quinta-feira, 15 de junho de 2017

FOCO CORRETO NA VIDA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHELACH LECHÁ 5777 

BS"D
Este e-mail foi carinhosamente dedicado pela Família Lerner, em elevação da alma de Miriam Iocheved bat Mordechai Tzvi z"l
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FOCO CORRETO NA VIDA - PARASHÁ SHELACH LECHÁ 5777 (16 de junho de 2017)

"Uma empresa brasileira e outra japonesa decidiram enfrentar-se em uma corrida de canoas de oito homens. As duas equipes treinaram durante meses e no dia da corrida estavam em sua melhor forma. No entanto, os japoneses venceram com mais de um quilômetro de vantagem.
 
Depois da derrota esmagadora, a equipe brasileira ficou desanimada. O diretor geral propôs uma nova corrida para o ano seguinte e criou um grupo de trabalho para investigar os motivos da derrota. Após vários estudos, o grupo descobriu que os japoneses tinham sete remadores e um capitão, enquanto a equipe brasileira tinha um remador e sete capitães. Diante disso, o diretor geral teve a brilhante idéia de contratar uma empresa de consultoria para analisar a estrutura da equipe. Depois de longos meses de trabalho, os consultores chegaram à conclusão de que a equipe tinha capitães demais e remadores de menos. Com base no relatório dos consultores, a empresa decidiu mudar a estrutura da equipe. A equipe seria agora composta por quatro comandantes, dois supervisores, um chefe de supervisores e um remador. Uma atenção especial seria dada ao remador, que deveria ser muito bem qualificado, motivado e consciente de suas responsabilidades. 

No ano seguinte os japoneses venceram com dois quilômetros de vantagem. Os dirigentes da empresa despediram o remador por causa do seu mau desempenho. O diretor geral preparou um relatório da situação, no qual ficou demonstrado que foi escolhida a melhor tática e a motivação era boa, mas o material precisaria ser melhorado. No momento estão pensando em substituir a canoa..."
 
Nas suas decisões, caminhe sempre para um "norte". Porém, antes se certifique de que é o "norte" certo.

Nesta semana lemos a Parashá Shelach Lechá (literalmente "Envie para você"), que nos descreve o trágico episódio dos "Meraglim" (espiões). O povo judeu, ao se aproximar da Terra de Israel, exigiu que fossem mandados espiões para observar a terra. O que deveria ter sido apenas um levantamento de informações para organizar a iminente conquista militar se transformou em uma das maiores tragédias da nossa história. Os espiões, apesar de serem pessoas espiritualmente muito elevadas, voltaram trazendo um péssimo relato da terra, desanimando o povo e fazendo com que todos chorassem de desespero. Esta demonstração de falta de Emuná (fé) irritou profundamente a D'us, que já havia garantido que a terra era boa e que os judeus a conquistariam sem grandes dificuldades, pois Ele estaria junto com o povo nas guerras. D'us então decretou que toda aquela geração, cerca de 600 mil homens, deveria vagar pelo deserto por 40 anos e não entraria mais na Terra de Israel. Este episódio foi uma terrível perda de oportunidade de crescimento espiritual do povo judeu. Mas como isto pôde ocorrer com pessoas tão elevadas? Como os espiões cometeram este erro tão grave?
 
Explica o Rav Simcha Barnett que a resposta está em um dos assuntos finais da Parashá, quando a Torá nos ensina a Mitzvá de Tzitzit, segundo a qual todo homem judeu deve colocar fios nos cantos de suas roupas. O motivo explícito pelo qual nós colocamos estes fios nos cantos das roupas é para que não nos desviemos atrás do nosso coração e atrás dos nossos olhos, nos esquecendo de D'us. Este é inclusive um dos trechos que compõe o "Shemá Israel", que recitamos duas vezes ao dia.
 
Assim diz o versículo que descreve a Mitzvá de Tzitzit: "Não sigam seus corações e seus olhos, atrás dos quais vocês se desviam" (Bamidbar 15:39). É interessante perceber que a expressão "Não sigam" é "Ló Taturu", exatamente a mesma linguagem utilizada na missão dos espiões, como está escrito: "Estes são os nomes das pessoas que enviou Moshé para espionar a Terra" (Bamidbar 13:16). "Espionar a Terra" é, em hebraico, "Latur et Haaretz". Rashi, comentarista da Torá, conecta os dois eventos ao explicar que, da mesma forma que os espiões desviaram seus corações e seus olhos quando foram espionar a Terra de Israel, nós também devemos ter muito cuidado para não nos desviarmos atrás dos nossos "espiões", o nosso coração e os nossos olhos, atrás dos quais nós estamos propensos a nos desviar e esquecer D'us. Mas qual foi o desvio dos espiões, que se conecta com o desvio dos nossos olhos e do nosso coração e que pode nos fazer esquecer D'us? E como o Tzitzit pode evitar este desvio?
 
No mundo antigo, dominado pelo politeísmo, os deuses representavam as diferentes forças existentes no mundo. Quando as pessoas precisavam de uma força em particular, clamavam pelo deus correspondente e traziam a ele oferendas. O povo judeu ensinou ao mundo, através do conceito do Monoteísmo, que todas estas forças existentes refletem a personalidade de um único Criador. Da mesma maneira que a mobília em uma residência reflete os valores e a personalidade do dono da casa, o mundo também reflete a personalidade de D'us, seu Dono. Nosso trabalho na vida é estudar a "mobília" do mundo para que possamos descobrir e desenvolver um relacionamento com o "Dono da casa". A chave para encontrar harmonia e equilíbrio em nossa caminhada neste mundo, que parece estar cheio de forças, ideias e objetivos contraditórios, é fazer da busca por D'us o centro de todos os nossos esforços.
 
