sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAIECHI 5775




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DOAÇÃO DE UM SORRISO - PARASHÁ VAIECHI 5775 (02 de janeiro de 2015)
 O Sr. Greenberg e sua esposa não eram ricos, mas eram pessoas muito devotas e sensíveis às necessidades dos outros. Certa vez eles estavam passeando por um parque quando viram um homem idoso sentado em um banco. Ele estava sozinho, olhando para o infinito, como se estivesse perdido. Os Greenberg foram até o banco, sentaram-se ao lado do idoso e começaram uma conversa com ele. Descobriram, surpresos, que aquele senhor também era judeu, e chamava-se Charlie Birnbaum. A conversa foi ficando cada vez mais animada, até que os Greenberg resolveram convidar o Sr. Birnbaum para visitá-los em casa. Insistiram tanto que ele acabou indo uma vez, e acabou voltando uma segunda vez, e uma terceira vez, até que se tornou uma visita frequente. Sempre era recebido com muita alegria pela família Greenberg, e eles se esforçavam para fazer o Sr. Birnbaum se sentir como se fosse parte da família. Certo dia o Sr. Greenberg recebeu o telefonema de um advogado:

- Sr. Greenberg, perdão por incomodá-lo, mas infelizmente tenho uma má notícia: o Sr. Birnbaum faleceu. Hoje foi feita a abertura do testamento dele. Como vocês sabem, o Sr. Birnbaum era um homem sozinho, não tinha nenhum parente. Por isso ele escreveu no testamento que deixava para o Sr. e para sua família toda sua herança, no valor de 10 mil dólares. Ele ressaltou no testamento que vocês foram as únicas pessoas no mundo que haviam se comportado com algum sentimento de bondade e misericórdia com ele.

Naquela época, há mais de 50 anos, a soma de 10 mil dólares foi suficiente para os Greenberg comprarem uma casa. Como os Greenberg haviam dado ao Sr. Birnbaum uma casa, então D'us recompensou a bondade deles "Midá Kenegued Midá" (medida por medida), dando a eles uma casa para morar. (História Real, retirada do livro "Impact!", de autoria de Dovid Kaplan).

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 Nesta semana lemos a Parashá Vaiechi, que fala sobre a morte do nosso último patriarca, Yaacov. Antes de falecer, Yaacov disse suas últimas palavras para cada um dos seus filhos, sendo que alguns receberam Brachót (bênçãos), enquanto outros receberam críticas por erros que haviam cometido. E estas últimas palavras de Yaacov não se aplicavam apenas para os seus filhos, mas também para todos os seus descendentes, pois cada um dos filhos de Yaacov se tornou o patriarca de uma das 12 tribos do povo judeu.

Uma das Brachót que nos chama a atenção foi a recebida por Yehudá, o filho de Yaacov de quem descenderiam os futuros reis de Israel, como David e Shlomo. E assim disse Yaacov para Yehudá: "O cetro nunca partirá de Yehudá... E os dentes brancos de leite" (Bereshit 49:10,12). Segundo alguns comentaristas da Torá, o entendimento mais simples do versículo final é que as palavras de Yaacov descreveram como Yehudá era adequado para a realeza, isto é, era um homem de aparência nobre, com um belo sorriso.

Porém, o Talmud (Ketubot 111b) traz outra explicação para as palavras de Yaacov. O Talmud ensina que o versículo deve ser lido como "os dentes brancos mais do que leite", significando que a pessoa que mostra o branco dos dentes ao dar um sorriso afetuoso para outra pessoa faz mais bondade com ela do que se tivesse lhe dado um copo de leite para beber.

Mas qual a conexão entre o entendimento mais simples do versículo, de que a Torá está descrevendo a aparência nobre que tinha Yehudá, e a forma como o Talmud estuda o versículo, de que um sorriso vale mais do que um copo de leite? E por que este entendimento do Talmud, que ressalta a importância de um sorriso, precisou ser transmitido justamente através da Brachá recebida por Yehudá?

