quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

ULTRAPASSANDO OS LIMITES - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT MIKETZ E CHÁNUKA II 5776

ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

ULTRAPASSANDO OS LIMITES - PARASHAT MIKETZ E CHÁNUKA II 5776 (11 de dezembro de 2015) 

Shimon Waisberg (nome fictício) era um judeu israelense afastado. Conhecia pouco das Halachót (Leis Judaicas) e não sabia cumprir nem mesmo as Mitzvót mais básicas. Certo Shabat ele estava circulando de carro em um bairro religioso, onde normalmente não circulam carros no Shabat, quando de repente viu uma criança que, vinda do nada, atravessou correndo a rua bem na frente do carro dele, sem olhar para os lados. Apesar de ter freado, Shimon não conseguiu evitar a forte colisão. A criança voou longe e, gravemente ferida, foi levada às pressas ao hospital. Em poucos dias Shimon foi julgado e absolvido, pois o juiz considerou que a culpa foi exclusivamente da criança. Porém, apesar da absolvição legal, a consciência de Shimon não o deixava tranquilo, e ele ficava o tempo todo pensando no pobre menino e em sua família. Sem conseguir dormir nem comer direito, ele decidiu ir ao hospital visitar a criança e oferecer ajuda à família. Chegando lá, ele entrou no quarto e viu a criança na cama, em condições críticas. A mãe, muito abatida, estava sentada ao lado da cama, rezando pela recuperação do filho. Shimon, muito emocionado e envergonhado, disse em voz baixa:
 
- Sinto muito pelo seu filho, não foi minha culpa. Há algo que eu posso fazer por vocês?
 
- Sim - respondeu a mãe do garoto - Por favor, a partir de hoje comece a guardar o Shabat.
 
Shimon ficou chocado. Aquela mulher, mesmo diante de uma situação tão difícil, vendo seu filho entre a vida e a morte, conseguia estar conectada com sua espiritualidade. Ela poderia ter exigido uma compensação financeira, poderia ter respondido de maneira ríspida e grosseira. Mas, ao contrário do que Shimon esperava, ela foi gentil e se preocupou com a espiritualidade dele. Shimon se interessou em conhecer o que havia de especial dentro do judaísmo que dava forças tão incríveis para aquela mulher. Em pouco tempo ele se tornou um "Baal Teshuvá" (pessoa que retorna ao cumprimento da Torá e das Mitzvót). Em seu casamento, que seguiu cada detalhe da Halachá, todos da família daquela criança atropelada, que felizmente já havia se recuperado completamente, foram os convidados de honra. (História Real) 

************************************************** 

Nesta semana lemos a Parashat Miketz, que continua contando a história de Yossef, em especial a mudança repentina que ocorreu em sua vida, quando ele passou de um simples prisioneiro a vice-rei do Egito. Apesar de Yossef ser muito bonito e muito poderoso, e apesar de estar em um lugar espiritualmente baixo, de materialismo e promiscuidade, ele nunca se corrompeu. É por isso que, entre todos os nossos antepassados, foi ele que recebeu o "apelido" de Yossef "Hatzadik" (o Justo), em especial por seu autocontrole diante de tantos testes e desafios. Também neste Shabat continuamos a comemoração da Festa de Chánuka. Como esta característica de Yossef, de ter um autocontrole acima do normal, se conecta com a Festa de Chánuka?
 
A resposta começa com uma Mishná (parte da Torá Oral) que afirma: "Há três coroas (no povo judeu): Keter Torá (coroa da Torá), Keter Kehuná (coroa do Sacerdócio) e Keter Malchut (coroa do Reinado), mas o Keter Shem Tov (coroa do bom nome) está acima de todas" (Pirkei Avót 4:13). Porém, esta Mishná apresenta algumas dificuldades. Em primeiro lugar, o que significa a "coroa do bom nome"? Além disso, se a Mishná afirmou que há três coroas, por que listou quatro?
 
Há um paralelo destas três coroas com os utensílios do Beit Hamikdash (Templo Sagrado) que ficavam no "Kodesh", a parte mais sagrada. O Talmud (Yoma 72b) nos ensina que três utensílios tinham um "Zer", que literalmente significa "borda". É como se os utensílios tivessem em sua borda uma coroa, e as coroas destes três utensílios representam as três coroas mencionadas na Mishná. O Aron Hakodesh (Arca Sagrada) ostenta a coroa da Torá, o Mizbeach HaZahav (Altar de incenso) ostenta a coroa do Sacerdócio e a Shulchan (Mesa dos Pães) ostenta a coroa do Reinado.
 
