sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ ITRÓ 5773


BS"D

JUNTOS NOS BONS E MAUS MOMENTOS - PARASHÁ ITRÓ 5773 (01 de fevereiro de 2013)

"No caminho de seu trabalho, Henrique passou na frente de uma loja de roupas finas e viu um lindo casaco na vitrine. Imaginou como ficaria bem com aquele casaco elegante. Vestindo aquele casaco tão chique ele ganharia um ar nobre e deixaria as pessoas boquiabertas.

Sonhando acordado, Henrique entrou na loja para experimentar o casaco. Estava decidido a comprá-lo, apesar do preço exorbitante. O vendedor recebeu-o de forma amável e trouxe o casaco escolhido. Mas após algumas tentativas de vestir o casaco, Henrique descobriu que, decididamente, aquele casaco não era do seu tamanho. Por mais que insistisse, o casaco não entrava. Porém, o vendedor era persistente e não desistiu tão fácil. Ele pediu para que Henrique levantasse uma das mãos, abaixasse a outra, dobrasse um pouco os joelhos, curvasse a coluna para o lado. Então foi só forçar um pouquinho e o casaco entrou. Mas o casaco ficou tão justo no corpo de Henrique que, para andar, ele precisava ficar completamente torto. Obcecado, apesar do desconforto e de estar todo torto, Henrique decidiu comprar o casaco. Após pagar, saiu da loja com ele já vestido.

Henrique caminhava pela rua, todo torto, com seu casaco novo, quando passou por duas mulheres que eram da alta sociedade. Escutou então elas conversando:

- Veja, querida, aquele pobre homem caminhando. Coitado, olha como ele é torto! – disse a primeira.

A segunda olhou com atenção e exclamou:

- É verdade, querida. Mas veja que casaco elegante ele está vestindo. Que caimento perfeito..."

Parece uma grande piada, mas é exatamente isto que fazemos quando tentamos moldar a realidade de acordo com nossas próprias necessidades e vontades, ao invés de enxergar a verdade.

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Na Parashá desta semana, Itró, estão descritos os detalhes do evento que mudou a história da humanidade: a entrega da Torá no Monte Sinai, quando D'us se revelou para os judeus, um povo inteiro, com mais de 3 milhões de pessoas. A entrega da Torá envolveu grandes milagres, como o Monte Sinai inteiro ardendo em fogo e tremendo, sob um intenso som do toque do Shofar e o brilho da luz dos relâmpagos. Houve fogo e trovões, como está escrito: "Todo o povo viu os trovões e as chamas..." (Shemot 20:15).

Rashi, comentarista da Torá, diz que há mais um milagre implícito neste versículo. Quando a Torá diz que "todo o povo viu", isto quer dizer que mesmo aqueles que eram cegos foram milagrosamente curados e conseguiram ver. O mesmo conceito aparece no versículo que descreve a aceitação da Torá pelo povo judeu: "E respondeu todo o povo junto, e disseram: 'Tudo o que D'us disse, nós faremos' " (Shemot 19:8). A linguagem "respondeu todo o povo" significa que todas as pessoas do povo falaram, inclusive os que eram mudos e surdos, pois foram milagrosamente curados no momento da entrega da Torá.

Mas deste comentário do Rashi surge uma grande questão. Nossos sábios ensinam que os judeus passaram por um processo de preparação para o recebimento da Torá. Eles saíram do Egito em um elevado nível de impureza espiritual e foram, aos poucos, se purificando, até chegar ao nível de profecia. Todo este crescimento espiritual foi um pré-requisito indispensável, pois o povo precisava se purificar espiritualmente para poder absorver os conceitos da Sagrada Torá. Mas, de acordo com a explicação de Rashi, a perfeição física também foi um pré-requisito para o recebimento da Torá. Por que?

Explica o Rav Yohanan Zweig que existe um mito de que religião é apenas uma "muleta" para os doentes e infelizes. De onde vem esta ideia completamente equivocada? De uma triste constatação: quanto mais rica é uma sociedade, mais ela abandona D'us. Países estáveis, como a Suíça e a Suécia, onde há estabilidade socioeconômica e poucas doenças, o índice de ateísmo chega a 60%. Já em países pobres da África, onde há muitas dificuldades e doenças, o ateísmo não passa de 1%. Por que isto acontece? Pois quando a pessoa tem dificuldades financeiras ou enfermidades, a conexão com D'us traz consolo e esperança. Mas quando a pessoa tem estabilidade, fartura e saúde, ela prefere viver ignorando D'us.

É impressionante perceber que estas tristes estatísticas estão profetizadas nas palavras do "Shemá Israel", que lemos duas vezes ao dia: "... e você vai comer e se saciar. Cuidem-se para que seus corações não sejam seduzidos e se desviem, e servirão outros deuses" (Devarim 11:15,16). A idolatria a que a Torá se refere é a "egolatria", o autoendeusamento, a pessoa atribuir a si mesmo todo o sucesso e sabedoria, esquecendo que D'us está por trás de tudo o que ocorre no universo. Quando esta "egolatria" ocorre? Quando estamos saciados. Quanto mais sucesso a pessoa tem na vida, maior a chance dela se desconectar da busca pela verdade que está contida na religião, pois a pessoa que atinge sucesso e prosperidade financeira não quer seguir regras, ela prefere viver de acordo com suas próprias leis. Portanto, fica a impressão de que a religião é importante apenas para pobres, necessitados e doentes.

Os judeus saíram do Egito carregados com grandes riquezas em ouro e prata. Além disso, D'us provia diariamente ao povo o "Man", a comida milagrosa que caía do céu, na quantidade exata para cada família. Um poço acompanhava os judeus no deserto, fornecendo toda a água necessária. As roupas cresciam junto com o corpo e não se estragavam com o uso. Em resumo, não havia pobres nem necessitados entre os judeus que estavam no deserto. Eles tinham abundância, tinham estabilidade, tinham a tranquilidade de saber que nada material faltava em suas vidas. A única coisa que faltava era a saúde, pois havia doentes dentro do povo. Havia cegos, surdos, mudos, e todos os outros tipos de defeitos físicos. Portanto, ao curar os doentes antes da entrega da Torá, D'us estava deixando uma mensagem muito clara para nós: a Torá não foi entregue para tratar apenas dos pobres e desafortunados. Ao contrário, quanto mais a pessoa tem sucesso na vida, mais ela deve estar conectada com a sua espiritualidade, para agradecer tudo o que tem de bom e não se perder no materialismo exagerado e desequilibrado.

Infelizmente, a maioria das pessoas espera as dificuldades e doenças para lembrar-se de D'us e de Sua Torá. Mas isto não é o correto, não devemos frequentar a sinagoga apenas quando nos falta algo e desaparecer novamente logo após a solução dos nossos problemas. A Tefilá (reza) não foi fixada pelos nossos sábios apenas para que possamos pedir o que nos falta, mas também como uma ferramenta de agradecimento a D'us por tudo o que temos de bom.  Devemos estar conectados à nossa espiritualidade principalmente quando tudo está bem, quando temos estabilidade, quando nada nos falta. Pois quando a pessoa se desconecta de sua espiritualidade, uma das maneiras que D'us tem para nos despertar é através das dificuldades.

Podemos enganar a nós mesmos, querendo nos acomodar em uma vida sem regras, onde nós fazemos as nossas próprias leis. Mas a experiência mostra que saímos perdendo duas vezes, tanto espiritualmente quanto materialmente. A cultura ocidental, que prega uma vida sem regras e sem limites, está em colapso após pouco mais de 200 anos de existência. As consequências são evidentes, estão diante dos nossos olhos: divórcios, traição, abuso de alimentação não saudável, vidas desregradas e famílias desestruturadas. Por outro lado, vemos o judaísmo e suas leis, com seus mais de 3000 anos de existência, manter-se firme e saudável, ensinando aos judeus a necessidade do equilíbrio, da estabilidade e dos valores corretos.

