sexta-feira, 1 de abril de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TAZRIA 5771

BS"D
 
PALAVRAS SOB MEDIDA - PARASHÁ TAZRIA 5771 (01 de abril de 2011)
 
"O Rabino Israel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, dedicou sua vida a ajudar as pessoas a evitarem o Lashon Hará, a grave transgressão de falar ou escutar informações que denigrem outra pessoa. Ele viajava de cidade em cidade, dando palestras sobre a gravidade desta transgressão e orientando as pessoas a como evitar as terríveis consequências dela.
 
Em uma destas viagens, o Chafetz Chaim havia terminado uma palestra para um grande público e, quando já estava saindo, foi abordado por um dos judeus da comunidade local. O Chafetz Chaim viu que ele parecia estar bastante incomodado e tenso. Então o homem começou a desabafar:
 
- Rabino, você acabou com a minha vida! Depois de tudo o que você explicou nesta palestra, eu nunca mais poderei falar nada!
 
O Chafetz Chaim abriu um sorriso e disse:
 
- Ao contrário, meu senhor, eu salvei sua vida. Até hoje você não podia falar nada, pois não sabia o que era proibido e o que era permitido. A partir de hoje você pode falar à vontade, apenas tomando o cuidado de falar assuntos que são permitidos"  
 
As leis sobre Shmirat Halashon (cuidados com a fala) são muito importantes, pois sem sabê-las podemos estar fazendo transgressões muito graves com terríveis consequências espirituais para todo o mundo.
 
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Nesta semana lemos a Parashá Tazria, que trata principalmente da Tzaraat, uma doença espiritual cuja principal manifestação física se dava através de manchas que apareciam na pele. Se a Tzaraat era uma doença espiritual, qual era a transgressão associada a ela? O Talmud nos ensina que o principal motivo para o aparecimento das manchas era o Lashon Hará, o ato de falar ou escutar coisas negativas sobre outras pessoas, principalmente informações que causam prejuízos financeiros ou psicológicos. Mas por que justamente na transgressão de Lashon Hará apareciam as manchas e não em outros tipos de transgressões? Esta transgressão é mais grave do que as outras?
 
Há um Midrash (parte da Torá Oral) famoso que conta a história de um vendedor ambulante que entrou em uma cidade e começou a anunciar "Quem quer vida longa? Quem quer vida longa?". Havia nesta cidade um rabino chamado Rav Yanai, que se interessou pelo anúncio e, achando que o homem oferecia algum elixir milagroso que alongava a vida, perguntou o que ele estava vendendo. O vendedor ambulante imediatamente retirou do bolso um livro de Tehilim (Salmos) e leu para o Rav Yanai o seguinte versículo: "Quem é o homem que deseja vida?... Guarda sua língua do mal e seus lábios da enganação" (Tehilim 34:13,14). O Rav Yanai ficou encantado com o vendedor ambulante e comentou que nunca havia entendido a interpretação do versículo até aquele momento.
 
Mas deste Midrash fica uma grande dúvida. O Rav Yanai era um grande estudioso de Torá, então o que um simples vendedor ambulante conseguiu ensinar para ele? Será que há, nestes versículos aparentemente simples, algum entendimento mais profundo?
 
Explicam os nossos sábios que o Rav Yanai pensou, durante toda sua vida, que a única forma de não falar Lashon Hará era fazendo voto de silêncio, isto é, falando apenas o mínimo necessário. O ideal seria, portanto, se tornar um eremita e viver isolado em uma caverna. Mas o vendedor ambulante veio lhe ensinar uma importante lição de vida. A palavra "fofoca", em hebraico, é "Rechilut", que vem da mesma raiz de "Rochel", que significa "vendedor ambulante". Qual a conexão entre o vendedor ambulante e a fofoca? Como o vendedor ambulante era uma pessoa que ia de casa em casa oferecer seus produtos, era comum que ele conhecesse a intimidade de todas as pessoas da cidade. Era muito freqüente que o vendedor ambulante levasse, junto com seus produtos, informações de uma casa para outra, causando com que muitos detalhes íntimos das pessoas fossem revelados através desta fofoca. Quando o Rav Yanai viu que até mesmo um vendedor ambulante, pessoa que passa o dia inteiro falando e conversando com as pessoas, estava lendo no livro de Tehilim os versículos sobre guardar a boca e evitar o Lashon Hará, ele entendeu que é possível uma pessoa ser socialmente ativo e, ao mesmo tempo, cuidar de sua boca. Tudo depende do autocontrole e do constante estudo para conhecer as leis da fala permitida e proibida.
 
O Rav Israel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, foi um dos maiores sábios do começo do século passado. Ele dedicou sua vida para ajudar as pessoas a evitarem o Lashon Hará, reunindo as principais leis sobre o Shmirat Halashon (cuidados com a fala) em seus livros. Ele ressaltava as graves consequências espirituais do Lashon Hará para o povo judeu, inclusive a destruição do nosso Segundo Beit-Hamikdash (Templo Sagrado). O primeiro Beit-Hamikdash, que foi destruído por causa de idolatria, assassinato e relações ilícitas, foi reconstruído depois de 70 anos. Já o Segundo Beit-Hamikdash, que foi destruído por causa do ódio gratuito e pelo Lashon Hará, até hoje, mais de 2 mil anos depois, ainda não foi reconstruído.
 
Mas afinal, por que o Lashon Hará é tão grave? Entendemos que D'us abomina transgressões como idolatria, assassinato e relações ilícitas, pois são atos que pervertem o ser humano e nos afastam da nossa espiritualidade. Mas o que pode haver de tão grave em fazer uma pequena fofoca ou um comentário maldoso sobre alguém de que não gostamos?
 
Explica o Chafetz Chaim algo incrível sobre os mundos espirituais. Da forma que nos comportamos aqui embaixo, despertamos forças espirituais equivalentes nos mundos superiores. Por exemplo, quando as pessoas se respeitam e tratam os outros com misericórdia, são despertadas forças espirituais de misericórdia sobre todo o mundo. Já quando as pessoas são muito rigorosas com as outras, não deixando nada passar e não se comportando com misericórdia, são despertadas sobre o mundo forças espirituais de justiça estrita. Da mesma forma, quando a pessoa fala Lashon Hará sobre seu companheiro e começa a acusá-lo por um erro cometido, imediatamente ele desperta forças espirituais de acusação contra o povo judeu, e isso causa com que coisas ruins venham para o mundo.
 
Mas por que o Lashon Hará piora a situação? Se D'us é Onisciente, Ele já sabe quais são os pecados do povo judeu. Então por que os castigos chegam somente depois das pessoas fazerem Lashon Hará?
 
Um pai ama seus filhos acima de tudo. Por isso, mesmo quando ele vê que seu filho cometeu um erro, ele passa por cima e perdoa. E mesmo quando um pai castiga, castiga pouco. Porém, o que acontece quando alguém fica o tempo inteiro contando ao pai sobre os maus atos do filho? Isso causa com que o pai fique de cabeça quente e castigue o filho de maneira muito severa. Mas quando a fúria do pai passa e ele vê o sofrimento do filho pelos pesados castigos que recebeu, o que acontece? A fúria do pai se acende contra aquele que falou mal de seu filho e causou todos aqueles sofrimentos.
 
Da mesma maneira, D'us nos ama mais do que um pai ama seu filho, e mesmo que Ele nos vê fazendo transgressões, por misericórdia Ele passa por cima e não nos castiga, ou castiga de maneira leve. Mas quando surgem forças espirituais de acusação, D'us se vê "forçado" a castigar o povo judeu de maneira mais dura. Mas quando a "fúria" de D'us passa, Ele "sofre" ao ver os sofrimentos causados pelo castigo pesado e Sua Fúria se acende sobre aqueles que, através do Lashon Hará, despertaram as forças espirituais de acusação e que são, portanto, os verdadeiros causadores de todos os sofrimentos. Por isso, do ponto de vista espiritual, o Lashon Hará acaba sendo mais grave do que as piores transgressões.
 
Outro fator que torna o Lashon Hará mais grave do que outras transgressões é justamente o fato de não enxergarmos o quanto ele é prejudicial. Quando uma pessoa faz idolatria ou comete um assassinato, imediatamente ela se arrepende deste ato abominável e faz Teshuvá (volta aos caminhos corretos). Porém, quando alguém fala Lashon Hará, se sente como se não tivesse feito nada de errado. Por isso ensinam os nossos sábios que D'us perdoa todas as transgressões, menos a transgressão de Lashon Hará.
 
Segundo as profecias contidas na Torá, o Terceiro Beit-Hamikdash, que virá ao mundo após a revelação do Mashiach, nunca mais será destruído. Muitos comentaristas explicam que, diferente dos dois primeiros Templos, o Terceiro Beit-Hamikdash não será construído por mãos humanas, ele virá pronto do Céu. Mas será que não teremos nenhuma participação nesta Mitzvá tão grande de construir o nosso Beit-Hamikdash eterno?
 
