sexta-feira, 5 de agosto de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ DEVARIM E TISHÁ BE AV 5771

BS"D

 

NUNCA MAIS EU RECLAMO - PARASHÁ DEVARIM E TISHÁ BE AV 5771 (5 de agosto de 2011)

 

"Fernando estava no meio de uma longa e cansativa viagem. Havia começado a chover forte e, como ele viu que o tanque estava quase vazio, achou melhor parar logo em um posto de gasolina para não correr o risco de ficar parado no meio da estrada por falta de combustível em um tempo chuvoso daqueles.

 

Fernando estacionou no primeiro posto que encontrou. A tempestade havia apertado ainda mais e o vento forte fazia com que a chuva caísse sobre o frentista, deixando-o completamente ensopado enquanto ele enchia o tanque.  Confortavelmente sentado dentro de seu carro, Fernando viu o frentista trabalhando embaixo daquela chuva fria e sentiu-se mal. Mas o mais interessante é que o frentista não estava triste ou irritado. Ao contrário, ele assobiava alegremente enquanto trabalhava. Após encher o tanque, ainda se ofereceu para medir o nível do óleo e da água do radiador, mesmo embaixo daquela chuva.

 

Quando Fernando estava partindo, como que se desculpando, disse:

 

- Sinto muito que você tenha que estar aí fora com este tempo.

 

- Não se preocupe, isto não me incomoda nem um pouco – respondeu o frentista, com um sorriso no rosto.

 

- Você sempre teve este alto astral? – perguntou Fernando, curioso.

 

Na verdade não – respondeu o frentista – Eu era um jovem que tinha tudo. Estudava em uma boa faculdade, tinha um bom carro, morava com meus pais em uma bela casa e tinha muitos amigos. Mas eu não sabia dar valor para tudo o que eu tinha e estava sempre reclamando de tudo. Perdi bons amigos e diversas vezes briguei com meus pais por motivos fúteis. Foi então que eu fui convocado para lutar no Vietnã. Tive que deixar tudo para trás e viajar para um lugar estranho onde eu não conhecia ninguém. Foi lá que eu conheci o inferno. Passava dias sem comer uma refeição decente, dormindo na lama, acordando com o barulho de tiros e vendo meus colegas caindo mortos ao meu lado.

 

- Então certo dia eu cheguei ao meu limite – continuou o frentista, emocionado. Comecei a lembrar quantas coisas boas eu tinha na minha vida e nunca soubera dar valor, principalmente minha família e meus amigos. Naquele momento eu prometi a mim mesmo que, se um dia eu conseguisse sair vivo daquele inferno, eu seria tão grato a D'us que nunca mais reclamaria de nada. Uma semana depois a guerra acabou e eu fui mandado de volta para casa. E assim, desde aquele dia, nada mais me aborrece"

 

Assumir a responsabilidade por nossas atitudes é parte da construção de uma vida feliz.

 

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Nesta semana começamos o último livro da Torá, Devarim, também conhecido como "Mishnê Torá" (repetição da Torá), já que grande parte do livro recorda os acontecimentos mais importantes dos 40 anos do povo judeu no deserto. E a Parashá desta semana, Devarim, traz o discurso final de Moshé, no qual ele aproveita o momento da despedida, quando as pessoas estavam com o coração mais aberto, para fazer uma crítica construtiva sobre os graves erros cometidos pelo povo judeu.

 

Um dos erros ressaltados por Moshé nos chama a atenção pela profunda falta de sensibilidade do povo judeu. Mesmo após D'us ter garantido que a Terra de Israel era boa, o povo pediu o envio de espiões para verificá-la. As consequências foram desastrosas, pois dos 12 espiões enviados, 10 voltaram falando mal da terra, descrevendo-a como um local habitado por gigantes, sem chance de ser conquistada. Isto causou uma histeria coletiva e um choro sem motivo. Mas o mais grave foi a reclamação feita pelo povo contra D'us, como está escrito: "E vocês falaram mal em suas tendas e disseram: 'Por ódio D'us nos tirou do Egito, para nos entregar nas mãos dos Emoritas para nos destruir' " (Devarim 1:27).

 

D'us, para nos tirar do Egito, fez inúmeros milagres. Mandou as 10 pragas sobre o Egito, abriu o Mar Vermelho para que o povo judeu pudesse passar em segurança e fechou o mar para afogar os egípcios. Além disso, a própria sobrevivência no deserto foi acompanhada de milagres abertos: nuvens que guiavam e protegiam o povo dia e noite, roupas que cresciam junto com a pessoa sem se desgastarem com o tempo, o "Man" que caía do céu diariamente, entre muitos outros milagres.

 

Então surge uma grande pergunta: como pode ser que, após verem tantos milagres abertos e bondades feitas por D'us, os judeus chegaram neste nível espiritual tão baixo de não apenas negar as bondades de D'us, mas também enxergar as bondades como se tivessem sido maldades?

 

Explicam os nossos sábios que, em geral, as pessoas não "despencam" espiritualmente. Nosso Yetzer Hará (má inclinação) vai nos derrotando em pequenas batalhas e, sem percebermos, vamos caindo em queda livre. Foi isto o que aconteceu com o povo judeu. Mas o que motivou o começo da queda?

 

Nos ensina o Rabeinu Yona, em seu livro "Shaarei Teshuvá", que uma das piores características do ser humano é ser reclamão. A natureza do reclamão é estar sempre descontente e reclamando de tudo e de todos, constantemente criticando o que as pessoas fizeram ou disseram. Por sempre focar o lado negativo das coisas, o reclamão se torna uma pessoa rigorosa e intransigente. Mesmo quando alguém faz algo sem intenção, o reclamão julga o próximo para o mal e considera como se tivesse sido uma agressão intencional.

 

E o que ocorre com quem não trabalha esta terrível característica? Ao se acostumar apenas a reclamar e a procurar coisas negativas nos outros, no final o reclamão termina reclamando também daqueles que nunca fizeram nenhum mal, ou pior, reclama daqueles que somente fazem bem a ele. Ele se considera sempre como agredido e perseguido pelos outros, como se os atos errados do próximo fossem intencionais contra ele, mas na verdade ele é o agressor e o perseguidor, que machuca os outros com suas reclamações constantes. Por isso o reclamão acaba se tornando uma pessoa sozinha, pois como se torna alguém inconveniente, seus amigos e pessoas próximas se afastam dele.

 

Mas talvez a pior consequência de ser reclamão é que ele acaba se tornando um negador de bondades recebidas, ao ponto de considerar coisas boas como sendo coisas ruins, pagando o bem com o mal. Ele fica tão obcecado em exigir "justiça" que, mesmo quando alguém faz algo para o seu bem mas de uma maneira que ele não concorda, ele acaba enxergando isso como uma maldade. Por exemplo, os jovens sentem que suas mães são malvadas por não permitirem que eles voltem das festas às 5 da manhã. A mesma mãe que deu vida ao filho, que constantemente dá tudo o que ele necessita, é vista como vilã apenas por sua decisão de ir contra as vontades do filho. Por medo da violência e da inconsequência de muitos motoristas que dirigem embriagados pelas ruas de madrugada, as mães fazem de tudo para proteger seus filhos, mas são vistas como desalmadas. Por que? Pois somos reclamões, olhamos feio para tudo o que não é feito do nosso jeito. Foi isto o que aconteceu com o povo judeu durante os 40 anos no deserto.