 Muitas civilizações já surgiram e desapareceram, mas o judaísmo continua. Pois as leis que D'us nos entregou no Monte Sinai não foram apenas para curar nossas doenças ou resolver nossos problemas, mas para que possamos ser felizes de verdade, neste mundo e no Mundo Vindouro.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BESHALACH 5773


BS"D


A FORÇA QUE VEM DO SHABAT – PARASHÁ BESHALACH 5773 (25 de janeiro de 2013)


"A Rebbetzin Esther Jungreis nasceu na Hungria. Ela viveu, desde sua infância, tempos difíceis para os judeus. Muitos anos antes dos nazistas dominarem a Europa, o antissemitismo já mostrava sua face mais cruel na Hungria. Os húngaros costumavam alistar jovens judeus para trabalhar em campos de trabalho escravo. As carroças que transportavam os jovens judeus passavam pela cidade de Szeged, onde vivia Esther. Seu pai, o rabino chefe da cidade, conseguia trazer para sua casa, toda semana, de 10 a 15 jovens para que passassem o Shabat com ele. Apesar do mundo lá fora ser cada vez mais horrível, quando o rabino entrava em casa e dizia "Shabat Shalom, crianças", a casa se iluminava de uma maneira especial. O dia de Shabat era um dia de muita alegria. Enquanto o mundo inteiro mergulhava em escuridão, o Shabat na casa dos Jungreis elevava todos os presente às alturas espirituais, e eles se sentiam, mesmo que por apenas um único dia, imunes à devastação que ocorria no mundo lá fora.

Quando os nazistas invadiram a Hungria, toda a família Jungreis foi enviada para o Campo de Concentração de Bergen-Belsen. Todos os dias eles recebiam de alimento apenas uma fatia de pão com um pouco de serragem. Mas o pai de Esther nunca comia todo o seu pão. Ele sempre tirava um pequeno pedaço do pão e guardava em um local escondido. Ele ensinava seus filhos a contar: "Faltam quatro dias para o Shabat... Faltam três dias para o Shabat...". Quando o Shabat finalmente chegava, no meio da noite a família se sentava no chão do barraco, que estava cheio de ratos, e o pai de Esther dizia: "Fechem os olhos, crianças. Agora nós estamos em casa. Vamos comer um pouco de Chalá". Então ele retirava do esconderijo as migalhas e pequenos pedaços de pão que havia cuidadosamente guardado durante a semana, dividia entre todos os familiares e cantavam "Shalom Aleichem", dando as boas vindas aos anjos que nos acompanham até em casa na noite de Shabat. Certa vez, após cantar "Shalom Aleichem", o irmão menor de Esther falou para seu pai:

- Pai, nós damos as boas vindas para os anjos, mas eu não consigo ver nenhum anjo! Onde eles estão?

O pai então começou a chorar e, enquanto lágrimas corriam pelo seu rosto, ele falou:

- Meus filhos, vocês são os verdadeiros anjos do Shabat.

Foi com a força do Shabat que toda a família Jungreis conseguiu sobreviver ao inferno de Bergen-Belsen e, após o Holocausto, ajudar a construir o judaísmo da América" (História Real)

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Na Parashá desta semana, Beshalach, o Faraó, arrasado pelas pragas que destruíram o Egito, deixou o povo judeu ir embora, mas logo se arrependeu e saiu em perseguição aos judeus com um grande exército. D'us então fez o grande desfecho, abrindo o Mar Vermelho para que o povo judeu pudesse atravessar em terra firme e fechando-o sobre os egípcios, matando todos afogados.

Mas logo após este grande milagre, a Torá descreve um pequeno incidente. Os judeus caminharam três dias no deserto de Shur e não encontraram água. Então eles chegaram a um local chamado Mará, onde havia água, mas as águas eram muito amargas e, portanto, não eram potáveis. O povo então reclamou de forma agressiva com Moshé, que rezou para D'us. D'us escutou os pedidos de Moshé, mostrou a ele uma árvore e ordenou que ele a atirasse nas águas amargas. Milagrosamente as águas se tornaram doces, possibilitando o povo beber e saciar sua sede.

Mas como o povo judeu pôde reclamar de forma tão agressiva, quase gerando uma rebelião contra Moshé, três dias após o incrível milagre da abertura do Mar Vermelho? O Talmud (Baba Kama 82a) explica que a falta de água é apenas uma analogia à falta de Torá, pois a Torá é, em várias características, comparada com a água. Por exemplo, da mesma forma que a água se acumula apenas nos lugares mais baixos, assim também a Torá se acumula apenas entre os humildes, que vencem o seu orgulho e a sua busca pela honra. Além disso, da mesma forma que é impossível viver sem água, também é impossível viver sem a Torá, pois ela é o nosso "Manual de Instruções" de como a vida, a interação entre o material e o espiritual, funciona.

Quando Moshé Rabeinu percebeu que apenas três dias após um gigantesco milagre o povo começou a reclamar, ele entendeu que o povo judeu não poderia ficar mais de três dias consecutivos sem o estudo da Torá, pois isto causava uma enorme deterioração de sua espiritualidade. Então ele estabeleceu que a Torá deveria ser lida publicamente na 2ª feira e na 5ª feira, além da leitura feita no Shabat, para que o povo judeu não passasse mais de três dias sem Torá.

Porém, daqui surge uma pergunta interessante: se o objetivo era não deixar que passassem três dias sem Torá, isto poderia ser conseguido através de várias possibilidades. Por exemplo, a leitura poderia ser na 3ª e na 5ª, ou na 2ª e na 4ª. Por que Moshé fixou a leitura da Torá justamente na 2ª e na 5ª?

Há um Midrash (parte da Torá Oral) que nos ajuda a responder a pergunta. O Midrash (Bereshit Rabá 11:9) diz que, após a criação do mundo, o Shabat reclamou com D'us, pois todos os dias da semana tinham um "par", menos o Shabat. D'us então consolou o Shabat dizendo que seu "par" seria o povo judeu. O que significa este conceito de que cada dia tem um par? E o que este Midrash nos ensina?

O Rambam (Maimônides) nos ensina que todas as criações de D'us têm como base quatro elementos fundamentais: a terra, a água, o fogo e o vento. Quando analisamos a criação do mundo, podemos perceber que em cada dia um dos elementos foi predominante. No primeiro dia D'us criou a luz, que é predominantemente composta pelo fogo. No segundo dia D'us criou o céu, que é resultado da divisão das águas e, portanto, o elemento predominante foi a água. No terceiro dia D'us criou a terra firme e a vegetação, sendo o elemento predominante a terra. O ciclo então se repete, pois no quarto dia D'us criou o sol, a lua e as estrelas, cujo elemento predominante é o fogo. No 5º dia D'us criou os peixes e animais aquáticos que, segundo o Talmud, foram formados a partir da própria água, sendo o elemento predominante a água. No 6º dia D'us criou os animais terrestres e o primeiro ser humano, que recebeu o nome de Adam, pois foi feito da "Adamá" (terra), sendo o elemento predominante neste dia a terra.

Segundo o Midrash, da mesma forma que praticamente tudo no mundo material é produzido através da combinação de "macho-fêmea", os elementos que D'us utilizou para criar o mundo também têm propriedades de "macho e fêmea" que, combinados, formam certa criação que apresenta este elemento de maneira predominante. Portanto, o Domingo e a 4ª feira se unem para produzir as criações baseadas no elemento fogo; a 2ª e a 5ª se unem para formar as criações baseadas no elemento água; e finalmente a 3ª e a 6ª se unem para produzir as criações baseadas no elemento terra. Estes são os "pares" a que se refere o Midrash. Pelo fato de Moshé ter fixado as leituras adicionais da Torá baseado na comparação entre a Torá e a água, os dias mais indicados para que a Torá fosse lida publicamente eram a 2ª e a 5ª, cuja combinação gera criações cujo elemento predominante é a água.

