sexta-feira, 21 de novembro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TOLDOT 5775

BS"D
SEJA VOCÊ MESMO - PARASHÁ TOLDOT 5775 (21 de novembro de 2014)

"O Rav Yerucham Leibovitz (Bielorússia, 1873 - 1936), o grande Mashguiach (líder espiritual) da Yeshivá de Mir, certa vez foi visitar o Rav Nosson Tzvi Finkel (Lituânia, 1849 - Israel, 1927), mais conhecido como Alter MiSlobodka. No primeiro dia da visita os dois se fecharam em uma sala, e era possível escutar do lado de fora que o Alter estava dando uma enorme bronca no Rav Yerucham. A mesma cena se repetiu nos dias que se seguiram, por quase uma semana.

Mas afinal, por que o Alter estava tão incomodado com o Rav Yerucham, uma pessoa tão reta e pura? Pois Slobodka era uma Yeshivá (Centro de estudos de Torá) que reforçava muito a ideia de que seus alunos não deveriam ser forçados a se "moldarem" de uma maneira específica. O Alter MiSlobodka sempre se esforçou para ressaltar o que cada aluno tinha de único e especial. Ele tinha o cuidado de não trazer para a Yeshivá professores muito carismáticos, pois tinha receio de que alguém carismático acabaria influenciando de maneira muito forte os alunos, fazendo-os seguir exatamente seu estilo, ao invés de investirem em suas próprias qualidades.

Foi por isso que o Alter MiSlobodka estava tão bravo. Ele sabia que o Rav Yerucham era tão carismático que, mesmo sem intenção, estava transformando seus alunos da Yeshivá de Mir em seus "seguidores", ao invés de incentivar que cada um deles desenvolvesse sua expressão única e individual.

Quais foram os benefícios de Slobodka ter encorajado seus alunos a expressarem sua individualidade, ao invés de tentar moldá-los de maneira padrão? De todas as Yeshivót da Europa, Slobodka foi a que produziu a maior quantidade de gênios de Torá. Nomes como Rav Aharon Kotler, Rav Yaacov Kamenetzky e Rav Yitzchak Hutner são alguns exemplos de rabino que saíram de Slobodka e iluminaram o mundo com sua Torá. E o mais impressionante é que estes gigantes eram muito diferentes uns dos outros em suas características. Ao reforçar o que havia de único em cada aluno, o Alter MiSlobodka conseguiu tirar de cada um deles o que eles tinham de melhor.

******************************************

Nesta semana lemos a Parashá Toldot, que descreve um pouco da vida do nosso patriarca Yitzchak. Mas diferente de Avraham, que se destacou pelo Chessed e pela Emuná (fé) inabalável, e de Yaacov, que se destacou pela incrível honestidade mesmo diante de grandes testes, Yitzchak aparentemente não se destacou em nada. Depois de quase ter sido sacrificado por seu pai, a Torá nos conta muito pouco sobre a vida dele. Qual é o ensinamento que podemos aprender da vida e dos atos de Yitzchak?

Se prestarmos atenção em alguns dos acontecimentos da vida de Yitzchak relatados na Parashá, perceberemos que seus passos sempre foram muito parecidos com os de seu pai, Avraham. Tanto Avraham quanto Yitzchak passaram por um período de fome na terra de Israel, e ambos se dirigiram ao Egito, com a única diferença que D'us não permitiu a Ytzchak sair da terra de Israel. Além disso, os dois viveram com o povo dos Plishtim e passaram pelo perigo de terem suas esposas raptadas por causa da beleza delas. Da mesma forma que Avraham precisou dizer que Sara era sua irmã para não ser assassinado, também Yitzchak teve que dizer que Rivka era sua irmã. E, finalmente, Yitzchak voltou aos poços que Avraham havia cavado, mas como eles haviam sido tapados pelos Plishtim, Yitzchak cavou-os novamente e deu a eles exatamente os mesmos nomes que seu pai originalmente havia dado. É impressionante perceber as semelhanças entre os caminhos de Avraham e de Yitzchak.

Explica o Rabeinu Bechaye (Espanha, 1255 - 1340) que esta semelhança não foi uma mera coincidência. Dos atos de Yitzchak nós aprendemos para as futuras gerações o conceito de "Massoret Avót" (transmissão dos antepassados), isto é, a obrigação de seguirmos nos caminhos e tradições dos nossos antepassados. Ytzchak não quis se desviar nem mesmo um centímetro dos caminhos trilhados por seu pai. Enquanto o papel de Avraham era ser o desbravador, definindo os precedentes e estabelecendo as "placas de orientação" para o povo judeu, o papel de Ytzchak era consolidar tudo aquilo que seu pai havia feito, seguindo de forma precisa seus passos.

Porém, há outro aspecto na vida de Yitzchak que aparentemente contradiz a ideia de seguir seu pai em todos os caminhos. Nossos sábios ensinam que Avraham e Ytzchak tinham personalidades muito diferentes. Enquanto Avraham representou a característica do Chessed (bondade), transbordando bondades para todas as criaturas, Ytzchak é definido pela característica de justiça e bravura. Isto significa que, em relação aos traços de caráter, Ytzchak não seguiu os caminhos de seu pai. Como entender esta contradição?

Este comportamento "contraditório" de Ytzchak é, na realidade, uma das maiores contribuições que ele deu ao povo judeu. Ytzchak estava nos ensinando que, por um lado, temos a obrigação de nos mantermos conectados às instruções que recebemos através da "Massóret Avót". Nenhum judeu pode criar seu próprio conjunto de valores e comportamentos, pois recebemos a transmissão de qual é a forma correta de viver nossa vida. Mas, por outro lado, Ytzchak nos ensinou que isto não significa que todos aqueles que querem estar conectados à linha de transmissão da Torá devem se comportar de maneira idêntica, sem manter sua individualidade, pois há diversas maneiras de desenvolver nossa "Avodat Hashem" (Serviço Divino). O Rav Israel Meir HaCohen (Bielorússia, 1838 - Polônia,1933), mais conhecido como Chafetz Chaim, questiona o motivo pelo qual a Torá precisou nos relatar que a Árvore da Vida estava posicionada exatamente no centro do Gan Éden. Ele responde que é justamente para nos ensinar que a verdade é representada por um único ponto central, mas que existem numerosos pontos em volta que são equidistantes do centro. Assim também há diversas abordagens do judaísmo, que enfatizam diferentes formas de servir a D'us e diferentes traços de caráter. Apesar de serem diferentes, enquanto elas se encontram dentro dos limites da "Massóret Avót", todas têm a mesma validade aos olhos de D'us. Isto nos ensina a não olharmos com superioridade para outro judeu por ele ser Chassid, Ashkenazi ou Sefaradi, achando que somente nós estamos fazendo o que é correto, pois cada uma destas abordagens ressalta uma maneira diferente de se conectar a D'us, sendo que uma não é melhor do que a outra.

Este conceito pode ser aplicado em outras áreas da nossa vida, como no desenvolvimento da nossa própria personalidade. Há a tendência em muitas sociedades de que certos traços de caráter são mais louváveis do que outros. Por exemplo, ser extrovertido e confiante normalmente é visto como algo positivo, enquanto ser envergonhado e retraído é normalmente visto de maneira negativa. Pais extrovertidos com um filho introvertido têm a tendência de achar que a natureza quieta de seu filho é uma falha de caráter, e por isso o pressionam para que mude. Porém, o mais provável é que a única coisa que estes pais conseguirão será fazê-lo se sentir uma pessoa inadequada. É trabalho dos pais entender que seu filho tem características diferentes das suas, aceitando-o como ele é e aprendendo a desenvolver seus pontos fortes. Da mesma maneira, há crianças que têm muita dificuldade de se sentar horas para estudar e manter o foco. Se os pais não entendem a natureza do filho e tentam pressioná-lo a estudar sem parar, é muito provável que esta criança se rebelará ao crescer.

Pode parecer algo hipotético, mas o Rav Shimshon Raphael Hirsh (Alemanha, 1808 - 1888) explica que foi exatamente isto o que aconteceu com Essav. Ytzchak, com a melhor das intenções, quis educar seus dois filhos, Yaacov e Essav, da mesma maneira. Eles foram ensinados desde cedo que deveriam dedicar horas e horas diárias aos estudos. Porém, Yitzchak não levou em consideração que Essav tinha uma natureza completamente diferente de Yaacov. Enquanto Yaacov era uma criança tranquila, Essav era uma criança com muita energia, e toda esta energia foi reprimida durante sua infância. Quando Essav cresceu, ele alegremente abandonou seus estudos e se afundou em uma vida de transgressões. Daqui aprendemos o quanto devemos ser sensíveis às diferenças de natureza dos nossos filhos.

