sexta-feira, 29 de março de 2013

SHABAT SHALOM MAIL - PESSACH II 5773


BS"D



SAIA DA PRISÃO - PESSACH II 5773 (29 de março de 2013)

"Havia um bando de ladrões que aterrorizava os habitantes de um distante reinado. Mas após uma longa caçada, o rei finalmente conseguiu prender o bando e todos os ladrões foram jogados na prisão.

Alguns ladrões continuaram sonhando com a liberdade e, apesar da prisão ser considerada impossível de escapar, eles continuavam motivados e ficavam o tempo inteiro tramando planos de fuga e esperando a oportunidade certa. Mas os outros ladrões com o tempo se acomodaram, se acostumaram com a ideia de que estavam presos e que sua liberdade havia acabado para sempre.

Certo dia, os portões da prisão amanheceram abertos. Tudo o que faltava para a sonhada liberdade era apenas se levantar e sair da prisão. Aqueles que ansiavam pela liberdade assim fizeram, e facilmente escaparam. Mas os outros, apesar das portas abertas, permaneceram na prisão, e pelos mais variados motivos. Alguns não acreditaram que as portas da prisão estavam realmente abertas. Outros tiveram medo de sair por causa do desconhecido, não sabiam o que os esperaria do lado de fora. E um terceiro grupo permaneceu na prisão apenas pela força do hábito. Já estavam tão acostumados com a ideia de estarem confinados dentro daquela estreita cela que já não podiam mais se imaginar completamente livres"

Assim acontece conosco. Vivemos em uma prisão, mas que está trancada apenas em nossas mentes. Uma prisão que nos limita, que não nos deixa crescer, que não nos deixa perceber nosso verdadeiro potencial. Se quisermos a liberdade verdadeira, o primeiro passo é querer sair. Pois uma das piores desgraças para o ser humano é quando abrimos mão da nossa liberdade e aceitamos viver uma vida de prisioneiros, mesmo quando as portas para escapar estão completamente abertas...


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Este Shabat coincide com um dos dias intermediários da festa de Pessach, mais conhecida como "A época da nossa liberdade". E no domingo de noite (31/03) novamente é Yom Tov, o "Shvii (sétimo dia) de Pessach". Apesar de ser a conclusão da festa de Pessach e não ter um caráter independente, o "Shvii de Pessach" tem uma motivação especial para ser um dia sagrado: foi o dia em que D'us abriu o Mar Vermelho, com muitos milagres, para salvar os judeus e afogar os egípcios que os perseguiam, acabando de vez com a escravidão.

Porém, há algo que nos chama a atenção sobre o "Shvii de Pessach". Quando a Torá se refere ao primeiro dia de Pessach, que também é Yom Tov, diversas vezes a saída do Egito é ressaltada como sendo o motivo para a festa. Mas quando a Torá fala sobre o sétimo dia de Pessach, o incrível milagre da abertura do Mar não é mencionado. Além disso, quando o milagre da abertura do Mar é descrito na Parashá Beshalach, nenhuma menção é feita sobre a data na qual ocorreu este milagre. Sabemos que a abertura ocorreu no sétimo dia de Pessach apenas por transmissão oral dos nossos sábios. Portanto, se foi um evento tão grandioso, e se o "Shvii de Pessach" é um dia tão sagrado por causa deste milagre, por que não foi mencionado explicitamente na Torá?

Responde o livro "The Book of Our Heritage", do Rav Eliyahu Kitov, que as festas judaicas não foram definidas para nos alegrarmos com a queda dos nossos inimigos, e sim para comemorarmos a salvação do nosso povo. Da mesma forma que D'us não se alegra quando os malvados são destruídos, o povo judeu também não se alegra por este motivo. Por exemplo, quando mencionamos as 10 pragas durante o Seder de Pessach, tiramos gotas de vinho do nosso copo, demonstrando nosso pesar por todos os sofrimentos que os egípcios passaram, apesar de tudo o que eles haviam nos causado durante os mais de 100 anos de brutal escravidão. Por isso a Torá "esconde" a conexão entre a abertura do Mar Vermelho e o "Shvii de Pessach", para que ninguém pense que a festa é em comemoração pela morte dos egípcios.

Quando o povo judeu saiu do Egito, apesar de toda a demonstração de força de D'us, o Faraó pensou que eles se ausentariam por apenas 3 dias e logo voltariam. Por isso ele enviou junto alguns espiões, que trariam as informações de cada passo do povo judeu no deserto. Quando terminou o prazo dos 3 dias, os espiões voltaram ao Faraó e informaram que o povo judeu não tinha nenhum intenção de voltar. Então D'us quis testar mais uma vez a Emuná (fé) do seu povo. Após estes 3 dias "sob as asas de D'us", Moshé tocou o Shofar e ordenou ao povo judeu que começasse a caminhar de volta ao Egito, sem informar o motivo da volta. A intenção de D'us era confundir o Faraó, deixando-o na dúvida sobre os motivos pelo qual os judeus voltavam, criando a ilusão de que ele poderia novamente escravizar o povo judeu. Era apenas uma "isca" para atrair o Faraó e seu exército, para levá-los ao Mar Vermelho e afogá-los, da mesma maneira como eles haviam afogado os bebês judeus ao atirá-los no Rio Nilo. Mas por que D'us não revelou ao povo judeu que tudo era parte de um plano? Por que D'us testou o povo desta maneira, com um teste tão difícil?

Após D'us ter arrasado completamente os egípcios, o povo judeu saiu do Egito em pleno dia, de cabeça erguida, e não no meio da noite, como ladrões fugitivos. Mas mesmo assim os judeus ainda se sentiam escravos. Não era suficiente D'us ter destruído a terra do Egito, era necessário destruir o Egito que havia dentro de cada judeu. A palavra "Mitzraim", que significa "Egito", vem da mesma raiz de "Metzarim", que significa "limitações". Foi por isso que D'us novamente testou o povo judeu, fazendo-os marchar de volta ao Egito. Na saída do Egito, D'us havia aberto as portas da prisão, mas os judeus precisavam se levantar e querer sair. E apesar de todo o sofrimento de mais de 100 anos de escravidão, a grande maioria do povo confiou em D'us e marchou de volta, confiante. Apenas um pequeno grupo se desesperou, a ponto de rasgar suas próprias roupas, mas foram tranquilizados pelas palavras de Moshé, que revelou os planos de D'us e garantiu que eles estavam livres para sempre.

Toda a escravidão do Egito teve como único propósito despertar dentro do povo judeu a Emuná (fé), aperfeiçoando ainda mais o incrível nível de conexão com D'us que os nossos patriarcas Avraham, Yitzchak e Yaacov já haviam atingido. Por isso foi tão importante o povo judeu passar por este último teste, um grande teste de Emuná, que demonstrou que o povo estava disposto a escutar as palavras de D'us e confiar Nele mesmo quando parecia algo tão ilógico quanto voltar para o Egito, para o local onde eles haviam sido tão brutalmente escravizados. O teste tirou de dentro de cada judeu a força de querer ser livre de verdade, de acabar com o "Egito" que havia dentro de cada um deles.

Todos nós queremos ser grandes, em todas as áreas. Queremos ser grandes profissionais, grandes pais, grandes esposos. Mas por que tão poucos alcançam realmente a grandeza? Pois todos encontram na vida obstáculos para o seu crescimento. Cada um tem os seus próprios desafios a serem vencidos. Cada um vive em seu próprio "Egito" pessoal, e para podermos ser livres, antes de tudo precisamos acreditar que podemos vencer. Porém, quantas vezes nos rendemos e desistimos, muitas vezes sem lutar, aceitando passivamente nossa "prisão", quando surgem dificuldades e obstáculos no caminho? Os vencedores que atingem a grandeza são aqueles que não desistem diante de um fracasso, que não param apenas porque parece difícil demais. Como dizia Thomas Edison, o inventor da lâmpada, que o talento é composto por 1% de inspiração e 99% de transpiração.

Quando comemoramos uma festa no judaísmo, não estamos apenas relembrando algo histórico que aconteceu com nossos antepassados. Ensina o Rav Chaim Luzzato, em seu livro "Derech Hashem", que qualquer conquista que foi atingida, qualquer luz que foi irradiada em certo período da história, quando este mesmo momento volta no ciclo anual, o brilho daquela luz volta novamente a nos iluminar, e os frutos daquela conquista podem voltar a ser recebidos por todos aqueles que desejarem. É um momento no qual podemos crescer espiritualmente de uma maneira muito mais intensa.

Esta é a oportunidade especial de Pessach. Embora o esforço e a dedicação durante o ano nos ajuda a vencer os obstáculos que limitam nosso crescimento, especialmente durante Pessach o mesmo esforço resulta em conquistas muito maiores e mais duradouras. Em qualquer momento do ano, se quisermos atingir a liberdade verdadeira, isto é possível apenas através de trabalho duro e muita determinação. Mas durante Pessach as portas da prisão se abrem, e tudo o que precisamos é decidir levantar e sair.