Explica o Rav Yohanan Zweig que o único elemento não utilizado nos seis primeiros dias da criação é o vento (Ruach), que é o mais espiritual de todos os elementos. Portanto, o Shabat, o dia mais espiritual da semana, é a criação em que o elemento predominante é o vento. Por isso o Shabat tem um caráter maior de espiritualidade e santidade do que os outros dias da semana. Mas como ensinou o Midrash, para conseguir alcançar uma criação é necessário um "par". Por isso, é somente a união entre o povo judeu e o Shabat que gera a santidade deste dia tão especial, santidade que permeia todos os outros dias da semana e dá para eles existência e sentido.

Muitas pessoas veem o Shabat como algo monótono e antiquado. Isto é porque muitas vezes não entendemos o caráter tão especial deste dia, que influência nossa semana de forma tão impactante. O Shabat é a fonte de energia de toda nossa semana. Os três primeiros dias da semana recebem energia do Shabat que passou, enquanto os três últimos dias da semana recebem influência do Shabat que está por vir. Principalmente nos dias atuais, em que a pressão do trabalho e do cotidiano nos afeta tanto, o Shabat é um verdadeiro oásis no meio do deserto, uma possibilidade de semanalmente recarregar as baterias.

Sem o Shabat nos tornamos escravos do mundo material. O Shabat é uma chance de nos desligarmos, durante um dia inteiro, de tudo o que nos escraviza. Podemos viver um dia por semana sem nossos computadores e celulares. Podemos viver um dia por semana sem pensar nos lucros da empresa, nos fornecedores e nos clientes. Podemos dedicar pelo menos um dia de nossa semana para nossa família, sentando juntos para as refeições de Shabat. Podemos dedicar pelo menos um dia de nossa semana para ler e conhecer um pouco mais da infinita sabedoria contida na nossa Torá. É um dia de descanso para o corpo e para a alma, no qual podemos nos conectar a D'us de uma maneira muito mais intensa.

Quando nos "unimos" ao Shabat, estamos contribuindo para trazer mais santidade ao mundo. Assim, além de aproveitar um dia especial, no qual nossas energias podem ser recarregadas, estaremos contribuindo para a construção de um mundo com mais paz e harmonia.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BÔ 5773


BS"D


ENSINAR ATRAVÉS DO EXEMPLO PESSOAL – PARASHÁ BÔ 5773 (18 de janeiro de 2013)

"Alguns cofres de segurança de um grande banco de Montreal, que eram utilizados por clientes para guardar joias e outros pertences de valor, foram arrombados por ladrões e completamente esvaziados. Quando os clientes souberam do roubo, imediatamente enviaram aos diretores uma lista dos objetos que estavam dentro dos cofres para serem ressarcidos. Apesar de não haver responsabilidade legal de o banco ressarcir as perdas, os diretores temiam manchar o nome do banco e decidiram compensar seus clientes. Porém, havia um grande problema: como saber se os clientes estavam realmente sendo honestos? As listas poderiam conter objetos caros que nunca estiveram guardados no cofre, e não haveria como saber que era mentira. O que fazer?

Um dos diretores teve uma ideia brilhante. De todos os cofres, os ladrões não haviam conseguido arrombar sete deles. Eles chamariam aleatoriamente um dos donos destes cofres, diriam que seu cofre havia sido arrombado também e pediriam para que a pessoa preenchesse uma ficha detalhando tudo o que havia lá dentro para fins de ressarcimento. Assim, eles poderiam abrir o cofre e checar se a pessoa estava sendo honesta ou não. O resultado obtido com este cliente aleatoriamente escolhido seria utilizado como norma para a reclamação dos outros clientes.

A pessoa chamada foi a Sra. Bluenstein, uma mulher judia que cumpria as leis da Torá. Ela sabia como a desonestidade é algo abominável e era uma pessoa muito temente a D'us, por isso escreveu na lista apenas os objetos que realmente estavam no cofre, sem acrescentar nem mesmo um item estranho, mesmo sabendo que era uma grande oportunidade para "levar vantagem" da situação. Os diretores, ao verem que a mulher havia sido completamente honesta, concluíram que as pessoas são normalmente honestas e reembolsaram tudo o que eles haviam listado em suas reclamações.

A história ficou tão famosa que ganhou destaque no principal jornal do país, criando um enorme Kidush Hashem (Santificação do nome de D'us)" (História Real)

Toda vez que somos honestos e educados, estamos mandando uma mensagem ao mundo. Uma mensagem de que viver de acordo com as leis da Torá, que D'us nos entregou, ajuda a nos tornar pessoas cada vez melhores. Assim contribuímos para que o mundo possa chegar à perfeição.


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Nesta semana lemos a Parashá Bô, que traz as últimas três pragas que D'us mandou sobre os egípcios e a posterior libertação do povo judeu do Egito. E os judeus, após 210 anos de pesada escravidão, não saíram de mãos vazias, como ensina o versículo: "E os Filhos de Israel fizeram conforme as palavras de Moshé. Eles pediram dos egípcios utensílios de prata, utensílios de ouro e roupas. E D'us deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, e eles concederam seu pedido. Então eles esvaziaram o Egito" (Shemot 12:35,36).

Neste versículo há algo que nos chama a atenção. Está escrito que D'us fez com que os judeus encontrassem graça aos olhos dos egípcios, e eles deram de bom grado todas as suas riquezas para o povo judeu. Porém, os egípcios haviam acabado de ser esmagados e humilhados pelas 10 pragas que D'us havia mandado através de Moshé, o líder do povo judeu. Portanto, os egípcios terem dado seus pertences de bom grado foi um grande milagre. Mas para que este milagre foi necessário? Pois D'us estava cumprindo uma promessa feita a Avraham Avinu. Quando D'us revelou a ele que seus descendentes seriam escravos em uma terra estranha, afirmou que depois sairiam com uma grande riqueza. Por isso, D'us fez com que os egípcios dessem suas joias e roupas de bom grado, para que os judeus saíssem de lá ricos, cumprindo as palavras da profecia.

Mas ainda fica uma grande dificuldade. Após a última praga, a morte dos primogênitos, os egípcios estavam apavorados, achando que não apenas os primogênitos morreriam, mas todo o povo. Certamente fariam qualquer coisa que os judeus dissessem, por temor de que algo ruim aconteceria caso recusassem. Portanto, se os judeus pedissem as riquezas dos egípcios, eles as entregariam imediatamente. Então por que foi necessário um milagre para que os egípcios entregassem suas joias e roupas de bom grado? Qual a diferença se eles entregassem por admiração ou por temor?

Explica o Rav Naftali Tzvi Yehuda Berlin, mais conhecido como Netziv, que o propósito da Criação do mundo é para que toda a humanidade possa reconhecer D'us. A importância de que todos os povos do mundo tenham consciência de D'us pode ser observada em outro grande milagre que ocorreu após a saída do Egito. Na abertura do Mar Vermelho, assim diz o versículo: "Os egípcios devem saber que Eu sou D'us" (Shemot 7:5). De que egípcios o versículo está falando? Dos egípcios que, poucos instantes depois, morreram afogados. Isto quer dizer que o tremendo milagre da abertura do Mar Vermelho foi realizado apenas para que alguns poucos egípcios reconhecessem a força de D'us, por alguns poucos instantes, sem que eles tivessem a possibilidade de passar adiante o conhecimento da força de D'us. Por que? Pois o Mundo Vindouro não é uma exclusividade do povo judeu. Todos os não judeus que andarem no caminho correto também terão o mérito de ir para o Mundo Vindouro.

