sexta-feira, 5 de novembro de 2010

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TOLDOT 5771

BS"D
 
MENTIRINHAS INOCENTES - PARASHÁ TOLDOT 5771 (05 de novembro de 2010)
 
"O rabino Shmuelson (nome fictício) estava com a casa cheia de convidados no Shabat, e por isso seus filhos estavam um pouco agitados, principalmente Moshé, o caçula. O garoto não parava quieto, ficava de pé na cadeira e colocava toda hora o pé na mesa. Apesar disso, seu pai continuava tranqüilo, dando pequenas broncas para o filho acalmar.
 
No meio da janta, quando o clima já estava bem mais tranqüilo, o pequeno Moshé falou para o pai uma mentira. Desta vez o pai se levantou, deu uma grande bronca em Moshé e mandou-o para o quarto de castigo sem sobremesa. Os convidados estranharam. Quando o menino estava bagunçando, colocando até o pé na mesa, o pai não havia feito quase nada, mas agora que o menino tinha contado apenas uma mentirinha inocente, por que um castigo tão duro? O pai explicou:
 
- Vocês já perceberam que não existem adultos que colocam o pé na mesa. Por que? Pois é parte natural do amadurecimento, a criança um dia entende que isso é feio e naturalmente deixa de fazer. Mas ao contrário, vocês sabem que existem muitos adultos que falam mentira a vida inteira. Por que?  Pois nunca foram educados sobre a gravidade da mentira, cresceram achando que não há nada de mal em uma mentirinha "inocente" e nunca amadureceram neste ponto. Eu quero, desde já, que meu filho entenda o peso verdadeiro das coisas. Com certeza ele crescerá com muito mais consciência e disciplina"
 
Enquanto não entendermos a gravidade do ato de falar uma única mentira "inocente", certamente nunca conseguiremos parar. Este ensinamento precisa entrar na educação dos nossos filhos desde os primeiros momentos para que eles possam levar isto para a vida.
 
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Passadas as eleições presidenciais, ficaram em nossas cabeças algumas imagens e atitudes que marcaram a disputa eleitoral. Promessas que sabemos que certamente nunca serão cumpridas, erros do passado veementemente negados, acusações falsas em busca de mais alguns votos. Fica a sensação de que mentir é algo normal e aceitável. Quem mente mais, e melhor, ganha. Afinal, quem nunca falou uma mentirinha?
 
Aparentemente ninguém consegue sobreviver no mundo sem mentir. Se refletirmos sinceramente, perceberemos que dizemos mentiras o dia inteiro.  Quando telefonam e, por não querermos atender, pedimos para a empregada dizer que não estamos. Quando um mendigo nos pede um trocado e dizemos que não temos. Quando o chefe pergunta quem é o responsável pelo erro e colocamos a culpa na pessoa da mesa ao lado. São dezenas de vezes por dia, algumas mentiras mais graves, mas a grande maioria apenas mentirinhas aparentemente inocentes.
 
Porém, apesar da aparente "inocência" por trás de uma mentira, o judaísmo ensina que mentir é algo muito grave. Além da proibição explícita da Torá, onde está escrito "Não roubarás, não negarás falsamente, não mentirás um ao outro" (Vayikrá 19:11), a Torá ainda ressalta a gravidade da mentira através do seguinte versículo: "Se afaste da mentira" (Shemot 23:7). Esta é a única Mitzvá da Torá na qual está escrita a linguagem "se afaste", isto é, não apenas a mentira é proibida, mas tudo o que pode levar à mentira e à enganação. A Torá nos ensina ainda que os mentirosos estão incluídos no grupo daqueles que nunca estarão diretamente diante da presença do Criador do mundo, mesmo quando estiverem no Olam Habá.
 
Aprendemos muito também com a própria história do mundo. O primeiro erro da humanidade começou com uma grande mentira. A cobra, para convencer Chavá (Eva) a comer do fruto proibido, disse a ela que D'us havia proibido todos os frutos do Gan Éden (paraíso), para que Chavá sentisse que cumprir as ordens de D'us era algo muito pesado, impossível de alcançar. Qual foi a consequência desta mentira? O ser humano passou a ser mortal, Adam e Chavá foram expulsos do paraíso e sofremos uma enorme queda espiritual que é sentida até os dias de hoje. Tudo por causa de uma mentira. Portanto, a mentira é o oposto do judaísmo.
 
Porém, na Parashá desta semana, Toldot, encontramos um pequeno problema com este conceito. Yitzchak tinha dois filhos, Essav e Yaacov. Essav era um Rashá (malvado), dedicava sua vida a enganar as pessoas, principalmente seu pai. Essav fazia na frente do pai atos que pareciam de uma boa pessoa, e por isso Yitzchak achava que seu filho Essav também era Tzadik. Já Yaacov era realmente Tzadik, havia herdado de seu pai e seu avô as características de bondade e honestidade. Como Essav era o filho mais velho, ele tinha direito a uma Brachá (benção) especial de primogenitura. Mas a Torá então nos conta que Yaacov mentiu para o seu pai. Yitzchak já estava cego quando decidiu dar a Brachá  para Essav e pediu para que ele lhe trouxesse algo para comer. Quando Essav saiu para caçar, Yaacov entrou fingindo ser seu irmão. Quando Yitzchak perguntou quem estava entrando, Yaacov respondeu: "Sou eu, Essav, seu primogênito" (Bereshit 27:19). Yitzchak acabou danda a Brachá para Yaacov ao invés de dá-la para Essav.
 
Como podemos entender este acontecimento da Parashá? Os patriarcas são os nossos modelos de comportamento. Nossos sábios nos ensinam que todos os dias devemos nos cobrar para que nossos atos sejam como os atos dos nossos patriarcas Avraham, Yitzchak e Yaacov. Então como pode ser que Yaacov mentiu para o pai e enganou seu irmão, se a Torá abomina a mentira e a enganação?
 
Explica o Rav Dessler que temos um conceito equivocado sobre o que é verdade e mentira. Achamos que verdade é dizer exatamente como a coisa aconteceu e mentira é mudar qualquer detalhe do que aconteceu. Um exemplo de que isto é um equívoco é a proibição de Lashon Hará (maledicência), que nos proíbe de contar algo que vimos e que possa denegrir outra pessoa ou causar para ele qualquer dano, mesmo que seja verdade. Segundo o judaísmo, verdade é tudo o contribui para que no mundo aconteçam coisas boas e a vontade de D'us seja cumprida, enquanto a mentira é tudo o que afasta o mundo do seu propósito.
 
Um exemplo é se estamos em uma festa e um amigo pergunta se sua roupa está bonita. Ao observarmos que a combinação de cores é horrível e a pessoa está extremamente mal vestida, o que é verdade, dizer tudo o que pensamos, mesmo que isso vai magoá-lo? Com certeza não. Portanto, segundo o judaísmo, existem situações onde a pessoa está até mesmo obrigada a mentir. Ou pelo menos a omitir. Não é necessário fazer um discurso sobre o excelente gosto do amigo, isto já seria bajulação e enganação. Mas dizer um curto "está legal" é o que D'us esperaria de nós nesta situação. Isto seria dizer verdade.
 
Existem alguns exemplos trazidos pela Torá de que é isso o que D'us quer de nós. Aharon, o irmão de Moshé, era conhecido por ser um amante da paz. Por que? Pois quando ele via que duas pessoas haviam brigado, ele ia para cada uma delas separadamente e dizia que o outro estava arrependido e queria pedir desculpas pela briga. Quando os dois brigões se encontravam, se abraçavam e faziam as pazes. Aharon não mentia, pois ele trazia com suas palavras paz para o mundo. Ele fazia o que era correto.
 