Explica o Chafetz Chaim que, da mesma forma que o Beit-Hamikdash foi destruído por causa do Lashon Hará, ele será reconstruído pelo mérito daqueles que, apesar de sentirem vontade de falar mal dos outros, conseguirem se controlar e permanecer de boca fechada. Cada vez que passamos pelo teste, colocamos mais um tijolo no Beit-Hamikdash. Da mesma forma que nas sinagogas há placas de agradecimento aos doadores, cada um que evitar o Lashon Hará estará recebendo, para toda eternidade, uma placa de doação no Beit-Hamikdash eterno.
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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sexta-feira, 25 de março de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHEMINI 5771

BS"D
 
SILÊNCIO DOS JUSTOS - PARASHÁ SHEMINI 5771 (25 de março de 2011)
 
"O Rav Eliahu Dovid Rabinowitz foi um grande rabino que viveu nos meados de 1800 e chegou a ser o Rabino Chefe de Jerusalém. Ele era muito conhecido por sua pontualidade e costumava ficar extremamente incomodado quando as pessoas não cumpriam os horários que haviam sido estabelecidos para algum evento.
 
Infelizmente o Rav Eliahu passou por uma grande desgraça familiar. Sua filha faleceu em uma idade muito jovem, pouco depois de se casar. Mas nunca ninguém escutou de sua boca uma única palavra de lamentação ou inconformismo com a vontade de D'us. Ao contrário, ele continuou por toda a vida com seu trabalho espiritual sem nunca perder o entusiasmo.
 
Mas o mais impressionante ocorreu no dia do enterro de sua filha. O Chevra Kadisha, sabendo da pontualidade do Rav Eliahu, deixou tudo pronto para que o enterro ocorresse exatamente no horário pedido pela família. Porém, quando chegou o horário, o Rav Eliahu entrou em uma sala, se trancou por 20 minutos e somente depois disso saiu e fez um sinal para que a cerimônia continuasse. Alguns dias depois ele explicou aos seus familiares o motivo do atraso no enterro:
 
- A lei judaica nos ensina a bendizer as coisas ruins com o mesmo entusiasmo que bendizemos as coisas boas. No momento em que o enterro ia começar, eu sabia que teria que dizer a Brachá "Baruch Daian HaEmet" (Bendito é o Juiz da verdade), mas senti que não estava pronto para dizer a Brachá com todo o coração. Então eu me fechei por algum tempo em uma sala e tentei lembrar e sentir novamente a alegria que eu senti quando minha filha havia nascido. Somente depois disso, sentindo o mesmo sentimento, eu fiz a Brachá "Baruch Daian HaEmet", reconhecendo que tudo o que D'us faz é para o nosso bem"
 
Há pessoas que, mesmo no auge da dor, conseguem superar e vencer o desânimo. Isto é apenas possível quando colocamos no coração que tudo o que D'us faz é para o nosso bem, mesmo quando não entendemos.
 
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Na Parashá desta semana, Shemini, o povo judeu ainda estava festejando a inauguração do Mishkan quando uma grande tragédia se abateu sobre Aharon, o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote). Dois de seus filhos, Nadav e Avihu, que eram Cohanim, trouxeram uma oferenda de incenso que D'us não havia pedido e morreram imediatamente. Como a Torá descreve a reação de Aharon a esta tragédia? "E Aharon silenciou" (Vayikrá 10:3). Alguns versículos depois D'us apareceu para Aharon e ensinou uma lei de conduta dos Cohanim, que não podiam se embebedar antes de entrar para realizar os serviços sagrados.
 
Ficam algumas perguntas sobre este evento trágico. Se a grande maioria das Mitzvót foram ensinadas através de Moshé, por que justamente agora D'us escolheu ensinar esta através de Aharon? Além disso, será que este era o melhor momento para D'us ensinar algo a Aharon, quando ele estava provavelmente arrasado pela morte dos filhos? E finalmente, qual a relação entre o ensinamento da Mitzvá com o silêncio de Aharon?
 
A Torá, em várias ocasiões, nos ensina a importância da alegria em todos os momentos da vida, mesmo quando passamos por dificuldades. Por exemplo, Yaacov Avinu foi um dos maiores profetas do povo judeu e por diversas vezes a Torá descreve D'us falando diretamente com ele. Porém, durante os 22 anos em que seu Yossef esteve no Egito e Yaacov não sabia o que havia acontecido com seu filho, D'us não apareceu para Yaacov. Por que? Pois a presença de D'us só repousa sobre aqueles que estão felizes. Como Yaacov passou estes 22 anos imerso em sofrimento e tristeza, D'us não se revelou para ele durante todo este período.
 
Mas se este conceito da presença de D'us não repousar sobre quem está imerso em tristeza está correto, como pode ser que D'us falou diretamente com Aharon logo depois do falecimento de dois de seus filhos?
 
Um conceito difícil para o ser humano entender racionalmente é que esta vida é apenas algo passageiro e que a vida verdadeira vem depois da separação do nosso corpo e alma. Mas D'us nos deu um modelo onde podemos enxergar este conceito. Se observarmos a gestação de um bebê, é óbvio que ele não foi criado para viver apenas dentro do ventre, pois se fosse este o propósito, para que serviriam seus órgãos e membros? Por exemplo, para que servem seus olhos, se ele nada vê? Para que serve sua boca, se ele não fala nem se alimenta? Para que serve seu nariz, se ele não consegue sentir nenhum cheiro? Sabemos que a gestação é apenas uma preparação para a vida verdadeira fora do útero. Todos os órgãos estão em formação para serem utilizados no momento em que o bebê sair. O mesmo ocorre em nossas vidas. Para que D'us colocou dentro de nós uma alma espiritual? O que ela nos acrescenta na nossa vida material? Nada. Isto é uma prova de que esta vida é apenas uma preparação para a vida verdadeira e infinita, que virá após a morte. É por isso que não comemoramos a data de nascimento dos grandes Tzadikim, somente o Yortzait (data de falecimento), pois o nascimento é o início de uma vida temporária, enquanto o falecimento é o início da nossa vida verdadeira.
 
Mas passar pelo teste de perder parentes não é um teste fácil. É necessário uma preparação e uma claridade muito grandes. Explica Rashi, comentarista da Torá, que o silêncio de Aharon foi uma demonstração de grandeza. E por este ato ele mereceu uma recompensa: em seu nome foi ensinada uma importante lei para todas as gerações do povo judeu. E por que D'us escolheu ensinar esta lei justamente neste momento difícil para Aharon? Para nos mostrar que o silêncio de Aharon não foi pelo choque da perda e sim por ter recebido o decreto de D'us com amor. Não foi um silêncio de tristeza, foi um silêncio de aceitação da vontade de D'us sem questionamentos. Aharon foi recompensado por ter chegado neste nível muito elevado, por ter passado neste teste tão difícil. Seu silêncio mostrou seu verdadeiro potencial.
 
Para nós parece um nível sobre-humano conseguir chegar a esta tranqüilidade em momentos de tamanho sofrimento. Como Aharon conseguiu chegar neste nível? Através de uma reflexão profunda sobre o propósito da vida neste mundo ele conseguiu chegar ao reconhecimento pleno da imortalidade da alma. Por isso ele entendia que não há motivos para tristeza quando alguém parte deste mundo.
 
Este conceito também aparece em outro versículo da Torá que fala sobre luto: "Vocês são filhos de Hashem, teu D'us. Não causem cortes em si mesmos e não arranquem o cabelo entre seus olhos por um morto" (Devarim 14:1). A Torá proíbe atos de desespero quando passamos por uma situação de perda de um ente querido. Mas por que o versículo começa com as palavras "vocês são filhos de Hashem"? Pois a forma de conseguirmos consolo e tranquilidade é refletir que somos filhos de D'us, e que Ele nos ama mais do que um pai ama seu filho. Da mesma forma que um pai sempre busca o bem de seu filho, não devemos nos desesperar pela perda de um ente querido ao ponto de causar ferimentos em nós mesmos, pois tudo o que Ele nos faz é para o nosso bem. E mesmo se não entendemos Seus atos, somos como filhos pequenos que não entendem os atos de seus pais, mas confiam neles. Devemos confiar em D'us, pois Ele nos criou apenas por amor.
 
D'us nos garantiu que nossa alma é infinita e, no momento em que sai deste mundo, volta para perto Dele. Por isso não há sentido algum em se desesperar, mesmo quando, D'us nos livre, pessoas partem deste mundo ainda jovens. Há Alguém, de bondade infinita, supervisionando tudo o que acontece. Alguém que nos ama mais do que amamos a nós mesmos, Alguém que sabe e vê coisas que nós não sabemos ou vemos.
 