Mas como as nações do mundo podem saber como cumprir a vontade de D'us? Quando D'us entregou a Torá ao povo judeu no Monte Sinai, Ele nos tornou Seus mensageiros no mundo material, como afirmou o Profeta Yeshaiahu: "Nós somos uma luz para as nações" (Yeshaiahu 42:6). Não através de aulas, mas através do nosso exemplo. Segundo o Netziv, poderíamos cumprir nossa função morando na Terra de Israel, e de lá poderíamos inspirar o mundo inteiro. Mas infelizmente, por causa de nossas transgressões, não tivemos este mérito. Nosso Beit Hamikdash (Templo Sagrado), que iluminava o mundo inteiro, foi destruído. Como não conseguíamos mais ser a luz para as nações estando em Israel, D'us nos espalhou por todo o mundo, para que possamos espalhar a sabedoria de D'us morando entre as nações. Agora nossa obrigação é santificar o nome de D'us através de cada pequeno ato cotidiano.

É por isso que a Halachá (Lei judaica), em vários aspectos do nosso dia a dia, nos obriga a viver com santidade e a nos comportar da maneira correta, para que possamos santificar o nome de D'us. É estritamente proibido fazer qualquer ato que leve os não judeus a nos punirem por uma conduta que não é adequada a um povo de elevada santidade. Temos que tomar cuidado inclusive com atos que, apesar de serem corretos, podem dar a impressão de que estamos sendo desonestos ou fazendo algo errado. Santificar o nome de D'us é uma faceta da Mitzvá de "amar a D'us", pois ao nos comportarmos da maneira correta, estamos contribuindo para que toda a humanidade possa reconhecer e servir a D'us.

Como representantes de D'us, temos a grande responsabilidade e a obrigação de buscar respeito e favor aos olhos das nações do mundo. Rashi, comentarista da Torá, explica que isto ocorrerá apenas quando nós cumprirmos as Mitzvót da maneira correta, pois uma Mitzvá feita da maneira correta é algo Divino e gera respeito e admiração, como diz o versículo: "Você deve guardá-las e cumpri-las (as Mitzvót), pois é sua sabedoria e seu entendimento aos olhos das nações, que escutarão todas estas leis e proclamarão: 'É realmente sábia e entendida esta grande nação' " (Devarim 4:6). Mas uma Mitzvá que não é feita da maneira correta faz com que sejamos considerados tolos, denegrindo nossa imagem e, automaticamente, a imagem de D'us.

Antes da nossa primeira redenção, a saída do Egito, D'us milagrosamente deu ao povo judeu graça aos olhos dos egípcios. Os egípcios nos deram seus utensílios de ouro e prata e suas roupas para que pudéssemos melhorar nosso serviço a D'us no deserto. Ensinam nossos sábios que a primeira redenção do povo judeu é um modelo de como será a redenção final, na época do Mashiach. Portanto, para que possamos chegar à nossa redenção final, temos que nos esforçar para sermos exemplos ao mundo. Em uma sociedade com tanta violência, corrupção e roubo, bons atos têm um brilho especial. Quando a infidelidade e a desonestidade são a regra, podemos fazer a diferença, mostrando ao mundo que podemos e devemos viver de acordo com os valores corretos. Esta é a maior contribuição que podemos dar para que o mundo chegue um dia à sonhada perfeição.

"HOJE EM DIA AS PESSOAS SABEM O PREÇO DE TUDO, MAS NÃO SABEM O VALOR DE NADA"

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAERÁ 5773


BS"D

PENSANDO NO FUTURO – PARASHÁ VAERÁ 5773 (11 de janeiro de 2013)

"Daniel era uma pessoa muito correta. Mas ele sofria muito por seu pai ser um alcoólatra incorrigível. Certa vez Daniel estava passando por uma rua perto de sua casa e viu outro homem completamente bêbado, caído na sarjeta, em um estado degradante. Um grupo de jovens estava em volta do bêbado, atirando pedras e ofendendo-o com palavrões e insultos.

Quando Daniel viu aquela cena lamentável, correu para trazer seu pai, na esperança de que, vendo aquela cena, ele enxergaria a degradação que o alcoolismo causa. Quando chegaram ao local, o bêbado estava todo machucado, caído no esgoto, sujo e fedido, ainda com uma garrafa de vinho quase vazia na mão. O pai arregalou os olhos, aproximou-se do bêbado e disse:

- Ei, senhor. Onde você comprou este vinho? É de alguma loja aqui perto?

Daniel ficou chocado com a reação do pai. Então, desanimado por ter visto seu plano fracassar, falou:

- Pai, eu te trouxe aqui para você ver a humilhação pública que este homem está passando. Eu queria que você enxergasse como você fica quando está bêbado, e a vergonha que você causa para você mesmo e para toda a família. Eu imaginei que vendo este bêbado você ficaria chocado e abandonaria este seu terrível vício!

- Eu sei, meu querido filho – respondeu com tristeza o pai – mas o que eu posso fazer se o maior prazer da minha vida é beber?" (História retirada do Midrash – parte da Torá Oral)

É muito provável que esta pessoa sabe dos danos que a bebida causa para ele. Porém, os prazeres imediatos que ele consegue através da bebida o cegam e não o deixam enxergar os danos causados em sua vida a longo prazo. Em várias áreas da vida, focar apenas nos resultados imediatos sempre traz consequências desagradáveis.

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Na Parashá desta semana, Vaerá, D'us mandou Moshé ordenar ao faraó que libertasse o povo judeu. Após sucessivas recusas do faraó, D'us devastou o Egito com dez terríveis pragas, um duro castigo por todo o mal que os egípcios haviam causado ao povo judeu em mais de 210 anos de pesada escravidão.

Na segunda praga, D'us encheu o Egito de sapos. Os sapos entraram em todos os locais: nos quartos, nos banheiros, nas cozinhas e até mesmo dentro dos fornos dos egípcios, transformando a vida deles em um verdadeiro inferno. E assim diz o versículo sobre o momento em que a praga começou: "E estendeu Aharon sua mão sobre as águas do Egito, e o sapo subiu, e cobriu a terra do Egito" (Shemot 8:2).  

Mas deste versículo surge uma pergunta: se a Torá nos ensina que os sapos infestaram todo o Egito, e não havia um único lugar onde não havia sapos, então provavelmente D'us mandou sobre os egípcios milhares de sapos. Por que a Torá diz que "o sapo subiu", como se fosse apenas um único sapo?

Rashi, baseado em um Midrash (parte da Torá Oral), explica que originalmente apenas um único sapo saiu do rio Nilo e subiu em direção aos egípcios. Mas como um único sapo cobriu todo o Egito? Quando os egípcios viram o sapo, tentaram golpeá-lo para matá-lo. Mas ao invés de machucá-lo, o golpe fez com que o sapo se dividisse em vários sapos. Cada vez que um egípcio golpeava um dos sapos, ele se multiplicava. Assim, em pouco tempo, aquele único sapo se transformou nos milhares de sapos que infestaram todo o Egito.

Mas desta explicação do Rashi surge uma grande pergunta: quando os egípcios golpearam o primeiro sapo, viram que não apenas o sapo não tinha morrido, mas tinha se multiplicado. E assim com os outros sapos, quanto mais os egípcios batiam, mas eles se multiplicavam e se espalhavam pelo Egito. Então por que eles não pararam de bater nos sapos? Se racionalmente eles viram que o ato de bater só prejudicava, por que bateram até o Egito estar completamente tomado por sapos? Por que não aprenderam a lição?

Responde o Rav Yaacov Kanievski zt"l, mais conhecido como Staipler, que deste episódio dos sapos aprendemos uma importante lição de como a característica da raiva pode ser destrutiva para o ser humano e como nos faz agir como tontos no nosso cotidiano.