SHABAT SHALOM e PESSACH KASHER VE SAMEACH

Rav Efraim Birbojm

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quinta-feira, 21 de março de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TZAV E PESSACH 5773


BS"D

CONTROLANDO AS TENTAÇÕES - PARASHÁ TZAV E PESSACH 5773 (22 de março de 2012)

"Um fumante foi se consultar com um terapeuta, buscando ajuda para controlar seu vício de fumar vários maços de cigarro por dia. Muitas vezes ele havia tentado parar de fumar, mas sem sucesso. O terapeuta, para ajudá-lo, admitiu ao paciente:

- Sabe, eu também costumava fumar muito. Tentei parar, convencendo a mim mesmo que cigarros são nojentos, prejudiciais à minha saúde e perigosos também para minha família. E funcionou, mas apenas por alguns poucos dias. Passado algum tempo, eu voltei a me convencer que fumar não era algo assim tão ruim. Tentando racionalizar, decidi que voltaria a fumar apenas alguns poucos cigarros por dia, e sempre longe da minha família, de preferência onde ninguém poderia me ver. E assim foi no início, mas com a volta do hábito de fumar, tive uma forte recaída e logo estava fumando tanto quanto antes, mesmo na presença da minha família.

- E como você realmente conseguiu parar de fumar? - perguntou o paciente, curioso.

- Certa vez – disse o terapeuta – eu tentei uma estratégia diferente. Peguei um cigarro na mão, olhei fixamente para ele por alguns instantes e disse para mim mesmo: 'Sim, este cigarro me trará muito prazer se eu fumá-lo. E o que eu desejo agora é fumá-lo para sentir este prazer. Mas eu decidi que vou parar.

- Esta mudança de atitude funcionou para conter meu vício, e depois disso eu nunca mais fumei – finalizou o terapeuta – O motivo de esta técnica ter funcionado é que eu não tentei me enganar, fingindo que o cigarro não me dava prazer. Em vez disso, eu decidi admitir para mim mesmo que eu desejava fumar um cigarro, mas que preferia controlar meu desejo".

Assim deve ser nossa atitude em relação aos nossos vícios. Não podemos tentar nos enganar. Temos que encarar o problema de frente e buscar soluções que possam realmente nos ajudar a fugir dos nossos vícios e desejos, principalmente daqueles que prejudicam as nossas vidas e as vidas das pessoas em volta.

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Nesta semana lemos a Parashá Tzav, que continua descrevendo as leis dos Korbanót (sacrifícios) que eram oferecidos no Mishkan (Templo Móvel). E um dos Korbanót era o "Korban Todá", o sacrifício de agradecimento, trazido por uma pessoa que havia passado por um grande risco de vida. O Korban servia para a pessoa reconhecer que a mão de D'us estava por traz de sua salvação, evitando assim o grave erro de pensar que as coisas acontecem por acaso, sem controle. E muitas vezes esta Parashá é lida no "Shabat HaGadol", o último Shabat antes da festa de Pessach, que começa na próxima segunda feira de noite (25/03). Talvez uma das conexões da Parashá Tzav com a festa de Pessach é que, da mesma forma que o Korban Todá era um lembrete para a pessoa não se esquecer da "Mão de D'us" em sua salvação, assim também é Pessach, a festa em que reunimos nossas famílias, principalmente durante o Seder de Pessach, e recordamos de todos os milagres que D'us fez para nos salvar do Egito.

A salvação do Egito não foi apenas uma salvação física. O povo judeu estava em uma terrível queda espiritual. O profeta Yechezkel, para descrever a decadência espiritual do povo judeu durante a escravidão no Egito, após dois séculos no lugar mais promíscuo e idólatra do mundo, utiliza a seguinte expressão: "Ve At Eirom VeEria" (Yechezkel 16:7), que significa literalmente "você estava nua e sem roupa". O que significa esta expressão, e por que o profeta utilizou duas linguagens aparentemente redundantes, nu e sem roupa?

Além disso, o profeta Yechezkel também descreve que quando D'us viu o povo judeu naquele nível tão baixo, sob a terrível opressão egípcia, Ele falou: "Vocês devem viver através do seu sangue, vocês devem viver através do seu sangue" (Yechezkel 16:6). O Midrash (parte da Torá Oral) ensina que as duas menções do sangue se referem ao sangue do Brit Milá (circuncisão) e ao sangue do Korban Pessach. O que isto significa? O povo judeu estava em um nível espiritual muito baixo, também imersos em idolatria e promiscuidades, e por isso não tinham méritos suficientes para serem salvos por D'us. Mas com as Mitzvót do Brit Milá e do Korban Pessach, eles conseguiram se elevar e atingir o nível necessário para a salvação. Porém, como o sangue do Brit Milá e o sangue do Korban Pessach serviram como antídoto para o nível espiritual baixo do povo judeu, descrito como "nu e sem roupa"?

Explica o Rav Yohanan Zweig que a linguagem "Eirom", que significa "nu", se refere a um nível de nudez no qual a pessoa sente a vergonha e a humilhação de estar sem roupa. É o mesmo termo que a Torá utiliza quando Adam e Chava (Adão e Eva), após terem comido do fruto proibido, tiveram consciência de sua nudez e se esconderam por causa da vergonha. Já a linguagem "Eria", que significa "sem roupa", vem da raiz "Ervá", uma linguagem que está relacionada com libertinagem e imoralidade. É um nível no qual a pessoa perde a sua grandeza de ser humano e não sente mais nenhuma vergonha ou humilhação por estar nu. Os animais não tem nenhuma vergonha de sua nudez, pois a vergonha é um sentimento inato do ser humano. Quando uma pessoa cai neste nível, ela desce a um grau igual ao dos animais. De onde vem esta dessensibilização? Do constante envolvimento com comportamentos imorais.

Da mesma forma que isto ocorre no mundo material, também ocorre em um sentido espiritual. Uma pessoa que se afasta dos caminhos corretos pode sofrer duas consequências espirituais diferentes. Em um primeiro nível, a pessoa comete transgressões mas sente vergonha por isso. Porém, há um nível ainda mais baixo, no qual a pessoa se sente confortável com seus maus atos e perde a sensibilidade, não sentindo nem mesmo vergonha dos seus erros. Neste nível, a pessoa perde o foco do que é requerido dela como ser humano.

Antes da saída do Egito, o povo judeu havia caído no 49º grau de impureza espiritual, em uma gradação que ia até 50. O profeta Yechezkel nos ensina que eles estavam tão dessensibilizados que já não sentiam nenhuma vergonha de estarem "nus espiritualmente", isto é, desprovidos de qualquer espiritualidade. O enorme peso da escravidão, junto com o profundo envolvimento com as idolatrias egípcias, desumanizaram tanto os judeus que eles perderam até mesmo a vergonha de sua condição espiritual tão baixa. Por isso o profeta utilizou as duas linguagens, para demonstrar que não apenas o povo judeu pecava, mas já não sentia nem mesmo a vergonha pelos seus erros.

O Talmud (Sanhedrin 62b) ensina que a idolatria é, na verdade, um meio que a pessoa utiliza para entrar em imoralidades. Enquanto uma pessoa sente vergonha do seu comportamento imoral, ela não pode aproveitar totalmente a libertinagem, pois sua consciência não a deixa. A única maneira é tirar de si a responsabilidade com D'us, e a idolatria é a maneira de atingir esta "liberdade". A escravidão piorou ainda mais a situação, pois o escravo é o protótipo da pessoa que não tem responsabilidade por seus atos e suas consequências futuras, se envolvendo muito mais facilmente em comportamentos promíscuos. Neste contexto, foram necessárias as duas Mitzvót, o Brit Milá e o Korban Pessach, para afastar o povo judeu do caminho da idolatria e da imoralidade, e trazer os méritos necessários para a salvação.

Explica o Rambam (Maimônides) que o Brit Milá é um símbolo de moralidade, sendo especificamente realizado no órgão reprodutor para nos ensinar a elevarmos nossos desejos e energias e canalizá-los ao cumprimento do nosso propósito na vida, o oposto do que fazem os animais, que são completamente dominados e guiados apenas por seus desejos. Ainda segundo o Rambam, o Korban Pessach era a negação final da idolatria. O cordeiro era a divindade egípcia e, portanto, o abate do cordeiro demonstrava a lealdade do povo judeu com D'us. Os dois sangues ajudaram o povo judeu a retomar o foco, possibilitando a redenção.

Quando lemos a Hagadá na noite do Seder de Pessach e dizemos "Se D'us não tivesse tirado nossos antepassados do Egito, nós, nossos filhos e os filhos dos nossos filhos ainda estaríamos subjugados ao Faraó no Egito", estamos reafirmando que se D'us não tivesse nos tirado do Egito, estaríamos até hoje entregues à promiscuidade e à idolatria, dois erros que nos afastam do nosso caminho correto e não nos deixam cumprir o nosso papel espiritual no mundo.

