sexta-feira, 15 de março de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIKRÁ 5773


BS"D

MATERIALIZANDO O MUNDO ESPIRITUAL - PARASHÁ VAYIKRÁ 5773 (15 de março de 2013)

O Rav Moshe Feinstein, um dos maiores rabinos dos Estados Unidos na geração passada, foi um grande conhecedor da Halachá (Lei judaica). Pessoas do mundo inteiro procuravam-no para fazer perguntas e se aconselhar com ele.

Certa vez o Rav Moshe Feinstein estava dentro da sinagoga quando foi chamado para atender um importante telefonema de alguém que ligava de fora dos Estados Unidos. Na época, as ligações internacionais eram caríssimas. O Rav Moshe Feinstein se levantou apressadamente para atender o telefonema, mas ao chegar à porta da sinagoga, ele parou. Havia uma pessoa rezando, e a única maneira de sair seria passando na frente dela. Mas segundo a lei judaica, é proibido passar na frente de uma pessoa que está rezando a Amidá (reza silenciosa). O Rav Moshe Feinstein esperou até que a pessoa terminasse sua reza e somente então saiu para atender o telefonema. Mais tarde, um de seus alunos perguntou:

- Desculpe, Rav, mas por que você não saiu imediatamente para atender o telefonema, se você sabia que era uma ligação tão cara e importante?

- É muito simples - respondeu o Rav Moshe Feinstein - a única maneira de sair da sinagoga seria atravessando a parede, e eu não sei atravessar paredes...

Para o Rav Moshe Feinstein, a proibição de passar na frente de alguém que está rezando era tão palpável que se assemelhava a atravessar uma parede. E como ele, há muitas pessoas que se esforçam e conseguem sentir as leis do mundo espiritual de forma tão palpável quanto as leis do mundo material.

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Nesta semana começamos o terceiro livro da Torá, Vayikrá, que trata principalmente dos serviços feitos pelos Cohanim (sacerdotes) no Mishkan (Templo Móvel). E a Parashá desta semana, Vayikrá, descreve um dos principais serviços do Mishkan, um dos pilares do povo judeu, que eram os Korbanót (sacrifícios). A palavra "Korban" vem da mesma raiz da palavra "Karov", que significa "perto". O Korban era uma forma de reaproximação, para as pessoas que haviam se afastado de D'us.

A Parashá descreve vários tipos de Korbanót, mas entre eles há dois que chamam a atenção: o Korban "Chatat", que era oferecido por aqueles que haviam cometidos certas transgressões não intencionais, como desrespeitar o Shabat "beshogueg" (não intencionalmente, isto é, sem saber que certa atividade era proibida no Shabat ou ter feito uma atividade proibida por ter esquecido que era Shabat), e o Korban "Asham Talui", que era oferecido por alguém que havia se colocado em uma situação na qual havia dúvida se tinha cometido uma transgressão, como alguém que estava diante de dois pratos, um deles com gordura de boi e o outro com "Chelev" (parte proibida da gordura do boi), e não sabe de qual dos dois pratos comeu.

Mas ao refletir sobre estes dois Korbanót, surge uma grande dúvida. Em ambos os casos, as transgressões não foram intencionais. Se o objetivo do Korban era reaproximar a pessoa de D'us, qual era a necessidade daqueles que transgrediram sem intenção de oferecerem um Korban, já que o erro não tinha nenhuma maldade ou rebeldia contra D'us envolvida?

A resposta é que quando uma pessoa comete uma transgressão, mesmo sem intenção, isto demonstra que há um elemento de descuido em seus atos. Em ambos os casos, se a pessoa tivesse sido mais cuidadosa, ela nunca teria chegado ao ponto de transgredir. Explica o Sefer HaChinuch que o Korban Asham Talui não vinha trazer expiação pela possível transgressão cometida, e sim pela falta de cuidado que causou a dúvida, o que é uma transgressão por si só.

Mas se o erro era a falta de cuidado, como o ato de oferecer um Korban ajudava a pessoa a consertar seu erro?  Explica o Rav Yonathan Guefen que para entender, precisamos perceber a diferença de como lidamos com o mundo material e com o mundo espiritual. Por exemplo, se uma pessoa tivesse qualquer suspeita de que uma substância venenosa foi misturada à sua comida, ela certamente deixaria a comida de lado. Isto ocorre por termos total consciência das terríveis consequências de um envenenamento. Mas da mesma maneira que cada ato físico tem consequências, o mesmo se aplica a cada ato espiritual, pois as leis espirituais são tão rígidas quanto as leis físicas. Quando comemos algo proibido, como a mistura de carne com leite, também estamos sujeitos às terríveis consequências de um envenenamento espiritual e, portanto, deveríamos ser extremamente cuidadosos com qualquer coisa que possa nos causar danos espirituais. Mas diferentemente do veneno, quando a dúvida é em relação à kashrut de um alimento, procuramos justificativas para nos permitir comer. Por que para nós é tão difícil alcançar o mesmo nível de consciência das causas e consequências espirituais como temos claridade em relação ao mundo material? E como os Korbanót nos ajudavam nesta conscientização?

Em primeiro lugar, o mundo material é completamente tangível e palpável para nós, e podemos perceber, com nossos 5 sentidos, as consequências dos nossos atos. Mas o mundo espiritual não é tangível e palpável, e por isso não conseguimos ver o resultado das nossas ações. Uma pessoa que desrespeita o Shabat não consegue perceber a extensão de seu ato, pois nunca conseguiu visualizar as consequências. Se a pessoa pudesse ver o que acontece nos mundos espirituais quando ela acende uma luz no Shabat, certamente se afastaria com todas as suas forças de transgredir. E este cuidado a levaria a se proteger, para que não transgredisse nem mesmo sem intenção. Por isso trazer um Korban ajudava a pessoa a consertar seu erro. As consequências do seu erro espiritual, que não eram palpáveis, tornavam-se bem visíveis. O longo e caro processo de viajar até Jerusalém para trazer um Korban, além de presenciar a chocante cena da morte do animal, deixava muito claro para o transgressor que nossas atitudes erradas podem ter consequências dramáticas.

O segundo motivo é que estamos tão acostumados com o Atributo de Misericórdia de D'us que acabamos caindo facilmente na armadilha de pensar que D'us automaticamente perdoa todos os nossos erros. Isto nos leva a termos menos medo das consequências negativas das nossas transgressões, como nos ensina o Talmud (Chaguiga 16a): "Se o Yetzer Hará (má inclinação) te disser: 'Peque pois D'us vai te perdoar', não o escute". Mas este é um grande equívoco. Existe julgamento por cada consequência espiritual causada, e a total consciência disso é o que leva a pessoa a ser mais cuidadosa em seus atos. Neste sentido o Korban também ajudava o transgressor, pois tirava dele este conceito equivocado de que D'us "deixa passar". Ao necessitar deste árduo processo de oferecer um Korban, a pessoa entendia que não existe perdão sem esforço e sem um arrependimento sincero pelo erro cometido.

Uma demonstração do quanto estamos afastados da nossa realidade espiritual pode ser enxergada na terrível transgressão de Lashon Hará (falar mal das pessoas). Se alguém nos oferecesse 100 reais para falarmos Lashon Hará, certamente recusaríamos. Algumas pessoas recusariam até mesmo 1000 reais ou mais. Então por que falamos tanto Lashon Hará, e de graça? Pois quando temos claridade total de que nosso ato será uma grave transgressão e o grande mal que fará para nossa alma, conseguimos vencer o teste. Mas sem esta claridade, no calor do momento não conseguimos vencer o teste. Mesmo sabendo da proibição e de suas consequências, racionalizamos e procuramos desculpas para justificar nosso ato.

Em nossos dias, que não temos mais os Korbanót como lembrete para nos afastar das transgressões, como fazer para internalizar em nossos corações a realidade das consequências espirituais dos nossos atos? Uma forma é através do estudo da Torá, para que os conceitos espirituais se tornem mais familiares. Mas não pode ser apenas um estudo intelectual, precisamos estudar de uma maneira em que a Torá seja absorvida, isto é, que se torne parte de nossas vidas. Somente assim os conceitos espirituais intangíveis podem se transformar em conceitos palpáveis, o que nos ajudará a evitarmos as transgressões e nos tornarmos pessoas melhores.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 7 de março de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5773


BS"D

EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5773 (08 de março de 2013)

"Como você espera que as crianças escutem seus pais? Veja como se comportam seus heróis! O Tarzan vive seminu; a Cinderela volta para casa depois da meia-noite; o Pinóquio conta mentiras o tempo todo; o Aladdin é o rei dos ladrões; o Batman dirige a 320 km/h; a Bela Adormecida é preguiçosa; a Branca de Neve vive em uma casa com 7 homens.