Este comportamento vemos até mesmo nos atos de D'us. Quando Ele revelou para Sara que ela teria um filho aos 90 anos de idade, ela riu e pensou "como eu terei um filho, se eu já estou velha e meu marido está velho". Porém, quando D'us comunicou a Avraham a falta de Emuná (fé) de Sara, disse apenas que ela argumentou que estava muito velha, omitindo que ela também havia dito que ele estava velho. Por que? Pois isto ajudou no Shalom Bait (paz familiar) do casal. Avraham não teria ficado contente de saber que Sara o considerava velho. Neste caso, ter dito a Avraham tudo o que Sara pensou teria sido uma mentira.
 
Neste contexto é possível então entender a atitude de Yaacov. A Torá nos ensinou no começo da Parashá que Yaacov havia comprado de Essav o direito à primogenitura por um prato de lentilhas, e por isso não havia roubado nada de Essav. Por que então ele não falou a verdade para seu pai? Pois ele imaginou a decepção de seu pai ao descobrir que seu filho, supostamente Tzadik, havia vendido a primogenitura por um prato de comida. Por isso, pensando apenas na honra do irmão e nos sentimentos do pai, ele fez de uma maneira que ninguém sairia prejudicado. Por isso, na verdade Yaacov não mentiu. Além disso, Yaacov pensou em cada palavra que pronunciou para que não saísse uma mentira de sua boa. Quando seu pai perguntou quem era, ele respondeu "Sou eu. Essav, seu primogênito", quebrando a frase em duas, como se estivesse dizendo "sou eu quem está aqui, e Essav é seu primogênito".
 
Há uma enorme diferença entre não mentir e dizer tudo o que pensamos. Ser honesto não significa revelar tudo o que sabemos quando isso pode prejudicar outras pessoas. Temos que ter bom senso em cada caso, por isso é importante se aconselhar com um rabino sobre o que é correto fazer em cada situação. Pois o perigo é querer aplicar este conceito para benefício próprio e não pensando no propósito do mundo. E mentir para si mesmo é sempre a pior mentira.
 
"Muitos amam a mentira, poucos amam a verdade. Pois a mentira dá para amar de verdade. Mas a verdade não dá para amar de mentira"
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ CHAIEI SARA 5771

BS"D
 
CONTANDO CADA DIA DE VIDA - PARASHÁ CHAIEI SARA 5771 (29 de outubro de 2010)
 
"Daniel estava viajando pela Europa, conhecendo um pouco da história judaica através das sinagogas antigas. Chegou a um pequeno vilarejo judaico cujo único "ponto turístico" judaico era o cemitério. Sem outra opção, Daniel foi conhecê-lo. Não era um cemitério grande, mas havia muitos túmulos. Olhando as lápides, algo imediatamente chamou-lhe a atenção. Percebeu que em nenhuma das lápides constava o ano de nascimento e de falecimento, estava gravado apenas com quantos anos a pessoa tinha falecido. Porém, o mais estranho é que em todos os túmulos a idade dos falecidos era muito baixa. Em um túmulo estava escrito "20 anos e 45 dias", em outro estava escrito "25 anos e 30 dias", e assim em todos os túmulos. Não havia um único túmulo que passava dos 30 anos! Daniel se assustou, será que aquele era um lugar amaldiçoado, onde todos morriam jovens? Além disso, por que também anotavam os dias de vida?
 
Quando encontrou um morador local, perguntou se havia algum motivo pelo qual todos ali morriam tão jovens. O homem, vendo a preocupação no rosto do turista, deu risada e explicou:
 
- Nesta cidade nós temos um costume um pouco diferente. Na verdade, todas estas pessoas enterradas morreram com bastante idade e, inclusive, deixaram filhos, netos e até bisnetos. As idades escritas no túmulo não correspondem ao tempo de vida das pessoas, são referentes a uma contagem diferente que nós fazemos. Quando cada um nasce, recebe um diário aonde vai anotando os dias de vida que foram bem aproveitados. No final da vida, fazemos a soma destes dias e escrevemos o total no túmulo"
 
Quanto de nossas vidas cada um de nós aproveita? Quando chegar o nosso momento, quantos anos realmente levaremos conosco?
 
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A Parashá desta semana, Chaiei Sara, nos conta sobre a morte dos nossos patriarcas Avraham e Sara, que dedicaram suas vidas a fazer bondades e a ensinar o monoteísmo ao mundo. Sara faleceu com 127 anos, enquanto Avraham alcançou uma idade ainda mais avançada, como diz o versículo: "E estes foram os dias dos anos de vida de Avraham, que viveu 175 anos" (Bereshit 25:7). Mas a linguagem deste versículo é um pouco estranha. Por que a Torá diz "os dias dos anos", não era suficiente mencionar apenas os anos de vida, que já contém os dias? Além disso, um pouco antes da morte de Avraham, a Torá utiliza a seguinte expressão: "Avraham estava velho e vinha com os seus dias" (Bereshit 24:1). O que significa a expressão "vir com os seus dias"?
 
O livro Guesher HaChaim, do rabino Yechiel Ticotchinsky, nos ensina que existe uma grande diferença entre uma pessoa que vive muitos anos com muitos dias e uma pessoa que vive muitos anos sem muitos dias. Quando a pessoa aproveita bem cada dia, então após muitos anos de vida ela também tem no seu "currículo" muitos dias de vida acumulados. Já aquele que não se preocupa em aproveitar seus dias, mesmo quando a velhice chega, tem muitos anos mas não tem muitos dias de vida acumulados. É por isso que, quando a Torá menciona os dias de vida de Avraham, diz "os dias dos anos", pois como ele aproveitava bem cada um dos seus dias, além de ter falecido com muitos anos de vida, também levava em seu "currículo" muitos dias bem aproveitados.
 
Mas o que significa aproveitar bem a vida? Os gregos, quando se referiam à busca constante de prazeres materiais, utilizavam a expressão "Carpe Diem" (aproveite o dia). É assim que aproveitamos a vida, comendo muito, bebendo e nos divertindo em festas?
 
Todo ser humano que nasce já sabe que veio ao mundo por pouco tempo. Alguns vivem 70, outros 80, a única certeza que temos na vida é que ninguém passa dos 120 anos. Se viemos apenas para ter prazer neste mundo, por que não vivemos para sempre? Por que existe um limite do qual nenhum ser humano passa? E mais do que isso, todos os dias nós acordamos, estudamos, trabalhamos, damos duro o dia inteiro, a semana inteira. Chefes mal-humorados, discussões em casa, trânsito pesado, amigos resmungões. Não vivemos imersos em prazer o dia inteiro. Ao contrário, se escrevêssemos em um diário, a cada hora, o que acontece durante o nosso dia, das nossas 24 horas diárias contabilizaríamos em média pouco mais de uma hora diária de prazer. Portanto, dos 70 ou 80 anos que vivemos, no total não acumulamos mais do que 3 anos de prazer na vida. Se fomos criados para ter prazer nesta vida, por que no final das contas temos tão poucos momentos prazerosos?
 
A resposta é que realmente fomos criados para ter prazer. Mas o prazer verdadeiro não está nesta vida, aqui é o momento de preparação, a oportunidade de, através de cada ato, meritar a eternidade. O Olam Habá (Mundo Vindouro) é o lugar onde receberemos o prazer eterno para o qual fomos criados. Porém, quando a alma sai deste mundo, não pode mais fazer nenhum ato que traga méritos. O momento é agora, nesta vida material, quando nosso livre arbítrio nos dá méritos e cada escolha certa vale eternidade.
 
Explica o Zohar, livro místico do judaísmo, que antes da pessoa vir ao mundo, todos os seus dias de vida param diante de sua alma e a advertem a não desperdiçar seu tempo. Por isso, quando o ser humano desperdiça seu dia com vanidades ou transgressões, este dia sobe para o céu, completamente envergonhado, e fica sozinho do lado de fora, esperando até que a pessoa se arrependa. Se a pessoa não se arrepende, quando ela morre, fica com este dia faltando. Mas afinal, qual o problema de faltarem dias? Depois que a pessoa morre, que diferença faz se ela levou daqui mais ou menos dias?
 
