sexta-feira, 4 de março de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ PEKUDEI 5771

BS"D
 
ERRO DOS OUTROS - PARASHÁ PEKUDEI 5771 (04 de março de 2011)
 
O telefone tocou na farmácia. Era um médico, extremamente irritado e mau-humorado, exigindo saber por que o farmacêutico tinha dado ao seu paciente um medicamento diferente do que ele havia prescrito na receita. O farmacêutico, pego de surpresa, não sabia nem o que dizer, então apenas pediu desculpas pelo erro. Explicou que muitas vezes a famácia ficava muito cheia e todos clientes queriam ser atendidos rapidamente. Nesta situação de stress, talvez ele tivesse realmente cometido algum equívoco.
 
Mas o médico não quis escutar as explicações do farmacêutico e continuou com um longo discurso a respeito da importância de tomarmos cuidado ao dar um remédio ao paciente e a grande responsabilidade que isto envolve. Deu ao farmacêutico, por alguns minutos, uma grande lição de moral.
 
Aquela bronca acabou com o dia do farmacêutico, pois ele se sentiu muito culpado. Ele era uma pessoa cuidadosa, algo assim nunca havia acontecido em toda a sua carreira. Como ele havia se descuidado e cometido um erro assim tão grave? Havia colocado em risco a vida de outra pessoa! Começou  a procurar a receita do médico em uma grande pilha de prescrições, para tentar entender qual havia sido seu erro. Finalmente encontrou a receita e, para sua surpresa, viu que havia entregue os remédios corretos, exatamente como havia sido prescrito. Foi o médico que tinha cometeu um erro, ele tinha escrito o medicamento errado por engano!
 
O farmacêutico ficou aliviado. Mas então lembrou-se da lição de moral que havia escutado do médico. Pegou o telefone, ligou para ele e, muito irritado, desabafou por alguns minutos. O médico escutou em silêncio e, no final, apenas disse:
 
- Ei, calma, não fique tão irritado. Qualquer um pode cometer um erro"
 
Temos que dar aos outros sempre o benefício da dúvida, pois muitos erros que vemos nos outros podem ser, na verdade, erros nossos.
 
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Nesta semana terminamos o segundo livro da Torá, Shemot, com a Parashá Pekudei, que nos descreve os últimos detalhes da construção do Mishkan (Templo Móvel) e a posterior montagem, feita pessoalmente por Moshé. E assim começa a Parashá: "Estas são as contas do Mishkan..." (Shemot 38:21). O que estas palavras significam? Moshé fez questão de prestar contas de cada material utilizado no Mishkan, já que muitos materiais eram nobres, de valor muito elevado. Mas por que Moshé tinha que prestar contas, já que mesmo D'us falava sobre ele "em toda Minha casa ele é confiável"? Havia alguma suspeita que Moshé, o maior profeta de todos os tempos, que tirou o povo judeu do Egito, fez diversos os milagres abertos e recebeu a Torá no Monte Sinai, teria roubado parte dos materiais para enriquecer ilicitamente?
 
A pergunta fica ainda maior se prestarmos atenção nos versículos que descrevem a construção do Mishkan. Diversas vezes a Torá utilizou a expressão "conforme comandou D'us para Moshé", como se D'us estivesse legitimando todos os atos de Moshé. Era preciso este "selo de qualidade" dado por D'us? Havia alguma suspeita que Moshé estava fazendo coisas de sua própria cabeça, que não haviam sido ordenadas por D'us?
 
Quando uma pessoa vai para a guerra, a primeira coisa que necessita para sair vitorioso é conhecer bem o seu inimigo. Que armas ele possui, como costuma lutar, quais são as suas táticas, etc. Quanto mais detalhes conhecemos sobre o inimigo, mais chance temos de vencê-lo. O mesmo princípio é utilizado no futebol, onde os técnicos assistem exaustivamente vídeos das partidas do time adversário para conhecer todos os seus detalhes e conseguir assim planejar uma forma de derrotá-lo. Nós também temos um grande inimigo em nossas vidas: o Yetzer Hará, nossa má-inclinação, que nos aconselha para o mal e nos leva a cometer muitas transgressões. Se queremos vencê-lo, primeiro precisamos conhecer suas formas de luta e suas principais armas. E a Parashá desta semana nos ensina justamente uma das armas mais importantes do Yetzer Hará.
 
Explica o livro "Lekach Tov" que uma característica natural do ser humano é achar que sempre estamos certos e os outros sempre estão errados. Somos rápidos ao julgar e incriminar os outros. Justamente por isso nos ensina o Pirkei Avót (Ética dos patriarcas): "Julgue toda pessoa para o bem". O que isto significa? Que sempre temos que dar aos outros o benefício da dúvida. Se vimos uma pessoa fazendo um ato que parece ser algo errado, temos que tentar buscar explicações para o que vimos. Pois muitas vezes achamos que foi o outro quem errou quando, na verdade, o erro partiu de nós mesmos, como no caso do médico e do farmacêutico.
 
O que ocorre quando não desenvolvemos esta característica de julgar os outros para o bem? O Yetzer Hará começa a nos jogar idéias ruins na cabeça sobre os outros, e começamos a aceitá-las sem questionar.  Assim, podemos chegar a cometer o erro de julgar para o mal mesmo pessoas completamente Tzadikim (Justas). Foi justamente o que ocorreu com Moshé. Havia alguma dúvida sobre sua honestidade? Obviamente que não. Mas Moshé escutou pessoas no acampamento dizendo "Agora que Moshé está trabalhando com materiais nobres, como ouro e prata, e não há ninguém que supervisiona as doações nem o seu trabalho, certamente que ele vai enriquecer bastante". Por isso ele sentiu a necessidade de prestar contas de todo o trabalho, detalhando todo o material que havia sido doado e como havia sido utilizado. Não havia nenhuma lógica em suspeitar de Moshé, mas as pessoas que não se trabalharam na característica de julgar os outros para o bem chegaram ao nível de duvidar da sua honestidade.
 
Como a construção do Mishkan era muito trabalhosa, algumas pessoas também começaram a pensar que D'us havia pedido uma construção bem simples e era Moshé quem estava criando, de sua própria cabeça, todos aqueles detalhes difíceis e trabalhosos. Havia alguma dúvida que Moshé comandaria coisas que D'us não havia pedido? Certamente que não. Mas mesmo assim tiveram pessoas que pensaram assim, e para tirar qualquer idéia equivocada, D'us fez questão de, diversas vezes, dizer "conforme comandou D'us para Moshé", para ressaltar que nada no Mishkan foi da cabeça de Moshé.
 
Assim trabalha o nosso Yetzer Hará, ele começa com idéias pequenas, com coisas que parecem sem importância, mas vai nos envolvendo sem percebermos. Ele começa a jogar em nossa cabeça suspeitas sobre as outras pessoas. Em um primeiro momento as idéias parecem infundadas, não damos muita atenção. Mas se não internalizarmos a característica de julgar todos para o bem, estas idéias continuam na nossa cabeça e começam a fazer sentido. Finalmente acabamos acreditando totalmente nas nossas suspeitas, mesmo que sejam totalmente ilógicas.
 
Então como fazer para julgar todos para o bem? A dica está no próprio ensinamento do Pirkei Avót, pois se prestarmos atenção, na verdade não está escrito "Julgue toda pessoa para o bem", e sim "Julgue toda a pessoa para o bem". O que significa julgar toda a pessoa? Ao julgar alguém, não devemos nos basear apenas no que estamos vendo agora. Por exemplo, se conhecemos alguém e sabemos que a pessoa é normalmente muito calma, se algum dia ela estiver muito irritada, não devemos julgá-la por aquele momento. Devemos entender que algo aconteceu, que ela não está no seu estado normal. Dê o benefício da dúvida de imaginar que ela está passando por alguma situação difícil. Ao invés de incriminá-la, ofereça ajuda. Pode ser que ela precise muito mais de ajuda do que de uma bronca.
 
Quando julgamos os outros para o bem, assim também somos julgados nos mundos espirituais. As pessoas que são rigorosas com os outros e não deixam nada passar em branco, assim também são julgadas, e todas as suas transgressões, mesmo as mais insignificantes, são levadas em conta. Já aquele que se acostuma a julgar todos para o bem também será julgado espiritualmente para o bem. D'us também levará em conta a pessoa como um todo, tentando assim minimizar cada erro cometido.
 