 

Em diversos eventos descritos pela Torá podemos perceber que os judeus tinham naturalizado esta péssima característica em seus corações. Apesar das bondades e milagres constantes de D'us, eles reclamavam por causa da comida, por causa da água, por causa do caminho um pouco mais longo, e em diversas situações se rebelavam sem motivo. Nem mesmo os terríveis castigos mandados por D'us eram suficientes para fazer com que as pessoas entendessem o quanto esta característica é nociva. Por não tratarem esta característica negativa eles chegaram ao ponto de realmente acreditar que D'us os havia tirado do Egito, com milagres abertos, quebrando todas as leis da natureza, apenas por maldade, para prejudicá-los no deserto.

 

Quando olhamos os eventos descritos na Torá, enxergamos facilmente os erros do povo judeu e as conseqüências. Mas enxergamos os mesmos erros em nós mesmos? Será que também não somos tão reclamões quanto os judeus do deserto? Será que não sofremos também duras consequências por termos em nossos corações esta terrível característica? Achamos absurda a forma como o povo judeu questionou a bondade de D'us, mas será que não fazemos o mesmo quando acontecem coisas que fogem do nosso controle e entendimento?

 

Na próxima 2a feira de noite é Tishá Be Av, o dia mais triste do ano, no qual nos enlutamos por várias catástrofes que ocorreram com o povo judeu em nossa história. Mas de todas as tragédias, nenhuma se compara à destruição do nosso Beit Hamikdash (Templo Sagrado). Por que ele foi destruído e até hoje, dois mil anos depois, ainda não foi reconstruído? Por causa do ódio gratuito entre os judeus. Se o nosso Beit Hamikdash não foi reconstruído até hoje, é uma prova de que continuamos persistindo no mesmo erro.

 

De onde vem o ódio gratuito? Principalmente de julgarmos sempre os outros para o mal, mesmo sem conhecer as pessoas de verdade. Nos acostumamos a sempre reclamar e exigir nossos direitos, ao invés de focar nos nossos deveres. São cada vez mais comuns passeatas pelos direitos, mas são cada vez menos freqüentes as demonstrações de preocupação verdadeira com o próximo e com os nossos deveres.

 

A Torá nos ensina que não temos direitos, temos deveres, temos obrigações, temos responsabilidades. Somente quando cada um focar mais nos seus próprios erros do que nos erros dos outros estaremos realmente caminhando para um mundo melhor. Um mundo com mais justiça, com mais união, onde o direito de cada um será verdadeiramente respeitado. Somente então mereceremos a reconstrução do nosso Beit Hamikdash.

 

SHABAT SHALOM

 

Rav Efraim Birbojm

 

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso eterno.

 

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

 

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).


quinta-feira, 28 de julho de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ MASSEI 5771

BS"D

 

PREOCUPAÇÃO COM OS OUTROS - PARASHÁ MASSEI 5771 (29 de julho de 2011)

 

"Era dezembro de 1994. O vôo entre Tel Aviv e Nova York começou normalmente, com a decolagem pontualmente às 04h30 e previsão de uma rápida parada de reabastecimento em Bruxelas, na Bélgica. Após o reabastecimento, que ocorreu às 09h00, o capitão anunciou que uma série de problemas mecânicos causaria um atraso no vôo. Mas até as 14h00 os problemas mecânicos do avião ainda não haviam sido resolvidos e os cerca de 500 passageiros, cansados, ​​foram levados de ônibus para um hotel local. Desde a madrugada até o meio da tarde a companhia aérea tinha apenas servido bebidas e salgadinhos. Embora a companhia aérea tivesse distribuído um vale-refeição para ser utilizado no restaurante do hotel, isto não ajudava a maioria dos passageiros, que precisavam de comida Kasher.


As notícias desse atraso interminável chegaram até a Antuérpia, onde ficava a maior comunidade judaica da Bélgica, situada a 45 minutos de Bruxelas. A comunidade judaica da Antuérpia rapidamente organizou uma impressionante variedade de refeições Kasher, e tudo foi entregue no hotel de Bruxelas, onde mais de 400 judeus, homens, mulheres e crianças famintos, ansiosamente se perguntavam quando eles conseguiriam ter uma refeição Kasher.

 

O detalhe é que a quantidade de alimento enviada foi tão grande que alimentou os passageiros em um farto jantar, sobrou ainda para o café da manhã do dia seguinte e para o almoço durante o vôo, após finalmente o avião ter conseguido decolar com um atraso total de 27 horas" (História Real)

 

É isso o que a Torá exige de nós: que nos preocupemos com o sofrimento e a necessidade do próximo a ponto de, mesmo sem que os necessitados peçam ajuda, estejamos lá para ajudar"

 

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Nesta semana terminamos o quarto livro da Torá, Bamidbar. E a Parashá desta semana, Massei, nos ensina, entre outros assuntos, sobre a pena recebida por uma pessoa que matou não intencionalmente outro ser humano. Mas o que mais impressiona é perceber que, apesar da Torá ressaltar diversas vezes que a pessoa não teve nenhuma intenção de matar, mesmo assim ela é chamada de "assassino". Além disso, a Torá descreve que esta pessoa recebia uma pena extremamente dura. Ela tinha que abandonar sua família, seus amigos e a cidade onde morava para se exilar em uma das cidades de refúgio, construídas justamente para abrigar assassinos que matavam sem intenção. Por quanto tempo durava este exílio? Ninguém sabia. A pessoa ficava na cidade de refúgio até a morte do Cohen Gadol (Sumo Sacerdote), isto é, era um exílio por tempo indeterminado. Poderia ser 1 mês, 1 ano ou 40 anos. Porém, se a pessoa não teve nenhuma intenção de matar, foi tudo uma grande fatalidade, por que a Torá aplica uma pena tão dura?

 

A mesma pergunta também fazemos em Yom Kipur. Durante o "Vidui", a confissão dos nossos pecados, pedimos perdão para D'us "pelos pecados que pecamos diante de Ti intencionalmente e não intencionalmente". Entendemos a necessidade de pedir perdão por um pecado intencional, mas por que pedir perdão por um ato não intencional? E se foi não intencional, por que mesmo assim é chamado de "pecado"?

 

Além disso, refletindo um pouco sobre a punição daqueles que cometeram um assassinato não intencional, surge uma grande pergunta. Quando uma pessoa era enviada para a cidade de refúgio, seu maior desejo era poder sair de lá, mas isto só aconteceria apenas após a morte do Cohen Gadol. Portanto, mesmo que de forma não intencional, todos os que estavam na cidade de refúgio desejavam a morte do Cohen Gadol e, quando rezavam para sair logo dali, estavam incluindo indiretamente em suas rezas um pedido pela morte rápida do Cohen Gadol. Esta reza tinha tanta força que o Talmud conta que a mãe do Cohen Gadol levava comida e roupas para os moradores das cidades de refúgio para convencê-los a não rezar pela morte do filho. Mas por que o Cohen Gadol merecia isto? Ele estava sendo castigado por algum tipo de erro?

