.
 
O Talmud nos ensina o quanto o corpo e o materialismo foram importantes no recebimento da Torá no Monte Sinai. O fato dos seres humanos estarem conectados ao mundo material foi, no final das contas, a razão pela qual nós tivemos o mérito de receber a Torá. Isto nos permite entender a conexão entre Shavuót e o foco em prazeres materiais. Shavuót é o dia em que o mundo espiritual e o mundo físico se combinaram no Har Sinai. Nesta ocasião especial e única, a Torá, que é completamente espiritual, foi vestida com roupas físicas para que pudéssemos nos elevar através do seu cumprimento.
 
É por isso que o Rabi Eliezer, apesar de opinar que nos outros Yamim Tovim devemos nos dedicar apenas ao espiritual, concorda que em Shavuót também devemos proporcionar prazeres ao nosso corpo. Em Shavuót nós devemos demonstrar um nível maior de gratidão ao nosso corpo, pois o corpo material foi justamente o que causou a vitória dos argumentos de Moshé sobre os argumentos dos anjos. No dia de Shavuót nós intencionalmente nos envolvemos com o mundo material, e comemos e bebemos com fartura e alegria.
 
Mas então por que o Rabi Eliezer não opina como Rabi Yeoshua, que nos outros Yamim Tovim nós também podemos fazer uma combinação entre o material e o espiritual? Explica o Rav Yehonasan Gefen que aparentemente o Rabi Eliezer opina que um foco excessivo no materialismo causa danos inevitáveis à nossa espiritualidade. Mas em Shavuót é diferente, pois há uma energia especial através da qual o materialismo e a espiritualidade não se contradizem e, ao contrário, podem trabalhar juntos para trazer uma revelação maior da Honra de D'us. O Rav Yehuda Loew zt"l (Polônia, 1525 - República Checa, 1609), mais conhecido como Maharal de Praga, faz uma observação interessante que se conecta com este conceito. Em todos os Yamim Tovim eram oferecidos, como Korbanót (sacrifícios) comunitários, o "Korban Olá" (sacrifício de elevação), cuja característica é o Korban ser completamente queimado sobre o Mizbeach (altar). A única exceção é Shavuót, quando o Korban comunitário era um "Korban Shelamim" (sacrifício de paz), que parte era queimado sobre o altar e parte podia ser consumido por quem havia oferecido o Korban. Isto demonstra que Shavuót é o dia em que há paz entre o material e o espiritual, entre os mundos superiores e os mundos inferiores.
 
Shavuót nos ensina sobre a conexão e a interação positiva entre o corpo e a alma. Esta lição pode ser aplicada para o resto do ano, pois através dos nossos esforços podemos elevar nossas atividades físicas mundanas a um nível espiritual. Mas não é uma tarefa fácil atingir o equilíbrio correto entre o material e o espiritual, pois há sempre o risco de nos envolvermos demasiadamente no mundo material e acabarmos buscando apenas a satisfação do corpo, sem canalizar os prazeres materiais para o lado espiritual. O Rav Avigdor Miller zt"l nos ensina uma maneira prática para evitarmos este tipo de armadilha. Ele sugere que, ao menos uma vez por dia, devemos fazer atos mundanos cotidianos com um esforço consciente de que este ato seja "LeShem Shamaim" (com motivações espirituais). Um exemplo prático é justamente em uma das áreas mais "atrativas", e justamente por isso mais difíceis de conseguirmos ter proveito com a intenção correta: a área alimentar. Pelo menos uma vez por dia a pessoa deve focar na sua alimentação com a única intenção de manter seu corpo forte e saudável para que ela possa fazer seu Serviço Divino, evitando neste ato comer apenas para satisfazer os seus desejos físicos mais básicos. O Rav Avigdor Miller nos garante que, através de pequenos esforços de autocontrole como este, a pessoa pode se elevar aos poucos e aprender a canalizar suas intenções em todos os atos mundanos, para que o mundo material se transforme, pouco a pouco, em espiritualidade e crescimento.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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quarta-feira, 1 de junho de 2016