A pergunta aumenta quando analisamos outro ensinamento do Talmud (Kidushin 82b), que afirma que se D'us não provesse diretamente o alimento dos animais, cada animal conseguiria seu sustento através de algum tipo de profissão. Por exemplo, a raposa seria muito competente sendo lojista, enquanto o leão seria um bom carregador. Explica o Rav Yehuda Loew (Praga, 1525 - 1609), mais conhecido como Maharal de Praga, que a raposa simboliza a astúcia, característica necessária para um lojista, pois é necessário convencer os consumidores a comprarem seus produtos, enquanto o leão simboliza a força física, sendo apropriado para trabalhos braçais que requerem muita força, como ser um carregador. Mas este ensinamento do Talmud é estranho, pois o leão normalmente representa a majestade e a autoridade. Então por que o Talmud descreve o leão como um simples carregador, uma profissão pouco honrosa? E qual a relação entre ser um simples carregador e Yehudá, que também é descrito como um leão: "Yehudá é um filhote de leão" (Bereshit 49:9)?

Explica o Rav Yochanan Zweig que existe uma grande diferença entre o conceito de rei para o povo judeu e para os outros povos. Entre os povos do mundo, o rei é a figura de alguém autoritário, muitas vezes um tirano, que governa sobre seus súditos com mão de ferro e leis duras. O foco principal do rei são suas próprias necessidades, e por isso ele é servido pelos seus súditos, que estão sempre preocupados com o seu bem estar. Mas de acordo com o judaísmo o reinado tem um caráter completamente diferente. De Yehudá aprendemos que a soberania do rei é baseada no fato de, em última instância, o rei servir o seu povo. O rei do povo judeu não é um tirano que obriga seus súditos a fazerem a sua vontade e a se preocuparem com suas necessidades pessoais, ao contrário, é o rei que serve e se preocupa com as necessidades de seus súditos.

Portanto, deste entendimento vemos que é apropriado que o leão seja descrito como um carregador, pois o rei deve estar disposto a carregar o peso daqueles que o servem. Esta era a natureza de Yehudá, apropriadamente demonstrada no início da Parashá da semana passada, Vaigash, quando ele se mostrou disposto a se tornar escravo do vice-rei do Egito apenas para que seu irmão Biniamin pudesse ser libertado. Yehuda colocava de lado suas próprias necessidades em prol do bem estar dos outros. Esta é a postura de um verdadeiro rei, por um lado alguém com uma aparência nobre, mas por outro lado alguém preocupado em servir os outros.

É por isso que o entendimento simples do versículo está tão conectado com a explicação do Talmud. O ato de saudar e acolher outra pessoa com um sorriso, de forma com que o outro se sinta apreciado e querido, reflete esta incrível qualidade de Yehudá. Para conseguir dar sempre um sorriso aos outros, a pessoa precisa deixar de lado seus próprios problemas e necessidades. Apesar de estar preocupada com suas próprias dificuldades, a pessoa deve se esforçar para transmitir, através de um sorriso sincero, uma verdadeira sensação de alegria pelo bem estar do próximo. Esta era um importante característica de Yehudá, e Yaacov queria também transmiti-la para os seus futuros descendentes através de sua Brachá.

Obviamente este ensinamento não vale apenas para os reis, mas para cada um de nós. Através de pequenos atos de bondade podemos mudar a vida das pessoas. Pensamos que para ajudar os necessitados precisamos ter muitos bens e fazer grandes doações para instituições de caridade, e por isso achamos que esta Mitzvá tão importante de Tzedaká (caridade) é apenas para pessoas ricas. Mas nossa maior doação está no nosso próprio rosto: o sorriso. E o melhor de tudo é que dar um sorriso não custa nada. Isto quer dizer que, se conseguirmos estar sempre com um sorriso sincero e caloroso no rosto, estaremos diariamente fazendo centenas ou milhares de doações para pessoas necessitadas.

Mas dar um sorriso para todos tem seu preço: vencer o egoísmo. Para dar um sorriso o tempo inteiro é necessário pararmos de pensar apenas em nós mesmos e começarmos a pensar nos outros. O Rav Israel Salanter (Lituânia, 1810 - Alemanha, 1883), quando via algum aluno com o rosto tenso e preocupado, perguntava: "Por que eu também preciso sofrer com seus problemas?". Ele estava ensinando aos seus alunos que nosso rosto é um "domínio público", e por isso devemos nos preocupar sempre com o que estamos transmitindo aos outros.