Nós não devemos ficar surpresos quando nossos filhos se comportam mal. Eles aprenderam com seus livros de história"

Procuramos a fonte dos atuais problemas de educação dos jovens em tantos lugares, mas não sabemos que a resposta está bem mais perto do que imaginamos...

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Um dos grandes desafios de psicólogos e pesquisadores atualmente é entender por que há tanta violência e drogas entre os jovens. Tornaram-se comuns casos de rebeldia e falta de limites. Qual é a raiz deste problema, que traz tanta dor de cabeça para os pais? A resposta está nas Parashiót lidas nesta semana, Vayakel e Pekudei.

Enquanto as Parashiót Terumá e Tetzavê descreveram a construção do Mishkan na teoria, as Parashiót Vayakel e Pekudei descrevem os trabalhos práticos de construção. E assim diz um dos versículos da Parashá Vayakel: "E todas as mulheres que elevavam os seus corações com sabedoria fiavam o pelo das cabras" (Shemot 35:26). Mas é assim tão difícil fiar pelo de cabras, a ponto de ser necessário a Torá louvar a sabedoria das mulheres que fizeram este trabalho?
 
Uma parte do Mishkan era coberta com cortinas feitas de pelo de cabra. Para tecer o pelo das cabras, o normal é primeiro cortá-lo e somente depois começar todos os processos para trabalhar os fios. Explica Rashi, comentarista da Torá, que no povo judeu havia mulheres que tinham a incrível sabedoria de trabalhar o pelo das cabras sem cortá-lo, isto é, enquanto ainda estava conectado com as cabras vivas.

Mas esta explicação do Rashi desperta uma grande curiosidade: é verdade que transformar em cortina o pelo da cabra enquanto ele ainda está conectado ao animal é uma grande sabedoria. Mas para que isto era necessário? Por que não trabalhar o pelo das cabras da maneira tradicional, depois que ele já havia sido cortado, o que facilitaria muito o trabalho das mulheres?

Explica o Rav Meir Tzvi Bergman que o Mishkan era um lugar de grande pureza espiritual e, portanto, todas as suas partes e utensílios deveriam ser completamente puros. Nossos sábios explicam que, entre as leis sobre pureza e impureza espiritual, há uma regra de que nenhum animal vivo, e nenhuma parte do seu corpo, recebe impureza espiritual. Por isso as mulheres utilizaram a incrível técnica de fazer as cortinas do Mishkan com o pelo ainda conectado às cabras, evitando assim qualquer risco de contaminação espiritual. Provavelmente estas cortinas eram mantidas conectadas às cabras até o momento de sua utilização, quando eram cortadas e imediatamente incorporadas ao Mishkan, sem nenhum risco de se impurificar.

Mas de acordo com um comentário do Rambam (Maimônides), ainda assim fica difícil entender qual o motivo da utilização desta sabedoria especial das mulheres. Explica o Rambam, em um comentário sobre as Mishnaiót (parte da Torá Oral), que há maneiras de purificar objetos que receberam impurezas espirituais. Isto quer dizer que, mesmo se as cortinas entrassem em contato com qualquer tipo de impureza, elas poderiam ser purificadas para serem utilizadas no Mishkan. Portanto, por que as mulheres queriam garantir a pureza das cortinas de uma maneira tão difícil e complicada, se havia uma maneira muito mais fácil?

Há uma interessante passagem do Talmud (Baba Metsia 85b), que nos ajuda a encontrar a resposta. O Talmud conta que Rav Chia, um dos grandes sábios do povo judeu, queria garantir que a Torá nunca seria esquecida. O que ele fazia? Pessoalmente plantava sementes de linho. Com o linho ele costurava redes, com as quais caçava cervos. A carne dos cervos era utilizada para alimentar órfãos, enquanto a pele era usada como pergaminho, para escrever os 5 livros da Torá. Então ele ia com a Torá que havia escrito na pele de cervo de cidade em cidade, para ensinar Torá e Mishnaiot para as crianças. Assim ele garantia que a Torá nunca seria esquecida.

Mas se o intuito era apenas garantir que a Torá não seria esquecida, por que simplesmente o Rav Chia não pegava uma Torá pronta e ensinava às crianças? Por que precisava até mesmo plantar o linho e fazer a rede para caçar? A resposta é que a melhor garantia do sucesso espiritual é fazer cada pequena etapa do processo, do início até o final, com intenções puras e sem interesses pessoais. E assim afirmava o Gaon Mi Vilna, que se uma sinagoga fosse inteiramente construída com intenções puras, isto é, desde cada tijolo assentado e cada prego fixado na parede, e até mesmo as ferramentas dos trabalhadores fossem fabricadas com as mais puras intenções, e tudo fosse feito com o único intuito de cumprir a vontade de D'us, então era garantido que naquele lugar sagrado ninguém nunca teria um pensamento impuro durante as rezas, pois o Yetzer Hará (má inclinação) não receberia permissão de influenciar ninguém em um local tão puro. Foi por isso que o Rav Chia, para garantir que a Torá não seria esquecida, cuidou de tudo desde o princípio, isto é, desde o plantio das sementes, para garantir a pureza total de cada pequena parte do processo. Somente assim a transmissão da Torá, em sua máxima pureza e elevação,  estaria garantida.

É por isso também que as mulheres que teceram as cortinas do Mishkan escolheram a maneira mais difícil de prepará-las, pois era a forma de garantir que tudo seria feito com muita pureza. Como elas estavam participando da construção da estrutura mais sagrada que o mundo já havia visto, elas fizeram de tudo para que nenhum tipo de impureza pudesse estar presente. Cada pequena parte do trabalho com o pelo das cabras, isto é, desde pentear, lavar e fiar, era feito com ele ainda conectados aos animais, em um estágio em que o pelo ainda não se contaminava com nenhuma impureza. Isto garantia que o resultado final seria uma cortina no máximo grau de pureza e devoção.

Mas quantas pessoas no mundo sabem pentear, lavar e fiar a lã enquanto ela ainda está conectada à cabra viva? Certamente muito poucas. É uma técnica muito difícil, são necessárias aptidões naturais, dedicação e longos treinamentos. Mas se as mulheres que fizeram as cortinas foram escravas no Egito durante toda a vida, como adquiriram esta destreza? A resposta está no começo do versículo: "E todas as mulheres que elevavam os seus corações com sabedoria". As mulheres realmente não conheciam esta técnica, não tinham feito cursos e não tinham ninguém para orientá-las durante a execução. Mas elas tinham o coração puro e determinado a cumprir a vontade de D'us. Quando elas se voluntariaram e voltaram seus corações para D'us em busca de ajuda, Ele as iluminou com toda a sabedoria necessária.

Este ensinamento está diretamente conectado com um dos principais fundamentos da educação dos filhos. Se quisermos que uma criança seja pura e possa levar esta pureza para toda a vida, precisamos cuidar da sua educação desde o nascimento. Cada etapa do seu desenvolvimento deve ser acompanhada de perto pelos pais, para afastar qualquer tipo de má influência. E, acima de tudo, os pais devem se esforçar para que todos seus atos também sejam feitos com pureza, pois muito mais do que palavras, o que mais educa um filho é o exemplo pessoal dos pais.

Não podemos esquecer que infelizmente o contrário também é válido. Quando uma criança é educada desde pequena sem a devida atenção dos pais e é exposta desde cedo a jogos com violência e uma programação de televisão recheada com cenas de promiscuidade, consumismo desenfreado e violência, como podemos esperar que esta criança cresça com boas características e valores? Atualmente os pais não têm mais tempo de acompanhar a educação dos seus filhos, acreditam que é suficiente contratar uma babá e matricular os filhos em uma boa escola. Mas a prática vem demonstrando que crianças educadas desta maneira, sem a participação ativa dos pais, se transformam em jovens problemáticos, que não respeitam os mais velhos, não conhecem seus limites e não estão dispostos a seguir regras. Isto tem um impacto negativo em toda a sociedade, com aumento no número de acidentes com motoristas jovens completamente embriagados, overdoses de drogas e vandalismo. Resumindo, vemos um fracasso total na atual "educação à distância" dos nossos filhos.