MUDANDO ATRAVÉS DA TORÁ - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BECHUKOTAI 5776

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MUDANDO ATRAVÉS DA TORÁ - PARASHAT BECHUKOTAI 5776 (03 de junho de 2016) 

Reb Pinchas era um Talmid Chacham (estudioso de Torá), e desde muito jovem já havia terminado todos os Tratados do Talmud (Torá Oral). Certo dia, chegaram aos seus ouvidos notícias sobre o Maguid de Mezeritch e seus incríveis ensinamentos. O Reb Pinchas se interessou em saber se o Maguid teria algo a acrescentar aos seus conhecimentos. Decidiu visitar o Maguid e preparou uma difícil questão talmúdica para testar sua erudição. Porém, após esperar horas na fila para falar com o Maguid, quando finalmente chegou a sua vez, não conseguiu nem abrir a boca. Assim que entrou na sala, o Maguid imediatamente lhe disse:
 
- Sugiro que você procure meu discípulo, o Reb Zusia. Certamente isso lhe trará muitos benefícios.
 
Reb Pinchas ficou profundamente decepcionado, pois aquela não era a experiência que ele havia imaginado. Mas mesmo assim decidiu procurar quem era o Reb Zusia. Quando chegou à casa dele, percebeu que o Reb Zusia não se parecia muito com um erudito de Torá. Partes do dia ele não estudava, apenas se sentava para recitar Tehilim (Salmos). Em um primeiro momento, o Reb Pinchas chegou a desprezar o Reb Zusia. Quando pediu a ele para que lhe ensinasse Torá, o Reb Zusia respondeu amavelmente que era incapaz de ensinar Torá para alguém tão erudito. No entanto, Reb Zusia tinha uma pergunta de Torá que talvez o Reb Pinchas pudesse ajudar a esclarecer. Pegou um volume do Talmud e, abrindo-o numa determinada página (Tratado de Brachót 47b), leu em voz alta: "Rav Huna disse: 'Nove podem combinar com um Aron Hakodesh (Arca Sagrada)'". O Talmud estava ensinando que, caso houvesse apenas nove judeus e fosse necessário um Minian (grupo de 10 judeus), o Aron Hakodesh poderia ser contado como a décima pessoa. O Talmud então pergunta: "Porém, o Aron Hakodesh é uma pessoa?" E, baseado neste questionamento, o Talmud reformula o ensinamento de uma maneira completamente diferente.
 
- Mas o Talmud não sabia, na hipótese levantada, que um Aron Hakodesh não é uma pessoa? - perguntou o Reb Zusia - Então o que o Talmud está querendo nos ensinar?"
 
Reb Pinchas nunca havia escutado uma pergunta tão estranha. Virou-se para ir embora, mas foi chamado de volta:
 
- Perdoe-me, mas acho que o Talmud está nos ensinando uma lição muito importante - disse o Reb Zusia - Um judeu não deve pensar que apenas por ser uma "Arca Sagrada ambulante", repleta de "Rolos da Torá", isso automaticamente faz dele uma "pessoa". Em outras palavras, o Talmud está nos ensinando que é possível que a pessoa seja um grande erudito e, mesmo assim, ainda não é garantido que tenha se tornado uma "pessoa".
 
- É isso que aprendemos aqui em Mezeritch - concluiu o Reb Zusia - a como usar a Torá para se tornar um "Mentsh" (gente). Não apenas a pessoa deve estudar Torá, mas a Torá deve ensiná-lo a ser uma "pessoa".
 
Reb Pinchas se envergonhou por sua arrogância. Compreendeu que, apesar de toda a Torá que conhecia, ainda faltava muito para se tornar "gente" de verdade.

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Na Parashat desta semana, Bechukotai (que literalmente significa "Meus decretos"), a Torá apresenta as condições necessárias para que D'us mande ao povo judeu paz e abundância: "Se vocês andarem com Meus decretos, e guardarem Meus mandamentos e cumpri-los" (Vayikrá 26:3). Isto significa que, quando cumprimos nossas obrigações e fazemos nossa parte, D'us faz a parte Dele e vivemos com tranquilidade. Na continuação da Parashat, a Torá traz as terríveis consequências de quando nos afastamos dos caminhos de D'us e abandonamos Suas Mitzvót.
 
