sexta-feira, 14 de agosto de 2015

DEVOLVENDO A DIGNIDADE - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT REÊ 5775

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DEVOLVENDO A DIGNIDADE - PARASHAT REÊ 5775 (14 de julho de 2015) 

Um rabino idoso sentou-se na sinagoga e cumprimentou um jovem rapaz que estava sentado na cadeira ao lado. O rabino perguntou ao jovem se ele era o Sr. Goodman, e o jovem confirmou. Então o rabino disse:
 
- Sr. Goodman, gostaria de te dar parabéns pelo seu incrível trabalho de "Shalom Bait" (Paz familiar).
 
O Sr. Goodman agradeceu pelo elogio, mas disse que era um engano, pois ele era apenas um jovem estudante de Torá, recém-casado, que nunca havia se envolvido com aconselhamentos de "Shalom Bait" na vida.
 
- O elogio certamente é para você - insistiu o rabino - E vou te explicar porque. Há um casal aqui em Bnei Brak que estava passando por terríveis problemas de "Shalom Bait". Eu vinha trabalhando com este casal por mais de seis meses, mas não estava sentindo nenhuma melhora. Na verdade, eu já estava quase desistindo, pois infelizmente sentia que não havia mais nada para fazer.
 
- Há algumas semanas você estava em uma pequena sinagoga e havia do seu lado um garoto de quatorze anos de idade que estudava sem parar, e este garoto te deixou muito bem impressionado - continuou o rabino - Então o que você fez depois? Você foi até a parte de trás da sinagoga, onde o pai dele estava sentado, e disse: "Meus parabéns pelo filho maravilhoso você tem. Que orgulho!". Você se lembra disso?
 
O Sr. Goodman lembrava-se vagamente da história, e começou a ficar assustado com aquele rabino que sabia tantos detalhes da sua vida. Vendo a confusão no rosto do Sr. Goodman, o rabino abriu um sorriso e concluiu:
 
- Então, aquele homem que você elogiou era justamente o marido que estava tendo problemas de "Shalom Bait" com a esposa. Grande parte dos problemas era consequência da baixa autoestima dele. Mas seu elogio a respeito do filho dele mudou tudo. Você devolveu a ele sua honra, e foi como se você tivesse injetado novamente vida em suas veias. Ele saiu da sinagoga um novo homem. Parou em uma floricultura e comprou para a esposa um buquê de rosas e, em seguida, comprou uma caixa do chocolate favorito dela. A partir deste dia sua casa se transformou em um verdadeiro "Gan Éden" (Paraíso). O que eu não pude ajudar em seis meses de trabalho intensivo, você conseguiu com apenas um elogio. Com suas palavras, você deu dignidade a este homem. Assim, mais uma vez, parabéns pelo seu incrível trabalho de "Shalom Bait" (História Real). 

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A Parashat desta semana, Reê, fala sobre muitos temas, tais como a definição de quais animais são Kasher (permitidos para o consumo), o perigo de falsos profetas se levantarem dentro do povo judeu e a importância de dar Tzedaká aos necessitados. A Parashá também nos ensina sobre um assunto interessante, o "Eved Ivri" (escravo judeu). Havia duas possibilidades de um judeu se tornar escravo de outro judeu: caso ele não tivesse meios para manter sua família, podia se vender como escravo; ou caso ele tivesse roubado um objeto e, quando apanhado por seu roubo, não tivesse dinheiro para ressarcir o dono. Neste caso, a pessoa era vendida pelo Beit Din (Tribunal Rabínico) e o dinheirFo da venda era utilizado para ressarcir o dono do objeto roubado.
 
A Torá nos ensina que após seis anos de trabalho o "Eved Ivri" deveria ser libertado. A Torá acrescenta mais um detalhe sobre esta libertação: "Você não deve mandá-lo embora de mãos vazias. Você deve dar a ele presentes" (Devarim 15:13,14). Isto quer dizer que, além do pagamento no momento da compra, o dono ainda era obrigado a dar ao escravo, no momento da sua libertação, presentes de valor significativo. Qual é a mensagem que a Torá nos ensina ao obrigar uma pessoa a dar ao seu escravo presentes no momento de sua libertação?
 