Da mesma forma que trabalhar o pelo das cabras com ele ainda conectado ao animal é algo quase impossível, um trabalho que necessita de uma destreza fora do normal, o mesmo se aplica à difícil tarefa de educar os filhos da maneira correta. Então como fazer para termos sucesso na educação dos nossos filhos? A resposta não está em buscar apoio pedagógico e se aprofundar em técnicas trazidas por livros que ensinam a educar os filhos. No caso das cortinas do Mishkan, para que as pessoas vencessem as limitações e fizessem o impossível, foi necessário que seus corações os levassem a fazer o que era correto. Aqueles que se esforçaram acima do normal para fazer o Mishkan com o máximo de pureza receberam de D'us o dom e a sabedoria de como fazer isso. Assim também certamente acontecerá com os pais que, com dedicação especial, voltando seus corações para D'us, se esforçarem para que seus filhos sejam educados no máximo nível de pureza, se tornando pessoas saudáveis e que possam contribuir para que o mundo seja um lugar melhor.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 1 de março de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ KI TISSÁ 5773


BS"D


MUITA CALMA NESTE MOMENTO - PARASHÁ KI TISSÁ 5773 (01 de março de 2013)


Duas pessoas fizeram uma aposta. Aquele que conseguisse fazer o sábio Hilel, um dos maiores sábios de sua geração, ficar nervoso, receberia a quantia de 400 moedas. Um dos homens aceitou imediatamente a aposta e imaginou uma maneira de irritar Hilel. O que ele fez? Na tarde de sexta-feira, véspera de Shabat, Hilel estava ocupado, lavando a cabeça. Então aquele homem passou pela porta de sua casa e gritou de forma desrespeitosa: "É aqui que vive aquele tal de Hilel?". Imediatamente o sábio interrompeu seu banho, vestiu-se, saiu e disse humildemente: "Meu filho, eu sou Hilel. Em que posso te ajudar?". O homem fez uma pergunta extremamente tola, cuja resposta certamente não era necessária naquele momento. Mas Hilel não se alterou. Disse, com um sorriso no rosto, que aquela era uma excelente pergunta, e deu a resposta.

Algum tempo depois, quando Hilel havia recomeçado a lavar seu cabelo, o homem voltou. Novamente chamou Hilel de uma maneira depreciativa e, fazendo-o sair mais uma vez do banho, fez outra pergunta estúpida. Mas novamente Hilel não se alterou, ao contrário, elogiou a pergunta e deu a resposta com um largo sorriso. E assim o homem repetiu mais algumas vezes a mesma tentativa, mas não obteve sucesso em irritar Hilel.

Na última tentativa, o homem já estava visivelmente irritado. Ele disse: "Eu tenho muitas perguntas a fazer, mas temo que você possa irritar-se com tantas perguntas". Então Hilel sentou-se ao seu lado, com muita tranquilidade e paciência, e incentivou-o a perguntar tudo o que quisesse. Já sem paciência, o homem começou a blasfemar o grande sábio Hilel. Ainda mantendo a mesma tranquilidade de sempre, Hilel perguntou o motivo daquela agressividade. O homem explicou que Hilel o havia feito perder 400 moedas por não ter conseguido irritá-lo. Então Hilel afirmou:

- Vale a pena que você perca 400 moedas, e perca mais 400 moedas, para que saiba que nunca conseguirá fazer Hilel ficar nervoso" (Adaptado do Talmud, Tratado de Shabat 30b)

Da mesma forma que Hilel conseguia manter a calma e a paciência mesmo nas situações mais estressantes, assim devemos nos esforçar para manter sempre a calma e a tranquilidade. Pois a raiva nos faz perder o controle, enquanto a paciência nos faz sermos donos verdadeiros dos nossos atos.

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A Parashá desta semana, Ki Tissá, descreve uma das maiores tragédias que ocorreu na história do povo judeu: o "Chet HaEguel" (Pecado do bezerro de ouro). 40 dias após D'us ter se revelado para os judeus no Monte Sinai, o povo fez um bezerro de ouro, deixando D'us furioso.

O que os levou a fazer este erro tão grave? Moshé avisou ao povo que subiria no Monte Sinai para receber a Torá e desceria dentro de 40 dias. Mas como houve uma falha na contagem, o povo achou que Moshé estava demorando demais e imaginou que ele tinha morrido. Então o povo se desesperou e fez o bezerro de ouro, não como um novo deus, mas como um intermediário entre eles e D'us, pois acreditavam que a presença de D'us era algo tão poderoso que somente através de um intermediário conseguiriam se comunicar com Ele.

Apesar das boas intenções, isto foi considerado uma transgressão tão grave que D'us decidiu destruir todo o povo judeu, como Ele anunciou para Moshé: "E agora Me deixe e Minha fúria queimará sobre eles e Eu os destruirei, e Eu farei de você um povo grande" (Shemot 32:10). Em um primeiro momento Moshé achou que não adiantava nem mesmo rezar pelo povo, mas quando escutou que D'us disse "Me deixe", entendeu que o destino do povo judeu estava em suas mãos.

Moshé então nos ensinou a força da Tefilá (reza). Ele subiu novamente no Monte Sinai e, por 40 dias, implorou pelo perdão de D'us, e não desceu até que D'us garantisse que perdoaria o povo. Moshé subiu no Monte Sinai pela terceira vez, onde permaneceu mais 40 dias recebendo novamente a Torá. E nesta terceira vez, D'us ensinou a ele como evitar futuras tragédias no povo judeu, como a do bezerro de ouro, que quase causou a destruição de todo o povo. D'us ensinou a Moshé como rezar e o que pedir em momentos de dificuldades. Há um Midrash (parte da Torá Oral) que diz que D'us se cobriu com um Talit, passou diante de Moshé e pronunciou os "13 Atributos de Misericórdia" que estão escritos na Parashá: "Hashem, Hashem, D'us Misericordioso e Gracioso, Devagar em se irritar e Abundante em Bondade e Verdade. Guarda a bondade por milhares de gerações, Perdoa nossos erros, Pecados intencionais e Transgressões, e Ele limpa" (Shemot 34:6,7).

O que significa que D'us se cobriu com um Talit? Quando alguém veste seu Talit, cobre com ele a cabeça, bloqueando as interferências externas. D'us ensinou a Moshé que assim deve ser nossa Tefilá, não uma conversa com as paredes ou com o Sidur (livro de rezas), mas com o Criador do Universo. É uma grande oportunidade e, portanto, deve ter foco e concentração. Além disso, os "13 Atributos de Misericórdia" são uma forma de suplicar a D'us para que Ele seja misericordioso conosco e que nossos erros não sejam punidos de forma muito severa. Por isso pronunciamos repetidas vezes estas palavras em momentos delicados, como em Rosh Hashaná e Yom Kipur, quando nossas vidas estão em jogo.

Há um comentarista da Torá chamado Alshich que acrescenta algo muito interessante. Ele diz que não é suficiente apenas pronunciar os "13 Atributos de Misericórdia", temos que nos comportar com estas mesmas características, pois D'us se comporta "Midá Kenegued Midá" (medida por medida), isto é, da maneira como nos comportamos aqui embaixo, assim despertamos a misericórdia nos mundos superiores. Por isso, se esperamos que D'us nos trate com misericórdia, então também devemos nos comportar em relação aos outros com muita misericórdia.

Mas como fazer isso na prática? Como se comportar com a misericórdia de D'us em nossos atos cotidianos? O Rav Moshe Cordovero, um famoso Cabalista que viveu há cerca de 500 anos, escreveu um interessante livro chamado "Tomer Dvora", que nos explica o que significa cada um dos Atributos de Misericórdia de D'us e como nos comportar como Ele.

Um exemplo é o primeiro Atributo, que nos ensina sobre a paciência de D'us, que é chamado pelos anjos de "Rei humilhado". Por que? Pois D'us tem conhecimento e controle sobre tudo, ninguém levanta um dedo se D'us não permitir. É Ele quem nos dá a força para fazermos qualquer coisa. Portanto, toda vez que alguém comete uma transgressão, está fazendo um ato contra D'us utilizando Sua própria força.

E por que D'us permite que isto aconteça? Não é porque Ele não tem poder de impedir os maus atos da pessoa. Ele poderia facilmente paralisar imediatamente os braços e as pernas do transgressor. Mas Ele não faz isso por misericórdia. Ele é paciente, Ele prefere passar a enorme humilhação da pessoa utilizar a Sua força contra Ele mesmo apenas para dar a chance ao transgressor de se arrepender. Apesar da humilhação que precisa aguentar, D'us é misericordioso e paciente conosco.

Ensina o livro Tomer Dvora que se queremos que D'us se comporte assim conosco nos momentos em que precisamos de Sua misericórdia, então assim devemos nos comportar com nossos companheiros. Quando alguém faz algo que nos irrita, devemos ter paciência. Mesmo que alguém nos humilhe, devemos ter misericórdia. Pois quando nós "humilhamos" D'us, Ele tem muita paciência conosco.

Diz o Rav Moshe Cordovero que através dos "13 Atributos de Misericórdia" podemos nos assemelhar ao Criador. Quando despertamos a força de Misericórdia Celestial, não fazemos um bem apenas para nós mesmos, mas fazemos com que esta Misericórdia brilhe sobre o mundo inteiro. Portanto, em um instante de autocontrole, quando seguramos nossa raiva e temos paciência com alguém que nos ofendeu, podemos estar beneficiando o mundo inteiro. Precisamos nos esforçar para atingir este elevado nível espiritual, pois enquanto o fruto da raiva é o arrependimento, o fruto da paciência é trazer luz para o mundo inteiro.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TETZAVÊ E PURIM 5773


BS"D
SENTINDO O AMOR - PARASHÁ TETZAVÊ E PURIM 5773 (22 de fevereiro de 2013)

"Certa vez Napoleão Bonaparte entrou correndo na casa de um judeu russo pedindo ajuda. Soldados do exército russo o perseguiam para matá-lo e Napoleão estava tremendo, apavorado. O judeu sentiu misericórdia e decidiu ajudá-lo. Escondeu-o sob um colchão e, quando os russos entraram, deitou-se nele para disfarçar. Os soldados revistaram toda a casa e, como não encontraram nada, foram embora.

