| | | | | ASSUNTOS DA PARASHAT VAERÁ - D'us garante novamente a Moshé que o povo será salvo.
- As 4 expressões de libertação.
- Genealogia de Moshé e Aharon.
- O cajado vira uma serpente.
- Sangue: A 1ª Praga.
- Rãs: A 2ª Praga.
- Piolho: A 3ª Praga.
- Hordas de animais selvagens: A 4ª Praga.
- Epidemia: A 5ª Praga.
- Sarna: A 6ª Praga.
- Granizo: A 7ª Praga.
| | | REALIDADE OU ILUSÃO? - PARASHAT VAERÁ 5786 (16/jan/26) "Na época do Talmud, algumas pessoas dominavam técnicas de feitiçaria, capazes de produzir efeitos impressionantes. Diante dos olhos assombrados do público, faziam com que pepinos aparecessem e, logo depois, desaparecessem. Para aqueles que assistiam, a sensação era de que algo estava sendo criado do nada e, imediatamente, anulado. Contudo, aquilo não era real e o próprio Talmud esclarece que tais demonstrações não passavam de "Achizat Einaim" (ilusão de ótica), uma manipulação da percepção dos olhos. Nada havia sido verdadeiramente criado e, por isso, imediatamente os feiticeiros tinham que fazer os pepinos desaparecerem, para que as pessoas não percebessem que nada daquilo era real, e sim um fenômeno que existia apenas no olhar de quem observava. Infelizmente isso era um prato cheio para charlatões e pessoas sem escrúpulos, que utilizavam esta forma de ilusão para enganar e desviar as pessoas. Alguns rabinos daquela geração, e entre eles o Rabi Eliezer, ficaram extremamente preocupados com o impacto daquelas demonstrações públicas de feitiçaria. O Rabi Eliezer então decidiu que também deveria realizar uma demonstração pública diferente. Ele utilizou conhecimentos do "Sefer HaYetzirá" (Livro da Criação), algo permitido somente em situações muito específicas e através de pessoas envoltas em muita santidade, e imediatamente pepinos surgiram. Inicialmente parecia que ele estava fazendo o mesmo truque dos feiticeiros. Porém, havia uma diferença fundamental: não era uma ilusão de ótica passageira, era algo real. Para provar, o Rabi Eliezer mostrou que os pepinos que apareciam não desapareciam logo depois, ao contrário, eles podiam ser colhidos e consumidos. O ponto principal que o Rabi Eliezer queria demonstrar era que a diferença não estava na aparência externa do fenômeno, mas em sua substância, pois de um lado havia apenas uma ilusão sofisticada, enquanto de outro havia uma transformação autêntica da realidade." (História retirada do Talmud Sanhedrin 65b) O Talmud está nos transmitindo que existe uma distância infinita entre aquilo que apenas parece existir e aquilo que realmente existe. A feitiçaria pode enganar os sentidos, mas não tem o poder de criar. Somente aquilo que provém do Criador possui existência verdadeira. Essa distinção entre aparência e realidade não é apenas um conceito abstrato. Nem tudo o que impressiona os olhos transforma o mundo; apenas o que vem de D'us, a Fonte de toda a existência, possui permanência e sentido. | | | Nesta semana lemos a Parashat Vaerá (literalmente "E Eu apareci"), que começa a falar sobre o processo de libertação do povo judeu da terrível e brutal escravidão egípcia. Após uma primeira tentativa frustrada de falar com o Faraó, D'us ordenou a Moshé e Aharon que o procurassem novamente, mas desta vez apresentando um sinal milagroso, para demonstrar que estavam vindo em nome de uma Autoridade superior. O sinal milagroso era a transformação de um cajado de madeira em uma serpente, como está escrito: "Aharon lançou o seu bastão diante do Faraó e diante de seus servos, e ele tornou-se uma serpente" (Shemot 7:10). Porém, este milagre não convenceu o Faraó e seus conselheiros. Ao contrário, foi motivo de zombaria, já que os magos egípcios facilmente replicaram o milagre e também transformaram seus cajados em serpentes. Porém, a Torá nos conta que o milagre de Moshé e Aharon não terminou por aí, já que imediatamente depois está escrito "o cajado de Aharon engoliu os cajados deles" (Shemot 7:12). Este encontro de Moshé e Aharon com o Faraó desperta um questionamento interessante. D'us sabia que os magos do Faraó poderiam facilmente replicar aquele milagre. Então, na prática, qual foi a diferença entre o que Aharon e os magos fizeram? E qual era a mensagem que D'us queria transmitir ao Faraó e aos seus magos? Além disso, o Talmud (Shabat 97a) refere-se a esse episódio como um "milagre dentro de um milagre". Rashi (França, 1040 - 1105) explica que foi o cajado de Aharon que engoliu os cajados dos magos, isto é, não enquanto eram serpentes. O milagre foi algo muito mais assombroso e milagroso, pois foi depois de terem retornado à forma de cajado. Mas qual foi exatamente o "milagre dentro de um milagre"? Se a serpente voltar a ser cajado foi considerado o primeiro milagre, e o cajado posteriormente engolir os outros cajados foi considerado o segundo milagre, então não deveria ter sido descrito como um "milagre após um milagre"? Por que foi um "milagre dentro de um milagre"? O Rav Shmuel Eliezer Halevi Eidels zt"l (Polônia, 1555 - 1632), mais conhecido como Maharsho, sugere que o "milagre dentro de um milagre" consistiu no fato de que o cajado de Aharon não aumentou de tamanho depois de engolir todos os outros cajados. Contudo, essa explicação é um pouco difícil, já que Rashi não faz qualquer alusão a esse aspecto, como também não parece estar