Além disso, a linguagem utilizada no versículo nos chama a atenção. Normalmente o verbo utilizado para "dar" é "Latet", mas neste versículo o verbo utilizado é "Lehanek", que literalmente significa "adornar". Por que a Torá utilizou neste caso um verbo tão incomum?
 
Finalmente, o próximo versículo traz uma informação que parece fora de contexto: "E vocês devem lembrar que vocês foram escravos na terra do Egito, e que D'us os redimiu. Por isso Eu estou comandando isto para vocês hoje" (Devarim 15:15). Qual a relação entre a saída do Egito e a libertação do "Eved Ivri"?
 
Explica o Rav Yohanan Zweig que a resposta está na análise de um conceito interessante: o ato de dar gorjetas. Por que é uma prática aceita que certos serviços merecem ser recompensados com uma gorjeta, enquanto outros serviços não merecem? Por exemplo, quando a pessoa faz compras em um supermercado, o carregador que embala e leva as mercadorias compradas ao carro do cliente recebe uma gorjeta, mas a pessoa do caixa não recebe nenhuma gorjeta. Outro exemplo é na barbearia, quando a pessoa dá uma gorjeta para o barbeiro, porém não dá nada para a pessoa que cobra no caixa. Por que há esta diferença?
 
A resposta é que quando uma pessoa serve outra, de certa maneira ela se sente um pouco rebaixada e humilhada. Quanto mais personalizado é o serviço prestado, maior a perda de dignidade sentida. Portanto, é justamente quando recebemos um serviço personalizado é que nós damos a gorjeta. A gorjeta demonstra nossa apreciação pelo que recebemos do outro, e funciona como uma forma de restaurar a dignidade da pessoa que nos serviu. É por isso que o barbeiro e o empacotador recebem a gorjeta, pois fazem serviços exclusivos e diferentes para cada cliente. Já as pessoas que ficam no caixa do supermercado ou da barbearia fazem trabalhos padrões, praticamente iguais para todos os clientes, sem nenhum tipo de personalização, e por isso não recebem nenhuma gorjeta.
 
Com este conceito também podemos entender uma atitude aparentemente estranha de Avraham Avinu. Quando ele abandonou a sua casa e foi para a Terra de Israel, logo depois houve uma grande fome que o obrigou a buscar alimentos no Egito. Na volta para Israel, a Torá decreve que Avraham foi "de acordo com as suas viagens" (Bereshit 13:3). O Talmud (Arachin 16b) nos ensina que deste versículo aprendemos que Avraham voltou para Israel pelo mesmo caminho que ele havia ido ao Egito. Por que? Para que na volta pudesse se hospedar exatamente nas mesmas hospedarias que havia se hospedado na ida. Mas qual é o sentido de alguém refazer o mesmo caminho apenas para ficar nas mesmas hospedarias?
 
O dono de uma hospedaria serve seus clientes com uma enorme variedade de serviços personalizados, 24 horas por dia, algo que, de acordo com o conceito que vimos anteriormente, também diminui a sua dignidade. Porém, ao dono da hospedaria não é possível devolver a dignidade apenas dando uma gorjeta. Avraham então nos ensinou que a forma de devolver a dignidade ao dono da hospedaria é continuar dando preferência ao seu estabelecimento. Esta é a verdadeira demonstração de apreciação pelo serviço personalizado recebido.
 
É por isso que a Torá exige que o dono de um "Eved Ivri" dê a ele presentes no momento de sua despedida. Apesar de haver uma proibição de dar ao escravo qualquer tipo de trabalho muito pesado ou humilhante, o fato de o escravo estar o tempo inteiro à disposição de seu dono, prestando a ele serviços exclusivos e personalizados, faz com que ele perca a sua dignidade. Então D'us obrigou o dono, no momento da despedida de seu escravo, dar a ele presentes de valor significativo, que possam devolver ao escravo sua dignidade.
 
Entendemos também a utilização deste verbo tão incomum, "Lehanek", no ato de dar presentes ao escravo que está sendo libertado. De acordo com Rashi (França, 1040 - 1105), "Lehanek" vem do substantivo "Anaká", que significa "uma jóia utilizada em volta do pescoço". Quando a pessoa se adorna com jóias, ela se sente elevada e especial, e isto dá a ela um senso de dignidade. Esta é justamente a função do presente que damos ao escravo no momento de sua partida, para que ele possa recuperar a dignidade perdida nos seus últimos seis anos nos quais ele serviu, de maneira personalizada, seu dono.
 