O versículo da Torá proíbe o desespero, mas não proíbe o choro por uma perda. Por que? Pois o choro é uma reação natural que ocorre com a separação temporária entre pessoas que se amam. Quando o filho está no aeroporto, pronto para embarcar para seus estudos na Universidade de Harvard, a mãe chora sem parar. Por mais que ela sabe que será bom para o filho, que todo o futuro dele será melhor justamente por este passo que ele está dando, mesmo assim a dor da separação é grande. Segundo o Ramban (Nachmanides), aquele que tem Emuná (fé) verdadeira em D'us sabe que a morte é apenas uma passagem para um mundo melhor. O choro é apenas pela separação temporária.
 
Pedimos todos os dias para que D'us não nos mande testes. Mas devemos estar sempre prontos, colocando no coração que tudo o que Ele faz é para o nosso bem, mesmo quando, por nossa limitação, não conseguimos enxergar ou entender.
 
"Quando a pessoa nasce, ela está chorando, mas todos em volta estão rindo. Quando a pessoa morre, todos em volta estão chorando, mas ela está rindo"
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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sexta-feira, 18 de março de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PURIM 5771

BS"D
 
QUEM PROCURA, ACHA - PURIM 5771 (18 de março de 2011)
 
"A Sra. Kogan (nome fictício) e sua filha voltavam para São Paulo de avião, após passarem um mês de férias na Bahia. A viagem estava tranqüila, o vôo havia saído no horário, tudo transcorria bem. Até que o avião chegou a São Paulo e, por causa do mau tempo, não conseguiu pousar. As nuvens eram tão espessas que tiravam praticamente toda a visibilidade do piloto. Nestas condições, fazer uma aterrissagem utilizando apenas instrumentos era algo extremamente perigoso, um risco que o piloto preferia não correr. Por isso ele ficou dando voltas em torno do aeroporto, esperando que as condições meteorológicas melhorassem.
 
Após um longo tempo voando em círculos, o piloto ligou o rádio de comunicação com os passageiros e, inexplicavelmente, deu uma informação que de nada servia aos passageiros a não ser criar no avião uma grande histeria. O piloto informou, em alto e bom tom, que o combustível estava acabando e que o avião tinha autonomia para, no máximo, mais 30 minutos. Os passageiros imediatamente foram tomados pelo pânico. Várias pessoas começaram a chorar e a passar mal. A Sra. Kogan e sua filha também ficaram assustadas e imediatamente começaram a rezar.
 
Cerca de 5 minutos depois, que para os passageiros pareceram horas, o piloto novamente ligou o rádio de comunicação e informou que as condições meteorológicas haviam melhorado. Havia se formado, de repente, um "buraco" nas nuvens sobre o aeroporto, possibilitando o pouso. Poucos minutos depois o avião estava aterrissado e todos os passageiros estavam sãos e salvos" (História Real)
 
Temos duas maneiras de olhar esta história. Podemos olhar como se tudo não passou de um grande acaso. As condições meteorológicas desfavoráveis, a infeliz e inconseqüente idéia do piloto de avisar aos passageiros que o combustível estava acabando, o pânico das pessoas (que levou muitas a rezar) e a repentina melhora no tempo, formando um "buraco" sobre o aeroporto.
 
Porém, há outra maneira de ver a história. Podemos ver que D'us, desde o princípio, estava controlando toda a situação. Foi Ele quem colocou a idéia na cabeça do piloto de fazer um comunicado tão inconseqüente. Para que? Para que as pessoas rezassem e aumentassem seus méritos, possibilitando assim a salvação do avião. É a mesma história, os mesmos acontecimentos, mas com uma ótica completamente diferente. E, certamente, muito mais realista.
 
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Neste Motsei Shabat (sábado de noite, 19 de março) comemoramos a festa de Purim, na qual revivemos a milagrosa salvação do povo judeu nos dias de Mordechai e Ester, quando uma ameaça de extermínio que pairava sobre nós se transformou, em poucos instantes, em Brachót (bênçãos) e alegrias. Haman e muitos dos odiadores do povo judeu foram mortos e os judeus ganharam respeito e tranqüilidade na babilônia, onde estavam exilados.
 
A Meguilat Ester é um dos livros do Tanach (Torá, Profetas e Escrituras). O Talmud discute de onde devemos começar a leitura da Meguilat Ester em Purim para cumprirmos a Mitzvá, e existem diferentes opiniões. No que é baseada esta discussão? O propósito da leitura da Meguilá é relembrar e divulgar o grande milagre que aconteceu aos nossos antepassados na babilônia. A discussão dos nossos sábios é para saber em qual ponto da Meguilá o milagre da salvação começou, pois a leitura deve começar apenas neste ponto. Uma das opiniões, e justamente a opinião que a Halachá (lei judaica) segue, é a de que toda a Meguilá deve ser lida em Purim.
 
Mas é difícil entender esta opinião do Talmud, pois ao observarmos os primeiros versículos da Meguilá, não enxergamos nenhum milagre! Assim começa a Meguilá: "E foi nos dias de Achashverosh – ele foi Achashverosh que reinou desde Hodu até Kush, sobre 127 províncias. Naqueles dias, quando o rei estava sentado no trono do seu reinado, na capital Shushan" (Meguilá 1:1,2). Onde está a mão de D'us nestes primeiros versículos? E mais do que isto, há informações que parecem completamente desnecessárias ou equivocadas. Para que a Meguilá precisou falar que Achashverosh sentou-se em seu trono, não é óbvio que o rei senta-se em seu trono para governar? Além disso, como a Meguilá diz que a capital do Império Babilônico era Shushan, uma pequena cidade, e não a grande cidade de Bavel? Quando ocorreu esta mudança e por quê?
 
Explica o Gaon MiVilna que D'us já estava preparando a salvação do povo judeu muito antes do problema de Haman começar. Quem D'us colocou no poder? O Rei Achashverosh, um grande tolo que não tinha sangue real e havia comprado a posição de rei com uma grande fortuna. Justamente por não vir de uma família real ele tinha problemas de auto-estima e sentia-se inferior, achava que as pessoas não aceitariam seu governo. Por isso, todos os atos de Achashverosh eram em busca de prestígio e honra, tentando engrandecer seu nome aos olhos do povo, como o banquete de 180 dias de duração que ofereceu a todos os seus súditos.
 
Em sua busca de glória, o rei Achashverosh desejou ter um trono igual ao de Shlomo Hamelech (Rei Salomão), o maior e mais sábio de todos os reis, para sentar-se na capital Bavel. Onde moravam os melhores carpinteiros do reinado? Na pequena cidade de Shushan. Mas ao invés de trazer os carpinteiros para Bavel, o rei ordenou que eles construíssem o trono em Shushan. Quando o trono ficou pronto, ele era tão monumental que não havia meios de transportá-lo até a capital Bavel. Então o rei Achashverosh tomou uma atitude completamente estúpida, guiada pelo seu desejo de honra: mudou a capital do império para a pequena cidade de Shushan, apenas para pode se sentar no trono que era idêntico ao trono de Shlomo Hamelech.
 
Mas a pergunta continua nos incomodando: como isto ajudou na posterior salvação do povo judeu? A resposta está apenas no segundo capítulo: "Havia certo judeu na capital Shushan, cujo nome era Mordechai..." (Meguilá 2:5). Agora o quadro ficou completo. Todos os acontecimentos do início da Meguilá descrevem o que ocorreu para que a capital do reinado mudasse para Shushan, uma pequena cidade onde vivia Mordechai. Pelo fato da capital mudar para Shushan, Mordechai pôde estar perto do palácio e escutar dois guardas reais tramando a morte do rei. Mordechai contou à Ester o plano dos guardas, ela contou ao rei e os guardas foram mortos. O fato de Mordechai ter descoberto o plano foi recompensado pelo rei muito tempo depois, justamente no momento em que os judeus precisavam reverter o decreto de extermínio.
 
Portanto, vemos que mesmo os pequenos detalhes aparentemente sem importância do início da Meguilá são parte da salvação do povo judeu quando vistos sob um olhar mais atento. Assim também acontece em nossas vidas, vários acontecimentos "casuais", ao serem vistos sob um olhar mais cuidadoso, revelam a participação Divina em cada pequeno detalhe do nosso cotidiano. A palavra "מקרה" (Mikrê, que em hebraico significa "acaso"), contém as mesmas letras que formam "רק מה'" (Rak Me Hashem, que em hebraico significa "tudo é de D'us"). É um jogo de letras que reflete uma realidade mais profunda: nada neste mundo é um acaso, tudo está sob a Supervisão Divina. Em que nível? Os nossos sábios ensinam que para cada folha de grama há um anjo designado para ficar dando tapinhas e dizendo "cresça". O Rav Eliahu Dessler explica que cada gota de chuva cai do céu já com seu propósito bem definido, se irá irrigar a terra, causar uma inundação ou correr para um bueiro.
 