Mas o mais importante é saber que, na maioria das vezes, as coisas não são como parecem. Sempre vemos as situações com uma visão limitada. Por isso, quando julgamos alguém para o bem, na grande maioria das vezes estamos julgando-o da maneira correta.
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ VAYAKEL 5771

BS"D
 
DE ONDE VEM O DINHEIRO? - PARASHÁ VAYAKEL 5771 (25 de fevereiro de 2011)
 
"O grande rabino Israel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, estava certa vez de passagem pela cidade russa de Tchernikov, onde moravam muitos judeus. Ele escutou que havia lá um senhor judeu, dono de muitas fábricas, que trabalhava durante o Shabat. Para piorar, ele tinha muitos empregados judeus, que necessitavam muito do emprego, e obrigava todos a também trabalharem no Shabat, para manter as atividades normais das fábricas.
 
O Chafetz Chaim ficou muito triste ao ver como aquele judeu desprezava a santidade do Shabat e foi imediatamente conversar com ele. Explicou a importância da espiritualidade do Shabat e pediu que ele fechasse a fábrica, liberando também os funcionários para que pudessem observar o Shabat. O homem, ao escutar o pedido do Chafetz Chaim, deu risada e falou:
 
- Você está ficando louco? Você sabe quanto eu lucro por dia nestas fábricas? Mais de 4 mil rublos! Você quer que eu perca todo este dinheiro fechando minhas fábricas um dia inteiro?
 
O Chafetz Chaim balançou a cabeça negativamente e explicou ao dono da fábrica:
 
- O senhor está muito enganado. Na verdade o senhor não ganha nada no Shabat. Ao contrário, se o senhor continuar desprezando o Shabat desta maneira, tenho certeza de que um dia ainda perderá toda as suas fábricas!
 
O homem não deu ouvidos às palavras do Chafetz Chaim e desprezou em seu coração tudo o que ele disse. Dando risada, ele falou:
 
- E você realmente acha que há alguma chance de perder todas as minhas fábricas, com tanto dinheiro que eu tenho? Mesmo que uma deixe de produzir ou tenha qualquer problema, eu tenho outras para me manter.
 
Poucos meses depois desta conversa, os Bolcheviques invadiram a Rússia. Uma das primeiras coisas que os Bolcheviques fizeram foi tomar daquele judeu todas as suas fábricas e confiscar todos os seus bens, deixando-o sem um tostão. E mesmo a sua própria vida somente foi salva por um grande milagre. Então, completamente pobre e humilhado, ele se lembrou das palavras do Chafetz Chaim e enxergou o quanto estava equivocado. Cada centavo era decretado por D'us e, da mesma forma que era Ele quem havia dado toda aquela fortuna, era Ele também que havia tirado"
 
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Nas Parashiot Terumá e Tetzavê, a Torá descreveu todas as instruções de D'us para a construção do Mishkan (Templo Móvel) e seus utensílios. E na Parashá desta semana,Vayakel, o Mishkan começou a ser efetivamente construído, sob a liderança de Betzalel. Como esperaríamos que a Parashá começasse? Com Moshé pedindo ao povo as doações de materiais necessários para a construção do Mishkan. Mas antes do pedido das doações, a Parashá começa com um assunto aparentemente fora de contexto: "Em seis dias se fará o trabalho, mas o sétimo dia será santificado para você, um descanso completo para D'us. Todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá" (Shemot 35:2). Além de estar fora de contexto, este versículo é repetitivo, já que na Parashá da semana passada, Ki Tissá, a Torá já havia descrito com muitos detalhes as leis do Shabat. Por que a necessidade de repetir o ensinamento do Shabat justamente antes de Moshé pedir as doações dos materiais para o Mishkan?
 
Além disso, a própria linguagem do versículo desperta alguns questionamentos. Se a Torá quer nos ensinar que no dia do Shabat é proibido trabalhar, por que tem que mencionar antes os seis dias de trabalho? E finalmente, a linguagem "se fará o trabalho" está escrita de uma forma passiva, nos dando a impressão de que nos seis dias da semana o trabalho se faz sozinho. O que isto significa?
 
Durante toda a semana trabalhamos e nos esforçamos muito para conseguir nosso sustento. Dinheiro para o condomínio, manutenção do carro, escola e faculdade dos filhos, alimentação, entre tantos outros gastos que parecem não ter fim. O que a nossa lógica nos faz pensar? Que de acordo com o nosso esforço será o resultado, isto é, quanto mais horas de trabalho, maior o salário no final do mês. Porém, o versículo está nos ensinando exatamente o contrário. A expressão "se fará o trabalho" nos ensina que o sucesso é única e exclusivamente dependente de D'us, e não do nosso esforço. Portanto, na prática, é como se o trabalho se fizesse sozinho, pois o resultado final não depende de nós.
 
Temos a obrigação de nos esforçar para ganhar o nosso sustento e pagar todas as nossas contas. Não é uma atitude positiva, segundo o judaísmo, a pessoa entrar em dívidas sem fim, por isso ela precisa fazer a sua parte para conseguir cobrir seus gastos. Porém, quem define quanto cada um vai receber é D'us. Vemos pessoas que trabalham de maneira exaustiva, mas nunca recebem quanto gostariam. Outros ganham muito, mas perdem enormes quantias em gastos imprevistos ou maus investimentos. Por outro lado, vemos pessoas que se esforçam de maneira equilibrada e enxergamos as Brachót (bençãos) de D'us em todos os seus atos, pois conseguem ganhar mais dinheiro do que pessoas que trabalham muito mais duro.
 
Este erro conceitual afasta muito judeus do cumprimento do Shabat. O cálculo é simples: se eu trabalhar 7 dias por semana, ganharei cerca de 15 % a mais do que ganharia trabalhando 6 vezes por semana e descansando no Shabat, certo? Errado. Se a Torá nos comandou a trabalhar apenas 6 dias, é porque toda a Brachá virá nestes 6 dias. Aquele que trabalha no Shabat não recebe absolutamente nada. Mesmo que o dinheiro entra por um lado, sai pelo outro. O carro quebra, o filho fica gripado e precisa de um antibiótico muito caro, a geladeira estraga e o conserto sai uma fortuna. Se é D'us que manda a Brachá, Ele pode mandar todo o sustento de 7 dias de trabalho em apenas 6 dias. A loja fica mais cheia durante a semana, o dono descobre um fornecedor mais barato, os clientes não pedem desconto. São detalhes sutis mas que, no final do mês, fazem uma grande diferença.
 
Porém, qual a relação entre este conceito e a doação dos materiais? Para o ser humano, o ato de doar algo é um ato difícil. Antes de pensar nos outros, pensamos sempre em nós mesmos, e por isso se torna difícil dar aos outros o que nos pertence. Ainda mais no caso do Mishkan, que necessitava da doação de materiais muito caros, como ouro e prata. Por isso D'us antecipou o ensinamento do Shabat ao pedido de doação para o Mishkan, pois da mesma forma que D'us pode mandar o sustento de 7 dias em apenas 6 dias, também D'us pode nos dar Brachót pra que todo o dinheiro que doamos aos outros possa voltar às nossas mãos, como nos ensina o Rambam (Maimônides): "Ninguém fica pobre ao fazer caridade".
 