Há algo no começo da Parashá que ressalta a importância da nossa individualidade. Como Rivka não conseguia ter filhos, ela e Ytzchak rezaram, mas a Torá ressalta que a Tefilá de Ytzchak foi escutada. O Talmud (Yebamot 64a) explica que não se compara a força da Tefilá de um Tzadik filho de um Tzadik com a Tefilá de um Tzadik filho de um Rashá (malvado). Ytzchak era filho de Avraham, um Tzadik que mudou a história da humanidade, enquanto Rivka era filha de Betuel, um grande Rashá. Mas não deveria ser justamente o contrário? Ytzchak cresceu na casa de Avraham e desde cedo foi educado por seu pai a andar nos caminhos corretos. Rivka, ao contrário, cresceu no meio de Reshaim, pessoas enganadoras e desonestas, e apesar disso conseguiu superar as dificuldades e se tornar uma grande Tzadiká. Então por que ela não tinha mais méritos do que Ytzchak? Explicam os nossos sábios que Ytzchak tinha um desafio ainda maior do que o de Rivka: o de não se tornar uma mera cópia idêntica de seu pai. Avraham foi um dos maiores modelos que alguém poderia ter na vida, e o natural seria Ytzchak apenas copiar seu pai em todos os seus atos e características. Mas Ytzchak não se contentou com isso, e teve muitos méritos por ter criado seu próprio caminho de Serviço a D'us.

Esta foi a grande contribuição de Ytzchak: nos ensinar que, apesar de ser necessário estarmos conectados à "Massóret Avót", sendo uma grande proibição mudar qualquer aspecto da Torá, temos a liberdade de sermos nós mesmos, de utilizarmos nossas aptidões naturais e forças para nos conectarmos ao nosso lado espiritual. Não temos que nos anular e nos forçar a sermos o que não somos. Assim, desenvolvendo nossas habilidades e nossos pontos fortes, certamente teremos uma chance muito maior de vivermos uma vida muito mais feliz e com sucesso.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

**************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:
São Paulo: 19h13  Rio de Janeiro: 18h58  Belo Horizonte: 18h55  Jerusalém: 16h02

**************************************************************************

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Lea bat Sara, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Yitzchak ben Dinah, Celde bat Lea.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam, Michael Ezra ben Esther, Clarice Chaia bat Israel.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ CHAIEI SARA 5775

BS"D
FALANDO COM CUIDADO - PARASHÁ CHAIEI SARA 5775 (14 de novembro de 2014)

"Rodrigo contratou Fernando, um experiente e renomado carpinteiro, para reformar alguns móveis de sua casa. Mas o dia de Fernando não começou nada bem. Ele chegou atrasado, com as mãos sujas de graxa, pois o pneu do seu caminhão havia furado. E o resto do dia também não foi fácil. Sua furadeira queimou, a serra quebrou, ele fez um corte na mão e, na hora de ir embora, seu caminhão não funcionou. Rodrigo, com dó, ofereceu uma carona. Sem alternativa, Fernando aceitou.

Durante o caminho, Fernando estava com o rosto tenso. Ia em silêncio, olhando para baixo, sem querer muita conversa. Rodrigo respeitou e também não tentou puxar papo. Quando chegaram, Fernando convidou-o para conhecer sua casa e sua família. Rodrigo estava com pressa, mas ficou sem jeito de não aceitar. Não deixou de notar que Fernando, antes de entrar em casa, apoiou as duas mãos sobre uma árvore, ficando assim por alguns instantes, e somente depois entrou em casa. E um grande milagre aconteceu, pois Fernando transformou-se em outra pessoa. O rosto tenso foi substituído por um enorme sorriso e o silêncio virou gargalhadas enquanto ele abraçava os filhinhos e a esposa.

No momento de ir embora, Fernando agradeceu muito pela carona e acompanhou Rodrigo até o carro. Ao passarem pela árvore, Rodrigo não aguentou a curiosidade e perguntou sobre a estranha atitude de Fernando e a mudança repentina de comportamento. Fernando explicou:

- Todos nós temos dificuldades no nosso dia, e quando voltamos para casa acabamos descontando em nossas esposas e filhos todas as nossas frustrações. Mas eles não merecem escutar grosserias, pois eles não têm nada a ver com as dificuldades do nosso dia. Então eu decidi que, todas as vezes que eu chegasse em casa, deixaria todos os meus problemas naquela árvore que fica ao lado da entrada, e quando eu saísse de casa de manhã, eu pegaria os problemas de volta.

- Que interessante - falou Rodrigo, surpreso com a atitude positiva do marceneiro - Mas funciona mesmo?

- Melhor do que eu esperava - respondeu Fernando, abrindo um sorriso - Pois eu deixo os problemas na árvore de noite, mas quando eu volto para pegá-los no dia seguinte, eles não são nem metade do que eu me lembrava ter deixado..."

Não é algo fácil, mas precisamos desenvolver a capacidade de, mesmo nas situações mais difíceis do nosso cotidiano, manter o autocontrole e não "descontar" nos outros nossos problemas e dificuldades.  

*****************************************

Nesta semana lemos a Parashá Chaiei Sara, que descreve a busca de uma esposa para o nosso patriarca Ytzchak. Avraham havia quase sacrificado Ytzchak, chegando a colocá-lo sobre um altar a pedido de D'us, mas foi impedido por um anjo na última hora. Avraham entendeu que se Yitzchak tivesse realmente sido sacrificado, ele teria morrido sem deixar descendentes. Portanto, ele viu que era hora de Ytzchak se casar e ter uma família, e confiou a Eliezer, seu fiel ajudante, a importante missão de voltar para sua terra natal e procurar entre seus parentes uma esposa para Ytzchak.

Eliezer não queria procurar uma esposa qualquer para Ytzchak, e sim uma moça que tivesse bons traços de caráter. Ele fez uma longa viagem até a cidade natal de Avraham e, chegando lá, foi direto para um poço de água, no fim da tarde, justamente na hora em que as mulheres costumavam ir para lá buscar água. Eliezer sabia que lá poderia testar a bondade das moças, pedindo que elas lhe servissem água e também dessem água aos seus camelos. A Providência Divina fez com que a primeira moça que apareceu foi Rivka, que era parente de Avraham. Após ela ter enchido seu jarro, Eliezer se aproximou e pediu água, como está escrito: "Por favor, me deixe beber um pouco da água do seu jarro" (Bereshit 24:17).

Deste versículo surge uma pergunta curiosa: Eliezer tinha acabado de atravessar um enorme deserto para buscar uma esposa para Ytzchak. Certamente ele devia estar com muita sede, e com as altas temperaturas do deserto era até mesmo um risco de vida caso ele não tomasse água. Então por que ele pediu para Rivka apenas um pouco de água, ao invés de pedir muita água?

Explica o Rav Ytzchak Zilberstain que o ser humano não é testado por seus atos grandes, e sim pelos seus pequenos atos cotidianos. A forma como ele fala com as outras pessoas e como ele se comporta nas pequenas atitudes mostram quem é ele de verdade. Para definir o nível espiritual de uma pessoa, é necessário observar como ela se comporta no seu dia-a-dia, nas coisas mais comuns e simples que ela faz.

Há um interessante ensinamento do mais sábio de todos os homens, Shlomo Hamelech (Rei Salomão), que nos ajuda a entender este conceito: "O Tzadik (justo) come para se saciar, mas o estômago do Rashá (malvado) está sempre insatisfeito" (Mishlei 13:25). O entendimento mais simples do versículo é que o Tzadik é aquele que come apenas o que é necessário para se sentir saciado, e fica satisfeito mesmo com pouco, enquanto o Rashá é aquele que come por gula, em excesso, para se empanturrar, e por isso sempre sente que ainda lhe falta algo. Porém, há um Midrash (parte da Torá Oral) que aprofunda o entendimento do versículo e afirma que "Tzadik" se refere a Eliezer, justamente por ter pedido para Rivka apenas um pouquinho de água, não de forma rude e descontrolada. Já "Rashá" se refere a Essav, que pediu para seu irmão Yaacov comida de forma grosseira, como está escrito: "Verta na minha boca desta coisa vermelha vermelha, pois eu estou exausto" (Bereshit 25:30).

O ensinamento deste Midrash é incrível. Eliezer fazia muitos atos positivos e construtivos, enquanto Essav fazia muitos atos negativos e destrutivos. Apesar disso, quando o Midrash quis dizer que "Tzadik" e "Rashá" se referem a Eliezer e Essav, traz como prova os versículos que apenas mencionam a forma como cada um deles pediu comida ou bebida em momentos de dificuldade. Isto demonstra que a forma como nos comportamos nos pequenos desafios do cotidiano é o que define nosso status espiritual.

Mas surge um grande questionamento quando refletimos sobre a definição de Essav como um "Rashá" por ter pedido para que seu irmão vertesse comida em sua boca. Antes de tudo, precisamos entender melhor em que contexto isto aconteceu. O versículo ressalta que Essav estava exausto, e nossos sábios explicam que naquele dia Essav havia saído para caçar algum animal para servir ao seu pai. Porém, no meio do caminho, ele se deparou com Nimrod, o governante da época, e os dois tiveram um desentendimento. Apesar de Nimrod ser considerado pela Torá um "Gibor" (valente e destemido), Essav se levantou contra ele e o assassinou. Além disso, nossos sábios dizem que Essav também cometeu naquele dia outras graves transgressões. Por causa de todo o esforço e energia gastos nestas transgressões, Essav estava extremamente cansado, a ponto de quase desmaiar, correndo até mesmo risco de vida caso não comesse algo logo. Foi por isso que ele pediu desesperadamente para que Yaacov despejasse a comida em sua boca. Essav falou de maneira grosseira justamente por seu desespero e pelo cansaço que dominava seu corpo. A prova disso é que ele já nem refletia mais sobre as palavras que saíam de sua boca, repetindo a palavra "vermelha" duas vezes, sem nenhum sentido.