A palavra "mundo", em hebraico, é "Olam", e vem da mesma raiz da palavra "Elem", que significa "ocultamento". D'us criou o mundo material e colocou nossas almas dentro de corpos materiais justamente para nos dar livre-arbítrio e, consequentemente, méritos por cada escolha correta. Ele deixou no mundo a possibilidade de vermos cada coisa que nos ocorre como se fossem acasos isolados. O nosso trabalho de conexão com D'us começa com a reflexão, tentando juntar as informações, encontrar sentido em cada coisa que ocorre no nosso dia-a-dia. Isto também vemos na Meguilá, pois quando a rainha Ester soube do decreto contra o povo judeu, ela mandou perguntar a Mordechai "O que está acontecendo e qual o motivo disto estar acontecendo". Ester tinha muito claro que nada acontece por acaso, ela sabia que tudo tem um fundo espiritual. Por isso ela não quis apenas saber o que havia acontecido, pois o principal, para reverter a situação, era saber o motivo pelo qual aquilo tinha acontecido.
 
Esta é a essência da festa de Purim e a lição que deve nos acompanhar para todo o ano: saber olhar o que está nas entrelinhas da história de nossas vidas. Não apenas em grandes acontecimentos, mas também nas pequenas coisas que ocorrem no nosso cotidiano. Assim poderemos enxergar a mão de D'us em tudo o que ocorre e fugir da tolice de achar que tudo acontece por acaso.
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).
 
 
 

sexta-feira, 11 de março de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ VAYIKRÁ 5771

BS"D
VONTADE DE CRESCER - PARASHÁ VAYIKRÁ 5771 (11 de março de 2011)
"O Sr. Goldsmitch era um homem de negócios muito bem sucedido. Mas o que as pessoas mais admiravam nele era o imenso Chessed (bondade) constantemente feito com os pobres. Todos os necessitados da cidade sabiam que, em momentos de dificuldade, podiam contar com ele.
Certa manhã o Sr. Goldsmitch recebeu um telefonema. Era o Sr. Stern, um conhecido que vivia na mesma cidade. O Sr. Stern explicou que estava passando por dificuldades e precisava de uma soma alta para pagar as dívidas e tentar recomeçar a vida. Apesar de ser um negócio arriscado, o Sr. Goldsmitch prontamente concordou com o empréstimo e pediu para que o Sr. Stern estivesse no seu escritório pontualmente ao meio dia para receber o dinheiro.
Chegou meio dia, o Sr. Goldsmitch já estava com o dinheiro separado, esperando pelo Sr. Stern, mas nada dele aparecer. Mais meia hora e nada. Uma hora depois o Sr. Goldsmitch, profundamente irritado, voltou aos seus afazeres. Durante todo o dia ninguém apareceu para pegar o dinheiro.
No dia seguinte de manhã novamente tocou o telefone. Era o Sr. Stern novamente. Ele pediu perdão pela ausência, explicou que havia acontecido um grande imprevisto. O Sr. Goldsmitch entendeu e novamente marcaram para o meio dia. Porém, chegou meio dia e nada do Sr. Stern aparecer. Durante todo o dia novamente ninguém veio receber o dinheiro. Desta vez o Sr. Goldsmitch ficou realmente irritado. Será que aquele senhor achava que ele não tinha nada mais importante para fazer?
Na manhã seguinte novamente toca o telefone. Era o Sr. Stern, telefonando como se nada tivesse acontecido. O Sr. Goldsmitch explodiu:
- Você está me fazendo de tonto? Você me pede uma quantia de dinheiro que eu não emprestaria para mais ninguém. Eu separo o dinheiro, fico sentado te esperando e você não aparece. Depois me liga no dia seguinte como se nada tivesse acontecido e novamente não aparece! Você está brincando comigo? Eu tenho coisas melhores para fazer com meu precioso tempo!!!
O Sr. Stern ainda tentou se explicar, mas era tarde demais. O Sr. Goldsmitch já havia batido o telefone..."
Podemos pensar que o Sr. Stern é um louco ou um desocupado. Mas explica o Rav Sholom Schwadron que infelizmente nós também fazemos isto todos os dias. Quando rezamos, pedimos para que D'us tenha misericórdia e nos dê sabedoria. D'us, em Sua infinita bondade, escuta nossos pedidos, prepara uma legião de anjos para abrir nossos olhos e encher nosso coração de sabedoria e fica aguardando o momento em que vamos sentar para começar a estudar. Durante toda a manhã não temos tempo. Chega a hora do almoço, Ele espera que possamos encontrar um tempinho para abrir um livro. Mas lemos o jornal, olhamos as últimas notícias, conversamos com nossos amigos no Facebook, mas nada de abrir um livro. Porém D'us é paciente, Ele espera, quem sabe de noite. Mas de noite estamos cansados, precisamos terminar um trabalho, tem um filme imperdível na televisão, e depois vamos dormir. D'us ficou o dia inteiro esperando pelo nosso estudo para nos mandar sabedoria, mas nós não aparecemos para receber.
Na manhã seguinte, começa um novo dia, vamos para a sinagoga e novamente pedimos: "D'us, nos dê sabedoria".
Até quando vamos pedir para D'us sabedoria e deixá-Lo esperando o dia inteiro?
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Nesta semana começamos o terceiro livro da Torá, Vayikrá, que também é conhecido como "Torat Cohanim" (Instruções dos sacerdotes), por descrever com detalhes muitos dos serviços Divinos feitos especialmente pelos Cohanim. E a Parashá desta semana descreve um dos principais serviços que os Cohanim faziam: os Korbanót (oferendas). A palavra Korban vêm da raiz "Karov", que significa "proximidade". Os Korbanót eram uma maneira de conexão com D'us, principalmente para uma pessoa que havia pecado e se afastado de sua espiritualidade, e trazia o Korban como uma maneira de se reconectar. Atualmente, que não temos mais os Korbanót, podemos nos conectar com D'us através da nossa Tefilá (reza).
Entre os vários detalhes dos Korbanót, há um que nos chama a atenção. A Torá nos descreve que os Korbanót precisavam ser oferecidos com sal, como está escrito "E toda sua oferenda de oblação deverá ser oferecida com sal, e não deixarás faltar sal do pacto de D'us em sua oblação; em todos os seus sacrifícios oferecerás sal" (Vayikrá 2:13). A Torá fala sobre um "pacto de sal". Que pacto é este?
No segundo dia da criação D'us dividiu as águas, separando-as em águas que ficam acima do firmamento e águas que ficam abaixo do firmamento. O conceito das águas de cima do firmamento é um dos grandes mistérios da criação, que apenas poucos chegam ao nível de entender. Já as águas de baixo do firmamento são constituídas principalmente pela água dos mares. Explica o Midrash (parte da Torá Oral) que as águas de baixo reclamaram, pois estavam descontentes por ficarem mais distantes de D'us. Como consolo, D'us ofereceu para as águas de baixo a possibilidade de participarem dos serviços Divinos na festa de Sucót, quando a água era jorrada no Altar do Beit-Hamikdash (Templo Sagrado). Mesmo assim as águas não ficaram satisfeitas de participar dos serviços Divinos apenas por uma semana durante o ano, e continuaram reclamando. D'us então concordou que as águas de baixo participassem do serviço Divino diário, através da adição do sal, que é retirado das águas dos mares, nas oferendas do Beit-Hamikdash.
Deste Midrash surge uma grande dúvida. Se a participação das águas de baixo no serviço Divino poderia ser diária, por que quando as águas reclamaram, D'us inicialmente deu apenas a possibilidade das águas serem utilizadas em Sucót? Por que D'us já não ofereceu diretamente a possibilidade da utilização do sal nos Korbanót todos os dias?
Explicam os nossos sábios que este é um dos fundamentos mais importantes em nosso trabalho espiritual aqui neste mundo. A verdade é que as águas de baixo mereciam ser oferecidas apenas durante a festa de Sucót, e por isso D'us ofereceu apenas isso em um primeiro momento. Mas elas não estavam contentes, elas queriam mais, e mais do que isso, elas pediram mais. Como D'us viu que as águas de baixo pediram mais espiritualidade, Ele deu mais. E esta é a regra: quando pedimos espiritualidade, quando queremos crescer, D'us nos ajuda. Mas será que é assim tão simples? Muitos de nós gostaríamos de nos elevar espiritualmente e estarmos mais conectados com D'us. Chegamos até mesmo a pedir nas nossas rezas. Por que na maioria das vezes não conseguimos? Por que para as águas de baixo pareceu tão simples, enquanto para nós parece ser tão difícil?
A resposta é que quando as águas de baixo pediram um crescimento espiritual, mostraram que desejavam isto com todas as suas forças. Já quando nós pedimos para crescer espiritualmente, desejamos isso com todas as nossas forças? Quando pedimos para D'us sabedoria para entender, nos esforçamos abrindo livros? Quando pedimos para D'us espiritualidade, nos esforçamos para cumprir as Mitzvót de uma maneira mais completa? Nossos pedidos acabam ficando vazios, pois pedimos mas não demonstramos, através dos nossos atos, que queremos de verdade.
Muitas pessoas têm a ilusão de que se inscrevendo em um curso de "Kabalá" vão aprender sobre todos os segredos do oculto e se tornarão pessoas mais espirituais. Isso é uma grande enganação. Pessoas se tornam mais espirituais através do esforço diário, através de cada Mitzvá, pois é cada uma das Mitzvót que nos conecta com D'us. Grandes palácios são construídos com pequenos tijolos. Grandes pessoas foram construídas através de pequenos atos cotidianos de auto-aprimoramento. O estudo diário da Torá nos eleva, nos transforma em pessoas melhores. Não há outra forma, não há caminhos mais curtos.
Na própria Torá há vários níveis de entendimento. D'us vai mandando sabedoria para quem Ele vê se esforçando diariamente. Assim ensinam os nossos sábios: "Se alguém disser que se esforçou e não conseguiu, não acredite nele. Mas se alguém disser que se esforçou e conseguiu, nele você pode acreditar". O entendimento é um milagre, é um presente de D'us, mas só vêm através do esforço, que é a nossa demonstração de vontade. Pedimos para D'us as coisas, mas não nos esforçamos para receber. Ele fica o dia inteiro esperando por um momento de conexão espiritual, para que Ele possa nos mandar tudo o que pedimos. Mas sempre temos tempo para tudo, menos para a espiritualidade.
Que possamos aprender das águas de baixo a lição de querer de verdade nosso crescimento espiritual. Não apenas nas nossas palavras, mas principalmente nos nossos atos cotidianos.
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).