Podemos ajudar muitas pessoas apenas com um sorriso, mas para isso é necessário vencer nossas próprias necessidades e pensar mais nos outros. Isto nos transforma em reis, não para governar sobre todo o povo judeu, mas ao menos para governar sobre nossos próprios corações.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAIGASH 5775




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DANDO BRONCA COM AMOR - PARASHÁ VAIGASH 5775 (26 de dezembro de 2014) 
"O rabino Dovid estava caminhando pela rua e passou por uma lanchonete não kasher. Ele ficou chocado e surpreso ao ver Daniel, um frequentador da sua sinagoga, sentado na lanchonete e comendo um sanduíche. O rabino parou e ficou olhando fixamente para Daniel, para ver até onde chegava a cara de pau dele. E parece que o nível de atrevimento de Daniel havia chegado ao limite, pois mesmo quando percebeu que o rabino estava olhando para ele, não se abalou e continuou comendo tranquilamente.

O rabino Dovid decidiu esperar Daniel na porta da lanchonete, e assim que ele saiu, começou a repreendê-lo com palavras duras:

- Por que você estava comendo neste lugar? Você não sabe que não é não kasher? Você não tem vergonha na cara? Você não percebeu que eu estava olhando para você o tempo todo, e mesmo assim continuou comendo como se nada estivesse acontecendo?

O mais incrível é que Daniel não se abalou. Abrindo um enorme sorriso, ele respondeu ao rabino:

- Ué, eu sempre escutei que a comida, para ser kasher, precisa ser supervisionada. Quando eu vi você me olhando e supervisionando meu sanduíche enquanto eu comia, fiquei mais tranquilo, pois sabia que estava comendo algo supervisionado pelo rabino e que era, portanto, kasher..."

A piada pode ser engraçada, mas o ensinamento que está por trás dela é muito sério. Muitas vezes queremos ajudar as pessoas a consertarem seus erros, e acabando dando uma grande bronca nelas. Mas se esta repreensão for feita da maneira incorreta, então o tiro pode sair pela culatra, e ao invés da pessoa corrigir seu erro, ela pode procurar desculpas para continuar cometendo os mesmos atos equivocados.
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Na Parashá da semana passada, Miketz, após passar 22 anos afastado de sua família, Yossef finalmente reencontrou seus irmãos e percebeu que aquela era a grande oportunidade de testar se eles estavam arrependidos por terem-no vendido, motivados pela inveja que sentiam dele. Yossef, que na época da venda tinha apenas 17 anos, agora era o vice rei do Egito e não foi reconhecido por seus irmãos. Ele convidou seus irmãos para uma refeição e, antes deles saírem, escondeu sua taça de prata na sacola de seu irmão Biniamin, que também era o filho preferido de Yaacov, para posteriormente acusá-lo de roubo e condená-lo a ser escravo no Egito para sempre. A ideia de Yossef era testar se seus irmãos, por inveja, aproveitariam a oportunidade para também se livrar de Biniamin, como tinham feito com ele.

Já a Parashá desta semana, Vaigash, começa com Yehudá arriscando sua própria vida para enfrentar Yossef e exigir a libertação de Biniamin. Entre outros argumentos, Yehudá mencionou que seu pai, já idoso, não suportaria ficar sem seu filho preferido. Ao ver que os irmãos estavam realmente arrependidos, Yossef não aguentou a emoção e se revelou para eles, como está escrito: "Eu sou Yossef. Meu pai ainda está vivo? E seus irmãos não puderam responder para ele, pois estavam em choque diante dele" (Bereshit 45:3). Por que os irmãos ficaram em choque e não puderam dizer nada? Por causa da enorme vergonha que sentiram ao escutar as palavras de Yossef.