Sabemos que em situações de "Pikuach Nefesh" (quando há algum risco de vida envolvido), a vida está acima das Mitzvót da Torá (com exceção de idolatria, relações ilícitas e assassinato). Isto quer dizer que em qualquer situação onde há perigo de vida, a pessoa deve transgredir as Mitzvót para se salvar ou salvar a vida de outra pessoa. O Talmud (Sanhedrin 74a) aprende isso do versículo que diz "E observem os Meus decretos e as Minhas leis, que o homem deve fazer e viver por elas, Eu sou D'us" (Vayikrá 18:5). O versículo ressalta "viver por elas", e não morrer por elas. Por exemplo, temos a proibição de fazer certas atividades construtivas no Shabat, mas alguém que está com risco de vida deve ir imediatamente ao hospital para receber o tratamento necessário, mesmo que para isso necessite desrespeitar o Shabat. Portanto, se Essav estava em uma situação de Pikuach Nefesh, por que a Torá está cobrando dele um comportamento exemplar? Por que ele é considerado "Rashá" por ter falado com uma linguagem grosseira neste momento?

Explica o Rav Ytzchak Zilberstain que a Torá está nos ensinando algo impressionante. Apesar de o "Pikuach Nefesh" prevalecer até mesmo sobre a grande maioria das Mitzvót da Torá, ele não prevalece sobre a obrigação de falarmos as coisas de forma delicada. Por que o Midrash comparou Essav justamente com Eliezer? E com tantos bons atos que Eliezer fez na vida, por que justamente trazer o versículo do momento em que ele se encontrou com Rivka? Pois quando Eliezer viajou para procurar uma esposa para Ytzchak, ele também estava exausto por causa da viagem. Além disso, ele devia estar sedento e certamente muito pressionado pela responsabilidade de sua importante missão. Mas mesmo assim a Torá fez questão de registrar o quanto ele foi rigoroso consigo mesmo, pedindo água de uma maneira educada e comedida, diferente de Essav, que em um momento de dificuldade pediu comida de forma grosseira.

Fica para nós um ensinamento muito importante. Sempre focamos nos grandes atos, nos grandes testes que podem surgir pelo caminho. Queremos ser espiritualmente grandes, e achamos que isto somente ocorrerá quando vencermos testes difíceis como o sacrifício de Yitzchak. Mas a Torá nos ensinou, através da simples conduta de Eliezer em um pequeno detalhe do seu cotidiano, que não é nos grandes testes que podemos mostrar para D'us quem somos, é justamente nas pequenas atitudes, nos pequenos detalhes, que podemos fazer a diferença. Apesar de não serem tão difíceis quanto o teste do sacrifício de Ytzchak, os pequenos testes do cotidiano podem nos dar o rótulo de "Tzadik".

Isto mostra a importância aos olhos de D'us do nosso "Derech Eretz", isto é, a forma como falamos e nos comportamos com as outras pessoas. Mesmo nos momentos difíceis, temos que trabalhar muito nosso autocontrole. Pois morrer para santificar o nome de D'us, como Ytzchak estava disposto a fazer, é sem dúvida um ato heroico. Mas viver e santificar o nome de D'us através dos pequenos atos do cotidiano é mais heroico ainda.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

**************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:
São Paulo: 19h08  Rio de Janeiro: 18h53  Belo Horizonte: 18h51  Jerusalém: 16h05

**************************************************************************

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Lea bat Sara, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Yitzchak ben Dinah, Celde bat Lea.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam, Michael Ezra ben Esther, Clarice Chaia bat Israel.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAIERÁ 5775

BS"D
ESFRIANDO A ÁGUA QUENTE - PARASHÁ VAIERÁ 5775 (07 de novembro de 2014)

"Mesmo durante o rigoroso inverno europeu, o Rav Isroel Meir HaCohen (Bielorússia, 1838 - Polônia, 1933), mais conhecido como Chafetz Chaim, ia sempre à Mikve da cidade de Radin, onde morava, na véspera do Shabat. Certa vez ele encontrou a pessoa que fazia a manutenção da Mikve e perguntou se a água já havia sido aquecida. O homem respondeu que sim, pois já havia vertido quase metade do conteúdo da caldeira de água quente na Mikve. O Chafetz Chaim então se preparou para mergulhar, mas quando encostou o pé na água, percebeu que estava muito gelada.

O Chafetz Chaim não entendeu o que estava acontecendo, pois certamente o homem não havia mentido para ele, mas a água estava gelada como se nenhuma quantidade de água quente tivesse sido acrescentada. Quando checou a temperatura da água da caldeira, entendeu qual era o problema: a água estava morna, quase fria. O problema não estava na Mikve, estava na caldeira, que não estava funcionando direito e não conseguia esquentar a água. Por isso, mesmo que a água da caldeira havia sido realmente jogada na Mikve, não havia contribuído para esquentá-la.

Durante o Shabat, o Chafetz Chaim refletiu sobre o ocorrido e aprendeu uma grande lição. Mesmo a água fervendo de uma caldeira consegue apenas deixar a água da Mikve morna. E se a própria água da caldeira estiver morna, ela não contribui para esquentar a Mikve, ao contrário, esta água que acaba se esfriando".

O Chafetz Chaim utilizava este conceito para ensinar o perigo de entrarmos em contato com pessoas em um nível espiritual mais baixo, pois corremos o grande risco de acabarmos sendo "esfriados".

******************************************

Na Parashá desta semana, Vaierá, a Torá continua nos descrevendo os difíceis testes pelos quais Avraham Avinu passou durante sua vida. Um dos grandes testes foi ter que expulsar de casa seu próprio filho. Durante muitos anos Avraham não conseguia ter filhos. Sara, vendo que não conseguia dar filhos para Avraham, sugeriu que ele se casasse com sua escrava, Hagar, e que tivesse filhos com ela, pois assim poderia ao menos participar da educação desta criança. Avraham escutou o pedido de sua esposa e se casou com Hagar, tendo com ela um filho, Ishmael. Somente alguns anos depois D'us teve misericórdia de Sara e também deu a ela um filho, Itzchak.

Porém, certa vez Sara viu algo que não a agradou: "E viu Sara o filho que Hagar, a egípcia, havia dado à luz para Avraham, zombando" (Bereshit 21:9). Rashi (França, 1040 - 1105), comentarista da Torá, explica que a linguagem "messachek" (zombando) também é utilizada em outros lugares da Torá para se referir à idolatria, relações ilícitas e assassinato. Isto quer dizer que Sara viu Ishmael fazendo atos graves, que demonstravam que ele havia se corrompido e se desviado completamente. Sara então exigiu que Avraham expulsasse de casa sua esposa Hagar e seu filho Ishmael, para que Ishmael não se tornasse uma má influência para Itzchak. A ideia de expulsar seu filho desagradou a Avraham, mas D'us apareceu para ele e confirmou que isto era o correto a se fazer. Apesar da dificuldade do teste, Avraham conseguiu dominar suas emoções e cumprir a vontade de D'us.

Mas deste acontecimento surge uma grande pergunta: Avraham não percebeu que seu filho Ishmael havia se desviado do caminho? Ele não sabia que a convivência colocava em risco a educação e o futuro de Itzchak, seu herdeiro espiritual? Então por que a ideia de expulsar Ishmael lhe desagradou?

Respondem os nossos sábios que Avraham tinha plena consciência dos maus atos de Ishmael e os riscos que seus comportamentos inadequados causariam na educação de Itzchak. Porém, Avraham acreditava que o contrário poderia acontecer, isto é, que o bom comportamento de Itzchak poderia ajudar a endireitar Ishmael. Sara também conhecia os dois lados, mas ponderou e chegou à conclusão de que era muito mais provável que Itzchak fosse mal influenciado do que Ishmael fosse bem influenciado, e por isso decidiu expulsá-lo. D'us concordou com a ponderação de Sara.

Dizem nossos sábios que "Maassê Avót, Siman Lebanim" (os atos dos nossos antepassados são um sinal para nós). Explica o Chafetz Chaim que deste episódio aprendemos uma importante lição de como nos relacionar com pessoas espiritualmente mais baixas, que se comportam de uma maneira inadequada. A Torá está nos ensinando que devemos nos afastar delas, pois esta convivência certamente nos fará mal. Muitas vezes pensamos que não seremos afetados pelos maus atos dos outros, achamos que somos fortes e não seremos influenciados por comportamentos inadequados. Mas a verdade é que tudo o que vemos à nossa volta nos influencia, para o bem ou para o mal. E a repetição constante de más influências pode nos transformar em pessoas completamente diferentes. O problema é que, quando estamos dentro da influência, acabamos não percebemos a nossa própria transformação.

Este ensinamento é ressaltado em outro episódio da Parashá, quando D'us decidiu destruir as cidades de Sdóm (Sodoma) e Amorá (Gomocha), cidades que atingiram limites absurdos de maldade. E assim está descrita a destruição: "D'us fez chover enxofre e fogo sobre Sdóm e Amorá... Ele virou estas cidades de cabeça para baixo" (Bereshit 19:24,25). O que significa que D'us virou as cidades de cabeça para baixo?