sexta-feira, 4 de março de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ PEKUDEI 5771

BS"D
 
ERRO DOS OUTROS - PARASHÁ PEKUDEI 5771 (04 de março de 2011)
 
O telefone tocou na farmácia. Era um médico, extremamente irritado e mau-humorado, exigindo saber por que o farmacêutico tinha dado ao seu paciente um medicamento diferente do que ele havia prescrito na receita. O farmacêutico, pego de surpresa, não sabia nem o que dizer, então apenas pediu desculpas pelo erro. Explicou que muitas vezes a famácia ficava muito cheia e todos clientes queriam ser atendidos rapidamente. Nesta situação de stress, talvez ele tivesse realmente cometido algum equívoco.
 
Mas o médico não quis escutar as explicações do farmacêutico e continuou com um longo discurso a respeito da importância de tomarmos cuidado ao dar um remédio ao paciente e a grande responsabilidade que isto envolve. Deu ao farmacêutico, por alguns minutos, uma grande lição de moral.
 
Aquela bronca acabou com o dia do farmacêutico, pois ele se sentiu muito culpado. Ele era uma pessoa cuidadosa, algo assim nunca havia acontecido em toda a sua carreira. Como ele havia se descuidado e cometido um erro assim tão grave? Havia colocado em risco a vida de outra pessoa! Começou  a procurar a receita do médico em uma grande pilha de prescrições, para tentar entender qual havia sido seu erro. Finalmente encontrou a receita e, para sua surpresa, viu que havia entregue os remédios corretos, exatamente como havia sido prescrito. Foi o médico que tinha cometeu um erro, ele tinha escrito o medicamento errado por engano!
 
O farmacêutico ficou aliviado. Mas então lembrou-se da lição de moral que havia escutado do médico. Pegou o telefone, ligou para ele e, muito irritado, desabafou por alguns minutos. O médico escutou em silêncio e, no final, apenas disse:
 
- Ei, calma, não fique tão irritado. Qualquer um pode cometer um erro"
 
Temos que dar aos outros sempre o benefício da dúvida, pois muitos erros que vemos nos outros podem ser, na verdade, erros nossos.
 
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Nesta semana terminamos o segundo livro da Torá, Shemot, com a Parashá Pekudei, que nos descreve os últimos detalhes da construção do Mishkan (Templo Móvel) e a posterior montagem, feita pessoalmente por Moshé. E assim começa a Parashá: "Estas são as contas do Mishkan..." (Shemot 38:21). O que estas palavras significam? Moshé fez questão de prestar contas de cada material utilizado no Mishkan, já que muitos materiais eram nobres, de valor muito elevado. Mas por que Moshé tinha que prestar contas, já que mesmo D'us falava sobre ele "em toda Minha casa ele é confiável"? Havia alguma suspeita que Moshé, o maior profeta de todos os tempos, que tirou o povo judeu do Egito, fez diversos os milagres abertos e recebeu a Torá no Monte Sinai, teria roubado parte dos materiais para enriquecer ilicitamente?
 
A pergunta fica ainda maior se prestarmos atenção nos versículos que descrevem a construção do Mishkan. Diversas vezes a Torá utilizou a expressão "conforme comandou D'us para Moshé", como se D'us estivesse legitimando todos os atos de Moshé. Era preciso este "selo de qualidade" dado por D'us? Havia alguma suspeita que Moshé estava fazendo coisas de sua própria cabeça, que não haviam sido ordenadas por D'us?
 
Quando uma pessoa vai para a guerra, a primeira coisa que necessita para sair vitorioso é conhecer bem o seu inimigo. Que armas ele possui, como costuma lutar, quais são as suas táticas, etc. Quanto mais detalhes conhecemos sobre o inimigo, mais chance temos de vencê-lo. O mesmo princípio é utilizado no futebol, onde os técnicos assistem exaustivamente vídeos das partidas do time adversário para conhecer todos os seus detalhes e conseguir assim planejar uma forma de derrotá-lo. Nós também temos um grande inimigo em nossas vidas: o Yetzer Hará, nossa má-inclinação, que nos aconselha para o mal e nos leva a cometer muitas transgressões. Se queremos vencê-lo, primeiro precisamos conhecer suas formas de luta e suas principais armas. E a Parashá desta semana nos ensina justamente uma das armas mais importantes do Yetzer Hará.
 
Explica o livro "Lekach Tov" que uma característica natural do ser humano é achar que sempre estamos certos e os outros sempre estão errados. Somos rápidos ao julgar e incriminar os outros. Justamente por isso nos ensina o Pirkei Avót (Ética dos patriarcas): "Julgue toda pessoa para o bem". O que isto significa? Que sempre temos que dar aos outros o benefício da dúvida. Se vimos uma pessoa fazendo um ato que parece ser algo errado, temos que tentar buscar explicações para o que vimos. Pois muitas vezes achamos que foi o outro quem errou quando, na verdade, o erro partiu de nós mesmos, como no caso do médico e do farmacêutico.
 
O que ocorre quando não desenvolvemos esta característica de julgar os outros para o bem? O Yetzer Hará começa a nos jogar idéias ruins na cabeça sobre os outros, e começamos a aceitá-las sem questionar.  Assim, podemos chegar a cometer o erro de julgar para o mal mesmo pessoas completamente Tzadikim (Justas). Foi justamente o que ocorreu com Moshé. Havia alguma dúvida sobre sua honestidade? Obviamente que não. Mas Moshé escutou pessoas no acampamento dizendo "Agora que Moshé está trabalhando com materiais nobres, como ouro e prata, e não há ninguém que supervisiona as doações nem o seu trabalho, certamente que ele vai enriquecer bastante". Por isso ele sentiu a necessidade de prestar contas de todo o trabalho, detalhando todo o material que havia sido doado e como havia sido utilizado. Não havia nenhuma lógica em suspeitar de Moshé, mas as pessoas que não se trabalharam na característica de julgar os outros para o bem chegaram ao nível de duvidar da sua honestidade.
 
Como a construção do Mishkan era muito trabalhosa, algumas pessoas também começaram a pensar que D'us havia pedido uma construção bem simples e era Moshé quem estava criando, de sua própria cabeça, todos aqueles detalhes difíceis e trabalhosos. Havia alguma dúvida que Moshé comandaria coisas que D'us não havia pedido? Certamente que não. Mas mesmo assim tiveram pessoas que pensaram assim, e para tirar qualquer idéia equivocada, D'us fez questão de, diversas vezes, dizer "conforme comandou D'us para Moshé", para ressaltar que nada no Mishkan foi da cabeça de Moshé.
 
Assim trabalha o nosso Yetzer Hará, ele começa com idéias pequenas, com coisas que parecem sem importância, mas vai nos envolvendo sem percebermos. Ele começa a jogar em nossa cabeça suspeitas sobre as outras pessoas. Em um primeiro momento as idéias parecem infundadas, não damos muita atenção. Mas se não internalizarmos a característica de julgar todos para o bem, estas idéias continuam na nossa cabeça e começam a fazer sentido. Finalmente acabamos acreditando totalmente nas nossas suspeitas, mesmo que sejam totalmente ilógicas.
 
