sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BÔ 5773


BS"D


ENSINAR ATRAVÉS DO EXEMPLO PESSOAL – PARASHÁ BÔ 5773 (18 de janeiro de 2013)

"Alguns cofres de segurança de um grande banco de Montreal, que eram utilizados por clientes para guardar joias e outros pertences de valor, foram arrombados por ladrões e completamente esvaziados. Quando os clientes souberam do roubo, imediatamente enviaram aos diretores uma lista dos objetos que estavam dentro dos cofres para serem ressarcidos. Apesar de não haver responsabilidade legal de o banco ressarcir as perdas, os diretores temiam manchar o nome do banco e decidiram compensar seus clientes. Porém, havia um grande problema: como saber se os clientes estavam realmente sendo honestos? As listas poderiam conter objetos caros que nunca estiveram guardados no cofre, e não haveria como saber que era mentira. O que fazer?

Um dos diretores teve uma ideia brilhante. De todos os cofres, os ladrões não haviam conseguido arrombar sete deles. Eles chamariam aleatoriamente um dos donos destes cofres, diriam que seu cofre havia sido arrombado também e pediriam para que a pessoa preenchesse uma ficha detalhando tudo o que havia lá dentro para fins de ressarcimento. Assim, eles poderiam abrir o cofre e checar se a pessoa estava sendo honesta ou não. O resultado obtido com este cliente aleatoriamente escolhido seria utilizado como norma para a reclamação dos outros clientes.

A pessoa chamada foi a Sra. Bluenstein, uma mulher judia que cumpria as leis da Torá. Ela sabia como a desonestidade é algo abominável e era uma pessoa muito temente a D'us, por isso escreveu na lista apenas os objetos que realmente estavam no cofre, sem acrescentar nem mesmo um item estranho, mesmo sabendo que era uma grande oportunidade para "levar vantagem" da situação. Os diretores, ao verem que a mulher havia sido completamente honesta, concluíram que as pessoas são normalmente honestas e reembolsaram tudo o que eles haviam listado em suas reclamações.

A história ficou tão famosa que ganhou destaque no principal jornal do país, criando um enorme Kidush Hashem (Santificação do nome de D'us)" (História Real)

Toda vez que somos honestos e educados, estamos mandando uma mensagem ao mundo. Uma mensagem de que viver de acordo com as leis da Torá, que D'us nos entregou, ajuda a nos tornar pessoas cada vez melhores. Assim contribuímos para que o mundo possa chegar à perfeição.


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Nesta semana lemos a Parashá Bô, que traz as últimas três pragas que D'us mandou sobre os egípcios e a posterior libertação do povo judeu do Egito. E os judeus, após 210 anos de pesada escravidão, não saíram de mãos vazias, como ensina o versículo: "E os Filhos de Israel fizeram conforme as palavras de Moshé. Eles pediram dos egípcios utensílios de prata, utensílios de ouro e roupas. E D'us deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, e eles concederam seu pedido. Então eles esvaziaram o Egito" (Shemot 12:35,36).

Neste versículo há algo que nos chama a atenção. Está escrito que D'us fez com que os judeus encontrassem graça aos olhos dos egípcios, e eles deram de bom grado todas as suas riquezas para o povo judeu. Porém, os egípcios haviam acabado de ser esmagados e humilhados pelas 10 pragas que D'us havia mandado através de Moshé, o líder do povo judeu. Portanto, os egípcios terem dado seus pertences de bom grado foi um grande milagre. Mas para que este milagre foi necessário? Pois D'us estava cumprindo uma promessa feita a Avraham Avinu. Quando D'us revelou a ele que seus descendentes seriam escravos em uma terra estranha, afirmou que depois sairiam com uma grande riqueza. Por isso, D'us fez com que os egípcios dessem suas joias e roupas de bom grado, para que os judeus saíssem de lá ricos, cumprindo as palavras da profecia.

Mas ainda fica uma grande dificuldade. Após a última praga, a morte dos primogênitos, os egípcios estavam apavorados, achando que não apenas os primogênitos morreriam, mas todo o povo. Certamente fariam qualquer coisa que os judeus dissessem, por temor de que algo ruim aconteceria caso recusassem. Portanto, se os judeus pedissem as riquezas dos egípcios, eles as entregariam imediatamente. Então por que foi necessário um milagre para que os egípcios entregassem suas joias e roupas de bom grado? Qual a diferença se eles entregassem por admiração ou por temor?

Explica o Rav Naftali Tzvi Yehuda Berlin, mais conhecido como Netziv, que o propósito da Criação do mundo é para que toda a humanidade possa reconhecer D'us. A importância de que todos os povos do mundo tenham consciência de D'us pode ser observada em outro grande milagre que ocorreu após a saída do Egito. Na abertura do Mar Vermelho, assim diz o versículo: "Os egípcios devem saber que Eu sou D'us" (Shemot 7:5). De que egípcios o versículo está falando? Dos egípcios que, poucos instantes depois, morreram afogados. Isto quer dizer que o tremendo milagre da abertura do Mar Vermelho foi realizado apenas para que alguns poucos egípcios reconhecessem a força de D'us, por alguns poucos instantes, sem que eles tivessem a possibilidade de passar adiante o conhecimento da força de D'us. Por que? Pois o Mundo Vindouro não é uma exclusividade do povo judeu. Todos os não judeus que andarem no caminho correto também terão o mérito de ir para o Mundo Vindouro.

Mas como as nações do mundo podem saber como cumprir a vontade de D'us? Quando D'us entregou a Torá ao povo judeu no Monte Sinai, Ele nos tornou Seus mensageiros no mundo material, como afirmou o Profeta Yeshaiahu: "Nós somos uma luz para as nações" (Yeshaiahu 42:6). Não através de aulas, mas através do nosso exemplo. Segundo o Netziv, poderíamos cumprir nossa função morando na Terra de Israel, e de lá poderíamos inspirar o mundo inteiro. Mas infelizmente, por causa de nossas transgressões, não tivemos este mérito. Nosso Beit Hamikdash (Templo Sagrado), que iluminava o mundo inteiro, foi destruído. Como não conseguíamos mais ser a luz para as nações estando em Israel, D'us nos espalhou por todo o mundo, para que possamos espalhar a sabedoria de D'us morando entre as nações. Agora nossa obrigação é santificar o nome de D'us através de cada pequeno ato cotidiano.

É por isso que a Halachá (Lei judaica), em vários aspectos do nosso dia a dia, nos obriga a viver com santidade e a nos comportar da maneira correta, para que possamos santificar o nome de D'us. É estritamente proibido fazer qualquer ato que leve os não judeus a nos punirem por uma conduta que não é adequada a um povo de elevada santidade. Temos que tomar cuidado inclusive com atos que, apesar de serem corretos, podem dar a impressão de que estamos sendo desonestos ou fazendo algo errado. Santificar o nome de D'us é uma faceta da Mitzvá de "amar a D'us", pois ao nos comportarmos da maneira correta, estamos contribuindo para que toda a humanidade possa reconhecer e servir a D'us.

Como representantes de D'us, temos a grande responsabilidade e a obrigação de buscar respeito e favor aos olhos das nações do mundo. Rashi, comentarista da Torá, explica que isto ocorrerá apenas quando nós cumprirmos as Mitzvót da maneira correta, pois uma Mitzvá feita da maneira correta é algo Divino e gera respeito e admiração, como diz o versículo: "Você deve guardá-las e cumpri-las (as Mitzvót), pois é sua sabedoria e seu entendimento aos olhos das nações, que escutarão todas estas leis e proclamarão: 'É realmente sábia e entendida esta grande nação' " (Devarim 4:6). Mas uma Mitzvá que não é feita da maneira correta faz com que sejamos considerados tolos, denegrindo nossa imagem e, automaticamente, a imagem de D'us.

Antes da nossa primeira redenção, a saída do Egito, D'us milagrosamente deu ao povo judeu graça aos olhos dos egípcios. Os egípcios nos deram seus utensílios de ouro e prata e suas roupas para que pudéssemos melhorar nosso serviço a D'us no deserto. Ensinam nossos sábios que a primeira redenção do povo judeu é um modelo de como será a redenção final, na época do Mashiach. Portanto, para que possamos chegar à nossa redenção final, temos que nos esforçar para sermos exemplos ao mundo. Em uma sociedade com tanta violência, corrupção e roubo, bons atos têm um brilho especial. Quando a infidelidade e a desonestidade são a regra, podemos fazer a diferença, mostrando ao mundo que podemos e devemos viver de acordo com os valores corretos. Esta é a maior contribuição que podemos dar para que o mundo chegue um dia à sonhada perfeição.