 

Explica o Rav Meir Rubman um fundamento espiritual muito importante, que nos ajuda a enxergar acontecimentos do cotidiano com outros olhos. Nos ensina Shlomo Hamelech (Rei Salomão): "Mesmo sem intenção, a alma não é boa" (Mishlei 19:2). O que este versículo quer dizer? Que quando um ser humano comete um mau ato, mesmo sem intenção nenhuma, isto é um sinal que há algo de errado em sua alma. Pois os maus atos não intencionais são consequência da falta de cuidado e da falta de sensibilidade com a dor e com as perdas do próximo. Se a pessoa tivesse tido um pouco mais de cuidado e preocupação com o próximo, certamente o acidente não intencional não teria ocorrido.

 

Tudo o que ocorre, tanto nos mundos espirituais quanto no mundo material, está sob controle total do Criador do universo. Nada ocorre sem a Sua permissão. D'us cumpre Sua vontade utilizando o nosso próprio livre arbítrio. Ele utiliza pessoas com méritos espirituais como intermediários para mandar coisas boas aos outros e pessoas com problemas espirituais como intermediários para aplicar decretos ruins. Portanto, a pessoa que morreu já tinha um decreto espiritual de morte, mas D'us utilizou o assassino, que não se preocupava com o próximo como deveria, como um intermediário para aplicar esta pena de morte através de um assassinato não intencional. Portanto, alguém que fez mal ao outro de maneira não intencional precisa se questionar e refletir, para procurar alguma falha em sua alma e tentar corrigir. É por isso que pedimos perdão em Yom Kipur também pelas transgressões não intencionais, pois se tivéssemos sido mais cuidadosos, se tivéssemos pensado mais nos outros, teríamos evitado muitos danos e sofrimentos, e D'us não nos teria utilizado como instrumento para causar coisas desagradáveis aos outros.

 

Explica ainda o Rav Rubman que isto vale para pessoas normais, isto é, de nível espiritual mediano. Mas para pessoas de nível espiritual mais elevado, com um potencial maior, a cobrança é muito mais rigorosa. Para eles, mesmo os atos não intencionais são considerados como intencionais. Mesmo se eles não fizeram nada errado, apenas deixaram de fazer algo que poderiam pelo povo judeu, como rezar para que nada de mal acontecesse, eles são cobrados por isso. O Cohen Gadol era uma pessoa de nível muito elevado, com um contato especial com D'us, diferente de todo o povo. Se durante os anos em que ele exerceu o sacerdócio ocorreram assassinatos não intencionais dentro do povo judeu, isto era um sinal de que ele não havia rezado pelo bem do povo com a intenção e a força que poderia e deveria ter feito. Por isto era castigado desta maneira tão severa.

 

O que aprendemos deste fundamento espiritual para nossas vidas cotidianas? Muitas vezes causamos, sem nenhuma intenção, sofrimentos e danos aos outros. Tentamos justificar nossos erros com os argumentos de "Não sabia", "Não escutei" ou "Não prestei atenção". Porém, isto na verdade não são justificativas para nossos erros, são na verdade grandes questionamentos: "Por que não sabíamos?", "Por que não escutamos?", "Por que não prestamos atenção?". Se realmente nos preocupássemos com o próximo como deveríamos, poderíamos ter evitado o dano e o sofrimento causado.

 

Recentemente um motorista de um Porshe, dirigindo a uma velocidade de 150 km/h pelas ruas da cidade, atingiu outro veículo em um cruzamento. A motorista do outro veículo, uma advogada de 28 anos, morreu na hora. Nas entrevistas, o motorista alegou que não era um criminoso, como vinha sendo tratado pela mídia. Mas segundo o judaísmo isto não é verdade. Alguém que dirige desta maneira, alcoolizado e em velocidade irresponsável, é sim um criminoso. O crime praticado é chamado pela Torá de assassinato e o autor é um assassino que menospreza o valor da vida alheia.

 

A Torá nos ensina que a solução está no cumprimento rigoroso de uma importante Mitzvá: "Ame ao próximo como a ti mesmo". Da mesma forma que nos esforçamos para evitar qualquer tipo de sofrimento ou dano a nós mesmos, assim temos que nos esforçar, no mesmo nível, para evitar danos aos outros. A forma de nos preocuparmos mais com os outros é nos dedicando mais ao Chessed (bondade), pensando mais no próximo e menos em nós mesmos, investindo tempo para encontrar formas de ajudar a quem necessita. Fazendo Chessed de maneira constante, vamos desenvolvendo uma sensibilidade cada vez maior, percebendo o que as pessoas realmente precisam. Podem ser bens materiais, mas muitas vezes pode ser apenas um abraço, um sorriso ou um momento de atenção. Assim ajudaremos aos outros e a nós mesmos, pois D'us nos utilizará apenas como instrumento para levar o bem às pessoas, diminuindo o nosso sofrimento e também o dos outros.

 

SHABAT SHALOM

 

Rav Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 22 de julho de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ MATÓT 5771

BS"D

 

COMUNICAÇÃO COM O INFINITO - PARASHÁ MATÓT 5771 (22 de julho de 2011)

 

"Atualmente todos os edifícios de Israel são preparados para bombardeios e ataques aéreos. Um dos quartos de cada apartamento, ou pelo menos um ambiente no subsolo do edifício, é construído com paredes de concreto maciço e janelas blindadas. Em caso de ataques aéreos, como aconteceu na Guerra do Golfo e na Guerra de Gaza, sirenes alertam os habitantes sobre o ataque iminente e todos correm o mais rápido que podem para os abrigos blindados.

 

Mas nem sempre foi assim. Em 1967, durante a Guerra dos 6 dias, Jerusalém estava sendo severamente bombardeada pelos aviões de guerra árabes. Naquela época, poucas pessoas tinham abrigos para se refugiar no momento dos ataques. Um dos lugares um pouco mais seguros para os moradores do centro de Jerusalém era o refeitório da famosa Yeshivá de Mir. O que havia lá de especial? Parte do refeitório era enterrado, protegendo as pessoas e funcionando como um abrigo nos momentos de ataques aéreos. Quando os ataques começavam, toda a vizinhança corria para lá.

 

Durante um dos fortes ataques, muitos correram para o refeitório de Mir, inclusive os alunos e rabinos da Yeshivá, entre eles o Rav Chaim Shmulevitz, o Rosh Yeshivá (Diretor). O refeitório estava completamente lotado. Muitas bombas caiam perto do edifício da Yeshivá, causando um barulho assustador e deixando as pessoas apavoradas.

 

O Rav Chaim Shmulevitz percebeu então que, em um canto escuro do refeitório, uma mulher rezava com muito fervor. Com os olhos fechados, ela conversava com D'us com muita emoção, como se pudesse vê-Lo e senti-Lo. O sofrimento daquela mulher era muito conhecido no bairro, pois seu marido a havia abandonado e nunca mais tinha mandado notícias. Curioso, o Rav Chaim Shmulevitz aproximou-se para ouvir o que ela pedia e escutou as seguintes palavras de desabafo:

 

- D'us, desde que meu marido me abandonou, Você sabe o quanto eu sofro diariamente. Diante de todos os meus conhecidos e amigos eu passo uma enorme vergonha e humilhação. Mas, apesar de todo o mal que ele me causa, eu o perdôo de todo o coração. Por favor, D'us, perdoe também o Seu povo e nos salve das mãos dos nossos inimigos.