Porém, a verdade é que no Kodesh havia quatro utensílios, não apenas três, pois lá também ficava a Menorá de ouro. O Midrash (parte da Torá Oral) explica que a Menorá ostenta a quarta coroa trazida no Pirkei Avót: a coroa do bom nome. Mas se olharmos os detalhes da Menorá, perceberemos que ela era diferente dos outros três utensílios, pois ela não tinha nenhuma coroa. Na verdade a Menorá não tinha nem mesmo bordas delimitadas como nos outros utensílios. Então como a Menorá pode representar a coroa do bom nome se ela não tinha fisicamente nenhuma coroa?
Explica o Rav Yehuda Loew zt"l (Polônia, 1525 - República Checa, 1609), mais conhecido como Maharal de Praga, que embora a Menorá não tivesse nenhuma borda física que pudesse conter uma coroa, sua coroa era representada pelas chamas das lâmpadas que a delineavam. Isto significa que os três utensílios anteriores tinham uma borda limitada, enquanto a chama da Menorá era uma borda sem limites. Portanto, a coroa da Menorá reflete o conceito de que o bom nome é superior às outras três qualidades citadas anteriormente. Mas ainda fica a dúvida de qual é o real entendimento do conceito de "coroa do bom nome". Além disso, sabemos que a Menorá é o símbolo da Festa de Chánuka. Então qual é a relação entre Chánuka e a coroa do bom nome?
 
Se prestarmos atenção, perceberemos que há uma diferença intrínseca entre as quatro coroas citadas no Pirkei Avót. Enquanto as três primeiras coroas são qualidades que dependem da própria pessoa (Torá, Sacerdócio e Reinado), o bom nome é algo que não depende da própria pessoa, e sim de como os outros a percebem. Mas ficar se esforçando apenas para encontrar apreciação aos olhos dos outros é algo elevado e saudável para o ser humano? É isto que significa construir um bom nome, algo que está acima das outras qualidades?
 
A resposta está em um incrível ensinamento do Talmud (Yoma 35b), que afirma que o comprometimento com o estudo de Torá do grande sábio Hilel, que vivia nas mais severas condições de miséria, obriga todos aqueles que são pobres a estudarem Torá. Já o estudo de Torá do Rav Elazar ben Charsum, o homem mais rico da época, obriga todos aqueles que são milionários a estudarem Torá de uma forma fixa e séria, apesar das preocupações com os negócios. E Yossef HaTzadik, cuja beleza e poder chamavam a atenção de toda as mulheres no Egito, ao demonstrar um incrível poder de autocontrole e retidão ao recusar as insistentes investidas da esposa do Potifar, uma mulher extremamente atraente, obriga todos a controlarem seus impulsos e demonstrarem autocontrole mesmo nas situações mais difíceis.
 
Mas qual é a mensagem transmitida por este ensinamento do Talmud? Já não estamos obrigados a fixar nosso tempo de estudo de Torá diariamente, independente do nosso status financeiro? Não temos de qualquer maneira a obrigação de controlar os nossos impulsos e evitar qualquer tipo de prazer proibido na vida? Então por que o Talmud traz estes três exemplos como se fossem a fonte da nossa obrigação?
 
Existe algo interessante na psicologia do ser humano. As pessoas normalmente estão cientes de suas responsabilidades e obrigações na vida, porém também estão cientes de que há situações que estão além do seu controle e que, nestes casos, elas não podem ser responsabilizadas por seus atos. Este conceito de "força maior", isto é, se deparar com situações que estão fora do nosso controle, acaba tornando-se uma desculpa para os nossos comportamentos. Por exemplo, quando a pessoa tem trabalho demais no escritório e se sente impedida de ir para a sinagoga estudar Torá, ou quando a pessoa está presa em uma situação da qual ela não consegue se libertar, ela se sente completamente isenta de responsabilidades, pois considera que nestas condições todos os seus atos são justificáveis.
 
Porém, como medimos as situações de dificuldade para decidirmos se são realmente situações de "força maior" ou não? Não fazemos isso de acordo com os nossos próprios acertos e erros, e sim comparando com os acertos e erros dos outros. Baseados em padrões criados por outras pessoas nós determinamos se certa situação com a qual nos confrontamos está além do nosso controle. Se nós vemos outros tropeçando em certas dificuldades que nós também estamos enfrentando, sentimos imediatamente um alívio, pois consideramos que é algo que está além da nossa capacidade de controle.
 