"HOJE EM DIA AS PESSOAS SABEM O PREÇO DE TUDO, MAS NÃO SABEM O VALOR DE NADA"

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAERÁ 5773


BS"D

PENSANDO NO FUTURO – PARASHÁ VAERÁ 5773 (11 de janeiro de 2013)

"Daniel era uma pessoa muito correta. Mas ele sofria muito por seu pai ser um alcoólatra incorrigível. Certa vez Daniel estava passando por uma rua perto de sua casa e viu outro homem completamente bêbado, caído na sarjeta, em um estado degradante. Um grupo de jovens estava em volta do bêbado, atirando pedras e ofendendo-o com palavrões e insultos.

Quando Daniel viu aquela cena lamentável, correu para trazer seu pai, na esperança de que, vendo aquela cena, ele enxergaria a degradação que o alcoolismo causa. Quando chegaram ao local, o bêbado estava todo machucado, caído no esgoto, sujo e fedido, ainda com uma garrafa de vinho quase vazia na mão. O pai arregalou os olhos, aproximou-se do bêbado e disse:

- Ei, senhor. Onde você comprou este vinho? É de alguma loja aqui perto?

Daniel ficou chocado com a reação do pai. Então, desanimado por ter visto seu plano fracassar, falou:

- Pai, eu te trouxe aqui para você ver a humilhação pública que este homem está passando. Eu queria que você enxergasse como você fica quando está bêbado, e a vergonha que você causa para você mesmo e para toda a família. Eu imaginei que vendo este bêbado você ficaria chocado e abandonaria este seu terrível vício!

- Eu sei, meu querido filho – respondeu com tristeza o pai – mas o que eu posso fazer se o maior prazer da minha vida é beber?" (História retirada do Midrash – parte da Torá Oral)

É muito provável que esta pessoa sabe dos danos que a bebida causa para ele. Porém, os prazeres imediatos que ele consegue através da bebida o cegam e não o deixam enxergar os danos causados em sua vida a longo prazo. Em várias áreas da vida, focar apenas nos resultados imediatos sempre traz consequências desagradáveis.

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Na Parashá desta semana, Vaerá, D'us mandou Moshé ordenar ao faraó que libertasse o povo judeu. Após sucessivas recusas do faraó, D'us devastou o Egito com dez terríveis pragas, um duro castigo por todo o mal que os egípcios haviam causado ao povo judeu em mais de 210 anos de pesada escravidão.

Na segunda praga, D'us encheu o Egito de sapos. Os sapos entraram em todos os locais: nos quartos, nos banheiros, nas cozinhas e até mesmo dentro dos fornos dos egípcios, transformando a vida deles em um verdadeiro inferno. E assim diz o versículo sobre o momento em que a praga começou: "E estendeu Aharon sua mão sobre as águas do Egito, e o sapo subiu, e cobriu a terra do Egito" (Shemot 8:2).  

Mas deste versículo surge uma pergunta: se a Torá nos ensina que os sapos infestaram todo o Egito, e não havia um único lugar onde não havia sapos, então provavelmente D'us mandou sobre os egípcios milhares de sapos. Por que a Torá diz que "o sapo subiu", como se fosse apenas um único sapo?

Rashi, baseado em um Midrash (parte da Torá Oral), explica que originalmente apenas um único sapo saiu do rio Nilo e subiu em direção aos egípcios. Mas como um único sapo cobriu todo o Egito? Quando os egípcios viram o sapo, tentaram golpeá-lo para matá-lo. Mas ao invés de machucá-lo, o golpe fez com que o sapo se dividisse em vários sapos. Cada vez que um egípcio golpeava um dos sapos, ele se multiplicava. Assim, em pouco tempo, aquele único sapo se transformou nos milhares de sapos que infestaram todo o Egito.

Mas desta explicação do Rashi surge uma grande pergunta: quando os egípcios golpearam o primeiro sapo, viram que não apenas o sapo não tinha morrido, mas tinha se multiplicado. E assim com os outros sapos, quanto mais os egípcios batiam, mas eles se multiplicavam e se espalhavam pelo Egito. Então por que eles não pararam de bater nos sapos? Se racionalmente eles viram que o ato de bater só prejudicava, por que bateram até o Egito estar completamente tomado por sapos? Por que não aprenderam a lição?

Responde o Rav Yaacov Kanievski zt"l, mais conhecido como Staipler, que deste episódio dos sapos aprendemos uma importante lição de como a característica da raiva pode ser destrutiva para o ser humano e como nos faz agir como tontos no nosso cotidiano.

Normalmente, quando uma pessoa é insultada, ela fica dominada pela raiva e se vinga, "devolvendo" as ofensas ao agressor. O agressor então aumenta o tom dos insultos, e o agredido sente novamente a necessidade de pagar na mesma moeda, até que torna-se um círculo vicioso de retaliações sem sentido, com consequências desastrosas para todos os envolvidos.

Foi neste círculo vicioso da raiva que os egípcios entraram. Quando eles foram ameaçados pelo sapo, instintivamente reagiram golpeando-o. Quando o sapo se multiplicou, a fúria dos egípcios se acendeu e eles quiseram se vingar dos sapos, golpeando-os novamente. Mesmo que falharam outra vez, continuaram com sua atitude agressiva, golpeando os sapos sem parar, até que todo o Egito estava imerso em uma praga incontrolável. Daqui vemos o quanto a raiva nos causa danos, e quanto ela nos faz agir de maneira autodestrutiva.

Diz o Rav Yonathan Guefen que precisamos nos aprofundar um pouco mais na característica da raiva para entender por que ela leva a pessoa a agir de forma tão tola, como agiram os egípcios ao continuamente golpear os sapos que não paravam de se multiplicar. Quando uma pessoa é agredida e reage, ela sente um prazer imediato de ter devolvido as ofensas ao agressor, que ousou falar com ela de maneira tão rude. Mas depois desta satisfação momentânea, a pessoa sente, a longo prazo, um terrível remorso, acompanhado de outros sentimentos negativos que normalmente sentimos após uma discussão ou briga. Segundo a lógica, a pessoa deveria aprender a lição sobre os danos a longo prazo que sua reação violenta causou a si mesma e deveria utilizar este aprendizado para se controlar da próxima vez em que a mesma situação estressante ocorresse. Mas sabemos que não é isto o que ocorre, pois constantemente caímos na mesma armadilha. Entramos neste círculo vicioso de "agressão – reação impensada – remorso", do qual não conseguimos sair.

A fonte deste problema que prejudica a todos nós é que focamos sempre nos resultados a curto prazo, ao invés de levar em consideração as consequências a longo prazo. É necessário muito esforço e investimento no autoaprimoramento para mudar esta forma de comportamento destrutiva. Antes de tudo é necessário mudar a forma de como vemos a vida, pois uma das principais estratégias do nosso Yetzer Hará (má inclinação) para nos vencer é nos cegar em relação aos efeitos a longo prazo dos nossos atos. Com esta arma, ele consegue atrapalhar muito nosso trabalho espiritual. Pode parecer evidente em um bêbado, que prefere o prazer momentâneo da bebida e "se esquece" das consequências destrutivas de seu ato. Porém, isto ocorre em muitas outras áreas de nossas vidas, com consequências até mesmo mais devastadoras do que o álcool. Isto se aplica a todos os vícios e todos os desejos impulsivos do ser humano, cujo ponto em comum é a falta de autocontrole. E qualquer um que queira realmente atingir seu potencial deve levar isto em consideração e ter a vontade de mudar.

O primeiro passo para um processo real de crescimento é desenvolver o reconhecimento intelectual de que qualquer reação instintiva que temos quando confrontados com uma dificuldade é, em última instância, prejudicial. A raiva, por exemplo, pode trazer o prazer momentâneo da vingança e do "não levar desaforo para casa", mas a longo prazo pode gerar destruição e dor. Uma pessoa que grita com seu cônjuge ou com seus filhos de maneira impensada pode ter benefícios por alguns instantes, pode "ganhar a discussão" naquele momento, mas certamente a consequência futura será a destruição dos relacionamentos familiares, um preço muito alto por aquele pequeno benefício momentâneo.