Ensina o Midrash (parte da Torá Oral) que através da reação dos irmãos fica claro que Yossef os estava repreendendo por terem-no vendido. Este entendimento é reforçado pelo fato de diversas vezes os irmãos de Yossef terem repetido que Yaacov ainda estava vivo, não havendo nenhum motivo para que Yossef perguntasse isto novamente, deixando claro que as palavras de Yossef tinham certamente outras implicações. Mas como entender que as palavras "meu pai ainda está vivo?" foram uma repreensão? Segundo o Rav Yossef Dov Soloveitchik (Bielorússia, 1820 - 1892), mais conhecido como Beis Halevi, é como se Yossef estivesse dizendo para Yehudá: "Foi muito bonito agora você ter vindo defender o Biniamin, pedindo para que eu tivesse misericórdia de seu pai idoso. Mas por que você mesmo não teve misericórdia de seu pai idoso quando você decidiu me vender como escravo?". Yossef conseguiu demonstrar, de uma maneira lógica e racional, que o ato dos irmãos de terem-no vendido havia sido um grande erro.

O ato de Yossef de repreender seus irmãos foi correto, pois existe inclusive uma Mitzvá na Torá de repreender uma pessoa que está fazendo algo errado, como está escrito: "Advirta seu companheiro, e que a transgressão não recaia sobre você" (Vayikrá 19:17). Mas o propósito de repreender uma pessoa nunca deve ser de envergonhá-la ou diminuí-la, e sim mostrar que ela cometeu um erro e que precisa corrigir seus caminhos. Esta Mitzvá é muito difícil de ser cumprida, pois quando damos uma bronca em alguém, normalmente atacamos diretamente a pessoa que cometeu a transgressão, e há uma grande chance de ela reagir da maneira oposta como desejávamos. Quando a pessoa é confrontada com a acusação de que cometeu uma transgressão, normalmente ela se torna defensiva e pode até mesmo fortalecer seu comportamento errado apenas para justificar para si mesma que é um comportamento correto. E a isto se refere o final do versículo que diz "e que a transgressão não recaia sobre você", pois se não repreendermos a pessoa da maneira correta, e por causa disto ela piorar ainda mais seus atos, seremos cobrados por este "acréscimo". Portanto, precisamos ser sábios no momento de repreender alguém.

Esta foi a grandeza da repreensão de Yossef, que tocou o coração dos seus irmãos e os ajudou a consertar o que eles haviam feito de errado. Há um pequeno detalhe que nos chama a atenção nas palavras de Yossef, que é a chave para a repreensão ter realmente funcionado. Quando Yossef criticou seus irmãos, ele perguntou "meu pai ainda está vivo?". Mas por que ele não falou "nosso pai"? Qual mensagem ele estava transmitindo ao chamar Yaacov somente de "meu pai"?

Explica o Rav Yohanan Zweig que uma possível explicação é que Yossef não quis criticar a atitude errada de seus irmãos de maneira direta, por causa do risco deles se tornarem defensivos e não aceitarem a repreensão. Então ele tentou atingir seu objetivo de outra maneira, focando no dano causado ao invés de focar no ato errado, isto é, mostrando para os irmãos as terríveis consequências que seu ato errado havia causado. Por isso a primeira pergunta de Yossef após ter se revelado aos seus irmãos foi "meu pai ainda está vivo?", pois ele estava deixando claro que, de todos os sofrimentos que havia passado nos últimos 22 anos, o pior de todos havia sido a distância de seu pai. Com esta pergunta, Yossef estava derramando a tristeza que havia se acumulado em seu coração durante todos aqueles anos nos quais ele não conseguiu aproveitar o amor de Yaacov. E a Torá fala que, ao escutar estas palavras, os irmãos de Yossef não conseguiram responder nada, pois estavam completamente envergonhados. Não uma vergonha por terem sido diretamente repreendidos por Yossef, mas pelo resultado de terem entendido a dor e o sofrimento que o erro deles havia causado.