Este é o grande louvor que o Talmud traz para os três grandes Tzadikim citados, Hilel, Rav Elazar e Yossef. Qualquer pobre poderia argumentar que suas dificuldades financeiras são uma "força maior" que o isentam de suas obrigações no estudo da Torá e em outras Mitzvót. O mesmo ocorreria para pessoas muito ricas ou muito bonitas. Mas a grande realização destes três Tzadikim foi que eles estabeleceram novos padrões, e assim elevaram nossos modelos de comparação, ensinando que mesmo em situações muito difíceis ainda somos plenamente responsáveis por nossos atos. Eles se enxergaram como sendo independentes dos padrões estabelecidos pelos que estavam em sua volta. Foi justamente por isso que conseguiram transcender os padrões e estabelecer novos limites. Eles demonstraram que é humanamente possível atingir estes limites, e que tudo depende do nosso próprio esforço. Depois das conquistas deles, colocar a culpa na quantidade de trabalho ou nas dificuldades financeiras tornaram-se apenas desculpas.
 
É justamente esta habilidade de criar uma nova realidade, através da qual as pessoas precisam comparar os seus esforços com os esforços das pessoas que alcançaram níveis mais altos, é o que os nossos sábios chamam de "bom nome". Na realidade o bom nome não é uma quarta coroa, e sim o título conferido àqueles que estabeleceram novos padrões de excelência nas três coroas anteriores. É por isso que a Mishná diz que a "quarta" coroa está acima das três anteriores, pois é a coroa daqueles que superaram os limites e se tornaram novos modelos do povo judeu.
 
Isto também nos remete diretamente à Festa de Chánuka, simbolizada pela Menorá. O clima na época da dominação grega era de tristeza e submissão. Mas os Chashmonaim, um pequeno grupo de Cohanim, se levantaram com coragem e enfrentaram o poderoso exército grego. Eles também decidiriam que não queriam acender a Menorá com óleo impuro, apesar de ser permitido pela Halachá (Lei). Através destes esforços eles definiram novos padrões de pureza e de "Messirut Nefesh" (comprometimento com os valores judaicos, independente do custo). Por isso o conceito de "Shem" (nome) é encontrado em vários símbolos de Chánuka: no "Shemen" (óleo), na quantidade de dias que o milagre durou (Shemone=oito), nos Cohanim que ajudaram a libertar o povo judeu (Chashemonaim), e finalmente na Menorá, que carrega a coroa do bom nome.
 
Podemos nos contentar em ficar dentro dos limites estabelecidos pelos outros à nossa volta, ou podemos decidir que queremos ultrapassar estes limites. No judaísmo o número 7 representa o natural, enquanto o número 8 representa o sobrenatural. É por isso que Chánuka representa o potencial do povo judeu de transcender. Que possamos utilizar a força espiritual de Chánuka para vencer nossas dificuldades, derrotar o comodismo e superar os nossos limites.

SHABAT SHALOM e CHÁNUKA SAMEACH

Rav Efraim Birbojm

************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:

                   São Paulo: 19h27  Rio de Janeiro: 19h12                     Belo Horizonte: 19h08  Jerusalém: 16h00
***********************************************************************
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Yitzchak ben Dinah, Celde bat Lea, Geni bat Ester, Lea bat Simi, Ruth bat Messoda, Yaacov ben Ália, Chava bat Sara, Moshe David ben Chaia Rivka, Levi Itzchak ben Reizel, Lulu Chana bat Rachel, Haia Yona bat Sara, Shulem ben Chaia Sara, Daniel ben Yonit, Chai bat Rivka, Nitzchia bat Yafa.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam, Michael Ezra ben Esther, Clarice Chaia bat Israel, Moshe ben Yaacov, Dov ben Michel, Alberto ben Michel, Malaka bat Chalom, Ita bat Avraham, Meir ben Avraham, Miriam bat Iechiel, Avraham ben Meir, Shirley Mary bat Avraham Israel, Sloime Tzvi ben Pinchas.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2014 All rights reserved.

Our mailing address is:
efraimbirbojm@gmail.com

unsubscribe from this list    update subscription preferences 






This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by MailChimp

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

DEMONSTRANDO CARINHO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAIESHEV E CHÁNUKA 5776

ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

DEMONSTRANDO CARINHO - PARASHAT VAIESHEV E CHÁNUKA 5776 (04 de dezembro de 2015) 

Rogério Kaufman (nome fictício) era um experiente alpinista, mas em uma de suas escaladas na Cordilheira dos Andes ele acabou se perdendo do resto do grupo. Em pouco tempo ele estava sem provisões, sem água e quase congelando. Desesperado, começou a sentir que a morte se aproximava. Seu celular já estava com pouca bateria e ele tentou chamar o socorro, mas não havia mais créditos.
 