Isto fica óbvio ao acompanharmos as notícias dos jornais. Quantas brigas de trânsito acabam em tragédias, que poderiam ter sido evitadas com uma reação mais calma de uma das partes? Acabamos de acompanhar o caso de uma acalorada discussão por causa da diferença de sete reais na conta de um restaurante que terminou em um banal assassinato de um jovem, recém-formado, que tinha um futuro inteiro pela frente. Por causa de discussões sem sentido muitas vidas já se perderam. A regra é que fogo não se apaga com fogo, se apaga com água. Assim nos ensina Shlomo Hamelech (Rei Salomão): "Uma fala tranquila afasta a raiva, mas uma fala dura desperta a raiva" (Mishlei 15:1).

O segundo passo é refletir sobre possíveis situações onde testes podem ocorrer, para que possamos estar intelectualmente preparados para reagir de maneira positiva, sem que o "efeito surpresa" nos leve a reações impensadas. Com isto, a pessoa conseguirá, mesmo sendo insultada, frear suas reações naturais e tolerar a situação adversa com calma, baseada no reconhecimento racional de que gritar e insultar de volta somente agravará a situação. Um exemplo é quando estamos no trânsito. Temos que saber que passar horas no volante estressa qualquer pessoa, e responder a um insulto ou a uma buzinada somente fará ferver o sangue. Portanto, o correto é sair de carro mentalizando que você encontrará pessoas irritadas e mal-humoradas no caminho. Assim será mais fácil manter a calma durante uma situação de stress.

Manter a tranquilidade durante um insulto não é algo fácil de ser alcançado, mas com o tempo, à medida que a pessoa internaliza este conceito, vai adquirindo o autocontrole necessário para reagir às dificuldades com tranquilidade e moderação. Devemos aprender dos egípcios, que golpeavam sem parar os sapos, que as consequências da raiva são sempre negativas. Assim poderemos refletir e aprender a, da próxima vez, "esfriar" nossa raiva antes de tomar qualquer atitude.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHEMOT 5773


BS"D


O QUE ESTÁ POR TRÁS DE UM NOME? - PARASHÁ SHEMOT 5773 (04 de janeiro de 2013)

"Ronaldo foi contratado para trabalhar no censo demográfico de sua cidade. Quando chegou a uma das últimas casas que teria que visitar naquele dia cansativo, percebeu que os moradores eram judeus, por causa da mezuzá na porta. Tocou a campainha e foi recebido por uma mulher que estava rodeada por várias crianças. Ele se apresentou como funcionário do censo e perguntou se a mulher estava disposta a colaborar, respondendo algumas perguntas simples. Como ela concordou, ele começou a perguntar:

- Minha senhora, quantos filhos você tem?

- Bom, deixe-me ver. Tem a Miriam, o David, o Jonathan...

O funcionário do censo interrompeu-a, visivelmente irritado, e disse:

- Minha senhora, eu não estou interessado em seus nomes. Eu quero apenas saber os números!

A mulher olhou-o nos olhos e respondeu, com indignação:

- Senhor, meus filhos não são objetos. Eles não são números, eles têm nomes..."

Quando um judeu era mandado a um Campo de Concentração, em seu braço era tatuado um número. O que os nazistas queriam não era manter o controle do número de prisioneiros. Eles queriam desumanizar os judeus, atribuindo a eles um número e transformando-os em objetos. Pois o nome não é apenas uma forma de sermos reconhecidos, ele carrega muito do nosso potencial espiritual.

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Nesta semana começamos o segundo livro da Torá, Shemot, também conhecido como "Sefer HaGalut Ve HaGueulá" (O livro do Exílio e da Redenção), pois descreve todas as dificuldades e sofrimentos do povo judeu no exílio egípcio e a posterior salvação, culminando com o recebimento da Torá no Monte Sinai e a transmissão das primeiras Mitzvót ao povo judeu. Mas há algo um pouco estranho no nome deste livro, pois a palavra "Shemot" significa "Nomes". Por que o segundo livro da Torá se chama "Nomes"? E qual a conexão com o exílio e a redenção do povo judeu?

Quando nasce uma criança e os pais escolhem para ela um nome, achamos que este nome é fruto da criatividade dos pais. Mas, na realidade, o nome vem através de inspiração Divina, pois o nome não é algo "decorativo" na vida de uma pessoa, ele traz profundas implicações espirituais. Por exemplo, o Talmud (parte da Torá Oral) afirma que o Mazal (influência dos mundos espirituais) pode ser modificado através da mudança no nome da pessoa. Por que isto acontece?

No mundo material, quando combinamos diferentes elementos químicos, formamos um composto. Por exemplo, combinando dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio forma-se a água. Se os elementos forem alterados, a composição final também muda. Explica o Rav Simcha Barnett que cada letra em hebraico representa um "elemento" espiritual.  A combinação destes "elementos" forma um componente espiritual único. Portanto, o nome de uma pessoa revela suas características espirituais e seu potencial espiritual único.

Mais do que isso, a palavra "Shem", que em hebraico significa "nome", vem da mesma raiz da palavra "Sham", que significa "lá". Mesmo que não conseguimos enxergar os átomos de oxigênio e hidrogênio do composto H2O, sabemos que a água que bebemos contém estes dois elementos químicos. Da mesma maneira, a realidade espiritual de uma pessoa está lá, em sua alma. A sua essência está escondida dentro dela, por trás de seu exterior físico. Todos os seres humanos são impulsionados para transcender suas limitações físicas, emocionais e espirituais. O destino está lá, no espiritual, em algo mais real e duradouro do que o mundo material. O nome de uma pessoa representa esta busca do seu potencial.

Cada um de nós é enviado para este mundo para buscar algo. Buscamos em muitos lugares, durante muitos anos, sob uma grande variedade de condições. Mas nem sempre encontramos o que estamos buscando, pois a missão de nossas vidas é encontrar o verdadeiro "eu", não apenas quem somos, mas quem deveríamos ser. A viagem da vida nos leva a lugares e situações estranhas e difíceis, mas o itinerário é apenas um meio para o crescimento e o autoconhecimento. Somente aquele que segue a viagem com sucesso, sem desistir ou parar nas paradas intermediárias do caminho, encontrará seu verdadeiro nome, isto é, o seu verdadeiro "eu".

A jornada de cada um é uma viagem solitária. Por mais que as pessoas à nossa volta possam nos ajudar, ninguém pode fazer a busca por nós. Algumas vezes sentimos dor, frustração e dificuldades. É como entrar em um túnel escuro carregando apenas uma pequena lanterna. Esta viagem é muito instável, nunca nos sentimos em casa. Por que? Pois esta é a sensação da nossa alma enquanto está no mundo material, dentro de um corpo, longe de sua morada espiritual. Isto é comparado a um exílio.

É por isso que o segundo livro da Torá, que descreve o exílio e a redenção do povo judeu, chama-se "Shemot" (Nomes), pois D'us está nos lembrando da nossa própria jornada pessoal no mundo material, que se inicia em uma situação de exílio, o exílio espiritual de nossas almas, mas que terminará com a nossa redenção, quando nossa alma voltará para casa após atingir o potencial contido em seu nome.

Este conceito pode ser observado na luta entre Yaacov e o anjo da guarda de Essav. Após ver que não conseguiria derrotar Yaacov, o anjo perguntou a ele seu nome. Mas se os anjos são seres espirituais, conectados diretamente com D'us, como pode ser que este anjo não sabia o nome de Yaacov? A resposta é que o anjo sim sabia, mas a pergunta tinha outro contexto. O anjo queria saber se, depois de tanta luta e dificuldades, Yaacov ainda lembrava-se de sua missão, que estava "embutida" em seu próprio nome. Então o anjo anunciou que o nome de Yaacov mudaria para Israel. Por que? Pois ao vencer o anjo, Yaacov terminou sua missão neste mundo. Ao receber um novo nome, ele estava recebendo uma nova missão.

Mas a grande pergunta é: como chegar "lá", ao nosso objetivo, mesmo imersos em tanta escuridão? Como não esquecer o nosso "nome" depois de tanta luta e dificuldade aqui no mundo material? A resposta está na nossa Parashá. D'us tem vários Nomes, pois cada um deles descreve alguma característica de Sua essência. Quando D'us escolheu Moshé como líder, pediu para que ele avisasse ao povo judeu que havia chegado o momento da salvação. Moshé então questionou: como o povo saberia que ele estava dizendo a verdade, isto é, que D'us realmente havia se revelado para ele? E se o povo perguntasse qual era o nome deste D'us que havia se revelado, o que ele deveria responder? D'us então ensinou que Seu nome era "Eu serei o que Eu serei", revelando para Moshé que Ele é a única realidade verdadeira, todo o resto é enganação. Mesmo o nome mais conhecido de D'us, de 4 letras, carrega esta mensagem. As letras que compõe este nome (Iud, Hei, Vav e a letra Hei), quando combinadas entre si, formam as conjugações do verbo "ser" no passado, no presente e no futuro, isto é, "Haia" (Eu fui), "Hovê" (Eu sou) e "Ihie" (Eu serei), nos ensinando que D'us é a única realidade, a única verdade, eterno e acima do tempo e do espaço.

