sexta-feira, 14 de março de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TZAV E PURIM 5774

BS”D

MILAGRES QUE SALVAM VIDAS - PARASHÁ TZAV E PURIM 5774 (14 de março de 2014)


“O mundo inteiro ainda aguarda ansiosamente notícias do Boeing 777 da Malaysia Air, que partiu na madrugada de sexta para sábado (08/03) de Kuala Lumpur (Malásia), com destino à Pequim, e simplesmente desapareceu sem deixar rastros. Após quase uma semana sem notícias, são poucas as esperanças de um desfecho feliz. As hipóteses vão de defeito mecânico a ataque terrorista. Mas o que a maioria das pessoas não sabe é que o voo MH370, que decolou com 239 passageiros, poderia ter decolado com mais um, se não fosse a Providência Divina. Um milagre que começou há poucos meses atrás.

Em janeiro deste ano, Andy, um judeu australiano não observante, decidiu visitar diversos países asiáticos. Ele entrou em contato com seu agente de viagens, um judeu ortodoxo de Israel, e enviou para ele o itinerário. Entre as solicitações de Andy estava um voo saindo da Malásia no dia 08/03, que era Shabat. Ao responder a solicitação de Andy, o agente de viagens informou o preço total dos voos e, sem maiores esclarecimentos, fez uma pequena alteração nas datas, mudando a saída da Malásia do dia 08/03 para o dia 07/03.

Quando Andy recebeu o e-mail do seu agente de viagens, gostou muito dos preços, mas se irritou com a mudança proposta. Ele escreveu novamente ao agente, reiterando que precisava permanecer mais um dia na Malásia, e exigiu a emissão do bilhete nas datas originalmente propostas. Mas o agente de viagens não voltou atrás. Preocupado com seu companheiro judeu que desrespeitaria o Shabat, ele informou a Andy que nunca colocava judeus durante voos no Shabat e, portanto, não poderia emitir aquela passagem na data desejada. O agente então sugeriu que Andy fizesse sozinho a emissão do bilhete daquele voo, enquanto ele cuidaria de emitir os bilhetes das outras viagens do itinerário. Andy concordou e decidiu cuidar pessoalmente da emissão do trecho entre a Malásia e a China. Ainda com uma ponta de esperanças, o agente insistiu mais uma vez para que Andy repensasse sua decisão.

Algumas horas depois, o agente de viagens recebeu um e-mail de Andy, no qual ele dizia que havia reconsiderado a data da viagem. Andy reconhecia no seu e-mail que deveria ser um judeu um pouco mais observante e, por isto, estava disposto a viajar um dia antes para não transgredir o Shabat. Ele inclusive pediu para que o agente de viagens lhe indicasse algum local na China onde ele pudesse passar o Shabat com comida Kasher. E assim, com a Mão de D’us orquestrando um milagre oculto, Andy partiu da Malásia na madrugada de quinta para sexta (07/03), ao invés de embarcar no meio do Shabat, no dia 08/03. Esta mudança salvou a vida de Andy” (História real).

Ensinam os nossos sábios: “Mais do que a pessoa guarda o Shabat, o Shabat guarda a pessoa”. Andy sentiu na pele o quanto este ensinamento é verdadeiro. Em meio a uma enorme tragédia, pelo menos uma história terminou com final feliz. E, não por coincidência, esta história ocorreu uma semana antes da festa de Purim, a data na qual relembramos que não existe acaso.

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Nesta semana lemos a Parashá Tzav, que continua nos ensinando sobre os Korbanót (sacrifícios) que eram oferecidos no Mishkan, entre ele o “Korban Todá”, que literalmente significa “Sacrifício de agradecimento”. Ele era oferecido por pessoas que haviam passado por algum grande perigo de vida. O Talmud (Brachót 54b) enumera quais perigos obrigavam a pessoa que saiu ilesa a trazer um Korban Todá: aquele que atravessou o oceano, aquele que atravessou o deserto, aquele que passou por uma grave doença e aquele que esteve na prisão. O propósito deste Korban era despertar na pessoa o agradecimento a D’us e o entendimento de que a salvação vem apenas através Dele, e não através de meios naturais, pois todas as criaturas são apenas ferramentas em Suas mãos, utilizadas para cumprir a Sua vontade.

