sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIGASH 5773


BS"D

ESTE E-MAIL É DEDICADO À ELEVAÇÃO DA ALMA DE ELIEZER BEN ARIEH

NÃO É VERGONHA SENTIR VERGONHA - PARASHÁ VAYIGASH 5773 (21 de dezembro de 2012)

"O casamento das famílias Goldman e Fishberg (nomes fictícios), duas famílias não religiosas que viviam em Israel, era esperado com ansiedade por todos os parentes e amigos do casal. A cerimônia foi linda e emocionante, com os noivos chorando muito sob a Chupá no momento em que suas almas se uniam. A festa também foi muito animada, os noivos e seus convidados não paravam de dançar um minuto.

Após as primeiras danças, todos se sentaram para jantar. Como o pai do noivo estava muito suado de te tanto dançar, resolveu tirar seu terno e deixar na cadeira. Alguns minutos depois o maestro convidou o pai do noivo para dançar uma valsa com a noiva. Foi um momento emocionante, todos aplaudiram de pé. Após a valsa, o pai do noivo voltou ao seu lugar e novamente vestiu o terno. Mas logo sentiu falta de algo importante. Tinha trazido no bolso um envelope contendo 10 mil dólares, dinheiro que seria utilizado para pagar parte das despesas da festa, mas o envelope não estava mais lá. Desesperado, imaginou que o envelope tinha caído no meio da pista durante as danças. Pediu para que o maestro anunciasse a perda do envelope, na esperança de que alguém o encontrasse. Mas as horas passaram, a festa foi terminando e o dinheiro não apareceu. As mesas foram retiradas, o palco foi desmontado, mas nem sinal do envelope. Muito triste, o pai do noivo negociou para que as dívidas fossem pagas na semana seguinte. Após um tempo o assunto foi esquecido.

Um mês depois, o vídeo do casamento ficou pronto e toda a família se reuniu para assistir. O novo casal conseguiu juntar seus pais, tios e primos. Todos se emocionaram novamente com a Chupá e com a alegria da festa. O filme chegou ao momento em que o pai do noivo foi dançar a valsa com a noiva. Mas no meio da valsa, a câmera deixou de filmar a dança e passou a filmar os convidados. E a câmera pegou o exato momento em que uma pessoa colocava a mão dentro do bolso do terno do pai do noivo, retirava de lá o envelope com o dinheiro e colocava dentro do seu próprio bolso. O ladrão era, ninguém mais ninguém menos do que... o pai da noiva!!!

Na sala, diante da televisão, todos os olhares de surpresa e indignação se voltaram para o pai da noiva, que estava pálido e transpirando muito. Ele colocou a mão no peito, deu um grito e caiu no chão já morto, após um ataque cardíaco fulminante..." (História Real).

Imagine a vergonha de ser filmado fazendo algo abominável e ter que assistir, diante de todos, o filme. É isso o que nos ensina o Pirkei Avót (Ética dos Patriarcas): "Reflita sobre 3 coisas e você nunca pecará. Saiba o que há acima de você: um Olho que vê, um Ouvido que escuta, e todos os seus atos são anotados em um livro" (Pirkei Avót 2:1).

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Nesta semana lemos a Parashá Vayigash, que traz o desfecho da história de Yossef e seus irmãos. Yossef, que havia se tornado o vice-rei do Egito, testou seus irmãos, comportando-se com eles de maneira muito dura. Mas após Yehudá se oferecer para ficar como escravo no lugar de Binyamin, mostrando que eles haviam superado o sentimento de inveja, Yossef não aguentou e se revelou para seus irmãos, como está escrito: "Eu sou Yossef. O meu pai ainda está vivo? E eles não puderam responder para ele, pois estavam desconcertados diante dele" (Bereshit 45:3). Explica Rashi, comentarista da Torá, que a expressão "e eles não puderam responder" significa que eles sentiram muita vergonha naquele momento em que Yossef se revelou para eles.

Mas deste comentário do Rashi fica um questionamento: do que eles sentiram vergonha, de terem vendido Yossef? Nossos sábios ensinam que todos os filhos de Yaacov eram pessoas extremamente íntegras e tementes a D'us. Por que eles haviam vendido Yossef como escravo? Não havia sido um ato impensado nem impulsivo. Eles haviam sentado para fazer um julgamento, pois achavam que Yossef merecia, de acordo com a lei, receber a pena de morte. Quando Yossef revelou seus sonhos, nos quais seus irmãos se curvavam diante dele, despertou nos irmãos a suspeita de que ele queria roubar a primogenitura. Eles acharam que o sonho era apenas seu subconsciente mostrando seu desejo de poder. Por isso, durante 22 anos, eles tiveram a certeza de que não haviam errado no julgamento de Yossef e que a venda havia sido legítima. Então o que mudou neste momento? Se eles achavam que estavam certos, por que Yossef ter se revelado causou tanta vergonha neles?