Da mesma forma que o povo judeu foi salvo pelo mérito dos dois sangues, do Brit Milá e do Korban Pessach, que possamos meritar a nossa salvação final voltando nossos corações para D'us em Emuná (fé) completa e canalizando nossos desejos apenas para fazer o que é correto na vida.

SHABAT SHALOM e PESSACH KASHER VE SAMEACH

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 15 de março de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIKRÁ 5773


BS"D

MATERIALIZANDO O MUNDO ESPIRITUAL - PARASHÁ VAYIKRÁ 5773 (15 de março de 2013)

O Rav Moshe Feinstein, um dos maiores rabinos dos Estados Unidos na geração passada, foi um grande conhecedor da Halachá (Lei judaica). Pessoas do mundo inteiro procuravam-no para fazer perguntas e se aconselhar com ele.

Certa vez o Rav Moshe Feinstein estava dentro da sinagoga quando foi chamado para atender um importante telefonema de alguém que ligava de fora dos Estados Unidos. Na época, as ligações internacionais eram caríssimas. O Rav Moshe Feinstein se levantou apressadamente para atender o telefonema, mas ao chegar à porta da sinagoga, ele parou. Havia uma pessoa rezando, e a única maneira de sair seria passando na frente dela. Mas segundo a lei judaica, é proibido passar na frente de uma pessoa que está rezando a Amidá (reza silenciosa). O Rav Moshe Feinstein esperou até que a pessoa terminasse sua reza e somente então saiu para atender o telefonema. Mais tarde, um de seus alunos perguntou:

- Desculpe, Rav, mas por que você não saiu imediatamente para atender o telefonema, se você sabia que era uma ligação tão cara e importante?

- É muito simples - respondeu o Rav Moshe Feinstein - a única maneira de sair da sinagoga seria atravessando a parede, e eu não sei atravessar paredes...

Para o Rav Moshe Feinstein, a proibição de passar na frente de alguém que está rezando era tão palpável que se assemelhava a atravessar uma parede. E como ele, há muitas pessoas que se esforçam e conseguem sentir as leis do mundo espiritual de forma tão palpável quanto as leis do mundo material.

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Nesta semana começamos o terceiro livro da Torá, Vayikrá, que trata principalmente dos serviços feitos pelos Cohanim (sacerdotes) no Mishkan (Templo Móvel). E a Parashá desta semana, Vayikrá, descreve um dos principais serviços do Mishkan, um dos pilares do povo judeu, que eram os Korbanót (sacrifícios). A palavra "Korban" vem da mesma raiz da palavra "Karov", que significa "perto". O Korban era uma forma de reaproximação, para as pessoas que haviam se afastado de D'us.

A Parashá descreve vários tipos de Korbanót, mas entre eles há dois que chamam a atenção: o Korban "Chatat", que era oferecido por aqueles que haviam cometidos certas transgressões não intencionais, como desrespeitar o Shabat "beshogueg" (não intencionalmente, isto é, sem saber que certa atividade era proibida no Shabat ou ter feito uma atividade proibida por ter esquecido que era Shabat), e o Korban "Asham Talui", que era oferecido por alguém que havia se colocado em uma situação na qual havia dúvida se tinha cometido uma transgressão, como alguém que estava diante de dois pratos, um deles com gordura de boi e o outro com "Chelev" (parte proibida da gordura do boi), e não sabe de qual dos dois pratos comeu.

Mas ao refletir sobre estes dois Korbanót, surge uma grande dúvida. Em ambos os casos, as transgressões não foram intencionais. Se o objetivo do Korban era reaproximar a pessoa de D'us, qual era a necessidade daqueles que transgrediram sem intenção de oferecerem um Korban, já que o erro não tinha nenhuma maldade ou rebeldia contra D'us envolvida?

A resposta é que quando uma pessoa comete uma transgressão, mesmo sem intenção, isto demonstra que há um elemento de descuido em seus atos. Em ambos os casos, se a pessoa tivesse sido mais cuidadosa, ela nunca teria chegado ao ponto de transgredir. Explica o Sefer HaChinuch que o Korban Asham Talui não vinha trazer expiação pela possível transgressão cometida, e sim pela falta de cuidado que causou a dúvida, o que é uma transgressão por si só.

Mas se o erro era a falta de cuidado, como o ato de oferecer um Korban ajudava a pessoa a consertar seu erro?  Explica o Rav Yonathan Guefen que para entender, precisamos perceber a diferença de como lidamos com o mundo material e com o mundo espiritual. Por exemplo, se uma pessoa tivesse qualquer suspeita de que uma substância venenosa foi misturada à sua comida, ela certamente deixaria a comida de lado. Isto ocorre por termos total consciência das terríveis consequências de um envenenamento. Mas da mesma maneira que cada ato físico tem consequências, o mesmo se aplica a cada ato espiritual, pois as leis espirituais são tão rígidas quanto as leis físicas. Quando comemos algo proibido, como a mistura de carne com leite, também estamos sujeitos às terríveis consequências de um envenenamento espiritual e, portanto, deveríamos ser extremamente cuidadosos com qualquer coisa que possa nos causar danos espirituais. Mas diferentemente do veneno, quando a dúvida é em relação à kashrut de um alimento, procuramos justificativas para nos permitir comer. Por que para nós é tão difícil alcançar o mesmo nível de consciência das causas e consequências espirituais como temos claridade em relação ao mundo material? E como os Korbanót nos ajudavam nesta conscientização?

Em primeiro lugar, o mundo material é completamente tangível e palpável para nós, e podemos perceber, com nossos 5 sentidos, as consequências dos nossos atos. Mas o mundo espiritual não é tangível e palpável, e por isso não conseguimos ver o resultado das nossas ações. Uma pessoa que desrespeita o Shabat não consegue perceber a extensão de seu ato, pois nunca conseguiu visualizar as consequências. Se a pessoa pudesse ver o que acontece nos mundos espirituais quando ela acende uma luz no Shabat, certamente se afastaria com todas as suas forças de transgredir. E este cuidado a levaria a se proteger, para que não transgredisse nem mesmo sem intenção. Por isso trazer um Korban ajudava a pessoa a consertar seu erro. As consequências do seu erro espiritual, que não eram palpáveis, tornavam-se bem visíveis. O longo e caro processo de viajar até Jerusalém para trazer um Korban, além de presenciar a chocante cena da morte do animal, deixava muito claro para o transgressor que nossas atitudes erradas podem ter consequências dramáticas.

O segundo motivo é que estamos tão acostumados com o Atributo de Misericórdia de D'us que acabamos caindo facilmente na armadilha de pensar que D'us automaticamente perdoa todos os nossos erros. Isto nos leva a termos menos medo das consequências negativas das nossas transgressões, como nos ensina o Talmud (Chaguiga 16a): "Se o Yetzer Hará (má inclinação) te disser: 'Peque pois D'us vai te perdoar', não o escute". Mas este é um grande equívoco. Existe julgamento por cada consequência espiritual causada, e a total consciência disso é o que leva a pessoa a ser mais cuidadosa em seus atos. Neste sentido o Korban também ajudava o transgressor, pois tirava dele este conceito equivocado de que D'us "deixa passar". Ao necessitar deste árduo processo de oferecer um Korban, a pessoa entendia que não existe perdão sem esforço e sem um arrependimento sincero pelo erro cometido.

Uma demonstração do quanto estamos afastados da nossa realidade espiritual pode ser enxergada na terrível transgressão de Lashon Hará (falar mal das pessoas). Se alguém nos oferecesse 100 reais para falarmos Lashon Hará, certamente recusaríamos. Algumas pessoas recusariam até mesmo 1000 reais ou mais. Então por que falamos tanto Lashon Hará, e de graça? Pois quando temos claridade total de que nosso ato será uma grave transgressão e o grande mal que fará para nossa alma, conseguimos vencer o teste. Mas sem esta claridade, no calor do momento não conseguimos vencer o teste. Mesmo sabendo da proibição e de suas consequências, racionalizamos e procuramos desculpas para justificar nosso ato.

Em nossos dias, que não temos mais os Korbanót como lembrete para nos afastar das transgressões, como fazer para internalizar em nossos corações a realidade das consequências espirituais dos nossos atos? Uma forma é através do estudo da Torá, para que os conceitos espirituais se tornem mais familiares. Mas não pode ser apenas um estudo intelectual, precisamos estudar de uma maneira em que a Torá seja absorvida, isto é, que se torne parte de nossas vidas. Somente assim os conceitos espirituais intangíveis podem se transformar em conceitos palpáveis, o que nos ajudará a evitarmos as transgressões e nos tornarmos pessoas melhores.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 7 de março de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5773


BS"D

EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5773 (08 de março de 2013)

"Como você espera que as crianças escutem seus pais? Veja como se comportam seus heróis! O Tarzan vive seminu; a Cinderela volta para casa depois da meia-noite; o Pinóquio conta mentiras o tempo todo; o Aladdin é o rei dos ladrões; o Batman dirige a 320 km/h; a Bela Adormecida é preguiçosa; a Branca de Neve vive em uma casa com 7 homens.