A luta para se conectar com a realidade é a única maneira de alcançar a verdadeira felicidade. Mecânicos precisam entender a realidade sobre motores para poder consertar os carros. Médicos precisam saber a realidade do corpo humano para tratar os doentes. Precisamos saber a realidade da vida para podermos alcançar a felicidade. Será que é com nosso dinheiro, atrás do qual gastamos tanto tempo e esforços, que chegaremos à felicidade verdadeira? A experiência nos ensina que não. Pois no fundo, nossa busca pela realidade e pela felicidade é uma busca por D'us, e não será preenchida por nenhum prazer deste mundo.

"Geralmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens, respondo que sei muito bem do que estou fugindo, mas não o que estou procurando" Michel de Montaigne, filósofo francês.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAIECHI 5773


BS"D

MUITA CALMA NESTE MOMENTO - PARASHÁ VAIECHI 5773 (28 de dezembro de 2012)

Josef era um homem trabalhador. Ele era lenhador e trabalhava duro para conseguir seu sustento. Acordava todos os dias às 5 da manhã, trabalhava o dia inteiro cortando lenha e só parava tarde da noite. Ele tinha perdido a esposa durante o parto do único filho do casal, uma linda criança. Uma empregada cuidava do filho durante o dia e uma raposa, o bicho de estimação de Josef, que havia sido criada em sua casa desde filhote, cuidava da criança durante a noite, até que Josef voltasse do trabalho.

Todas as noites, ao chegar em casa, Josef encontrava a raposa o esperando na porta, feliz com sua chegada. Porém, os vizinhos do lenhador não viam aquilo com bons olhos e alertavam que a raposa era um animal selvagem e, portanto, não era confiável. Quando ela sentisse fome, seus instintos venceriam seu adestramento e ela atacaria a criança. Mas Josef achava que aquilo era uma grande bobagem, pois a raposa era parte da família, nunca faria mal ao seu filho.

Certo dia, Josef chegou exausto do trabalho. Ao entrar em casa, viu a raposa com a boca totalmente ensangüentada. Josef suou frio. Os vizinhos estavam certos, aquela raposa era apenas um animal selvagem e havia atacado seu filho. Desesperado, cego pelo ódio, ele não pensou duas vezes e acertou o machado na cabeça da raposa, matando-a com um único golpe certeiro.

Ao entrar no quarto, apavorado, encontrou seu filho na cama, dormindo tranquilamente. Ao lado da cama, uma cobra venenosa estava morta, ensanguentada. A raposa havia arriscado sua vida para salvar a criança...

Aquele machado ficou guardado para sempre, como uma lembrança de que atos feitos por impulso certamente trazem apenas arrependimento e consequências negativas, que muitas vezes não têm mais volta.


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Nesta semana lemos a Parashá Vaiechi, que fecha o primeiro livro da Torá, Bereshit. A Parashá conta sobre a morte do nosso último patriarca, Yaacov, aos 147 anos. Quando ele adoeceu e sentiu que sua morte se aproximava, chamou seus filhos para dizer a cada um deles algumas últimas palavras. Alguns filhos receberam de Yaacov Brachót (bênçãos), enquanto outros receberam Tochachót (broncas), como ocorreu com Reuven, o filho mais velho de Yaacov, que foi repreendido com duras palavras, como está escrito: "Reuven, meu primogênito, minha força e meu vigor inicial, primeiro em linhagem e primeiro em poder. Impetuoso como a água, você não pode ser o primeiro, pois você moveu a cama do seu pai..." (Bereshit 49:3,4). O que significam estas palavras de Yaacov?

Explicam nossos sábios que Yaacov estava se referindo a algo que havia ocorrido há quase 40 anos. Yaacov amava Rachel acima de todas as suas esposas e, por isso, deixava sua cama sempre na tenda dela. Após o falecimento prematuro de Rachel, Reuven achou que seu pai mudaria a cama para a tenda de sua mãe, Lea. Mas, ao contrário do que Reuven pensou, Yaacov colocou sua cama na tenda de Bilá, a escrava de Rachel. Reuven ficou muito chateado com a humilhação de sua mãe e fez um ato impulsivo: mudou por conta própria a cama de seu pai, tirando-a da tenda de Bilá e colocando-a na tenda de sua mãe. Isso foi considerado um erro grave, como um adultério, pois Reuven estava interferindo na vida íntima de seu pai. Yaacov terminou a bronca ressaltando que, por causa daquele erro, Reuven perderia seus direitos à monarquia e ao sacerdócio, aos quais estava originalmente destinado por ser o filho primogênito.

Mas desta bronca de Yaacov em Reuven ficam algumas perguntas. Em primeiro lugar, a impetuosidade é algo assim tão negativo, para que tenha consequências tão graves como a perda da monarquia e do sacerdócio? Além disso, o fato do erro ter sido feito por impulso deveria ter sido um fator atenuante, que transformaria o erro em algo menos grave do que se tivesse sido cometido com premeditação.  Então por que Yaacov ressaltou justamente a impetuosidade para ressaltar a gravidade do erro de Reuven? E finalmente, a Torá nos ensina que Reuven é o modelo de arrependimento sincero. Por exemplo, Reuven não estava presente na venda de Yossef, pois segundo Rashi, comentarista da Torá, ele estava sentado em um local isolado, vestindo roupas de luto e jejuando para expiar o erro que havia cometido. Então por que Yaacov precisava dar uma bronca em Reuven por um erro que havia acontecido há tanto tempo e pelo qual ele já havia se arrependido completamente?

Explica o Rav Yochanan Zweig que, em geral, quando nós damos uma bronca em alguém, focamos apenas na própria transgressão, nos esquecendo de que ela é, na verdade, apenas a consequência de uma falha nas Midót (traços de caráter) da pessoa. Por isso, a bronca normalmente não adianta, pois o erro específico é consertado, mas a falha nas Midót, que é a raiz do problema, não é corrigida. Enquanto ainda houver esta falha nas Midót, os erros continuarão a ser cometidos, pois eles são apenas uma consequência, não a causa.

Isto pode ser observado em Reuven. Esta não foi a primeira vez que Yaacov chamou a atenção de Reuven por causa da impetuosidade. Quando Yossef, antes de se revelar aos seus irmãos, prendeu Shimon e exigiu que Biniamin fosse trazido como prova de que eles não eram espiões, Yaacov se recusou a mandar Biniamin, com medo de perder seu outro filho querido. Então Reuven tentou convencer seu pai, oferecendo a vida de seus próprios filhos como garantia de que traria Biniamin de volta para casa são e salvo. Naquele momento Yaacov imediatamente censurou Reuven pela sua sugestão impulsiva e impensada.

Portanto, esta foi a intenção de Yaacov ao dar a bronca em Reuven. Certamente Yaacov não queria condená-lo por um erro tão antigo, do qual ele já havia se arrependido de maneira exemplar. Yaacov queria ressaltar qual era a falha nas Midót que havia causado com que Reuven pecasse, para que ele pudesse consertá-la. Seu erro era a impetuosidade, o comportamento impulsivo, fazer as coisas no calor do momento sem pensar nas consequências futuras, cuja raiz é a falta de autocontrole. Em momentos de pressão, a pessoa impulsiva toma decisões precipitadas, das quais se arrependerá quando pensar com mais claridade ou quando for atingida pelas consequências negativas que certamente virão.

Após entender a gravidade da impetuosidade, agora podemos entender também porque suas consequências são tão devastadoras. Mais do que um rei precisa controlar seus súditos, uma das principais funções de um verdadeiro líder é ensinar autocontrole ao seu povo. E a principal maneira de ensinar não é com palavras, é com atitudes. O rei precisa refletir a imagem de alguém que atingiu os maiores níveis de autocontrole. Por isso, quando Reuven demonstrou se comportar de uma maneira impulsiva, perdeu a chance de ser o precursor dos futuros reis de Israel. Da mesma maneira, a responsabilidade pela santidade do sacerdócio só pode ser tomada por alguém que chegou ao auge do autocontrole, pois a santidade se manifesta apenas onde se encontra o autocontrole.