Este é um importante ensinamento para nossas vidas. Muitas vezes queremos criticar uma pessoa por um erro que ela cometeu, mas acabamos fazendo da forma incorreta e pioramos ainda mais a situação. Isto acontece porque normalmente damos uma bronca nos outros apenas preocupados em resolver algo que está nos incomodando, e não com intenção de melhorar algo na outra pessoa. Já Yossef tinha como preocupação principal o crescimento espiritual dos seus irmãos, queria que eles enxergassem o que haviam errado para poderem consertar. Por isso ele fez a crítica de uma maneira que não despertasse desculpas e tentativas de encobrir o ato errado. E a melhor maneira do erro ficar evidente era demonstrando as terríveis consequências do mau ato que eles haviam cometido.

A crítica é uma ferramenta que podemos utilizar para transformar o mundo em um lugar melhor. Mas é uma ferramenta que deve ser utilizada por amor, não por egoísmo. A repreensão é algo que somente deve ser utilizada quando nosso intuito é que o próximo possa consertar seus erros e crescer espiritualmente. Portanto, uma repreensão nunca deve ser feita de forma impensada, quando estamos de "cabeça quente", pois certamente não trará benefícios. Criticar é uma Mitzvá, mas criticar da maneira incorreta, causando dor, sofrimento e tristeza, é uma grande transgressão.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - CHÁNUKA II 5775

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RASO OU PROFUNDO? - CHÁNUKA II 5775 (19 de dezembro de 2014)

"Certa vez um professor de moral e ética de uma escola tradicional foi pego traindo a esposa, um ato completamente imoral. Foi um grande choque saber que justamente aquele que ensinava moral e ética se comportava de maneira tão vergonhosa. O professor foi chamado pelo diretor da escola para dar explicações, mas ao contrário do que era esperado, ele não pediu desculpas e nem se envergonhou do seu comportamento imoral. Ele ainda quis se justificar:
 
- Por acaso o professor de matemática precisa ser um triângulo? Ou o professor de biologia precisa ser uma batata? Então por que eu, só por dar aula de moral e ética, preciso ser uma pessoa moral e ética?"
 
Infelizmente este comportamento é um dos legados da superficialidade da cultura helenista. Quando Aristóteles, o grande filósofo grego, certa vez foi pego cometendo um ato imoral, ele foi questionado por seus alunos se aquilo não era contraditório com seus ensinamentos. Sem se abalar, ele explicou: "Naquele momento em que eu estava fazendo aquele ato, eu não era o Aristóteles".

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Neste Shabat lemos a Parashá Miketz e continuamos comemorando a festa de Chánuka, que relembra a incrível vitória militar do povo judeu sobre o poderoso exército grego e o posterior milagre do óleo, que era suficiente para acender apenas um dia da Menorá que havia no Beit Hamikdash (Templo Sagrado), mas durou oito dias, tempo suficiente para que mais óleo puro fosse produzido. Inicialmente os Yevanim (gregos) vieram a Israel sem intenção de nos atacar militarmente, pois eles acreditavam que poderiam influenciar o povo judeu a abandonar a Torá e as Mitzvót através da ideologia "iluminada" do Helenismo, que eles consideravam como sendo uma forma superior de vida. Porém, como a maioria do povo judeu resistiu às suas tentativas de assimilação, os gregos se tornaram hostis e começaram a obrigar os judeus a abandonarem a Torá. Um pequeno grupo de judeus iniciou uma rebelião e conseguiu expulsar os gregos. A partir daí nossos sábios decidiram estabelecer uma comemoração permanente desta vitória.

Mas sabemos que no judaísmo as festas não são apenas recordações de algo que aconteceu no passado. Por que continuar comemorando um evento que ocorreu há mais de 2 mil anos? Explica o Rav Yehonasan Gefen que para aprender lições atuais do conflito entre os judeus e os gregos, devemos entender com maior profundidade exatamente o que estava em jogo, e para isso precisamos voltar à descrição que a Torá faz dos antepassados que deram origem aos judeus e aos gregos. Noach (Noé) tinha três filhos: Shem, que deu origem ao povo judeu; Yefet, que deu origem aos gregos; e Cham. A Torá descreve um incidente envolvendo os três filhos de Noach que traria consequências importantes para seus descendentes. Logo após o dilúvio, Noach desceu da arca, se embebedou e ficou nu em sua tenda. Cham, o filho mais novo, não queria dividir a herança de seu pai com mais irmãos, então aproveitou para castrar seu pai, evitando que ele tivesse mais filhos. Quando Shem e Yefet escutaram que Noach estava nu na sua tenda, foram imediatamente cobri-lo para diminuir sua vergonha, e ambos foram recompensados por este bom ato. Os descendentes de Shem foram recompensados com a Mitzvá de vestir uma roupa contendo "Tzitzit", enquanto os descendentes de Yefet foram recompensados com um enterro digno dos corpos de seus soldados após as batalhas. Mas por que esta diferença, se aparentemente o ato foi o mesmo? Por que os descendentes de Shem meritaram uma nova Mitzvá, que é uma oportunidade para crescer em espiritualidade, enquanto a recompensa de Yefet foi apenas um benefício para o corpo?