 

O Rav Chaim Shmulevitz ficou emocionado ao escutar aquela reza tão sincera. Alguns minutos depois escutaram um forte barulho, seguido de um violento tremor e depois um silêncio total. Quando foram verificar o que havia acontecido, descobriram que um grande míssil havia caído dentro da Yeshivá de Mir. Era grande o suficiente para ter mandado pelos os ares toda a Yeshivá, matando imediatamente todos os que estavam escondidos no refeitório. Mas, apesar do forte impacto com a estrutura do edifício, milagrosamente o míssil não explodiu, salvando centenas de homens, mulheres e crianças.

 

Quando o Rav Chaim Shmulevitz contava esta história aos seus alunos, ele fazia questão de ressaltar sua certeza de que todos os presentes naquele refeitório, uma centena de pessoas, tiveram suas vidas salvas por causa da Tefilá sincera de uma única mulher"

 

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Na Parashá desta semana, Matót, a Torá nos descreve a guerra de vingança que D'us comandou contra o povo de Midian, por eles terem propositalmente desviado o povo judeu, levando-o à idolatria e promiscuidades. O mais grave no ato dos Midianim é que eles não tinham nenhum motivo importante para nos prejudicar. Não era uma questão de defesa pessoal, não era uma briga por território, era apenas um sentimento de ódio gratuito. Moshé então formou o exército com participantes de todas as tribos. E assim descreve o versículo: "Mil de cada tribo, mil de cada tribo, de todas as tribos de Israel vocês devem enviar para o exército" (Bamidbar 31:4). Como eram 12 tribos, o total de soldados enviados para a frente de batalha foi de 12 mil homens.

 

Nos ensina o Midrash Rabá (parte da Torá Oral) que na verdade não foram mandados para a guerra apenas mil homens de cada tribo, e sim três mil homens. Mil eram os soldados enviados para a frente de batalha, mas também foram enviados mil homens para cuidar dos suprimentos do exército e mais mil homens para fazer Tefilá (reza) pelos soldados.

 

Deste interessante Midrash surgem algumas perguntas. Em primeiro lugar, a guerra contra Midian havia sido comandada diretamente por D'us, para se vingar do ato desprezível deles. Se foi D'us Quem ordenou a guerra, certamente Ele ajudaria que o povo judeu tivesse sucesso. Portanto, com a vitória já garantida, por que era necessário rezar? Além disso, a linguagem do Midrash sugere que os homens que faziam Tefilá também saíram para a guerra junto com os soldados. Por que tiveram que fazer a Tefilá no local da batalha, ao invés de fazer a Tefilá no acampamento, junto com o resto do povo judeu? E finalmente, por que foi necessário designar mil homens de cada tribo para a Tefilá? Se estes homens não tivessem sido escolhidos, não é certeza de que Moshé e o resto do povo teriam rezando pelos soldados que foram para a batalha?

 

Explica o Rav Yechezkel Levinshtein que, por vivermos em um mundo material, onde a presença de D'us não é evidente e explícita, o ser humano vive muito próximo da mentira e da enganação. Por isso estamos tão propensos a viver com a idéia equivocada de que "minha força e o esforço de minhas mãos me trouxeram estas riquezas", esquecendo que D'us é o verdadeiro responsável por todo o nosso sucesso, em todas as áreas da vida. É necessário um grande e constante esforço para arrancar do nosso coração este tipo de idéia equivocada.

 

Apesar de Moshé ter mandado para o exército apenas Tzadikim (Justos) com elevado nível espiritual, escolhidos a dedo, eles também estavam sujeitos a, após a vitória na batalha, sentir orgulho por sua força e valentia. D'us quis ensinar, para a geração do deserto e para cada um de nós, uma das mais importantes lições de vida: as batalhas são vencidas através de méritos espirituais, não com a força física. Foi por isso que D'us mandou o mesmo número de soldados e de pessoas para fazerem Tefilá, demonstrando que, tão importante quanto a pessoa que segura a espada é aquele que está rezando e protegendo espiritualmente o exército.

 

Mas ainda fica uma pergunta: por que os homens que faziam Tefilá não podiam permanecer no acampamento? Explicam os nossos sábios que os 5 sentidos exercem muita influência sobre o ser humano, tanto para o bem quanto para o mal. Se os homens que faziam Tefilá tivessem permanecido longe do campo de batalha, os soldados não associariam sua vitória à Tefilá. Somente vendo com seus próprios olhos a força da Tefilá é que eles conseguiam fugir da falsa idéia de que a vitória era mérito dos seus golpes de espada. Se os soldados apenas imaginassem que o povo rezava por eles, sem ver com seus próprios olhos, não teria o mesmo impacto para salvá-los da mentira e enganação.

 

Quem estuda a história das modernas guerras de Israel logo percebe que elas não seguem nenhuma lógica. Vitória de 1 milhão de pessoas, com pouco treinamento militar e armas obsoletas, contra 12 milhões de árabes. Uma guerras vencida de forma arrasadora em 6 dias. Inimigos que fugiam sem estarem sendo perseguidos por ninguém, apenas por falsas informações de seus serviços de inteligência. Fatos que vão contra a lógica e o bom senso. Novamente a mão de D'us presente, para que tenhamos a certeza de que as vitórias não dependem de armamentos nem de soldados, e sim de méritos espirituais. Pois enquanto soldados iam para a frente de batalha, milhares de judeus no mundo inteiro rezavam fervorosamente, pedindo a ajuda e a proteção de D'us.

 

Mas se tudo depende da nossa Tefilá, por que temos que nos esforçar? Apenas para que D'us oculte Seus milagres atrás dos nossos atos. Fazemos a nossa parte, cumprimos a nossa obrigação, mas com a certeza de que os resultados dependem apenas de D'us.

 

Não apenas nas guerras corremos o risco de esquecer que nós somos apenas atores coadjuvantes neste mundo onde tudo o que acontece é controlado por D'us. Por este motivo nossos sábios decretaram que devemos pronunciar Brachót (bênçãos) antes de termos qualquer tipo de proveito do mundo material. É um lembrete que tudo que temos na vida, sem exceção, é um grande presente de D'us.

 

Portanto, este é um dos principais motivos pelos quais fazemos Tefilá: D'us sabe tudo o que necessitamos, mas quando fazemos uma Tefilá e abrimos nosso coração para pedir coisas para Ele, mesmo as nossas pequenas necessidades, estamos na verdade enraizando no nosso coração de que tudo vem de D'us.