Então como fazer para julgar todos para o bem? A dica está no próprio ensinamento do Pirkei Avót, pois se prestarmos atenção, na verdade não está escrito "Julgue toda pessoa para o bem", e sim "Julgue toda a pessoa para o bem". O que significa julgar toda a pessoa? Ao julgar alguém, não devemos nos basear apenas no que estamos vendo agora. Por exemplo, se conhecemos alguém e sabemos que a pessoa é normalmente muito calma, se algum dia ela estiver muito irritada, não devemos julgá-la por aquele momento. Devemos entender que algo aconteceu, que ela não está no seu estado normal. Dê o benefício da dúvida de imaginar que ela está passando por alguma situação difícil. Ao invés de incriminá-la, ofereça ajuda. Pode ser que ela precise muito mais de ajuda do que de uma bronca.
 
Quando julgamos os outros para o bem, assim também somos julgados nos mundos espirituais. As pessoas que são rigorosas com os outros e não deixam nada passar em branco, assim também são julgadas, e todas as suas transgressões, mesmo as mais insignificantes, são levadas em conta. Já aquele que se acostuma a julgar todos para o bem também será julgado espiritualmente para o bem. D'us também levará em conta a pessoa como um todo, tentando assim minimizar cada erro cometido.
 
Mas o mais importante é saber que, na maioria das vezes, as coisas não são como parecem. Sempre vemos as situações com uma visão limitada. Por isso, quando julgamos alguém para o bem, na grande maioria das vezes estamos julgando-o da maneira correta.
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ VAYAKEL 5771

BS"D
 
DE ONDE VEM O DINHEIRO? - PARASHÁ VAYAKEL 5771 (25 de fevereiro de 2011)
 
"O grande rabino Israel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, estava certa vez de passagem pela cidade russa de Tchernikov, onde moravam muitos judeus. Ele escutou que havia lá um senhor judeu, dono de muitas fábricas, que trabalhava durante o Shabat. Para piorar, ele tinha muitos empregados judeus, que necessitavam muito do emprego, e obrigava todos a também trabalharem no Shabat, para manter as atividades normais das fábricas.
 
O Chafetz Chaim ficou muito triste ao ver como aquele judeu desprezava a santidade do Shabat e foi imediatamente conversar com ele. Explicou a importância da espiritualidade do Shabat e pediu que ele fechasse a fábrica, liberando também os funcionários para que pudessem observar o Shabat. O homem, ao escutar o pedido do Chafetz Chaim, deu risada e falou:
 
- Você está ficando louco? Você sabe quanto eu lucro por dia nestas fábricas? Mais de 4 mil rublos! Você quer que eu perca todo este dinheiro fechando minhas fábricas um dia inteiro?
 
O Chafetz Chaim balançou a cabeça negativamente e explicou ao dono da fábrica:
 
- O senhor está muito enganado. Na verdade o senhor não ganha nada no Shabat. Ao contrário, se o senhor continuar desprezando o Shabat desta maneira, tenho certeza de que um dia ainda perderá toda as suas fábricas!
 
O homem não deu ouvidos às palavras do Chafetz Chaim e desprezou em seu coração tudo o que ele disse. Dando risada, ele falou:
 
- E você realmente acha que há alguma chance de perder todas as minhas fábricas, com tanto dinheiro que eu tenho? Mesmo que uma deixe de produzir ou tenha qualquer problema, eu tenho outras para me manter.
 
Poucos meses depois desta conversa, os Bolcheviques invadiram a Rússia. Uma das primeiras coisas que os Bolcheviques fizeram foi tomar daquele judeu todas as suas fábricas e confiscar todos os seus bens, deixando-o sem um tostão. E mesmo a sua própria vida somente foi salva por um grande milagre. Então, completamente pobre e humilhado, ele se lembrou das palavras do Chafetz Chaim e enxergou o quanto estava equivocado. Cada centavo era decretado por D'us e, da mesma forma que era Ele quem havia dado toda aquela fortuna, era Ele também que havia tirado"
 
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Nas Parashiot Terumá e Tetzavê, a Torá descreveu todas as instruções de D'us para a construção do Mishkan (Templo Móvel) e seus utensílios. E na Parashá desta semana,Vayakel, o Mishkan começou a ser efetivamente construído, sob a liderança de Betzalel. Como esperaríamos que a Parashá começasse? Com Moshé pedindo ao povo as doações de materiais necessários para a construção do Mishkan. Mas antes do pedido das doações, a Parashá começa com um assunto aparentemente fora de contexto: "Em seis dias se fará o trabalho, mas o sétimo dia será santificado para você, um descanso completo para D'us. Todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá" (Shemot 35:2). Além de estar fora de contexto, este versículo é repetitivo, já que na Parashá da semana passada, Ki Tissá, a Torá já havia descrito com muitos detalhes as leis do Shabat. Por que a necessidade de repetir o ensinamento do Shabat justamente antes de Moshé pedir as doações dos materiais para o Mishkan?
 
Além disso, a própria linguagem do versículo desperta alguns questionamentos. Se a Torá quer nos ensinar que no dia do Shabat é proibido trabalhar, por que tem que mencionar antes os seis dias de trabalho? E finalmente, a linguagem "se fará o trabalho" está escrita de uma forma passiva, nos dando a impressão de que nos seis dias da semana o trabalho se faz sozinho. O que isto significa?
 
Durante toda a semana trabalhamos e nos esforçamos muito para conseguir nosso sustento. Dinheiro para o condomínio, manutenção do carro, escola e faculdade dos filhos, alimentação, entre tantos outros gastos que parecem não ter fim. O que a nossa lógica nos faz pensar? Que de acordo com o nosso esforço será o resultado, isto é, quanto mais horas de trabalho, maior o salário no final do mês. Porém, o versículo está nos ensinando exatamente o contrário. A expressão "se fará o trabalho" nos ensina que o sucesso é única e exclusivamente dependente de D'us, e não do nosso esforço. Portanto, na prática, é como se o trabalho se fizesse sozinho, pois o resultado final não depende de nós.
 
Temos a obrigação de nos esforçar para ganhar o nosso sustento e pagar todas as nossas contas. Não é uma atitude positiva, segundo o judaísmo, a pessoa entrar em dívidas sem fim, por isso ela precisa fazer a sua parte para conseguir cobrir seus gastos. Porém, quem define quanto cada um vai receber é D'us. Vemos pessoas que trabalham de maneira exaustiva, mas nunca recebem quanto gostariam. Outros ganham muito, mas perdem enormes quantias em gastos imprevistos ou maus investimentos. Por outro lado, vemos pessoas que se esforçam de maneira equilibrada e enxergamos as Brachót (bençãos) de D'us em todos os seus atos, pois conseguem ganhar mais dinheiro do que pessoas que trabalham muito mais duro.
 
Este erro conceitual afasta muito judeus do cumprimento do Shabat. O cálculo é simples: se eu trabalhar 7 dias por semana, ganharei cerca de 15 % a mais do que ganharia trabalhando 6 vezes por semana e descansando no Shabat, certo? Errado. Se a Torá nos comandou a trabalhar apenas 6 dias, é porque toda a Brachá virá nestes 6 dias. Aquele que trabalha no Shabat não recebe absolutamente nada. Mesmo que o dinheiro entra por um lado, sai pelo outro. O carro quebra, o filho fica gripado e precisa de um antibiótico muito caro, a geladeira estraga e o conserto sai uma fortuna. Se é D'us que manda a Brachá, Ele pode mandar todo o sustento de 7 dias de trabalho em apenas 6 dias. A loja fica mais cheia durante a semana, o dono descobre um fornecedor mais barato, os clientes não pedem desconto. São detalhes sutis mas que, no final do mês, fazem uma grande diferença.
 
Porém, qual a relação entre este conceito e a doação dos materiais? Para o ser humano, o ato de doar algo é um ato difícil. Antes de pensar nos outros, pensamos sempre em nós mesmos, e por isso se torna difícil dar aos outros o que nos pertence. Ainda mais no caso do Mishkan, que necessitava da doação de materiais muito caros, como ouro e prata. Por isso D'us antecipou o ensinamento do Shabat ao pedido de doação para o Mishkan, pois da mesma forma que D'us pode mandar o sustento de 7 dias em apenas 6 dias, também D'us pode nos dar Brachót pra que todo o dinheiro que doamos aos outros possa voltar às nossas mãos, como nos ensina o Rambam (Maimônides): "Ninguém fica pobre ao fazer caridade".
 