Normalmente, quando uma pessoa é insultada, ela fica dominada pela raiva e se vinga, "devolvendo" as ofensas ao agressor. O agressor então aumenta o tom dos insultos, e o agredido sente novamente a necessidade de pagar na mesma moeda, até que torna-se um círculo vicioso de retaliações sem sentido, com consequências desastrosas para todos os envolvidos.

Foi neste círculo vicioso da raiva que os egípcios entraram. Quando eles foram ameaçados pelo sapo, instintivamente reagiram golpeando-o. Quando o sapo se multiplicou, a fúria dos egípcios se acendeu e eles quiseram se vingar dos sapos, golpeando-os novamente. Mesmo que falharam outra vez, continuaram com sua atitude agressiva, golpeando os sapos sem parar, até que todo o Egito estava imerso em uma praga incontrolável. Daqui vemos o quanto a raiva nos causa danos, e quanto ela nos faz agir de maneira autodestrutiva.

Diz o Rav Yonathan Guefen que precisamos nos aprofundar um pouco mais na característica da raiva para entender por que ela leva a pessoa a agir de forma tão tola, como agiram os egípcios ao continuamente golpear os sapos que não paravam de se multiplicar. Quando uma pessoa é agredida e reage, ela sente um prazer imediato de ter devolvido as ofensas ao agressor, que ousou falar com ela de maneira tão rude. Mas depois desta satisfação momentânea, a pessoa sente, a longo prazo, um terrível remorso, acompanhado de outros sentimentos negativos que normalmente sentimos após uma discussão ou briga. Segundo a lógica, a pessoa deveria aprender a lição sobre os danos a longo prazo que sua reação violenta causou a si mesma e deveria utilizar este aprendizado para se controlar da próxima vez em que a mesma situação estressante ocorresse. Mas sabemos que não é isto o que ocorre, pois constantemente caímos na mesma armadilha. Entramos neste círculo vicioso de "agressão – reação impensada – remorso", do qual não conseguimos sair.

A fonte deste problema que prejudica a todos nós é que focamos sempre nos resultados a curto prazo, ao invés de levar em consideração as consequências a longo prazo. É necessário muito esforço e investimento no autoaprimoramento para mudar esta forma de comportamento destrutiva. Antes de tudo é necessário mudar a forma de como vemos a vida, pois uma das principais estratégias do nosso Yetzer Hará (má inclinação) para nos vencer é nos cegar em relação aos efeitos a longo prazo dos nossos atos. Com esta arma, ele consegue atrapalhar muito nosso trabalho espiritual. Pode parecer evidente em um bêbado, que prefere o prazer momentâneo da bebida e "se esquece" das consequências destrutivas de seu ato. Porém, isto ocorre em muitas outras áreas de nossas vidas, com consequências até mesmo mais devastadoras do que o álcool. Isto se aplica a todos os vícios e todos os desejos impulsivos do ser humano, cujo ponto em comum é a falta de autocontrole. E qualquer um que queira realmente atingir seu potencial deve levar isto em consideração e ter a vontade de mudar.

O primeiro passo para um processo real de crescimento é desenvolver o reconhecimento intelectual de que qualquer reação instintiva que temos quando confrontados com uma dificuldade é, em última instância, prejudicial. A raiva, por exemplo, pode trazer o prazer momentâneo da vingança e do "não levar desaforo para casa", mas a longo prazo pode gerar destruição e dor. Uma pessoa que grita com seu cônjuge ou com seus filhos de maneira impensada pode ter benefícios por alguns instantes, pode "ganhar a discussão" naquele momento, mas certamente a consequência futura será a destruição dos relacionamentos familiares, um preço muito alto por aquele pequeno benefício momentâneo.

Isto fica óbvio ao acompanharmos as notícias dos jornais. Quantas brigas de trânsito acabam em tragédias, que poderiam ter sido evitadas com uma reação mais calma de uma das partes? Acabamos de acompanhar o caso de uma acalorada discussão por causa da diferença de sete reais na conta de um restaurante que terminou em um banal assassinato de um jovem, recém-formado, que tinha um futuro inteiro pela frente. Por causa de discussões sem sentido muitas vidas já se perderam. A regra é que fogo não se apaga com fogo, se apaga com água. Assim nos ensina Shlomo Hamelech (Rei Salomão): "Uma fala tranquila afasta a raiva, mas uma fala dura desperta a raiva" (Mishlei 15:1).

O segundo passo é refletir sobre possíveis situações onde testes podem ocorrer, para que possamos estar intelectualmente preparados para reagir de maneira positiva, sem que o "efeito surpresa" nos leve a reações impensadas. Com isto, a pessoa conseguirá, mesmo sendo insultada, frear suas reações naturais e tolerar a situação adversa com calma, baseada no reconhecimento racional de que gritar e insultar de volta somente agravará a situação. Um exemplo é quando estamos no trânsito. Temos que saber que passar horas no volante estressa qualquer pessoa, e responder a um insulto ou a uma buzinada somente fará ferver o sangue. Portanto, o correto é sair de carro mentalizando que você encontrará pessoas irritadas e mal-humoradas no caminho. Assim será mais fácil manter a calma durante uma situação de stress.

Manter a tranquilidade durante um insulto não é algo fácil de ser alcançado, mas com o tempo, à medida que a pessoa internaliza este conceito, vai adquirindo o autocontrole necessário para reagir às dificuldades com tranquilidade e moderação. Devemos aprender dos egípcios, que golpeavam sem parar os sapos, que as consequências da raiva são sempre negativas. Assim poderemos refletir e aprender a, da próxima vez, "esfriar" nossa raiva antes de tomar qualquer atitude.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHEMOT 5773


BS"D


O QUE ESTÁ POR TRÁS DE UM NOME? - PARASHÁ SHEMOT 5773 (04 de janeiro de 2013)

"Ronaldo foi contratado para trabalhar no censo demográfico de sua cidade. Quando chegou a uma das últimas casas que teria que visitar naquele dia cansativo, percebeu que os moradores eram judeus, por causa da mezuzá na porta. Tocou a campainha e foi recebido por uma mulher que estava rodeada por várias crianças. Ele se apresentou como funcionário do censo e perguntou se a mulher estava disposta a colaborar, respondendo algumas perguntas simples. Como ela concordou, ele começou a perguntar:

- Minha senhora, quantos filhos você tem?

- Bom, deixe-me ver. Tem a Miriam, o David, o Jonathan...

O funcionário do censo interrompeu-a, visivelmente irritado, e disse:

- Minha senhora, eu não estou interessado em seus nomes. Eu quero apenas saber os números!

A mulher olhou-o nos olhos e respondeu, com indignação:

- Senhor, meus filhos não são objetos. Eles não são números, eles têm nomes..."

Quando um judeu era mandado a um Campo de Concentração, em seu braço era tatuado um número. O que os nazistas queriam não era manter o controle do número de prisioneiros. Eles queriam desumanizar os judeus, atribuindo a eles um número e transformando-os em objetos. Pois o nome não é apenas uma forma de sermos reconhecidos, ele carrega muito do nosso potencial espiritual.

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Nesta semana começamos o segundo livro da Torá, Shemot, também conhecido como "Sefer HaGalut Ve HaGueulá" (O livro do Exílio e da Redenção), pois descreve todas as dificuldades e sofrimentos do povo judeu no exílio egípcio e a posterior salvação, culminando com o recebimento da Torá no Monte Sinai e a transmissão das primeiras Mitzvót ao povo judeu. Mas há algo um pouco estranho no nome deste livro, pois a palavra "Shemot" significa "Nomes". Por que o segundo livro da Torá se chama "Nomes"? E qual a conexão com o exílio e a redenção do povo judeu?

Quando nasce uma criança e os pais escolhem para ela um nome, achamos que este nome é fruto da criatividade dos pais. Mas, na realidade, o nome vem através de inspiração Divina, pois o nome não é algo "decorativo" na vida de uma pessoa, ele traz profundas implicações espirituais. Por exemplo, o Talmud (parte da Torá Oral) afirma que o Mazal (influência dos mundos espirituais) pode ser modificado através da mudança no nome da pessoa. Por que isto acontece?