Quando vamos a um evento importante, gostamos de estar bem vestidos. Imagine a vergonha que sentiríamos ao descobrir, no meio da festa, que há um enorme buraco na nossa roupa. Explica o Zohar que a pessoa, ao sair deste mundo, se despe do corpo material. E com o que ela se veste para se apresentar diante do Criador do universo? Com seus dias de vida, que formam para ela uma roupa honrosa. Cada dia que falta é um buraco que fica nesta roupa espiritual. Como vamos nos sentir se nossa roupa, como a qual nos encontraremos frente a frente com o Criador, estiver cheia de furos?
 
Avraham aproveitou cada um dos seus dias, buscando preencher seu propósito na vida. Em todos os seus atos ele demonstrava que sua vida era guiada pela vontade de fazer o que era correto. Ele não tinha preguiça, ele não se deixava levar pelos seus instintos e desejos. É por isso que a Torá ressalta que Avraham "veio com os seus dias", pois quando ele se apresentou diante do Criador, vestia uma roupa honrosa sem nenhum furo.
 
Será que nós aproveitamos da forma correta o mais importante dos nossos bens, o nosso tempo? Conseguimos manter o foco no nosso trabalho espiritual? É difícil, com tantas coisas que nos desviam da nossa meta. Prazeres que, por serem mal utilizados, nos desviam. Dificuldades, cansaço, confusão de prioridades. Como fazer para não perder o foco? Nossos sábios ensinam que uma das maneiras é lembrarmos constantemente o dia da nossa morte, isto é, colocar no coração a idéia de que nossa vida é temporária. Um exemplo de como isso funciona é a sensação com a qual voltamos do enterro de algum conhecido. Quem é que não volta diferente do cemitério, dando mais valor para a vida? Porém, sem reflexões, sem um esforço, este sentimento de valorizar cada instante da vida desaparece em pouco tempo.
 
Neste mundo cada segundo vale muito, cada pequena oportunidade conta. Os prazeres materiais e o descanso duram pouco, mas as Mitzvót e os nossos bons atos nos "vestirão" e nos acompanharão por toda a eternidade.
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAIERÁ 5771

BS"D
 
QUANDO A RESPOSTA É NÃO – PARASHÁ VAIERÁ 5771 (22 de outubro de 2010)
 
"O mundo assistiu, emocionado, o salvamento dos 33 mineiros chilenos que ficaram soterrados, a mais de 700 metros de profundidade, após um desmoronamento na mina onde trabalhavam. Por 69 dias o mundo inteiro acompanhou, apreensivo, os esforços para retirar os mineiros de lá. Cerca de 1 bilhão de espectadores acompanharam, ao vivo, os momentos finais do resgate, e comemoraram muito quando os 33 mineiros foram retirados com vida.
 
Estes 69 dias que pareciam não ter fim foram angustiantes, tanto para os mineiros quanto para suas famílias. Muitos familiares acamparam ao lado da entrada da mina para encorajar aqueles 33 homens que estavam praticamente enterrados vivos. Água, ar e comida eram enviados através de tubos que ligavam a mina à superfície. Os mineiros escreviam cartas, que eram respondidas pelos familiares e amigos. Em muitas cartas os mineiros faziam pedidos de objetos e comidas, e a maioria dos pedidos era prontamente atendida.
 
Porém, havia algo que muitos mineiros pediram mas não foram atendidos. Apesar de insistentes apelos, houve algo que as equipes de resgate não concordaram em enviar: cigarros. Muitos mineiros ficaram impacientes, mas mesmo assim o cigarro não foi mandado. Por que? Por um simples motivo: muitas minas acumulam gases que, em algumas situações, podem explodir. Se eles constantemente acendessem cigarros lá embaixo, aumentaria o risco de uma explosão, que certamente mataria todos eles.
 
Não faltou compaixão nem bondade das equipes de resgate. Ao contrário, ao recusar enviar os cigarros, eles mostraram preocupação e responsabilidade. A equipe de resgate queria o melhor para os mineiros. E neste caso, o melhor era dizer "não". O prazer de fumar por alguns minutos não valia o risco de causar uma grande explosão.
 
Da mesma maneira, muitas vezes pedimos coisas para D'us e não recebemos. Quando isto ocorre, sentimos que Ele não nos escutou. Mas na realidade D'us escuta tudo o que nós pedimos, mas para o nosso próprio bem, algumas vezes Ele precisa dizer "Não".
 
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Na Parashá desta semana, Vaierá, a Torá nos descreve a destruição da cidade de Sdom (Sodoma). Dois dos anjos que haviam visitado Avraham dirigiram-se à Sdom para cumprir o decreto Divino de destruição da cidade, que havia extrapolado os limites de maldade, como diz o versículo "E D'us disse: 'Por causa dos gritos de Sdom e Amorá (Gomorra) que aumentaram muito, e por causa de suas transgressões que se tornaram muito graves'" (Bereshit 18:20). D'us, antes de destruir Sdom, revelou seus planos para Avraham, como está escrito: "E disse D'us: 'Eu devo esconder de Avraham o que Eu vou fazer, agora que Avraham certamente se tornará uma grande e poderosa nação, e todas as nações da Terra serão abençoadas por ele?'" (Bereshit 18:17,18). Por que D'us se sentiu "obrigado" a contar para Avraham sobre a destruição de Sdom?
 
Explica Rashi, comentarista da Torá, que depois do Brit-Milá (circuncisão), Avraham se elevou tanto espiritualmente que se tornou "o pai de toda a humanidade". Por isso D'us pensou: "será que é justo que Eu destrua o filho sem ao menos comunicar ao pai?". Mas ainda assim fica difícil entender qual era a intenção de D'us, pois se Ele havia decretado a destruição de Sdom e os anjos de destruição já haviam ido para lá, de que adiantava Avraham saber? O que ele poderia fazer?
 
Apesar da destruição já ter sido decretada, ela não se iniciou antes de Avraham ter sido avisado, pois o que D'us esperava de Avraham é que ele intercedesse por Sdom. E foi justamente isso que Avraham fez, logo que D'us revelou os planos de destruição, ele começou a fazer Tefilá (reza) e a implorar para D'us pela salvação de seus habitantes. Mesmo que os anjos já haviam ido para lá, Avraham sabia que ainda havia esperança. Ele sabia que mesmo se uma espada afiada está encostada no pescoço, a pessoa não pode desistir de implorar pela misericórdia de D'us, e foi isso o que ele fez. Avraham poderia ter pensado que a situação era difícil demais, que ele não tinha nada a ver com a história ou que outra pessoa no mundo poderia interceder pelo povo de Sdom. Mas ele decidiu receber sobre si a responsabilidade. Ele chegou até mesmo a "discutir" com D'us pelo mérito de Sdom, como um pai que luta para salvar seu filho. Ele se esforçou tudo o que podia.
 
Porém, de que adiantou a Tefilá de Avraham? Ele pediu e implorou, mas no final a Torá nos conta que a cidade de Sdom e todos os seus habitantes, com exceção da família de Lot, sobrinho de Avraham, foi completamente destruída! D'us não escutou a Tefilá de Avraham?
 
Estamos acostumados a pensar que quando rezamos e pedimos algo mas nada acontece, isto é sinal de que D'us não escutou os nossos pedidos. Mas isto é um grande erro, pois D'us tem controle sobre tudo o que acontece, certamente pode escutar tudo o que pedimos. Explica o Rav Dessler que quando chove, D'us sabe exatamente onde cada gota vai cair e qual a sua função, que gota será para irrigar o solo e que gota será para causar uma enchente. Nada acontece sem a supervisão Divina. Portanto, quando pedimos algo e nada acontece, não é porque D'us não escutou, e sim pois às vezes Ele nos fala "Não".
 
