quinta-feira, 28 de agosto de 2025

A BRACHÁ ESTÁ EM SUAS MÃOS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ REÊ 5785

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de

Sr. Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
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ASSUNTOS DA PARASHAT REÊ
  • A Brachá e a Klalá.
  • Santidade da Terra de Israel / Destruição das idolatrias.
  • Altares particulares.
  • Permissão de comer oferendas redimidas.
  • Comidas sagradas consumidas apenas em Jerusalém.
  • Permissão de comer comidas não consagradas.
  • Princípios gerais.
  • Proibição de copiar os rituais dos Knaanim.
  • O falso Profeta.
  • "Missionários"idólatras.
  • A Cidade Apóstata.
  • Responsabilidade do"Povo Escolhido".
  • Animais proibidos para o consumo: Criaturas aquáticas e Pássaros.
  • O Segundo Dízimo.
  • Dízimos para o pobre.
  • O Ano de Shmitá.
  • Emprestando dinheiro.
  • O Escravo judeu.
  • Animais primogênitos.
  • Shalosh Regalim: Pessach, Shavuót e Sucót.
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A BRACHÁ DO MUNDO ESTÁ NAS SUAS MÃOS - PARASHAT R 5785 (22/ago/25) 

O Rav Isroel Meir HaCohen zt"l (Bielorrússia, 1838 - Polônia, 1933), mais conhecido como Chafetz Chaim, vivia em Radin, uma pequena cidade na Polônia, mas suas palavras ecoavam pelo mundo inteiro. Ele tinha uma forma especial de falar, clara e acessível até para as pessoas mais simples, pois suas palavras saíam do coração.
 
Em muitas ocasiões, ele dizia que os judeus não compreendiam a força das Mitzvót, principalmente aquelas que são aparentemente pequenas e sem valor. Isso levava as pessoas a desprezarem as Mitzvót. Além disso, por se sentirem pequenas, achavam que seus atos não tinham influência sobre o mundo. Para explicar a importância de cada ato e de cada pessoa, ele usava a imagem de uma balança extremamente sensível, e assim ele dizia:
 
- Imaginem uma balança equilibrada, com o prato da direita e o da esquerda em perfeito equilíbrio. Se alguém colocar apenas um grão de areia em um dos lados, isso fará a balança inteira pender. Assim também acontece com os nossos atos: cada Mitzvá, por menor que seja, acrescenta peso ao prato do mérito, e cada transgressão, D'us nos livre, por menos grave que pareça, acrescenta peso ao prato da culpa. E isso não se limita apenas à própria pessoa. Um grão de areia em um dos lados da balança pode fazer pender a balança do mundo inteiro.
 
Essas palavras não eram apenas uma metáfora. O Chafetz Chaim escreveu na introdução do seu livro intitulado "Mishná Brurá": "Cada Mitzvá que o homem cumpre, mesmo a menor delas, sustenta mundos inteiros. E cada transgressão, mesmo a mais leve, pode trazer destruição espiritual. Por isso, cada judeu deve se ver como se sua ação fosse decidir não apenas o seu destino, mas o de toda a criação".
 
Muitos alunos testemunharam que, ao ouvir essas palavras do Chafetz Chaim, sentiam de repente o valor de viver com Torá e Mitzvót. Não havia mais espaço para pensar "eu não tenho importância" ou "meus atos não fazem diferença". Pelo contrário, cada um compreendia que carregava nas mãos a responsabilidade pelo mundo inteiro.

Nesta semana lemos a Parashá Reê (literalmente "Veja"), na qual Moshé continua seus discursos finais. Novamente um dos pontos principais mencionados no discurso é o cuidado com as más influências dos povos idólatras que viviam na Terra de Israel, que poderiam contaminar desde indivíduos até cidades inteiras.
 