No mundo material, quando combinamos diferentes elementos químicos, formamos um composto. Por exemplo, combinando dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio forma-se a água. Se os elementos forem alterados, a composição final também muda. Explica o Rav Simcha Barnett que cada letra em hebraico representa um "elemento" espiritual.  A combinação destes "elementos" forma um componente espiritual único. Portanto, o nome de uma pessoa revela suas características espirituais e seu potencial espiritual único.

Mais do que isso, a palavra "Shem", que em hebraico significa "nome", vem da mesma raiz da palavra "Sham", que significa "lá". Mesmo que não conseguimos enxergar os átomos de oxigênio e hidrogênio do composto H2O, sabemos que a água que bebemos contém estes dois elementos químicos. Da mesma maneira, a realidade espiritual de uma pessoa está lá, em sua alma. A sua essência está escondida dentro dela, por trás de seu exterior físico. Todos os seres humanos são impulsionados para transcender suas limitações físicas, emocionais e espirituais. O destino está lá, no espiritual, em algo mais real e duradouro do que o mundo material. O nome de uma pessoa representa esta busca do seu potencial.

Cada um de nós é enviado para este mundo para buscar algo. Buscamos em muitos lugares, durante muitos anos, sob uma grande variedade de condições. Mas nem sempre encontramos o que estamos buscando, pois a missão de nossas vidas é encontrar o verdadeiro "eu", não apenas quem somos, mas quem deveríamos ser. A viagem da vida nos leva a lugares e situações estranhas e difíceis, mas o itinerário é apenas um meio para o crescimento e o autoconhecimento. Somente aquele que segue a viagem com sucesso, sem desistir ou parar nas paradas intermediárias do caminho, encontrará seu verdadeiro nome, isto é, o seu verdadeiro "eu".

A jornada de cada um é uma viagem solitária. Por mais que as pessoas à nossa volta possam nos ajudar, ninguém pode fazer a busca por nós. Algumas vezes sentimos dor, frustração e dificuldades. É como entrar em um túnel escuro carregando apenas uma pequena lanterna. Esta viagem é muito instável, nunca nos sentimos em casa. Por que? Pois esta é a sensação da nossa alma enquanto está no mundo material, dentro de um corpo, longe de sua morada espiritual. Isto é comparado a um exílio.

É por isso que o segundo livro da Torá, que descreve o exílio e a redenção do povo judeu, chama-se "Shemot" (Nomes), pois D'us está nos lembrando da nossa própria jornada pessoal no mundo material, que se inicia em uma situação de exílio, o exílio espiritual de nossas almas, mas que terminará com a nossa redenção, quando nossa alma voltará para casa após atingir o potencial contido em seu nome.

Este conceito pode ser observado na luta entre Yaacov e o anjo da guarda de Essav. Após ver que não conseguiria derrotar Yaacov, o anjo perguntou a ele seu nome. Mas se os anjos são seres espirituais, conectados diretamente com D'us, como pode ser que este anjo não sabia o nome de Yaacov? A resposta é que o anjo sim sabia, mas a pergunta tinha outro contexto. O anjo queria saber se, depois de tanta luta e dificuldades, Yaacov ainda lembrava-se de sua missão, que estava "embutida" em seu próprio nome. Então o anjo anunciou que o nome de Yaacov mudaria para Israel. Por que? Pois ao vencer o anjo, Yaacov terminou sua missão neste mundo. Ao receber um novo nome, ele estava recebendo uma nova missão.

Mas a grande pergunta é: como chegar "lá", ao nosso objetivo, mesmo imersos em tanta escuridão? Como não esquecer o nosso "nome" depois de tanta luta e dificuldade aqui no mundo material? A resposta está na nossa Parashá. D'us tem vários Nomes, pois cada um deles descreve alguma característica de Sua essência. Quando D'us escolheu Moshé como líder, pediu para que ele avisasse ao povo judeu que havia chegado o momento da salvação. Moshé então questionou: como o povo saberia que ele estava dizendo a verdade, isto é, que D'us realmente havia se revelado para ele? E se o povo perguntasse qual era o nome deste D'us que havia se revelado, o que ele deveria responder? D'us então ensinou que Seu nome era "Eu serei o que Eu serei", revelando para Moshé que Ele é a única realidade verdadeira, todo o resto é enganação. Mesmo o nome mais conhecido de D'us, de 4 letras, carrega esta mensagem. As letras que compõe este nome (Iud, Hei, Vav e a letra Hei), quando combinadas entre si, formam as conjugações do verbo "ser" no passado, no presente e no futuro, isto é, "Haia" (Eu fui), "Hovê" (Eu sou) e "Ihie" (Eu serei), nos ensinando que D'us é a única realidade, a única verdade, eterno e acima do tempo e do espaço.

A luta para se conectar com a realidade é a única maneira de alcançar a verdadeira felicidade. Mecânicos precisam entender a realidade sobre motores para poder consertar os carros. Médicos precisam saber a realidade do corpo humano para tratar os doentes. Precisamos saber a realidade da vida para podermos alcançar a felicidade. Será que é com nosso dinheiro, atrás do qual gastamos tanto tempo e esforços, que chegaremos à felicidade verdadeira? A experiência nos ensina que não. Pois no fundo, nossa busca pela realidade e pela felicidade é uma busca por D'us, e não será preenchida por nenhum prazer deste mundo.

"Geralmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens, respondo que sei muito bem do que estou fugindo, mas não o que estou procurando" Michel de Montaigne, filósofo francês.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAIECHI 5773


BS"D

MUITA CALMA NESTE MOMENTO - PARASHÁ VAIECHI 5773 (28 de dezembro de 2012)

Josef era um homem trabalhador. Ele era lenhador e trabalhava duro para conseguir seu sustento. Acordava todos os dias às 5 da manhã, trabalhava o dia inteiro cortando lenha e só parava tarde da noite. Ele tinha perdido a esposa durante o parto do único filho do casal, uma linda criança. Uma empregada cuidava do filho durante o dia e uma raposa, o bicho de estimação de Josef, que havia sido criada em sua casa desde filhote, cuidava da criança durante a noite, até que Josef voltasse do trabalho.

Todas as noites, ao chegar em casa, Josef encontrava a raposa o esperando na porta, feliz com sua chegada. Porém, os vizinhos do lenhador não viam aquilo com bons olhos e alertavam que a raposa era um animal selvagem e, portanto, não era confiável. Quando ela sentisse fome, seus instintos venceriam seu adestramento e ela atacaria a criança. Mas Josef achava que aquilo era uma grande bobagem, pois a raposa era parte da família, nunca faria mal ao seu filho.

Certo dia, Josef chegou exausto do trabalho. Ao entrar em casa, viu a raposa com a boca totalmente ensangüentada. Josef suou frio. Os vizinhos estavam certos, aquela raposa era apenas um animal selvagem e havia atacado seu filho. Desesperado, cego pelo ódio, ele não pensou duas vezes e acertou o machado na cabeça da raposa, matando-a com um único golpe certeiro.

Ao entrar no quarto, apavorado, encontrou seu filho na cama, dormindo tranquilamente. Ao lado da cama, uma cobra venenosa estava morta, ensanguentada. A raposa havia arriscado sua vida para salvar a criança...

Aquele machado ficou guardado para sempre, como uma lembrança de que atos feitos por impulso certamente trazem apenas arrependimento e consequências negativas, que muitas vezes não têm mais volta.