Isto conecta a Parashá com a festa que se inicia logo após o fim do Shabat: Purim. Não é uma festa na qual comemoramos e agradecemos pela salvação de uma única pessoa, como ocorria quando alguém oferecia um Korban Todá, mas nesta festa nos alegramos e recordamos a salvação de um povo inteiro. Purim é a festa na qual revivemos a incrível salvação do povo judeu nos dias de Mordechai e Ester, quando conseguimos cancelar o decreto de Haman, a “Solução Final” proposta por ele contra os judeus, a tentativa de extermínio do povo inteiro em um único dia. Milagrosamente uma situação que parecia perdida se reverteu, e o que se encaminhava para uma gigantesca tragédia terminou como um dia de festa para todas as gerações.

Neste ano a festa de Purim tem uma pequena diferença em relação aos outros anos. Como este ano é bissexto, é acrescentado nele mais um mês. Na prática, ao invés de apenas um mês de Adar, temos dois meses, isto é, Adar I e Adar II. Portanto, há duas opções de quando comemorar a festa de Purim, em Adar I ou em Adar II. Qual o critério utilizado para decidir em qual mês devemos comemorar Purim? Explica o Talmud (Meguilá 6b) que devemos comemorar Purim em Adar II, para que a salvação de Purim esteja o mais próximo possível da salvação de Pessach, que comemoramos no mês de Nissan, o próximo mês depois de Adar. Mas o que significa este motivo que, segundo o Talmud, se sobrepõe às outras razões pelas quais Adar I seria mais propício para comemorar Purim? Qual a relação entre Pessach e Purim, festas aparentemente tão diferentes?

Explicam nossos sábios que realmente Purim e Pessach têm algumas diferenças marcantes. Por exemplo, enquanto em Pessach ocorreram milagres abertos, como as 10 pragas e a abertura do mar, em Purim os milagres foram todos ocultos, e somente prestando muita atenção nos detalhes e refletindo sobre a forma como tudo ocorreu é que conseguimos perceber a atuação de D’us nos bastidores. Porém, apesar das diferenças, estas duas festas também têm pontos em comum muito interessantes.

Entre as semelhanças, há algo que nos ensina uma importante lição. Se observarmos com atenção, perceberemos que tanto a salvação do Egito quanto a salvação de Purim começaram com passos que iam em direção contrária à salvação. No momento da libertação do Egito, D’us ordenou que cada judeu pedisse aos seus vizinhos roupas e objetos de ouro e prata. E foi justamente por causa destes utensílios de valor que os egípcios decidiram perseguir os judeus quando eles já estavam há alguns dias caminhando pelo deserto. Em uma primeira análise, nos parece que esta ordem de D’us para que os judeus pedissem aos egípcios objetos de valor foi uma atitude equivocada, pois levou os egípcios a novamente ameaçarem o povo judeu. Por que D’us fez as coisas acontecerem desta maneira, induzindo os egípcios a perseguirem o povo judeu mais uma vez? Em primeiro lugar, para que os egípcios entrassem no Mar Vermelho e fossem afogados, recebendo um castigo “medida por medida” por terem atirado os bebês judeus no Rio Nilo. E em segundo lugar, para internalizar no coração do povo judeu a certeza de que cumprir a vontade de D’us, mesmo quando na nossa visão limitada parece ser algo ilógico, sempre vale a pena, pois no final de contas os judeus foram salvos e ainda ficaram com aquela grande fortuna dos egípcios.

A história de Purim também começou com passos que iam em direção contrária à salvação. Mordechai convocou os judeus a desafiarem o rei Achashverosh, proibindo a participação de todo o povo no banquete oferecido pelo rei. Além disso, Mordechai também se recusava a se curvar diante de Haman, indo assim contra as leis da Pérsia. Aparentemente foram estas atitudes que colocaram o povo judeu diante de uma ameaça de extermínio, pois deixaram Haman furioso e fizeram com que ele estendesse seu ódio a todo o povo judeu. Porém, a verdade é que os atos de Mordechai foram os verdadeiros responsáveis pela salvação, pois apesar de irem contra a lógica humana, os atos de Mordechai estavam de acordo com a vontade de D’us. Como na salvação do Egito, os atos de Mordechai também tiveram dois propósitos. Em primeiro lugar, fez com que os inimigos do povo judeu fossem castigados “medida por medida”. Por exemplo, o ódio fez com que Haman construísse uma forca para pendurar Mordechai, mas ele mesmo acabou sendo enforcado nela. Em segundo lugar, para novamente internalizar no coração do povo judeu que mesmo uma conduta que pareça ilógica aos nossos olhos, mas que está de acordo com a vontade de D’us, certamente sempre trará bons resultados. Não apenas os judeus da Pérsia foram salvos, mas saíram poderosos e respeitados por todos, e puderam inclusive pegar todos os bens daqueles que queriam destruí-los, como ocorreu na saída do Egito.

