| | | | | ASSUNTOS DA PARASHAT TETSAVÊ - Óleo para Menorá.
- As 8 Vestes do Cohen Gadol:
1) Efod ("Avental") e os Engastes. 2) Choshen Mishpat ("Peitoral"). 3) Meil ("Manto"). 4) Tsits ("Tiara", Placa para a cabeça). 5) Avnet ("Cinto"). 6) Ktonet ("Túnica"). 7) Mitsnefet ("Turbante"). 8) Michnassaim ("Calças"). - As 4 Vestes dos Cohanim simples.
1) Ktonet ("Túnica"). 2) Avnet ("Cinto"). 3) Migbaat ("Turbante"). 4) Michnassaim ("Calças"). - Consagração dos Cohanim.
- Consagração do Altar.
- Korban Tamid.
- Mizbeach (Altar) de Incenso.
| | | FALANDO BEM DE D'US - PARASHAT TETSAVÊ E PURIM 5786 (27/fev/26) Em 1940, a guerra já havia explodido na Europa. Milhares de judeus que haviam fugido da Polônia encontravam-se presos na Lituânia, encurralados entre o avanço nazista e o domínio soviético. Sem vistos, sem passaportes válidos e sem um país que os aceitasse, estavam sem saída. A única possibilidade era obter um visto de trânsito pelo Japão, que lhes permitiria atravessar a União Soviética e, a partir dali, buscar refúgio em outro lugar. O homem que tinha poder para conceder esse visto chamava-se Chiune Sugihara, o vice-cônsul do Japão na Lituânia. Quando os primeiros refugiados bateram à porta do consulado, Sugihara fez o que um diplomata deveria fazer: enviou um pedido formal a Tóquio, solicitando autorização para emitir vistos humanitários. A resposta foi negativa. Ele pediu novamente, explicando a situação desesperadora daquelas famílias. Outra negativa. Pela terceira vez tentou sensibilizar o governo japonês. Mais uma vez, recebeu ordem para não conceder os vistos. Pela lógica profissional, a história deveria terminar ali. Um diplomata não desobedece a instruções diretas do seu governo. Sua carreira, reputação e sustento dependiam disso. Mas Sugihara olhou para as filas que se formavam do lado de fora do consulado, com centenas de homens, mulheres e crianças, e tomou uma decisão silenciosa. Passou a escrever vistos e, quando os formulários acabaram, os escrevia manualmente, um por um. Trabalhava sem parar, quase não dormia e mal descansava. Quando recebeu ordem para deixar o país, continuou escrevendo vistos até o último momento, inclusive dentro do trem que o levava embora, entregando documentos pela janela. Após a guerra, Sugihara foi chamado de volta ao Japão. Pouco depois, perdeu sua posição no serviço diplomático. Durante muitos anos viveu no anonimato, trabalhando em empregos simples. Não houve homenagens imediatas. Não houve reconhecimento público. Parecia que sua escolha moral custara sua carreira. Mesmo assim, ele nunca fez discursos dramáticos nem demonstrou amargura. Anos mais tarde, quando perguntado por que havia desobedecido às ordens do governo japonês, ele respondeu de maneira simples: "Eu fiz o que era correto". Décadas depois, sobreviventes começaram a procurá-lo. Histórias começaram a vir à tona. Em 1985, pouco antes de sua morte, ele foi reconhecido pelo Yad Vashem como "Justo entre as Nações". O mundo finalmente entendeu o alcance daquele gesto silencioso. O que parecia uma perda profissional irreversível revelou-se a salvação de milhares de vidas e a continuidade de gerações inteiras. A decisão que parecia trazer apenas prejuízo pessoal tornou-se fonte de luz para incontáveis famílias. Ao todo, cerca de seis mil judeus receberam vistos graças a ele. Aqueles papéis permitiram que eles atravessassem a Rússia, chegassem ao Japão e, posteriormente, encontrassem refúgio seguro. Hoje, estima-se que existam dezenas de milhares de descendentes dessas pessoas. Muitas vezes, só no final o enredo se revela. O que parecia queda transforma-se em elevação. Aquela escolha, que à primeira vista parecia trazer apenas prejuízo pessoal, tornou-se fonte de luz para milhares