Finalmente entendemos a continuação do versículo, "E vocês devem lembrar que vocês foram escravos na terra do Egito". A dura escravidão no Egito quebrou todo o senso de dignidade do povo judeu. Então, antes de nos tirar de lá, D'us fez com que os egípcios nos dessem muitos presentes. Esta foi a maneira que D'us utilizou para nos devolver, através dos nossos próprios opressores, a nossa dignidade. De forma semelhante, cada dono de escravo fica obrigado a restituir, no momento da libertação do seu escravo, a sua dignidade.

Apesar de atualmente não termos mais na prática o conceito do "Eved Ivri", podemos utilizar este ensinamento da Parashat para nossas vidas, pois aprendemos um conceito muito importante e atual: o cuidado com a honra e a dignidade dos outros. Muitas pessoas atualmente sofrem de baixa autoestima e, com algumas palavras de incentivo, podemos ajudar a reerguer alguém que está caindo. Uma gorjeta pode restaurar a dignidade de um trabalhador, mas elogiar, demonstrar que confiamos nos outros e valorizar o que as pessoas fazem são atitudes que podem literalmente dar vida. E, ao contrário da gorjeta, estas atitudes não pesam nem no nosso bolso, pois são de graça.

SHABAT SHALOM                                           
 
Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

GRANDES PEQUENOS ATOS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ EKEV 5775

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GRANDES PEQUENOS ATOS - PARASHÁ EKEV 5775 (07 de julho de 2015) 

Há alguns anos, Aharon Feldman (nome fictício), um judeu de Dallas, foi pela primeira vez para Israel e ficou extremamente tocado com o país, com seu povo e particularmente com a Emuná (fé) das pessoas. Quando ele visitou o Muro das Lamentações, ficou fascinado pela sinceridade e intensidade com a qual um judeu Chassídico fazia sua Tefilá (reza). Ele balançava para frente e para trás, completamente absorto em sua conversa com D'us. Em toda sua vida Aharon nunca havia visto alguém derramar seu coração diante de D'us com tanta pureza. Naquele momento Aharon decidiu que, assim que voltasse para casa, faria uma generosa doação de Tzedaká (caridade) pelo mérito daquele Chassid que ele nem mesmo sabia quem era.
 
Assim que voltou para Dallas, Aharon tentou procurar na cidade alguma sinagoga na qual aquele Chassid se sentiria confortável em rezar. Um dia ele entrou em uma sinagoga ortodoxa, quase no fim de Shacharit (reza da manhã). Aharon começou a analisar o lugar e seus frequentadores, todos eles vestindo seus Tefilin e cobertos com seus Talitót. O homem se encantou com aquele lugar e decidiu que sua busca havia chegado ao fim, pois aquele era o lugar para o qual ele daria sua doação.
 
Depois da reza, o rabino da sinagoga foi dar as boas vindas àquele estranho. Para a surpresa do rabino, o aperto de mão veio junto com um cheque de 10 mil dólares. Era uma enorme quantia, que podia ajudar muito nas atividades religiosas da sinagoga. Uma Tzedaká (caridade) dada por um homem que o rabino mal conhecia, em mérito de um homem que nenhum dos dois jamais voltaria a ver na vida. E aquele momento acabou tornando-se apenas o início de um envolvimento cada vez maior daquele doador com a sinagoga de Dallas, o que possibilitou que a sinagoga crescesse e pudesse fazer muitas atividades em prol do povo judeu. (História Real)
 
A história certamente não terminou aqui. Quando aquele Chassid for para o Céu, D'us começará a fazer a contabilidade dele, levando em consideração os bons e maus atos feitos na vida. Então D'us incluirá os méritos daquela doação na sinagoga de Dallas e todos os frutos positivos que nasceram disto. O Chassid, espantado, dirá para D'us: "Há algum engano aqui. Eu nunca fui para Dallas, e muito menos fiz uma doação de 10 mil dólares!". Então D'us explicará que, por causa daquela Tefilá feita com tanta Kavaná no Muro das Lamentações, ele havia meritado todas as consequência positivas que vieram depois. Naquele momento o Chassid entenderá como são importantes cada um dos pequenos atos que fazemos neste mundo, e o impacto que eles têm sobre nós mesmos, sobre os outros à nossa volta e sobre o mundo inteiro. 