Ensinam nossos sábios: "Raban Shimon bem Gamliel disse: o mundo se sustenta por três coisas: a justiça, a verdade e a paz" (Pirkei Avót 1:18). Apesar de a justiça ser um dos pilares que sustentam o mundo inteiro, Sdóm e Amorá literalmente inverteram a justiça e os caminhos corretos. O Talmud (Sanhedrin 109a) nos ensina que eles legislaram leis injustas, que prejudicavam os bons e protegiam os malvados. Por exemplo, havia Em Sdóm uma grave proibição de receber convidados ou ajudar os pobres, e a violação destas leis era punida de forma severa. Pelo fato de eles terem literalmente invertido a justiça, medida por medida D'us fez com que suas cidades, que se encontravam no topo de uma enorme rocha, virassem de cabeça para baixo e fossem destruídas.

Porém, por que as pessoas de Sdom e Amorá eram tão ruins? De onde vinha tanta maldade? O Talmud (Sanhedrin 109 a) nos dá uma incrível explicação, dizendo que tudo começou com uma grande Brachá (benção) de D'us, quando Ele deu aos habitantes de Sdóm e Amorá uma terra extremamente fértil, cheia de ouro e safiras. Os habitantes não eram pessoas ruins, mas começaram a pensar em maneiras de fazer com que pessoas de fora não viessem para se aproveitar das riquezas de lá. Eles fizeram leis abomináveis e contrataram juízes malvados que julgariam de acordo com estas leis e castigariam de forma dura todo aquele que as transgredissem, somente para afastaram possíveis novos moradores que quisessem vir para extrair o que a terra tinha de bom.

Portanto, em um primeiro momento estas leis não eram motivadas pela maldade, e sim como uma forma de proteger suas riquezas. Mas o que era apenas algo externo, com o passar do tempo começou a influenciar para o mal toda a população de Sdóm e Amorá. As pessoas acabaram se tornado realmente malvadas e cruéis. Quando Lót, o sobrinho de Avraham, recebeu convidados em sua casa, a cidade inteira veio tirar satisfação, desde os mais jovens até os mais velhos. A população estava inflamada, querendo "justiça". Pessoas que eram corretas e bondosas haviam se tornado agentes do mal, prontas a destruir e cometer as piores crueldades imagináveis. Rashi ressalta que não havia na cidade inteira nem mesmo um único habitante que era justo e correto. Esta é a força das influências internas sobre o nosso comportamento.

De Sdóm e Amorá aprendemos o quanto o costume nos transforma em pessoas diferentes. Não podemos pensar que estamos imunes às influências externas, pois somos criaturas sociais e absorvemos muito do ambiente à nossa volta. Algo abominável, quando repetido muitas vezes, vai sendo internalizado e se transformando em natureza, a ponto de acabarmos intelectualmente defendendo tal ideia após algum tempo. Ninguém está imune de sofrer influências externas, e por isso devemos escolher bem quem são as pessoas à nossa volta e quais são os valores da sociedade na qual escolhemos viver, como ensinam nossos sábios: "Nitai Haarbeli disse: Se afaste de um mau vizinho e não se associe a um homem perverso" (Pirkei Avót 1:7). Foi por isso que D'us concordou com o pedido de Sara. Este era o correto a se fazer, pois certamente Itzchak, que era uma criança pura e correta, aprenderia com os maus atos de Ishmael e se desviaria do caminho. Ninguém está a salvo das más influências.

Precisamos tomar cuidado, pois o "mau vizinho" descrito pelos nossos sábios não são apenas pessoas de carne e osso, mas tudo o que permitimos que entre em nossas casas. Quando abrimos nosso lar às ideias "estranhas" ao judaísmo, acabamos nos acostumando mesmo com coisas que há pouco tempo achávamos abomináveis. Infelizmente vivemos em uma sociedade cujos valores são cada vez mais corrompidos, e se não tivermos uma constante referência do que é o correto, podemos facilmente cair. O perigo não é apenas o quanto as más influências afetam nossos filhos, mas também o quanto elas afetam a cada um de nós. Certamente os habitantes de Sdóm e Amorá achavam que eles estavam corretos. Eles caiam pouco a  pouco, mas não percebiam. Como a água morna jogada na piscina gelada, eles iam perdendo um pouco mais de "calor" a cada dia. Isto pode acontecer a cada um de nós, mas acontece em especial com aqueles que acham que estão acima de qualquer influência.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

**************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:

São Paulo: 19h03  Rio de Janeiro: 18h49  Belo Horizonte: 18h47  Jerusalém: 16h09
**************************************************************************

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Lea bat Sara, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Yitzchak ben Dinah.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam, Michael Ezra ben Esther, Clarice Chaia bat Israel.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ LECH LECHÁ 5775

BS"D

TORCIDA CONTRA - PARASHÁ LECH LECHÁ 5775 (31 de outubro de 2014)

"Certa vez organizaram uma corrida de sapinhos, cujo objetivo era atingir o alto de uma grande torre. Havia no local uma multidão assistindo, vibrando e torcendo pelos sapos. Quando começou a competição, todos perceberam que seria muito difícil alcançar o alto da torre, pois era uma enorme subida. Os torcedores, ao invés de incentivar, começaram a dizer em voz alta: "Que pena, acho que eles não vão conseguir". Infelizmente os sapinhos iam vendo o quanto era difícil chegar lá em cima e começavam a desistir, um por um.

Havia um grupo que ainda persistia e continuava subindo, tentando alcançar o topo. Mas a multidão continuava gritando: "Uau, é muito difícil. Que pena que eles não vão conseguir". E mesmo neste grupo de sapinhos mais fortes muitos começaram a desistir.

Porém, havia um sapinho que, apesar da "torcida contra", continuava firme em sua subida. Embora cansado, ele não desistia. Mesmo que todos gritavam "ele não vai conseguir", ele juntava forças e, quando parecia impossível, conseguia vencer mais uma etapa. Assim, aos poucos, com perseverança, ele foi superando as dificuldades até que conseguiu completar a corrida. Ele havia alcançado o topo, havia chegado ao seu objetivo. Todos os outros sapos haviam desistido, menos ele.
 
Perguntaram aos outros sapos porque eles haviam desistido, e eles responderam que ao escutar a multidão gritando "eles não vão conseguir", acabavam desanimando até desistir. A curiosidade tomou conta de todos. Queriam  saber o que tinha acontecido como aquele sapo que havia vencido. Como ele havia superado as dificuldades? Como havia vencido o "ele não vai conseguir" da multidão? Quando foram perguntar ao sapinho, descobriram que  ele era surdo..."

Muitas vezes na vida decidimos crescer espiritualmente, alcançar níveis mais altos, mas às vezes as pessoas em volta nos desanimam e nos desencorajam. Precisamos ter a força de vencer nossas "dificuldades sociais" e aprender a ignorar aqueles que nos empurram para baixo, não deixando que eles abalem nosso crescimento.

******************************************

Nesta semana lemos a Parashá Lech Lechá, que começa a descrever alguns dos 10 grandes testes pelos quais Avraham Avinu passou durante sua vida. O primeiro teste que a Parashá traz é o de "Lech Lechá" (literalmente "vá para você"), quando D'us ordenou a Avraham abandonar sua casa, sua família e seus amigos e ir para uma terra estranha e incerta, sem saber que dificuldades o esperariam.

Porém, de acordo com Rashi (França, 1040 - 1105), comentarista da Torá, este não foi o primeiro teste de Avraham. Antes de ser comandado a ir embora de casa, Avraham desafiou sua geração de idólatras ao revelar a todos que acreditava em um D'us único. As declarações de Avraham chegaram aos ouvidos de Nimrod, o governante supremo da época, que também era um grande idólatra. Nimrod tentou convencê-lo, primeiro com palavras e depois com ameaças, a abandonar sua crença em um D'us único e a voltar para a idolatria. Apesar da grande dificuldade, Avraham conseguiu vencer seu primeiro teste e continuou firme em suas convicções, mesmo quando Nimrod ameaçou jogá-lo em uma fornalha. Avraham enfrentou Nimrod sem medo, e D'us o salvou do fogo com um grande milagre aberto.

Aparentemente o primeiro teste de Avraham, de estar disposto a ser atirado em uma fornalha para não ceder às pressões de voltar para a idolatria, é um teste muito maior do que o teste de "Lech Lechá". Porém, nossos sábios afirmam que os testes de Avraham foram crescendo em dificuldade. Em que aspecto o teste de ir embora de casa pode ter sido maior do que o teste de ser atirado vivo em uma fornalha?

Em primeiro lugar, quando Avraham foi jogado na fornalha, ele passou por um grande teste de Emuná (fé), pois confiou em D'us mesmo quando tudo parecia perdido, mesmo quando parecia não haver mais salvação. Mas em Lech Lechá Avraham também foi testado em sua Emuná, pois D'us queria que ele saísse de sua casa e fosse para uma terra estranha. De onde viria seu sustento neste novo lugar? Quem seriam seus novos vizinhos? Como ele seria recebido? Estava indo para uma ilha paradisíaca ou para um deserto inóspito? Muitos questionamentos e nenhuma resposta. Mesmo assim Avraham teve a força e a coragem de cumprir a vontade de D'us.

Mas fora a Emuná, o teste de "Lech Lechá" ainda trazia dificuldades sentimentais e psicológicas. Avraham teve que juntar forças para abandonar sua família e seus amigos, as pessoas mais queridas de sua vida. Não era uma despedida de poucos dias ou meses, mas uma despedida que provavelmente seria para toda a vida. Além disso, ir embora de casa significava sair da sua "zona de conforto", trocar um lugar onde as coisas eram mais fáceis e cômodas por uma grande incerteza.