Preparando-se para o seu fim, Rogério escutou seu celular tocar.  Era a telefonista da empresa de celular, informando que a empresa tinha uma excelente promoção e queria saber se ele estava interessado em adquirir um novo plano de ligações. Rogério aproveitou aquele "milagre" e começou a pedir ajuda para a telefonista. Ele levou cerca de meia hora para convencê-la de que aquilo não era um trote. Em seguida, ele levou mais seis horas para guiar o helicóptero de resgate até onde ele estava. Sua bateria não terminou durante todo aquele longo tempo de uso pois a temperatura congelante fez com que ela durasse muito mais" (História real)
 
A pessoa que quer ver a Supervisão Particular de D'us pode enxergá-la em cada pequeno acontecimento de nossas vidas. Pode ser na promoção especial da companhia de celular ou no tempo frio que faz a bateria durar mais. O importante é nunca esquecer que tudo isto aconteceu somente porque D'us decidiu manter Rogério vivo. Quem presta atenção nos detalhes percebe quanto amor recebemos de D'us a cada momento.

************************************************** 

Nesta semana lemos a Parashat Vaieshev, que começa a descrever a história dos filhos de Yaacov, em especial a saga de Yossef, que foi vendido como escravo por seus próprios irmãos, foi levado ao Egito acorrentado e acabou se tornando o vice-rei, a segunda pessoa mais poderosa do Império Egípcio. O que motivou a venda de Yossef foi a inveja dos seus irmãos, pelo fato de Yaacov sentir um amor especial por Yossef. E este amor especial de Yaacov por Yossef nos remete à próxima festa do calendário judaico: Chánuka.
 
No anoitecer deste próximo domingo (06/12) acenderemos a primeira vela de Chánuka, recordando os enormes milagres que D'us fez aos nossos antepassados na época da dominação grega. O Talmud (Shabat 21b) afirma que o motivo pelo qual nossos sábios fixaram esta festa para todas as gerações é a recordação do milagre do óleo. Os gregos haviam dominado os judeus e proibido os Serviços do Beit Hamikdash (Templo Sagrado). Quando os judeus conseguiram finalmente expulsar os gregos, quiseram imediatamente recomeçar os Serviços do Beit Hamikdash, entre eles o acendimento diário da Menorá. Porém, um único pote de óleo foi encontrado intacto e lacrado, e isto era suficiente para acender a Menorá por apenas um dia, mas ela ardeu milagrosamente por 8 dias, o tempo suficiente para que mais óleo puro fosse produzido.
 
Porém, este comentário do Talmud desperta um grande questionamento. Na realidade, em Chánuka aconteceram dois grandes milagres, pois além do milagre do óleo também aconteceu o milagre da batalha. O pequeno exército dos Chashmonaim, um grupo de Cohanim (sacerdotes), se revoltou contra o poderoso exército grego, o mesmo exército que havia alcançado vitórias militares no mundo inteiro. Os Chashmonaim, através da tática de guerrilhas, conseguiram expulsar os gregos, um milagre impressionante se compararmos o poderio militar do exército grego e a insignificância do exército dos Chashmonaim. Além do milagre da batalha ter sido algo gigantesco, certamente foi muito mais importante do que o milagre do óleo, pois a vitória militar possibilitou a derrubada da hegemonia grega e abriu o caminho para a retomada do cumprimento das Mitzvót, que haviam sido proibidas pelos gregos, enquanto o milagre do óleo não teve absolutamente nenhuma participação na libertação do povo judeu. Então por que a Festa de Chánuka foi estabelecida em recordação ao milagre do óleo, ao invés de ter sido estabelecida em recordação ao incrível milagre da vitória militar?
 
Explica o Rav Chaim Shmulevitz zt"l (Lituânia, 1902 - Israel, 1979) que D'us faz dois tipos de milagre. Um tipo de milagre são aqueles essenciais, que tem uma necessidade absoluta de acontecer. Por exemplo, o milagre do "Man" que caiu no deserto e alimentou todo o povo judeu durante os 40 anos em que eles permaneceram no deserto foi um milagre extremamente necessário, pois possibilitou que os judeus ficassem vivos e bem alimentados mesmo em um ambiente tão inóspito como o deserto. Porém, há outro tipo de milagre, que são aqueles não essenciais. Mas se o milagre é "desnecessário", então para que D'us o faz? Pois a principal função deste tipo de milagre "desnecessário" é mostrar o amor de D'us por aquele que o recebe.
 