explicitamente indicado no ensinamento do Talmud. Além disso, se D'us estava realizando um milagre poderoso para impressionar o Faraó, e o objetivo era causar impacto, por que D'us fez o cajado de Aharon engolir os cajados dos feiticeiros? Um cajado engolir um ser vivo causaria uma impressão ainda maior! Não teria sido um milagre muito mais impressionante se o cajado de Aharon tivesse engolido as serpentes dos magos? Explica o Rav Yochanan Zweig que "milagre dentro do milagre" foi realmente o cajado de Aharon, um objeto inanimado, ter engolido as serpentes dos magos. Mas então por que a Torá se referiu às serpentes como sendo cajados? Se fosse porque originalmente as serpentes eram cajados, e a Torá está se referindo às serpentes como cajados por sua forma original, então como sabemos que a serpente de Aharon, que também foi chamada de cajado, realmente se transformou? Como o Talmud pode afirmar que o milagre foi o cajado de Aharon ter engolido as serpentes dos feiticeiros? A resposta está em um interessante Midrash, que nos ensina que as dez pragas que D'us trouxe milagrosamente sobre os egípcios correspondem às dez declarações "E disse D'us", que aparecem no início da Criação, por meio das quais D'us criou o mundo. Do Midrash emerge a compreensão de que um milagre não é uma ilusão nem uma mera alteração na percepção humana, pelo contrário, um milagre envolve uma transformação na natureza de um objeto e efetivamente cria uma mudança, isto é, trata-se de um novo ato de criação. Se for realizado através de um milagre de D'us, um cajado que se transforma em serpente realmente se torna uma serpente. Por outro lado, atos de feitiçaria podem fazer um cajado exibir características semelhantes às de uma serpente, mas a serpente que surge continua sendo, na realidade, um cajado. O cajado de Aharon realmente havia se transformado em uma serpente e voltou à forma de cajado, o que constitui um milagre. Por outro lado, a Torá identifica as serpentes dos egípcios como cajados, pois isso é tudo o que elas sempre foram. Sua aparência de serpente era apenas uma ilusão. Ao Faraó e seus feiticeiros estava sendo ensinado, através de Moshé e Aharon, que suas habilidades eram meramente ilusórias, sem fundamento na realidade. Somente o Criador do mundo, que é a Fonte contínua de toda a existência, possui a capacidade de recriar aquilo que já existe e conferir-lhe uma nova realidade. Assim como os feiticeiros da época do Rabi Eliezer podiam enganar os olhos, mas não podiam criar pepinos reais, que podiam ser consumidos, também os magos do Egito podiam simular serpentes, mas não gerar uma transformação verdadeira. Somente D'us possui o poder de criar e recriar a realidade. Tudo o que não vem Dele é apenas aparência e ilusão, destinada a desaparecer. O Faraó representa a nossa civilização, que atribui forças ao poder humano, aos avanços tecnológicos, ao controle da natureza e à ilusão de autonomia. Mas a mensagem enviada por Moshé e Aharon ao Faraó e seus magos foi: "Vocês podem produzir efeitos impressionantes, mas não conseguem criar realidade". O cajado de Aharon não apenas venceu o cajado dos magos, ele os absorveu, demonstrando que aquilo que não possui uma existência verdadeira não subsiste diante do que é real. O falso, o artificial, a manipulação da realidade, pode impressionar temporariamente e enganar, mas apenas aquilo que está enraizado na verdade Divina possui permanência real. O mesmo se aplica também à nossa Avodat Hashem. As aparências externas de espiritualidade não substituem uma transformação real de caráter, consciência e vínculo com D'us. O que não é verdadeiro não se sustenta. É interessante perceber isso nas letras que formam a palavra "Emet", que significa "verdade" e "Sheker", que significa "mentira". A palavra Emet (אמת) tem todas as suas letras com pelo menos dois apoios, enquanto a palavra Sheker (שקר) tem todas as suas letras com um único apoio, isto é, não se sustentam. O verdadeiro judaísmo não é o deslumbramento com as coisas místicas; é o cotidiano, a conexão com D'us através das Mitzvót e do estudo da Torá. Muitas pessoas se iludem, frequentando cursos de "Kabalá", buscando sabedorias profundas, mas não sabem fazer Tefilá e nem cumprir as Mitzvót. Quando o judaísmo é baseado em "shows pirotécnicos", em promessas de "segredos incríveis nunca antes revelados", isto é um sinal de que não se trata de uma conexão verdadeira. A verdadeira Torá começa no entendimento mais simples e direto dos versículos, no aprendizado continuo. Somente assim podemos construir a verdadeira espiritualidade. Não a que aparece e some, mas a que fica para toda a eternidade. SHABAT SHALOM R' Efraim Birbojm | | Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima. --------------------------------------------  Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno. Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno. Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno. -------------------------------------------  Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l. -------------------------------------------- Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com (Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai). | | | | | | | |
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