Quando os mineiros do Chile pediram cigarros, eles pensavam que era isso o que eles necessitavam, achavam que isto seria o melhor para eles, mas a equipe de resgate sabia que somente faria mal, seria um grande perigo para suas vidas. D'us também sabe que muitas coisas que pedimos são ruins para nós. Na Amidá (reza silenciosa) dizemos que D'us nos manda "bondades boas", pois somente Ele consegue saber exatamente o que é bom. Quando um filho com cárie nos dentes pede uma bala e o pai não dá, é por amor e cuidado, é pelo bem do filho. Todos temos esta parte "infantil" dentro de nós, a ilusão de que sabemos o que é realmente bom para nós mesmos. Mas é somente D'us, que enxerga não apenas o presente mas também o passado e o futuro, que sabe o que é realmente bom. Quando Ele fala "não" é por amor e por bondade, é pelo nosso próprio bem.
 
No caso de Sdom, apesar de Avraham ter pedido, D'us respondeu "não", pois as conseqüências da salvação de Sdom para o mundo seriam muito negativas. Sdom não era apenas habitada por pessoas mesquinhas que não ajudavam ao próximo. Eles chegaram ao nível de transformar a falta de caridade em uma filosofia, em uma meta de vida, em uma virtude. Quanto mais a pessoa era egoísta, mais status tinha em Sdom. A bondade é um dos pilares do mundo, como diz o Pirkei Avót: "Sobre 3 coisas o mundo se sustenta: sobre a Torá, sobre o Serviço Divino e sobre os atos de bondade". Como Sdom derrubou um dos pilares do mundo, D'us derrubou o pilar de sustentação de Sdom. O mundo sem esta filosofia egoísta certamente é um mundo melhor.
 
Mas se a cidade de Sdom foi destruída, então o que Avraham ganhou com a sua Tefilá? Primeiro temos que saber que quando rezamos, muitas vezes a reza não é atendida imediatamente, mas nenhuma reza é em vão, ela fica guardada para uma necessidade futura. Além disso, a reza de Avraham nos ensinou muitas lições. A primeira lição é nunca desistir. Temos que rezar, fazer a nossa parte e confiar que D'us, em Seu julgamento perfeito, decidirá se o que estamos pedindo é realmente bom ou não. A segunda lição é que D'us quer que nos responsabilizemos uns pelos outros, independente de Seus planos. Mesmo que D'us iria destruir de qualquer maneira a cidade de Sdom, Ele queria que Avraham tomasse sobre si a responsabilidade de se preocupar com seus habitantes. E por último, aprendemos que as portas do arrependimento estão sempre abertas. Mesmo uma cidade como Sdom tinha esperança, pois se houvessem mais Tzadikim (Justos) lá, a Tefilá de Avraham teria ajudado a salvar a cidade inteira.
 
D'us é o nosso Pai, cuida de cada um de nós com carinho, não esquece ninguém. Se nossos pedidos não estão sendo atendidos, precisamos refletir se estamos pedindo o que realmente precisamos e o que será bom para nós. Em geral estamos preocupados em pedir coisas materiais e esquecemos de pedir coisas espirituais, por não refletirmos que o material um dia terá fim, mas o espiritual ficará conosco por toda a eternidade.
 
"Muitos são os pensamentos no coração do homem, mas é a vontade de D'us que sempre se cumpre"
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ LECH LECHÁ 5771

BS"D
 
MORRER OU VIVER POR D'US – PARASHÁ LECH LECHÁ 5771 (15 de outubro de 2010)
 
"O rabino Israel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, foi um dos maiores rabinos da geração passada. O amor que ele tinha pelas Mitzvót e pelas pessoas era contagiante. Para ele, cada pequeno detalhe das Mitzvót era importante, cada pessoa representava um mundo e merecia uma atenção especial. Ele era muito admirado e querido por todos que o conheciam. Pessoas viajavam de muito longe para conhecê-lo e pedir Brachót (bênçãos). E acima de tudo, as pessoas admiravam sua tremenda simplicidade e humildade. Ele foi um modelo, para todo o mundo, de bondade e devoção.
 
Quando o Chafetz Chaim rezava, as pessoas ficavam deslumbradas com a sua concentração. Todos sentiam que ele realmente dirigia cada palavra da sua reza para D'us, agradecendo, louvando e fazendo pedidos pessoais e por todos os judeus do mundo. Certo dia, um de seus alunos mais próximos ficou curioso. O que será que o Chafetz Chaim pedia durante as suas rezas? Começou então a rezar todos os dias ao lado do rabino para tentar escutar seus pedidos. Para sua surpresa, descobriu que o rabino pedia todos os dias em sua reza que pudesse morrer "Al Kidush Hashem" (santificando o nome de D'us), como morreram grandes Tzadikim (Justos) do povo judeu, como o Rabi Akiva, morto pelos romanos por ter desrespeitado a proibição de ensinar Torá.
 
Alguns anos se passaram e o Chafetz Chaim, que já estava velhinho, faleceu. Porém, diferente dos seus pedidos, ele não morreu "Al Kidush Hashem", e sim na tranquilidade da sua casa, junto com sua querida família. Seu aluno ficou incomodado. Será que D'us não havia escutado os pedidos daquele grande Tzadik? Por que ele não havia morrido "Al Kidush Hashem" como havia pedido? Inconformado, ele explicou suas angústias para um dos grandes sábios da geração. O sábio abriu um grande sorriso e explicou:
 
- Você está enganado, é óbvio que D'us escutou cada pedido do Chafetz Chaim. O Chafetz Chaim pediu para morrer fazendo Kidush Hashem, e D'us permitiu que ele vivesse uma vida inteira de Kidush Hashem. D'us deu a ele mais do que ele pediu"
 
Quando vivemos com santidade, dedicando nossas vidas ao nosso crescimento espiritual e a fazer o bem às outras pessoas, podemos nos tornar modelos de conduta para os outros. Isto é Kidush Hashem.
 
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Nesta semana lemos a Parashá Lech Lechá, que nos descreve como D'us testou Avraham Avinu com 10 testes difíceis. E a Parashá começa a nos descrever um dos testes, quando D'us falou para Avraham "Lech Lechá" (Vá, por você) e pediu para que ele abandonasse sua casa, sua família, seu trabalho e toda a estabilidade que tinha e fosse para uma terra estranha, sem nenhuma perspectiva do que lhe esperava neste novo local. D'us não revelou para Avraham nem mesmo para onde o levaria. Ele queria testar a Emuná (fé) de Avraham, para saber se ele escutaria as palavras de D'us ou encontraria desculpas ou motivos para cumprir a sua própria vontade. Avraham venceu os 10 testes, descobrindo dentro de si um força que até então ele não conhecia e revelando para o mundo o seu verdadeiro potencial.
 
Explica Rashi, comentarista da Torá, que na verdade este não foi o primeiro teste de Avraham. Mas onde está escrito na Torá algum teste anterior? A Parashá desta semana já começa com o teste de "Lech Lechá", e se procurarmos na Parashá da semana passada, Noach, não encontramos nenhum teste. Rashi ensina que o teste anterior não está escrito explicitamente na Torá, há apenas uma pequena "dica" no seguinte versículo: "E morreu Haran na presença de Terach, seu pai, na sua terra nativa, em Ur Kassdim" (Bereshit 11:28). Quem era Haran, por que ele morreu na presença de seu pai e qual foi este teste de Avraham?
 
Terach, o pai de Avraham, era um idólatra convicto. Não apenas acreditava nas suas idolatrias, mas também tinha uma loja para vender estátuas e propagar a sua crença idólatra. Avraham, não suportando mais aquela mentira, quebrou todos os ídolos da loja de seu pai e começou a fazer declarações públicas contra as idolatrias. Terach entregou seu próprio filho nas mãos do rei Nimrod, que tentou inicialmente persuadi-lo com palavras a voltar para as idolatrias. Vendo que era inútil tentar convencer Avraham com argumentos intelectuais, Nimrod ameaçou atirá-lo em uma fornalha caso não negasse sua crença monoteísta, mas Avraham não teve medo. Este foi o teste de Avraham: ele entregou sua vida e estava disposto a morrer "Al Kidush Hashem", isto é, santificando o nome de D'us. Mas um milagre aconteceu e Avraham saiu ileso da fornalha, diante dos olhos de Nimrod e de todo o povo. Haran, o irmão de Avraham, ao ver o milagre aberto que havia ocorrido, também desafiou o rei Nimrod. Mas sua Emuná (fé) não era verdadeira como a de Avraham e ele morreu queimado na fornalha. O nome da cidade de Avraham, Ur Kassdim, significa literalmente "o fogo de Kassdim (Caldéia)", uma indicação do teste ao qual Avraham foi submetido e venceu.
 