Para entender o quanto a Torá se importa com esta má característica de ser impulsivo, o Pirkei Avót, que traz centenas de ensinamentos sobre autoaprimoramento, começa com o seguinte ensinamento: "Sejam ponderados no julgamento". O ensinamento não é apenas para os juízes em um tribunal, mas para cada um de nós, juízes dos acontecimentos cotidianos. O Pirkei Avót está nos dizendo, como primeiro ensinamento, a não ser impulsivo, a pensar com tranquilidade, levar em consideração as consequências futuras de todos os nossos atos. Se isto não nos levar a sermos reis do povo judeu, que nos leve pelo menos a sermos reis de nossas próprias vidas.

"O FRUTO DO IMPULSO É O ARREPENDIMENTO"

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIGASH 5773


BS"D

ESTE E-MAIL É DEDICADO À ELEVAÇÃO DA ALMA DE ELIEZER BEN ARIEH


NÃO É VERGONHA SENTIR VERGONHA - PARASHÁ VAYIGASH 5773 (21 de dezembro de 2012)

"O casamento das famílias Goldman e Fishberg (nomes fictícios), duas famílias não religiosas que viviam em Israel, era esperado com ansiedade por todos os parentes e amigos do casal. A cerimônia foi linda e emocionante, com os noivos chorando muito sob a Chupá no momento em que suas almas se uniam. A festa também foi muito animada, os noivos e seus convidados não paravam de dançar um minuto.

Após as primeiras danças, todos se sentaram para jantar. Como o pai do noivo estava muito suado de te tanto dançar, resolveu tirar seu terno e deixar na cadeira. Alguns minutos depois o maestro convidou o pai do noivo para dançar uma valsa com a noiva. Foi um momento emocionante, todos aplaudiram de pé. Após a valsa, o pai do noivo voltou ao seu lugar e novamente vestiu o terno. Mas logo sentiu falta de algo importante. Tinha trazido no bolso um envelope contendo 10 mil dólares, dinheiro que seria utilizado para pagar parte das despesas da festa, mas o envelope não estava mais lá. Desesperado, imaginou que o envelope tinha caído no meio da pista durante as danças. Pediu para que o maestro anunciasse a perda do envelope, na esperança de que alguém o encontrasse. Mas as horas passaram, a festa foi terminando e o dinheiro não apareceu. As mesas foram retiradas, o palco foi desmontado, mas nem sinal do envelope. Muito triste, o pai do noivo negociou para que as dívidas fossem pagas na semana seguinte. Após um tempo o assunto foi esquecido.

Um mês depois, o vídeo do casamento ficou pronto e toda a família se reuniu para assistir. O novo casal conseguiu juntar seus pais, tios e primos. Todos se emocionaram novamente com a Chupá e com a alegria da festa. O filme chegou ao momento em que o pai do noivo foi dançar a valsa com a noiva. Mas no meio da valsa, a câmera deixou de filmar a dança e passou a filmar os convidados. E a câmera pegou o exato momento em que uma pessoa colocava a mão dentro do bolso do terno do pai do noivo, retirava de lá o envelope com o dinheiro e colocava dentro do seu próprio bolso. O ladrão era, ninguém mais ninguém menos do que... o pai da noiva!!!

Na sala, diante da televisão, todos os olhares de surpresa e indignação se voltaram para o pai da noiva, que estava pálido e transpirando muito. Ele colocou a mão no peito, deu um grito e caiu no chão já morto, após um ataque cardíaco fulminante..." (História Real).

Imagine a vergonha de ser filmado fazendo algo abominável e ter que assistir, diante de todos, o filme. É isso o que nos ensina o Pirkei Avót (Ética dos Patriarcas): "Reflita sobre 3 coisas e você nunca pecará. Saiba o que há acima de você: um Olho que vê, um Ouvido que escuta, e todos os seus atos são anotados em um livro" (Pirkei Avót 2:1).

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Nesta semana lemos a Parashá Vayigash, que traz o desfecho da história de Yossef e seus irmãos. Yossef, que havia se tornado o vice-rei do Egito, testou seus irmãos, comportando-se com eles de maneira muito dura. Mas após Yehudá se oferecer para ficar como escravo no lugar de Binyamin, mostrando que eles haviam superado o sentimento de inveja, Yossef não aguentou e se revelou para seus irmãos, como está escrito: "Eu sou Yossef. O meu pai ainda está vivo? E eles não puderam responder para ele, pois estavam desconcertados diante dele" (Bereshit 45:3). Explica Rashi, comentarista da Torá, que a expressão "e eles não puderam responder" significa que eles sentiram muita vergonha naquele momento em que Yossef se revelou para eles.

Mas deste comentário do Rashi fica um questionamento: do que eles sentiram vergonha, de terem vendido Yossef? Nossos sábios ensinam que todos os filhos de Yaacov eram pessoas extremamente íntegras e tementes a D'us. Por que eles haviam vendido Yossef como escravo? Não havia sido um ato impensado nem impulsivo. Eles haviam sentado para fazer um julgamento, pois achavam que Yossef merecia, de acordo com a lei, receber a pena de morte. Quando Yossef revelou seus sonhos, nos quais seus irmãos se curvavam diante dele, despertou nos irmãos a suspeita de que ele queria roubar a primogenitura. Eles acharam que o sonho era apenas seu subconsciente mostrando seu desejo de poder. Por isso, durante 22 anos, eles tiveram a certeza de que não haviam errado no julgamento de Yossef e que a venda havia sido legítima. Então o que mudou neste momento? Se eles achavam que estavam certos, por que Yossef ter se revelado causou tanta vergonha neles?

Para encontrar a resposta, antes precisamos entender o que significa sentir vergonha. Será que é algo positivo? Ensina o Talmud (Brachót 12b): "Todo aquele que comete uma transgressão e se envergonha dela é perdoado por todos os seus pecados". O Talmud está ressaltando a importância de se envergonhar por um mau ato, e isto é tão valorizado por D'us que Ele perdoa completamente uma pessoa que erra e depois sente vergonha de seu ato. Mas afinal, o que há de tão especial em se envergonhar de um erro? E por que atualmente ninguém mais sente vergonha de nada?

Explica o Rav Yerucham Leibovitz que o que nós chamamos de vergonha não é o mesmo sentimento que Rashi está se referindo quando explica a reação dos irmãos de Yossef. Quando alguém nos flagra fazendo algo errado e nos chama a atenção, nos sentimos desprezados, pois sabemos que a partir daquele momento a outra pessoa não nos olhará mais da mesma maneira como nos olhava antes. Este sentimento não vem de um despertar interno, não é consequência de a pessoa entender seu erro. Está relacionado com a maneira como os outros nos veem e como nos sentimos em relação a isso. Mas não é sobre este sentimento que o Talmud está dizendo que é capaz de fazer com que D'us nos perdoe pelos nossos erros.

O que a Torá chama de vergonha é um despertar interno, é quando a pessoa entende que seus atos não foram de acordo com a vontade de D'us. Vergonha é quando a pessoa percebe, ao enxergar as coisas a partir da ótica correta, que desperdiçou seu potencial por ter tomado decisões erradas na vida. E foi justamente isto o que aconteceu com os irmãos de Yossef. Por 22 anos eles acreditaram que estavam certos, que haviam se comportado de acordo com a vontade de D'us. Mas quando Yossef se revelou, foi um imenso choque. Eles entenderam naquele momento que o sonho de Yossef não era a vontade de roubar a primogenitura, era uma profecia que havia acabado de se concretizar, pois todos os irmãos haviam se curvado diante dele, exatamente como ele tinha sonhado. Além disso, se D'us havia dado tanta grandeza para Yossef e o mérito de salvar e sustentar toda sua família, certamente é porque não era o rebelde que eles haviam pensado. Por isso os irmãos chegaram à terrível conclusão de que haviam cometido um enorme erro e, por causa disso, nos últimos 22 anos não tinham se comportado da maneira que D'us gostaria. Neste momento um enorme sentimento de vergonha caiu sobre eles, a ponto de não conseguirem dizer nada para Yossef.