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A Parashá desta semana, Ekev, começa com a promessa de D'us que, caso o povo judeu siga as leis e estatutos da Torá, receberá muitas recompensas, como está escrito: "E eis que, pelo fato de vocês terem escutado estas leis... E (D'us) amará vocês, e os abençoará" (Devarim 7:12,13). Na verdade este tema se repete diversas vezes na Torá, sempre D'us condicionando as Brachót (bênçãos) aos nossos bons atos. Porém, nesta Parashá, um termo incomum é utilizado: "Ekev". O significado literal seria "pelo fato de", mas Rashi traz uma explicação alternativa para a utilização deste termo. A palavra "Ekev" também significa "calcanhar", e é uma alusão às Mitzvót que as pessoas tendem a tratar de forma leviana. Como são Mitzvót que parecem ser pouco importantes, as pessoas tendem a "pisar sobre elas com seus calcanhares", isto é, desprezar seu cumprimento. Por isso a Torá veio nos comandar a sermos cuidadosos inclusive no cumprimento destas Mitzvót que normalmente são negligenciadas.
 
Apesar de parecer um ensinamento sem muita importância, se prestarmos atenção em nossos atos, perceberemos que caímos frequentemente nesta armadilha em nossas vidas. Por exemplo, nós pensamos que honestidade significa ter a oportunidade de roubar uma grande quantidade de dinheiro e conseguir vencer a tentação. Entretanto, o verdadeiro teste de honestidade não é com grandes valores de dinheiro, é justamente com os pequenos valores. A pessoa é testada em sua honestidade quando recebe troco a mais no banco, quando pensa em enganar o seguro saúde e pedir um reembolso maior do que foi gasto ou quando compra produtos pirateados. Em casos como estes, muitos acabam optando por fazer o que é incorreto, baseando-se em uma série de racionalizações para justificar seus maus atos. Portanto, não é a honestidade que faz com que estas pessoas não roubem valores maiores de dinheiro, e sim o medo de serem pegas pela polícia ou a falta de racionalização para maldades tão descaradas.
 
Na realidade, a pessoa que é cuidadosa mesmo com as pequenas coisas tem muito mais chance de enfrentar com sucesso os grandes testes da vida. Por exemplo, se a pessoa se acostuma a ser excessivamente honesta, isto se torna parte do seu caráter. Desta maneira, mesmo que ela seja submetida a um grande desafio de honestidade, é muito provável que sairá vitoriosa. Em outras palavras, o nosso caráter não é construído durante os momentos de grandes testes, e sim na nossa luta diária para nos tornarmos pessoas melhores.
 
Muitas batalhas que surgem em nossas vidas poderiam ser vencidas se mantivéssemos a constância do nosso caráter. Nossos sábios explicam que o Tzadik (justo) não é aquele que nunca cai, e sim aquele que cai repetidas vezes, mas após cada queda ele se levanta e se reforça em alguma área para não voltar a cair. E o contrário também é válido, pois o Rashá (malvado) não é a pessoa que faz o mal, e sim aquele que quando cai, ao invés de tentar se levantar e não repetir mais seu erro no futuro, desiste e se deixa levar por seus maus instintos. Portanto, errar é algo que acontece com todos, tanto os Tzadikim quanto os Reshaim. A diferença está após a queda, se a pessoa vai decidir se levantar e melhorar, ou se vai preferir ficar no chão, reclamando das dificuldades da vida. Adam e Chavá não foram expulsos do Gan Éden por causa da transgressão que cometeram, e sim por não terem admitido seu erro e por não terem se responsabilizado por seu mau ato.
 