Porém, surge uma grande pergunta: aparentemente o teste de Avraham ter sacrificado sua vida por D'us foi muito maior do que o teste de abandonar tudo e ir para uma terra estranha. Então por que a Torá escreve explicitamente o teste de "Lech Lechá", enquanto o teste de "Ur Kassdim" está apenas indicado?
 
Quando uma pessoa está diante de um teste em que sua vida está em jogo, é possível que ela consiga, neste momento, juntar forças e entregar sua vida, como aconteceu muitas vezes durante a história do povo judeu. Durante a Inquisição, por exemplo, milhares de judeus morreram "Al Kidush Hashem", entregando valentemente suas vidas ao invés de se converter a outra religião. Porém, a Torá está nos ensinando que há um teste ainda maior do que morrer por D'us: o teste de viver por D'us, seguindo as Suas leis, por toda a vida. O teste da fornalha foi difícil, Avraham estava disposto a sacrificar sua própria vida. Mas o teste de "Lech Lechá" foi ainda mais difícil, Avraham decidiu viver uma vida inteira santificando o nome de D'us, dia após dia. A sociedade idólatra onde ele vivia ridicularizava suas idéias, mas Avraham lutou sozinho contra o mundo inteiro e venceu. Por sua força e determinação, hoje a maioria do mundo segue o monoteísmo, enquanto as idolatrias são apenas idéias estranhas.
 
Explicam os nossos sábios que cada um de nós também é testado, de alguma maneira, com os 10 testes de Avraham Avinu, e herdamos dele a força extraordinária para vencer todas as dificuldades. Onde encontramos em nossa vida o teste de "Lecha Lechá"?
 
Se voltássemos 200 anos no tempo, veríamos que todos os judeus viviam de acordo com a Torá, cumprindo cada uma das Mitzvót comandadas por D'us. Mas os ideais não judaicos do iluminismo influenciaram muitos judeus, que começaram um processo de "modernização". Apesar das Mitzvót terem sido entregues por D'us para nosso trabalho espiritual, para a nossa alma, alguns judeus começaram a achar que a Torá estava antiquada e decidiram "reformá-la". Muitas Mitzvót começaram a ser abandonadas e a Torá se tornou um artigo de museu. Os judeus perderam sua identidade e começaram a ser engolidos pela assimilação. Após 200 anos, a situação se inverteu. Poucos são aqueles que continuam seguindo os mandamentos da Torá, a grande maioria se afastou completamente.
 
Mas, conforme estava profetizado na Torá, muitos judeus estão iniciando um processo de Teshuvá (retorno ao judaísmo) e valentemente vencem as forças da correnteza. Muitos foram desacreditados e até mesmo ridicularizados pelos amigos e pela família, mas seguiram firme em suas convicções. Esse é o nosso teste de "Lech Lechá". Morrer santificando o nome de D'us dura alguns poucos segundos, mas viver santificando o Seu nome dura uma vida inteira. Também como Avraham, podemos ir contra o mundo inteiro. Em um mundo onde o comum é o roubo, a corrupção e a traição, temos a obrigação de transmitir ao mundo bons valores através dos nossos atos cotidianos. Esse é o nosso papel espiritual de "Luz para as nações". Esse é o nosso "Lech Lechá", a chance de revelar, para nós mesmos e para o mundo, o nosso verdadeiro potencial.
 
"Quando podemos ter certeza de que um peixe está vivo? Quando ele nada contra a correnteza"
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ NOACH 5771

BS"D
 
ATITUDES CONTRADITÓRIAS – PARASHÁ NOACH 5771 (08 de outubro de 2010)
 
"Em uma pequena cidade do interior, onde os habitantes viviam basicamente da agricultura, fazia muito tempo que não chovia. O sol brilhava impiedosamente e os fazendeiros começaram a se desesperar, pois as plantações estavam secando e os animais procuravam em vão um pouco de água para saciar a sede. Os habitantes decidiram se reunir na sinagoga para rezar pela chuva. Eles rezavam com fervor, quase gritando, com os olhos voltados para o céu, na esperança de que ao menos uma pequena nuvem aparecesse.
 
Estava na sinagoga um pequeno garotinho, que observava atentamente as rezas. De repente, ele virou-se para seu pai e perguntou:
 
- Pai, vocês acreditam realmente que a chuva virá por causa da reza de vocês?
 
- Claro que sim, filho – disse o pai – se não acreditássemos, por que estaríamos aqui rezando por tanto tempo?
 
- Mas papai – insistiu o menino – se vocês realmente acreditam tanto nisso, então por que ninguém trouxe um guarda-chuva?"
 
Muitas vezes na vida nossos atos contradizem nossas crenças. Podemos, em diversas situações, acreditar em algo mas viver de maneira completamente contrária.
 
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Na Parashá desta semana, Noach, a Torá nos descreve uma das piores tragédias da humanidade, quando a injustiça entre os homens se tornou tão gritante e tão banalizada que D'us decidiu destruir o mundo inteiro. Apenas um homem, Noach (Noé), que era um Tzadik (Justo), se mostrou meritório da misericórdia Divina. D'us anunciou para Noach que enviaria ao mundo um dilúvio e ordenou que ele construísse uma gigantesca arca para salvar sua família e um casal de cada animal existente no mundo.
 
Por que D'us odenou que Noach construísse uma arca? Por que Ele não salvou Noach com uma bolha milagrosa que o protegesse do dilúvio? Pois a construção da arca tinha uma importância estratégica. A construção durou 120 anos e foi feita sobre uma montanha muito alta, para que as pessoas vissem e questionassem Noach. Assim ele poderia avisar sobre o dilúvio, repreender as pessoas pelos seus graves erros e convencê-las a mudar. A arca era a forma de fazer com que mais pessoas pudessem se arrepender para serem salvas da destruição. Porém, a Torá nos descreve que, mesmo com os 120 anos de chance, ninguém mais foi incluído entre os que seriam salvos. Isto é difícil de entender, pois se Noach era uma pessoa íntegra e pura, por que ele não conseguiu convencer mais ninguém? Por que as pessoas não escutaram quando ele anunciou a vinda de um dilúvio que destruiria todo o mundo?
 
Outra pergunta que surge nesta Parashá é uma aparente contradição sobre as características de Noach. Por um lado a Torá louva Noach por sua integridade e Emuná (fé). Onde podemos ver a Emuná de Noach? A arca construída por ele tinha dimensões gigantescas, mas mesmo assim obviamente não caberiam todos os animais que deveriam ser salvos. Apesar da construção parecer algo sem sentido, Noach não questionou as ordens de D'us e, em uma demonstração de total confiança, ele construiu a arca exatamente como foi ordenado. Mas por outro lado, no momento em que Noach entrou na arca, a Torá nos diz: "Noach, seus filhos, sua esposa e as esposas de seus filhos, entraram com ele na arca por causa das águas do dilúvio" (Bereshit 7:6). Rashi, comentarista da Torá, explica que as palavras "por causa das águas do dilúvio" nos ensinam que Noach não teve Emuná e entrou na arca apenas depois que começou a chover forte, quando a água já cobria seu tornozelo. Afinal, Noach tinha ou não Emuná?
 