Com este conceito conseguimos entender porque hoje em dia tão pouca gente se envergonha. Pois a vergonha vem da reflexão, vem do questionamento, vem da busca sincera de descobrir se nossos atos são corretos ou não. Atualmente procuramos só os erros dos outros, não os nossos próprios erros. A mesma pessoa que aponta o dedo acusador para seu companheiro não percebe que faz atos até piores do que ele. Mas será que não sentir vergonha pelos nossos erros é algo negativo?

Nos ensina o Midrash (Bereshit Rabá 93): "Dizia Aba Cohen Bardla: Pobres de nós no Dia do Julgamento, pobres de nós no dia da bronca". O que significam estas palavras do Midrash? Se quando Yossef, o mais jovem dos irmãos (entre os que haviam transgredido, pois Binyamin não havia participado da venda de seu irmão) deu uma bronca em seus irmãos, eles não puderam suportar a vergonha, muito maior ainda será a nossa vergonha no dia em que D'us, no dia do nosso julgamento, nos der uma bronca. Que bronca será esta? D'us nos permitirá enxergar, como nossos próprios olhos, os erros que cometemos na vida. Neste momento não teremos desculpas, não teremos onde nos esconder, seremos obrigados a encarar a verdade de que perdemos muitas oportunidades com vanidades e escolhas equivocadas. Ele nos mostrará que gastamos muito tempo em valores que não acrescentam nada em nossas vidas, enquanto desprezamos os valores espirituais, que nos acompanharão por toda a eternidade.

Aquele que reflete sobre seus atos aqui neste mundo, antes de chegar o momento do Julgamento de D'us, e se envergonha ao enxergar suas más escolhas, certamente conseguirá consertar seus caminhos. Nossa vida é como um filme, onde tudo fica gravado. Os acertos e os erros ficam registrados e serão mostrados a cada um de nós, sob a ótica da verdade, no momento em que sairmos deste mundo. Imagine a vergonha de, no mundo da verdade, ver todos os erros que cometemos.

Mas este filme pode ser alterado, pois nossos erros podem ser consertados através do nosso arrependimento verdadeiro. Portanto, se conseguirmos ser sinceros, buscando nossos erros e nos envergonhando deles, podemos ter a certeza de que estaremos escrevendo um roteiro completamente diferente para o filme da nossa vida, tanto o que já passou quanto o que ainda está por ser vivido.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm


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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ MIKETZ E CHÁNUKA II 5773


BS"D

FAZENDO O IMPOSSÍVEL - PARASHÁ MIKETZ E CHÁNUKA II 5773 (14 de dezembro de 2012)

"Um senhor idoso chamado Yossi, muito devoto e doce, estava no Campo de Concentração de Aushwitz. Yossi estava determinado a não deixar que os nazistas vencessem seu orgulho judaico. Ele insistia em jejuar no dia de Yom Kipur, mesmo que isso significava não comer a pequena porção de comida que os prisioneiros recebiam diariamente. Todos os dias, enquanto caminhava pelo Campo de Concentração executando pesados trabalhos braçais, seus lábios proferiam silenciosamente as palavras do Livro de Tehilim (Salmos). Yossi media seus dias pelo número de vezes que completava o Livro de Tehilim.

Quando chegou Chánuka, Yossi estava determinado a acender um Chanukiá. Mas parecia ser algo impossível. Como conseguir óleo, pavios e fósforos no meio do Campo de Concentração, onde nem mesmo comida eles recebiam? Mas Yossi sabia que não tinha escolha. Ele não deixaria o judaísmo morrer, ele nunca aceitaria a vitória dos nazistas. Com muito esforço ele conseguiu um pouco de óleo vegetal, subornando um dos guardas do Campo de Concentração com suas botas de inverno. Subornou outro guarda para conseguir os fósforos e, com alguns fios da sua roupa, fez um pavio. Na primeira noite de Chánuka, Yossi acendeu sua vela caseira, e seu rosto brilhava refletindo o brilho da vela.

Poucos minutos depois a porta se abriu abruptamente e alguns soldados nazistas entraram no dormitório onde Yossi havia acendido a vela. Eles exigiram saber quem tinha acendido a vela e ameaçaram matar todos os prisioneiros do dormitório se não fosse revelada a identidade do "culpado". Naquele momento, embora curvado pela idade e pela dor do trabalho escravo pesado, Yossi encheu o peito, deu um passo à frente e disse, com orgulho e coragem: "Fui eu que acendi a vela".

As pessoas que testemunharam a cena dizem que jamais viram alguém demonstrar tanta força e coragem quanto Yossi demonstrou naquele momento. Imediatamente os assassinos arrastaram-no para fora e, sem nenhuma misericórdia, o mataram. Mas os nazistas esqueceram de apagar a vela que Yossi havia acendido. E todos os judeus que estavam presentes afirmam que o milagre de Chánuka voltou a se repetir naqueles dias, pois aquela pequena vela, feita de um pouco de óleo vegetal e fios de uma roupa, ardeu durante os oito dias de Chánuka"

Esta não é apenas a história real de um judeu corajoso chamado Yossi. Esta é a história do povo judeu.

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Nesta semana lemos a Parashá Miketz, que continua descrevendo a história de Yossef no Egito. Após ter ficado 12 anos preso, acusado injustamente de ter atacado a esposa de Potifar, um dos ministros egípcios, Yossef foi libertado da prisão para decifrar o enigmático sonho do Faraó. Ele tornou-se vice-rei do Egito ao entender que o sonho do Faraó era uma mensagem profética, sobre os anos de fome que sucederiam os sete anos de abundância. Yossef aconselhou o Faraó a como se preparar para os anos de fome e acabou salvando sua família, pois a terra de Israel também foi castigada pela fome. Como não havia comida, os irmãos de Yossef foram obrigados a ir ao Egito buscar mantimentos. Yossef, que havia sido vendido muito jovem, reconheceu seus irmãos, mas não foi reconhecido por eles. Ele aproveitou a oportunidade para testar se eles estavam arrependidos por sua venda e pressionou seus irmãos, causando uma série de situações desconfortáveis, para ver como eles reagiriam.

O plano final de Yossef foi esconder na sacola de Biniamin, o outro filho favorito de Yaacov, um cálice de prata. Após a partida deles, Yossef os perseguiu e os acusou de roubo, informando que aquele que tivesse roubado o cálice viraria escravo. O cálice foi encontrado na sacola de Biniamin, para o desespero de seus irmãos. Liderados por Yehuda, todos os irmãos se ofereceram para virar escravos, mas Yossef recusou, dizendo que seria uma abominação castigar inocentes. Apenas Biniamin deveria permanecer como escravo.

O desfecho desta história ocorre apenas na Parashá da semana seguinte, Vayigash. Yehuda, que até aquele momento havia falado com Yossef de maneira delicada e através de um tradutor, se dirigiu a ele de maneira mais dura e direta. Yehuda enfrentou Yossef com duras palavras e ameaças, e se dispôs a ficar como escravo no lugar de Biniamin. Então Yossef, não aguentando mais, se revelou para seus irmãos.

Deste episódio ficam duas perguntas interessantes. Yehudá sabia que Biniamin nunca roubaria nada, que aquela era uma falsa acusação, um pretexto para condená-lo injustamente. Então por que ele não se levantou imediatamente contra esta injustiça? Explicam nossos sábios que ele sabia que era impossível lutar, com um exército de 10 pessoas, contra o Egito inteiro, a maior potência militar da época. Por isso, a única solução lógica era se submeter ao Faraó e se tornar seu escravo. Porém, se este era o motivo, por que depois Yehuda enfrentou Yossef, ato que significava enfrentar o Egito inteiro? O que mudou depois da recusa de Yossef? Além disso, por que a Parashá Miketz sempre coincide com a festa de Chánuka?

A resposta é que, após a recusa de Yossef em libertar Biniamin, os irmãos teriam que voltar para casa e contar ao seu pai que seu outro filho querido também estava perdido para sempre. Isto era ainda mais pesado para Yehuda, que havia ficado responsável por Biniamin e havia garantido ao seu velho pai que o traria de volta são e salvo. Yehuda havia visto Yaacov passar 22 anos em luto por Yossef, ele havia escutado de Yaacov que se Biniamin não voltasse ele morreria de desgosto. Portanto, Yehuda não estava pronto para encarar seu pai com aquela terrível notícia sobre a prisão de Biniamin.

