quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ BESHALACH 5769

BS"D

SÓ ACREDITO VENDO - PARASHÁ BESHALACH 5769 (06 de fevereiro de 2009)

Existem no mundo várias instituições judaicas que organizam Seminários com o intuito de ensinar para judeus afastados a verdadeira essência do judaísmo. Os maiores seminários do mundo, por incrível que pareça, têm como público alvo os judeus que estão de passagem pela Índia, pois um grande número de jovens israelenses afastados do judaísmo, ao terminar o serviço militar obrigatório, viajam para a Índia em busca de espiritualidade. Os rabinos organizam um seminário de final de semana em Hong Kong, compram um certo número de passagens e passam três dias na Índia, tempo suficiente para encontrar pessoas dispostas a ir ao Seminário.

Um dos responsáveis pela organização dos seminários em Hong Kong, o rabino Moshe Braverman, conta que certa vez havia comprado 25 passagens, mas em 3 dias tinha conseguido pelas ruas da Índia apenas 23 pessoas. Como o vôo seria na manhã seguinte, ele saiu de madrugada pelas ruas da Índia em busca de mais 2 judeus interessados, até que às 3 da manhã encontrou duas moças israelenses na rua, chamadas Dorit e Imbal. Quando começou a contar sobre o seminário de Hong Kong, as meninas ficaram brancas e imediatamente disseram que queriam ir, sem nem mesmo perguntar o preço ou o conteúdo do Seminário. O Rav Braverman estranhou, mas não disse nada.

No Seminário, no meio de uma aula sobre vida após a morte, quando o rabino mencionou sobre a "brincadeira do copo" (na qual as pessoas evocam um espírito para que entre em um copo e movimente-o em um tabuleiro com letras, se comunicando assim com os vivos), Dorit se levantou e, diante de todos, começou a contar a história de como foi parar naquele seminário:

- Minha mãe morreu quando eu era muito pequena. Eu aprendi muito cedo a fazer a brincadeira do copo, mas nunca tive coragem de evocar o espírito da minha mãe. Alguns meses atrás minha mãe apareceu para mim em um sonho. Ela estava com uma aparência muito ruim, e pediu para que eu viajasse para o Oriente. Arrumei minhas malas e, junto com minha amiga Imbal, fomos para a Índia. Passamos lá 2 meses curtindo e esperando o que iria acontecer, mas não aconteceu nada. Então ontem a noite eu tomei coragem e fiz a "brincadeira do copo", mas desta ver evoquei o espírito da minha mãe. Ela me escreveu a seguinte frase: "Vá para Hong Kong procurar a verdade". Fiquei perturbada, sem entender a mensagem, então saí com Inbal para dar uma volta. Poucos minutos depois o Rav Braverman apareceu, nos convidando para um Seminário em Hong Kong...

Mas o mais impressionante desta história, segundo o Rav Moshe Braverman, é que esta moça, apesar de todos os milagres abertos que presenciou, nunca se aproximou do judaísmo.
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Na Parashá desta semana, Beshalach, o faraó finalmente se curvou diante da força de D'us e permitiu aos judeus saírem do Egito. E assim a Torá descreve a saída do povo judeu: "E os judeus saíram da terra do Egito Chamushim" (Shemot 13:18). Muitos comentaristas explicam que a linguagem "chamushim" significa "armados". Mas é um pouco difícil entender a necessidade dos judeus saírem armados. Toda a saída do Egito foi rodeada de milagres, e mesmo no deserto D'us protegia constantemente o povo com nuvens e com uma coluna de fogo de noite. Além disso, os judeus não sabiam lutar, afinal tinham passado mais de 200 anos como escravos. Então por que tiveram que sair do Egito levando armas?

Explica o Rav Bachya que este versículo é um ensinamento de como devemos nos comportar na vida. D'us é Onipotente, pode fazer qualquer milagre em qualquer momento. Mas apesar de algumas vezes na história Ele ter feito milagres abertos, como nas 10 pragas do Egito e na abertura do Mar Vermelho, em geral Ele se comporta de maneira oculta, para nos permitir uma livre-escolha em todos os nossos atos. Por isso sempre temos que fazer a nossa parte, de forma que a intervenção de D'us seja de maneira oculta e não aberta. Por exemplo, é óbvio que quem protege nosso carro para que não seja roubado é D'us, mas temos que pelo menos fazer a nossa parte, isto é, trancar a porta.

Já segundo o Midrash (parte da Torá Oral), o entendimento deste versículo fica ainda mais difícil. O Midrash diz que a palavra "Chamushim" vem da mesma raíz da palavra "Chomesh", que significa "um quinto". O Midrash diz que o versículo está nos ensinando que apenas um quinto do povo judeu saiu do Egito, enquanto o restante, 80% do povo, não quis sair e morreu durante os 3 primeiros dias da praga da escuridão. Por que justamente nesta praga? Para que fossem enterrados sem que os egípcios percebessem, pois se vissem também os judeus morrendo, pensariam que eles também estavam sendo atingidos pelas pragas. Mas como pode ser que, depois de tantos milagres abertos, 80% do povo judeu não quis sair do Egito?

D'us criou o ser humano com o vontade de buscar a verdade. Infelizmente existem muitas motivações pelas quais o ser humano engana a si mesmo, tais como o medo de mudar, o medo de perder prazeres, o medo de perder prestígio e a apatia, como ensina o Pirkei Avót (Ética dos Patriarcas): "Três coisas tiram o homem do mundo: a honra, a inveja e a busca pelos desejos". O que significa "tirar do mundo"? Significa nos afastar do nosso propósito, dos caminhos corretos, pois a pessoa que busca a honra, a inveja e os desejos sempre cria desculpas para continuar a cometer erros. Haviam muitos judeus no Egito que eram influentes e não queriam abandonar seus cargos para virar parte do "povão", junto com os outros judeus. Outros estavam tão conectados com o materialismo que temiam perder mesmo o pouco que tinham. E uma grande parte do povo judeu não quis sair por medo das mudanças, por medo das novas responsabilidades de estar sob os comandos de D'us, e preferiram permanecer escravos. Isso nos ensina que mesmo diante da maior verdade, o ser humano tem a capacidade de ignorá-la.

Quando olhamos os judeus egípcios nos perguntamos como eles puderam ser tão cegos, como não enxergaram a verdade tão escancarada. Mas será que estamos tão longe daqueles judeus? Será que faltam provas de que D'us existe e de que a Torá foi escrita por Ele? Atualmente existem centenas de sites, de ensinamentos por E-mail e de sinagogas com aulas de Torá abertas ao público. Então por que mais de 80% do povo judeu continua tão afastado das Mitzvót?

A redenção final do povo judeu, na época do Mashiach, será muito semelhante à saída do Egito, como nos ensinou Shlomo Hamelech (Rei Salomão): "Não há novidade sob o sol", isto é, se estudarmos o passado, aprenderemos sobre o futuro. Da mesma forma que os judeus se deixaram cegar por seus interesses, assim também fazemos hoje em dia.

Que possamos sair finalmente da escravidão que temos dos nossos desejos, do nosso comodismo e da nossa apatia.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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