Explica o Rav Yssocher Frand que Noach era um gigante espiritual. Ele conseguiu andar nos caminhos de D'us mesmo vivendo em uma geração completamente corrupta. Certamente ele confiava em D'us, mas a Torá ressalta que havia uma pequena falha na sua Emuná. Ele sim acreditava, mas isto não era perceptível em seus atos. Qual foi a conseqüência desta falha na sua Emuná? Apesar dos 120 anos de possibilidade de salvar outras pessoas, Noach não conseguiu salvar mais ninguém. Como nem ele mesmo estava completamente convencido que o dilúvio realmente ocorreria, ele não conseguiu "vender" a idéia para mais ninguém. Seus atos contradiziam suas palavras, e por isso as pessoas não se arrependeram de seus erros.
 
O que podemos aprender deste episódio para nossas vidas? Que devemos sempre nos questionar se realmente vivemos de acordo com as nossas crenças ou não. Um exemplo é a nossa crença na vinda do Mashiach, como enuncia o Rambam (Maimônides) em um dos seus 13 princípios de fé: "Eu acredito com Emuná completa na vinda do Mashiach. E mesmo que possa tardar, apesar disso eu esperarei por sua vinda". Todo judeu acredita na vinda do Mashiach, mas vivemos de acordo com esta crença? Emprestaríamos dinheiro para alguém se a data de pagamento fosse a vinda do Mashiach? Fazemos atos que contribuem para a chegada imediata do Mashiach?
 
O Rav Israel Meir Kagan, mais conhecido como Chafetz Chaim, foi um dos maiores rabinos do começo do século passado. Sua crença na vinda do Mashiach era tão forte que transparecia em seus atos cotidianos. Por exemplo, ele deixava junto à porta de casa uma mala de roupas, para estar pronto para o dia da chegada do Mashiach. No casamento de seus filhos ele escrevia no convite "O casamento será na Cidade Velha de Jerusalém. Mas se D'us nos livre o Mashiach ainda não tiver chegado, o casamento será em Radin (cidade da Polônia onde o Chafetz Chaim morava)". O Chafetz Chaim não apenas acreditava na vinda iminente do Mashiach, ele vivenciava isso nos seus atos cotidianos. Para ele não era uma utopia, a vinda do Mashiach era tão real quanto a certeza de que o sol surgirá novamente no horizonte de manhã.
 
Também em muitos outros pontos nossos atos contradizem nossas crenças. Acreditamos que D'us pode ver todos os nossos atos, mas muitas vezes nos comportamos como se Ele não estivesse olhando. Acreditamos que cada Mitzvá cumprida nesta vida vale eternidade, mas muitas vezes "matamos" nosso tempo com besteiras. Por que vivemos em tamanha contradição? Pois a Emuná é algo que precisa ser constantemente reforçada para que permaneça em nosso coração. Somente com um trabalho diário de reflexão podemos viver de uma maneira verdadeira, em que nossos atos não sejam contraditórios com a nossa Emuná.
 
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Rav Efraim Birbojm
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa ben Eliahou HaCohen, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).
 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SHABAT SHALOM MAIL - SHMINI ATSÉRET, SIMCHÁ TORÁ E PARASHÁ BERESHIT 5771

BS"D
 
EDUCAÇÃO PARA UM MUNDO MELHOR – SHMINI ATSÉRET, SIMCHÁ TORÁ E PARASHÁ BERESHIT 5771 (29 de setembro de 2010)
 
"Durante os anos de perseguição nazista, muitos pais tentaram salvar a vida de seus bebês deixando-os em orfanatos cristãos, na esperança de reaver seus filhos quando voltassem dos campos de concentração. Mas infelizmente muitos pais nunca mais puderam voltar para buscar seus filhos e muitas crianças judias começaram a ser educadas como cristãs.
 
Inconformado com esta situação, o Rav Eliezer Silver começou uma longa marcha para resgatar as crianças judias e dar para elas um lar judaico. Mas muitos pais não haviam feito nem mesmo o Brit-milá (circuncisão) em seus filhos com medo que os nazistas os matassem. Como seria possível, então, reconhecer quais eram as crianças judias? Os padres se recusavam a entregar as crianças a não ser que o Rav Silver apresentasse alguma prova de que as crianças eram realmente judias.
 
O Rav Silver teve então uma idéia brilhante. Ele reunia todas as crianças de cada orfanato em um grande salão, subia em cima da mesa e falava em voz alta: "Shemá Israel, Hashem Elokeinu, Hashem Echad". Algumas crianças colocavam a mão sobre os olhos, outras começavam a chorar e falavam "Mamy, Papy". O Rav Silver apontava para aquelas crianças e dizia:
 
- Estas são minhas. Estas eu vou levar para lares judaicos"
 
De onde o Rav Silver tirou esta idéia brilhante? Ele sabia que os pais já se preocupavam com a educação judaica de seus filhos desde o berço. Todos os dias, na hora de colocar seus bebês para dormir, os pais recitavam com eles o "Shemá Israel". Estas palavras de Emuná (fé) ficaram gravadas no coração de cada um daqueles bebês.
 
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Na próxima quarta feira de noite começa a festa de Shemini Atséret, que literalmente significa "O oitavo, dia da parada". Desde o mês de Elul, D'us se aproximou um pouco mais de nós e Sua presença era mais sentida. Agora, com o fim da festa de Sucót, chega o momento da partida. A festa de Shmini Atséret se assemelha a um pai que, no dia da despedida do seu querido filho, pede para que ele fique por mais um dia, pois a despedida é dura. E na quinta feira comemoramos a festa de Simchá Torá (em Israel as duas festas são comemoradas no mesmo dia), o dia em que terminamos a leitura anual da Torá com a Parashá Vezot Habrachá e, por amor, a reiniciamos imediatamente com a Parashá Bereshit, que começa com a criação do mundo e a criação do primeiro ser humano, Adam Harishon. Pouco tempo após ter sido criado, Adam pecou e foi expulso do Gan Éden (paraíso), como está escrito: "E então D'us o baniu do Gan Éden... e tendo expulsado-o, Ele colocou, ao Leste do Gan Éden, os Kerubins e a chama da espada que girava para guardar o caminho para a Árvore da Vida" (Bereshit 3:23,24).
 
Mas deste versículo surge uma pergunta. Rashi, comentarista da Torá, explica que os Kerubins eram anjos de destruição. Porém, "Kerubins" é o mesmo termo utilizado para descrever a imagem dos dois anjos sagrados com rosto de criança que ficavam sobre a tampa do Aron Hakodesh (Arca Sagrada) no Templo. Como pode ser que o termo "Kerubim" é utilizado para criaturas destruidoras e também para criaturas com rosto de criança que representam a força vital da Torá?
 
Explica o Rav Yaacov Kamenetsky que a Torá está nos ensinando a importância da boa educação para moldar crianças saudáveis e ressaltando as conseqüência de uma má-educação. Se uma criança for bem educada, pode se transformar em um Tzadik (Justo), mas se a educação da mesma criança for negligenciada, ela pode se tornar uma pessoa problemática.
 
Em vários lugares a Torá cita a importância da educação dos filhos. Uma das passagens está no próprio "Shemá Israel", onde dizemos "E estas palavras que Eu os ordeno hoje estarão sobre os seus corações, e as ensinarão aos seus filhos". A responsabilidade da educação judaica dos filhos recai sobre os pais e deve começar ainda no berço, mesmo antes da criança começar a pronunciar suas primeiras palavras. Porém, atualmente perdemos um pouco o senso da nossa responsabilidade em relação aos nossos filhos. O que significa educar os filhos? Muitas vezes pensamos que é suficiente mandar os filhos para a escola ou colocá-los horas diante da televisão assistindo programas "educativos". Mas será que isso é realmente suficiente? Com isso estamos cumprindo nossa obrigação de criar filhos com boa índole?
 