   

SHABAT SHALOM

 

Rav Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ PINCHÁS 5771

BS"D
 
OPORTUNIDADES PERDIDAS CUSTAM CARO - PARASHÁ PINCHÁS 5771 (15 de julho de 2011)
 
"Fernando Rodrigues era um trabalhador esforçado que sonhava se tornar milionário. Trabalhava duro, mas mesmo assim o dinheiro não vinha. Certo dia escutou que haviam descoberto uma nova mina de pedras preciosas, que estava à disposição de todos os que quisessem escavar.
 
Fernando Rodrigues enxergou que aquela era a chance de enriquecer que ele tanto esperava. Mas não queria apenas para si, decidiu convidar também seus amigos mais próximos, para que todos aproveitassem aquela excelente oportunidade. Reuniu os amigos, contou a novidade e sugeriu que viajassem juntos, pois assim seria mais fácil agüentar o trabalho cansativo. Para sua decepção, todos deram as mais incríveis desculpas para não ir, pois no fundo não queriam se esforçar na viagem e no trabalho na mina. Muito triste, Fernando Rodrigues juntou suas ferramentas, arrumou as malas e foi sozinho.
 
Passaram-se alguns anos e Fernando Rodrigues voltou, trazendo uma enorme quantidade de pedras preciosas. Ele estava milionário. Aqueles poucos anos de trabalho foram suficientes para que ele vivesse com muito conforto e luxo para o resto de sua vida. As pessoas sempre o viam andando pelas ruas de carro novo, com um incrível sorriso no rosto.
 
Já os amigos de Fernando Rodrigues não estavam assim tão sorridentes. Eles invejavam toda a fortuna acumulada pelo amigo e se arrependeram profundamente por não terem aceitado o convite. Um pouco mais de esforço, um pouco mais de dedicação, e poderiam ter evitado o sofrimento que durou por toda vida"
 
Explica o Chafetz Chaim que tudo o que juntarmos de valores espirituais nesta vida, como Mitzvót e bons atos, as nossas verdadeiras "jóias", nos alimentarão e nos trarão prazer por toda a eternidade. Mas se desperdiçarmos a oportunidade, o que ficará para sempre será o arrependimento.
 
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Na Parashá desta semana, Pinchás, Moshé Rabeinu recebeu o aviso de D'us para que se preparasse para morrer, pois se aproximava o momento do povo judeu entrar na Terra de Israel. Moshé então pediu para que D'us nomeasse um novo líder, que cuidasse do povo judeu e o guiasse nesta nova jornada. D'us indicou Yoshua bin Nun, que constantemente servia Moshé e o acompanhava no estudo da Torá. E assim D'us comandou a Moshé: "E dê da sua majestade para ele, para que escute todo o povo judeu" (Bamidbar 27:20). D'us queria que fosse transmitida a majestade para que o povo honrasse e escutasse Yoshua como escutava Moshé.
 
Nos ensina o Talmud (Torá Oral - Baba Batra 75a) algo muito interessante. Da linguagem do versículo "Dê da sua majestade" aprendemos que Moshé passou para Yoshua apenas parte da sua majestade, não tudo, resultando que a face de Moshé era como a face do sol e a face de Yoshua era como a face da lua. O Talmud continua e nos ensina que os anciãos daquela época, ao verem que Yoshua havia sido escolhido para substituir Moshé, disseram "Pobre de nós pela "Bushá" (vergonha), pobre de nós pela "Klimá" (humilhação)". O que o Talmud está nos ensinando?
 
Poderíamos pensar que a vergonha dos anciãos era que Yoshua, o novo líder, tivesse um nível muito mais baixo do que o de Moshé. Mas a Torá diz explicitamente que Yoshua tinha um nível muito elevado, como está escrito "E disse D'us para Moshé: Pegue para você Yoshua Bin Nun, um homem que está repleto de espírito (de sabedoria)" (Bamidbar 27:18). Então de que vergonha os anciãos estão falando? E por que utilizaram duas linguagens diferentes, "vergonha" e "humilhação"?
 
Explica o Rabino Israel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, que quando os anciãos daquele geração viram que Yoshua, uma pessoa do mesmo nível deles, foi o escolhido para suceder Moshé, sentiram inveja e um grande arrependimento. Eles entenderam que Yoshua recebeu toda aquela grandeza pelo fato de ter passado o tempo inteiro próximo de Moshé, escutando a sua Torá e recolhendo "pedras preciosas". O sofrimento deles foi de ter entendido que eles também poderiam ter aproveitado a proximidade de Moshé para juntar uma enorme riqueza espiritual. Poderiam, com um pouco mais de esforço e dedicação, ter atingido altos níveis de profecia e sabedoria, como Yoshua atingiu.
 
O Chafetz Chaim também explica que existe uma grande diferença entre o termo "Bushá" (vergonha) e o termo "Klimá" (humilhação). O termo "Bushá" não está conectado com nenhum ato errado. É o que sentimos naturalmente quando, por exemplo, estamos diante de alguém que tem um nível espiritual muito mais alto que o nosso. Já o termo "Klimá" é utilizado para explicar o sentimento que é consequência de um ato errado que a pessoa cometeu, isto é, ter feito um ato proibido ou ter deixado de fazer um ato positivo.
 
Portanto, este é o entendimento das palavras do Talmud. Diante da grandeza de Moshé os anciãos sentiam "Bushá", tamanha era a diferença de nível espiritual entre eles. Porém, quando os anciãos viram Yoshua, alguém que inicialmente estava no mesmo nível que eles, mas que havia meritado que seu rosto brilhasse como a lua, refletindo o brilho de Moshé, perceberam que toda aquela grandeza e honra havia sido adquirida através de esforço, e o mesmo nível poderia ter sido atingido por qualquer um deles. Foi por isso que eles também sentiram "Klimá", pois entenderam que, por causa de sua preguiça, haviam perdido para sempre aquela oportunidade.
 
Explica o livro Messilat Yesharim que muitas pessoas pensam: "Para que se esforçar neste mundo? Para mim é suficiente não ser um malvado. Para que viver sob pressão apenas para chegar a níveis mais elevados do Mundo Vindouro? Ficarei satisfeito com uma porção pequena lá. Não vale a pena por isso aumentar meu esforço neste mundo". Mas será que este argumento é realmente verdadeiro e consciente?
 
Quando vemos um amigo que, mesmo neste mundo passageiro e limitado, se sobressaiu e teve mais sucesso que nós, nosso sangue ferve de inveja. Ficamos nos imaginando tendo o mesmo sucesso e nos lamentamos pelo outro ter conseguido o que sonhávamos. Se isto já ocorre aqui no mundo material, onde a vergonha é um sentimento passageiro, como nos sentiremos no Mundo Vindouro ao ver uma pessoa com o mesmo potencial que o nosso mas que, por ter se esforçado mais, chegou a níveis mais elevados? Não será um remorso e uma vergonha eterna? Certamente não estaremos contentes tendo uma pequena porção se soubermos que poderíamos ter recebido muito mais.
 
Este ensinamento do Messilat Yesharim parece algo muito simples e lógico. Por que não aplicamos para nossas vidas, para vencer o cansaço e a preguiça? Pois infelizmente vivemos de maneira cômoda, raramente paramos para pensar e refletir, mesmo sobre as coisas mais importantes da vida. Acordamos, passamos o dia inteiro ocupados com estudos ou trabalho e vamos dormir sem ter pensado ou questionado nossos atos. Vivemos sem verificar se estamos caminhando na direção correta.
 