A Parashá começa com as seguintes palavras de Moshé: "Veja, eu ponho diante de vocês, hoje, a Brachá e a maldição… E será, quando D'us te trouxer à terra… vocês colocarão a Brachá sobre o Monte Guerizim e a maldição sobre o Monte Eival" (Devarim 11:26-29). Moshé estava falando sobre uma cerimônia que aconteceria logo após Yehoshua entrar com o povo judeu na Terra de Israel. O Talmud (Sotá 32a) nos ensina detalhes desta cerimônia: "Quando o povo judeu atravessou o rio Jordão, chegou ao Monte Guerizim e ao Monte Eival... Seis Tribos subiram ao topo do Monte Guerizim e seis Tribos subiram ao topo do Monte Eival, e os Cohanim, os Leviim e o Aron Hakodesh estavam de pé embaixo, entre os dois montes... Os Leviim então se voltaram em direção ao Monte Guerizim e começaram com a Brachá... E os dois grupos, que estavam em cada um dos montes, responderam: 'Amém'. Em seguida, voltaram-se para o Monte Eival e começaram com a maldição... E aqueles e estes responderam: 'Amém'. E assim continuaram, até completar todas as Brachót e maldições". A lista completa das maldições (e o seu contrário, que são as Brachót), está na Parashá Ki Tavô (Devarim 27:15-26).
 
Há vários detalhes interessantes, tanto nos versículos quanto no detalhamento do Talmud. Em primeiro lugar, o que significa a expressão "Veja"? Afinal, visão se aplica a algo palpável, e não a um discurso. Se Moshé não estava diante dos montes sobre os quais ele falava, então o que eles deveriam ver? Além disso, por que o versículo começa no singular, "Veja", mas continua no plural, "eu ponho diante de vocês"? Outro ponto que chama a atenção é que Moshé disse "hoje", mas a Brachá e a maldição mencionadas foram pronunciadas apenas depois que o povo judeu atravessou o Rio Jordão para entrar na Terra de Israel, alguns meses depois. Então a que Moshé se referia quando disse "hoje"? E, finalmente, por que dividiram as Tribos em duas partes? Não seria possível dar a todos juntos a Brachá e a maldição?
 
Uma das grandes dificuldades do ser humano é entender conceitos espirituais e viver de acordo com eles. Estamos prestes a entrar em Elul, o mês que precede Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento, dia no qual nossos atos, tanto individualmente quanto coletivamente, são recordados, para que D'us possa determinar o "balanço geral", isto é, se fizemos mais Mitzvót ou mais transgressões. De acordo com o resultado, serão feitos os decretos de D'us, para nos inscrever no Livro da Vida ou no outro Livro. Para ilustrar o julgamento, nossos sábios trazem sempre a imagem de uma balança com dois pratos, um referente às Mitzvót e outro referente às transgressões.
 
O Rav Yitzchak Zeev Soloveitchik zt"l (Bielorússia, 1886 - Israel, 1959), mais conhecido como Brisker Rav, explica que o discurso de Moshé era para que as pessoas pudessem "materializar" um pouco mais o conceito do julgamento e o impacto, em nossas vidas e no mundo inteiro, de cada ato que fazemos. A divisão das Tribos em dois grupos foi feita para transmitir ao povo judeu aquilo que está ensinado no Talmud (Kidushin 40b): "Sempre a pessoa deve ver a si mesma como se estivesse metade culpada e metade merecedora. Se cumpriu uma Mitzvá, feliz é ela, pois inclinou a si mesma para o lado do mérito. Se cometeu uma transgressão, coitada dela, pois inclinou a si mesma para o lado da culpa". Esta foi a mensagem transmitida ao povo: através de uma única Mitzvá ou de uma única transgressão, a pessoa pode decidir o destino do mundo inteiro, para o mérito ou para a culpa.
 
Para ensinar essa lição, foi ordenado que eles se dividissem em dois grupos quando chegassem ao Monte Guerizim e ao Monte Eival, e lá eles renovariam o recebimento da Torá com um juramento, tornando todos os judeus fiadores uns dos outros. Ao direcionar a Brachá para metade do povo e a maldição para a outra metade, isso era como se seis Tribos fossem merecedoras de Brachá por terem cumprido a Torá, enquanto as outras seis fossem passíveis de castigo por não terem cumprido a Torá. Isso deveria despertar no coração de cada judeu a imensa responsabilidade que repousa sobre ele em cada instante. Por isso foi dito "Veja", isso é, perceba como é a realidade espiritual, de o mundo estar dividido em dois grupos, em equilíbrio, sendo que um único ato pode mudar tudo. A partir dessa visão, cada um poderia guardar no coração e sentir a responsabilidade que tem em suas mãos, de fazer pender o mundo inteiro para o mérito ou, D'us nos livre, para o contrário.
 