Por último, o teste de "Lech Lechá" também tinha um forte componente social, e aqui talvez estava uma das maiores dificuldades encontradas por Avraham. Quando uma pessoa é ameaçada de morte por causa de suas convicções, ela consegue encontrar forças para colocar sua vida em perigo, pois sabe que as pessoas valorizam aqueles que dão a vida por suas crenças. Estas pessoas são vistas como mártires, e se tornam exemplos e fontes de inspiração para os outros. Foi isso o que aconteceu no teste da fornalha, Avraham estava disposto a dar sua vida pela sua convicção da existência de um único D'us, e isto era um motivo de orgulho. Porém, ao contrário, no teste de "Lech Lechá" Avraham foi submetido a uma grande humilhação pública. Por que?

Todos nós conhecemos pessoas que decidiram mudar de cidade ou até mesmo de país. E há diferentes motivos que podem justificar este tipo de decisão, que envolve muitos esforços, dificuldades e novos desafios. A mudança pode vir por uma vontade de se juntar à família que vive em outro lugar, pode ser por causa de uma boa proposta de emprego ou até mesmo para buscar melhores condições de vida e novas oportunidades. Quando escutamos que algum conhecido está se mudando de cidade ou de país, sempre nos interessamos em saber qual foi o motivo que o levou a tomar esta decisão.

Mas imagine uma pessoa que, de um dia para o outro, começa a dar indícios de que está se preparando para se mudar. Sem dar muitas satisfações, a pessoa começa a empacotar suas coisas e coloca a casa e o carro à venda. Os vizinhos então perguntam para onde ela pretende ir, mas ela não sabe responder. Os parentes questionam se há alguma razão que justifique a mudança, mas não recebem nenhuma resposta convincente. Esta pessoa não seria ridicularizada por todos? Os parentes e vizinhos não passariam a desconfiar que esta pessoa sofre de algum tipo de instabilidade psicológica?

Explica o Rav Itzchak Zilberstein que com este conceito podemos entender um pouco melhor a dificuldade social do teste de "Lech Lechá". Quando D'us comandou Avraham a abandonar sua casa, não disse para onde ele iria, nem qual o motivo da viagem, apenas falou "Vá para você... para a terra que Eu te mostrarei" (Bereshit 12:1). Certamente os vizinhos e parentes devem ter zombado de Avraham. Ele provavelmente virou o grande assunto das fofocas de sua cidade. Quando Avraham passava pelas ruas, as pessoas deviam cochichar e apontar para ele. Ele poderia ter desistido por causa da vergonha, pelas más influências sociais, mas ele teve a coragem de enfrentar seus sentimentos internos contraditórios e cumpriu a vontade de D'us.

Ensinam nossos sábios que, de certa maneira, cada pessoa também passa em sua vida pelos mesmos testes que Avraham Avinu passou. Porém, também recebemos de Avraham a força espiritual para conseguir superá-los. Por isso é importante perceber onde estes testes ocorrem, para buscarmos a força necessária para vencê-los. "Lech Lechá" em geral é um teste pelo qual todos aqueles que fazem Teshuvá (pessoas afastadas do judaísmo que retornam ao cumprimento da Torá e das Mitzvót) passam em algum momento da vida. A Teshuvá começa com o componente da Emuná, pois precisamos confiar em D'us para conseguir mudar hábitos enraizados há tantos anos. Além disso, a Teshuvá também envolve o componente psicológico, pois nos obriga a sair da nossa "zona de conforto", a nem sempre fazer o que é gostoso, e sim o que é correto. E finalmente a Teshuvá é um enorme teste social, pois o Baal Teshuvá nem sempre é compreendido pelos amigos e familiares, e muitas vezes ainda não tem ferramentas para conseguir explicar os motivos de sua mudança. Muitos sofrem com a resistência de parentes e amigos em aceitar suas novas convicções.

Temos que saber que realmente não é um teste fácil. Para cada um a dificuldade social pode surgir em uma área diferente. Para alguns, a dificuldade é começar a aparecer em público usando uma Kipá. Para outros, a dificuldade é começar a usar uma saia ou uma blusa menos decotada, em uma sociedade onde "quanto mais se mostra do corpo, melhor". Alguns sentem dificuldade em assumir aos amigos e parentes que estão cumprindo Shabat ou que estão comendo apenas comida Kasher, com medo de serem tachados de "extremistas". Não é um teste fácil, pois nos importamos muito com o que os outros estão pensando sobre nós. Sempre há aquele parente ou amigo que gosta de fazer uma piada e nos questionar de forma provocadora, com deboches.

Por isso é tão importante entender os testes que Avraham Avinu passou. Nestes momentos, quando percebemos que estamos passando por testes semelhantes, devemos nos lembrar da força que herdamos de Avraham, do nosso potencial espiritual, para não deixar que esta "torcida contra" nos derrube. É importante nos preocuparmos com o que as outras pessoas pensam sobre nós, mas é mais importante ainda nos preocuparmos com o que D'us pensa sobre nós. Assim encontraremos a força necessária para vencer todos os obstáculos e alcançar nosso verdadeiro objetivo: fazer o que é o correto.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

**************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:

São Paulo: 18h59  Rio de Janeiro: 18h45  Belo Horizonte: 18h44  Jerusalém: 16h15
**************************************************************************


Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Lea bat Sara, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Yitzchak ben Dinah.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam, Michael Ezra ben Esther, Clarice Chaia bat Israel.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ NOACH 5775

BS"D
RECONHECENDO O VERDADEIRO DONO - PARASHÁ NOACH 5775 (24 de outubro de 2014)

"Quando o pequeno Moishe foi ao banco pela primeira vez com seu pai, observou que o homem que trabalhava no caixa entregava muito dinheiro a um cliente e recebia uma quantia grande de outro. Ele encantou-se com a quantidade de dinheiro que passava pelo caixa. Ao sair, virou-se para o pai e disse:

- Aquele homem por trás do balcão deve ser um milionário. Viu só quanto dinheiro ele tem?

- Não é bem assim - disse o pai - Você e eu talvez sejamos mais ricos do que ele. O dinheiro que ele recebe e entrega não lhe pertence, é do banco. Se ele abusar deste privilegio e entregar ou guardar um real a mais, pode perder seu emprego e o privilegio de lidar com o dinheiro. Ele deve sempre ter em mente a origem do dinheiro e a quem ele realmente pertence."

Assim também devemos olhar a vida. Nossos talentos e as riquezas que acumulamos são nossos somente porque D'us nos deu, para utilizarmos no nosso trabalho espiritual. Mas se esquecermos de que Ele é o verdadeiro Dono e fizermos mau uso das nossas conquistas, podemos acabar perdendo tudo.

******************************************

Nesta semana lemos a Parashá Noach, que descreve dois episódios que mudaram a história da humanidade: o grande dilúvio que ocorreu nos dias de Noach (Noé) e que destruiu o mundo inteiro, e a construção da Torre de Bavel, que marcou o início da mistura das línguas no mundo. E estes dois eventos têm um importante ponto em comum: tanto o dilúvio quanto a mistura das línguas foram castigos aplicados por D'us por causa de erros que a humanidade estava cometendo.

Na geração do dilúvio, a humanidade havia se corrompido e se desviado dos caminhos corretos, e transgressões como o roubo e a promiscuidade se tornaram comuns. Já o erro da Torre de Bavel foi a própria construção da torre, como está escrito: "Venham, vamos construir para nós uma cidade e uma torre cujo topo chegue aos céus" (Bereshit 11:4). Mas o que há de tão mal em construir uma torre que chegue até o céu? Rashi (França, 1040 - 1105), comentarista da Torá, explica que eles queriam chegar até o céu para lutar contra D'us. Porém, quem em sã consciência tentaria lutar contra o Criador do Universo? Por que aquela geração cometeu um erro assim tão grave?

Há ainda outra pergunta que surge quando prestamos atenção em um dos primeiros versículos que descrevem a construção da Torre de Bavel: "Venham, vamos fazer tijolos e queimá-los no fogo. E o tijolo servirá como pedra, e o betume servirá com argamassa" (Bereshit 11:3). Sabemos que a Torá não gasta nem mesmo uma letra de maneira desnecessária. Se o problema da Torre de Bavel era uma rebeldia contra D'us, então qual a importância de sabermos com que materiais a torre foi construída? E por que ressaltar que foi utilizado o tijolo ao invés da pedra?

Explica o Rav Yohanan Zweig que neste pequeno detalhe está a chave para entender qual foi a fonte do erro que aquela geração cometeu. Apesar de parecer apenas um detalhe construtivo, há uma diferença crucial entre uma casa construída com pedras e uma casa construída com tijolos. As pedras utilizadas nas construções eram retiradas de pedreiras naturais. Quando uma pessoa vive em uma casa de pedras, ela sente que está vivendo no mundo de D'us, pois está cercada por materiais que vêm diretamente da natureza, com pouca intervenção humana. Já quando uma pessoa fabrica tijolos e os utiliza para construir sua casa, ela pode ter a sensação de que sua moradia é desconectada de D'us, pois foi ele próprio o responsável por processar os materiais utilizados na construção.