Há na Torá diversos exemplos deste segundo tipo de milagre. Quando David Hamelech matou seu oponente Goliat (Golias) com uma pedrada, o impacto deveria ter derrubado Goliat para trás, mas de maneira milagrosa ele caiu para frente. Rashi (França, 1040 - 1105), comentarista da Torá, explica que D'us fez este milagre apenas para que David tivesse que dar menos passos quando foi cortar a cabeça de Goliat. Este é claramente um milagre que não era necessário, mas que D'us fez para demonstrar Seu amor por David.
 
Também com Avraham percebemos o mesmo tipo de milagre. Quando D'us mostrou para Avraham a Terra de Israel e prometeu que seus descendentes herdariam aquela terra para sempre, está escrito: "Por favor, levante seus olhos e veja, a partir do lugar em que você se encontra, norte, sul, leste e oeste" (Bereshit 13:14). De acordo com o Rav Chaim ben Atar zt"l (Marrocos, 1696 - Israel, 1743), mais conhecido como Or HaChaim, as palavras "a partir do lugar em que você se encontra" parecem desnecessárias. Ele explica que estas palavras escondem um grande milagre que D'us fez para Avraham. A partir do lugar onde Avraham se encontrava, sem nem mesmo precisar virar a cabeça, ele conseguiu ver a Terra de Israel inteira, em todas as direções. Novamente um milagre que não tinha necessidade de acontecer, mas que ocorreu como uma demonstração do amor de D'us por Avraham. Estes dois exemplos de milagres ocorreram como uma expressão do amor infinito de D'us por aqueles que O servem com dedicação. Na realidade, quanto menor a necessidade de um milagre, maior a demonstração do amor de D'us pela pessoa que recebe.
 
Neste contexto nós conseguimos entender a enorme importância do milagre do óleo. Enquanto os milagres que levaram à incrível vitória militar foram essenciais para a continuidade do povo judeu, o milagre do óleo não tinha uma necessidade fundamental de acontecer. E é justamente por esta pouca necessidade que o milagre do óleo representa uma demonstração de amor muito maior de D'us. Justamente por ter sido um milagre "desnecessário", demonstrou a afeição enorme de D'us pelos Chashmonaim.
 
Mas este conceito desperta outro questionamento. De acordo com os exemplos citados anteriormente, vemos que D'us somente realiza milagres "desnecessários" para grandes Tzadikim (Justos), como Avraham Avinu e David HaMelech, pessoas que andavam de forma muito reta nos caminhos de D'us. Por que no caso do óleo D'us também escolheu mudar a natureza e fazer um milagre "desnecessário" para os Chashmonaim?
 
A resposta está em um importante conceito espiritual, de que D'us se comporta "Midá Kenegued Midá" (medida por medida), isto é, Ele se comporta de acordo com o nosso comportamento. Quando os Chashmonaim conseguiram finalmente expulsar os gregos e retomar o Beit Hamikdash, eles quiseram imediatamente reiniciar os Serviços Divinos que haviam sido interrompidos. Um dos Serviços que eles queriam retomar imediatamente era justamente o acendimento da Menorá, mas somente um pote de óleo lacrado foi encontrado, o que seria suficiente para manter a Menorá acesa por um único dia. Porém, levaria mais 7 dias para que mais óleo puro fosse produzido. Nossos sábios explicam que, naquelas condições nas quais o povo judeu se encontrava, seria tecnicamente permitido até mesmo utilizar óleo impuro, mas os Chashmonaim quiseram embelezar a Mitzvá do acendimento da Menorá, se esforçando para fazê-la da melhor forma possível, como um sinal do grande amor que sentiam por D'us e por Suas Mitzvót. Como eles estavam dispostos a ir além da lei, então também D'us se comportou com eles "além da lei", quebrando as leis da natureza e fazendo um grande milagre "desnecessário", como demonstração do Seu amor por eles.
 
Isto nos ajuda a entender também uma das Halachót (Leis) de acendimento da Chanukiá. De acordo com a Halachá, para cumprirmos a Mitzvá do acendimento das velas de Chánuka da forma mais básica é suficiente que cada pessoa acenda uma única vela em cada uma das noites de Chánuka. Mas o costume adotado por todo o povo judeu é de se esforçar e fazer além do básico, cumprindo a Mitzvá da maneira mais completa e bonita possível, acrescentando uma vela a cada dia de Chánuka. Isto é uma lembrança do esforço dos Chashmonaim para embelezar a Mitzvá do acendimento da Menorá, e do fato de D'us ter "embelezado" Seu ato, medida por medida, fazendo um milagre "desnecessário" pelo povo judeu.
 