Ensinam os nossos sábios que, de acordo com fontes místicas da Torá, quando a pessoa sai deste mundo ela assiste a um filme que contém todos os atos que ela fez em sua vida, em câmera rápida, mas com todos os detalhes. Alguns acrescentam que na verdade não é apenas um filme que assistimos, são dois filmes: um filme mostra a vida que vivemos, enquanto o outro mostra a vida que poderíamos ter vivido se tivéssemos nos esforçado e aproveitado nosso potencial. Assistir o potencial que poderíamos ter atingido mas perdemos por descaso ou falta de reflexão certamente será um grande sofrimento.
 
A Parashá desta semana vem para nos despertar, ao internalizarmos o sofrimento vivido pelos anciãos. Ver o sucesso do outro sabendo que, se nos esforçássemos um pouco mais, poderíamos chegar ao mesmo nível nos traz um terrível sentimento de inveja e arrependimento. Se isto vale para a vida limitada neste mundo, muito maior será a vergonha eterna no Mundo Vindouro, onde viveremos para sempre, se descobrirmos que, se tivéssemos nos esforçado um pouco mais, poderíamos ter chegado a níveis muito maiores.
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BALAK 5771

BS"D 

NÃO TROQUE O CERTO PELO INCERTO - PARASHÁ BALAK 5771 (08 de julho de 2011)

"Há cerca de 20 anos passava na televisão um programa dominical, conduzido pelo famoso apresentador Senor Abravanel, mais conhecido como Silvio Santos. O programa era conhecido como "A cabine do Silvio Santos", pois o elemento principal era uma cabine à prova de som colocada no meio do palco. Uma pessoa sorteada entrava na cabine e ficava fechada lá dentro, sem saber o que acontecia do lado de fora. Enquanto isso o Silvio Santos perguntava para a pessoa se ela queria trocar certo objeto por outro. Uma luz vermelha acendia-se na cabine e o participante tinha que dizer "Sim" ou "Não". Após algumas trocas o jogo terminava e a pessoa recebia o prêmio que havia restado após a última rodada.

Certa vez Antônio Golçalves foi sorteado. Ele não acreditou na imensa sorte de participar do programa do Silvio Santos, pois além dos 15 minutos de fama, os prêmios oferecidos eram muito bons. Fogões, geladeiras, motos e até carros. Antônio estava nervoso quando começou o jogo. Ansioso, ele permanecia em silêncio absoluto, esperando a luz vermelha. Então a luz acendeu e ele gritou "Sim", trocando uma bicicleta por um fogão. Na outra rodada ele decidiu gritar "Não", salvando-se de trocar seu fogão por uma boneca. A sorte parecia estar do lado de Antônio. Na penúltima rodada Antônio estava com uma moto. Então o Silvio Santos trouxe um carro para o palco e perguntou: "Você troca sua moto por este carro zero quilômetros? Antônio viu a luz acendendo e, sem saber o que acontecia do lado de fora, gritou "Sim". Chegou a rodada final e Antônio tinha um carro em suas mãos. Foi então que o Silvio Santos, fez a última pergunta: "Você troca seu carro por uma coxinha?". A luz vermelha acendeu-se e Antônio, confiante, fechou seus olhos e gritou com toda sua força: "Siiiiiiim".

A porta da cabine foi aberta e Antônio saiu, esperançoso. Que grande prêmio teria ganhado? Viu no palco uma televisão, um fogão e uma geladeira. Seus olhos viram também um carro parado no palco e brilharam de alegria. Foi então que o Silvio Santos veio trazendo uma coxinha. Era a coxinha pela qual Antônio havia trocado seu carro. Que decepção! Antônio Golçalves queria sumir de tanta vergonha. Ao sair do palco levava em sua mão a coxinha que havia trocado pelo seu carro zero quilômetros"

Algumas vezes nos equivocamos e, no jogo da vida, nos comportamos como o Antônio Gonçalves. Nos esquecemos que os prazeres do mundo material são limitados e temporários, enquanto os prazeres do mundo espiritual são infinitos. Algumas vezes D'us nos pergunta se queremos trocar os prazeres eternos por prazeres limitados e, na ingenuidade, respondemos "Siiiiiiiim".

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Na Parashá desta semana, Balak, a Torá descreve uma pessoa de personalidade interessante chamada Bilaam. Ele tinha um nível muito elevado de profecia, ao ponto de falar diretamente com D'us, mas preferiu utilizar seu potencial espiritual para ganhar dinheiro e fama vendendo seus "serviços" para interessados em amaldiçoar pessoas e até mesmo povos inteiros. Um dos "clientes" de Bilaam foi o rei Balak, do povo de Moav, que temeu muito o iminente confronto com o povo judeu após ver sua esmagadora vitória contra o povo de Amorá. Balak sabia que a vitória na guerra não dependia de força física, mas sim de méritos espirituais, por isso contratou Bilaam por uma enorme soma de dinheiro para amaldiçoar o povo judeu, possibilitando assim vencer na guerra.

Bilaam, que era famoso pelo grande sucesso em seus "trabalhos espirituais", aceitou a generosa oferta de Balak e, por três vezes, tentou amaldiçoar o povo judeu, mas em todas elas D'us protegeu os judeus, fazendo com que as maldições que saíam da boca de Bilaam se transformassem em Brachót (Bençãos).

Na terceira vez, antes de tentar amaldiçoar o povo judeu, Bilaam pediu para subir em uma montanha e observar o acampamento dos judeus, garantindo que assim poderia amaldiçoá-los. Porém, da sua boca saíram as seguintes palavras de louvor ao povo judeu: "Quão belas são tuas tendas, Yaacov, teus tabernáculos, Israel". Mas que tipo de louvor é esse? O que havia de especial nas tendas do povo judeu? Além disso, por que o versículo mistura as linguagens "Yaacov" e "Israel", já que ambas são utilizadas para se referir ao povo judeu? E finalmente, para que Bilaam precisava ver o povo judeu para poder amaldiçoá-lo?

Explicam nossos sábios que D'us criou e dirige o mundo baseado em misericórdia, pois se Ele julgasse nossos atos com justiça estrita, o mundo não sobreviveria. Mas existem alguns poucos instantes em cada dia em que D'us sim julga o mundo com justiça estrita. Bilaam não tinha o poder de amaldiçoar ninguém. Ele tinha, na realidade, o potencial espiritual de saber qual era o momento da justiça estrita de D'us. Como ele aproveitava este dom espiritual? No exato momento da justiça estrita ele mencionava para D'us alguma transgressão da pessoa ou povo, causando uma "maldição", que nada mais era do que a consequência de uma punição espiritual mais severa. Por isso ele subiu na montanha, para observar o acampamento do povo judeu e procurar qualquer defeito que pudesse ser mencionado no momento da justiça estrita de D'us.