 
Explica Rashi (França, 1040 - 1105), comentarista da Torá, que foi Shem quem iniciou o ato de cobrir seu pai, e somente depois Yefet se juntou a ele. Isto quer dizer que Shem teve uma incrível agilidade e preocupação com a vergonha de se pai, enquanto Yefet apenas seguiu o que seu irmão já tinha começado a fazer. Além disso, há outra enorme diferença entre os dois atos: a Kavaná (intenção) de cada um deles. Quando Shem viu a nudez de seu pai exposta, ele entendeu que aquilo era um enorme problema espiritual, associado à falta de Tzniut (recato), e por isso teve a reação imediata de cobrir seu pai para tirá-lo daquele estado de vergonha. Já Yefet não reagiu imediatamente, pois não considerava a nudez um problema. Ele somente tomou uma atitude quando percebeu que o corpo do seu pai havia sido mutilado, "estragando" sua perfeição natural e necessitando ser coberto por causa da vergonha de seu corpo não estar intacto. Como Shem viu o ato de cobrir seu pai como algo que podia trazer dignidade ao ser humano, então ele foi recompensando com a mais digna forma de vestimenta: o Tzitzit, que carrega o "emblema" de D'us. Já Yefet, que somente viu problemas na exposição de um corpo nu por causa de sua mutilação, meritou que os corpos de seus descendentes não ficariam abandonados ao apodrecimento nos campos de batalha, e sim seriam honrados através de um enterro digno.
 
Imediatamente após este incidente, Noach fez uma importante afirmação: "D'us dará beleza para Yefet, e ele habitará nas tendas de Shem" (Bereshit 9:27). Os comentaristas explicam que Yefet recebeu a Brachá (Benção) do tipo mais superficial de beleza. Mas para que este tipo de beleza seja utilizada da maneira correta, ela deve estar na "tenda de Shem", isto é, deve ser utilizada para aumentar a espiritualidade do ser humano. Há um interessante ensinamento do Talmud (Meguila 9b), baseado no versículo mencionado acima, que ensina que um Sefer Torá somente pode ser escrito em duas línguas: hebraico e grego. O Talmud está dando um exemplo de como a beleza de Yefet, quando utilizada na tenda de Shem, pode produzir uma linda combinação.
 
Por que Noach deu esta Brachá para Shem e Yefet logo depois do incidente ocorrido? Apesar de utilizar uma lógica equivocada, da beleza e perfeição do corpo, Yefet se juntou ao bom ato de seu irmão Shem, que fazia o ato com as intenções espirituais corretas. Apesar de Yefet não ter a intenção correta, junto com Shem ele fez o ato correto, tirando a vergonha de seu pai. E esta foi a Brachá, de que se Yefet estivesse continuamente junto com Shem, aprenderia a fazer os atos corretos e com as intenções corretas. Ele continuaria a apreciar a perfeição do corpo e sua beleza, mas canalizaria isso para o lado espiritual, aprofundando algo que era apenas superficial.
 
Porém, a Brachá de Noach foi bem clara: isto somente se aplica quando Yefet se esforça para se aprofundar na sua apreciação da beleza e conectá-la com a espiritualidade de Shem. Mas quando Yefet rejeita este aprofundamento, o resultado é que a beleza rapidamente se degrada e se transforma em algo apenas físico e superficial. Foi o que ocorreu com os gregos, que enfatizaram apenas a beleza física do ser humano, e acabaram praticando atos grosseiros de indecência e imoralidade.
 