O propósito da Torre de Bavel era ir contra o Criador do mundo, tentando negar Seu controle sobre todo o universo e atribuindo ao ser humano o poder de controlar o mundo. Isto é ressaltado pelo versículo inicial sobre a construção da Torre de Bavel: "E toda a terra tinha apenas uma linguagem e um propósito comum" (Bereshit 11:1). Rashi explica que a expressão "Dvarim Achadim" (propósito comum) tem um significado mais profundo. A palavra "Achadim" vem da mesma raiz que a palavra "Ichud", que significa "unicidade". Isto quer dizer que os seres humanos estavam querendo anular o "Ichudo Shel Olam", isto é, a noção da Unicidade de D'us, o único e verdadeiro Poder que controla todo o universo. E por que isto aconteceu justamente naquela geração? Pois quando eles começaram a alcançar avanços tecnológicos, acharam que podiam controlar o mundo. Por isso chegaram ao ponto de construir uma torre gigantesca para lutar contra D'us.

Explica o Rav Avraham ben Meir (Espanha, 1092 - 1167), mais conhecido como Ibn Ezra, que o versículo "e o tijolo servirá como pedra" demonstra que as pessoas intencionalmente deram preferência ao uso do tijolo, refletindo a percepção daquela geração de que eles estavam vivendo em um mundo em que eles mesmo haviam criado, na ilusão de que D'us não mais exercia Sua autoridade sobre o mundo.

Infelizmente nós muitas vezes cometemos os mesmos erros das gerações anteriores, e nos deixamos cegar pelos avanços tecnológicos da humanidade. Quanto mais o ser humano progride em suas buscas tecnológicas, mais ele se torna propenso a perder de vista que D'us é a única autoridade no mundo. Ao invés de utilizarmos os avanços tecnológicos para nos conectarmos a D'us, utilizamos para procurar novos fenômenos que possam explicar um mundo sem Ele.

O próprio nome dado a Noach traz este conceito. Noach vem da mesma raiz de "Menuchá", que significa "descanso". Por que o pai de Noach deu a ele este nome? Explicam nossos sábios que desde o erro de Adam Harishon, a terra havia sido amaldiçoada. Quando o trigo era plantado, ao invés de nascerem espigas, praticamente nasciam apenas espinhos. Mas o pai de Noach sabia que a maldição se aplicaria com toda a sua força apenas enquanto Adam estava vivo. Noach foi o primeiro ser humano a nascer depois da morte de Adam e, portanto, seu pai sabia que seu nascimento marcaria uma época de descanso e tranquilidade ao mundo. E Noach realmente fez uma grande diferença, pois inventou equipamentos agrícolas, desenvolveu novas técnicas e facilitou o trabalho no campo.

Porém, a Torá nos ensina que foi justamente a geração de Noach, aquela geração que usufruiu dos benefícios dos primeiros avanços tecnológicos, que foi destruída no terrível dilúvio que quase apagou a humanidade da face da Terra. Por que? Pois eles também não souberam utilizar os avanços tecnológicos para se conectarem com D'us. Com as novas técnicas e equipamentos, as pessoas precisavam trabalhar menos. Mas ao invés de fazer algo construtivo com o tempo livre que surgiu, as pessoas acabaram utilizando-o para pensar em besteiras, se corrompendo e chegando a grandes desvios.

Se o mal uso das tecnologias já foi suficiente para desviar a geração de Noach, muito maior deve ser o nosso cuidado, pois vivemos em um tempo no qual os avanços tecnológicos praticamente nos atropelam. Nos 200 anos após a Revolução Industrial foram feitas mais invenções do que nos 5 mil anos anteriores. Estamos agora em uma nova fase, a Revolução Digital, na qual as mudanças são ainda mais frenéticas. Quando compramos um celular novo, no dia seguinte já há um novo modelo, como uma nova função que até ontem não existia. Em todas as áreas vemos mudanças constantes. Mas será que utilizamos estas melhorias para o bem? As tecnologias cada vez mais nos isolam, criando verdadeiros "casulos" dentro das casas. Atualmente não há mais momentos em família, pois cada um tem a sua televisão, seu computador e seu celular, fazendo que as pessoas vivam na mesma casa mas, ao mesmo tempo, em mundos independentes.

Outro perigo das grandes e frenéticas evoluções tecnológicas é novamente cairmos no erro de pensar que o ser humano está no controle das coisas. Isto é apenas uma grande ilusão, pois a verdade é que D'us está no comando. É Ele quem permite as novas descobertas e é Ele quem faz com que as pessoas tenham novas ideias. Portanto, se soubermos utilizar as novas tecnologias da maneira correta, elas podem nos trazer Brachót (Bençãos). Mas aprendemos de Noach e da Torre de Bavel que utilizar as novas tecnologias da maneira incorreta pode nos trazer muitos sofrimentos e dificuldades.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

**************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:
São Paulo: 18h55  Rio de Janeiro: 18h41  Belo Horizonte: 18h40  Jerusalém: 17h43

**************************************************************************

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Clarice Chaia bat Nasha Blima, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Lea bat Sara, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Rav Michael Ezra ben Esther, Yitzchak ben Dinah.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - SHEMINI ATSÉRET, SIMCHÁ TORÁ, PARASHÁ VEZÓT HABRACHÁ E PARASHÁ BERESHIT 5775

BS"D
AMOR RECÍPROCO - SHEMINI ATSÉRET, SIMCHÁ TORÁ, PARASHÁ VEZÓT HABRACHÁ E PARASHÁ BERESHIT 5775 (15 de outubro de 2014)

"Durante a época da 2ª Guerra Mundial, um grupo de estudantes da Yeshivá de Novardok foi enviado para o gueto, e lá eles passaram por um terrível sofrimento. Não era um sofrimento por causa da fome nem por causa das condições miseráveis nas quais eles viviam. O sofrimento era por eles não terem conseguido levar para lá nenhum dos Tratados do Talmud nem outros livros de Torá com os quais pudessem estudar.

Certo dia, um dos estudantes teve uma ideia genial. Era sabido que os alemães permitiam que fosse trazido queijo de fora para o gueto. Então eles conseguiram com que pessoas que estavam fora embrulhassem diariamente os queijos que eram enviados ao gueto com folhas do Talmud. Uma por uma, as folhas foram sendo recolhidas até que vários Tratados inteiros puderam ser remontados dentro do gueto, trazendo a vida de volta àqueles estudantes de Torá.

Porém, uma dúvida Haláchica (da lei judaica) surgiu entre os estudantes, tirando um pouco da alegria que eles sentiam com o estudo da Torá: será que eles haviam feito uma transgressão ao tratar as folhas de Talmud com desprezo? A pergunta chegou a um dos maiores rabinos da geração, que respondeu que não havia nenhum problema no que eles haviam feito, por dois motivos. Em primeiro lugar, pois aquele ato não estava representando um desprezo pela Torá, ao contrário, mostrava o amor que eles sentiam pelo seu estudo. Além disso, o amor que eles sentiam pela Torá era tão grande que causava um sofrimento maior do que a fome e a sede. Caso eles não conseguissem livros para estudar, a tristeza poderia colocar as vidas daqueles estudantes em risco. Como era um caso de "Pikuach Nefesh" (risco de vida), então era permitido fazer o que eles fizeram" (História Real, retirada do livro "Impact!", de autoria do Rav Dovid Kaplan)

Vemos que o amor do povo judeu por D'us e por Sua Torá não termina nem mesmo sob as piores condições. E se os judeus souberam apreciar a Torá mesmo sob condições tão difíceis, isto quer dizer que no tempo de tranquilidade no qual vivemos agora, nossa responsabilidade é certamente muito maior.

******************************************

Nesta 4ª feira de noite (15 de outubro) começa a festa de Shemini Atséret, literalmente "o Oitavo dia, o dia da parada". Apesar da proximidade com Sucót, esta é uma festa independente, que demonstra o amor especial de D'us pelo povo judeu. Por que este nome "O Oitavo dia, o dia da parada"? Pois durante os 7 dias de Sucót eram oferecidos 70 Korbanót (sacrifícios) no Templo Sagrado, para que cada um dos 70 povos do mundo pudesse se conectar a D'us. Sucót era, portanto, uma festa universal, de toda a humanidade. Por isso D'us nos deu a festa de Shemini Atséret, como se estivesse pedindo ao povo judeu para que, ao final de Sucót, ficássemos mais um dia, somente nós e Ele.

Neste dia os nossos sábios também instituíram a festa de Simchá Torá (fora de Israel, como há dois dias de Yom Tov, Simchá Torá é comemorado apenas no segundo dia). Neste dia dançamos alegremente com o Sefer Torá e terminamos o ciclo anual de leitura da Torá com a Parashá Vezót HaBrachá, na qual Moshé Rabeinu, em seus últimos momentos de vida, abençoou todas as tribos do povo judeu. Depois de terminar a Torá em público, imediatamente recomeçamos a sua leitura, com a Parashá Bereshit, a primeira Parashá da Torá, para demonstrar nosso imenso amor pela Torá.

No começo da Parashá Vezót HaBrachá há um versículo que nos ajuda a entender este relacionamento de amor entre D'us e o povo judeu: "D'us veio do Sinai, e Ele brilhou para eles em Seir, e apareceu desde o Monte Paran" (Devarim 33:2). Mas o que significa que D'us veio do Monte Sinai? E o que representam estes dois lugares, Seir e Paran?