Napoleão suspirou aliviado. Sentiu uma alegria imensa por ter escapado com vida. Tinha agora uma imensa dívida de gratidão com aquele judeu que havia se arriscado para escondê-lo. Entregou-lhe um bilhete, que continha sua assinatura e o selo real, e disse ao judeu:

- Amigo, serei eternamente grato a você. Apresente este bilhete aos oficiais do meu palácio e você terá acesso livre. Não hesite em me procurar caso precise de algo.

Anos mais tarde, aquele judeu estava em Paris e resolveu entrar no palácio de Napoleão. Mostrou o bilhete aos oficiais e foi imediatamente levado à presença do imperador, que ficou muito feliz em revê-lo. Napoleão relembrou ao judeu que ele poderia pedir o que quisesse. O judeu, um pouco sem jeito, disse:

- Imperador, eu não preciso de nada, mas eu tenho um pedido. Na verdade, uma curiosidade. Queria saber o que você sentiu quando estava sob o colchão e quase foi capturado pelos russos, mas conseguiu se salvar.

Napoleão teve um acesso de raiva. Como aquele homem ousava fazer uma pergunta daquelas ao imperador? Imediatamente chamou seus guardas, mandou prender aquele judeu e anunciou que ele seria enforcado em praça pública no dia seguinte, por desacato ao imperador.

No dia seguinte, com o imperador presente, o judeu foi trazido pelos soldados para a praça central, onde foi montada a forca. Ele chorava e implorava por misericórdia. Sua cabeça foi coberta com um pano preto, ele foi posicionado sob a forca e a corda foi colocada em volta do seu pescoço. Então o carrasco começou a contagem regressiva. O judeu tremia e chorava sem parar. Quando faltava um segundo, o imperador mandou parar a contagem. Tirou a forca do pescoço do homem, descobriu sua cabeça e avisou que ele estava livre. E antes que o judeu pudesse entender o que estava acontecendo, Napoleão abriu um sorriso e disse:

- Amigo, respondendo à sua pergunta, foi assim que eu me senti..."

Assim também o povo judeu se sentiu, ao ser salvo do decreto de morte de Haman, quando parecia que já não havia mais nenhuma esperança.

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Na Parashá desta semana, Tetzavê, a Torá descreve as roupas usadas pelos Cohanim (sacerdotes), que eram feitas com materiais nobres para dar a honra merecida àqueles que faziam os serviços do Mishkan (Templo Móvel), como os Korbanót (sacrifícios) e o acendimento da Menorá. E esta Parashá em geral antecede uma das festas mais alegres do povo judeu, Purim, que começa no Sábado a noite (23/02), logo após o término do Shabat (em Jerusalém, Purim começa na noite de 24/02). Qual a conexão entre esta Parashá e Purim?

Um dos pontos em comum está em um dos versículos da Meguilat Ester, um dos livros do Tanach (Torá, Profetas e Escrituras) que é lido publicamente em Purim, tanto de noite quanto de manhã. A Meguilat Ester conta a história do grande perigo que os judeus passaram durante o exílio babilônico, após a destruição do Primeiro Beit Hamikdash (Templo Sagrado). Tudo aconteceu quando os Persas e Medas estavam no poder, e quem reinava era o rei Achashverosh, que não era descendente de reis e havia comprado o reinado. Por isso, ele tinha problemas de autoestima e necessitava constantemente demonstrar seu poder, como com a grande e suntuosa festa que ofereceu ao povo ao completar três anos do seu reinado. Ele aproveitou para mostrar aos convidados seus incontáveis tesouros, como diz o versículo: "Quando ele mostrou as riquezas do seu reino glorioso e o esplendor da sua excelente majestade por muitos dias, 180 dias" (Ester 1:4). Explica o Talmud (Meguilá 12a) que a palavra "esplendor", que em hebraico é "tiferet", é exatamente a mesma palavra utilizada na Parashá Tetzavê para descrever as roupas dos Cohanim, como está escrito: "Você deve fazer roupas de santidade para Aharon, seu irmão, para glória e esplendor" (Shemot 28:2). Explica o Talmud que Achashverosh vestia, durante o banquete, as sagradas roupas dos Cohanim, que haviam sido saqueadas durante a destruição do Beit Hamikdash por Nevuchadnetzar (Nabucodonosor).

Mordechai, o líder do povo judeu, havia proibido os judeus de participarem da festa de Achashverosh. Entre outras razões, Mordechai sabia que um dos motivos da festa era comemorar que o Beit Hamikdash ainda não havia sido reconstruído. Infelizmente muitos judeus não escutaram os ensinamentos de Mordechai e participaram do banquete. A consequência espiritual desta desobediência do povo foi a imediata subida de Haman ao poder. Por ser do povo de Amalek, Haman nutria um ódio mortal pelos judeus e, com astúcia, convenceu o rei Achashverosh a decretar a "Solução Final" do povo judeu, isto é, a morte de homens e mulheres, velhos e crianças, em um único dia. Apesar do grande perigo, D'us "virou o jogo" após o arrependimento do povo judeu. Haman e seus filhos foram enforcados, os inimigos dos judeus foram mortos e os judeus se salvaram.

O nome da festa, Purim, vêm da palavra "Pur", que significa "sorteio". Haman fez um sorteio para determinar o dia em que exterminaria o povo judeu, para demonstrar que acreditava que tudo era regido pelo acaso e não por D'us. Mas há outro detalhe interessante no nome da festa. Um dos dias mais sagrados do ano é, sem dúvida, Yom Kipur, o Dia do Perdão. Em hebraico, a palavra "Ki" significa "como". Yom Kipur, e toda sua santidade, é "Ki Pur", "como Purim". Isto nos ensina o quanto Purim, um dia que parece ser espiritualmente tão "despretensioso", é uma grande oportunidade de conexão espiritual.

Mas qual é a conexão entre estas duas festas? Apesar da semelhança nos nomes, são festas muito diferentes, quase opostas. Em Yom Kipur a Mitzvá é se isentar dos prazeres materiais. Não comemos, não bebemos, passamos o dia imersos em rezas, reflexões e choro de arrependimento pelos nossos erros cometido durante o ano. Já em Purim, a Mitzvá do dia é comer, beber e se alegrar. O que conecta estas duas festas tão diferentes?

Por que Yom Kipur é um dos dias mais sagrados do ano? Justamente porque neste dia D'us revela, de uma maneira mais intensa, Seu amor pelo povo judeu. Após um ano inteiro no qual cometemos erros, excessos e nos afastamos de D'us por estarmos conectados com o materialismo, em Yom Kipur o povo judeu se desconecta dos prazeres físicos e purifica seus pensamentos e atos, com a garantia de que, através do arrependimento sincero, todos os seus erros serão expiados e perdoados por D'us. Portanto, neste dia tão sagrado, cada judeu sente o quando D'us o ama profundamente e o quer de volta, apesar de todos os erros cometidos.

Explica o Rav Yossef Kaltsky que há outra situação na qual a pessoa percebe o amor de D'us de uma maneira mais intensa. É o que sente alguém que passou por um grande perigo de vida, uma situação na qual parecia que não havia mais esperanças, mas que no final se reverteu em uma milagrosa salvação. Este foi exatamente o sentimento que o povo judeu vivenciou nos dias de Mordechai e Ester, e esta é a fonte da verdadeira alegria de Purim: o reconhecimento do amor que D'us tem pelo povo judeu. Comer, beber e se alegrar em Purim não é apenas a expressão de alegria pela salvação do decreto de Haman. A alegria vem do reconhecimento do motivo que resultou na salvação: o amor de D'us pelo povo judeu. Este é o ponto em comum entre Yom Kipur e Purim.

Este sentimento, de perceber de uma maneira especial o amor de D'us, tem o potencial de fazer o ser humano chegar a elevados níveis espirituais. Esta elevação pode ser tão grande que o Talmud (Shabat 88a) afirma que a geração de Mordechai e Ester recebeu a Torá novamente. A diferença é que a Torá no Monte Sinai foi recebida com temor, enquanto a Torá desta geração foi recebida com amor. E neste mesmo potencial gigantesco todos nós podemos chegar no dia de Purim.

