sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAIECHI 5773


BS"D

MUITA CALMA NESTE MOMENTO - PARASHÁ VAIECHI 5773 (28 de dezembro de 2012)

Josef era um homem trabalhador. Ele era lenhador e trabalhava duro para conseguir seu sustento. Acordava todos os dias às 5 da manhã, trabalhava o dia inteiro cortando lenha e só parava tarde da noite. Ele tinha perdido a esposa durante o parto do único filho do casal, uma linda criança. Uma empregada cuidava do filho durante o dia e uma raposa, o bicho de estimação de Josef, que havia sido criada em sua casa desde filhote, cuidava da criança durante a noite, até que Josef voltasse do trabalho.

Todas as noites, ao chegar em casa, Josef encontrava a raposa o esperando na porta, feliz com sua chegada. Porém, os vizinhos do lenhador não viam aquilo com bons olhos e alertavam que a raposa era um animal selvagem e, portanto, não era confiável. Quando ela sentisse fome, seus instintos venceriam seu adestramento e ela atacaria a criança. Mas Josef achava que aquilo era uma grande bobagem, pois a raposa era parte da família, nunca faria mal ao seu filho.

Certo dia, Josef chegou exausto do trabalho. Ao entrar em casa, viu a raposa com a boca totalmente ensangüentada. Josef suou frio. Os vizinhos estavam certos, aquela raposa era apenas um animal selvagem e havia atacado seu filho. Desesperado, cego pelo ódio, ele não pensou duas vezes e acertou o machado na cabeça da raposa, matando-a com um único golpe certeiro.

Ao entrar no quarto, apavorado, encontrou seu filho na cama, dormindo tranquilamente. Ao lado da cama, uma cobra venenosa estava morta, ensanguentada. A raposa havia arriscado sua vida para salvar a criança...

Aquele machado ficou guardado para sempre, como uma lembrança de que atos feitos por impulso certamente trazem apenas arrependimento e consequências negativas, que muitas vezes não têm mais volta.

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Nesta semana lemos a Parashá Vaiechi, que fecha o primeiro livro da Torá, Bereshit. A Parashá conta sobre a morte do nosso último patriarca, Yaacov, aos 147 anos. Quando ele adoeceu e sentiu que sua morte se aproximava, chamou seus filhos para dizer a cada um deles algumas últimas palavras. Alguns filhos receberam de Yaacov Brachót (bênçãos), enquanto outros receberam Tochachót (broncas), como ocorreu com Reuven, o filho mais velho de Yaacov, que foi repreendido com duras palavras, como está escrito: "Reuven, meu primogênito, minha força e meu vigor inicial, primeiro em linhagem e primeiro em poder. Impetuoso como a água, você não pode ser o primeiro, pois você moveu a cama do seu pai..." (Bereshit 49:3,4). O que significam estas palavras de Yaacov?

Explicam nossos sábios que Yaacov estava se referindo a algo que havia ocorrido há quase 40 anos. Yaacov amava Rachel acima de todas as suas esposas e, por isso, deixava sua cama sempre na tenda dela. Após o falecimento prematuro de Rachel, Reuven achou que seu pai mudaria a cama para a tenda de sua mãe, Lea. Mas, ao contrário do que Reuven pensou, Yaacov colocou sua cama na tenda de Bilá, a escrava de Rachel. Reuven ficou muito chateado com a humilhação de sua mãe e fez um ato impulsivo: mudou por conta própria a cama de seu pai, tirando-a da tenda de Bilá e colocando-a na tenda de sua mãe. Isso foi considerado um erro grave, como um adultério, pois Reuven estava interferindo na vida íntima de seu pai. Yaacov terminou a bronca ressaltando que, por causa daquele erro, Reuven perderia seus direitos à monarquia e ao sacerdócio, aos quais estava originalmente destinado por ser o filho primogênito.