Rashi (França, 1040 - 1105), comentarista da Torá, responde que a expressão "D'us veio do Sinai" representa o carinho de D'us com o povo judeu. Da mesma forma que o noivo, que já está na Chupá, desce para receber a noiva quando ela chega, assim também D'us saiu da nossa "Chupá", o Monte Sinai, onde fizemos um pacto eterno com Ele através do recebimento da Torá, e veio nos receber no deserto. Além disso, Rashi explica que "Seir" é o local onde moravam os descendentes de Essav, e "Paran" é o local onde moravam os descendentes de Ishmael. Um famoso Midrash (parte da Torá Oral) explica que antes de oferecer a Torá ao povo judeu, ela foi oferecida a todos os povos do mundo. Mas quando D'us ofereceu a eles a Torá, todos os povos questionaram o que estava escrito nela. Para os descendentes de Essav D'us respondeu "Está escrito 'Não matarás' ". Para os descendentes de Ishmael D'us respondeu "Está escrito 'Não roubarás' ". Os 70 povos do mundo, após questionarem o que estava contido na Torá e escutarem a resposta, se recusaram a recebê-la.

Estamos acostumados a pensar que o grande erro dos 70 povos do mundo foi terem recusado a Torá. Mas explica o Rav Yaacov Weinberg (Israel, 1923 – EUA, 1999) que na verdade isto foi apenas parte do erro. O problema mais grave ocorreu quando os povos perguntaram para D'us "o que está escrito?". O que poderia parecer algo inocente, uma pergunta sem maldade, apenas para saber se eles conseguiriam ou não cumprir a Torá, na verdade foi algo pior do que rejeitar a Torá. Esta pergunta foi uma forma de rejeitar D'us. Pois se D'us estava oferecendo a todos os povos do mundo um conjunto de leis e ensinamentos, eles deveriam ter entendido que a Torá é algo perfeito, pois caso contrário D'us não a estaria oferecendo. Esta falta de confiança demonstra que os 70 povos do mundo não haviam entendido a natureza de bondade e perfeição de D'us. Por isso, mesmo que eles não tivessem rejeitado a Torá no final, a falta de confiança em D'us fez com que eles já não tivessem mais a capacidade e o mérito de recebê-la.

O povo judeu, ao contrário, não fez nenhum tipo de questionamento. Quando D'us ofereceu a Torá aos judeus, eles responderam "Naassê VeNishmá" (Cumpriremos e Entenderemos), isto é, aceitaram cumprir a Torá incondicionalmente, e somente depois tentar entendê-la. O povo judeu havia compreendido o caráter perfeito da Torá e de todas as leis contidas nela. Havia entendido a bondade ilimitada de D'us, e por isso não houve nenhum tipo de questionamento sobre o conteúdo da Torá. O povo judeu assinou um cheque em branco para D'us, pois confiaram de olhos fechados Nele, cientes da Sua perfeição. Se era Ele quem estava nos entregando a Torá, certamente era algo bom. Isto demonstrou o amor que sentíamos por D'us, e o nosso reconhecimento de que tudo o que Ele nos faz, mesmo as coisas que não conseguimos entender por causa das nossas limitações, é apenas por bondade ilimitada.

É este sentimento de amor recíproco que os nossos sábios quiseram demonstrar ao fixar Simchá Torá junto com Shmini Atseret. D'us demonstrou o Seu amor por nós pedindo para que permaneçamos mais um dia com Ele, e nós demonstramos o nosso amor a Ele fechando o ciclo de leitura anual da Torá e imediatamente recomeçando sua leitura, expressando o quanto Suas leis e ensinamentos são queridos por nós. Não como um livro que, apesar de ser interessante, é deixado de lado após terminarmos de lê-lo, mas como uma joia rara e preciosa, que não cansamos de observar e de nos aprofundar para perceber, a cada nova oportunidade, o quanto ela é perfeita.

Quando alguém cria um aparelho, após anos de estudo, pesquisas e testes, ele sabe todos os detalhes do seu funcionamento. Dificilmente as pessoas que utilizarão este aparelho entenderão seu funcionamento de forma tão profunda quanto seu criador. É por isso o criador do aparelho desenvolve um manual de instruções, para ensinar aos usuários como utilizar o aparelho de forma a obter dele o máximo benefício. Da mesma forma, foi D'us quem nos criou, e apenas Ele sabe, com Sua sabedoria ilimitada, o que é bom de verdade para nós. Por isso Ele nos entregou Sua Torá, um "manual de instruções" de como viver a vida. Da mesma forma que uma pessoa seria tola de pensar que conhece mais do que o fabricante de um equipamento, assim também nos comportamos como tolos quando pensamos que sabemos mais do que D'us. E da mesma maneira que uma pessoa que não se importa com as informações contidas no manual de instruções pode danificar o aparelho e até mesmo colocar sua vida em risco, o mesmo acontece quando ignoramos as leis e ensinamentos da Torá, pois colocamos em risco nossa vida material e nossa vida espiritual eterna.

Este é um dos ensinamentos que aprendemos logo no começo da Torá, na própria Parashá Bereshit. Adam Harishon (Adão) recebeu o comando de D'us de não comer o fruto do conhecimento do bem e do mal. Mas ele achou que entendia do mundo melhor do que D'us, calculando que poderia descumprir a ordem Dele e mesmo assim ainda sair ganhando. Como aquele que ignora o manual de instruções e inverte os fios elétricos de um aparelho, causando choques e risco de incêndio, o resultado da atitude de Adam foi um "curto circuito espiritual", que fez com que ele despencasse do seu elevado nível espiritual.

Portanto, esta é a alegria de Simchá Torá e de Shemini Atséret. A alegria de entender o valor da Torá que D'us nos entregou. A felicidade de perceber o amor que D'us sente por nós, e por isso nos entregou Suas leis, para nos ensinar o caminho correto, nos ajudando a já ter frutos no mundo material, enquanto nossa porção no Mundo Vindouro vai aumentando cada vez mais a cada Mitzvá realizada. Por isso abraçamos a Torá e dançamos com ela, pelo reconhecimento de que ela é o nosso único passaporte para a alegria verdadeira e duradoura.

CHAG SAMEACH E SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

**************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM TOV:

São Paulo: 17h53  Rio de Janeiro: 17h39  Belo Horizonte: 17h38  Jerusalém: 17h31

HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM TOV SHENI:

Acender depois de São Paulo: 18h46  Rio de Janeiro: 18h32  Belo Horizonte: 18h31  

HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:

São Paulo: 17h54  Rio de Janeiro: 17h40  Belo Horizonte: 17h38  Jerusalém: 17h29
**************************************************************************

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Clarice Chaia bat Nasha Blima, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Sara Myriam bat Dina, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Lea bat Sara, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Rav Michael Ezra ben Esther, Yitzchak ben Dinah.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - SUCÓT 5775

BS"D
TESTE DE LEALDADE - SUCÓT 5775 (08 de outubro de 2014)

"Sentados num bar russo e bebendo vodca, alguns amigos conversavam e expressaram seu sincero amor pelo czar e seu governo. Sentindo-se repleto de lealdade, um dos homens proclamou:

- Se eu tivesse um palácio magnífico, eu o dedicaria ao czar!

- É mesmo? - perguntaram os amigos, impressionados - E se você tivesse uma carruagem de luxo puxada por cavalos de raça, ou uma fazenda com animais, você também dedicaria ao czar?

- Claro que sim! Pelo czar, Sua Majestade, eu daria qualquer coisa que eu tivesse - declarou o homem.

Os outros duvidaram do amigo, imaginando que ele estava afetado pelo álcool. Então o desafiaram de novo:

- E se você tivesse duas galinhas, então você as daria para o czar?

O homem ficou sério e admitiu, em voz baixa, que não daria. Percebendo a expressão de perplexidade dos amigos, o homem explicou com franqueza:

-Estas são as coisas que eu realmente possuo".

Em Rosh Hashaná , e principalmente em Yom Kipur, dissemos para D'us: "Por favor, me dê mais um ano de vida e eu vou cumprir a Sua vontade. Serei uma pessoa completamente diferente". Mas passado Yom Kipur, será que estamos cumprindo nossa palavra, ou o que dissemos foi apenas da boca para fora?

******************************************

Após passarmos por Rosh Hashaná e Yom Kipur, finalmente chegamos à festa de Sucót, que começa na próxima 4ª feira de noite (08/10). Rosh Hashaná e Yom Kipur são festas relacionadas com nosso julgamento e, portanto, são dias mais solenes. Já Sucót, também chamada de "Zman Simchateinu" (a época da nossa alegria), tem como tema central a alegria. Então qual a relação entre Sucót, Rosh Hashaná e Yom Kipur, festas comemoradas em datas tão próximas, mas que parecem ser tão diferentes?

Há outra pergunta interessante sobre Sucót. Uma das Mitzvót que simbolizam esta festa são os Arba Minim (as 4 espécias – Etróg, Lulav, Adass e Aravá), sobre os quais fazemos uma Brachá especial todos os dias do Chag. E assim começa o versículo que fala sobre os Arba Minim: "E você deve pegar para você no primeiro dia..." (Vayikrá 23:40). Mas por que a Torá chama Sucót de "primeiro dia", ao invés de se referir a Sucót como "o dia 15 do sétimo mês", como normalmente faz em relação aos Chaguim?