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Nesta semana lemos a Parashá Vaiechi, que fecha o primeiro livro da Torá, Bereshit. A Parashá conta sobre a morte do nosso último patriarca, Yaacov, aos 147 anos. Quando ele adoeceu e sentiu que sua morte se aproximava, chamou seus filhos para dizer a cada um deles algumas últimas palavras. Alguns filhos receberam de Yaacov Brachót (bênçãos), enquanto outros receberam Tochachót (broncas), como ocorreu com Reuven, o filho mais velho de Yaacov, que foi repreendido com duras palavras, como está escrito: "Reuven, meu primogênito, minha força e meu vigor inicial, primeiro em linhagem e primeiro em poder. Impetuoso como a água, você não pode ser o primeiro, pois você moveu a cama do seu pai..." (Bereshit 49:3,4). O que significam estas palavras de Yaacov?

Explicam nossos sábios que Yaacov estava se referindo a algo que havia ocorrido há quase 40 anos. Yaacov amava Rachel acima de todas as suas esposas e, por isso, deixava sua cama sempre na tenda dela. Após o falecimento prematuro de Rachel, Reuven achou que seu pai mudaria a cama para a tenda de sua mãe, Lea. Mas, ao contrário do que Reuven pensou, Yaacov colocou sua cama na tenda de Bilá, a escrava de Rachel. Reuven ficou muito chateado com a humilhação de sua mãe e fez um ato impulsivo: mudou por conta própria a cama de seu pai, tirando-a da tenda de Bilá e colocando-a na tenda de sua mãe. Isso foi considerado um erro grave, como um adultério, pois Reuven estava interferindo na vida íntima de seu pai. Yaacov terminou a bronca ressaltando que, por causa daquele erro, Reuven perderia seus direitos à monarquia e ao sacerdócio, aos quais estava originalmente destinado por ser o filho primogênito.

Mas desta bronca de Yaacov em Reuven ficam algumas perguntas. Em primeiro lugar, a impetuosidade é algo assim tão negativo, para que tenha consequências tão graves como a perda da monarquia e do sacerdócio? Além disso, o fato do erro ter sido feito por impulso deveria ter sido um fator atenuante, que transformaria o erro em algo menos grave do que se tivesse sido cometido com premeditação.  Então por que Yaacov ressaltou justamente a impetuosidade para ressaltar a gravidade do erro de Reuven? E finalmente, a Torá nos ensina que Reuven é o modelo de arrependimento sincero. Por exemplo, Reuven não estava presente na venda de Yossef, pois segundo Rashi, comentarista da Torá, ele estava sentado em um local isolado, vestindo roupas de luto e jejuando para expiar o erro que havia cometido. Então por que Yaacov precisava dar uma bronca em Reuven por um erro que havia acontecido há tanto tempo e pelo qual ele já havia se arrependido completamente?

Explica o Rav Yochanan Zweig que, em geral, quando nós damos uma bronca em alguém, focamos apenas na própria transgressão, nos esquecendo de que ela é, na verdade, apenas a consequência de uma falha nas Midót (traços de caráter) da pessoa. Por isso, a bronca normalmente não adianta, pois o erro específico é consertado, mas a falha nas Midót, que é a raiz do problema, não é corrigida. Enquanto ainda houver esta falha nas Midót, os erros continuarão a ser cometidos, pois eles são apenas uma consequência, não a causa.

Isto pode ser observado em Reuven. Esta não foi a primeira vez que Yaacov chamou a atenção de Reuven por causa da impetuosidade. Quando Yossef, antes de se revelar aos seus irmãos, prendeu Shimon e exigiu que Biniamin fosse trazido como prova de que eles não eram espiões, Yaacov se recusou a mandar Biniamin, com medo de perder seu outro filho querido. Então Reuven tentou convencer seu pai, oferecendo a vida de seus próprios filhos como garantia de que traria Biniamin de volta para casa são e salvo. Naquele momento Yaacov imediatamente censurou Reuven pela sua sugestão impulsiva e impensada.

Portanto, esta foi a intenção de Yaacov ao dar a bronca em Reuven. Certamente Yaacov não queria condená-lo por um erro tão antigo, do qual ele já havia se arrependido de maneira exemplar. Yaacov queria ressaltar qual era a falha nas Midót que havia causado com que Reuven pecasse, para que ele pudesse consertá-la. Seu erro era a impetuosidade, o comportamento impulsivo, fazer as coisas no calor do momento sem pensar nas consequências futuras, cuja raiz é a falta de autocontrole. Em momentos de pressão, a pessoa impulsiva toma decisões precipitadas, das quais se arrependerá quando pensar com mais claridade ou quando for atingida pelas consequências negativas que certamente virão.

Após entender a gravidade da impetuosidade, agora podemos entender também porque suas consequências são tão devastadoras. Mais do que um rei precisa controlar seus súditos, uma das principais funções de um verdadeiro líder é ensinar autocontrole ao seu povo. E a principal maneira de ensinar não é com palavras, é com atitudes. O rei precisa refletir a imagem de alguém que atingiu os maiores níveis de autocontrole. Por isso, quando Reuven demonstrou se comportar de uma maneira impulsiva, perdeu a chance de ser o precursor dos futuros reis de Israel. Da mesma maneira, a responsabilidade pela santidade do sacerdócio só pode ser tomada por alguém que chegou ao auge do autocontrole, pois a santidade se manifesta apenas onde se encontra o autocontrole.

Para entender o quanto a Torá se importa com esta má característica de ser impulsivo, o Pirkei Avót, que traz centenas de ensinamentos sobre autoaprimoramento, começa com o seguinte ensinamento: "Sejam ponderados no julgamento". O ensinamento não é apenas para os juízes em um tribunal, mas para cada um de nós, juízes dos acontecimentos cotidianos. O Pirkei Avót está nos dizendo, como primeiro ensinamento, a não ser impulsivo, a pensar com tranquilidade, levar em consideração as consequências futuras de todos os nossos atos. Se isto não nos levar a sermos reis do povo judeu, que nos leve pelo menos a sermos reis de nossas próprias vidas.

"O FRUTO DO IMPULSO É O ARREPENDIMENTO"

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIGASH 5773


BS"D

ESTE E-MAIL É DEDICADO À ELEVAÇÃO DA ALMA DE ELIEZER BEN ARIEH


NÃO É VERGONHA SENTIR VERGONHA - PARASHÁ VAYIGASH 5773 (21 de dezembro de 2012)

"O casamento das famílias Goldman e Fishberg (nomes fictícios), duas famílias não religiosas que viviam em Israel, era esperado com ansiedade por todos os parentes e amigos do casal. A cerimônia foi linda e emocionante, com os noivos chorando muito sob a Chupá no momento em que suas almas se uniam. A festa também foi muito animada, os noivos e seus convidados não paravam de dançar um minuto.

Após as primeiras danças, todos se sentaram para jantar. Como o pai do noivo estava muito suado de te tanto dançar, resolveu tirar seu terno e deixar na cadeira. Alguns minutos depois o maestro convidou o pai do noivo para dançar uma valsa com a noiva. Foi um momento emocionante, todos aplaudiram de pé. Após a valsa, o pai do noivo voltou ao seu lugar e novamente vestiu o terno. Mas logo sentiu falta de algo importante. Tinha trazido no bolso um envelope contendo 10 mil dólares, dinheiro que seria utilizado para pagar parte das despesas da festa, mas o envelope não estava mais lá. Desesperado, imaginou que o envelope tinha caído no meio da pista durante as danças. Pediu para que o maestro anunciasse a perda do envelope, na esperança de que alguém o encontrasse. Mas as horas passaram, a festa foi terminando e o dinheiro não apareceu. As mesas foram retiradas, o palco foi desmontado, mas nem sinal do envelope. Muito triste, o pai do noivo negociou para que as dívidas fossem pagas na semana seguinte. Após um tempo o assunto foi esquecido.