Porém, deste versículo inicial da Parashat surge um questionamento: por que a Torá repete tantas vezes o mesmo conceito, dizendo que devemos andar com os decretos, guardar os mandamentos e cumprir os mandamentos? Estas três expressões não significam a mesma coisa? Explica Rashi que a primeira parte do versículo, "andar nos Meus decretos", não se refere ao cumprimento dos mandamentos, e sim à "amelut" no estudo da Torá. "Amelut" é mais do que simplesmente estudar Torá. "Amelut" é um nível de esforço e comprometimento muito maior, que envolve constância e dedicação. Já a segunda parte do versículo, "guardarem Meus mandamentos", está conectada com a primeira parte e refere-se à "amelut" na Torá com o propósito de guardar os seus mandamentos. A terceira parte, "e cumpri-los", refere-se ao cumprimento das Mitzvót na prática. Desta explicação de Rashi aprendemos que existem dois tipos de "amelut" na Torá: aquele que se esforça no estudo apenas pelo estudo, e aquele que se esforça no estudo para poder cumprir as Mitzvót.
 
Mas esta explicação de Rashi traz uma grande dificuldade de entendimento, pois implica que existe o conceito de "amelut" na Torá sem a intenção de realmente cumpri-la. Isto não parece ter muita lógica, pois o próprio conceito de "amelut" já sugere uma profunda apreciação da importância da Torá, ao ponto da pessoa estar disposta a um comprometimento e uma constância exemplares em busca do entendimento das palavras de D'us expressas na Torá. Podemos entender que alguém que estuda sem constância e sem seriedade pode estudar Torá sem a intenção de cumpri-la, pois sua forma descompromissada de estudo já demonstra o quanto a pessoa não entende o verdadeiro valor da Torá. Mas como entender alguém que verdadeiramente se esforça com constância e que estuda a Torá com "amelut" pode, ao mesmo tempo, não ter intenção de cumpri-la?
 
Uma pergunta semelhante surge quando analisamos um ensinamento que discute diferentes motivações pelas quais alguém estuda Torá: "Aquele que estuda com o intuito de ensinar, permitem que ele estude e ensine. E aquele que estuda com o intuito de cumprir, permitem que ele estude e ensine, guarde e cumpra" (Pirkei Avót 4:5). Os comentaristas explicam que "aquele que estuda com o intuito de cumprir" refere-se à pessoa que realmente deseja manter a Torá. Isto implica que "aquele que estuda com o intuito de ensinar" refere-se à pessoa que não tem intenção de cumprir as Mitzvót. Mas se este é realmente o caso, então por que D'us dá a esta pessoa o mérito de poder estudar e ensinar?
 
Responde o Rav Yehonasan Gefen que o conceito de "amelut na Torá sem a intenção de cumpri-la" não se refere a alguém que não tem interesse de cumprir as Mitzvót, e sim a alguém que não reconhece que a Torá que ele estuda deve mudá-lo internamente, em sua essência. Esta pessoa falha em fazer uma conexão entre seu estudo e seu serviço Divino diário. Ele certamente aprecia que o estudo da Torá é uma grande Mitzvá, mas não dá o próximo passo, que é perceber que a Torá que ele estuda deve influenciar e transformar seu comportamento em todos os aspectos da vida. Quando o Pirkei Avót diz sobre aquele que estudou para ensinar, trata-se certamente de alguém que também quer cumprir as Mitzvót, pois se não fosse assim, não mereceria o mérito de estudar e ensinar. A falha da pessoa é não estudar com o propósito de mudar a si mesma como ser humano e, por isso, a Torá acaba não tendo influência sobre suas ações cotidianas.
 