A geração de Mordechai e Ester teve o mérito de ver com seus próprios olhos a salvação milagrosa de D'us. Mas como nós, que não presenciamos o milagre, podemos nos elevar? Através da reflexão, recordando os grandes milagres que D'us faz de maneira oculta, através de pequenos atos cotidianos que, juntos, demonstram Seu enorme amor pelo povo judeu. Lembrando-se da nossa sobrevivência milagrosa, mesmo que em cada geração alguém se levante para tentar nos exterminar. Com este entendimento, não apenas nossa festa de Purim fica mais alegre, mas nossas vidas ganham uma nova perspectiva, ao estarmos conscientes que há Alguém que cuida de nós, com muito amor, o tempo inteiro.

SHABAT SHALOM E PURIM KASHER VE SAMEACH

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TERUMÁ 5773


BS"D

ENCONTRANDO SEU LUGAR IDEAL - PARASHÁ TERUMÁ 5773 (15 de fevereiro de 2013)

"O Rav Elchanan Wasserman desde cedo se destacou muito no estudo da Torá. Depois de casar, foi morar na casa do seu sogro e recusou muitos cargos rabínicos, alguns que lhe trariam muito prestígio, pois preferia se dedicar apenas ao estudo de Torá. Alguns anos mais tarde, começou a ensinar Torá e montou uma Yeshivá (Centro de estudos de Torá) para jovens alunos, onde começou a se destacar muito como professor de Torá.

Passados alguns anos, para evitar uma possível discussão com um rabino local, o Rav Elchanan Wasserman saiu do comando da Yeshivá e foi estudar no Kolel (Centro de estudos de Torá para homens casados) dirigido pelo Rav Israel Meir HaCohen, o Chafetz Chaim, onde continuou se destacando muito pela sua constância e dedicação nos estudos. Incentivado pelo Chafetz Chaim, montou uma nova Yeshivá para jovens alunos, mas a Primeira Guerra Mundial fez com que ele tivesse que fugir para vários lugares.

Após o fim da guerra, o Rav Elchanan Wasserman foi para a Polônia e tornou-se o Rosh Yeshivá (Diretor) de Novardok, que mais tarde, graças à sua genialidade, tornou-se a uma das Yeshivót mais famosas da Europa. A Yeshivá cresceu muito e, em poucos anos, tinha mais de 300 alunos. Influenciou de maneira significativa todo o Mundo de Torá da Europa e tornou-se um dos líderes de sua geração.

Mas momentos difíceis vieram e não havia mais dinheiro nem mesmo para comprar comida para os alunos. O Rav Elechanan Wasserman então decidiu viajar para os Estados Unidos, onde tinha certeza que conseguiria juntar muito dinheiro para a Yeshivá. Enquanto ainda estava nos Estados Unidos começou a Segunda Guerra Mundial, e muitos aconselharam o Rav Elchanan a ficar na América, onde estaria seguro. Voltar para a Europa, com o avanço das tropas nazistas, seria certamente um grande risco de vida. Mas ninguém conseguiu convencer o Rav Elchanan a ficar. Sua única preocupação era com seus alunos, que haviam ficado sozinhos na Europa, sem um guia espiritual para ajuda-los naquela situação difícil.

E a decisão do Rav Elchanan Wasserman se mostrou acertada. Ele voltou para a Europa e por algum tempo ainda conseguiu ensinar Torá aos seus alunos e tranquilizá-los. Mas o cerco nazista foi se fechando cada vez mais até que o Rav Elchanan Wasserman sentiu que o fim se aproximava. Então ele reuniu os judeus que estavam com ele em Slobodka e fez um último discurso emocionado, que reviveu o espírito quebrado dos judeus. Ele ressaltou que a morte deles era para trazer expiação a todo o povo judeu, como os Korbanót (sacrifícios) que eram oferecidos no Beit Hamikdash (Templo). Ressaltou que eles não deveriam ter nenhum questionamento sobre a bondade e os caminhos de D'us, e assim, com Emuná (fé) completa, eles morreriam em total pureza espiritual, cumprindo a Mitzvá de santificar o nome de D'us. Afirmou que a morte deles não seria em vão, pois salvaria a vida de milhões de judeus que estavam do outro lado do oceano. E finalizou dizendo que o fogo que consumiria seus corpos seria o mesmo fogo que reconstruiria o Beit-Hamikdash em Jerusalém. Em 1941, o Rav Elchanan Wasserman foi preso e morto por colaboradores nazistas na Lituânia"

O Rav Elchanan Wasserman poderia ter pensado apenas em si mesmo e salvado a sua vida. Mas ele preferiu pensar nos outros, e decidiu não deixar seus alunos sozinhos. No final, além de toda a Torá e o incentivo que ele conseguiu transmitir aos alunos, ele meritou cumprir, de maneira completa, a Mitzvá de santificar o nome de D'us.

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Nesta semana lemos a Parashá Terumá que, entre outros assuntos, descreve a doação dos materiais necessários para a construção do Mishkan (Templo Móvel) e para a confecção das roupas dos Cohanim (sacerdotes), como está escrito: "A oferenda que vocês tomarão deles será a seguinte: ouro, prata e cobre... Pedras de ônix e "Avnei Miluim" (pedras preciosas) para o efod e para o peitoral" (Shemot 25:3,7). As pedras preciosas foram doadas para serem utilizadas em uma das roupas do Cohen Gadol (Sumo sacerdote), chamada peitoral. Nela eram incrustadas 12 pedras preciosas, cada uma representando uma das 12 tribos de Israel.

É interessante notar que as pedras preciosas utilizadas no peitoral receberam um nome coletivo, "Avnei Miluim". Rashi, comentarista da Torá, explica que este nome, que literalmente significa "as pedras de preenchimento", descreve a função destas pedras preciosas. No peitoral do Cohen Gadol havia 12 "engastes" feitos de ouro, formando cavidades onde as pedras deveriam ser encaixadas. Portanto, a função das pedras, como o nome sugere, era encaixar-se e preencher a cavidade dos engastes de ouro.

Mas desta explicação do Rashi ficam duas perguntas. Em primeiro lugar, por que a Torá atribuiu às pedras preciosas um nome "menos nobre", sugerindo que elas eram apenas "preenchedoras de um espaço vazio", ao invés de atribuir a elas um nome que acentuasse sua beleza e seu elevado valor? Além disso, cada pedra representava uma das 12 tribos de Israel, com suas qualidades e identidades únicas. Então por que as pedras receberam um nome coletivo, o que aparentemente anulava a individualidade e a singularidade de cada uma delas?

Responde o Rav Yohanan Zweig que este pequeno detalhe escrito na Torá nos ensina um fundamento muito importante para nossas vidas. É muito comum ocorrer situações nas quais ficamos divididos entre ficar em um lugar que necessita do nosso talento ou mudar para outra área que parece ser mais propícia para o nosso crescimento pessoal. O que é mais importante? O que é o correto a se fazer? Devemos pensar nos outros, isto é, na necessidade coletiva, ou em nós mesmos e no nosso próprio crescimento? As pedras preciosas nos ajudam a resolver este dilema. Apesar de que a beleza e o valor individual de cada pedra seriam certamente ressaltados caso cada uma delas estivesse isolada do conjunto, a Torá descreve que a função das pedras era ficar em seus devidos lugares, fazendo parte de um conjunto. Com isso a Torá nos ensina que é preferível a pessoa ficar no lugar onde necessitam dela, ao invés de mudar para uma área que parece ser mais propícia para o seu crescimento pessoal, mas onde ela não é tão necessária.

A saída de alguém de um local onde ele é muito necessário causa um impacto muito negativo naqueles que ficam, deixa um grande vazio. É como no caso das pedras preciosas do peitoral do Cohen Gadol, se apenas uma das pedras preciosas estivesse faltando, o vazio deixado por ela ofuscaria completamente as outras pedras. Poderíamos pensar que este é o ensinamento das pedras preciosas: devemos estar dispostos a nos sacrificar, abrindo mão de nossas necessidades pessoais em prol das necessidades comunitárias.

Mas as pedras preciosas nos ensinam algo ainda mais profundo. A verdade é que a escolha de ficar no local onde a pessoa é necessária é a escolha mais benéfica também para ela mesma. No final das contas, o crescimento pessoal será maior caso ela permaneça no local onde ela é mais necessária, ao invés de ir para o local onde, apesar de ter mais ferramentas de autodesenvolvimento, ela não as utilizará, pois não será tão necessária naquele local. É isto o que a Torá está nos ensinando ao chamar as pedras preciosas de "Avnei Miluim", dando a elas um nome coletivo e relacionado com sua função de preencher o local criado para elas, ao invés de ressaltar sua beleza e valor individuais. Pois o valor de cada pedra preciosa se tornava ainda maior pelo fato delas terem um local ao qual elas se adequavam perfeitamente.