O Shabat é, portanto, um grande reforço da nossa Emuná (fé) de que há Alguém que cuida de nós em todos os instantes com Hashgachá Pratit (Supervisão particular). Aquele que guarda o Shabat e cumpre assim a vontade de D'us não perde nada com isso, ao contrário, o Shabat é considerado a fonte de toda a Brachá que temos na semana. Ao contrário, aquele que desrespeita o Shabat pode não apenas deixar de ganhar, mas também perder o que já tem.
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ KI TISSA 5771

BS"D
DE UM LADO ATÉ O OUTRO - PARASHÁ KI TISSÁ 5771 (18 de fevereiro de 2011)
"Certa vez um grande rabino, que era também um renomado orador, chegou a um pequeno Shtetl (povoado judaico) e encontrou-se com o presidente da comunidade, que imediatamente convidou-o a discursar na sinagoga local. O orador, vendo que era uma comunidade extremamente assimilada, quis saber sobre qual tema poderia discursar. O presidente deixou-o à vontade para falar sobre o tema que quisesse. Quando o orador sugeriu falar sobre Shabat, o presidente quase engasgou e pediu:
- Por favor, escolha outro tema. Neste Shtetl já não guardamos o Shabat há muito tempo!
O orador pensou um pouco mais e comunicou então que falaria sobre Kashrut. Novamente o presidente se sobressaltou e disse:
- Não, Kashrut não! A última loja Kasher deste Shtetl foi fechada há mais de 10 anos.
O orador, já impaciente, disse então que falaria sobre as leis de Pureza familiar. O presidente, quase arrancando os cabelos, gritou:
- Não faça isso! A única Mikve (local para o banho ritual das mulheres) do Shtetl não é utilizada há mais de 15 anos!
O orador estava confuso, pois seus temas preferidos haviam sido vetados. Sobre que tema poderia falar naquele Shtetl? O presidente, vendo a expressão preocupada do orador, abriu um sorriso e disse:
- Amigo, por que você não fala sobre judaísmo?"
Infelizmente a assimilação fez com que muitos assuntos que sempre foram parte central do judaísmo, como Shabat, Kashrut e Pureza familiar, se tornassem conceitos antiquados. Muitos se sentem "judeus de coração", enquanto as Mitzvót, as ferramentas que verdadeiramente nos conectam com D'us, são deixadas de lado.
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A Parashá desta semana, Ki Tissá, descreve as 2 Tábuas que Moshé recebeu diretamente de D'us. Elas continham os 10 Mandamentos pronunciados por Ele no Monte Sinai, sendo os dois primeiros diante de todo o povo, mais de 3 milhões de testemunhas. A Torá nos ensina que os mandamentos não estavam apenas escritos nas Tábuas com tinta, mas sim gravados nas pedras. Isso era um grande milagre, já que letras como o "Mem Sofit" (ם) e o "Samech" (ס) ficavam com suas partes internas flutuando. A Torá também descreve outra característica interessante das Tábuas: "Moshé virou-se e desceu da montanha com as duas Tábuas do Testemunho em suas mãos; as Tábuas eram escritas dos dois lados, deste lado e do outro lado eram escritas. E as Tábuas eram uma obra de D'us, e a escrita era uma escrita de D'us, gravadas nas Tábuas" (Shemot 32:15,16). Por que D'us fez com que a escrita das Tábuas atravessasse a pedra, isto é, fosse de um lado até o outro? E o que isto nos acrescenta e nos ensina?
Apesar da Torá ter sido entregue diretamente por D'us diante de tantas testemunhas, em toda nossa história muitos movimentos tentaram mudar as leis contidas nela. Na verdade, o argumento utilizado sempre foi de que não querer mudar o judaísmo, e sim modernizar suas leis e adequá-las à nossa realidade. Afinal, não vivemos mais em cabanas sem eletricidade e nosso meio de transporte não são mais camelos e burros. Se o mundo mudou, as leis da Torá também precisam mudar, certo? Errado.
Ensinam os nossos sábios que o fato dos mandamentos terem sido gravados na pedra ao invés de apenas escritos com tinta é exatamente para nos ensinar o caráter eterno da Torá. Ela não foi entregue apenas para a geração do deserto, ela foi escrita para todas as gerações. Pois a Torá foi entregue para a nossa alma, não para o nosso corpo. Nestes últimos 3.300 anos muitas tecnologias avançaram, novos equipamentos foram inventados e nossa forma de vida mudou radicalmente, mas a nossa alma continua exatamente a mesma.
Tivemos muitos inimigos que tentaram nos destruir durante toda nossa existência como um povo. Mas ninguém nos trouxe tanto perigo quanto os movimentos reformistas judaicos, que tentaram arrancar as leis Divinas da Torá e trocá-las por leis "lógicas" criadas pelos seres humanos. Milhares de judeus decidiram seguir estes novos ensinamentos e se afastaram cada vez mais da Torá. Mas apesar de todos os movimentos e tentativas de modificação, a Torá continua viva, sendo cumprida conforme nos foi ensinado por Moshé. Em todo o mundo cada vez mais aumenta o número de "Baalei Teshuvá", pessoas que vieram de casas completamente assimiladas e afastadas do judaísmo mas que resolveram voltar aos caminhos corretos da Torá. Como é possível que isto tenha acontecido? Parece ser um grande milagre!
Explica o Rav Yossef Salant que realmente a sobrevivência do judaísmo é um grande milagre, mas que já estava profetizada na Torá, justamente nestes versículos que descrevem as Tábuas. Está escrito que os Mandamentos eram gravados na pedra, começando de um lado e terminando do outro. Se escrevermos uma letra em uma pedra até atingir o outro lado, o que acontece? De um lado a escrita fica normal, mas do outro lado ela fica ao contrário. Porém, não era isso o que acontecia nas Tábuas. As letras eram gravadas nas pedras de um lado até o outro lado, mas miraculosamente as letras ficavam escritas corretamente dos dois lados. O que isto nos ensina? Que a existência do judaísmo já estava miraculosamente garantida. Pelas leis da natureza, as letras deveriam sair do outro lado invertidas, mas por milagre saíam com a escrita correta. Assim também ocorre com o povo judeu. As leis que recebemos de D'us, após mais de 3.300 anos de assimilação e tentativas de modernização, deveriam ter se perdido, deveriam ter saído "do outro lado" invertidas, mas continuam miraculosamente intactas.
Nesta Parashá também lemos sobre o terrível pecado do bezerro de ouro. Quando Moshé desceu do Monte Sinai e viu o bezerro que o povo judeu tinha construído, quis saber quem continuava leal a D'us e anunciou: "Quem está com D'us, junte-se a mim" (Shemot 32:26). Somente a tribo de Levi, que não havia participado da construção do bezerro de ouro, juntou-se a Moshé. Por este ato de lealdade, a tribo de Levi foi escolhida para sempre como os responsáveis pelos serviços Divinos do Templo.
Ensinam nossos sábios que todos os dias os dias este mesmo anuncio é feito novamente: "Quem está com D'us, junte-se a mim". Apesar da profecia, que demonstra que D'us pessoalmente cuida de Suas leis, temos a grande oportunidade de demonstrar nossa lealdade e contribuir para que a Torá chegue "do outro lado" intacta. Isto somente é possível se mantivermos constantemente o estudo e o cumprimento das suas leis. Pois quanto mais um judeu estuda, mais entende a profundidade de cada ensinamento eterno da Torá. Da mesma forma que a tribo de Levi recebeu uma recompensa eterna pelo seu ato de lealdade, certamente nossas decisões corretas, em tempos tão difíceis para o judaísmo, também nos levarão a uma recompensa eterna.
Graças a milhares de Baalei Teshuvá em todo o mundo que tiveram a coragem de mudar, conceitos como o Shabat, a Kashrut e a Pureza familiar, que pareciam tão antiquados, voltaram a fazer parte de nossas vidas. É o judaísmo, verdadeiro e original, ressurgindo "do outro lado" com força total.
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ TETZAVÊ 5771