Explica o Rav Noach Weinberg zt"l que deste episódio aprendemos algo impressionante para nossas vidas: quando uma pessoa sabe que não tem outra opção, ela encontra forças para fazer o impossível. Lutar contra o Egito era impossível, mas como era a única alternativa, Yehuda juntou as forças para  conseguir. Eram apenas 10 homens contra um exército inteiro, mas como não havia outra possibilidade, Yehuda aceitou o desafio.

É por isso que a Parashá desta semana está sempre conectada com Chánuka. Os gregos, a maior potência militar de sua época, governavam sobre o povo judeu em Israel. Encorajados por judeus que aderiram à cultura helenista, os gregos fizeram vários decretos proibindo a prática do judaísmo. Eles decretaram que os judeus idolatrassem os deuses gregos e ameaçaram de morte aqueles que não obedecessem. Muitos judeus preferiram dar suas vidas a se render aos gregos.

Quando os gregos chegaram a uma cidade chamada Modiim, onde viviam Matitiahu e seus filhos, Cohanim (sacerdotes) da família dos Chashmonaim, as pessoas estavam preparadas para morrer e não fazer idolatria. Mas um judeu, diante de todos, pegou um porco e sacrificou-o diante de um altar de idolatria. Naquele momento, Matitiahu e seus filhos se rebelaram contra os gregos e mataram toda a legião que havia entrado na cidade. Então eles fugiram para as montanhas e, utilizando o sistema de guerrilhas, finalmente conseguiram expulsar os gregos de Israel.

Mas se eles tinham a força para se revoltar contra o exército grego, por que não fizeram isto antes? Por que eles estavam preparados para entregar passivamente suas vidas quando poderiam ter lutado desde o princípio? Pois para um pequeno grupo de camponeses, destreinados e mal equipados, lutar contra um exército bem treinado e armado era impossível. Seria melhor morrer uma morte digna, santificando o nome de D'us, do que lutar contra uma força esmagadora. Então o que mudou? Quando Matitiahu e seus filhos viram um judeu se rendendo diante dos gregos, disposto a fazer idolatria em público, eles perceberam que os gregos poderiam ter êxito em destruir o judaísmo e quebrar o espírito dos judeus. Ver a Torá e os judeus sendo destruídos pelos gregos era algo que Matitiahu e seus filhos não podiam suportar. Diante de uma alternativa inaceitável, eles não tiveram outra opção a não ser fazer o impossível. E, ajudados por D'us, eles conseguiram expulsar os gregos e retomar os serviços do Beit Hamikdash (Templo Sagrado).
A mesma lição precisamos aplicar para os nossos dias. Choramos pelos judeus que morreram no Holocausto, mas esquecemos de chorar pelos judeus que estão sendo destruídos diariamente pela assimilação. Não podemos aceitar que mais de 6 milhões de judeus já se assimilaram e se desconectaram do judaísmo só nos Estados Unidos, desde 1945 até agora. Precisamos encontrar a força para lutar contra o "impossível" e trazer o nosso povo de volta aos caminhos da Torá. Se decidirmos com toda a nossa vontade, certamente D'us nos ajudará, da mesma maneira que ajudou os judeus na época dos Chashmonaim, na época onde o impossível tornou-se possível.
SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - CHÁNUKA 5773


BS"D

ESPIRITUALIDADE NO MUNDO MATERIAL - CHÁNUKA 5773 (07 de dezembro de 2012)

Certa vez um rabino estava ensinando a um de seus alunos que não existe apenas uma realidade material, não estamos limitados somente àquilo que conseguimos ver ou tocar. Tudo que existe no mundo está embasado em uma realidade espiritual, tão palpável quanto o mundo material. É apenas necessário refletir para encontrar a espiritualidade em cada pequeno objeto que existe neste mundo, pois tudo o que existe no mundo reflete, de alguma maneira, a vontade de D'us. O aluno então perguntou:

- Rabino, se é verdade o que você está falando, o que podemos aprender espiritualmente sobre os trens?

- Que em um segundo nós podemos perder tudo – respondeu o rabino.

- E o que podemos aprender do telégrafo, rabino?

- Que cada palavra que falamos é contada, e no final vamos prestar contas sobre cada uma delas – respondeu o rabino.

- E o que o telefone pode nós ensinar? – insistiu ainda o aluno.

- Aprendemos que tudo o que é dito aqui é claramente escutado do outro lado – respondeu o rabino.

O aluno se deu por vencido. Ele entendeu que tudo neste mundo material tem um significado, tudo tem um propósito para existir. Não existe algo material sem conexão com o lado espiritual. Esta é uma das lições mais importantes desta época tão especial para o povo judeu, na qual comemoramos a festa de Chánuka, a Festa das Luzes.

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Neste Motsei Shabat (sábado de noite, 08 de dezembro) começamos a comemorar a festa de Chánuka, um momento extremamente significativo na história do povo judeu. Em Chánuka revivemos dois grandes milagres que mudaram o curso da história do povo judeu. Na época do 2º Beit Hamikdash (Templo Sagrado), os gregos haviam dominado Jerusalém e impurificado o nosso Templo. Um grande milagre aconteceu e, após uma longa batalha, conseguimos valentemente expulsamos os gregos. E ao retomar os serviços do Beit Hamikdash, um novo milagre aconteceu, quando o óleo, suficiente para apenas um dia, durou 8 dias. Mas para comemorar Chánuka com a devida intenção, precisamos entender de uma maneira mais profunda o que a dominação grega significou e o quanto a vitória do povo judeu foi importante.

No calendário judaico, existem duas festas que foram fixadas pelos nossos sábios: Purim e Chánuka. Apesar de elas terem algumas semelhanças, apresentam também muitas diferenças entre si. Por exemplo, Purim é comemorada com "Seudá Umishtê" (Refeição festiva), enquanto Chánuka é comemorada com "Halel e Hodaá" (Louvores e Agradecimentos), sem a necessidade de fazer uma refeição festiva. Por que esta diferença na comemoração das duas festas?

Além disso, há uma Mishná (Midót 2:3) que nos ensina uma ideia interessante sobre a época da dominação grega. Um dos símbolos do abismo espiritual criado pelos gregos, na sua tentativa acabar com o judaísmo e extinguir o cumprimento das Mitzvót, foi que eles criaram 13 aberturas nas muralhas que circundavam o Beit Hamikdash. Mas o Talmud (Sanhedrin 101b) traz uma informação aparentemente contraditória. Na época de Shlomo Hamelech (Rei Salomão) também havia algumas aberturas nas muralhas do Beit-Hamikdash. Shlomo Hamelech, por um motivo equivocado, fechou as aberturas e foi duramente repreendido, pois isto inibiu o acesso do povo judeu durante as peregrinações ao Beit Hamikdash. Se o correto era ter mantido as aberturas, como maneira de facilitar a entrada do povo judeu no Templo, então por que o ato dos gregos de criar aberturas na muralha foi visto de uma maneira tão negativa e representa a decadência espiritual que eles tentaram nos impor?

Há ainda outra pergunta importante a ser respondida. O Rambam (Maimônides), em seu livro de leis chamado "Mishnê Torá", nos ensina qual é a fonte na Torá da obrigação do povo judeu de construir um Beit Hamikdash. Mas ao invés de trazer uma única fonte, o Rambam traz duas fontes, completamente diferentes. Nas leis sobre o Beit Hamikdash, o Rambam fala que a obrigação está no versículo "E Farão para Mim um Santuário, e Eu morarei entre eles" (Shemot 25:8). Porém, nas leis sobre os reis, o Rambam diz que a obrigação está no versículo "Lá vocês devem ir buscar Sua presença" (Devarim 12:5). Como entender esta aparente contradição?

Explica o Rav Yochanan Zweig que todas as perguntas podem ser respondidas com apenas um fundamento. E este fundamento é o entendimento de qual era a função do Beit Hamikdash para o povo judeu. Explicam nossos sábios que o Beit Hamikdash tinha duas funções principais. Em primeiro lugar, era o local onde o povo judeu podia servir a D'us, através de suas rezas e sacrifícios. Mas o Beit Hamikdash também tinha a função de ser um local para reunir o povo judeu, principalmente durante as 3 Festas com peregrinação a Jerusalém (Pessach, Shavuót e Sucót). Durante estas festas o Templo, completamente lotado, expressava a união e a solidariedade do povo judeu. É por isso que o Rambam traz duas fontes na Torá para a obrigação de termos um Beit Hamikdash, pois uma delas é para ensinar a função de local de serviço a D'us ("E Farão para Mim um Santuário"), e a outra é para ensinar a função de local de reunião do povo judeu ("Lá vocês devem ir buscar Sua presença"). Estas duas funções são, na realidade, complementares, pois a única e verdadeira fonte de união de todo o povo judeu é o nosso comprometimento em manter nossa herança espiritual. Justamente pelo fato do Beit Hamikdash ser o local de serviço a D'us é que ele também pode servir como ponto de encontro para todo o povo judeu.