de famílias. Às vezes leva tempo para enxergarmos que aquilo que parecia negativo fazia parte de um bem muito maior. | | | Nesta semana lemos a Parashat Tetsavê (literalmente "Ordene"), que descreve as oito e esplendorosas roupas do Cohen Gadol, utilizadas no momento em que ele fazia os Serviços Divinos no Mishkan. As roupas eram feitas de materiais valiosos, algumas até mesmo de ouro e pedras preciosas. Porém, além da beleza, as roupas do Cohen Gadol também tinham uma grande importância: cada uma era responsável pela expiação de uma transgressão específica do povo judeu. Por exemplo, o "Meil", uma túnica azul celeste com sinos de ouro e romãs feitas de lã, expiava a transgressão de Lashon Hará. O sino representa justamente o ruído da nossa língua dentro da boca, enquanto a lã representa o silêncio. Muitas vezes falamos Lashon Hará por não termos nada a dizer. Neste caso, o melhor é ficarmos em silêncio. O Lashon Hará também é normalmente fruto de julgarmos as pessoas para o mal, de estarmos sempre reclamando, de não darmos o benefício da dúvida. E uma das piores consequências de quem não trabalha este traço de caráter é que aquele que fala mal das pessoas, que as julga para o mal, terminará fazendo o mesmo em relação a D'us. Muitos preferem reclamar dos problemas e dificuldades, deixando de perceber as bondades que Ele faz. Isso se conecta com a nossa próxima parada no Calendário Judaico, Purim, na próxima 2ª feira de noite (2/mar), quando começaremos a reviver o grande milagre da salvação do povo judeu na época do exílio persa. Uma das Mitzvót de Purim é escutarmos, tanto de noite quanto de manhã, a leitura da Meguilat Ester, que conta detalhes da salvação do povo judeu. Na Meguilá aparecem alguns personagens centrais, tais como Ester, Mordechai e o rei Achashverosh, mas também alguns personagens secundários, como Charvona. Quantas vezes Charvona é mencionado em toda a Meguilá? Apenas duas vezes. A primeira, no início do primeiro capítulo (Ester 1:10), quando ele é mencionado como um dos sete serviçais de Achashverosh. A segunda vez que Charvona aparece é quando Haman finalmente encontrou sua queda: "Então Charvona, um dos serviçais diante do rei, disse: 'Além disso, eis que a forca que Haman preparou para Mordechai, que falou bem do rei, está de pé na casa de Haman, com cinquenta côvados de altura'. E o rei disse: 'Enforquem-no nela'" (Ester 7:9). Mas o que desperta a nossa curiosidade é perceber que, mesmo parecendo ser um personagem completamente secundário em toda a história de Purim, Charvona é mencionado no poema "Shoshanat Yaakov", que recitamos após a leitura da Meguilá. Lá dizemos: "VeGam Charvona Zachur Latov" (E que também Charvona seja lembrado para o bem). Por que nossos sábios consideraram importante mencionar Charvona neste poema? O Midrash observa um detalhe interessante. Na primeira vez em que aparece na Meguilá, o nome Charvona é escrito com a letra "Alef" no final, enquanto na segunda vez ele é escrito com a letra "Hei". Com base nisso, o Midrash afirma que não se trata da mesma pessoa. O verdadeiro Charvona é aquele que foi mencionado no primeiro capítulo. Já o "segundo Charvona" era, na realidade, Eliahu HaNavi disfarçado como Charvona. É interessantemente perceber que no poema "Shoshanat Yaakov", o nome Charvona é seguido da expressão "Zachur Latov". O Talmud (Eruvin 43a) nos ensina que esta expressão é utilizada normalmente quando se refere justamente a Eliahu HaNavi. Parece um detalhe sem importância. Porém, na verdade, o versículo que traz o "segundo Charvona" carrega uma mensagem que nos ensina como e por que a redenção do povo judeu ocorreu. Está escrito "E Charvona, um dos serviçais diante do rei, disse: 'Também eis aqui a forca que Haman fez