Explica o Rav Chaim Friedlander (1923 - Israel, 1986) que há outro aspecto que ressalta a superficialidade dos gregos. Também na área da sabedoria os gregos eram muito superficiais, isto é, o que eles sabiam não influenciava no que eles eram, como se justificou Aristóteles ao deixar claro que os ensinamentos de sua sabedoria não deveriam obrigatoriamente se refletir em seus atos cotidianos. Por outro lado, o judaísmo representa justamente o contrário desta superficialidade grega. A Torá nos obriga a aplicarmos suas lições à nossa parte mais interior. Uma pessoa que estuda Torá e não a aplica em seus atos cotidianos não é considerado um verdadeiro estudioso de Torá. Estas diferenças entre os gregos e o povo judeu causaram este grande antagonismo entre as duas nações, e ao invés de apreciar a profundidade dos ensinamentos da Torá, os gregos reagiram com inveja e fizeram enormes esforços para destruir esta forma de sabedoria "rival". A superficialidade dos gregos pode ser percebida até mesmo nas letras de seu nome. "Yavan" é escrito com as letras "yud", "vav" e "nun sofit", sendo as três letras finas e retas, sem nenhuma "espessura", demonstrando que Yavan era uma nação superficial.
 
Portanto, esta guerra entre os gregos e o povo judeu não foi apenas uma batalha militar entre duas nações lutando pelo poder, mas sim uma batalha espiritual, um choque entre duas ideologias: a superficialidade de Yavan contra a espiritualidade profunda de Israel. Esta foi a primeira guerra ideológica da história da humanidade, um choque entre duas perspectivas de vida que não podiam coexistir de forma pacífica. Por isso todos os anos recordamos o conflito judaico-helenista, que aconteceu há mais de 2 mil anos atrás, pois apesar de termos sido vitoriosos naquela batalha, a luta continua até os nossos dias.
 
A Cultura Ocidental foi fortemente influenciada pela forma de pensar dos gregos, em especial a superficialidade, a falta de espiritualidade e a busca pela beleza do material sem nenhuma profundidade. Esta guerra existe inclusive dentre aqueles que estão conectados com a Torá. Por exemplo, muitas pessoas julgam os outros mais pelas roupas que usam do que pelos seus traços de caráter, criando rótulos de "kasher" ou "não kasher" sem nem mesmo conhecer as pessoas. Mesmo quando julgamos a nós mesmos, sentimos que usar roupas "religiosas" é um grande indicador do nosso sucesso espiritual, e não fazemos uma real reflexão sobre o nosso comprometimento com a Torá e com as Mitzvót. Muitas vezes nos preocupamos mais em como os outros nos veem rezando do que com a nossa real conexão com D'us no momento da Tefilá. Estes são apenas alguns poucos exemplos que demonstram o enorme risco de que toda a Torá que aprendemos se mantenha apenas em um nível superficial, sem conseguir penetrar em nossos corações e influenciar nossos traços de caráter.
 
Vemos que no mundo não judaico, e também no mundo judaico, ainda é muito forte a influência da ideologia grega. Portanto, a guerra contra os gregos não é algo do passado, é algo do presente, é uma luta que cada um de nós deve lutar. A luta contra a superficialidade, contra os rótulos que criamos em nossas cabeças, contra a exaltação da beleza física sem nenhum tipo de profundidade. Quando acendemos cada uma das velas de Chánuka, é uma nova chance de abrirmos nossos corações, para que todo o nosso conhecimento de Torá possa penetrar e nos preencher, e não permanecer dentro de nós apenas de maneira superficial.
 
Que em Chánuka possamos não apenas vestir roupas "religiosas", mas possamos também meritar um coração "religioso", que não rotula as pessoas e que absorve e transforma em bons atos todos os nossos conhecimentos de Torá.
 
SHABAT SHALOM e CHÁNUKA SAMEACH
 
Rav Efraim Birbojm

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:

                   São Paulo: 19h31  Rio de Janeiro: 19h16                     Belo Horizonte: 19h13  Jerusalém: 16h03
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