O Shabat é, portanto, um grande reforço da nossa Emuná (fé) de que há Alguém que cuida de nós em todos os instantes com Hashgachá Pratit (Supervisão particular). Aquele que guarda o Shabat e cumpre assim a vontade de D'us não perde nada com isso, ao contrário, o Shabat é considerado a fonte de toda a Brachá que temos na semana. Ao contrário, aquele que desrespeita o Shabat pode não apenas deixar de ganhar, mas também perder o que já tem.
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ KI TISSA 5771

BS"D
DE UM LADO ATÉ O OUTRO - PARASHÁ KI TISSÁ 5771 (18 de fevereiro de 2011)
"Certa vez um grande rabino, que era também um renomado orador, chegou a um pequeno Shtetl (povoado judaico) e encontrou-se com o presidente da comunidade, que imediatamente convidou-o a discursar na sinagoga local. O orador, vendo que era uma comunidade extremamente assimilada, quis saber sobre qual tema poderia discursar. O presidente deixou-o à vontade para falar sobre o tema que quisesse. Quando o orador sugeriu falar sobre Shabat, o presidente quase engasgou e pediu:
- Por favor, escolha outro tema. Neste Shtetl já não guardamos o Shabat há muito tempo!
O orador pensou um pouco mais e comunicou então que falaria sobre Kashrut. Novamente o presidente se sobressaltou e disse:
- Não, Kashrut não! A última loja Kasher deste Shtetl foi fechada há mais de 10 anos.
O orador, já impaciente, disse então que falaria sobre as leis de Pureza familiar. O presidente, quase arrancando os cabelos, gritou:
- Não faça isso! A única Mikve (local para o banho ritual das mulheres) do Shtetl não é utilizada há mais de 15 anos!
O orador estava confuso, pois seus temas preferidos haviam sido vetados. Sobre que tema poderia falar naquele Shtetl? O presidente, vendo a expressão preocupada do orador, abriu um sorriso e disse:
- Amigo, por que você não fala sobre judaísmo?"
Infelizmente a assimilação fez com que muitos assuntos que sempre foram parte central do judaísmo, como Shabat, Kashrut e Pureza familiar, se tornassem conceitos antiquados. Muitos se sentem "judeus de coração", enquanto as Mitzvót, as ferramentas que verdadeiramente nos conectam com D'us, são deixadas de lado.
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A Parashá desta semana, Ki Tissá, descreve as 2 Tábuas que Moshé recebeu diretamente de D'us. Elas continham os 10 Mandamentos pronunciados por Ele no Monte Sinai, sendo os dois primeiros diante de todo o povo, mais de 3 milhões de testemunhas. A Torá nos ensina que os mandamentos não estavam apenas escritos nas Tábuas com tinta, mas sim gravados nas pedras. Isso era um grande milagre, já que letras como o "Mem Sofit" (ם) e o "Samech" (ס) ficavam com suas partes internas flutuando. A Torá também descreve outra característica interessante das Tábuas: "Moshé virou-se e desceu da montanha com as duas Tábuas do Testemunho em suas mãos; as Tábuas eram escritas dos dois lados, deste lado e do outro lado eram escritas. E as Tábuas eram uma obra de D'us, e a escrita era uma escrita de D'us, gravadas nas Tábuas" (Shemot 32:15,16). Por que D'us fez com que a escrita das Tábuas atravessasse a pedra, isto é, fosse de um lado até o outro? E o que isto nos acrescenta e nos ensina?
Apesar da Torá ter sido entregue diretamente por D'us diante de tantas testemunhas, em toda nossa história muitos movimentos tentaram mudar as leis contidas nela. Na verdade, o argumento utilizado sempre foi de que não querer mudar o judaísmo, e sim modernizar suas leis e adequá-las à nossa realidade. Afinal, não vivemos mais em cabanas sem eletricidade e nosso meio de transporte não são mais camelos e burros. Se o mundo mudou, as leis da Torá também precisam mudar, certo? Errado.
Ensinam os nossos sábios que o fato dos mandamentos terem sido gravados na pedra ao invés de apenas escritos com tinta é exatamente para nos ensinar o caráter eterno da Torá. Ela não foi entregue apenas para a geração do deserto, ela foi escrita para todas as gerações. Pois a Torá foi entregue para a nossa alma, não para o nosso corpo. Nestes últimos 3.300 anos muitas tecnologias avançaram, novos equipamentos foram inventados e nossa forma de vida mudou radicalmente, mas a nossa alma continua exatamente a mesma.
Tivemos muitos inimigos que tentaram nos destruir durante toda nossa existência como um povo. Mas ninguém nos trouxe tanto perigo quanto os movimentos reformistas judaicos, que tentaram arrancar as leis Divinas da Torá e trocá-las por leis "lógicas" criadas pelos seres humanos. Milhares de judeus decidiram seguir estes novos ensinamentos e se afastaram cada vez mais da Torá. Mas apesar de todos os movimentos e tentativas de modificação, a Torá continua viva, sendo cumprida conforme nos foi ensinado por Moshé. Em todo o mundo cada vez mais aumenta o número de "Baalei Teshuvá", pessoas que vieram de casas completamente assimiladas e afastadas do judaísmo mas que resolveram voltar aos caminhos corretos da Torá. Como é possível que isto tenha acontecido? Parece ser um grande milagre!
Explica o Rav Yossef Salant que realmente a sobrevivência do judaísmo é um grande milagre, mas que já estava profetizada na Torá, justamente nestes versículos que descrevem as Tábuas. Está escrito que os Mandamentos eram gravados na pedra, começando de um lado e terminando do outro. Se escrevermos uma letra em uma pedra até atingir o outro lado, o que acontece? De um lado a escrita fica normal, mas do outro lado ela fica ao contrário. Porém, não era isso o que acontecia nas Tábuas. As letras eram gravadas nas pedras de um lado até o outro lado, mas miraculosamente as letras ficavam escritas corretamente dos dois lados. O que isto nos ensina? Que a existência do judaísmo já estava miraculosamente garantida. Pelas leis da natureza, as letras deveriam sair do outro lado invertidas, mas por milagre saíam com a escrita correta. Assim também ocorre com o povo judeu. As leis que recebemos de D'us, após mais de 3.300 anos de assimilação e tentativas de modernização, deveriam ter se perdido, deveriam ter saído "do outro lado" invertidas, mas continuam miraculosamente intactas.
Nesta Parashá também lemos sobre o terrível pecado do bezerro de ouro. Quando Moshé desceu do Monte Sinai e viu o bezerro que o povo judeu tinha construído, quis saber quem continuava leal a D'us e anunciou: "Quem está com D'us, junte-se a mim" (Shemot 32:26). Somente a tribo de Levi, que não havia participado da construção do bezerro de ouro, juntou-se a Moshé. Por este ato de lealdade, a tribo de Levi foi escolhida para sempre como os responsáveis pelos serviços Divinos do Templo.
Ensinam nossos sábios que todos os dias os dias este mesmo anuncio é feito novamente: "Quem está com D'us, junte-se a mim". Apesar da profecia, que demonstra que D'us pessoalmente cuida de Suas leis, temos a grande oportunidade de demonstrar nossa lealdade e contribuir para que a Torá chegue "do outro lado" intacta. Isto somente é possível se mantivermos constantemente o estudo e o cumprimento das suas leis. Pois quanto mais um judeu estuda, mais entende a profundidade de cada ensinamento eterno da Torá. Da mesma forma que a tribo de Levi recebeu uma recompensa eterna pelo seu ato de lealdade, certamente nossas decisões corretas, em tempos tão difíceis para o judaísmo, também nos levarão a uma recompensa eterna.
Graças a milhares de Baalei Teshuvá em todo o mundo que tiveram a coragem de mudar, conceitos como o Shabat, a Kashrut e a Pureza familiar, que pareciam tão antiquados, voltaram a fazer parte de nossas vidas. É o judaísmo, verdadeiro e original, ressurgindo "do outro lado" com força total.
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa ben Eliahou HaCohen, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Dvora bat Moshé, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai Ben Leon (Yehudá).
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ TETZAVÊ 5771