Chánuka é uma festa única e incrível, na qual revivemos o milagre do óleo e o amor mútuo que existe entre o povo judeu e D'us. E um dos ensinamentos de Chánuka que também devemos trazer e aplicar aos nossos dias é tentar cumprir cada Mitzvá da forma mais completa e bonita possível, pois isto é uma grande demonstração do nosso amor por D'us. E quanto mais nos aproximarmos dos caminhos dos nossos antepassados, que viviam de forma correta e justa, mais traremos para nós mesmos, e para o mundo inteiro, o amor recíproco de D'us.

SHABAT SHALOM e CHÁNUKA SAMEACH

Rav Efraim Birbojm

************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:

                   São Paulo: 19h22  Rio de Janeiro: 19h07                     Belo Horizonte: 19h04  Jerusalém: 15h59
***********************************************************************
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Yitzchak ben Dinah, Celde bat Lea, Geni bat Ester, Lea bat Simi, Ruth bat Messoda, Yaacov ben Ália, Chava bat Sara, Moshe David ben Chaia Rivka, Levi Itzchak ben Reizel, Lulu Chana bat Rachel, Haia Yona bat Sara, Shulem ben Chaia Sara, Daniel ben Yonit, Chai bat Rivka, Nitzchia bat Yafa.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam, Michael Ezra ben Esther, Clarice Chaia bat Israel, Moshe ben Yaacov, Dov ben Michel, Alberto ben Michel, Malaka bat Chalom, Ita bat Avraham, Meir ben Avraham, Miriam bat Iechiel, Avraham ben Meir, Shirley Mary bat Avraham Israel, Sloime Tzvi ben Pinchas.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2014 All rights reserved.

Our mailing address is:
efraimbirbojm@gmail.com

unsubscribe from this list    update subscription preferences 






This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by MailChimp

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

APRENDENDO COM O MAL - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAISHLACH 5776

ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

APRENDENDO COM O MAL - PARASHAT VAISHLACH 5776 (27 de novembro 2015) 

"Um grupo de doze alunos americanos que estudavam em uma Yeshivá em Israel estava certo dia reunido durante o almoço relembrando sobre as delícias da gastronomia americana. Eles queriam muito comer uma boa refeição e sentiam saudades da boa comida americana, mas não encontravam em Israel um lugar que saciasse essa vontade.
 
Durante o período de férias eles tiveram uma incrível ideia. Coletaram cerca de cinquenta dólares de cada um dos alunos, o suficiente para comprar uma passagem aérea de ida e volta aos Estados Unidos. Um dos alunos então embarcou, em uma jornada de um dia e meio de viagem, com o único propósito de trazer comida de um restaurante famoso dos Estados Unidos. O rapaz foi em um dia e voltou, triunfante, no dia seguinte, com a deliciosa comida dentro de sua mala" (História Real, retirada do livro "Impact!", de autoria de Dovid Kaplan).
 
Aprendemos dos nossos desejos que, quando consideramos algo realmente importante, nos esforçamos no limite para alcança-lo. Por que não fazemos o mesmo em relação ao nosso crescimento espiritual? Estaríamos dispostos a fazer os mesmos esforços se fosse para ir aos Estados Unidos comprar um livro ou escutar uma aula de Torá? 

************************************************** 

A Parashat desta semana, Vaishlach, começa com a volta de Yaacov Avinu depois de mais de 30 anos longe de casa, dos quais 20 anos foram passados na casa de seu tio Lavan, trabalhando para ele. Como o principal motivo da viagem de Yaacov havia sido para fugir da fúria de seu irmão Essav, que queria matá-lo, a primeira providência de Yaacov foi enviar mensagens apaziguadoras para seu irmão, na tentativa de promover um reencontro amigável. Ele começou com a seguinte mensagem: "Com Lavan eu vivi, e permaneci até agora" (Bereshit 32:5). Rashi (França, 1040 - 1105) explica que as palavras de Yaacov tinham um duplo sentido, pois a palavra "vivi" em hebraico é "גרתי", que de maneira rearranjada forma a palavra "תריג", equivalente ao valor númerico 613, o número de Mitzvót da Torá. De acordo com Rashi, Yaacov estava dizendo para seu irmão Essav: "Apesar de ter passado tanto tempo com Lavan, uma pessoa completamente desonesta e trapaceira, mesmo assim eu cumpri as 613 Mitzvót da Torá e não aprendi com os maus atos dele".
 
Porém, esta explicação do Rashi é difícil de ser entendida, pois esta não parece ser uma mensagem de conciliação. Ao contrário, aparentemente a intenção de Yaacov era intimidar seu irmão Essav, mostrando que ele era uma pessoa íntegra e, por isso, certamente D'us o protegeria em um possível confronto. Portanto, se o propósito era uma tentativa de apaziguar seu irmão, como entender as palavras aparentemente intimidadoras de Yaacov?
 