Este é um ensinamento muito precioso para nossas vidas. Não apenas é muito desejado que uma pessoa pense mais no coletivo do que em si mesma, mas a Torá está ensinando que este é o melhor caminho para ela também. Quanto mais pensamos e ajudamos os outros, mais o nosso brilho e o nosso valor verdadeiro são ressaltados.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ MISHPATIM 5773


BS"D

O VERDADEIRO DONO - PARASHÁ MISHPATIM 5773 (08 de fevereiro de 2013)

"Era domingo de tarde e Roberto já estava horas na frente da televisão. Parava apenas para ir ao banheiro ou para assaltar a geladeira entre um intervalo e outro. Completamente esparramado no sofá, ficava com o controle remoto na mão, passando de canal em canal, procurando algo interessante. Foi quando ele viu uma reportagem sobre pacientes terminais que eram mantidos vivos com a ajuda de aparelhos. Chocado com as fortes imagens da reportagem, imediatamente chamou sua esposa e disse:

- Querida, por favor, você jura que se um dia eu estiver dependente de uma máquina para viver, você tira ela da tomada?

- Sim, eu juro – respondeu a esposa, depois de refletir um pouco.

Então, sem pensar duas vezes, ela levantou-se e tirou a televisão da tomada..."

Achamos que somos livres e independentes. Mas a verdade é que somos totalmente escravos de nossas próprias vontades e desejos.

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Na Parashá desta semana, Mishpatim, a Torá traz dezenas de leis "Bein Adam Lehaveiró" (entre o homem e seu companheiro), que fazem parte do código de leis civis do povo judeu. E o primeiro assunto tratado na Parashá é sobre um judeu que adquire outro judeu como escravo. Nosso conceito de escravidão é totalmente distorcido, pois a primeira ideia que nos vem à cabeça é uma pessoa com vida miserável e trabalho pesado sob fortes e impiedosas chicotadas. Mas a visão da Torá é completamente diferente, a ponto de o Talmud (Kidushin 22a) afirmar que "aquele que adquire um escravo, adquire para si um dono", tamanha é a responsabilidade que o dono deve ter com o bem estar de seu escravo. Por exemplo, um escravo deve ser alimentado com a mesma comida que o dono da casa come, deve ter uma boa cama para poder descansar e não pode sofrer nenhum tipo de maus-tratos. Muito longe dos exemplos de escravidão dos livros de história.

Como um judeu se tornava escravo de outro judeu? Uma das maneiras era quando uma pessoa roubava algo e, ao ser presa, não tinha dinheiro para devolver o roubo ao dono. O Beit Din (Tribunal) então tinha o poder de vender este ladrão como escravo, por um período de 6 anos, para arrecadar os fundos necessários para ressarcir o dono do objeto roubado. O ladrão cumpria os seis anos de trabalho escravo e era libertado no sétimo ano, podendo voltar à sua vida normal, com suas dívidas do passado quitadas.

A Torá traz ainda outro detalhe interessante. O escravo poderia decidir, ao final dos seis anos de trabalho, que gostaria de continuar sendo escravo. O Beit Din tentava convencê-lo a voltar para sua vida normal, como um homem livre, mas caso o escravo recusasse, ele passava por uma cerimônia, na qual era colocado ao lado do batente de uma porta e sua orelha era furada. O escravo então permanecia trabalhando para seu dono até o ano do Yovel (Jubileu), que ocorria a cada 50 anos.

Mas qual o significado desta estranha cerimônia, de furar a orelha da pessoa que decidiu continuar vivendo como escravo? E por que o furo era feito justamente na orelha e não em outro órgão do corpo? Explica Rashi, comentarista da Torá, que a orelha era o local mais adequado, pois como a pessoa havia se tornado escrava por ter roubado, então o furo na orelha servia como um lembrete que dizia: "Que esta orelha, que escutou no Monte Sinai o Mandamento de "Não roubarás" e mesmo assim foi e roubou, seja agora furada".

Mas destas palavras do Rashi surgem duas perguntas. Em primeiro lugar, se o furo na orelha era uma forma de castigar o escravo por ele ter roubado, então por que o furo era feito apenas após os seis anos de escravidão, quando a pessoa decidia continuar sendo escrava, e não logo quando a pessoa havia se tornado escrava, justamente por ter roubado e não ter conseguido devolver o roubo?

Além disso, observando atentamente os 10 Mandamentos da Torá, que foram trazidos na Parashá da semana passada, Itró, percebemos algo interessante. De acordo com o Talmud (Sanhedrin 86a), o 8º Mandamento da Torá, "Não roubarás", não se refere à proibição de roubar objetos e dinheiro dos outros, e sim à proibição de sequestrar uma pessoa. A linguagem "Não roubarás" é utilizada na proibição do sequestro porque em hebraico, uma das maneiras de expressar sequestro é "Gneivat Nefesh" (roubar uma alma). Então, se nos 10 Mandamentos o "Não roubarás" se refere ao sequestro, qual a conexão com a pessoa que decidiu continuar vivendo como escravo?

Para responder estas perguntas, precisamos refletir um pouco sobre o ato de sequestro. Se a Torá chama o sequestro de "roubar uma alma", a pessoa que está sendo sequestrada está sendo roubada de quem? De seus pais? De sua esposa? De seus filhos? Quem é o verdadeiro dono de uma pessoa? Por mais que existam vínculos de sangue entre as pessoas de uma família, como entre os pais e filhos, ou vínculos "contratuais", como entre maridos e esposas, estes vínculos não fazem com que um seja dono do outro. Um pai não é dono de seu filho, um marido não é dono de sua esposa. Então de quem o sequestrado está sendo roubado?

Responde o Rav Shimon Shwab que D'us é o único e verdadeiro dono de cada pessoa. Foi Ele quem criou cada um de nós e, portanto, Ele é o dono de tudo. Quando a pessoa está sequestrada, presa no cativeiro, ela não pode servir a D'us, o seu Criador e verdadeiro Dono, da maneira correta. Por isso, o sequestro significa roubar alguém de D'us.

Com este conceito podemos então responder as perguntas anteriores. Da mesma maneira que um sequestrador rouba a pessoa de D'us ao afastá-la do seu serviço Divino, assim também se comporta aquele que, por vontade própria, quer continuar a viver como um escravo. Ele está se impedindo de servir a D'us da maneira correta e, portanto, está transgredindo o 8º Mandamento da Torá, "Não roubarás". É também por isso que a orelha do escravo era furada somente após os seis anos, e não no momento em que ele era vendido como escravo pelo Beit Din para quitar as suas dívidas, pois no momento da venda a pessoa estava se tornando escrava por força das circunstâncias, não por escolha. Mas a partir do momento em que ela já havia quitado suas dívidas e mesmo assim quis continuar na escravidão, com isso ela demonstrou que queria ser um escravo de escravos, e não um escravo de D'us. Por isto, somente neste momento sua orelha era furada, para lembrar que ela não havia escutado no Monte Sinai o Mandamento de não roubar de D'us uma de Suas almas.

Podemos aplicar este importante ensinamento em nossas vidas. Ele nos ajuda, por exemplo, a entender um pouco mais o porquê a Torá é tão contra a eutanásia, a prática de ativamente terminar com uma vida para acabar com os sofrimentos pelos quais a pessoa está passando, como um doente terminal. As pessoas a favor da eutanásia utilizam o seguinte argumento: "A vida é minha e, por isso, eu faço o que eu quiser com ela". Mas segundo o judaísmo isto não é verdade. Não somos donos da vida de ninguém, e nem mesmo da nossa própria vida, pois não somos nossos próprios criadores. Nossa vida pertence à D'us, e não está nas mãos de ninguém decidir quem merece viver ou morrer. Por mais difícil que possa estar a situação de uma pessoa, por piores que possam ser seus sofrimentos, tudo está sob a Hashgachá Prati (Supervisão particular) de D'us. Nosso intelecto não entende Seus caminhos, nosso entendimento limitado não consegue alcançar a grandeza dos pensamentos Dele. Mas sabemos que quando um filho sofre, seu pai sofre ainda mais do que ele. Assim também acontece com D'us, que sofre mais do que a pessoa que está sofrendo. E se mesmo assim Ele, o Dono da vida e da morte, entendeu que a pessoa deve continuar viva, quem somos nós para pensar o contrário?

Outro ensinamento que podemos utilizar para nossas vidas é que, apesar de atualmente não haver mais a possibilidade de uma pessoa ser vendida como escravo, o conceito de escravidão ainda existe. Se não tomamos cuidado, nos tornamos escravos do mundo material e também transgredimos o Mandamento de "Não roubarás", pois ao nos tornarmos escravos dos nossos próprios desejos, nos afastamos da nossa espiritualidade e do serviço a D'us. Pois a pior escravidão não é aquela que controla o nosso corpo, e sim aquela que controla nossa cabeça.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ ITRÓ 5773


BS"D

JUNTOS NOS BONS E MAUS MOMENTOS - PARASHÁ ITRÓ 5773 (01 de fevereiro de 2013)

"No caminho de seu trabalho, Henrique passou na frente de uma loja de roupas finas e viu um lindo casaco na vitrine. Imaginou como ficaria bem com aquele casaco elegante. Vestindo aquele casaco tão chique ele ganharia um ar nobre e deixaria as pessoas boquiabertas.