O que Bilaam esperava ter visto? Um erro comum de acontecer entre vizinhos: a falta de recato, resultado da curiosidade que temos de sempre querer saber o que está acontecendo na vida dos outros. Vivemos sem privacidade, janela com janela, um olhando sempre o que os vizinhos estão fazendo. Porém, Bilaam viu no acampamento do povo judeu justamente o contrário.  As tendas eram montadas de forma recatada, isto é, nunca a abertura de uma tenda ficava de frente para a abertura de outra tenda. O povo judeu se preocupava com a privacidade e o recato de cada família. Ao invés de uma maldição, Bilaam pronunciou uma Brachá.

Explica o Rav Moshe Shterenbuch que, além desta explicação mais simples, a Brachá de Bilaam pode ser entendida de uma maneira mais profunda, necessitando apenas uma pequena introdução. A Torá se refere ao povo judeu de duas maneiras diferentes. Pessoas mais simples, com um nível espiritual mais baixo, são chamadas de "Yaacov", enquanto pessoas em um nível espiritual mais elevado são chamadas de "Israel".

O que significa "Quão belas são tuas tendas, Yaacov"? A tenda simboliza coisas provisórias e temporárias. Elas não são moradias fixas, são utilizadas apenas como uma solução temporária por pessoas que estão fora de casa. Este foi o louvor que Bilaam deu ao povo judeu: da mesma forma que eles moravam em tendas porque estavam apenas de passagem pelo deserto, assim eles também viviam suas vidas. Eles colocavam no coração que a vida no Olam Hazé (Mundo Material) é provisória e passageira, apenas uma preparação para o Olam Habá (Mundo Vindouro), que é a vida verdadeira e eterna. Bilaam ressaltou como é bom viver com esta certeza, mesmo para as pessoas mais simples chamadas de "Yaacov", pois assim podem dedicar suas vidas ao que realmente é importante, sem investir mais do que o necessário no que é passageiro e limitado.

E o que significa "Teus tabernáculos, Israel"? Que as pessoas mais elevadas, chamadas de "Israel", podem viver em um nível espiritual ainda mais alto. Para elas não é suficiente apenas viver com a certeza de que o mundo material é temporário, elas conseguem transformar suas vidas em um pequeno Mishkan (tabernáculo ou Templo Móvel). Qual a característica de um Mishkan? Através da utilização de objetos do mundo material, da maneira como D'us ensinou, conseguimos trazer a Sua presença para o mundo. Viver uma vida de Mishkan significa utilizar o mundo material e seus prazeres de uma forma tão sagrada que podemos elevar tudo o que é material a um nível espiritual.

Deste ensinamento aprendemos algo muito interessante: não é abdicando dos prazeres do mundo material e vivendo uma vida de pobreza e privações que podemos nos tornar pessoas espiritualmente mais elevadas. A maneira verdadeira de criar uma conexão com D'us é utilizando o mundo material, tendo proveito dos prazeres que ele pode nos oferecer, mas canalizando estes prazeres ao mundo espiritual. As Mitsvót nos ajudam nesta difícil tarefa. Por exemplo, podemos ter o prazer de uma boa comida, mas a comida Kasher e as Brachót feitas antes e depois de termos proveito transformam a comida gostosa em alimento para a alma. E assim funciona com todos os prazeres do mundo material que, ao serem obtidos da maneira correta, podem virar prazeres espirituais, transformando nossas casas e nossas vidas em um verdadeiro Templo Móvel.

A Brachá de Bilaam não foi apenas para o povo judeu que estava no deserto, foi para cada um de nós. Foi uma Brachá para que possamos ter claridade durante o tempo limitado em que estamos neste mundo material e possamos focar corretamente os nossos atos. Não apenas para não gastarmos o nosso tempo na busca incessante de prazeres limitados que não nos preenchem, mas para que possamos trazer espiritualidade para o mundo com cada pequeno ato que fazemos.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ CHUKAT 5771

BS"D
 
CUIDADO COM O QUE VOCÊ FALA - PARASHÁ CHUKAT 5771 (01 de julho de 2011)
 
"Mauro e Rafael viviam em uma pequena cidade do interior. Desde pequenos não se desgrudavam, passavam os dias brincando juntos, amigos inseparáveis. Era uma amizade verdadeira, que enchia os olhos de todos que os conheciam. Quando eles cresceram a amizade cresceu junto, mas a vida levou cada um para um caminho diferente. Mauro foi para a cidade grande, estudou em uma famosa universidade e tornou-se um empresário bem sucedido que, em pouco tempo, estava milionário. Já Rafael permaneceu na sua cidade natal. Logo cedo abandonou os estudos para se dedicar ao trabalho, tornando-se uma pessoa muito simples e ingênua. Tinha um pequeno mercadinho, que abria algumas poucas horas por dia, e de lá tirava seu sustento. No resto do tempo sentava-se na porta de sua casa, uma construção velha e muito simples, para ficar conversando com os vizinhos.
 
Certo dia, Mauro sentiu saudades do seu querido amigo de infância. Fazia um bom tempo que eles não se encontravam. Decidiu fazer uma surpresa e apareceu no meio do dia para dar um abraço em Rafael. Encontrou-o sentado na porta de casa, batendo papo com os amigos. Abraçaram-se longamente e sentaram para contar as últimas novidades. No meio da conversa, Rafael viu que de longe chegava alguém. Rapidamente, sem dar nenhuma explicação, correu para dentro de casa e se trancou. A pessoa chegou, tocou a campainha por alguns minutos e, vendo que ninguém respondia, foi embora muito mal-humorado. Rafael então saiu de casa, pediu desculpas para Mauro e explicou que aquele era um cobrador. Os negócios não estavam indo bem e ele estava com algumas dívidas, mas como não tinha dinheiro, fugia dos credores toda vez que eles apareciam.
 
Continuaram conversando animadamente quando, de repente, apareceu um cachorro de rua. O cachorro babava muito e estava com o rabo entre as pernas, sinais típicos de um cachorro com raiva. Desta vez todos se levantaram e correram para se proteger do cachorro raivoso, inclusive Mauro, mas Rafael ficou tranquilamente sentado, enquanto o cachorro passava a poucos metros dele. Quando o cachorro foi embora, Mauro voltou e deu-lhe uma imensa bronca:
 
- Você ficou maluco? Dos credores você se esconde, mas de um cachorro raivoso você não tem medo? Se você me pedisse dinheiro, em nome da nossa amizade eu pagaria todas as suas dívidas. Porém, se este cachorro raivoso te mordesse, nem todo o dinheiro do mundo poderia te ajudar"
 
Explica o Chafetz Chaim que muitas vezes nos comportamos na vida como o ingênuo Rafael. Nos cuidamos de muitas transgressões, mas acabamos nos descuidando da pior de todas elas: o Lashon Hará. Enquanto em relação à todas as transgressões D'us pode nos ajudar e nos perdoar, em relação ao Lashon Hará a Sua conduta é muito mais rigorosa. Portanto, devemos tomar muito mais cuidado com o Lashon Hará do que com qualquer outra transgressão.
 