Nós não devemos ficar surpresos quando nossos filhos se comportam mal. Eles aprenderam com seus livros de história"

Procuramos a fonte dos atuais problemas de educação dos jovens em tantos lugares, mas não sabemos que a resposta está bem mais perto do que imaginamos...

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Um dos grandes desafios de psicólogos e pesquisadores atualmente é entender por que há tanta violência e drogas entre os jovens. Tornaram-se comuns casos de rebeldia e falta de limites. Qual é a raiz deste problema, que traz tanta dor de cabeça para os pais? A resposta está nas Parashiót lidas nesta semana, Vayakel e Pekudei.

Enquanto as Parashiót Terumá e Tetzavê descreveram a construção do Mishkan na teoria, as Parashiót Vayakel e Pekudei descrevem os trabalhos práticos de construção. E assim diz um dos versículos da Parashá Vayakel: "E todas as mulheres que elevavam os seus corações com sabedoria fiavam o pelo das cabras" (Shemot 35:26). Mas é assim tão difícil fiar pelo de cabras, a ponto de ser necessário a Torá louvar a sabedoria das mulheres que fizeram este trabalho?
 
Uma parte do Mishkan era coberta com cortinas feitas de pelo de cabra. Para tecer o pelo das cabras, o normal é primeiro cortá-lo e somente depois começar todos os processos para trabalhar os fios. Explica Rashi, comentarista da Torá, que no povo judeu havia mulheres que tinham a incrível sabedoria de trabalhar o pelo das cabras sem cortá-lo, isto é, enquanto ainda estava conectado com as cabras vivas.

Mas esta explicação do Rashi desperta uma grande curiosidade: é verdade que transformar em cortina o pelo da cabra enquanto ele ainda está conectado ao animal é uma grande sabedoria. Mas para que isto era necessário? Por que não trabalhar o pelo das cabras da maneira tradicional, depois que ele já havia sido cortado, o que facilitaria muito o trabalho das mulheres?

Explica o Rav Meir Tzvi Bergman que o Mishkan era um lugar de grande pureza espiritual e, portanto, todas as suas partes e utensílios deveriam ser completamente puros. Nossos sábios explicam que, entre as leis sobre pureza e impureza espiritual, há uma regra de que nenhum animal vivo, e nenhuma parte do seu corpo, recebe impureza espiritual. Por isso as mulheres utilizaram a incrível técnica de fazer as cortinas do Mishkan com o pelo ainda conectado às cabras, evitando assim qualquer risco de contaminação espiritual. Provavelmente estas cortinas eram mantidas conectadas às cabras até o momento de sua utilização, quando eram cortadas e imediatamente incorporadas ao Mishkan, sem nenhum risco de se impurificar.

Mas de acordo com um comentário do Rambam (Maimônides), ainda assim fica difícil entender qual o motivo da utilização desta sabedoria especial das mulheres. Explica o Rambam, em um comentário sobre as Mishnaiót (parte da Torá Oral), que há maneiras de purificar objetos que receberam impurezas espirituais. Isto quer dizer que, mesmo se as cortinas entrassem em contato com qualquer tipo de impureza, elas poderiam ser purificadas para serem utilizadas no Mishkan. Portanto, por que as mulheres queriam garantir a pureza das cortinas de uma maneira tão difícil e complicada, se havia uma maneira muito mais fácil?

Há uma interessante passagem do Talmud (Baba Metsia 85b), que nos ajuda a encontrar a resposta. O Talmud conta que Rav Chia, um dos grandes sábios do povo judeu, queria garantir que a Torá nunca seria esquecida. O que ele fazia? Pessoalmente plantava sementes de linho. Com o linho ele costurava redes, com as quais caçava cervos. A carne dos cervos era utilizada para alimentar órfãos, enquanto a pele era usada como pergaminho, para escrever os 5 livros da Torá. Então ele ia com a Torá que havia escrito na pele de cervo de cidade em cidade, para ensinar Torá e Mishnaiot para as crianças. Assim ele garantia que a Torá nunca seria esquecida.

Mas se o intuito era apenas garantir que a Torá não seria esquecida, por que simplesmente o Rav Chia não pegava uma Torá pronta e ensinava às crianças? Por que precisava até mesmo plantar o linho e fazer a rede para caçar? A resposta é que a melhor garantia do sucesso espiritual é fazer cada pequena etapa do processo, do início até o final, com intenções puras e sem interesses pessoais. E assim afirmava o Gaon Mi Vilna, que se uma sinagoga fosse inteiramente construída com intenções puras, isto é, desde cada tijolo assentado e cada prego fixado na parede, e até mesmo as ferramentas dos trabalhadores fossem fabricadas com as mais puras intenções, e tudo fosse feito com o único intuito de cumprir a vontade de D'us, então era garantido que naquele lugar sagrado ninguém nunca teria um pensamento impuro durante as rezas, pois o Yetzer Hará (má inclinação) não receberia permissão de influenciar ninguém em um local tão puro. Foi por isso que o Rav Chia, para garantir que a Torá não seria esquecida, cuidou de tudo desde o princípio, isto é, desde o plantio das sementes, para garantir a pureza total de cada pequena parte do processo. Somente assim a transmissão da Torá, em sua máxima pureza e elevação,  estaria garantida.

É por isso também que as mulheres que teceram as cortinas do Mishkan escolheram a maneira mais difícil de prepará-las, pois era a forma de garantir que tudo seria feito com muita pureza. Como elas estavam participando da construção da estrutura mais sagrada que o mundo já havia visto, elas fizeram de tudo para que nenhum tipo de impureza pudesse estar presente. Cada pequena parte do trabalho com o pelo das cabras, isto é, desde pentear, lavar e fiar, era feito com ele ainda conectados aos animais, em um estágio em que o pelo ainda não se contaminava com nenhuma impureza. Isto garantia que o resultado final seria uma cortina no máximo grau de pureza e devoção.

Mas quantas pessoas no mundo sabem pentear, lavar e fiar a lã enquanto ela ainda está conectada à cabra viva? Certamente muito poucas. É uma técnica muito difícil, são necessárias aptidões naturais, dedicação e longos treinamentos. Mas se as mulheres que fizeram as cortinas foram escravas no Egito durante toda a vida, como adquiriram esta destreza? A resposta está no começo do versículo: "E todas as mulheres que elevavam os seus corações com sabedoria". As mulheres realmente não conheciam esta técnica, não tinham feito cursos e não tinham ninguém para orientá-las durante a execução. Mas elas tinham o coração puro e determinado a cumprir a vontade de D'us. Quando elas se voluntariaram e voltaram seus corações para D'us em busca de ajuda, Ele as iluminou com toda a sabedoria necessária.

Este ensinamento está diretamente conectado com um dos principais fundamentos da educação dos filhos. Se quisermos que uma criança seja pura e possa levar esta pureza para toda a vida, precisamos cuidar da sua educação desde o nascimento. Cada etapa do seu desenvolvimento deve ser acompanhada de perto pelos pais, para afastar qualquer tipo de má influência. E, acima de tudo, os pais devem se esforçar para que todos seus atos também sejam feitos com pureza, pois muito mais do que palavras, o que mais educa um filho é o exemplo pessoal dos pais.

Não podemos esquecer que infelizmente o contrário também é válido. Quando uma criança é educada desde pequena sem a devida atenção dos pais e é exposta desde cedo a jogos com violência e uma programação de televisão recheada com cenas de promiscuidade, consumismo desenfreado e violência, como podemos esperar que esta criança cresça com boas características e valores? Atualmente os pais não têm mais tempo de acompanhar a educação dos seus filhos, acreditam que é suficiente contratar uma babá e matricular os filhos em uma boa escola. Mas a prática vem demonstrando que crianças educadas desta maneira, sem a participação ativa dos pais, se transformam em jovens problemáticos, que não respeitam os mais velhos, não conhecem seus limites e não estão dispostos a seguir regras. Isto tem um impacto negativo em toda a sociedade, com aumento no número de acidentes com motoristas jovens completamente embriagados, overdoses de drogas e vandalismo. Resumindo, vemos um fracasso total na atual "educação à distância" dos nossos filhos.