Outra mensagem que a Parashá também nos transmite é em relação ao cuidado com a nossa avaliação distorcida sobre quais são as coisas mais importantes e quais são as coisas secundárias em nossas vidas. Em especial na nossa sociedade ocidental, na qual nossos valores são moldados por Hollywood e pelos estilistas italianos. Isto pode acabar custando caro, quando desprezamos valores verdadeiros e importantes na vida por causa de uma visão distorcida. É como uma pessoa que monta sobre o teto do carro um bagageiro portátil. Sem ler o manual de instruções, a pessoa começa a montar utilizando apenas a sua lógica, através de tentativa e erro, encaixando uma peça na outra. O que acontece no final? Sobram alguns pequenos parafusos, que aparentemente não servem para nada, e por isso são jogados no lixo. No meio da viagem, a pessoa faz uma parada em um posto de gasolina e constata, para seu desespero, que o bagageiro portátil colapsou e foi perdendo partes ao longo do caminho. Aqueles pequenos parafusos eram justamente os componentes que fixavam as partes móveis, e por terem sido jogadas no lixo, deixaram o conjunto inteiro desmontar.
 
A vida também é assim. Se não soubermos quais são as prioridades, se "pisarmos com o calcanhar" em valores importantes e verdadeiro por acharmos que não são importantes, temos grande chances de colapsar no futuro. O mais triste é que, como na história do bagageiro portátil, só percebemos nosso erro no meio da viagem, quando fazemos um retrospecto e percebemos quantas coisas importantes ficaram para trás. Alguns ainda conseguem se reconstruir, mas para muitos acaba sendo tarde demais.
 
Esta é uma das grandes vantagens do judaísmo. Diferente da cultura ocidental, onde os valores mudam constantemente e nos deixam perdidos em relação à direção na qual devemos caminhar, podemos confiar que os valores eternos da Torá são corretos e nos levam para a direção correta na vida. Os ensinamentos da Torá resistiram aos desafios do tempo e, apesar das rápidas mudanças que o mundo sofreu, continuam extremamente relevantes e atuais. As tecnologias podem evoluir, mas o ser humano, e principalmente a nossa alma, não mudaram, e a Torá ensina quais são as nossas reais necessidades e como preenchê-las.
 
Estamos sempre esperando por grandes eventos que possam nos inspirar e nos levar a patamares espirituais mais elevados. Ansiamos por encontrar um grande amor, por um por do sol estonteante, por uma incrível viagem exotérica ao Nepal, pois acreditamos que somente assim alcançaremos o crescimento que buscamos. Mas isto faz com que estejamos sempre no "banco de reservas", esperando o momento de entrar em campo. A verdade é que já estamos no meio do jogo, e o momento mais importante das nossas vidas é o "agora". Não são os grandes atos que vão mudar o mundo, e sim os pequenos atos do cotidiano. Por isso, não fique esperando o momento certo, faça com que o "agora" seja o momento certo, para mudar a sua própria vida, a das pessoas à sua volta e do mundo inteiro.  

SHABAT SHALOM                                           
 
Rav Efraim Birbojm

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quinta-feira, 30 de julho de 2015

ENSINANDO PARA APRENDER - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAETCHANAN 5775

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ENSINANDO PARA APRENDER - PARASHÁ VAETCHANAN 5775 (31 de julho de 2015)

Certa vez o Rav Avraham Yeshayahu Karelitz zt"l (Bielorrússia, 1878 - Israel, 1953), mais conhecido como Chazon Ish, foi fazer uma visita à Yeshivá de Ponovitz, que ficava na mesma cidade em que ele morava, Bnei Brak. Ele percebeu que havia novos estudantes na Yeshivá que estavam tendo muita dificuldade para acompanhar as aulas e se aprofundar nos estudos. O Chazon Ish sugeriu que os alunos mais velhos da Yeshivá, que já tinham um maior domínio do assunto estudado, dedicassem uma pequena parte do dia para estudar com os alunos mais novos. Os alunos mais velhos responderam que gostariam muito, mas que infelizmente não tinham tempo sobrando para isso, pois estavam extremamente ocupados com seu próprio estudo de Torá. Mas o Chazon Ish não desistiu. Ele pediu para que a seguinte mensagem fosse transmitida aos alunos mais velhos:
 
- Eu sei que vocês colocam Tefilin todos os dias. Mas como isto é possível, se é um ato que tira o tempo de estudo de Torá de vocês? A resposta é que vocês encontram tempo para colocar Tefilin todos os dias pois sabem que é uma Mitzvá da Torá. Porém, vocês estão desprezando uma Mitzvá que não é menos importante do que a Mitzvá de Tefilin: a Mitzvá de dedicar parte do tempo de vocês para ajudar os alunos mais novos com o estudo de Torá deles.
 