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Nesta semana lemos a Parashá Chukat que, entre outros assuntos, nos descreve mais uma das muitas reclamações que o povo judeu fez contra D'us no deserto. A punição veio de maneira rápida e dolorosa: cobras venenosas atacaram o povo, causando muitas mortes, como está escrito: "E D'us mandou cobras venenosas contra o povo e elas morderam o povo. Uma grande quantidade de pessoas de Israel morreu. As pessoas vieram a Moshé e disseram:... Reze para que D'us remova de nós a cobra, e Moshé rezou pelo povo. E D'us disse para Moshé: 'Faça uma cobra e coloque sobre um mastro, e cada um que foi mordido olhará e viverá' " (Bamidbar 21:6-8)  
 
Diz o grande rabino Israel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, que é necessário se aprofundar um pouco mais para entender exatamente qual foi o erro do povo e o castigo recebido, pois existem algumas dificuldades nos versículos. Por exemplo, por que o versículo diz que as cobras atacaram "o povo" e depois está escrito que "pessoas de Israel" morreram? Além disso, por que está escrito "remova de nós a cobra", no singular, e não "as cobras", já que eram várias cobras, como está escrito anteriormente "E D'us mandou cobras venenosas"? E finalmente, as cobras somente foram embora depois que Moshé construiu uma cobra e colocou sobre um mastro, mas não imediatamente após a sua Tefilá (reza). Por que a Tefilá de Moshé para que as cobras fossem embora não funcionou imediatamente, como funcionou, por exemplo, para tirar os sapos do Egito?
 
Para responder estas perguntas é necessária uma pequena introdução. Explica o Chafetz Chaim que a reclamação do povo foi, na realidade, um grande Lashon Hará (maledicência) que o povo fez de D'us e de Moshé, como está escrito "E o povo falou contra D'us e contra Moshé" (Bamidbar 21:5). E diferentemente de outras transgressões, D'us é extremamente rigoroso com o Lashon Hará. Da mesma forma que o estudo de Torá equivale a todas as Mitsvót, o Lashon Hará equivale a todas as transgressões. Mas por que o Lashon Hará é espiritualmente tão grave?
 
Segundo as fontes místicas judaicas, todas as vezes que cometemos uma transgressão criamos um anjo acusador. Isto não quer dizer que o anjo fica o tempo inteiro ativamente nos acusando. Quando chegar o Dia do Julgamento ele estará lá, e sua própria existência testemunhará contra nós pelo mau ato realizado. Mas com a transgressão de Lashon Hará é diferente, pois o anjo criado com esta transgressão tem boca e língua, já que foi criado através da fala, e por isso fica ativamente acusando, anunciando a grave transgressão cometida e cobrando uma punição ao transgressor.
 
Explica o Midrash (parte da Torá Oral) que D'us é muito misericordioso e constantemente nos perdoa por muitos pecados cometidos, mas Ele se incomoda tanto com o Lashon Hará que se recusa a ajudar a pessoa que comete esta transgressão. E assim nos ensina o Zohar (livro místico judaico): "Todas as transgressões D'us perdoa, com exceção do Lashon Hará". Por que? Pois quando uma transgressão chega ao Trono do Julgamento, D'us pode ter misericórdia da pessoa e a perdoar, já que o acusador está ali quieto. Mas quando a transgressão é o Lashon Hará, o acusador fica o tempo inteiro exigindo que a pessoa seja punida. É como um juiz que, com misericórdia, quer inocentar o réu de sua culpa. Mas se o acusador fica o tempo inteiro gritando no tribunal e exigindo uma punição, há maneira do juiz inocentá-lo?
 
Com estes conceitos é possível responder as dificuldades encontradas nos versículos da nossa Parashá. Os verdadeiros culpados pelo Lashon Hará foram pessoas espiritualmente mais baixas, chamadas pela Torá de "o povo". São as pessoas que não se cuidaram e acabaram cometendo esta grave transgressão de falar mal de D'us e de Moshé. Porém, as pessoas em um nível mais elevado, chamadas pela Torá de "Israel", apesar de não terem feito o Lashon Hará, deveriam ter advertido as pessoas do povo e evitado a transgressão, mas não fizeram nada. Por isso morreram muitas "pessoas de Israel", que, apesar de não terem falado Lashon Hará, também não fizeram nada para evitá-lo, sendo juntamente responsabilizadas pela grave transgressão.
 
Além disso, o Chafetz Chaim explica que, de acordo com as fontes místicas judaicas, quando a pessoa faz Lashon Hará ela cria uma cobra espiritual que fica acusando a pessoa diante do Trono Celestial. Quando Moshé rezou pelo povo, pediu para que "a cobra" fosse retirada, isto é, esta cobra espiritual criada com o Lashon Hará, a responsável pelas acusações contra o povo. Caso esta cobra espiritual fosse retirada por D'us, automaticamente as cobras venenosas, que eram apenas consequência do erro, também seriam retiradas.
 
Mas D'us respondeu para Moshé que, diferente dos outros acusadores, este não poderia ser simplesmente retirado apenas com a misericórdia. Então Ele ensinou a cura: "Faça uma cobra e coloque sobre um mastro, e cada um que foi mordido olhará e viverá". Como isto salvou o povo judeu? Ensina o Talmud (Rosh Hashaná 29a) que não são as cobras que matam, são as transgressões que as pessoas cometem que matam. A cobra colocada em um mastro fazia com que as pessoas levantassem seus olhos para o céu e voltassem a se subjugar à vontade de D'us, se arrependendo de seu erro tão grave. Somente através da Teshuvá (retorno sincero aos caminhos corretos) elas conseguiam ser curadas.
 
Fica desta Parashá uma importante lição: o cuidado que devemos ter com o Lashon Hará. Obviamente devemos ser muito rigorosos com todas as transgressões, pois cada uma delas nos afasta de D'us e afeta a nossa espiritualidade. Mas nossa má-inclinação nos faz sermos rigorosos com tudo, mas extremamente lenientes com o Lashon Hará. E o mais interessante é que, mesmo o povo testemunhando o castigo recebido por Miriam por ter falado Lashon Hará de Moshé e o castigo recebido pelos espiões por terem falado Lashon Hará da Terra de Israel, eles não aprenderam a lição, voltando a cometer o mesmo erro mais uma vez. Por que sempre voltamos ao mesmo erro de falar Lashon Hará, apesar de sabermos que é tão grave e causa consequências tão graves?
 
Infelizmente não dedicamos nosso tempo ao estudo das complexas leis de Shmirat Halashon (cuidados com a nossa fala), que nos ensinam o que realmente é permitido e o que é proibido falar sobre outra pessoa. Com isso, sempre procuramos "permissões" para falar mal de alguém, justificando nossos atos. Esta tentativa de encobrir nossos próprios erros nos afasta da Teshuvá verdadeira, fazendo do Lashon Hará uma transgressão ainda mais grave.
 
Dizem os biólogos que os peixes morrem pela boca, isto é, se dermos comida demais eles comem até morrer. Mas a verdade é que também os seres humanos morrem pela boca, pois a grande maioria das desgraças que ocorrem no mundo é conseqüência do nosso Lashon Hará. Por isso nos ensinou David Hamelech (Rei David) a solução: "Quem é o homem que deseja vida e ama os dias de ver o bem? Guarda a sua língua do mal e os seus lábios de falarem enganações" (Salmos 34:13,14).
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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