De acordo com o Rav Yehuda Arie Leib Alter zt"l (Polônia, 1847 - Alemanha, 1905), mais conhecido como Sfat Emet, é isto que pedimos todos os dias quando recitamos pela manhã o "Birkat HaTorá", a Brachá que pronunciamos uma vez por dia antes de estudarmos Torá. Nesta Brachá dizemos "D'us, adoce por favor as palavras da Sua Torá em nossas bocas". A palavra "adoce", em hebraico "Haarev", tem a mesma raiz da palavra "Erev", que significa "mistura". O que nós pedimos nesta Brachá é que a Torá, além de ser doce, também se misture à nossa essência e ao nosso ser, e não permaneça apenas como um conhecimento superficial.
 
Infelizmente não é incomum que as pessoas não consigam conectar o que elas estudam com suas vidas diárias. É por isso que nossos sábios sempre colocaram uma grande ênfase no fato que a Torá deve penetrar em nossa essência e afetar de maneira positiva nosso comportamento cotidiano. Por exemplo, o Rav Moshe Feinstein zt"l (Lituânia, 1895 - EUA, 1986) explicou que em muitos lugares o primeiro Tratado do Talmud estudado pelas crianças é "Baba Kama", que trata das leis de danos. Um dos motivos desta escolha é para inserir na criança, mesmo nas fases iniciais de sua vida, a sensibilidade com a propriedade dos outros. Isto significa que o propósito do estudo das crianças é muito mais abrangente do que simplesmente dar a elas conhecimento técnico, e engloba também transformá-las em pessoas mais pensantes, profundas e sensíveis com o próximo.
 
Este conceito, de permitir que a Torá mude a nós mesmos, não se limita apenas ao estudo de leis práticas. Nas Yeshivót (centros de estudo de Torá), por exemplo, na maior parte do tempo os estudantes estão se esforçando no estudo do Talmud, que não necessariamente foca em aprender o que fazer em situações práticas do cotidiano. Muitos ensinamentos do Talmud se referem a uma época em que ainda existia o Beit Hamikdash, e que não se aplicam mais atualmente. Mesmo assim, até o tipo de estudo que não pode ser aplicado na prática, se for abordado da forma correta, tem o poder de transformar a pessoa em um ser humano mais refinado. Devemos nos esforçar para, toda vez que aprendemos um novo ensinamento de Torá, refletir sobre o que é possível aprender em relação à forma como D'us olha o mundo, e tentar integrar esta atitude em nossa própria perspectiva de vida.
 
Nossa Parashat ensina o quanto é importante garantir que a Torá que nós trazemos ao nosso intelecto também alcance nossos corações, e isto deve transparecer em nossos atos e no nosso comportamento cotidiano. O primeiro estágio para termos sucesso nesta tarefa é simplesmente reconhecer que a Torá que estudamos deve nos transformar em pessoas diferentes, e o segundo estágio é parar para refletir e perceber se isto está ocorrendo na prática. Como aquele estudante de Torá que, após estudar dia e noite, terminou todos os Tratados do Talmud. Ele então comentou com o seu rabino: "Já passei por todo o Talmud". O rabino respondeu: "O que eu quero saber não é se você passou por todo o Talmud, e sim se todo o Talmud passou por você".

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak z"l, Joyce bat Ivonne z"l, Feiga bat Guedalia z"l, Chana bat Dov z"l, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni) z"l, Leica bat Rivka z"l, Guershon Yossef ben Pinchas z"l; Dovid ben Eliezer z"l, Reizel bat Beile Zelde z"l, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam, Michael Ezra ben Esther, Clarice Chaia bat Israel, Moshe ben Yaacov, Dov ben Michel, Alberto ben Michel z"l, Malaka bat Chalom z"l, Ita bat Avraham z"l, Meir ben Avraham z"l, Miriam bat Iechiel z"l, Avraham ben Meir z"l, Shirley Mary bat Avraham Israel z"l, Sloime Tzvi ben Pinchas z"l, Mordechai ben Dina z"l, Ruth bat Messoda z"l, Yehudah ben Sarah z"l, Chaia Simchah bat Lea z"l, Shmuel ben Moshe z"l.
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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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