O Chazon Ish estava transmitindo aos alunos de Ponovitz que ensinar Torá aos outros deve ser visto como uma obrigação, com as mesmas rigorosidades que aplicamos a todas as outras Mitzvót da Torá. Por isso, o argumento de "não tenho tempo" torna-se algo completamente infundado e sem sentido. 

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Na Parashá desta semana, Vaetchanan, Moshé continuou seu discurso de despedida, relembrando muitos erros cometidos pelo povo judeu, inclusive o erro que o levou a ser castigado por D'us e não entrar na Terra de Israel. Depois disso a Parashá fala também sobre as cidades de refúgio, repete os 10 Mandamentos e traz o primeiro parágrafo do Shemá Israel, incluindo o famoso trecho "Escuta, Israel. Hashem é nosso D'us, Hashem é um" (Devarim 6:4).
 
Há algo interessante na continuação do Shemá Israel: "E que estas palavras que Eu ordeno hoje a vocês estejam sobre seus corações. E você deverá ensiná-las aos seus filhos, e deverá falar delas quando se sentar na sua casa, quando você andar no caminho, quando você se deitar e quando você se levantar" (Devarim 6:6,7). Nossos sábios explicam que esta é a fonte da Mitzvá de "Talmud Torá" (Estudo da Torá), a Mitzvá que é descrita como sendo equivalente a todas as outras Mitzvót juntas. Mas por que, surpreendentemente, a Mitzvá de estudar Torá não diz "você deve estudar", e sim "você deve ensinar"?
 
O Rav Avraham Shmuel Binyamin Sofer zt"l (Hungria, 1815 - 1871), mais conhecido como Ktav Sofer, explica que o versículo sim nos instrui a estudar a Torá, ao afirmar "vedibarta bam" (e deverá falar delas). Mas mesmo assim a dúvida continua, pois apesar do versículo estar nos instruindo a estudar Torá, isto é falado somente depois da instrução de ensiná-la. Como alguém pode ensinar algo que ainda não estudou? Por que a Torá inverteu a ordem? Ele responde que, ao inverter a ordem, a Torá nos ensina um fundamento muito importante da Mitzvá de "Talmud Torá": mesmo o estudo particular da pessoa deve ser feito com o propósito final de ensinar Torá aos outros. A fonte principal de "Talmud Torá" é "deverá ensiná-las" pois o propósito do nosso estudo de Torá é nos tornarmos pessoas capazes de transmiti-la aos outros.
 
Obviamente que estudar Torá não é apenas um meio para estarmos apto a ensiná-la aos outros. A pessoa precisa estudar Torá para conseguir construir seu relacionamento com D'us, pois a Torá é o nosso "Manual de instruções" espiritual. Apesar disso, fica claro através dos comentários do Ktav Sofer o quanto estudar Torá sem ensiná-la deixa um grande "vazio" no cumprimento da Mitzvá de "Talmud Torá". Baseado nisto, os nossos sábios ensinam: "Aquele que estuda para ensinar é dado a ele a oportunidade de estudar e ensinar" (Pirkei Avót 4:5). Isto significa que querer ensinar é um requisito essencial para o foco do nosso estudo, e aquele que apenas estuda e não ensina nunca chegará a ser completo em seu "Talmud Torá". É por isso que o versículo ressalta o "ensinar" antes do "estudar".
Há mais um detalhe no versículo que ensina outro aspecto da Mitzvá de "Talmud Torá". Normalmente o verbo utilizado para "ensinar" é "Lelamed", mas neste versículo o verbo utilizado é "Veshinantam". Rashi (França, 1040 - 1105) explica que a linguagem "veshinantam" implica em um maior nível de claridade no entendimento de algo, de maneira que caso alguém faça uma pergunta, a pessoa pode responder sem gaguejar. Daqui aprendemos que, quando uma pessoa estuda como uma preparação para ensinar, ela ganha um nível de entendimento e claridade muito maior. Como a pessoa sabe que será desafiada no seu entendimento e na sua explicação, isto serve como um incentivo para que ela estude com mais interesse e cuidado. É isto o que o Talmud quis transmitir ao afirmar: "Aprendi muita Torá dos meus professores, mais ainda dos meus amigos, e acima de tudo dos meus alunos" (Makót 10a).
 