Infelizmente as nossas escolas se tornaram verdadeiras "fábricas de diploma". Qual escola é considerada boa? Aquela que tem uma alta porcentagem de alunos que entram em boas faculdades. As escolas não se preocupam em educar, a meta é apenas ensinar a passar no vestibular. Qual a consequência? Uma sociedade composta por muitos advogados sem ética e médicos gananciosos que não se importam com a vida de seus pacientes. Uma sociedade com profissionais que conhecem todos os detalhes técnicos de suas profissões mas não sabem nem mesmo respeitar o próximo.  
 
E a televisão, será que é um bom educador? Apesar de realmente existirem programas educativos, eles são muito raros. O mais comum é a criança se deparar com cenas de violência, nudez e a banalização de temas como traição e roubo. Quanto controle realmente os pais têm sobre o que seus filhos assistem e como eles assimilam estas informações? Quantas vezes os pais assistem os programas de televisão junto com seus filhos para depois discutirem o conteúdo de forma didática? Será que não deveríamos nos dedicar mais às atividades conjuntas com nossos filhos e, ao invés de deixar a televisão ensinar, sentar com eles e abrir um livro?
 
Foram estes os questionamentos que se perguntaram alguns pesquisadores americanos. Para tentar respondê-los, eles propuseram uma experiência com voluntários de uma pequena cidade, que aceitaram ficar por 30 dias sem televisão em casa. Após este período, todos foram entrevistados e garantiram que o relacionamento familiar havia mudado completamente. Os pais haviam conseguido conversar mais com os filhos, haviam feito mais atividades juntos, haviam conseguido aproveitaram melhor o tempo em família, tanto em qualidade quanto em quantidade. Porém, os pesquisadores observaram que, depois dos 30 dias da experiência, todas as famílias voltaram a ter televisões em casa. Quando questionados, os pais disseram, envergonhados, que a televisão os deixavam com mais tempo livre e por isso valia a pena tê-la de volta. Isto comprovou que, infelizmente, utilizamos a televisão para nossa própria conveniência, para que sobre para nós um pouco mais de tempo enquanto nossos filhos ficam "grudados" na programação, e não como um verdadeiro educador.
 
A educação dos filhos não é algo fácil. É necessário dedicação e esforço, planejamento e disciplina. Mas disso depende o futuro do mundo. Há um ditado americano que diz: "A mão que balança o berço é a mão que governa o mundo". O que nossos filhos serão no futuro depende do nosso esforço hoje. A Torá não coloca a obrigação da educação sobre os professores nem sobre os meios de comunicação, e sim sobre os pais. Escola e televisão podem transmitir informações, mas a formação do caráter depende dos ensinamentos e da educação dos pais. Desde a infância já podemos ensinar valores aos nossos filhos. Desde o berço já podemos ensinar o orgulho de sermos judeus e a importância de sermos uma "Luz para as nações", através de bons atos e uma boa conduta. Os judeus precisam ensinar ao mundo o valioso ensinamento de que, antes de um jovem ser advogado, médico ou engenheiro, ele precisa ser um "Mench" (ser humano digno). E isso depende única e exclusivamente dos pais.
 
CHAG SAMEACH E SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHMINI ATSÉRET (1º DIA DE YOM TOV):
São Paulo: 17h46  Rio de Janeiro: 17h31  Belo Horizonte: 17h35  Jerusalém: 16h48
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SIMCHÁ TORÁ (2º DIA DE YOM TOV):
Acender somente depois de: São Paulo: 18h38  Rio de Janeiro: 18h26  Belo Horizonte: 18h24
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT (01 de outubro)
São Paulo: 17h47  Rio de Janeiro: 17h32  Belo Horizonte: 17h36  Jerusalém: 16h45
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Frade (Fanny) bat Chava, Chana bat Rachel, Léa bat Chana; Pessach ben Sima, Eliashiv ben Tzivia; Chedva Rina bat Brenda; Israel Itzchak ben Sima; Eliahu ben Sara Chava; Avraham David ben Reizel; Yechezkel ben Sarit Sara Chaya; Sara Beila bat Tzvia; Estela bat Arlete; Ester bat Feige; Moshe Yehuda ben Sheva Ruchel; Esther Damaris bat Sara Maria; Yair Chaim ben Chana; Dalia bat Ester; Ghita Leia Bat Miriam; Chaim David ben Messodi; David ben Beila; Léia bat Shandla; Dobe Elke bat Rivka Lie; Avraham ben Linda; Tzvi ben Liba; Chaim Verahamin ben Margarete; Rivka bat Brucha; Esther bat Miriam, Sara Adel bat Miriam, Mordechai Ghershon Ben Malia Rachel, Pinchas Ben Chaia, Yitzchak Yoel Hacohen Ben Rivka, Yitzchak Yaacov Ben Chaia Devora, Avraham Ben Dinah, Avraham David Hacohen Ben Rivka, Chaya Perl Bat Ethel, Bracha Chaya Ides Bat Sarah Rivka, Tzipora Bat Shoshana, Levona Bat Yona e Havivah Bat Basia, Daniel Chaim ben Tzofia Bracha, Chana Miriam bat Chana, Yael Melilla bat Ginete, Bela bat Sima; Israel ben Zahava; Nissim ben Elis Shoshana; Avraham ben Margarita; Sharon Bat Chana; Rachel bat Nechama, Yehuda ben Ita, Latife bat Renee, Avraham bem Sime, Clarisse Chaia bat Nasha Blima, Tzvi Mendel ben Ester, Marcos Mordechai Itschak ben Habibe, Yacov Eliezer ben Sara Masha, Yossef Gershon ben Taube, Shalom ben Aliah, Manha Milma bat Ita Prinzac.
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SHABAT SHALOM MAIL - SUCÓT 5771

BS"D
 
ALIMENTANDO O CORPO E A ALMA – SUCÓT 5771 (22 de setembro de 2010)
 
"José era carteiro de um pequeno vilarejo. Ele vivia uma vida muito simples e humilde, e tudo o que ele tinha era um cavalo que o ajudava a entregar diariamente as correspondências. Certo dia sentou-se para fazer as contas e percebeu que gastava muito na alimentação de seu cavalo. Decidiu que daquele dia em diante iria ensiná-lo a não comer, assim sobraria dinheiro no final do mês. Daria para o animal cada vez menos comida, até que um dia ele se acostumaria e não precisaria mais se alimentar. E assim fez, foi alimentando cada vez menos o seu cavalo.
 
Certo dia José apareceu na pracinha da cidade com a cara triste. Tinha más notícias para contar aos seus amigos. Não sabia mais como faria a entrega das correspondências, pois infelizmente seu querido cavalo, companheiro de tantos anos de trabalho, havia morrido. Então José comentou com os amigos:
 
- Que pena, era um bom cavalo. Mas o que me deixa mais triste não é saber que ele morreu. O que mais me chateia é lembrar que, após meses de treinamento, ele tinha acabado de aprender nesta última semana a não comer mais nada. Que azar que eu tive, depois de todo este esforço, justamente agora ele foi morrer!"
 
Muitos pensam que é possível e bom aos olhos de D'us viver uma vida de total abstinência. Fazer voto de castidade, voto de silêncio, jejuns sem fim. Mas se um cavaleiro não alimenta bem o seu cavalo, os dois perdem, pois o cavalo fica fraco e o cavaleiro não consegue fazer seu trabalho. Assim também é a relação entre a nossa alma, comparada a um cavaleiro, e o nosso corpo, comparada a um cavalo. Somente quando os dois trabalham juntos, a alma cuidando do corpo e o corpo respeitando a alma, é que conseguimos cumprir o nosso trabalho neste mundo. Não há sabedoria nenhuma em matar o cavalo de fome, e certamente não foi o que D'us pediu de nós.
 
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O mundo atualmente se divide entre duas filosofias. A primeira filosofia é das pessoas mais voltadas para a "religiosidade", que se opõem totalmente aos prazeres mundanos, preferem se abster deles. O prazer é visto como um grande pecado que nos desvia dos caminhos corretos. No sentido contrário vem a segunda filosofia, a do "Carpe Diem", a idéia de que vivemos pelos prazeres e devemos fazer de tudo para alcançá-los, sem limites. Será que não existe um meio-termo, que nos permite ter prazeres sem exageros e sem nos sentirmos culpados?
 