BS"D
COFRE CHEIO NÃO FAZ BARULHO - PARASHÁ TETZAVÊ 5771 (11 de fevereiro de 2011)
"O rabino Isroel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, estava viajando com outro famoso rabino em uma importante missão. No caminho os dois pararam em uma estalagem, cuja dona era uma mulher judia temente a D'us, para fazer uma refeição. Os dois rabinos foram acomodados à mesa e tratados com todas as honras.
Após terminarem a refeição, a proprietária foi até a mesa perguntar se eles tinham apreciado a comida. O Chafetz Chaim sorriu educadamente, agradeceu e respondeu que a comida estava muito saborosa. O outro rabino também agradeceu a boa comida, mas acrescentou que a sopa estava sem sal. Quando a proprietária se afastou, o Chafetz Chaim voltou-se para seu acompanhante e, numa voz angustiada, declarou:
- Inacreditável! Durante toda a minha vida tenho evitado falar ou ouvir Lashon Hará (calúnias e maledicências), e agora sou colocado numa situação em que fui obrigado a ouvir você falar Lashon Hará! Arrependo-me profundamente do meu envolvimento nesta missão.
O outro rabino ficou aborrecido com a reação do Chafetz Chaim. Para ele, parecia ser uma observação tão inocente. O Chafetz Chaim começou a explicar-se:
- Você não entende o poder que as palavras possuem. Apenas veja a reação em cadeia que as suas palavras desencadearão. A dona da estalagem provavelmente contrata alguma pobre mulher para cozinhar, talvez seja uma viúva que depende do trabalho para viver. Por causa do seu comentário impensado, a empregada será repreendida por não ter colocado sal suficiente na comida. Ela tentará defender-se dizendo que colocou sal o bastante, o que será uma mentira. Então a patroa a acusará de mentir, pois certamente colocará a sua palavra acima da palavra dela. Isso levará a uma discussão e a proprietária, irritada, despedirá a pobre mulher, que então não terá mais como sustentar a família.
- Veja quantos pecados foram causados por uma observação desastrosa! – continuou o Chafetz Chaim - Você falou Lashon Hará e fez com que eu escutasse; a dona da estalagem repetiu o Lashon Hará; a pobre cozinheira foi obrigada a dizer uma mentira; a patroa causou sofrimento à pobre mulher; suas palavras provocaram uma discussão. Todas estas são graves violações da Torá!
O rabino continuou achando as palavras do Chafetz Chaim um exagero. Então o Chafetz Chaim levantou-se da cadeira, ainda agitado, e puxou o outro rabino até a cozinha. Lá, depararam com um quadro triste: a proprietária estava de pé perante uma senhora idosa, dando-lhe uma grande bronca. A pobre senhora tinha lágrimas correndo pelo rosto. O rabino, abalado, correu para a cozinheira e pediu-lhe perdão por toda a dor que tinha causado. Voltou-se então à proprietária e implorou que ela mantivesse o emprego da senhora. Ele jamais havia pensado que aquilo seria levado tão a sério.
A partir daquele dia ele adquiriu um novo respeito pelo grande poder das palavras"
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A Parashá desta semana, Tetzavê, se alonga nos detalhes das roupas utilizadas pelo Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) durante os serviços no Templo. No total eram 8 roupas que ele vestia, entre elas uma túnica chamada "Meil", como descrevem os seguintes versículos: "E você fará o Meil do Efod totalmente de lã azul celeste... E você deve fazer em sua bainha romãs de lã turquesa, roxa e escarlate, por toda a volta da bainha, e sinos de ouro entre elas, por toda a volta... E Aaron deve estar vestido com ele quando fizer o serviço religioso, para que seu som seja escutado quando ele entra no Santuário diante de Hashem e quando ele sai, para que ele não morra" (Shemot 28:31,33,35). Mas destes versículos surgem algumas dúvidas. Por que o Meil tinha que ser justamente da cor azul celeste? Além disso, se havia sinos e romãs alternados na bainha do Meil, por que o versículo diz que havia um sino entre duas romãs e não o contrário, uma romã entre dois sinos? E finalmente, por que se não houvesse os sinos e as romãs o versículo diz que o Cohen Gadol morreria?
Explicam os nossos sábios que cada uma das roupas do Cohen Gadol também tinha a função de expiar algum pecado específico do povo judeu. Qual era o pecado que o Meil expiava? O Lashon Hará, o ato de denegrir, caluniar e causar danos a outra pessoa através do uso incorreto da fala. A cor azul celeste do Meil lembrava a cor do mar. Da mesma forma que D'us colocou limites para o mar, para que ele não avance sobre a terra e cause destruição, assim também D'us nos colocou dois limitadores para que a nossa língua não cause destruição: os dentes e os lábios. Pois a melhor maneira de evitar o Lashon Hará é fechando a boca. A maioria das vezes que falamos Lashon Hará sobre outras pessoas é justamente nos momentos que não temos nada para falar. Ao invés de ficarmos quietos, acabamos falando o que não devemos. Se prestarmos atenção ao texto do Vidui, a confissão dos nossos pecados que fazemos em Yom Kipur, perceberemos que 25% dos nossos pedidos de perdão são por erros causados pelo mau uso da fala.
Ensina o Alshich, comentarista da Torá, que um sino é composto por uma lingüeta que se movimenta dentro do corpo do sino e faz barulho, como a língua, que se movimenta dentro da boca e permite a nossa fala. As romãs feitas de lã, ao contrário, não produzem absolutamente nenhum som, são como uma boca fechada, em silêncio. O versículo então está nos ensinando algo muito interessante: se estivesse escrito que há uma romã entre dois sinos, aprenderíamos que para cada tempo em silêncio que passamos é preciso o dobro de tempo falando. Mas está escrito justamente o contrário, um sino entre duas romãs, para nos ensinar que nosso silêncio deve ser o dobro das nossas palavras, como nos ensina o Pirkei Avót (Ética dos Patriarcas): "Se as palavras valem prata, o silêncio vale ouro".
O que significa o último versículo "E Aron deve estar vestido com ele (o Meil) quando fizer o serviço religioso, para que seu som seja escutado quando ele entra no Santuário diante de Hashem"? Que quando utilizamos o poder da nossa fala para ajudar aos outros e não para prejudicar, então as nossas rezas chegam até D'us, são escutadas e recebidas de bom grado. Mas ao contrário, a pessoa que não cuida de sua boca e a utiliza para ofender, magoar ou caluniar o próximo, a impurifica. No momento em que esta pessoa rezar, suas palavras não serão escutadas por D'us e não entrarão no Seu Santuário.
Finalmente, o que quer dizer o final do versículo "e quando ele sai, para que não morra"? Quando chegar o momento de sairmos deste mundo, então nos encontraremos novamente com todas as palavras que pronunciamos nesta vida, como nos ensina o Zohar (parte mística da Torá): "Nem mesmo um sopro que sai da boca de uma pessoa nunca se perde". Se a pessoa utilizou o seu potencial de fala nesta vida para pronunciar palavras de Torá e para ajudar e incentivar os outros, então não morrerá, isto é, viverá para sempre no Mundo Vindouro acompanhado de suas belas palavras. Mas aquele que utilizou suas palavras para o mal carregará consigo, por toda a eternidade, esta vergonha.
"Enquanto estou em silêncio, sou o dono da palavra. Mas depois que eu pronunciei, a palavra torna-se minha dona"
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ TERUMÁ 5771