Porém, poderíamos pensar que tudo isto se aplica apenas às situações nas quais nós também temos benefício direto do que estamos ensinando, como quando os alunos já conhecem Torá e nos deixarão mais "afiados" com suas perguntas e comentários. Mas explica o Rav Moshé Schreiber zt"l (Alemanha, 1762 - Eslováquia, 1839), mais conhecido como Chatam Sofer, que isto também é valido para aquele que abre mão do seu próprio crescimento pessoal em prol da espiritualidade dos outros. Aprendemos isto do comportamento de Avraham Avinu, que dedicou seu tempo e seus esforços para ensinar ateus ignorantes sobre a existência de D'us, ao invés de focar em seu próprio crescimento. Neste tipo de situação, apesar de parecer que a pessoa deixará de ganhar ao abrir mão do seu próprio crescimento, a verdade é que ocorre justamente o contrário. É óbvio que devemos nos esforçar, mas todo o conhecimento que adquirimos não é fruto do nosso esforço, e sim consequência da misericórdia de D'us, o Dono de todo o conhecimento. Quando Ele vê alguém se esforçando, tem misericórdia e dá para ele conhecimento e entendimento das coisas. Já aquele que abandona seus próprios interesses em prol dos outros recebe ainda mais misericórdia de D'us. Apesar de ter menos tempo para investir no seu próprio crescimento espiritual, D'us faz com que ele possa conseguir crescer em menos tempo e atingir níveis espirituais que vão além do entendimento lógico do ser humano.
 
Das palavras do Shemá aprendemos que ensinar Torá aos outros é parte essencial da Mitzvá de "Talmud Torá", e que aquele que ensina pode colher benefícios incalculáveis, diretos e indiretos. Como outras Mitzvót, ensinar Torá aos outros não é apenas um ato de Chessed (bondade), e sim uma obrigação. Muitos sábios de Torá, como o Rav Moshe Feinstein zt"l (Lituânia, 1895 - EUA, 1986), legislaram que, da mesma maneira que uma pessoa deve doar para pessoas necessitadas parte do dinheiro que recebe mensalmente, assim também todo aquele que tem recursos e aptidões está obrigado a doar parte do seu tempo para ajudar na espiritualidade dos outros.
 
Um último ponto interessante deste versículo do Shemá Israel é a linguagem "deverá ensiná-la aos seus filhos". Rashi explica que não se refere aos filhos biológicos, e sim aos alunos. Então por que a Torá não escreveu "deverá ensiná-la aos seus alunos"? Para ressaltar que há um paralelo muito forte entre ensinar Torá a um aluno e conceber um filho. Quando uma pessoa traz uma criança ao mundo, ela está dando a esta criança o incrível presente da vida. De maneira semelhante, quando uma pessoa ensina Torá para outra pessoa, está dando a ela a oportunidade de alcançar a vida eterna. Portanto, ao ensinar Torá, a pessoa alcança o mesmo potencial que tem os pais: o potencial de dar vida. De acordo com o Talmud (Baba Metsia 33a), ensinar Torá para uma pessoa é considerado um Chessed ainda maior do que concebê-la, pois os pais trazem os filhos para o Olam Hazé (mundo material), enquanto o professor de Torá tem o potencial de, ao ensinar sabedoria e Torá ao próximo, trazê-lo para o Olam Habá (Mundo Vindouro), para a vida eterna.
 
Para podermos compartilhar da nossa espiritualidade com os outros não é necessário ser rabino. Convidar uma pessoa afastada para experimentar uma refeição de Shabat, compartilhar com os outros alguma ideia bonita que escutamos em uma aula de Torá ou dedicar parte do nosso tempo para ensinar pessoas a cumprir Mitzvót são apenas alguns exemplos de como podemos dedicar parte do nosso tempo para ajudar outras pessoas.
 
Quando estivermos procurando algum bom ato para fazer, algo que possa ajudar os outros, não devemos esquecer que ensinar Torá para alguém e compartilhar da nossa espiritualidade é uma das maiores e mais completas bondades que um ser humano pode fazer na vida.

SHABAT SHALOM                                           
 
Rav Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
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