Da mesma forma que trabalhar o pelo das cabras com ele ainda conectado ao animal é algo quase impossível, um trabalho que necessita de uma destreza fora do normal, o mesmo se aplica à difícil tarefa de educar os filhos da maneira correta. Então como fazer para termos sucesso na educação dos nossos filhos? A resposta não está em buscar apoio pedagógico e se aprofundar em técnicas trazidas por livros que ensinam a educar os filhos. No caso das cortinas do Mishkan, para que as pessoas vencessem as limitações e fizessem o impossível, foi necessário que seus corações os levassem a fazer o que era correto. Aqueles que se esforçaram acima do normal para fazer o Mishkan com o máximo de pureza receberam de D'us o dom e a sabedoria de como fazer isso. Assim também certamente acontecerá com os pais que, com dedicação especial, voltando seus corações para D'us, se esforçarem para que seus filhos sejam educados no máximo nível de pureza, se tornando pessoas saudáveis e que possam contribuir para que o mundo seja um lugar melhor.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 1 de março de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ KI TISSÁ 5773


BS"D


MUITA CALMA NESTE MOMENTO - PARASHÁ KI TISSÁ 5773 (01 de março de 2013)


Duas pessoas fizeram uma aposta. Aquele que conseguisse fazer o sábio Hilel, um dos maiores sábios de sua geração, ficar nervoso, receberia a quantia de 400 moedas. Um dos homens aceitou imediatamente a aposta e imaginou uma maneira de irritar Hilel. O que ele fez? Na tarde de sexta-feira, véspera de Shabat, Hilel estava ocupado, lavando a cabeça. Então aquele homem passou pela porta de sua casa e gritou de forma desrespeitosa: "É aqui que vive aquele tal de Hilel?". Imediatamente o sábio interrompeu seu banho, vestiu-se, saiu e disse humildemente: "Meu filho, eu sou Hilel. Em que posso te ajudar?". O homem fez uma pergunta extremamente tola, cuja resposta certamente não era necessária naquele momento. Mas Hilel não se alterou. Disse, com um sorriso no rosto, que aquela era uma excelente pergunta, e deu a resposta.

Algum tempo depois, quando Hilel havia recomeçado a lavar seu cabelo, o homem voltou. Novamente chamou Hilel de uma maneira depreciativa e, fazendo-o sair mais uma vez do banho, fez outra pergunta estúpida. Mas novamente Hilel não se alterou, ao contrário, elogiou a pergunta e deu a resposta com um largo sorriso. E assim o homem repetiu mais algumas vezes a mesma tentativa, mas não obteve sucesso em irritar Hilel.

Na última tentativa, o homem já estava visivelmente irritado. Ele disse: "Eu tenho muitas perguntas a fazer, mas temo que você possa irritar-se com tantas perguntas". Então Hilel sentou-se ao seu lado, com muita tranquilidade e paciência, e incentivou-o a perguntar tudo o que quisesse. Já sem paciência, o homem começou a blasfemar o grande sábio Hilel. Ainda mantendo a mesma tranquilidade de sempre, Hilel perguntou o motivo daquela agressividade. O homem explicou que Hilel o havia feito perder 400 moedas por não ter conseguido irritá-lo. Então Hilel afirmou:

- Vale a pena que você perca 400 moedas, e perca mais 400 moedas, para que saiba que nunca conseguirá fazer Hilel ficar nervoso" (Adaptado do Talmud, Tratado de Shabat 30b)

Da mesma forma que Hilel conseguia manter a calma e a paciência mesmo nas situações mais estressantes, assim devemos nos esforçar para manter sempre a calma e a tranquilidade. Pois a raiva nos faz perder o controle, enquanto a paciência nos faz sermos donos verdadeiros dos nossos atos.

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A Parashá desta semana, Ki Tissá, descreve uma das maiores tragédias que ocorreu na história do povo judeu: o "Chet HaEguel" (Pecado do bezerro de ouro). 40 dias após D'us ter se revelado para os judeus no Monte Sinai, o povo fez um bezerro de ouro, deixando D'us furioso.

O que os levou a fazer este erro tão grave? Moshé avisou ao povo que subiria no Monte Sinai para receber a Torá e desceria dentro de 40 dias. Mas como houve uma falha na contagem, o povo achou que Moshé estava demorando demais e imaginou que ele tinha morrido. Então o povo se desesperou e fez o bezerro de ouro, não como um novo deus, mas como um intermediário entre eles e D'us, pois acreditavam que a presença de D'us era algo tão poderoso que somente através de um intermediário conseguiriam se comunicar com Ele.

Apesar das boas intenções, isto foi considerado uma transgressão tão grave que D'us decidiu destruir todo o povo judeu, como Ele anunciou para Moshé: "E agora Me deixe e Minha fúria queimará sobre eles e Eu os destruirei, e Eu farei de você um povo grande" (Shemot 32:10). Em um primeiro momento Moshé achou que não adiantava nem mesmo rezar pelo povo, mas quando escutou que D'us disse "Me deixe", entendeu que o destino do povo judeu estava em suas mãos.

Moshé então nos ensinou a força da Tefilá (reza). Ele subiu novamente no Monte Sinai e, por 40 dias, implorou pelo perdão de D'us, e não desceu até que D'us garantisse que perdoaria o povo. Moshé subiu no Monte Sinai pela terceira vez, onde permaneceu mais 40 dias recebendo novamente a Torá. E nesta terceira vez, D'us ensinou a ele como evitar futuras tragédias no povo judeu, como a do bezerro de ouro, que quase causou a destruição de todo o povo. D'us ensinou a Moshé como rezar e o que pedir em momentos de dificuldades. Há um Midrash (parte da Torá Oral) que diz que D'us se cobriu com um Talit, passou diante de Moshé e pronunciou os "13 Atributos de Misericórdia" que estão escritos na Parashá: "Hashem, Hashem, D'us Misericordioso e Gracioso, Devagar em se irritar e Abundante em Bondade e Verdade. Guarda a bondade por milhares de gerações, Perdoa nossos erros, Pecados intencionais e Transgressões, e Ele limpa" (Shemot 34:6,7).

O que significa que D'us se cobriu com um Talit? Quando alguém veste seu Talit, cobre com ele a cabeça, bloqueando as interferências externas. D'us ensinou a Moshé que assim deve ser nossa Tefilá, não uma conversa com as paredes ou com o Sidur (livro de rezas), mas com o Criador do Universo. É uma grande oportunidade e, portanto, deve ter foco e concentração. Além disso, os "13 Atributos de Misericórdia" são uma forma de suplicar a D'us para que Ele seja misericordioso conosco e que nossos erros não sejam punidos de forma muito severa. Por isso pronunciamos repetidas vezes estas palavras em momentos delicados, como em Rosh Hashaná e Yom Kipur, quando nossas vidas estão em jogo.

Há um comentarista da Torá chamado Alshich que acrescenta algo muito interessante. Ele diz que não é suficiente apenas pronunciar os "13 Atributos de Misericórdia", temos que nos comportar com estas mesmas características, pois D'us se comporta "Midá Kenegued Midá" (medida por medida), isto é, da maneira como nos comportamos aqui embaixo, assim despertamos a misericórdia nos mundos superiores. Por isso, se esperamos que D'us nos trate com misericórdia, então também devemos nos comportar em relação aos outros com muita misericórdia.

Mas como fazer isso na prática? Como se comportar com a misericórdia de D'us em nossos atos cotidianos? O Rav Moshe Cordovero, um famoso Cabalista que viveu há cerca de 500 anos, escreveu um interessante livro chamado "Tomer Dvora", que nos explica o que significa cada um dos Atributos de Misericórdia de D'us e como nos comportar como Ele.

Um exemplo é o primeiro Atributo, que nos ensina sobre a paciência de D'us, que é chamado pelos anjos de "Rei humilhado". Por que? Pois D'us tem conhecimento e controle sobre tudo, ninguém levanta um dedo se D'us não permitir. É Ele quem nos dá a força para fazermos qualquer coisa. Portanto, toda vez que alguém comete uma transgressão, está fazendo um ato contra D'us utilizando Sua própria força.

E por que D'us permite que isto aconteça? Não é porque Ele não tem poder de impedir os maus atos da pessoa. Ele poderia facilmente paralisar imediatamente os braços e as pernas do transgressor. Mas Ele não faz isso por misericórdia. Ele é paciente, Ele prefere passar a enorme humilhação da pessoa utilizar a Sua força contra Ele mesmo apenas para dar a chance ao transgressor de se arrepender. Apesar da humilhação que precisa aguentar, D'us é misericordioso e paciente conosco.

Ensina o livro Tomer Dvora que se queremos que D'us se comporte assim conosco nos momentos em que precisamos de Sua misericórdia, então assim devemos nos comportar com nossos companheiros. Quando alguém faz algo que nos irrita, devemos ter paciência. Mesmo que alguém nos humilhe, devemos ter misericórdia. Pois quando nós "humilhamos" D'us, Ele tem muita paciência conosco.