Ensina o Rav Yaacov ben Asher (Alemanha, 1270 - Espanha, 1340), mais conhecido como Tur, que a resposta está em um interessante Midrash (parte da Torá Oral) que explica de onde vem o costume Ashkenazi de jejuar na véspera de Rosh Hashaná. O Midrash responde que o primeiro dia de Sucót é identificado como "primeiro dia" pois é considerado o "primeiro dia para a contabilidade das nossas transgressões". Para explicar este conceito, o Midrash traz a seguinte parábola: uma cidade devia a um poderoso rei uma enorme quantia de dinheiro em impostos. Como resultado da falta de pagamento, o rei marchou contra a cidade com um enorme exército. Antes que o exército chegasse, uma pequena delegação composta pelos anciãos da comunidade, apenas as pessoas mais distintas, foi enviada para tentar apaziguar o rei. O encontro teve sucesso e o rei descontou um terço da dívida, mas continuou avançando com seu exército. Temendo pela sua segurança, os moradores mandaram uma segunda delegação enorme, composta por pessoas comuns, para se encontrar com o rei. Eles também tiveram sucesso e conseguiram convencer o rei a descontar mais um terço da dívida. Entretanto, o rei não deteve o avanço de suas tropas. Em desespero, todos os habitantes da cidade saíram de suas casas e começaram a implorar ao rei, que já havia alcançado os portões da cidade, para que ele os tratasse com gentileza. Comovido com esta exibição de humildade, o rei descontou o último terço da dívida que havia restado.

Qual é o paralelo com as festas judaicas? Durante o ano, o povo judeu acumula uma enorme quantidade de transgressões. Na véspera de Rosh Hashaná, as pessoas mais distintas do povo têm o costume de jejuar, fazendo com que D'us perdoe um terço das nossas transgressões. Durante os "Asseret Yemei Teshuvá" (10 dias de Arrependimento, entre Rosh Hashaná e Yom Kipur), outro terço das transgressões é perdoado. Então chega Yom Kipur, quando o povo inteiro jejua e grita para D'us, e somos absolvidos do último terço das transgressões. Por isso, em Sucót se inicia uma nova contabilidade de transgressões para o ano.

Mas se pararmos para refletir sobre os ensinamentos contidos neste Midrash, surgem muitas perguntas. Em primeiro lugar, Sucót começa só alguns dias depois de Yom Kipur. Então por que a nova contabilidade não começa imediatamente no dia seguinte ao Yom Kipur? Outro detalhe que nos chama a atenção é que o jejum da véspera de Rosh Hashaná tem o mesmo peso do jejum de Yom Kipur, já que, de acordo com o Midrash, cada um deles tem o poder de descontar um terço das nossas transgressões. Mas sabemos que Yom Kipur é o dia mais sagrado do ano, então por que o Midrash aparentemente iguala os dois? E finalmente, em Sucót temos três diferentes Mitzvót: se sentar durante os 7 dias na Sucá, trazer os Korbanót (sacrifícios) relacionados ao Chag ao Beit Hamikdash (Templo Sagrado) e os Arba Minim. Então por que a Torá escolheu justamente os Arba Minim para transmitir a mensagem da nova contabilidade de transgressões que se inicia em Sucót, e não alguma outra Mitzvá de Sucót?

Explica o Rav Yochanan Zweig que há uma incrível semelhança entre o sistema de perdão Divino com uma prática comum no mundo dos negócios, e isto pode nos ajudar a entender o que o Midrash está nos ensinando. Antigamente, quando alguém não conseguia pagar uma dívida, estava sujeito a ir para a prisão. Atualmente, na grande maioria das sociedades civilizadas, existem leis relativas à falência, que permitem que uma pessoa possa se isentar de suas dívidas caso não tenha condições de pagá-las, protegendo-se assim dos seus credores. Mas qual a lógica que está por trás das leis de falência? Por que a sociedade permitiria que uma pessoa se desviasse da prestação de contas por suas ações?

A resposta é que uma pessoa atolada em dívidas, incapaz de sair desta situação negativa, pode acabar deixando de ser um membro produtivo da sociedade e se tornar alguém passivo. Quando permitimos a esta pessoa descontar suas dívidas, totalmente ou parcialmente, estamos permitindo que ela continue andando com suas próprias pernas, ao invés de ter que ficar dependendo dos outros, podendo facilmente voltar a ser um membro produtivo e contribuinte da sociedade, o que acaba sendo bom para todos.

Por outro lado, as leis de falência devem ser exercidas com muito cuidado e atenção, para termos a certeza de que estas leis não serão usadas de forma abusiva por pessoas cuja única intenção seja se esquivar de suas obrigações. Mas sempre existe o perigo potencial da pessoa utilizar a falência como uma "muleta" para se apoiar e se proteger da sua própria negligência e de seu comportamento irresponsável.

Este é o paralelo com o perdão dos nossos erros. É um grande erro pensar que D'us nos perdoa apenas por causa de Sua enorme benevolência, sem que nada precise ser feito da nossa parte. Precisamos entender que esta absolvição não pode se tornar uma "muleta", na qual podemos continuamente nos apoiar para diminuir as consequências do nosso comportamento irresponsável. Ao contrário, recebemos de D'us um "alívio" para que possamos outra vez voltarmos a ser membros ativos da sociedade, sem o enorme peso nas costas das nossas inúmeras transgressões. Mas se nós errarmos na forma de ver a expiação dos nossos erros, ao invés dela ser utilizada como uma ferramenta que nos ajuda a nos tornarmos responsáveis pelos nossos atos, justamente o efeito contrário pode ocorrer, e a expiação dos nossos erros pode se tornar uma "muleta" que apenas gera mais irresponsabilidade.

Se uma pessoa que decretou falência fica ainda responsável por parte das dívidas, então o risco da falência ser utilizada para encorajar um comportamento irresponsável diminui. Portanto, embora Yom Kipur desconte a mesma quantidade de transgressões do que o jejum da véspera de Rosh Hashaná, há uma enorme diferença entre as duas absolvições. Depois de Rosh Hashaná a pessoa ainda tem nas costas o peso de parte das transgressões que ainda não foram descontadas, e por isso ainda não se sente tranquila. Mas em Yom Kipur ocorre a absolvição total, e o perigo desta expiação ser mal utilizada é muito maior. Por isso, somente um dia tão sagrado como Yom Kipur pode nos proporcionar esta expiação total sem estar acompanhada de um sentimento de irresponsabilidade.

Mas para a expiação dos nossos erros ser completa, ela deve ser acompanhada do compromisso de começarmos a pagar nossas dívidas e da aceitação da responsabilidade por nossas ações. Sucót é a época em que novas responsabilidades são colocadas sobre nós e, portanto, serve como um teste da veracidade do nosso compromisso. É o primeiro momento em que nossas propostas de mudança apresentadas para D'us em Rosh Hashaná e Yom Kipur são colocada à prova. É por isso que Sucót é chamado de "o primeiro dia da contabilidade das nossas transgressões".

Os Arba Minim de Sucót precisam ter certas características para serem considerados aptos para o uso. Por exemplo, o Talmud Yerushalmi afirma que um Lulav, que é a folha de uma palmeira, não pode estar demasiadamente seca, e aprendemos isso do seguinte versículo: "E os mortos não louvam a D'us" (Tehilim 115:17). O Lulav é o símbolo de frescor e vitalidade, que representa a nova concessão de vida que recebemos depois de Yom Kipur. Nós utilizamos o Lulav como uma ferramenta para louvar e agradecer a D'us por Sua bondade desta nova chance. É por isso que a Torá considera mais apropriado transmitir o conceito do recomeço, da nova contabilidade dos nossos erros, através dos Arba Minim, que representam justamente o frescor de um recomeço.

O Midrash nos ensina que Sucót é um grande teste das nossas convicções. Sair do conforto de casa para passar a semana na Sucá, uma construção provisória e desprotegida, e cumprir a Mitzvá dos Arba Minim com todos os seus detalhes não são atitudes simples. Somente é possível cumprir estas Mitzvót com alegria se conseguirmos internalizar o conceito de fazer a vontade de D'us mesmo quando não é exatamente a nossa vontade. Em Rosh Hashaná e Yom Kipur pedimos para D'us mais um ano de vida para podermos cumprir as Suas Mitzvót e atingirmos as nossas metas, e Sucót é o momento de demonstrar que vamos cumprir nossa palavra. Assim, teremos mais crédito com Ele quando for necessário pedir qualquer outra coisa durante o ano.

CHAG SAMEACH E SHABAT SHALOM

**************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM TOV:

São Paulo: 17h48  Rio de Janeiro: 17h34  Belo Horizonte: 17h36  Jerusalém: 17h40

HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM TOV SHENI:

Acender depois de São Paulo: 18h43  Rio de Janeiro: 18h29  Belo Horizonte: 18h30  

HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:

São Paulo: 17h49  Rio de Janeiro: 17h35  Belo Horizonte: 17h36  Jerusalém: 17h37

**************************************************************************

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Clarice Chaia bat Nasha Blima, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Sara Myriam bat Dina, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Lea bat Sara, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Rav Michael Ezra ben Esther, Yitzchak ben Dinah.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).