Infelizmente, por nossa falta de claridade, acabamos nos afundando nas "idolatrias modernas". Temos a tendência de transformar os meios em objetivos e acabamos idolatrando-os da mesma maneira que as pessoas antigamente idolatravam suas estátuas de barro. É o que ocorre, por exemplo, com as pessoas que dedicam suas vidas a acumular dinheiro e riquezas. O dinheiro, que deveria ser apenas um meio, tornou-se o objetivo de vida das pessoas. Nas moedas de dólar encontramos a inscrição "In G-d we trust" (Nós confiamos em D'us), mas a inscrição correta deveria ser "In gold we trust" (Nós confiamos no ouro).
 
Quando entramos em um relacionamento verdadeiro, buscamos uma conexão total e completa com a outra pessoa. Não nos conectamos apenas com o seu dinheiro, sua aparência física ou o seu senso de humor. O mesmo devemos aplicar nas outras áreas da vida. Se o nosso objetivo é criar um relacionamento com D'us, nos assemelhando aos atos Dele e nos tornando pessoas melhores a cada dia, devemos fazer isso de maneira completa e focada. Desta forma, todos os outros aspectos da vida acabam se encaixando em seus devidos lugares. Quando nos conectamos a D'us de forma verdadeira, adquirimos a claridade de saber o que é o principal e o que é secundário, o que é um objetivo e o que é apenas um meio. Portanto, quanto mais completo o nosso relacionamento com D'us, o resultado será um relacionamento com a vida também mais completo. Quando o foco espiritual está correto, mesmo os pequenos detalhes do cotidiano recebem uma nova dimensão.
 
Esta falta de claridade foi a fonte do erro dos espiões. Quando eles entraram na Terra de Israel, foram afetados pela visão limitada do "novo empreendimento" que estava diante deles. Após tanto tempo sob as "asas de D'us", como um bebê que está na incubadora, com todas as suas necessidades saciadas, eles não conseguiram enxergar uma maneira não milagrosa de ter sucesso na vida. Isto não se aplicava apenas em como eles conseguiriam conquistar a Terra de Israel, diante de tantos gigantes e muralhas intransponíveis, mas também em como eles conseguiriam satisfazer as suas necessidades e objetivos do cotidiano. Eles não conseguiram ver seus objetivos espirituais engrenados com a dura realidade da vida normal e cotidiana. Isto ocorreu porque eles ampliaram de maneira desproporcional os vários detalhes do quebra-cabeça da vida, sem perceber que a Torá entregue por D'us era o meio necessário para navegar com sucesso em mundo cheio de desafios.
 
É isso que a Torá está nos ensinando ao conectar o erro dos espiões com a Mitzvá de Tzitzit. O valor numérico da palavra "Tzitzit" é 600. Cada canto da roupa contém 8 fios e 5 nós, que somados ao valor numérico de "Tzitzit" resulta em 613, o número equivalente às Mitzvót da Torá. O fio do Tzitzit é comparado com a corda que o capitão do navio atira para um passageiro que escorregou e caiu na água. Enquanto a pessoa está segurando a corda, mesmo que está no meio do mar revolto, ainda assim pode vencer as dificuldades e se salvar. Porém, no momento em que a pessoa solta a corda, ela deixa para trás qualquer chance de sobreviver. Assim também ocorre com o povo judeu. Se nos conectamos com a Torá e suas Mitzvót, podemos ter uma vida mais harmônica e com sucesso, mesmo navegando em águas turbulentas. Mas se nos desconectamos da nossa Torá, acabamos sendo "sugados" pelas preocupações secundárias e somos consumidos por elas. A falta de foco correto nos faz investir nosso tempo e esforços em coisas que não agregam nada em nossas vidas, enquanto o principal, que é a nossa espiritualidade, acaba ficando de lado. Sem a Torá acabamos perdendo o nosso "norte", isto é, o nosso referencial de qual é a direção correta na qual devemos caminhar. Isto resulta em decisões de vida completamente equivocadas, como no caso da competição de canoas. E o pior de tudo é achar que estamos indo na direção correta quando, na verdade, estamos cada vez mais nos afastando do nosso objetivo verdadeiro.
 
Esta conexão espiritual verdadeira não precisa ser alcançada abandonando a nossa vida material e se isolando em uma montanha, ao contrário, ela deve ser feita através dos pequenos atos do cotidiano. Quando falamos o "Shemá Israel" duas vezes ao dia, não estamos apenas demonstrando nossa fidelidade a D'us. O "Shemá Israel" é um lembrete constante de que o caminho do sucesso é descobrir a realidade de D'us em tudo o que nós fazemos, mesmo os atos mais simples. "D'us é um" significa que pode haver um fluxo de espiritualidade em tudo o que fazemos vida. Este reconhecimento, e a alegria que ele desperta em nossos corações, é o único caminho duradouro de autoaperfeiçoamento e de paz interna. Se quisermos encontrar o "norte" certo, vale a pena investir nisto.  

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT - PARASHÁ SHELACH LECHÁ 5777:

                   São Paulo: 17h08  Rio de Janeiro: 16h57                    Belo Horizonte: 17h05  Jerusalém: 19h11
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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