O Rav Isroel Meir HaCohen zt"l (Bielorússia, 1838 - Polônia, 1933), mais conhecido como Chafetz Chaim, explica as palavras de Yaacov de uma maneira interessante. Ele afirma que Yaacov não estava atacando Essav com esta afirmação, ao contrário, estava tranquilizando-o. Quando Yaacov disse que cumpriu as Mitzvót e não havia aprendido com os atos de Lavan, ele estava fazendo uma grande autocrítica, e por isso estava comunicando a Essav que não havia nada a temer.
 
Mas qual foi exatamente a autocrítica de Yaacov? Nossos sábios explicam que Lavan era uma pessoa extremamente ágil em cometer maldades e trapaças. Quando permitiu que suas filhas se casassem com Yaacov, cobrou muito caro pelo dote, fazendo com que Yaacov tivesse que trabalhar 7 anos por cada filha, um tempo absurdo. Além disso, ele trocou as filhas no momento do casamento, não cumprindo sua palavra. E para completar, Lavan trocava as condições do salário de Yaacov a todo instante, sempre buscando formas de levar vantagem. Yaacov estava dizendo para Essav que, apesar de ter cumprido as 613 Mitzvót durante todos aqueles anos, ele não havia feito com o mesmo fervor que Lavan cometia as suas transgressões. Yaacov estava reconhecendo que não havia aprendido a ter agilidade nos seus bons atos no mesmo nível que Lavan tinha nos seus maus atos.
 
Desta explicação do Chafetz Chaim aprendemos uma incrível lição: nosso cumprimento de bons atos é julgado em comparação com a forma como os Reshaim (malvados) cometem suas transgressões. Se os Reshaim fazem seus maus atos com mais entusiasmo do que nós cumprimos nossos bons atos, isto se transforma em uma grande acusação espiritual contra nós. Por isso temos que tomar muito cuidado para sempre fazermos as Mitzvót com agilidade, alegria e fervor, pois é assim que infelizmente os Rashaim cometem as suas inúmeras transgressões.
 
Este conceito também é trazido pela Torá em outro episódio que teve grande importância para o povo judeu. Quando Bilaam, o grande profeta dos outros povos, partiu para amaldiçoar o povo judeu, a Torá descreve que ele se levantou cedo de manhã, utilizando a linguagem "Vaiakam" (se levantou). O Midrash (parte da Torá Oral) nos descreve que quando D'us viu esta agilidade de Bilaam para fazer a enorme transgressão de amaldiçoar um povo inteiro, Ele exclamou: "Seu Rashá (malvado)! Avraham, o patriarca deles, já te superou!", pois está escrito (em relação ao episódio do sacrifício de Ytzchak): "E (Avraham) madrugou ("Vaiashkem")" (Bamidbar 22:21). Apesar de a linguagem "Vaiakam", que está escrita em relação a Bilaam, se referir a acordar cedo, a linguagem "Vaiashkem", que está escrita em relação a Avraham, se refere a acordar ainda mais cedo. Portanto, D'us estava informando a Bilaam que Avraham, em sua vontade de cumprir a vontade de D'us e sacrificar seu filho, havia se levantado mais cedo do que Bilaam se levantou quando tentou amaldiçoar o povo judeu. Mas que mensagem o Midrash está nos ensinando? Na prática o que importa qual dos dois acordou mais cedo?
 
Explica o Rav Yehonasan Gefen que a grande força de maldição de Bilaam era mostrar para D'us falhas nas pessoas ou povos, e com isso despertar um Julgamento Celestial mais rigoroso sobre seus inimigos. Foi justamente isto que ele tentou fazer contra o povo judeu. Bilaam queria retratar o povo judeu de uma maneira negativa ao mostrar que ele fazia seus atos de maldade com muito mais agilidade e fervor do que o povo judeu cumpria suas Mitzvót. Isto realmente teria se transformado em uma grande acusação espiritual contra o povo judeu e teria trazido consequências trágicas. Porém, D'us respondeu para Bilaam que o patriarca do povo judeu, Avraham, já havia demonstrado um nível ainda maior de agilidade e fervor no cumprimento das Mitzvót do que Bilaam havia demonstrado quando cometeu suas maldades. O que protegeu o povo judeu da enorme acusação espiritual que surgiria naquele momento foi que os descendentes de Avraham herdaram dele esta característica de agilidade nas Mitzvót, e por isso possuíam suficientes méritos para vencer a acusação de Bilaam.
 