Diz o Rav Moshe Cordovero que através dos "13 Atributos de Misericórdia" podemos nos assemelhar ao Criador. Quando despertamos a força de Misericórdia Celestial, não fazemos um bem apenas para nós mesmos, mas fazemos com que esta Misericórdia brilhe sobre o mundo inteiro. Portanto, em um instante de autocontrole, quando seguramos nossa raiva e temos paciência com alguém que nos ofendeu, podemos estar beneficiando o mundo inteiro. Precisamos nos esforçar para atingir este elevado nível espiritual, pois enquanto o fruto da raiva é o arrependimento, o fruto da paciência é trazer luz para o mundo inteiro.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TETZAVÊ E PURIM 5773


BS"D
SENTINDO O AMOR - PARASHÁ TETZAVÊ E PURIM 5773 (22 de fevereiro de 2013)

"Certa vez Napoleão Bonaparte entrou correndo na casa de um judeu russo pedindo ajuda. Soldados do exército russo o perseguiam para matá-lo e Napoleão estava tremendo, apavorado. O judeu sentiu misericórdia e decidiu ajudá-lo. Escondeu-o sob um colchão e, quando os russos entraram, deitou-se nele para disfarçar. Os soldados revistaram toda a casa e, como não encontraram nada, foram embora.

Napoleão suspirou aliviado. Sentiu uma alegria imensa por ter escapado com vida. Tinha agora uma imensa dívida de gratidão com aquele judeu que havia se arriscado para escondê-lo. Entregou-lhe um bilhete, que continha sua assinatura e o selo real, e disse ao judeu:

- Amigo, serei eternamente grato a você. Apresente este bilhete aos oficiais do meu palácio e você terá acesso livre. Não hesite em me procurar caso precise de algo.

Anos mais tarde, aquele judeu estava em Paris e resolveu entrar no palácio de Napoleão. Mostrou o bilhete aos oficiais e foi imediatamente levado à presença do imperador, que ficou muito feliz em revê-lo. Napoleão relembrou ao judeu que ele poderia pedir o que quisesse. O judeu, um pouco sem jeito, disse:

- Imperador, eu não preciso de nada, mas eu tenho um pedido. Na verdade, uma curiosidade. Queria saber o que você sentiu quando estava sob o colchão e quase foi capturado pelos russos, mas conseguiu se salvar.

Napoleão teve um acesso de raiva. Como aquele homem ousava fazer uma pergunta daquelas ao imperador? Imediatamente chamou seus guardas, mandou prender aquele judeu e anunciou que ele seria enforcado em praça pública no dia seguinte, por desacato ao imperador.

No dia seguinte, com o imperador presente, o judeu foi trazido pelos soldados para a praça central, onde foi montada a forca. Ele chorava e implorava por misericórdia. Sua cabeça foi coberta com um pano preto, ele foi posicionado sob a forca e a corda foi colocada em volta do seu pescoço. Então o carrasco começou a contagem regressiva. O judeu tremia e chorava sem parar. Quando faltava um segundo, o imperador mandou parar a contagem. Tirou a forca do pescoço do homem, descobriu sua cabeça e avisou que ele estava livre. E antes que o judeu pudesse entender o que estava acontecendo, Napoleão abriu um sorriso e disse:

- Amigo, respondendo à sua pergunta, foi assim que eu me senti..."

Assim também o povo judeu se sentiu, ao ser salvo do decreto de morte de Haman, quando parecia que já não havia mais nenhuma esperança.

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Na Parashá desta semana, Tetzavê, a Torá descreve as roupas usadas pelos Cohanim (sacerdotes), que eram feitas com materiais nobres para dar a honra merecida àqueles que faziam os serviços do Mishkan (Templo Móvel), como os Korbanót (sacrifícios) e o acendimento da Menorá. E esta Parashá em geral antecede uma das festas mais alegres do povo judeu, Purim, que começa no Sábado a noite (23/02), logo após o término do Shabat (em Jerusalém, Purim começa na noite de 24/02). Qual a conexão entre esta Parashá e Purim?

Um dos pontos em comum está em um dos versículos da Meguilat Ester, um dos livros do Tanach (Torá, Profetas e Escrituras) que é lido publicamente em Purim, tanto de noite quanto de manhã. A Meguilat Ester conta a história do grande perigo que os judeus passaram durante o exílio babilônico, após a destruição do Primeiro Beit Hamikdash (Templo Sagrado). Tudo aconteceu quando os Persas e Medas estavam no poder, e quem reinava era o rei Achashverosh, que não era descendente de reis e havia comprado o reinado. Por isso, ele tinha problemas de autoestima e necessitava constantemente demonstrar seu poder, como com a grande e suntuosa festa que ofereceu ao povo ao completar três anos do seu reinado. Ele aproveitou para mostrar aos convidados seus incontáveis tesouros, como diz o versículo: "Quando ele mostrou as riquezas do seu reino glorioso e o esplendor da sua excelente majestade por muitos dias, 180 dias" (Ester 1:4). Explica o Talmud (Meguilá 12a) que a palavra "esplendor", que em hebraico é "tiferet", é exatamente a mesma palavra utilizada na Parashá Tetzavê para descrever as roupas dos Cohanim, como está escrito: "Você deve fazer roupas de santidade para Aharon, seu irmão, para glória e esplendor" (Shemot 28:2). Explica o Talmud que Achashverosh vestia, durante o banquete, as sagradas roupas dos Cohanim, que haviam sido saqueadas durante a destruição do Beit Hamikdash por Nevuchadnetzar (Nabucodonosor).

Mordechai, o líder do povo judeu, havia proibido os judeus de participarem da festa de Achashverosh. Entre outras razões, Mordechai sabia que um dos motivos da festa era comemorar que o Beit Hamikdash ainda não havia sido reconstruído. Infelizmente muitos judeus não escutaram os ensinamentos de Mordechai e participaram do banquete. A consequência espiritual desta desobediência do povo foi a imediata subida de Haman ao poder. Por ser do povo de Amalek, Haman nutria um ódio mortal pelos judeus e, com astúcia, convenceu o rei Achashverosh a decretar a "Solução Final" do povo judeu, isto é, a morte de homens e mulheres, velhos e crianças, em um único dia. Apesar do grande perigo, D'us "virou o jogo" após o arrependimento do povo judeu. Haman e seus filhos foram enforcados, os inimigos dos judeus foram mortos e os judeus se salvaram.

O nome da festa, Purim, vêm da palavra "Pur", que significa "sorteio". Haman fez um sorteio para determinar o dia em que exterminaria o povo judeu, para demonstrar que acreditava que tudo era regido pelo acaso e não por D'us. Mas há outro detalhe interessante no nome da festa. Um dos dias mais sagrados do ano é, sem dúvida, Yom Kipur, o Dia do Perdão. Em hebraico, a palavra "Ki" significa "como". Yom Kipur, e toda sua santidade, é "Ki Pur", "como Purim". Isto nos ensina o quanto Purim, um dia que parece ser espiritualmente tão "despretensioso", é uma grande oportunidade de conexão espiritual.

Mas qual é a conexão entre estas duas festas? Apesar da semelhança nos nomes, são festas muito diferentes, quase opostas. Em Yom Kipur a Mitzvá é se isentar dos prazeres materiais. Não comemos, não bebemos, passamos o dia imersos em rezas, reflexões e choro de arrependimento pelos nossos erros cometido durante o ano. Já em Purim, a Mitzvá do dia é comer, beber e se alegrar. O que conecta estas duas festas tão diferentes?

Por que Yom Kipur é um dos dias mais sagrados do ano? Justamente porque neste dia D'us revela, de uma maneira mais intensa, Seu amor pelo povo judeu. Após um ano inteiro no qual cometemos erros, excessos e nos afastamos de D'us por estarmos conectados com o materialismo, em Yom Kipur o povo judeu se desconecta dos prazeres físicos e purifica seus pensamentos e atos, com a garantia de que, através do arrependimento sincero, todos os seus erros serão expiados e perdoados por D'us. Portanto, neste dia tão sagrado, cada judeu sente o quando D'us o ama profundamente e o quer de volta, apesar de todos os erros cometidos.

Explica o Rav Yossef Kaltsky que há outra situação na qual a pessoa percebe o amor de D'us de uma maneira mais intensa. É o que sente alguém que passou por um grande perigo de vida, uma situação na qual parecia que não havia mais esperanças, mas que no final se reverteu em uma milagrosa salvação. Este foi exatamente o sentimento que o povo judeu vivenciou nos dias de Mordechai e Ester, e esta é a fonte da verdadeira alegria de Purim: o reconhecimento do amor que D'us tem pelo povo judeu. Comer, beber e se alegrar em Purim não é apenas a expressão de alegria pela salvação do decreto de Haman. A alegria vem do reconhecimento do motivo que resultou na salvação: o amor de D'us pelo povo judeu. Este é o ponto em comum entre Yom Kipur e Purim.

Este sentimento, de perceber de uma maneira especial o amor de D'us, tem o potencial de fazer o ser humano chegar a elevados níveis espirituais. Esta elevação pode ser tão grande que o Talmud (Shabat 88a) afirma que a geração de Mordechai e Ester recebeu a Torá novamente. A diferença é que a Torá no Monte Sinai foi recebida com temor, enquanto a Torá desta geração foi recebida com amor. E neste mesmo potencial gigantesco todos nós podemos chegar no dia de Purim.