Há uma grande diferença entre o exílio grego e os outros exílios. Em um primeiro momento, os gregos não quiseram destruir o nosso Beit Hamikdash nem matar os judeus. Eles queriam inclusive manter o judaísmo, mas apenas como uma cultura, completamente desprovida de espiritualidade. As aberturas criadas na muralha do Beit Hamikdash eram para aumentar a acessibilidade ao Templo, para que ele servisse como um centro cultural. Segundo as leis espirituais, uma pessoa em estado de impureza, como alguém que entrou em contato com mortos, não podia entrar no Beit Hamikdash até passar por um processo de purificação. Mas os gregos consideravam as leis de pureza e impureza espiritual muito antiquadas e queriam que fossem abolidas. Por isso eles abriram várias aberturas nas muralhas, permitindo que qualquer um entrasse no Beit Hamikdash quando bem entendesse.

Este ensinamento é reforçado pelo Talmud (Shabat 32a), que nos ensina que dois fatores contribuem para a morte de pessoas ignorantes: eles chamam as sinagogas de "Beit Am" (Casa do Povo) e chamam o "Aron Hakodesh" (Arca Sagrada) de "Arná" (armário). O que significa este ensinamento do Talmud? Por que coisas aparentemente tão simples e inofensivas são castigadas de uma maneira tão severa? Pois aquele que chama uma sinagoga de "A casa do povo" comete um grave erro ao não perceber que é o serviço a D'us, através de Suas Mitzvót, que une os judeus, não a nossa cultura. O mesmo ocorre quando o Aron Hakodesh é chamado de "armário", pois isto reflete a visão equivocada de que a Torá é um mero objeto cultural, um livro de histórias. Esta visão equivocada não é a visão judaica, é a visão dos gregos, que queriam acabar com a nossa espiritualidade e transformar o judaísmo em um movimento cultural. Há judeus em todas as partes do mundo, e eles não compartilham da mesma língua nem da mesma cultura. O que há em comum entre um judeu brasileiro, um judeu etíope e um judeu russo? O seu legado espiritual e o comprometimento com a sua espiritualidade. É isto o que une os judeus do mundo inteiro.

Apesar da principal ameaça grega não ter sido a destruição física, as consequências poderiam ter sido até mais devastadoras do que em outras guerras e exílios. Os gregos não queriam nos destruir fisicamente, mas queriam destruir o nosso compromisso com a espiritualidade, pois eles sabiam que sem isto o judaísmo não poderia sobreviver. Em Purim, nossos antepassados foram ameaçados de extermínio físico, quando Haman decretou a "Solução Final" contra o povo judeu, fixando um dia para que todos fossem exterminados. Portanto, a salvação física é comemorada de uma maneira física, com um grande banquete. Já em Chánuka, a ameaça era de extermínio espiritual, pois os gregos tentaram erradicar qualquer vestígio de espiritualidade de nossas vidas. Por isso celebramos de uma maneira espiritual, com louvores e agradecimento a D'us.

Não podemos esquecer que em Chánuka vencemos apenas uma batalha. Na época da vitória sobre os gregos, muitos judeus haviam se rendido à cultura grega, transformando-se em "judeus helenistas". A guerra contra a cultura grega continua, pois infelizmente muitos judeus continuam vivendo um "judaísmo cultural", no qual a Torá é apenas uma "obra de arte" que deve ser exposta em prateleiras de vidro, como uma bela lembrança do passado. A assimilação faz com que pessoas considerem mais importante assistir uma apresentação de dança judaica do que ir à reza de Yom Kipur. Muitos esqueceram que a missão do povo judeu no mundo é justamente ensinar espiritualidade a todos os povos da Terra. Se nós estivermos conectados apenas com um judaísmo superficial, que ensinamento poderemos transmitir ao mundo?

A Torá é a nossa vida, é o nosso "manual" espiritual de como viver da maneira correta. A vitória contra a assimilação foi a verdadeira vitória de Chánuka. Ao acender as velas de Chánuka estamos dando nossa contribuição para que a Torá tenha seu lugar nos centros de estudo, e não nas prateleiras de vidro. Que neste Chánuka possamos participar e ajudar o povo judeu a vencer mais uma batalha, a batalha contra a apatia e a assimilação.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:
São Paulo: 19h26  Rio de Janeiro: 19h08  Belo Horizonte: 19h08  Jerusalém: 15h55
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Frade (Fanny) bat Chava, Chana bat Rachel, Léa bat Chana; Pessach ben Sima, Eliashiv ben Tzivia; Israel Itzchak ben Sima; Eliahu ben Sara Chava; Avraham David ben Reizel; Yechezkel ben Sarit Sara Chaya; Sara Beila bat Tzvia; Estela bat Arlete; Ester bat Feige; Moshe Yehuda ben Sheva Ruchel; Esther Damaris bat Sara Maria; Yair Chaim ben Chana; Dalia bat Ester; Ghita Leia Bat Miriam; Chaim David ben Messodi; David ben Beila; Avraham ben Linda; Tzvi ben Liba; Chaim Verahamin ben Margarete; Rivka bat Brucha; Sara Adel bat Miriam, Mordechai Ghershon Ben Malia Rachel, Pinchas Ben Chaia, Yitzchak Yoel Hacohen Ben Rivka, Yitzchak Yaacov Ben Chaia Devora, Avraham Ben Dinah, Avraham David Hacohen Ben Rivka, Bracha Chaya Ides Bat Sarah Rivka, Tzipora Bat Shoshana, Levona Bat Yona e Havivah Bat Basia, Daniel Chaim ben Tzofia Bracha, Chana Miriam bat Chana, Yael Melilla bat Ginete, Bela bat Sima; Israel ben Zahava; Nissim ben Elis Shoshana; Avraham ben Margarita; Sharon Bat Chana; Rachel bat Nechama, Yehuda ben Ita, Latife bat Renee, Avraham bem Sime, Clarisse Chaia bat Nasha Blima, Tzvi Mendel ben Ester, Marcos Mordechai Itschak ben Habibe, Yacov Eliezer ben Sara Masha, Yossef Gershon ben Taube, Manha Milma bat Ita Prinzac, Rachel bat Luna, Chaim Shmuel ben Sara, Moshe Avraham Tzvi ben Ahuva, Avraham ben Ahuva, Miriam bat Yehudit, Alexander Baruch ben Guita, Shmuel ben Nechama Diná, Avracham Moshe ben Miriam Tobá, Guershon Arie ben Dvora, Mazal bat Miriam, Yadah ben Zarife, Shmuel Ben Chava, Mordechai ben Malka, Chaim Dov Rafael ben Esther, Menachem ben Feigue, Shmuel ben Liva, Hechiel Hershl ben Esther, Shlomo ben Chana Rivka, Natan ben Sheina Dina, Mordechai Ghershon ben Malia Rochel, Benyomin ben Perl, Ytzchok Yoel haCohen ben Rivka, Sarah Malka ben Rivka, Malka bat Toibe, Chana Miriam bat Sarah, Feigue bat Guitel, Gutel bat Slodk, Esther bat Chaia Sara, Michael ben Tzivia, Ester bat Lhuba, Brane bat Reize, Chaya Rivka Bat Miriam Reizl, Michele Chaia  bat Eny, Avraham ben Chana, Chaia Sluva bat Chaika, Esther bat Arlette, Bentzion ben Chana, Chaia Feigue bat Ides, Rachel bat Adele, Itzhak ben Faride, Pessach ben Chani, Menusha bat Hana, Sarah bat Reizel, Yossef ben Dinah, Bentzion ben Chana, Yossef ben Mazal, Dvora bat Stera, Miriam bat Dvora Simcha, Isaac Ben Chava, Miriam Bat Lea, Yossef ben Simcha, Moshe ben Rachel, Ida bat Mazal Fortunée, Israel Rafael ben Sara Nesha, Amalia Mili bat Luciana, Guitel (Gretta) bat Miriam, Fiszel Czeresnia, Aviva (Jackelin) bat Mirta, Daniel ben Monique, Shimshon ben Nechuma, Mordechai ben Mazal.
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