Para encontrar a resposta, antes precisamos entender o que significa sentir vergonha. Será que é algo positivo? Ensina o Talmud (Brachót 12b): "Todo aquele que comete uma transgressão e se envergonha dela é perdoado por todos os seus pecados". O Talmud está ressaltando a importância de se envergonhar por um mau ato, e isto é tão valorizado por D'us que Ele perdoa completamente uma pessoa que erra e depois sente vergonha de seu ato. Mas afinal, o que há de tão especial em se envergonhar de um erro? E por que atualmente ninguém mais sente vergonha de nada?

Explica o Rav Yerucham Leibovitz que o que nós chamamos de vergonha não é o mesmo sentimento que Rashi está se referindo quando explica a reação dos irmãos de Yossef. Quando alguém nos flagra fazendo algo errado e nos chama a atenção, nos sentimos desprezados, pois sabemos que a partir daquele momento a outra pessoa não nos olhará mais da mesma maneira como nos olhava antes. Este sentimento não vem de um despertar interno, não é consequência de a pessoa entender seu erro. Está relacionado com a maneira como os outros nos veem e como nos sentimos em relação a isso. Mas não é sobre este sentimento que o Talmud está dizendo que é capaz de fazer com que D'us nos perdoe pelos nossos erros.

O que a Torá chama de vergonha é um despertar interno, é quando a pessoa entende que seus atos não foram de acordo com a vontade de D'us. Vergonha é quando a pessoa percebe, ao enxergar as coisas a partir da ótica correta, que desperdiçou seu potencial por ter tomado decisões erradas na vida. E foi justamente isto o que aconteceu com os irmãos de Yossef. Por 22 anos eles acreditaram que estavam certos, que haviam se comportado de acordo com a vontade de D'us. Mas quando Yossef se revelou, foi um imenso choque. Eles entenderam naquele momento que o sonho de Yossef não era a vontade de roubar a primogenitura, era uma profecia que havia acabado de se concretizar, pois todos os irmãos haviam se curvado diante dele, exatamente como ele tinha sonhado. Além disso, se D'us havia dado tanta grandeza para Yossef e o mérito de salvar e sustentar toda sua família, certamente é porque não era o rebelde que eles haviam pensado. Por isso os irmãos chegaram à terrível conclusão de que haviam cometido um enorme erro e, por causa disso, nos últimos 22 anos não tinham se comportado da maneira que D'us gostaria. Neste momento um enorme sentimento de vergonha caiu sobre eles, a ponto de não conseguirem dizer nada para Yossef.

Com este conceito conseguimos entender porque hoje em dia tão pouca gente se envergonha. Pois a vergonha vem da reflexão, vem do questionamento, vem da busca sincera de descobrir se nossos atos são corretos ou não. Atualmente procuramos só os erros dos outros, não os nossos próprios erros. A mesma pessoa que aponta o dedo acusador para seu companheiro não percebe que faz atos até piores do que ele. Mas será que não sentir vergonha pelos nossos erros é algo negativo?

Nos ensina o Midrash (Bereshit Rabá 93): "Dizia Aba Cohen Bardla: Pobres de nós no Dia do Julgamento, pobres de nós no dia da bronca". O que significam estas palavras do Midrash? Se quando Yossef, o mais jovem dos irmãos (entre os que haviam transgredido, pois Binyamin não havia participado da venda de seu irmão) deu uma bronca em seus irmãos, eles não puderam suportar a vergonha, muito maior ainda será a nossa vergonha no dia em que D'us, no dia do nosso julgamento, nos der uma bronca. Que bronca será esta? D'us nos permitirá enxergar, como nossos próprios olhos, os erros que cometemos na vida. Neste momento não teremos desculpas, não teremos onde nos esconder, seremos obrigados a encarar a verdade de que perdemos muitas oportunidades com vanidades e escolhas equivocadas. Ele nos mostrará que gastamos muito tempo em valores que não acrescentam nada em nossas vidas, enquanto desprezamos os valores espirituais, que nos acompanharão por toda a eternidade.

Aquele que reflete sobre seus atos aqui neste mundo, antes de chegar o momento do Julgamento de D'us, e se envergonha ao enxergar suas más escolhas, certamente conseguirá consertar seus caminhos. Nossa vida é como um filme, onde tudo fica gravado. Os acertos e os erros ficam registrados e serão mostrados a cada um de nós, sob a ótica da verdade, no momento em que sairmos deste mundo. Imagine a vergonha de, no mundo da verdade, ver todos os erros que cometemos.

Mas este filme pode ser alterado, pois nossos erros podem ser consertados através do nosso arrependimento verdadeiro. Portanto, se conseguirmos ser sinceros, buscando nossos erros e nos envergonhando deles, podemos ter a certeza de que estaremos escrevendo um roteiro completamente diferente para o filme da nossa vida, tanto o que já passou quanto o que ainda está por ser vivido.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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