A geração de Mordechai e Ester teve o mérito de ver com seus próprios olhos a salvação milagrosa de D'us. Mas como nós, que não presenciamos o milagre, podemos nos elevar? Através da reflexão, recordando os grandes milagres que D'us faz de maneira oculta, através de pequenos atos cotidianos que, juntos, demonstram Seu enorme amor pelo povo judeu. Lembrando-se da nossa sobrevivência milagrosa, mesmo que em cada geração alguém se levante para tentar nos exterminar. Com este entendimento, não apenas nossa festa de Purim fica mais alegre, mas nossas vidas ganham uma nova perspectiva, ao estarmos conscientes que há Alguém que cuida de nós, com muito amor, o tempo inteiro.

SHABAT SHALOM E PURIM KASHER VE SAMEACH

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TERUMÁ 5773


BS"D

ENCONTRANDO SEU LUGAR IDEAL - PARASHÁ TERUMÁ 5773 (15 de fevereiro de 2013)

"O Rav Elchanan Wasserman desde cedo se destacou muito no estudo da Torá. Depois de casar, foi morar na casa do seu sogro e recusou muitos cargos rabínicos, alguns que lhe trariam muito prestígio, pois preferia se dedicar apenas ao estudo de Torá. Alguns anos mais tarde, começou a ensinar Torá e montou uma Yeshivá (Centro de estudos de Torá) para jovens alunos, onde começou a se destacar muito como professor de Torá.

Passados alguns anos, para evitar uma possível discussão com um rabino local, o Rav Elchanan Wasserman saiu do comando da Yeshivá e foi estudar no Kolel (Centro de estudos de Torá para homens casados) dirigido pelo Rav Israel Meir HaCohen, o Chafetz Chaim, onde continuou se destacando muito pela sua constância e dedicação nos estudos. Incentivado pelo Chafetz Chaim, montou uma nova Yeshivá para jovens alunos, mas a Primeira Guerra Mundial fez com que ele tivesse que fugir para vários lugares.

Após o fim da guerra, o Rav Elchanan Wasserman foi para a Polônia e tornou-se o Rosh Yeshivá (Diretor) de Novardok, que mais tarde, graças à sua genialidade, tornou-se a uma das Yeshivót mais famosas da Europa. A Yeshivá cresceu muito e, em poucos anos, tinha mais de 300 alunos. Influenciou de maneira significativa todo o Mundo de Torá da Europa e tornou-se um dos líderes de sua geração.

Mas momentos difíceis vieram e não havia mais dinheiro nem mesmo para comprar comida para os alunos. O Rav Elechanan Wasserman então decidiu viajar para os Estados Unidos, onde tinha certeza que conseguiria juntar muito dinheiro para a Yeshivá. Enquanto ainda estava nos Estados Unidos começou a Segunda Guerra Mundial, e muitos aconselharam o Rav Elchanan a ficar na América, onde estaria seguro. Voltar para a Europa, com o avanço das tropas nazistas, seria certamente um grande risco de vida. Mas ninguém conseguiu convencer o Rav Elchanan a ficar. Sua única preocupação era com seus alunos, que haviam ficado sozinhos na Europa, sem um guia espiritual para ajuda-los naquela situação difícil.

E a decisão do Rav Elchanan Wasserman se mostrou acertada. Ele voltou para a Europa e por algum tempo ainda conseguiu ensinar Torá aos seus alunos e tranquilizá-los. Mas o cerco nazista foi se fechando cada vez mais até que o Rav Elchanan Wasserman sentiu que o fim se aproximava. Então ele reuniu os judeus que estavam com ele em Slobodka e fez um último discurso emocionado, que reviveu o espírito quebrado dos judeus. Ele ressaltou que a morte deles era para trazer expiação a todo o povo judeu, como os Korbanót (sacrifícios) que eram oferecidos no Beit Hamikdash (Templo). Ressaltou que eles não deveriam ter nenhum questionamento sobre a bondade e os caminhos de D'us, e assim, com Emuná (fé) completa, eles morreriam em total pureza espiritual, cumprindo a Mitzvá de santificar o nome de D'us. Afirmou que a morte deles não seria em vão, pois salvaria a vida de milhões de judeus que estavam do outro lado do oceano. E finalizou dizendo que o fogo que consumiria seus corpos seria o mesmo fogo que reconstruiria o Beit-Hamikdash em Jerusalém. Em 1941, o Rav Elchanan Wasserman foi preso e morto por colaboradores nazistas na Lituânia"

O Rav Elchanan Wasserman poderia ter pensado apenas em si mesmo e salvado a sua vida. Mas ele preferiu pensar nos outros, e decidiu não deixar seus alunos sozinhos. No final, além de toda a Torá e o incentivo que ele conseguiu transmitir aos alunos, ele meritou cumprir, de maneira completa, a Mitzvá de santificar o nome de D'us.

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Nesta semana lemos a Parashá Terumá que, entre outros assuntos, descreve a doação dos materiais necessários para a construção do Mishkan (Templo Móvel) e para a confecção das roupas dos Cohanim (sacerdotes), como está escrito: "A oferenda que vocês tomarão deles será a seguinte: ouro, prata e cobre... Pedras de ônix e "Avnei Miluim" (pedras preciosas) para o efod e para o peitoral" (Shemot 25:3,7). As pedras preciosas foram doadas para serem utilizadas em uma das roupas do Cohen Gadol (Sumo sacerdote), chamada peitoral. Nela eram incrustadas 12 pedras preciosas, cada uma representando uma das 12 tribos de Israel.

É interessante notar que as pedras preciosas utilizadas no peitoral receberam um nome coletivo, "Avnei Miluim". Rashi, comentarista da Torá, explica que este nome, que literalmente significa "as pedras de preenchimento", descreve a função destas pedras preciosas. No peitoral do Cohen Gadol havia 12 "engastes" feitos de ouro, formando cavidades onde as pedras deveriam ser encaixadas. Portanto, a função das pedras, como o nome sugere, era encaixar-se e preencher a cavidade dos engastes de ouro.

Mas desta explicação do Rashi ficam duas perguntas. Em primeiro lugar, por que a Torá atribuiu às pedras preciosas um nome "menos nobre", sugerindo que elas eram apenas "preenchedoras de um espaço vazio", ao invés de atribuir a elas um nome que acentuasse sua beleza e seu elevado valor? Além disso, cada pedra representava uma das 12 tribos de Israel, com suas qualidades e identidades únicas. Então por que as pedras receberam um nome coletivo, o que aparentemente anulava a individualidade e a singularidade de cada uma delas?

Responde o Rav Yohanan Zweig que este pequeno detalhe escrito na Torá nos ensina um fundamento muito importante para nossas vidas. É muito comum ocorrer situações nas quais ficamos divididos entre ficar em um lugar que necessita do nosso talento ou mudar para outra área que parece ser mais propícia para o nosso crescimento pessoal. O que é mais importante? O que é o correto a se fazer? Devemos pensar nos outros, isto é, na necessidade coletiva, ou em nós mesmos e no nosso próprio crescimento? As pedras preciosas nos ajudam a resolver este dilema. Apesar de que a beleza e o valor individual de cada pedra seriam certamente ressaltados caso cada uma delas estivesse isolada do conjunto, a Torá descreve que a função das pedras era ficar em seus devidos lugares, fazendo parte de um conjunto. Com isso a Torá nos ensina que é preferível a pessoa ficar no lugar onde necessitam dela, ao invés de mudar para uma área que parece ser mais propícia para o seu crescimento pessoal, mas onde ela não é tão necessária.

A saída de alguém de um local onde ele é muito necessário causa um impacto muito negativo naqueles que ficam, deixa um grande vazio. É como no caso das pedras preciosas do peitoral do Cohen Gadol, se apenas uma das pedras preciosas estivesse faltando, o vazio deixado por ela ofuscaria completamente as outras pedras. Poderíamos pensar que este é o ensinamento das pedras preciosas: devemos estar dispostos a nos sacrificar, abrindo mão de nossas necessidades pessoais em prol das necessidades comunitárias.

Mas as pedras preciosas nos ensinam algo ainda mais profundo. A verdade é que a escolha de ficar no local onde a pessoa é necessária é a escolha mais benéfica também para ela mesma. No final das contas, o crescimento pessoal será maior caso ela permaneça no local onde ela é mais necessária, ao invés de ir para o local onde, apesar de ter mais ferramentas de autodesenvolvimento, ela não as utilizará, pois não será tão necessária naquele local. É isto o que a Torá está nos ensinando ao chamar as pedras preciosas de "Avnei Miluim", dando a elas um nome coletivo e relacionado com sua função de preencher o local criado para elas, ao invés de ressaltar sua beleza e valor individuais. Pois o valor de cada pedra preciosa se tornava ainda maior pelo fato delas terem um local ao qual elas se adequavam perfeitamente.