No "Shemá Israel", que nós repetimos duas vezes todos os dias, dizemos: "E amarás a Hashem, teu D'us, com todo teu coração" (Devarim 6:5). A palavra "coração" está escrita de uma maneira diferente, "לבבך", e não como seria esperado, "לבך". O Talmud (Brachót 54a) aprende do fato de a letra "ב" estar escrita duas vezes que devemos amar a D'us com nossos dois "Yetzer", com o nosso "Yetzer Hatov" (boa inclinação) e também com o nosso "Yetzer Hará" (má inclinação). Mas como podemos utilizar nossa má inclinação para servir a D'us?
 
Uma das maneiras é observando a agilidade e fervor que utilizamos para ir atrás dos nossos desejos e tentar aplicar esta mesma agilidade em relação ao nosso Yetzer Hatov. Para preencher nosso desejo de comer algo ou de obter algum outro prazer material nós estamos dispostos a incríveis esforços e sacrifícios. Se aprendermos com a força da nossa má inclinação, poderemos utilizá-la como modelo e canalizá-la para o nosso lado espiritual. Atualmente as pessoas dedicam incontáveis horas para satisfazer seus desejos por dinheiro e honra. Muitos chegam a passar noites sem dormir para atingir seus objetivos. Algumas empresas mantêm turnos de madrugada para aqueles que passam a noite trabalhando no escritório. Por que não utilizar este mesmo potencial para manter a quantidade de horas de estudo de Torá diária que definimos para nós, ao invés de estarmos sempre procurando desculpas para justificar a nossa "falta de tempo" com os nossos compromissos espirituais?
 
O Rav Noach Weinberg zt"l, que dedicou a vida a trazer judeus afastados de volta ao judaísmo, dizia que aprendia muito com a forma de atuação dos nazistas, e incentivava que fosse utilizada como modelo para nosso Serviço Divino. Os nazistas matavam os judeus de forma metódica e sistemática. Investiam muito tempo e pensamento para desenvolver técnicas para matar cada vez mais judeus utilizando cada vez menos dinheiro. Desta maneira eles conseguiram exterminar 6 milhões de judeu na Europa. Será quer nos organizamos e nos motivamos como os nazistas em nossos esforços para trazer os judeus afastados de volta ao judaísmo? Investimos em maneiras de trazer cada vez mais judeus? Se indo contra D'us os nazistas mataram 6 milhões de pessoas, certamente poderíamos salvar muito mais do que 6 milhões de judeus se se nos esforçássemos e nos organizássemos para fazer o bem da mesma maneira que os nazistas se esforçaram para fazer o mal. Se utilizarmos como modelo aqueles que fazem o mal, para aprender suas estratégias e ferramentas, além do seu nível de comprometimento e dedicação, certamente venceremos os atuais desafios do povo judeu.  
 
Não é necessário nem mesmo procurar nos atos dos Reshaim inspiração para o nosso crescimento espiritual. Se procurarmos em nossos próprios atos, certamente encontraremos áreas nas quais sentimos mais entusiasmo e fervor do que no nosso Serviço Divino. Pode ser com comida, com trabalho, com esporte ou qualquer outra área. Então temos que tentar internalizar que racionalmente o cumprimento das Mitzvót certamente traz muito mais satisfação do que qualquer outro prazer material, e com isso poderemos tentar atingir em nossa espiritualidade a mesma alegria e entusiasmo. Pois se os Reshaim podem fazer muito, mesmo indo contra D'us, imagine o verdadeiro potencial dos que caminham junto com Ele.

SHABAT SHALOM 

Rav Efraim Birbojm

************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:

                   São Paulo: 19h17  Rio de Janeiro: 19h02                     Belo Horizonte: 18h59  Jerusalém: 16h00
***********************************************************************
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Lea bat Sara, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Yitzchak ben Dinah, Celde bat Lea, Geni bat Ester, Lea bat Simi, Ruth bat Messoda, Yaacov ben Ália, Chava bat Sara, Moshe David ben Chaia Rivka, Levi Itzchak ben Reizel, Lulu Chana bat Rachel, Haia Yona bat Sara, Shulem ben Chaia Sara, Daniel ben Yonit, Chai bat Rivka, Nitzchia bat Yafa.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam, Michael Ezra ben Esther, Clarice Chaia bat Israel, Moshe ben Yaacov, Dov ben Michel, Alberto ben Michel, Malaka bat Chalom, Ita bat Avraham, Meir ben Avraham, Miriam bat Iechiel, Avraham ben Meir, Shirley Mary bat Avraham Israel, Sloime Tzvi ben Pinchas.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2014 All rights reserved.

Our mailing address is:
efraimbirbojm@gmail.com

unsubscribe from this list    update subscription preferences 






This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by MailChimp