Desta semelhança entre as duas salvações fica um importante ensinamento: não há nada melhor do que cumprir a vontade de D’us. Quando fazemos o que é correto, mesmo que em um primeiro momento não conseguimos entender a lógica, a longo prazo percebemos os benefícios. Como no caso do voo MH370, vemos que não somos nós que cuidamos das Mitzvót, são elas que, no final das contas, cuidam de nós.

SHABAT SHALOM e PURIM SAMEACH

Rav Efraim Birbojm

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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).


sexta-feira, 7 de março de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIKRÁ 5774

BS”D


SER GRANDE PARA SER HUMILDE - PARASHÁ VAYIKRÁ 5774 (07 de março de 2014)

“O Rav Moshe Feinstein (Bielorússia, 1895 - EUA, 1986), um dos maiores sábios da geração passada, era procurado por pessoas que traziam as mais diversas questões haláchicas (da lei judaica). Certa vez, na véspera de Shabat, uma senhora idosa telefonou para o seu escritório. Como o Rav Moshe Feinstein estava extremamente ocupado naquele dia, ele deixou uma secretária atendendo os telefonemas. A secretária informou para a senhora que o Rav Moshe Feinstein não podia falar naquele momento e perguntou se podia ajudá-la. A senhora respondeu que estava ligando para o rabino para saber o horário de acendimento das velas de Shabat naquela semana. A secretária olhou no calendário, informou o horário e, sem esconder a irritação, falou:

- Desculpe me intrometer, minha senhora, mas o Rav Moshe Feinstein é um dos maiores rabinos da geração. Ele é um homem extremamente ocupado com questões grandes e importantes. Qualquer calendário tem as datas de acendimento das velas de Shabat. Por isso, acho que você não precisa ligar para ele apenas para perguntar isso.

- Sinceramente, não entendo o que você está me dizendo - disse calmamente a senhora idosa – pois não sei nada sobre calendários. O que eu sei é que há 20 anos eu ligo toda véspera de Shabat para o rabino para saber o horário de acendimento das velas, e ele sempre é muito gentil comigo e me informa o horário. Ele nunca me falou nada sobre calendários...”

Uma das características mais marcantes de gigantes de Torá como o Rav Moshe Feinstein é a extrema humildade que eles desenvolvem na vida. A humildade que, na verdade, é a maior demonstração da real grandeza deles.

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Nesta semana começamos o terceiro livro da Torá, Vayikrá, que descreve muitos dos serviços que eram realizados no Mishkan, em especial os Korbanót (sacrifícios). E a Parashá desta semana, Vayikrá, começa com as seguintes palavras: “E chamou Moshé, e disse D’us para ele” (Vayikrá 1:1). Mas por que o versículo não começou com “E disse D’us para Moshé”, como está escrito em toda a Torá?

Responde o Midrash (parte da Torá Oral) que a Torá quer ressaltar que, apesar de Moshé ter 10 nomes, D’us fez questão de chamá-lo pelo nome “Moshé”, pois foi o nome que Batia, a filha do Faraó, deu para ele, como está escrito: “Ela [Batia] chamou seu nome de Moshé” (Shemot 2:10). Mas o que significa este ensinamento do Midrash? Por que o nome dado por Batia tinha mais importância para D’us do que os nomes dados pelos próprios pais de Moshé, Amram e Yocheved?

Explica o Rav Avraham Shmuel Binyamin Sofer (Hungria, 1815 - 1871), mais conhecido como Ktav Sofer, que a resposta está em um interessante ensinamento dos nossos sábios. Diz o Talmud (Nedarim 38a), em nome do Rav Iochanan: “D’us não repousa Sua Presença a não ser sobre alguém que é valente, sábio, rico e humilde, e todas estas [características] aprendemos de Moshé”. Mas estas palavras do Talmud parecem estranhas, pois qual é a importância aos olhos de D’us de alguém ser rico ou valente? E por que o Talmud junta riqueza, sabedoria e valentia, características que normalmente levam a pessoa ao orgulho, com a característica da humildade, o extremo oposto do orgulho?