Este é um ensinamento muito precioso para nossas vidas. Não apenas é muito desejado que uma pessoa pense mais no coletivo do que em si mesma, mas a Torá está ensinando que este é o melhor caminho para ela também. Quanto mais pensamos e ajudamos os outros, mais o nosso brilho e o nosso valor verdadeiro são ressaltados.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ MISHPATIM 5773


BS"D

O VERDADEIRO DONO - PARASHÁ MISHPATIM 5773 (08 de fevereiro de 2013)

"Era domingo de tarde e Roberto já estava horas na frente da televisão. Parava apenas para ir ao banheiro ou para assaltar a geladeira entre um intervalo e outro. Completamente esparramado no sofá, ficava com o controle remoto na mão, passando de canal em canal, procurando algo interessante. Foi quando ele viu uma reportagem sobre pacientes terminais que eram mantidos vivos com a ajuda de aparelhos. Chocado com as fortes imagens da reportagem, imediatamente chamou sua esposa e disse:

- Querida, por favor, você jura que se um dia eu estiver dependente de uma máquina para viver, você tira ela da tomada?

- Sim, eu juro – respondeu a esposa, depois de refletir um pouco.

Então, sem pensar duas vezes, ela levantou-se e tirou a televisão da tomada..."

Achamos que somos livres e independentes. Mas a verdade é que somos totalmente escravos de nossas próprias vontades e desejos.

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Na Parashá desta semana, Mishpatim, a Torá traz dezenas de leis "Bein Adam Lehaveiró" (entre o homem e seu companheiro), que fazem parte do código de leis civis do povo judeu. E o primeiro assunto tratado na Parashá é sobre um judeu que adquire outro judeu como escravo. Nosso conceito de escravidão é totalmente distorcido, pois a primeira ideia que nos vem à cabeça é uma pessoa com vida miserável e trabalho pesado sob fortes e impiedosas chicotadas. Mas a visão da Torá é completamente diferente, a ponto de o Talmud (Kidushin 22a) afirmar que "aquele que adquire um escravo, adquire para si um dono", tamanha é a responsabilidade que o dono deve ter com o bem estar de seu escravo. Por exemplo, um escravo deve ser alimentado com a mesma comida que o dono da casa come, deve ter uma boa cama para poder descansar e não pode sofrer nenhum tipo de maus-tratos. Muito longe dos exemplos de escravidão dos livros de história.

Como um judeu se tornava escravo de outro judeu? Uma das maneiras era quando uma pessoa roubava algo e, ao ser presa, não tinha dinheiro para devolver o roubo ao dono. O Beit Din (Tribunal) então tinha o poder de vender este ladrão como escravo, por um período de 6 anos, para arrecadar os fundos necessários para ressarcir o dono do objeto roubado. O ladrão cumpria os seis anos de trabalho escravo e era libertado no sétimo ano, podendo voltar à sua vida normal, com suas dívidas do passado quitadas.

A Torá traz ainda outro detalhe interessante. O escravo poderia decidir, ao final dos seis anos de trabalho, que gostaria de continuar sendo escravo. O Beit Din tentava convencê-lo a voltar para sua vida normal, como um homem livre, mas caso o escravo recusasse, ele passava por uma cerimônia, na qual era colocado ao lado do batente de uma porta e sua orelha era furada. O escravo então permanecia trabalhando para seu dono até o ano do Yovel (Jubileu), que ocorria a cada 50 anos.

Mas qual o significado desta estranha cerimônia, de furar a orelha da pessoa que decidiu continuar vivendo como escravo? E por que o furo era feito justamente na orelha e não em outro órgão do corpo? Explica Rashi, comentarista da Torá, que a orelha era o local mais adequado, pois como a pessoa havia se tornado escrava por ter roubado, então o furo na orelha servia como um lembrete que dizia: "Que esta orelha, que escutou no Monte Sinai o Mandamento de "Não roubarás" e mesmo assim foi e roubou, seja agora furada".

Mas destas palavras do Rashi surgem duas perguntas. Em primeiro lugar, se o furo na orelha era uma forma de castigar o escravo por ele ter roubado, então por que o furo era feito apenas após os seis anos de escravidão, quando a pessoa decidia continuar sendo escrava, e não logo quando a pessoa havia se tornado escrava, justamente por ter roubado e não ter conseguido devolver o roubo?

Além disso, observando atentamente os 10 Mandamentos da Torá, que foram trazidos na Parashá da semana passada, Itró, percebemos algo interessante. De acordo com o Talmud (Sanhedrin 86a), o 8º Mandamento da Torá, "Não roubarás", não se refere à proibição de roubar objetos e dinheiro dos outros, e sim à proibição de sequestrar uma pessoa. A linguagem "Não roubarás" é utilizada na proibição do sequestro porque em hebraico, uma das maneiras de expressar sequestro é "Gneivat Nefesh" (roubar uma alma). Então, se nos 10 Mandamentos o "Não roubarás" se refere ao sequestro, qual a conexão com a pessoa que decidiu continuar vivendo como escravo?

Para responder estas perguntas, precisamos refletir um pouco sobre o ato de sequestro. Se a Torá chama o sequestro de "roubar uma alma", a pessoa que está sendo sequestrada está sendo roubada de quem? De seus pais? De sua esposa? De seus filhos? Quem é o verdadeiro dono de uma pessoa? Por mais que existam vínculos de sangue entre as pessoas de uma família, como entre os pais e filhos, ou vínculos "contratuais", como entre maridos e esposas, estes vínculos não fazem com que um seja dono do outro. Um pai não é dono de seu filho, um marido não é dono de sua esposa. Então de quem o sequestrado está sendo roubado?

Responde o Rav Shimon Shwab que D'us é o único e verdadeiro dono de cada pessoa. Foi Ele quem criou cada um de nós e, portanto, Ele é o dono de tudo. Quando a pessoa está sequestrada, presa no cativeiro, ela não pode servir a D'us, o seu Criador e verdadeiro Dono, da maneira correta. Por isso, o sequestro significa roubar alguém de D'us.

Com este conceito podemos então responder as perguntas anteriores. Da mesma maneira que um sequestrador rouba a pessoa de D'us ao afastá-la do seu serviço Divino, assim também se comporta aquele que, por vontade própria, quer continuar a viver como um escravo. Ele está se impedindo de servir a D'us da maneira correta e, portanto, está transgredindo o 8º Mandamento da Torá, "Não roubarás". É também por isso que a orelha do escravo era furada somente após os seis anos, e não no momento em que ele era vendido como escravo pelo Beit Din para quitar as suas dívidas, pois no momento da venda a pessoa estava se tornando escrava por força das circunstâncias, não por escolha. Mas a partir do momento em que ela já havia quitado suas dívidas e mesmo assim quis continuar na escravidão, com isso ela demonstrou que queria ser um escravo de escravos, e não um escravo de D'us. Por isto, somente neste momento sua orelha era furada, para lembrar que ela não havia escutado no Monte Sinai o Mandamento de não roubar de D'us uma de Suas almas.

Podemos aplicar este importante ensinamento em nossas vidas. Ele nos ajuda, por exemplo, a entender um pouco mais o porquê a Torá é tão contra a eutanásia, a prática de ativamente terminar com uma vida para acabar com os sofrimentos pelos quais a pessoa está passando, como um doente terminal. As pessoas a favor da eutanásia utilizam o seguinte argumento: "A vida é minha e, por isso, eu faço o que eu quiser com ela". Mas segundo o judaísmo isto não é verdade. Não somos donos da vida de ninguém, e nem mesmo da nossa própria vida, pois não somos nossos próprios criadores. Nossa vida pertence à D'us, e não está nas mãos de ninguém decidir quem merece viver ou morrer. Por mais difícil que possa estar a situação de uma pessoa, por piores que possam ser seus sofrimentos, tudo está sob a Hashgachá Prati (Supervisão particular) de D'us. Nosso intelecto não entende Seus caminhos, nosso entendimento limitado não consegue alcançar a grandeza dos pensamentos Dele. Mas sabemos que quando um filho sofre, seu pai sofre ainda mais do que ele. Assim também acontece com D'us, que sofre mais do que a pessoa que está sofrendo. E se mesmo assim Ele, o Dono da vida e da morte, entendeu que a pessoa deve continuar viva, quem somos nós para pensar o contrário?

Outro ensinamento que podemos utilizar para nossas vidas é que, apesar de atualmente não haver mais a possibilidade de uma pessoa ser vendida como escravo, o conceito de escravidão ainda existe. Se não tomamos cuidado, nos tornamos escravos do mundo material e também transgredimos o Mandamento de "Não roubarás", pois ao nos tornarmos escravos dos nossos próprios desejos, nos afastamos da nossa espiritualidade e do serviço a D'us. Pois a pior escravidão não é aquela que controla o nosso corpo, e sim aquela que controla nossa cabeça.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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