para Mordechai, que falou bem do Rei, está erguida no pátio de Haman'". A explicação mais simples do versículo é que Charvona quis incriminar ainda mais Haman ao denunciar a forca construída para matar Mordechai, justamente aquele que no passado havia salvado a vida do rei, ao denunciar um complô de assassinato. Mas há uma forma mais profunda de entender este versículo. O Midrash afirma que "Todo lugar em que está dito nesta Meguilá "rei Achashverosh", o versículo está se referindo ao rei Achashverosh. E todo lugar em que está dito apenas "rei" de forma simples, serve tanto para o sagrado (D'us) quanto para o profano (Achashverosh)". Lendo o versículo desta forma ensinada pelo Midrash, aprenderíamos que Mordechai foi elogiado por Eliahu Hanavi por ser aquele que falava bem de D'us. O que isto significa? Explica o Rav Yssocher Frand que Haman estava prestes a executar seu plano de exterminar, em um único dia, todos os judeus. A data, inclusive, já estava marcada, e o decreto havia sido espalhado por todo o reino. Os judeus estavam tão apavorados que alguns caíram espiritualmente e começaram a questionar: "O que D'us está fazendo conosco?". Era perfeitamente compreensível, pela dificuldade da situação, que eles se desesperassem e começassem a questionar a Justiça Divina. Era comum escutar nas conversas entre os judeus frases como "O que fizemos? Por que merecemos isso?". Queixas contra D'us certamente estavam sendo sussurradas em todos os cantos. Mas Mordechai era aquele que falou bem do Rei, isto é, que nunca reclamou e nunca questionou a Justiça Divina. Ele jamais duvidou que tudo o que estava acontecendo era justo. Ele viveu na prática o princípio: "Tudo o que o Misericordioso faz é para o bem" (Brachót 60b). A mensagem é que Purim, a grande salvação do povo judeu, é o modelo da nossa esperança na Redenção Final. Portanto, este versículo é um ensinamento de como a redenção ocorreu e um prenúncio de como acontecerá novamente. Para assegurar a vinda rápida da redenção, devemos sempre "falar bem do Rei". Isso nem sempre é fácil, após milhares de anos de história judaica cheia de sofrimentos, tanto em escala nacional quanto pessoal. Não questionar D'us é extremamente difícil, especialmente para aqueles que viveram tragédias como a Inquisição e o Holocausto. Mas, apesar de se tratarem de grandes testes, Eliahu HaNavi, aquele mesmo profeta que virá anunciar a Redenção Final, nos ensina que a chave é agir como Mordechai, "aquele que falou bem do Rei". Isso é consistente com o que ensinam nossos sábios. O nosso Templo Sagrado foi destruído pelo Lashon Hará e o ódio gratuito. Ambos são consequência de não julgarmos as pessoas para o bem. A partir do momento em que mudarmos esta característica, chegaremos não apenas ao nível de "falou bem do Rei", mas "falou bem de todas as pessoas". Então, certamente a Redenção Final chegará e teremos o mérito de ver o nosso Templo reconstruído. "Para os judeus houve luz, alegria, regozijo e honra" (Ester 8:16). Que assim também seja conosco. SHABAT SHALOM E PURIM KASHER VE SAMEACH R' Efraim Birbojm | | Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima. --------------------------------------------  Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno. Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno. Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno. Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l -------------------------------------------  Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l. -------------------------------------------- Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com (Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai). | | | | | | | |
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