BS"D
MUITA CALMA NESTE MOMENTO - PARASHÁ TERUMÁ 5771 (04 de fevereiro de 2011)
"Uma mãe e sua pequena filhinha faziam as compras do mês em um supermercado. A criança, já cansada, estava visivelmente irritada e começou a chorar. A mãe falou com a voz tranquila:
- Regina, calma, você consegue. Nós temos apenas que buscar mais algumas coisinhas e depois vamos embora para casa.
Algum tempo passou e a criança ficou ainda mais irritada. A mãe respirou fundo e disse calmamente:
- Tudo bem, Regina. Estamos quase terminando. Mais um pouquinho de paciência.
Quando finalmente estavam na fila do caixa, a criança teve um ataque histérico e se jogou no chão, aos prantos. A mãe, juntando todas as forças, disse sem alterar o tom de voz:
- Regina, calma. Nós vamos conseguir. Estamos quase lá.
No estacionamento, uma mulher parou a mãe e disse:
- Desculpe, mas eu não pude deixar de notar o que aconteceu na loja e queria cumprimentá-la pela paciência que você teve com a pequena Regina.
A mãe deu uma risada gostosa e explicou:
- Muito obrigado, mas a verdade é que eu sou a Regina"
O autocontrole é uma qualidade que não vem facilmente, precisa ser trabalhada e conquistada. Cada vez que controlamos impulsos como frustração, raiva e nervosismo, ganhamos um pouco mais de autocontrole. Ao contrário, brigas de trânsito ou entre torcidas de futebol nos mostram o que acontece quando as pessoas se entregam aos seus sentimentos ao invés de controlar as emoções e impulsos.
Em momentos que sentimos que vamos explodir, atitudes como falar baixo, contar até dez ou respirar fundo podem ser estratégias que nos ajudam a trabalhar nosso autocontrole.
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Nesta semana lemos a Parashá Terumá, que começa a descrever todos os detalhes da construção do Mishkan (Templo Móvel), o lugar onde a presença de D'us residia. O Mishkan acompanhou o povo judeu durante os 40 anos no deserto e, nos dias de Shlomo Hamelech (Rei Salomão), foi substituído pelo Beit Hamikdash (Templo Sagrado). Dentro do Mishkan havia vários utensílios, tais como o Mizbeach (altar de sacrifícios), a Menorá e o Aron Hakodesh (Arca Sagrada).
Em relação a estes utensílios, surge uma pergunta interessante: podemos entender o motivo de alguns dos utensílios fazerem parte deste lugar tão sagrado, como o Mizbeach e o Aron Hakodesh. Mas há um utensílio que aparentemente foge à regra: a Shulchan. A Shulchan era uma mesa de madeira totalmente revestida de ouro, e nela eram colocados 12 pães. Estes pães ficavam a semana inteira na mesa, e no Shabat eram consumidos pelos Cohanim (sacerdotes) e substiuídos por pães novos. O que há de especial em uma mesa com pães para que merecesse estar dentro do Mishkan, um lugar tão sagrado?
A pergunta se torna ainda mais intrigante se observarmos um dos versículos do Tanach (livro dos Profetas e Escrituras) que também descreve os utensílios do Beit Hamikdash: "O Mizbeach, três côvados de altura e dois côvados de comprimento, feito de madeira, e também os cantos; e o seu comprimento e as suas paredes eram de madeira, e ele me disse: 'Esta é a Shulchan que está diante de D'us' " (Yechezkel 41:22). Por que o versículo começa falando do Mizbeach e termina falando da Shulchan? Qual é a conexão entre estes dois utensílios?
Explica o Talmud (Torá Oral) que enquanto o Beit Hamikdash existia, o Mizbeach era o utensílio responsável pela expiação dos nossos pecados. Mas depois da destruição do Beit-Hamikdash, o responsável pela expiação dos nossos pecados é a Shulchan. Não a Shulchan que havia no Beit-Hamikdash, mas a Shulchan que cada um de nós tem em casa. Entende-se que o altar de sacrifícios sirva para expiação dos nossos pecados, mas como a nossa mesa pode ajudar nesta função?
Todos querem ser pessoas mais elevadas e mais espirituais, e imaginamos que para isto são necessários grandes atos. Mas o judaísmo nos ensina que a santidade é atingida através de pequenos atos do cotidiano. Em qualquer ato que fazemos podemos nos comportar como animais ou podemos nos assemelhar aos anjos mais elevados. O ato de comer, por exemplo, pode ser apenas um ato baixo e mundano, ou pode ser uma experiência de elevação espiritual.
Explica o livro Lekach Tov que a palavra em hebraico para pão é "Lechem", que vem da mesma raiz da palavra "Milchamá", que significa guerra. Durante o processo de alimentação, é despertada uma verdadeira guerra dentro de nós. Por um lado nossa parte animal nos incita a comer tudo o que temos vontade. Por outro lado a nossa parte espiritual nos orienta a comer com ponderação, com o intuito de conseguir energia para cumprirmos nossa missão neste mundo. A mesa onde comemos, portanto, é um lugar extremamente sagrado, pois é uma oportunidade gigante para nos conectarmos com a espiritualidade ao controlarmos os nossos instintos animais.
Não existe prova maior de D'us do que a perfeição do nosso corpo humano. Centenas de processos extremamente complexos e, ao mesmo tempo, perfeitamente sincronizados. Cada pequeno detalhe do nosso corpo é perfeito e exato. Um exemplo é o processo digestivo, no qual os alimentos ingeridos pela boca são quebrados para poderem ser distribuídos por todos os órgãos. A maior parte do processo digestivo ocorre na barriga, entre o estômago e os intestinos. Então, se D'us criou nosso corpo com tamanha perfeição, por que Ele nos criou com a boca na cabeça e não na barriga? Para nos ensinar uma importante lição: que o ato de comer não deve ser feito com a barriga, e sim com a cabeça.
Este mesmo ensinamento podemos aprender observando, na natureza, a diferença entre a forma em que o ser humano e os animais se alimentam. A maioria dos animais, ao comer, se curvam e vão com a boca até a comida. Já o ser humano, ao contrário, leva a comida até a boca, sem precisar se curvar. Isto é porque os animais não tem autocontrole, eles comem quando estão com vontade, é a comida que comanda. Já o ser humano tem o poder de se autocontrolar e, por isso, é a cabeça que decide o que, quando e como comer.
Portanto, o ato de comer acaba sendo um grande teste para o ser humano, uma avaliação de sua conexão com os mundos espirituais. Não apenas o que comemos, mas também como comemos. Se comemos apenas os alimentos que D'us nos permitiu ou se comemos tudo o que temos vontade. Se recitamos Brachót (bênçãos) antes de comer, pedindo permissão para D'us, ou se comemos sem pensar em nada. Se comemos com educação, sentados à mesa, ou se comemos de pé. Se quando chegam vários pedaços de bife na mesa deixamos os melhores para os outros ou pensamos primeiro em nós mesmos. Se reconhecemos e agradecemos após estarmos saciados ou se levantamos da mesa e voltamos à nossa rotina sem nenhum sentimento de gratidão. Apesar de comer ser um ato físico, cada escolha correta nos eleva, nos ajuda a expiar os nossos pecados, nos ajuda a nos conectar um pouco mais com o mundo espiritual.
Uma pessoa que tem controle de seus desejos e sentimentos pode chegar ao nível dos anjos. Uma pessoa sem controle dos seus desejos e sentimentos vira um escravo das suas vontades e desce ao nível dos animais. Em um segundo de raiva, pessoas perdem grandes amizades e oportunidades na vida. Por alguns instantes de prazer, pessoas traem seus companheiros e destroem famílias inteiras. Tudo por causa do descontrole de alguns instantes.
D'us nos entregou a Torá com 613 Mitzvót, e cada uma delas tem um propósito específico. Mas há um ponto em comum entre todas as Mitzvót: elas nos ajudam a moldar nosso caráter, auxiliando principalmente no nosso autocontrole. Ao cumprir a Torá e passar por cima de um desejo, nos elevamos. Ao respirar fundo em um momento de raiva, nos tornamos pessoas melhores. Somente com muito esforço poderemos transformar o nosso próprio corpo, material e finito, em um lugar onde a presença de D'us pode residir.
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ MISHPATIM 5771