Sonhando acordado, Henrique entrou na loja para experimentar o casaco. Estava decidido a comprá-lo, apesar do preço exorbitante. O vendedor recebeu-o de forma amável e trouxe o casaco escolhido. Mas após algumas tentativas de vestir o casaco, Henrique descobriu que, decididamente, aquele casaco não era do seu tamanho. Por mais que insistisse, o casaco não entrava. Porém, o vendedor era persistente e não desistiu tão fácil. Ele pediu para que Henrique levantasse uma das mãos, abaixasse a outra, dobrasse um pouco os joelhos, curvasse a coluna para o lado. Então foi só forçar um pouquinho e o casaco entrou. Mas o casaco ficou tão justo no corpo de Henrique que, para andar, ele precisava ficar completamente torto. Obcecado, apesar do desconforto e de estar todo torto, Henrique decidiu comprar o casaco. Após pagar, saiu da loja com ele já vestido.

Henrique caminhava pela rua, todo torto, com seu casaco novo, quando passou por duas mulheres que eram da alta sociedade. Escutou então elas conversando:

- Veja, querida, aquele pobre homem caminhando. Coitado, olha como ele é torto! – disse a primeira.

A segunda olhou com atenção e exclamou:

- É verdade, querida. Mas veja que casaco elegante ele está vestindo. Que caimento perfeito..."

Parece uma grande piada, mas é exatamente isto que fazemos quando tentamos moldar a realidade de acordo com nossas próprias necessidades e vontades, ao invés de enxergar a verdade.

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Na Parashá desta semana, Itró, estão descritos os detalhes do evento que mudou a história da humanidade: a entrega da Torá no Monte Sinai, quando D'us se revelou para os judeus, um povo inteiro, com mais de 3 milhões de pessoas. A entrega da Torá envolveu grandes milagres, como o Monte Sinai inteiro ardendo em fogo e tremendo, sob um intenso som do toque do Shofar e o brilho da luz dos relâmpagos. Houve fogo e trovões, como está escrito: "Todo o povo viu os trovões e as chamas..." (Shemot 20:15).

Rashi, comentarista da Torá, diz que há mais um milagre implícito neste versículo. Quando a Torá diz que "todo o povo viu", isto quer dizer que mesmo aqueles que eram cegos foram milagrosamente curados e conseguiram ver. O mesmo conceito aparece no versículo que descreve a aceitação da Torá pelo povo judeu: "E respondeu todo o povo junto, e disseram: 'Tudo o que D'us disse, nós faremos' " (Shemot 19:8). A linguagem "respondeu todo o povo" significa que todas as pessoas do povo falaram, inclusive os que eram mudos e surdos, pois foram milagrosamente curados no momento da entrega da Torá.

Mas deste comentário do Rashi surge uma grande questão. Nossos sábios ensinam que os judeus passaram por um processo de preparação para o recebimento da Torá. Eles saíram do Egito em um elevado nível de impureza espiritual e foram, aos poucos, se purificando, até chegar ao nível de profecia. Todo este crescimento espiritual foi um pré-requisito indispensável, pois o povo precisava se purificar espiritualmente para poder absorver os conceitos da Sagrada Torá. Mas, de acordo com a explicação de Rashi, a perfeição física também foi um pré-requisito para o recebimento da Torá. Por que?

Explica o Rav Yohanan Zweig que existe um mito de que religião é apenas uma "muleta" para os doentes e infelizes. De onde vem esta ideia completamente equivocada? De uma triste constatação: quanto mais rica é uma sociedade, mais ela abandona D'us. Países estáveis, como a Suíça e a Suécia, onde há estabilidade socioeconômica e poucas doenças, o índice de ateísmo chega a 60%. Já em países pobres da África, onde há muitas dificuldades e doenças, o ateísmo não passa de 1%. Por que isto acontece? Pois quando a pessoa tem dificuldades financeiras ou enfermidades, a conexão com D'us traz consolo e esperança. Mas quando a pessoa tem estabilidade, fartura e saúde, ela prefere viver ignorando D'us.

É impressionante perceber que estas tristes estatísticas estão profetizadas nas palavras do "Shemá Israel", que lemos duas vezes ao dia: "... e você vai comer e se saciar. Cuidem-se para que seus corações não sejam seduzidos e se desviem, e servirão outros deuses" (Devarim 11:15,16). A idolatria a que a Torá se refere é a "egolatria", o autoendeusamento, a pessoa atribuir a si mesmo todo o sucesso e sabedoria, esquecendo que D'us está por trás de tudo o que ocorre no universo. Quando esta "egolatria" ocorre? Quando estamos saciados. Quanto mais sucesso a pessoa tem na vida, maior a chance dela se desconectar da busca pela verdade que está contida na religião, pois a pessoa que atinge sucesso e prosperidade financeira não quer seguir regras, ela prefere viver de acordo com suas próprias leis. Portanto, fica a impressão de que a religião é importante apenas para pobres, necessitados e doentes.

Os judeus saíram do Egito carregados com grandes riquezas em ouro e prata. Além disso, D'us provia diariamente ao povo o "Man", a comida milagrosa que caía do céu, na quantidade exata para cada família. Um poço acompanhava os judeus no deserto, fornecendo toda a água necessária. As roupas cresciam junto com o corpo e não se estragavam com o uso. Em resumo, não havia pobres nem necessitados entre os judeus que estavam no deserto. Eles tinham abundância, tinham estabilidade, tinham a tranquilidade de saber que nada material faltava em suas vidas. A única coisa que faltava era a saúde, pois havia doentes dentro do povo. Havia cegos, surdos, mudos, e todos os outros tipos de defeitos físicos. Portanto, ao curar os doentes antes da entrega da Torá, D'us estava deixando uma mensagem muito clara para nós: a Torá não foi entregue para tratar apenas dos pobres e desafortunados. Ao contrário, quanto mais a pessoa tem sucesso na vida, mais ela deve estar conectada com a sua espiritualidade, para agradecer tudo o que tem de bom e não se perder no materialismo exagerado e desequilibrado.

Infelizmente, a maioria das pessoas espera as dificuldades e doenças para lembrar-se de D'us e de Sua Torá. Mas isto não é o correto, não devemos frequentar a sinagoga apenas quando nos falta algo e desaparecer novamente logo após a solução dos nossos problemas. A Tefilá (reza) não foi fixada pelos nossos sábios apenas para que possamos pedir o que nos falta, mas também como uma ferramenta de agradecimento a D'us por tudo o que temos de bom.  Devemos estar conectados à nossa espiritualidade principalmente quando tudo está bem, quando temos estabilidade, quando nada nos falta. Pois quando a pessoa se desconecta de sua espiritualidade, uma das maneiras que D'us tem para nos despertar é através das dificuldades.

Podemos enganar a nós mesmos, querendo nos acomodar em uma vida sem regras, onde nós fazemos as nossas próprias leis. Mas a experiência mostra que saímos perdendo duas vezes, tanto espiritualmente quanto materialmente. A cultura ocidental, que prega uma vida sem regras e sem limites, está em colapso após pouco mais de 200 anos de existência. As consequências são evidentes, estão diante dos nossos olhos: divórcios, traição, abuso de alimentação não saudável, vidas desregradas e famílias desestruturadas. Por outro lado, vemos o judaísmo e suas leis, com seus mais de 3000 anos de existência, manter-se firme e saudável, ensinando aos judeus a necessidade do equilíbrio, da estabilidade e dos valores corretos.

 Muitas civilizações já surgiram e desapareceram, mas o judaísmo continua. Pois as leis que D'us nos entregou no Monte Sinai não foram apenas para curar nossas doenças ou resolver nossos problemas, mas para que possamos ser felizes de verdade, neste mundo e no Mundo Vindouro.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BESHALACH 5773


BS"D


A FORÇA QUE VEM DO SHABAT – PARASHÁ BESHALACH 5773 (25 de janeiro de 2013)


"A Rebbetzin Esther Jungreis nasceu na Hungria. Ela viveu, desde sua infância, tempos difíceis para os judeus. Muitos anos antes dos nazistas dominarem a Europa, o antissemitismo já mostrava sua face mais cruel na Hungria. Os húngaros costumavam alistar jovens judeus para trabalhar em campos de trabalho escravo. As carroças que transportavam os jovens judeus passavam pela cidade de Szeged, onde vivia Esther. Seu pai, o rabino chefe da cidade, conseguia trazer para sua casa, toda semana, de 10 a 15 jovens para que passassem o Shabat com ele. Apesar do mundo lá fora ser cada vez mais horrível, quando o rabino entrava em casa e dizia "Shabat Shalom, crianças", a casa se iluminava de uma maneira especial. O dia de Shabat era um dia de muita alegria. Enquanto o mundo inteiro mergulhava em escuridão, o Shabat na casa dos Jungreis elevava todos os presente às alturas espirituais, e eles se sentiam, mesmo que por apenas um único dia, imunes à devastação que ocorria no mundo lá fora.