BS"D
COFRE CHEIO NÃO FAZ BARULHO - PARASHÁ TETZAVÊ 5771 (11 de fevereiro de 2011)
"O rabino Isroel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, estava viajando com outro famoso rabino em uma importante missão. No caminho os dois pararam em uma estalagem, cuja dona era uma mulher judia temente a D'us, para fazer uma refeição. Os dois rabinos foram acomodados à mesa e tratados com todas as honras.
Após terminarem a refeição, a proprietária foi até a mesa perguntar se eles tinham apreciado a comida. O Chafetz Chaim sorriu educadamente, agradeceu e respondeu que a comida estava muito saborosa. O outro rabino também agradeceu a boa comida, mas acrescentou que a sopa estava sem sal. Quando a proprietária se afastou, o Chafetz Chaim voltou-se para seu acompanhante e, numa voz angustiada, declarou:
- Inacreditável! Durante toda a minha vida tenho evitado falar ou ouvir Lashon Hará (calúnias e maledicências), e agora sou colocado numa situação em que fui obrigado a ouvir você falar Lashon Hará! Arrependo-me profundamente do meu envolvimento nesta missão.
O outro rabino ficou aborrecido com a reação do Chafetz Chaim. Para ele, parecia ser uma observação tão inocente. O Chafetz Chaim começou a explicar-se:
- Você não entende o poder que as palavras possuem. Apenas veja a reação em cadeia que as suas palavras desencadearão. A dona da estalagem provavelmente contrata alguma pobre mulher para cozinhar, talvez seja uma viúva que depende do trabalho para viver. Por causa do seu comentário impensado, a empregada será repreendida por não ter colocado sal suficiente na comida. Ela tentará defender-se dizendo que colocou sal o bastante, o que será uma mentira. Então a patroa a acusará de mentir, pois certamente colocará a sua palavra acima da palavra dela. Isso levará a uma discussão e a proprietária, irritada, despedirá a pobre mulher, que então não terá mais como sustentar a família.
- Veja quantos pecados foram causados por uma observação desastrosa! – continuou o Chafetz Chaim - Você falou Lashon Hará e fez com que eu escutasse; a dona da estalagem repetiu o Lashon Hará; a pobre cozinheira foi obrigada a dizer uma mentira; a patroa causou sofrimento à pobre mulher; suas palavras provocaram uma discussão. Todas estas são graves violações da Torá!
O rabino continuou achando as palavras do Chafetz Chaim um exagero. Então o Chafetz Chaim levantou-se da cadeira, ainda agitado, e puxou o outro rabino até a cozinha. Lá, depararam com um quadro triste: a proprietária estava de pé perante uma senhora idosa, dando-lhe uma grande bronca. A pobre senhora tinha lágrimas correndo pelo rosto. O rabino, abalado, correu para a cozinheira e pediu-lhe perdão por toda a dor que tinha causado. Voltou-se então à proprietária e implorou que ela mantivesse o emprego da senhora. Ele jamais havia pensado que aquilo seria levado tão a sério.
A partir daquele dia ele adquiriu um novo respeito pelo grande poder das palavras"
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A Parashá desta semana, Tetzavê, se alonga nos detalhes das roupas utilizadas pelo Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) durante os serviços no Templo. No total eram 8 roupas que ele vestia, entre elas uma túnica chamada "Meil", como descrevem os seguintes versículos: "E você fará o Meil do Efod totalmente de lã azul celeste... E você deve fazer em sua bainha romãs de lã turquesa, roxa e escarlate, por toda a volta da bainha, e sinos de ouro entre elas, por toda a volta... E Aaron deve estar vestido com ele quando fizer o serviço religioso, para que seu som seja escutado quando ele entra no Santuário diante de Hashem e quando ele sai, para que ele não morra" (Shemot 28:31,33,35). Mas destes versículos surgem algumas dúvidas. Por que o Meil tinha que ser justamente da cor azul celeste? Além disso, se havia sinos e romãs alternados na bainha do Meil, por que o versículo diz que havia um sino entre duas romãs e não o contrário, uma romã entre dois sinos? E finalmente, por que se não houvesse os sinos e as romãs o versículo diz que o Cohen Gadol morreria?
Explicam os nossos sábios que cada uma das roupas do Cohen Gadol também tinha a função de expiar algum pecado específico do povo judeu. Qual era o pecado que o Meil expiava? O Lashon Hará, o ato de denegrir, caluniar e causar danos a outra pessoa através do uso incorreto da fala. A cor azul celeste do Meil lembrava a cor do mar. Da mesma forma que D'us colocou limites para o mar, para que ele não avance sobre a terra e cause destruição, assim também D'us nos colocou dois limitadores para que a nossa língua não cause destruição: os dentes e os lábios. Pois a melhor maneira de evitar o Lashon Hará é fechando a boca. A maioria das vezes que falamos Lashon Hará sobre outras pessoas é justamente nos momentos que não temos nada para falar. Ao invés de ficarmos quietos, acabamos falando o que não devemos. Se prestarmos atenção ao texto do Vidui, a confissão dos nossos pecados que fazemos em Yom Kipur, perceberemos que 25% dos nossos pedidos de perdão são por erros causados pelo mau uso da fala.
Ensina o Alshich, comentarista da Torá, que um sino é composto por uma lingüeta que se movimenta dentro do corpo do sino e faz barulho, como a língua, que se movimenta dentro da boca e permite a nossa fala. As romãs feitas de lã, ao contrário, não produzem absolutamente nenhum som, são como uma boca fechada, em silêncio. O versículo então está nos ensinando algo muito interessante: se estivesse escrito que há uma romã entre dois sinos, aprenderíamos que para cada tempo em silêncio que passamos é preciso o dobro de tempo falando. Mas está escrito justamente o contrário, um sino entre duas romãs, para nos ensinar que nosso silêncio deve ser o dobro das nossas palavras, como nos ensina o Pirkei Avót (Ética dos Patriarcas): "Se as palavras valem prata, o silêncio vale ouro".
O que significa o último versículo "E Aron deve estar vestido com ele (o Meil) quando fizer o serviço religioso, para que seu som seja escutado quando ele entra no Santuário diante de Hashem"? Que quando utilizamos o poder da nossa fala para ajudar aos outros e não para prejudicar, então as nossas rezas chegam até D'us, são escutadas e recebidas de bom grado. Mas ao contrário, a pessoa que não cuida de sua boca e a utiliza para ofender, magoar ou caluniar o próximo, a impurifica. No momento em que esta pessoa rezar, suas palavras não serão escutadas por D'us e não entrarão no Seu Santuário.
Finalmente, o que quer dizer o final do versículo "e quando ele sai, para que não morra"? Quando chegar o momento de sairmos deste mundo, então nos encontraremos novamente com todas as palavras que pronunciamos nesta vida, como nos ensina o Zohar (parte mística da Torá): "Nem mesmo um sopro que sai da boca de uma pessoa nunca se perde". Se a pessoa utilizou o seu potencial de fala nesta vida para pronunciar palavras de Torá e para ajudar e incentivar os outros, então não morrerá, isto é, viverá para sempre no Mundo Vindouro acompanhado de suas belas palavras. Mas aquele que utilizou suas palavras para o mal carregará consigo, por toda a eternidade, esta vergonha.
"Enquanto estou em silêncio, sou o dono da palavra. Mas depois que eu pronunciei, a palavra torna-se minha dona"
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:
São Paulo: 19h31  Rio de Janeiro: 19h15  Belo Horizonte: 19h17  Jerusalém: 16h42
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Ester bat Libi, Frade (Fanny) bat Chava, Chana bat Rachel, Léa bat Chana; Pessach ben Sima, Eliashiv ben Tzivia; Chedva Rina bat Brenda; Israel Itzchak ben Sima; Eliahu ben Sara Chava; Avraham David ben Reizel; Yechezkel ben Sarit Sara Chaya; Sara Beila bat Tzvia; Estela bat Arlete; Ester bat Feige; Moshe Yehuda ben Sheva Ruchel; Esther Damaris bat Sara Maria; Yair Chaim ben Chana; Dalia bat Ester; Ghita Leia Bat Miriam; Chaim David ben Messodi; David ben Beila; Léia bat Shandla; Dobe Elke bat Rivka Lie; Avraham ben Linda; Tzvi ben Liba; Chaim Verahamin ben Margarete; Rivka bat Brucha; Esther bat Miriam, Sara Adel bat Miriam, Mordechai Ghershon Ben Malia Rachel, Pinchas Ben Chaia, Yitzchak Yoel Hacohen Ben Rivka, Yitzchak Yaacov Ben Chaia Devora, Avraham Ben Dinah, Avraham David Hacohen Ben Rivka, Chaya Perl Bat Ethel, Bracha Chaya Ides Bat Sarah Rivka, Tzipora Bat Shoshana, Levona Bat Yona e Havivah Bat Basia, Daniel Chaim ben Tzofia Bracha, Chana Miriam bat Chana, Yael Melilla bat Ginete, Bela bat Sima; Israel ben Zahava; Nissim ben Elis Shoshana; Avraham ben Margarita; Sharon Bat Chana; Rachel bat Nechama, Yehuda ben Ita, Latife bat Renee, Avraham bem Sime, Clarisse Chaia bat Nasha Blima, Tzvi Mendel ben Ester, Marcos Mordechai Itschak ben Habibe, Yacov Eliezer ben Sara Masha, Yossef Gershon ben Taube, Manha Milma bat Ita Prinzac, , Rachel bat Luna, Chaim Shmuel ben Sara, Moshe Avraham Tzvi ben Ahuva, Avraham ben Ahuva, Miriam bat Yehudit, Alexander Baruch  ben Guita, Shmuel ben Nechama Diná, Avracham Moshe ben Miriam Tobá, Guershon Arie ben Dvora, Mazal bat Miriam, Yadah ben Zarife, Ester bat Elisa, Shmuel Ben Chava.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso eterno.
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa ben Eliahou HaCohen, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Dvora bat Moshé, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai Ben Leon (Yehudá).
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