BS"D
SUPERVISÃO DIVINA - PARASHÁ MISHPATIM 5771 (28 de janeiro de 2011)
"Robert era uma boa pessoa. Mas em certa fase de sua vida começou a andar com um grupo de pessoas desocupadas do reinado e estas o levaram para o mau caminho. Começou participando de pequenos delitos até que, com o tempo, começou a fazer realmente maus atos. Certa vez, ao assaltar uma loja, tentou fugir após machucar o dono, mas foi surpreendido pelos guardas reais, que escutaram os gritos da vítima. Robert foi preso, julgado e condenado a receber 30 chicotadas.
No dia da aplicação da pena, Robert estava em pânico. Eram muitas chicotadas, ele sabia que doeriam muito. Foi quando ele viu que a pessoa que aplicaria as chicotadas era um velho amigo de infância. Robert conseguiu convencê-lo a não aplicar a pena e saiu, feliz da vida, sem receber o castigo.
Porém, mal Robert havia sentado no sofá de sua casa quando escutou batidas na porta. Eram os guardas do rei, que novamente o agarraram e o levaram de volta para a prisão. Ele gritou, tentou argumentar que já havia conseguido cancelar o decreto das chicotadas, mas foi em vão. Desta vez a pessoa escolhida para aplicar as chicotadas era um completo desconhecido. Robert recebeu as chicotadas e depois foi libertado.
No dia seguinte, ainda muito dolorido, Robert pediu uma audiência com o ministro da justiça. Ele estava inconformado por ter recebido as chicotadas, pois as considerava injustas. O ministro escutou e, após refletir um pouco, respondeu:
- Você é um grande tolo mesmo. As chicotadas foram justas, sim, pois você errou e teve que pagar por seus erros. Você realmente pensou que poderia escapar do seu castigo apenas convencendo um simples funcionário do rei? O único que poderia ter cancelado seu castigo era o próprio rei, e ele somente teria feito isso se tivesse visto que você estava realmente arrependido do caminho que estava seguindo. Ao tentar enganar o rei, você provou que não mudou suas atitudes, então o castigo foi mais do que merecido. Quem sabe agora, daqui para frente, você endireite seus atos"
Os sofrimentos que recebemos neste mundo têm propósito, e todos eles são supervisionados por D'us. Não existe sofrimento que vá contra a Sua vontade. É ele quem decreta, e é somente Ele quem pode mudar os decretos, caso estejamos arrependidos. Não há como enganar a D'us.
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Nesta semana lemos a Parashá Mishpatim, que traz muitos ensinamentos sobre o comportamento "Bein Adam Lehaveiró" (entre o homem e o seu companheiro), inclusive no que se refere ao pagamento de compensações monetárias em casos de danos físicos que um causa ao outro, como por exemplo, no caso de uma agressão, como está escrito: "E quando duas pessoas brigarem e uma golpear a outra com uma pedra ou com o punho, e este não morrer mas cair de cama. Se ele se levantar e conseguir andar fora com um apoio, o golpeador estará absolvido, somente pagará o tempo que ele permaneceu de cama e a sua cura" (Shemot 21:18,19). O versículo nos ensina que quando um agressor atacar outra pessoa, caso não ocasione um ferimento mortal, estará absolvido de uma pena capital, mas será obrigado a ressarcir todos os prejuízos causados ao próximo. Além disso, o final do versículo ensina que D'us dá permissão aos médicos para fazer os esforços necessários para salvar a vida de um doente e curá-lo.
A palavra que designa "cura", em hebraico, é "Refuá". Mas se prestarmos atenção no versículo, a linguagem utilizada é repetitiva, "rapó ierapê". Por que a Torá, que é sempre tão concisa, "gastou" esta palavra a mais? Os comentaristas explicam que poderíamos pensar que a permissão de curar dada aos médicos seria apenas quando a doença fosse causada por outro ser humano, como em uma briga, mas se fosse uma doença "vinda dos céus", isto é, sem participação humana, seria proibido ao médico curar, pois seria como ir contra a vontade de D'us. A repetição da linguagem de cura é para nos ensinar que mesmo em doenças "vindas do céu" também há permissão para o médico curar. Porém, por que a Torá escolheu ensinar sobre decretos celestiais justamente em um versículo que fala sobre a briga de duas pessoas e os danos causados por ela?
Quando alguém nos ofende, nos agride ou nos causa um dano, dificilmente perdoamos o agressor. Ficamos chateados, nos sentindo injustiçados pela agressão, com um grande desejo de vingança. Mas, segundo o judaísmo, o que parece ser um sentimento natural é um problema, pois guardar rancor e se vingar são duas graves proibições da Torá. Se a Torá foi entregue para seres humanos e não para anjos, isto significa que somos capazes de cumprir todas as Mitzvót. Então como é possível não guardar rancor de quem nos magoou ou nos ofendeu?
Explica o rabino Isroel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, que desta Parashá aprendemos um dos fundamentos espirituais mais importantes do judaísmo, que pode mudar a forma como olhamos o mundo e como vivemos nossa vida. O versículo que nos ensina sobre decretos celestiais começa com a briga entre duas pessoas para nos ensinar que, na verdade, não há nenhum tipo de sofrimento que não seja um decreto de D'us. Mesmo quando alguém nos magoa, nos ofende ou nos machuca, tudo foi decidido nos mundos espirituais e tem supervisão Divina. O que isto significa? Que é uma tolice ficar bravo com quem nos fez um mal ou nos causou um prejuízo, pois se não fosse esta pessoa, D'us mandaria através de outra pessoa. O transgressor é apenas um intermediário da vontade Divina. A verdadeira causa dos nossos sofrimentos são as nossas próprias transgressões.
Mas então onde está a justiça? Se a pessoa que agrediu o outro estava apenas cumprindo o que foi decretado por D'us, então por que ela é punida por seu ato e precisa pagar os prejuízos causados? Pois na verdade D'us utiliza o nosso próprio livre-arbítrio para cumprir a Sua vontade, sem percebermos. D'us manda coisas boas através de boas pessoas e coisas ruins através de pessoas ruins. Por exemplo, se foi decretado nos mundos espirituais que uma pessoa precisa receber um tapa, D'us utiliza o livre-arbítrio de alguém com má índole para cumprir o decreto. Ele junta as duas pessoas, o agressor e o agredido, na mesma cena, cria um motivo para uma discussão e o resto eles fazem sozinhos. D'us cumpriu Sua vontade sem que nenhum dos dois percebesse. E no final, o agressor também será cobrado, pois apesar de cumprir o que D'us decretou, o fez por vontade própria e com más intenções. Então ele deve pagar os prejuízos causados.
Se D'us tem controle sobre tudo, então por que Ele permite que os sofrimentos cheguem até nos? D'us, num ato de grande bondade, nos manda os sofrimentos para que possamos fazer a limpeza dos nossos erros ainda neste mundo. Cada ato tem conseqüências, e as nossas transgressões mancham nossa alma. Se não fossem estas pequenas limpezas diárias, não conseguiríamos passar pelo grande julgamento que ocorre no momento em que saímos deste mundo. Pode até soar estranho, mas se tivéssemos claridade disso, chegaríamos a agradecer a alguém que nos magoou ou nos ofendeu. Além disso, a forma que D'us nos manda os sofrimentos também é uma lição de vida. Se alguém nos magoou, é por que magoamos alguém. Se alguém nos causou uma perda financeira, é por que causamos uma perda financeira a alguém. Ao passar por um sofrimento, se procurarmos com sinceridade, encontraremos o ponto em que erramos e poderemos consertar.
Se por um lado podemos aprender com os sofrimentos, por outro lado há uma maneira de escapar deles: fazendo constantemente Cheshbon Hanefesh (reflexão sobre nossos atos), pois assim conseguiremos corrigir nossos erros antes de D'us precisar nos limpar e nos despertar com um sofrimento. Para mudar um decreto espiritual, precisamos nos conectar diretamente com o Criador. É o que dizemos em Rosh Hashaná e Yom Kipur: "Três coisas mudam um mau decreto: Teshuvá (arrependimento), Tefilá (reza) e Tzedaká (caridade)".
Nossos sábios ensinam que o mundo inteiro é sustentado por aqueles que fecham a boca no momento da discussão. Por que este mérito tão grande? Pois uma pessoa que foi ofendida somente consegue fechar a boca numa discussão se entendeu e colocou no coração o fundamento de que tudo é decretado nos mundos espirituais e tudo é, no final das contas, para o nosso próprio bem.
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ ITRÓ 5771