Mas desta bronca de Yaacov em Reuven ficam algumas perguntas. Em primeiro lugar, a impetuosidade é algo assim tão negativo, para que tenha consequências tão graves como a perda da monarquia e do sacerdócio? Além disso, o fato do erro ter sido feito por impulso deveria ter sido um fator atenuante, que transformaria o erro em algo menos grave do que se tivesse sido cometido com premeditação.  Então por que Yaacov ressaltou justamente a impetuosidade para ressaltar a gravidade do erro de Reuven? E finalmente, a Torá nos ensina que Reuven é o modelo de arrependimento sincero. Por exemplo, Reuven não estava presente na venda de Yossef, pois segundo Rashi, comentarista da Torá, ele estava sentado em um local isolado, vestindo roupas de luto e jejuando para expiar o erro que havia cometido. Então por que Yaacov precisava dar uma bronca em Reuven por um erro que havia acontecido há tanto tempo e pelo qual ele já havia se arrependido completamente?

Explica o Rav Yochanan Zweig que, em geral, quando nós damos uma bronca em alguém, focamos apenas na própria transgressão, nos esquecendo de que ela é, na verdade, apenas a consequência de uma falha nas Midót (traços de caráter) da pessoa. Por isso, a bronca normalmente não adianta, pois o erro específico é consertado, mas a falha nas Midót, que é a raiz do problema, não é corrigida. Enquanto ainda houver esta falha nas Midót, os erros continuarão a ser cometidos, pois eles são apenas uma consequência, não a causa.

Isto pode ser observado em Reuven. Esta não foi a primeira vez que Yaacov chamou a atenção de Reuven por causa da impetuosidade. Quando Yossef, antes de se revelar aos seus irmãos, prendeu Shimon e exigiu que Biniamin fosse trazido como prova de que eles não eram espiões, Yaacov se recusou a mandar Biniamin, com medo de perder seu outro filho querido. Então Reuven tentou convencer seu pai, oferecendo a vida de seus próprios filhos como garantia de que traria Biniamin de volta para casa são e salvo. Naquele momento Yaacov imediatamente censurou Reuven pela sua sugestão impulsiva e impensada.

Portanto, esta foi a intenção de Yaacov ao dar a bronca em Reuven. Certamente Yaacov não queria condená-lo por um erro tão antigo, do qual ele já havia se arrependido de maneira exemplar. Yaacov queria ressaltar qual era a falha nas Midót que havia causado com que Reuven pecasse, para que ele pudesse consertá-la. Seu erro era a impetuosidade, o comportamento impulsivo, fazer as coisas no calor do momento sem pensar nas consequências futuras, cuja raiz é a falta de autocontrole. Em momentos de pressão, a pessoa impulsiva toma decisões precipitadas, das quais se arrependerá quando pensar com mais claridade ou quando for atingida pelas consequências negativas que certamente virão.

Após entender a gravidade da impetuosidade, agora podemos entender também porque suas consequências são tão devastadoras. Mais do que um rei precisa controlar seus súditos, uma das principais funções de um verdadeiro líder é ensinar autocontrole ao seu povo. E a principal maneira de ensinar não é com palavras, é com atitudes. O rei precisa refletir a imagem de alguém que atingiu os maiores níveis de autocontrole. Por isso, quando Reuven demonstrou se comportar de uma maneira impulsiva, perdeu a chance de ser o precursor dos futuros reis de Israel. Da mesma maneira, a responsabilidade pela santidade do sacerdócio só pode ser tomada por alguém que chegou ao auge do autocontrole, pois a santidade se manifesta apenas onde se encontra o autocontrole.

Para entender o quanto a Torá se importa com esta má característica de ser impulsivo, o Pirkei Avót, que traz centenas de ensinamentos sobre autoaprimoramento, começa com o seguinte ensinamento: "Sejam ponderados no julgamento". O ensinamento não é apenas para os juízes em um tribunal, mas para cada um de nós, juízes dos acontecimentos cotidianos. O Pirkei Avót está nos dizendo, como primeiro ensinamento, a não ser impulsivo, a pensar com tranquilidade, levar em consideração as consequências futuras de todos os nossos atos. Se isto não nos levar a sermos reis do povo judeu, que nos leve pelo menos a sermos reis de nossas próprias vidas.

"O FRUTO DO IMPULSO É O ARREPENDIMENTO"

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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