Um mês depois, o vídeo do casamento ficou pronto e toda a família se reuniu para assistir. O novo casal conseguiu juntar seus pais, tios e primos. Todos se emocionaram novamente com a Chupá e com a alegria da festa. O filme chegou ao momento em que o pai do noivo foi dançar a valsa com a noiva. Mas no meio da valsa, a câmera deixou de filmar a dança e passou a filmar os convidados. E a câmera pegou o exato momento em que uma pessoa colocava a mão dentro do bolso do terno do pai do noivo, retirava de lá o envelope com o dinheiro e colocava dentro do seu próprio bolso. O ladrão era, ninguém mais ninguém menos do que... o pai da noiva!!!

Na sala, diante da televisão, todos os olhares de surpresa e indignação se voltaram para o pai da noiva, que estava pálido e transpirando muito. Ele colocou a mão no peito, deu um grito e caiu no chão já morto, após um ataque cardíaco fulminante..." (História Real).

Imagine a vergonha de ser filmado fazendo algo abominável e ter que assistir, diante de todos, o filme. É isso o que nos ensina o Pirkei Avót (Ética dos Patriarcas): "Reflita sobre 3 coisas e você nunca pecará. Saiba o que há acima de você: um Olho que vê, um Ouvido que escuta, e todos os seus atos são anotados em um livro" (Pirkei Avót 2:1).

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Nesta semana lemos a Parashá Vayigash, que traz o desfecho da história de Yossef e seus irmãos. Yossef, que havia se tornado o vice-rei do Egito, testou seus irmãos, comportando-se com eles de maneira muito dura. Mas após Yehudá se oferecer para ficar como escravo no lugar de Binyamin, mostrando que eles haviam superado o sentimento de inveja, Yossef não aguentou e se revelou para seus irmãos, como está escrito: "Eu sou Yossef. O meu pai ainda está vivo? E eles não puderam responder para ele, pois estavam desconcertados diante dele" (Bereshit 45:3). Explica Rashi, comentarista da Torá, que a expressão "e eles não puderam responder" significa que eles sentiram muita vergonha naquele momento em que Yossef se revelou para eles.

Mas deste comentário do Rashi fica um questionamento: do que eles sentiram vergonha, de terem vendido Yossef? Nossos sábios ensinam que todos os filhos de Yaacov eram pessoas extremamente íntegras e tementes a D'us. Por que eles haviam vendido Yossef como escravo? Não havia sido um ato impensado nem impulsivo. Eles haviam sentado para fazer um julgamento, pois achavam que Yossef merecia, de acordo com a lei, receber a pena de morte. Quando Yossef revelou seus sonhos, nos quais seus irmãos se curvavam diante dele, despertou nos irmãos a suspeita de que ele queria roubar a primogenitura. Eles acharam que o sonho era apenas seu subconsciente mostrando seu desejo de poder. Por isso, durante 22 anos, eles tiveram a certeza de que não haviam errado no julgamento de Yossef e que a venda havia sido legítima. Então o que mudou neste momento? Se eles achavam que estavam certos, por que Yossef ter se revelado causou tanta vergonha neles?

Para encontrar a resposta, antes precisamos entender o que significa sentir vergonha. Será que é algo positivo? Ensina o Talmud (Brachót 12b): "Todo aquele que comete uma transgressão e se envergonha dela é perdoado por todos os seus pecados". O Talmud está ressaltando a importância de se envergonhar por um mau ato, e isto é tão valorizado por D'us que Ele perdoa completamente uma pessoa que erra e depois sente vergonha de seu ato. Mas afinal, o que há de tão especial em se envergonhar de um erro? E por que atualmente ninguém mais sente vergonha de nada?

Explica o Rav Yerucham Leibovitz que o que nós chamamos de vergonha não é o mesmo sentimento que Rashi está se referindo quando explica a reação dos irmãos de Yossef. Quando alguém nos flagra fazendo algo errado e nos chama a atenção, nos sentimos desprezados, pois sabemos que a partir daquele momento a outra pessoa não nos olhará mais da mesma maneira como nos olhava antes. Este sentimento não vem de um despertar interno, não é consequência de a pessoa entender seu erro. Está relacionado com a maneira como os outros nos veem e como nos sentimos em relação a isso. Mas não é sobre este sentimento que o Talmud está dizendo que é capaz de fazer com que D'us nos perdoe pelos nossos erros.

O que a Torá chama de vergonha é um despertar interno, é quando a pessoa entende que seus atos não foram de acordo com a vontade de D'us. Vergonha é quando a pessoa percebe, ao enxergar as coisas a partir da ótica correta, que desperdiçou seu potencial por ter tomado decisões erradas na vida. E foi justamente isto o que aconteceu com os irmãos de Yossef. Por 22 anos eles acreditaram que estavam certos, que haviam se comportado de acordo com a vontade de D'us. Mas quando Yossef se revelou, foi um imenso choque. Eles entenderam naquele momento que o sonho de Yossef não era a vontade de roubar a primogenitura, era uma profecia que havia acabado de se concretizar, pois todos os irmãos haviam se curvado diante dele, exatamente como ele tinha sonhado. Além disso, se D'us havia dado tanta grandeza para Yossef e o mérito de salvar e sustentar toda sua família, certamente é porque não era o rebelde que eles haviam pensado. Por isso os irmãos chegaram à terrível conclusão de que haviam cometido um enorme erro e, por causa disso, nos últimos 22 anos não tinham se comportado da maneira que D'us gostaria. Neste momento um enorme sentimento de vergonha caiu sobre eles, a ponto de não conseguirem dizer nada para Yossef.

Com este conceito conseguimos entender porque hoje em dia tão pouca gente se envergonha. Pois a vergonha vem da reflexão, vem do questionamento, vem da busca sincera de descobrir se nossos atos são corretos ou não. Atualmente procuramos só os erros dos outros, não os nossos próprios erros. A mesma pessoa que aponta o dedo acusador para seu companheiro não percebe que faz atos até piores do que ele. Mas será que não sentir vergonha pelos nossos erros é algo negativo?

Nos ensina o Midrash (Bereshit Rabá 93): "Dizia Aba Cohen Bardla: Pobres de nós no Dia do Julgamento, pobres de nós no dia da bronca". O que significam estas palavras do Midrash? Se quando Yossef, o mais jovem dos irmãos (entre os que haviam transgredido, pois Binyamin não havia participado da venda de seu irmão) deu uma bronca em seus irmãos, eles não puderam suportar a vergonha, muito maior ainda será a nossa vergonha no dia em que D'us, no dia do nosso julgamento, nos der uma bronca. Que bronca será esta? D'us nos permitirá enxergar, como nossos próprios olhos, os erros que cometemos na vida. Neste momento não teremos desculpas, não teremos onde nos esconder, seremos obrigados a encarar a verdade de que perdemos muitas oportunidades com vanidades e escolhas equivocadas. Ele nos mostrará que gastamos muito tempo em valores que não acrescentam nada em nossas vidas, enquanto desprezamos os valores espirituais, que nos acompanharão por toda a eternidade.

Aquele que reflete sobre seus atos aqui neste mundo, antes de chegar o momento do Julgamento de D'us, e se envergonha ao enxergar suas más escolhas, certamente conseguirá consertar seus caminhos. Nossa vida é como um filme, onde tudo fica gravado. Os acertos e os erros ficam registrados e serão mostrados a cada um de nós, sob a ótica da verdade, no momento em que sairmos deste mundo. Imagine a vergonha de, no mundo da verdade, ver todos os erros que cometemos.

Mas este filme pode ser alterado, pois nossos erros podem ser consertados através do nosso arrependimento verdadeiro. Portanto, se conseguirmos ser sinceros, buscando nossos erros e nos envergonhando deles, podemos ter a certeza de que estaremos escrevendo um roteiro completamente diferente para o filme da nossa vida, tanto o que já passou quanto o que ainda está por ser vivido.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm


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