BS"D
MEDIDA POR MEDIDA - PARASHÁ ITRÓ 5771 (21 de janeiro de 2011)
"Durante alguns meses Yanki se preparou para ler a Parashá (trecho semanal da Torá) no dia do seu Bar-Mitzvá. O tão sonhado dia finalmente chegou, mas junto com ele veio uma grande dor de cabeça. Quando a família de Yanki chegou à sinagoga no Shabat de manhã, todos ficaram surpresos ao ver que havia outro rapaz que também estava comemorando seu Bar-Mitzvá, e que também havia se preparado para ler a Parashá. O Gabai (responsável pela sinagoga) equivocadamente havia programado duas comemorações de Bar-Mitzvá para o mesmo Shabat. Percebendo que seria impossível realocar uma das famílias em outra sinagoga, o Gabai tentou negociar para ver se uma das famílias estaria disposta a renunciar à leitura da Torá. Em um primeiro momento, ambas as famílias se recusaram terminantemente a ceder. Finalmente, após algum tempo de discussão, a mãe de Yanki conseguiu convencer sua família a deixar o outro garoto ler a Torá. As rezas continuaram e Yanki ficou sem a sonhada leitura de Torá de seu Bar-Mitzvá, após meses de esforço e dedicação. Por muito tempo Yanki questionou D'us sobre os motivos pelos quais aquilo havia acontecido.
A resposta veio alguns anos mais tarde quando, em uma véspera de Shabat, a mãe de Yanki teve que ser levada às pressas para o hospital, sentindo fortes dores no peito. Como o hospital era longe de casa, Yanki foi o escolhido da família para ficar com a mãe durante todo o Shabat. Na sala de emergência, os médicos diagnosticaram uma doença cardíaca grave, mas eles queriam o consentimento da família antes de decidir qual o procedimento a ser usado. Depois de ouvir o diagnóstico, Yanki, em um estado de choque, não sabia o que fazer. Ele precisava se aconselhar com alguém, mas com quem? Era Shabat, o hospital ficava muito longe de casa e ele não conhecia ninguém que morava naquela região.
De repente, um rabino muito idoso deu entrada no pronto-socorro, acompanhado por muitos familiares. Poucos minutos depois, Yanki descobriu que o rabino era uma das maiores autoridades de Torá, o Rav Yossef Shalom Eliyashiv. O rabino tinha sido levado às pressas ao hospital porque também sentia dores no peito, e embora o diagnóstico não apontasse nada grave, os médicos preferiam que ele permanecesse no hospital, em observação.
Quando Yanki soube que o Rav Eliyashiv iria permanecer no hospital durante o Shabat, se alegrou por ter encontrado a pessoa perfeita para se aconselhar sobre sua mãe. O único obstáculo que restava era como chegar até o Rav, que estava o tempo inteiro cercado por sua família, que tentava garantir que ele descansasse o máximo possível. Uma idéia então surgiu na sua cabeça. Ele foi até um dos membros da família e disse que, se fosse necessário, ele poderia ler pela manhã a Parashá. Ele explicou que a leitura daquele Shabat era a mesma da Parashá de seu Bar-Mitzvá e, por isso, ainda se lembrava muito bem. A família do Rav Eliyashiv imediatamente concordou.
No dia seguinte, após a reza, o Rav Eliyashav veio agradecer pessoalmente a Yanki pela excelente leitura da Torá. Yanki aproveitou a oportunidade para perguntar sobre sua mãe. O rabino escutou atentamente e aconselhou-o a prosseguir com a cirurgia proposta pelos médicos, e deu várias Brachót (bênçãos) para uma recuperação completa. Na semana seguinte, a mãe de Yanki foi operada e, finalmente, teve uma recuperação completa"
Em pequenos detalhes, a série de "coincidências" que ocorreram revelaram a Mão de D'us. A mãe de Yanki foi hospitalizada justamente no mesmo Shabat que o Rav Eliyashiv estava no hospital. E era justamente o Shabat em que era lida a mesma Parashá do Bar-Mitzvá de Yanki. Por causa destas duas "coincidências" Yanki foi capaz de obter o aconselhamento do Rav Eliyashiv e a sua Brachá, que eventualmente salvaram  a vida de sua mãe. Hashem estava enviando uma mensagem clara: pelo fato da mãe de Yanki ter buscado a paz no dia do Bar-Mitzvá de seu filho, abrindo a mão de escutar a sonhada leitura da Torá de seu filho e passando por cima de suas características, então D'us, Midá Kenegued Midá (medida por medida), também passou por cima de Suas características e deu à mãe de Yanki um novo sopro de vida (História Real).
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Nesta semana lemos a Parashá Itró, que contém um dos eventos mais importantes da história da humanidade: a entrega da Torá no Monte Sinai. No começo da Parashá, Itró, o sogro de Moshé, foi ao deserto para se encontrar com o povo judeu. Moshé o recebeu e contou, com todos os detalhes, tudo o que havia acontecido no Egito, desde as 10 pragas até o incrível milagre da abertura do Mar Vermelho. Ao escutar todos os detalhes, imediatamente Itró exclamou: "Agora eu sei que Hashem é maior do que os outros deuses" (Shemot 18:11). O que significa esta expressão utilizada por Itró? A Torá nos ensina que ele já havia escutado anteriormente sobre os milagres que D'us fez para salvar o povo judeu. O que ele escutou desta vez que mexeu tanto com ele?
A resposta parece estar na continuação do versículo: "Pois (os egípcios foram punidos) da mesma forma que conspiraram contra eles (os judeus)". A Torá está nos ensinando que os egípcios foram punidos "Midá Kenegued Midá" (medida por medida), isto é, foram castigados exatamente da mesma maneira que causaram sofrimentos ao povo judeu. Mas ainda assim fica difícil entender qual foi a grande surpresa de Itró, pois esta característica de D'us, de julgar Midá Kenegued Midá, também já era conhecida por todos.
Explica o Midrash (parte da Torá Oral) que o faraó tinha três conselheiros: Bilaam, Itró e Yov (Jó). O faraó quis se aconselhar para saber como destruir o salvador dos judeus que, segundo os astrólogos egípcios, estava para nascer. Bilaam apoiou a destruição dos bebês judeus, Yov se calou e Itró fugiu e foi viver em Midian. Dentre as formas de matar os bebês, as idéias sugeridas foram queimar os bebês, matá-los com espadas ou atirá-los na água. Por que no final a decisão foi atirar os bebês na água? Justamente pelo fato de todos conhecerem a característica de D'us de julgar Midá Kenegued Midá. Eles sabiam que se matassem com fogo, D'us causaria um grande incêndio no Egito. Se eles matassem com espada, D'us mandaria um povo inimigo matá-los com espada. Mas eles achavam que se matassem com água, D'us não poderia fazer nada. Por que não? Pois Ele havia prometido, após o dilúvio, que nunca mais destruiria o mundo com água. Portanto, o Midrash nos ressalta que Itró já conhecia esta característica de D'us. Então com o que ele se surpreendeu ao escutar o relato de Moshé?
Uma das demonstrações da força de D'us que fascinou Itró foi o fato da punição Midá Kenegued Midá com água sim ter ocorrido. É verdade que D'us não poderia mandar um dilúvio, mas Ele fez melhor. Ao invés de levar a água até os egípcios, Ele abriu as águas, levou os egípcios até o meio do mar e fechou as águas sobre eles, matando todos afogados, Midá Kenegued Midá.
Mas explica o Rav Yossef Salant que o que mais surpreendeu Itró, ao escutar os detalhes contados por Moshé, foi que D'us castigou os egípcios Midá Kenegued Midá também pelo que eles haviam apenas planejado. Quando os Reshaim (malvados) têm maus pensamentos, D'us considera como se já tivessem realizado maus atos. Como eles haviam pensado em matar os judeus com fogo, D'us mandou fogo do céu junto com a praga do granizo. Como eles haviam pensado em matar os judeus com espadas, D'us fez com que um grupo de primogênitos egípcios se rebelasse antes da última praga e iniciasse uma guerra civil, na qual 600 mil egípcios foram mortos com espadas. Midá Kenegued Midá.
Quando Itró refletiu sobre estes eventos, lembrou-se que os únicos que conheciam as sugestões de destruição para o povo judeu eram os três conselheiros e o próprio faraó. O castigo de D'us Midá Kenegued Midá mostrava, além da Sua força, o Seu total conhecimento de tudo o que acontecia no mundo. Não apenas D'us sabia de cada pequeno ato realizado, mas até mesmo o pensamento das pessoas era completamente conhecido por Ele. Nenhum detalhe escapava do Seu julgamento. Até aquele momento Itró ainda era um idólatra, e havia buscado entender todos os tipos de idolatria do mundo. Mas através daqueles pequenos detalhes, Hashem havia provado que era realmente muito maior que qualquer outro deus (as pessoas costumavam idolatrar as forças da natureza, como o sol e a lua, que realmente contém forças espirituais, mas que são meros servidores de D'us), pois tinha controle sobre absolutamente tudo.
O que aprendemos para nossas vidas? Procuramos a Mão de D'us apenas em grandes atos. Nos esquecemos que, na verdade, D'us revela a Sua força através de pequenos acontecimentos cotidianos e nos manda mensagens o tempo inteiro. Não existem coincidências, não existe acaso. Por causa da característica de Midá Kenegued Midá, cada pequeno acontecimento é, na realidade, uma forma de D'us nos comunicar se estamos ou não nos caminhos corretos. Mas para escutá-las, precisamos estar atentos e constantemente refletindo, como fez Itró. Se vencermos o nosso orgulho de pensar que estamos sempre certos e tudo o que acontece de "ruim" é um mero acaso, poderemos aprender preciosas lições de vida todos os dias.
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ BESHALACH 5771