Quando os nazistas invadiram a Hungria, toda a família Jungreis foi enviada para o Campo de Concentração de Bergen-Belsen. Todos os dias eles recebiam de alimento apenas uma fatia de pão com um pouco de serragem. Mas o pai de Esther nunca comia todo o seu pão. Ele sempre tirava um pequeno pedaço do pão e guardava em um local escondido. Ele ensinava seus filhos a contar: "Faltam quatro dias para o Shabat... Faltam três dias para o Shabat...". Quando o Shabat finalmente chegava, no meio da noite a família se sentava no chão do barraco, que estava cheio de ratos, e o pai de Esther dizia: "Fechem os olhos, crianças. Agora nós estamos em casa. Vamos comer um pouco de Chalá". Então ele retirava do esconderijo as migalhas e pequenos pedaços de pão que havia cuidadosamente guardado durante a semana, dividia entre todos os familiares e cantavam "Shalom Aleichem", dando as boas vindas aos anjos que nos acompanham até em casa na noite de Shabat. Certa vez, após cantar "Shalom Aleichem", o irmão menor de Esther falou para seu pai:

- Pai, nós damos as boas vindas para os anjos, mas eu não consigo ver nenhum anjo! Onde eles estão?

O pai então começou a chorar e, enquanto lágrimas corriam pelo seu rosto, ele falou:

- Meus filhos, vocês são os verdadeiros anjos do Shabat.

Foi com a força do Shabat que toda a família Jungreis conseguiu sobreviver ao inferno de Bergen-Belsen e, após o Holocausto, ajudar a construir o judaísmo da América" (História Real)

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Na Parashá desta semana, Beshalach, o Faraó, arrasado pelas pragas que destruíram o Egito, deixou o povo judeu ir embora, mas logo se arrependeu e saiu em perseguição aos judeus com um grande exército. D'us então fez o grande desfecho, abrindo o Mar Vermelho para que o povo judeu pudesse atravessar em terra firme e fechando-o sobre os egípcios, matando todos afogados.

Mas logo após este grande milagre, a Torá descreve um pequeno incidente. Os judeus caminharam três dias no deserto de Shur e não encontraram água. Então eles chegaram a um local chamado Mará, onde havia água, mas as águas eram muito amargas e, portanto, não eram potáveis. O povo então reclamou de forma agressiva com Moshé, que rezou para D'us. D'us escutou os pedidos de Moshé, mostrou a ele uma árvore e ordenou que ele a atirasse nas águas amargas. Milagrosamente as águas se tornaram doces, possibilitando o povo beber e saciar sua sede.

Mas como o povo judeu pôde reclamar de forma tão agressiva, quase gerando uma rebelião contra Moshé, três dias após o incrível milagre da abertura do Mar Vermelho? O Talmud (Baba Kama 82a) explica que a falta de água é apenas uma analogia à falta de Torá, pois a Torá é, em várias características, comparada com a água. Por exemplo, da mesma forma que a água se acumula apenas nos lugares mais baixos, assim também a Torá se acumula apenas entre os humildes, que vencem o seu orgulho e a sua busca pela honra. Além disso, da mesma forma que é impossível viver sem água, também é impossível viver sem a Torá, pois ela é o nosso "Manual de Instruções" de como a vida, a interação entre o material e o espiritual, funciona.

Quando Moshé Rabeinu percebeu que apenas três dias após um gigantesco milagre o povo começou a reclamar, ele entendeu que o povo judeu não poderia ficar mais de três dias consecutivos sem o estudo da Torá, pois isto causava uma enorme deterioração de sua espiritualidade. Então ele estabeleceu que a Torá deveria ser lida publicamente na 2ª feira e na 5ª feira, além da leitura feita no Shabat, para que o povo judeu não passasse mais de três dias sem Torá.

Porém, daqui surge uma pergunta interessante: se o objetivo era não deixar que passassem três dias sem Torá, isto poderia ser conseguido através de várias possibilidades. Por exemplo, a leitura poderia ser na 3ª e na 5ª, ou na 2ª e na 4ª. Por que Moshé fixou a leitura da Torá justamente na 2ª e na 5ª?

Há um Midrash (parte da Torá Oral) que nos ajuda a responder a pergunta. O Midrash (Bereshit Rabá 11:9) diz que, após a criação do mundo, o Shabat reclamou com D'us, pois todos os dias da semana tinham um "par", menos o Shabat. D'us então consolou o Shabat dizendo que seu "par" seria o povo judeu. O que significa este conceito de que cada dia tem um par? E o que este Midrash nos ensina?

O Rambam (Maimônides) nos ensina que todas as criações de D'us têm como base quatro elementos fundamentais: a terra, a água, o fogo e o vento. Quando analisamos a criação do mundo, podemos perceber que em cada dia um dos elementos foi predominante. No primeiro dia D'us criou a luz, que é predominantemente composta pelo fogo. No segundo dia D'us criou o céu, que é resultado da divisão das águas e, portanto, o elemento predominante foi a água. No terceiro dia D'us criou a terra firme e a vegetação, sendo o elemento predominante a terra. O ciclo então se repete, pois no quarto dia D'us criou o sol, a lua e as estrelas, cujo elemento predominante é o fogo. No 5º dia D'us criou os peixes e animais aquáticos que, segundo o Talmud, foram formados a partir da própria água, sendo o elemento predominante a água. No 6º dia D'us criou os animais terrestres e o primeiro ser humano, que recebeu o nome de Adam, pois foi feito da "Adamá" (terra), sendo o elemento predominante neste dia a terra.

Segundo o Midrash, da mesma forma que praticamente tudo no mundo material é produzido através da combinação de "macho-fêmea", os elementos que D'us utilizou para criar o mundo também têm propriedades de "macho e fêmea" que, combinados, formam certa criação que apresenta este elemento de maneira predominante. Portanto, o Domingo e a 4ª feira se unem para produzir as criações baseadas no elemento fogo; a 2ª e a 5ª se unem para formar as criações baseadas no elemento água; e finalmente a 3ª e a 6ª se unem para produzir as criações baseadas no elemento terra. Estes são os "pares" a que se refere o Midrash. Pelo fato de Moshé ter fixado as leituras adicionais da Torá baseado na comparação entre a Torá e a água, os dias mais indicados para que a Torá fosse lida publicamente eram a 2ª e a 5ª, cuja combinação gera criações cujo elemento predominante é a água.

Explica o Rav Yohanan Zweig que o único elemento não utilizado nos seis primeiros dias da criação é o vento (Ruach), que é o mais espiritual de todos os elementos. Portanto, o Shabat, o dia mais espiritual da semana, é a criação em que o elemento predominante é o vento. Por isso o Shabat tem um caráter maior de espiritualidade e santidade do que os outros dias da semana. Mas como ensinou o Midrash, para conseguir alcançar uma criação é necessário um "par". Por isso, é somente a união entre o povo judeu e o Shabat que gera a santidade deste dia tão especial, santidade que permeia todos os outros dias da semana e dá para eles existência e sentido.

Muitas pessoas veem o Shabat como algo monótono e antiquado. Isto é porque muitas vezes não entendemos o caráter tão especial deste dia, que influência nossa semana de forma tão impactante. O Shabat é a fonte de energia de toda nossa semana. Os três primeiros dias da semana recebem energia do Shabat que passou, enquanto os três últimos dias da semana recebem influência do Shabat que está por vir. Principalmente nos dias atuais, em que a pressão do trabalho e do cotidiano nos afeta tanto, o Shabat é um verdadeiro oásis no meio do deserto, uma possibilidade de semanalmente recarregar as baterias.

Sem o Shabat nos tornamos escravos do mundo material. O Shabat é uma chance de nos desligarmos, durante um dia inteiro, de tudo o que nos escraviza. Podemos viver um dia por semana sem nossos computadores e celulares. Podemos viver um dia por semana sem pensar nos lucros da empresa, nos fornecedores e nos clientes. Podemos dedicar pelo menos um dia de nossa semana para nossa família, sentando juntos para as refeições de Shabat. Podemos dedicar pelo menos um dia de nossa semana para ler e conhecer um pouco mais da infinita sabedoria contida na nossa Torá. É um dia de descanso para o corpo e para a alma, no qual podemos nos conectar a D'us de uma maneira muito mais intensa.

Quando nos "unimos" ao Shabat, estamos contribuindo para trazer mais santidade ao mundo. Assim, além de aproveitar um dia especial, no qual nossas energias podem ser recarregadas, estaremos contribuindo para a construção de um mundo com mais paz e harmonia.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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