A doença do século é a depressão, que atualmente atinge pessoas de todas as idades e classes sociais. Por que tantas pessoas estão deprimidas? Pois sentem que não tem importância, que não tem nada a contribuir no mundo. Às vezes as pessoas fazem transgressões por sentirem que isso não mudará nada, nem em suas vidas e muito menos no mundo. Mas a Torá vem nos ensinar justamente o contrário. O versículo começa no singular e continua no plural, para nos ensinar que cada indivíduo deve ver que a coletividade depende dele. Cada pequeno ato de cada pessoa pode desequilibrar a balança. Cada indivíduo faz muita diferença no mundo.
 
A linguagem "hoje" corresponde às palavras do Talmud: "Sempre a pessoa deve ver a si mesma como se estivesse metade culpada e metade merecedora". A pessoa que refletir sobre isso seguirá com segurança em seu caminho, afastando-se do mal e praticando apenas o bem. Moshé não estava falando sobre o futuro, e sim sobre o presente.
 
Os Cohanim e Leviim estavam, no momento da Brachá e da maldição, embaixo do Monte Gerizim e do Monte Eival, enquanto o povo estava em cima dos montes. Este fato merece reflexão, pois, de acordo com o costume do mundo, quem se dirige ao público fica sobre uma plataforma mais elevada e transmite suas palavras aos que estão abaixo dele. Assim, seria mais lógico que os Cohanim e Leviim subissem ao monte para proclamar a Brachá e a maldição, enquanto as Tribos permanecessem embaixo, escutando. Por que neste caso houve uma inversão?
 
Talvez isso venha ensinar sobre a condição e o status do povo judeu que, em todos os tempos e circunstâncias, encontra-se em posição elevada, sob a supervisão de D'us. Isso se aplica aos momentos de paz, fartura e Brachá, mas também aos momentos de dificuldade e maldição. O Talmud (Ketubot 66b) relata que quando a filha de Nakdimon ben Gurion, um dos homens mais ricos de Jerusalém, recolhia cevada entre os excrementos dos animais, na época do cerco romano, Rabi Yochanan chorou e disse: "Vocês são felizes, Israel, pois quando fazem a vontade do Eterno nenhuma nação pode dominá-los, mas quando não fazem a vontade do Eterno, são entregues nas mãos da nação mais baixa. E não apenas nas mãos da nação mais baixa, mas até mesmo nas mãos dos animais da nação mais baixa". Como entender a reação do Rabi Yochanan diante de uma cena tão trágica?
 
Explica o Rav Shmuel Eliezer Halevi Eidels zt"l (Polônia, 1555 - 1632), mais conhecido como Maharsho, que Rabi Yochanan disse "vocês são felizes" em ambos os aspectos: quando o povo judeu sobe, eleva-se acima de todas as nações e seus príncipes, mas quando não fazem a vontade do Criador, Ele retira Sua Presença deles e eles são mais humilhados e desprezados do que todas as nações. Vemos, portanto, que até na queda do povo judeu podemos reconhecer sua grandeza e elevação. Por isso, os judeus foram ordenados que, no momento da Brachá e da maldição, subissem nos montes, para mostrar que em ambas as situações sua elevação é manifestada. O povo judeu nunca é controlado por astros ou anjos, e sim permanecem somente sob a Mão de D'us.
 
Precisamos entender nosso valor, como indivíduos e como povo, e o impacto que podemos causar com cada ato, em nossas vidas e no mundo inteiro. Esta reflexão constante, lembrando que isso se aplica "hoje", nos ajudará a melhorar nossos atos e a chegarmos em Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento, com uma bagagem maravilhosa.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
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