A resposta está em Sucót, o Chag (festa) que começa nesta quarta-feira de noite (22 de setembro). Apesar de todas as festas judaicas terem um caráter de alegria, esta característica é mais marcante em Sucót, que inclusive recebe o nome de "Zman Simchateinu" (O tempo da nossa alegria). O próprio versículo que descreve a festa de Sucót nos indica o caráter festivo e alegre dela: "Você deve fazer a festa de Sucót por 7 dias... E se alegre na sua festa, você, seu filho e sua filha...  Por 7 dias celebre para Hashem, teu D'us... e esteja completamente feliz" (Devarim 16:13-16). Mas este versículo chama atenção pela ênfase dada à alegria. Por que a Torá precisa ressaltar que devemos estar "completamente felizes" em Sucót?
 
Explica o Talmud (parte da Torá Oral) que na verdade a Torá não está nos cobrando que tenhamos 7 dias de alegria, e sim nos garantindo que a festa de Sucót pode nos trazer um nível muito elevado de alegria, a ponto de durar os 7 dias de festa. Mas será que isto é possível? Sabemos de festas de duram horas, outras que duram até mesmo todo o final de semana, mas será que é possível ficar feliz por 7 dias consecutivos? Imagine uma pessoa que é sorteada para entrar no melhor restaurante da cidade e, por uma semana, comer tudo o que tiver vontade. No primeiro dia ele come como um animal, sai do restaurante feliz da vida, a comida quase saindo pelas orelhas. No segundo dia a comida já não é mais tão especial, mas ele ainda consegue comer bem e sair satisfeito. E assim, cada dia a alegria de comer sem limites vai diminuindo até que, no sétimo dia, já não é mais uma alegria e sim uma tortura. Então como a Torá pode nos garantir que a alegria de Sucót tem o potencial de durar, com toda a sua intensidade, por 7 dias seguidos?
 
Explica o Maguid Mi Duvno que a Simchá (alegria) das festas judaicas é composta por duas partes: por um lado há os prazeres mundanos, de comermos bem, bebermos um bom vinho e vestirmos roupas bonitas, conforme D'us nos comandou. Mas por outro lado há o prazer da espiritualidade, da conexão com o Criador do mundo. Se pensarmos bem isso parece contraditório, pois se a meta desta vida é alcançar altos níveis espirituais, por que fomos comandados a ter também prazeres materiais?
 
Na verdade não há nenhuma contradição, esta é a receita para aproveitarmos os prazeres de maneira verdadeira e intensa. Para atingir prazeres espirituais precisamos dos prazeres materiais como um "foguete propulsor" que nos faz subir. Um corpo faminto e maltratado não consegue sentir alegria. Somente um corpo com energia consegue servir a D'us com alegria. Os prazeres físicos são uma forma de chegar aos prazeres espirituais. Mas devemos ter o cuidado para não deixar que estes desejos e a necessidade de saciar o corpo se transformem apenas em um ato animal. D'us nos criou com um corpo e uma alma, e a alma nunca se sacia com os prazeres materiais. Se todo o foco se torna apenas o material, em pouco tempo já não nos preenche e logo precisamos de um prazer novo. Este tipo de prazer certamente não consegue durar 7 dias. Portanto, não é este tipo de prazer que a Torá nos ensinou e nos garantiu que seria duradouro.
 
A receita da Torá é simples e pode ser resumida em uma palavra: equilíbrio. Esta é a nossa meta neste mundo, aproveitar os prazeres do mundo material com bom senso, com foco. Não vivemos nem de acordo com a filosofia da abstinência nem do "Carpe Diem". Se os prazeres de Sucót forem utilizados como incentivo para a nossa espiritualidade, a cada dia crescemos um pouco mais na nossa alegria, pois não só o corpo vai sendo preenchido, mas também a alma se preenche. Somente desta maneira é possível sentir alegria nos 7 dias de festa. É por isso que a Torá ressalta que em Sucót podemos ser "completamente felizes", pois Sucót é justamente a festa do equilíbrio. Comemos bem, mas nossas paredes são de madeira. Bebemos um bom vinho, mas sob nossas cabeças estão apenas folhas e bambus. Podemos e devemos aproveitar os prazeres materiais, mas sem esquecer que este mundo é passageiro e provisório como a Sucá.
 
A festa de Sucót é um grande presente de D'us, pois se aprendermos a lição nestes 7 dias, podemos levar a felicidade para o ano todo. A felicidade de aproveitar as coisas de maneira moderada e equilibrada, sem nunca esquecer que, deste mundo material, nada levaremos.
 
CHAG SAMEACH
 
Rav Efraim Birbojm
 
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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DO 1º DIA DE SUCÓT:
São Paulo: 17h44  Rio de Janeiro: 17h29  Belo Horizonte: 17h34  Jerusalém: 16h57
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DO 2º DIA DE SUCÓT (YOM TOV SHENI):
Acender somente depois de: São Paulo: 18h36  Rio de Janeiro: 18h20  Belo Horizonte: 18h24
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT (24 de setembro)
São Paulo: 17h45  Rio de Janeiro: 17h29  Belo Horizonte: 17h34  Jerusalém: 16h55
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PEDIDO DE PERDÃO - YOM KIPUR 5771

BS"D
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Apesar de muitos acharem Yom Kipur um dia cansativo e sofrido por causa do jejum e das longas rezas, ensina o Rav Israel Salanter que não há dia mais feliz para o povo judeu do que o dia de Yom Kipur, quando os inúmeros pecados que cometemos durante o ano são apagados se nos arrependermos de maneira sincera, decidirmos não errar mais daqui para frente e confessarmos para D'us nossos erros.
 
Durante o ano fizemos dois tipos de erro: contra D'us (quando fizemos transgressões ou deixamos de cumprir Mitzvót) e contra o próximo (em relação ao seu dinheiro, à sua honra, etc). Apesar da tremenda força de expiação dos pecados que existe em Yom Kipur, explica o Talmud que Yom Kipur limpa somente os erros que cometemos com D'us, mas os erros que cometemos com o próximo não são limpos até que sejamos perdoados pela pessoa com quem erramos, após um sincero pedido de desculpas. Se não formos perdoados pelo outro, de nada adianta passar o Yom Kipur inteiro rezando, chorando e jejuando, pois esta transgressão não tem como ser apagada.
 
Por isso, gostaria de aproveitar a oportunidade para, de coração, pedir perdão a todos com quem eu possa ter cometido qualquer erro, tanto algo que eu tenha feito de errado quanto algo que esperavam de mim e eu não correspondi. Tanto os erros intencionais quanto os erros não intencionais, de todos eles eu me arrependo do fundo do meu coração e espero que vocês possam me perdoar. Eu poderia colocar a culpa pelos meus erros na falta de tempo ou na correria e stress do dia a dia, mas eu não estaria sendo sincero comigo mesmo nem com D'us. Yom Kipur é o momento de assumir nossos erros sem procurar desculpas. Errei, e por isso peço perdão.
 
Ensinam os nossos sábios que aquele que passa por cima da sua honra e perdoa a alguém que lhe fez algum mal, D'us passa por cima de todas as transgressões desta pessoa e a perdoa. Por isso, por favor, se alguém tiver alguma mágoa específica, me escreva para que eu possa pedir perdão pessoalmente.
 
Também perdôo, de todo o coração, a qualquer um que possa ter me feito algum mal, intencionalmente ou não intencionalmente.
 
Que todos possamos ter um ano muito bom, com saúde, com crescimento espiritual, e que possamos neste ano aprender a conviver com o próximo com muita harmonia e respeito.
 
GMAR CHATIMÁ TOVÁ (QUE SEJAMOS SELADOS PARA O BEM)
 
Rav Efraim Birbojm
 
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