BS"D
PRIORIDADES CONFUSAS - PARASHÁ BESHALACH 5771 (14 de janeiro de 2011)
"Esta história aconteceu há muitos anos. Isaac (nome fictício) ligou para o seu rabino na véspera de Yom Kipur. O rabino atendeu e ficou preocupado, pois a voz de Isaac parecia tensa. Provavelmente ele tinha algum problema muito grave para resolver.
- Rabino, graças a D'us eu consegui falar com você - desabafou Isaac - Sei que daqui a pouco é Yom Kipur, e a primeira reza é o Kol Nidrei, na qual todas as nossas promessas feitas durante o ano são anuladas. Mas exatamente no mesmo horário estará acontecendo a final da "Libertadores da América", um campeonato de futebol muito importante, e meu time está pela primeira vez na final. Como é que eu vou fazer?
O rabino pensou por alguns instantes e respondeu:
- Isaac, D'us te ama. Para que você acha que Ele permitiu que o Vídeo Cassete fosse inventado? Justamente para que você pudesse gravar e assistir depois!
Isaac abriu um enorme sorriso e falou:
- Que ótimo, rabino. Nunca na minha vida imaginei que eu pudesse gravar o Kol Nidrei". (História Real)
Esta história pode até parecer uma piada. Mas na nossa vida, muitas vezes também confundimos as nossas prioridades e deixamos o nosso crescimento espiritual de lado.
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O povo judeu é milenar. Temos mais de 3.300 anos de história como povo. Por diversas vezes tentaram nos destruir e nos exterminar, mas sempre fomos salvos pela Providência Divina. Porém, há algo que pode destruir o judaísmo, que tem o poder de abalar nossas fundações de maneira como nenhum inimigo jamais conseguiu: a assimilação, a perda da identidade judaica, o comodismo espiritual.  Estatísticas mostram que a assimilação vem destruindo o judaísmo de forma acelerada. Por que atualmente tantos judeus não se importam mais com todo o legado dos nossos avôs e bisavôs? Por que tantos deixam apagar a chama pela qual nossos antepassados deram a vida para manter acesa?
A resposta está na Parashá desta semana, Beshalach, quando finalmente o povo judeu saiu do Egito. D'us fez com que os judeus saíssem rapidamente, pois a convivência com os egípcios, suas idolatrias, valores distorcidos e promiscuidades haviam levado o povo judeu a 49 níveis de impureza espiritual. Se chegassem ao nível 50, não haveria mais caminho de volta. Os judeus abandonaram imediatamente o lugar onde foram escravos por mais de 200 anos, mas não se sentiam ainda livres e seguros, pois apesar das pesadas baixas egípcias, eles ainda tinham um exército forte. E o temor dos judeus se concretizou, pois logo os egípcios se arrependeram por terem libertado seus escravos e partiram em perseguição a eles. D'us preparou então o grande encerramento: abriu o Mar Vermelho para a passagem do povo judeu em solo seco, trouxe os egípcios para dentro do mar e fechou as águas sobre eles, acabando definitivamente com a escravidão.
Logo no começo da Parashá há um versículo interessante: "E aconteceu que, quando o faraó enviou o povo, D'us não os levou através da terra dos Plishtim (Filisteus), que estava mais perto… Mas D'us fez o povo dar a volta pelo caminho do deserto do Mar Vermelho" (Shemot 13:17,18). O que havia de tão negativo em passar pela terra dos Plishtim que levou D'us a desviar a rota do povo? Não era um caminho melhor do que ir através do deserto, um lugar cheio de perigos e incertezas?
Explica o rabino Isroel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, que D'us tinha realmente duas opções para a saída do povo judeu, uma pela terra dos Plishtim e outra pelo deserto, e cada uma delas apresentava vantagens e desvantagens. A terra dos Plishtim tinha como vantagens o fato de ser um caminho mais curto, além dos alimentos e a água poderem ser conseguidos com muito mais facilidade, por ser uma terra habitada. Como desvantagens havia, em primeiro lugar, uma possível guerra com os Plishtim, fato que amedrontaria os ainda assustados judeus. Além disso, desde a saída do Egito, D'us já estava começando um processo de purificação do povo judeu, para que pudessem receber a Torá. Cada dia eles se elevavam um nível espiritual, se afastando dos 49 níveis de impureza a que tinham chegado. O contato com os Plishtim, um povo também envolvido com idolatrias e com condutas morais questionáveis, poderia colocar em risco o crescimento espiritual do povo judeu. Já o deserto tinha como grande vantagem o fato de ser um local desolado, onde os judeus não entrariam em contato com nenhum tipo de impureza e poderiam desenvolver seu crescimento espiritual. Mas o deserto tinha uma grande desvantagem, que era a dificuldade, às vezes até mesmo a impossibilidade, de conseguir alimentos e água de forma natural.
Se dependesse de nós a decisão, o que escolheríamos? Com certeza o caminho pelos Plishtim, pois é este o caminho que muitos vezes escolhemos para nossas vidas. Com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, é preciso se preparar bem. Além do colégio, é necessários cursos de línguas, música, esportes. Então chega o momento da faculdade, quando cada vez mais cedo começamos estágios e cursos extracurriculares. Depois disso surge a necessidade de um Mestrado, MBA e cursos de atualização. Tudo isso para garantir um bom sustento. Mas e para o lado espiritual, quanto tempo sobra? Nada. Escolhemos o caminho onde o sustento será mais fácil, enquanto nossa espiritualidade fica em segundo plano, como o caminho dos Plishtim.
Por isso vem a Parashá da semana para nos ensinar a tomar um caminho diferente na vida. D'us preferiu levar o povo judeu pelo deserto, e não pelo caminho dos Plishtim, para nos ensinar que o nosso foco principal na vida deve ser nosso desenvolvimento espiritual. Mas e o sustento? Isto não foi nenhum problema para a geração do deserto. D'us fez um grande milagre e cada um recebeu, na porta de sua casa, o Man (Maná), todos os dias, exatamente na quantidade necessária para seu sustento diário. Além disso, as roupas cresciam junto com o corpo, os sapatos não se gastavam e um poço de água acompanhava o povo. Se D'us pôde sustentou 3 milhões de pessoas no deserto, certamente também pode mandar o nosso sustento diário.
Mas se D'us teve que fazer milagres de qualquer maneira, então por que Ele não nos levou pelo caminho dos Plishtim e fez um milagre para garantir o nosso crescimento espiritual? Pois todo o motivo da criação do mundo material foi para que tivéssemos méritos pelo nosso crescimento espiritual, através das nossas escolhas corretas, o bom uso do nosso livre arbítrio. Em relação ao sustento, D'us pode nos mandar um presente do Céu sem tirar nosso livre arbítrio, mas o nosso crescimento espiritual deve depender apenas do nosso próprio esforço.
Então o que devemos fazer, apenas o nosso trabalho espiritual, enquanto esperamos que o nosso sustento caia do céu? O Talmud (Torá Oral) nos responde esta pergunta. No tratado de Pessachim está escrito "O sustento do ser humano é tão difícil quanto a abertura do Mar Vermelho". O que significa este ensinamento? Por acaso foi difícil para o Criador do universo abrir o Mar Vermelho?
Somos muito influenciados pelos filmes que assistimos na televisão. No clássico filme "Os 10 mandamentos", com o ator Charlton Heston, Moshé levantava seu cajado e imediatamente as águas do mar se abriam, e foi esta a imagem que ficou nas nossas cabeças. Mas segundo a Torá isto é um grande erro. As águas não se abriram imediatamente, ao contrário, o povo inteiro teve que entrar no mar, e somente quando a água chegou à altura do nariz, quando era impossível continuar, é que o mar se abriu. A dificuldade da abertura do mar foi confiar que, quando eles fizessem a parte deles até onde era possível, D'us faria a parte Dele. Assim também é a dificuldade no sustento do ser humano, pois devemos nos esforçar, estamos obrigados a fazer a nossa parte, mas sabendo que será D'us quem nos mandará o que necessitamos. E fazer a nossa parte significa ter um equilíbrio entre o material e o espiritual, investir no trabalho, mas sem deixar a espiritualidade de lado.
Por exemplo, muitos gostariam de respeitar o Shabat e não trabalhar, mas alegam que necessitam do dinheiro que recebem no Sábado. Será que para D'us é difícil mandar nosso sustento de outras formas? Aquele que sustentou 3 milhões de pessoas durante 40 anos no deserto, sem nunca faltar água nem comida, não consegue ajudar a uma pessoa que quer cumprir a Sua vontade? É preciso coragem e Emuná (fé), é preciso ir até o nosso limite, mas sabendo que todos aqueles que foram até onde era possível viram o mar se abrindo diante deles.  
As decisões que tomamos não afetam apenas as nossas vidas, mas também as de nossos filhos, netos e bisnetos. Somos os modelos de nossos filhos. Se optamos por ganhar um pouco mais de dinheiro ao invés de ir na sinagoga no Shabat, a mensagem para os filhos é clara: dinheiro é importante, a parte espiritual é secundária. Com isto, os filhos vão crescendo cada vez mais alienados da educação religiosa, cada vez mais desinteressados. Isto causa assimilação, isto ameaça todo o povo judeu. Mais do que as ameaças iranianas, mais do que o surgimento do neonazismo, o que coloca em risco o povo judeu é a nossa apatia. O futuro do povo judeu está nas mãos de cada um de nós.
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
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