A humildade é uma característica fundamental para que uma pessoa possa alcançar altos níveis espirituais, como ensinam nossos sábios: “Aos olhos de D’us, é mais importante a humildade do que todos os Korbanót”. Esta era uma característica muito proeminente em Moshé, como está escrito: “E o homem Moshé era muito humilde, mais do que qualquer outro homem na face da Terra” (Bamidbar 12:3). Explica o Midrash que isto significa que Moshé chegou a um nível de humildade ainda maior do que o dos nossos patriarcas, Avraham, Itzchak e Yaacov. E foi justamente o fato de Moshé ter atingido um nível de humildade maior do que qualquer outra pessoa que fez com que ele atingisse níveis de profecia também nunca alcançados por nenhum outro ser humano. Porém, a própria Torá ressalta que nossos patriarcas chegaram à excelência na característica de humildade. Por exemplo, a Torá registra que Avraham afirmou diante de D’us: “Eu sou apenas pó e cinzas” (Bereshit 18:27). Se fosse uma falsa modéstia de Avraham, certamente D’us não teria escrito isto na Torá para a eternidade. Será que Moshé conseguiu chegar a um nível de humildade ainda maior do que este?

A resposta é que há dois tipos de pessoas humildes, que aparentemente apresentam a mesma característica, mas que na realidade estão em níveis espirituais completamente diferentes. O primeiro tipo de humildade é encontrado nas pessoas que se tornaram humildes por força das circunstâncias. Por exemplo, uma pessoa que nasceu muito pobre, que está à beira do esgotamento ou que está passando por terríveis sofrimentos, acaba se tornando naturalmente uma pessoa mais rebaixada e submissa. Alguém que desde a juventude passou por privações e dificuldades tem um corações mais “quebrado”, e por isso automaticamente naturaliza sua humildade. Pessoas assim, mesmo se um dia enriquecem, dificilmente se tornam pessoas orgulhosas, pois a humildade já se tornou parte de suas naturezas.

Porém, esta não é a característica de humildade completa que D’us deseja. A humildade completa é aquela atingida através da conquista das nossas más inclinações. O exemplo da humildade completa vem de pessoas ricas, que também foram coroadas com sabedoria e valentia, e por isso tinham todos os motivos para sentirem orgulho, mas conseguiram vencer sua má-inclinação e se tornaram pessoas humildes e simples. Estes são aqueles que atingiram um alto grau de humildade, e sobre quem D’us escolheu repousar a Sua presença. É por isso que o Talmud juntou as características de sabedoria, riqueza e valentia, que normalmente causam orgulho, com a característica de humildade, para nos ensinar que a humildade verdadeira vem daqueles que tinham tudo para serem orgulhosos, mas conseguiram vencer suas más inclinações.

Esta é a diferença entre a humildade dos patriarcas e a de Moshé. É verdade que os patriarcas chegaram à excelência na característica de humildade, mas depois de uma vida muito difícil e sofrida. Todos eles passaram por grandes testes, foram perseguidos e tiveram suas vidas ameaçadas. Já o passado de Moshé foi completamente diferente. Ele foi criado como um príncipe, dentro do palácio do Faraó. Ele não passou pelos duros sofrimentos da escravidão, e mesmo quando precisou fugir do Egito para salvar sua vida, chegou à terra de Kush e lá foi coroado como rei por muitos anos. Portanto, a humildade dos patriarcas era algo que já fazia parte de suas naturezas, por causa das dificuldades pelas quais eles haviam passado na vida, enquanto Moshé, ao contrário, teve que lutar muito para vencer sua má-inclinação e conseguir chegar à humildade. Ele era sábio, rico e valente, e mesmo assim conseguiu ser humilde, e é por isso que o Midrash ressalta que o nível de humildade de Moshé era maior até mesmo que o dos patriarcas. Também é por este motivo que D’us, entre tantos nomes, escolheu chamá-lo de “Moshé”, o nome dado por Batia, a filha do Faraó, pois este nome lembrava o passado majestoso de Moshé, era o nome pelo qual ele era chamado no palácio, e isto valorizava ainda mais a sua humildade.

Deste pequeno detalhe do início da nossa Parashá ficam dois importantes ensinamentos para nossas vidas. Em primeiro lugar, aprendemos a importância aos olhos de D’us da nossa humildade. De todas as boas características de Moshé, a humildade é a única que a Torá menciona, e repetidas vezes. Até a escolha do nome pelo qual D’us chamou Moshé foi feita de forma a ressaltar sua incrível humildade. E em segundo lugar, aprendemos que as dificuldades são, na verdade, potenciais de crescimento. Justamente nas áreas mais difíceis estão as maiores oportunidades de alcançarmos altos níveis espirituais. Pois assim ensinam os nossos sábios: “De acordo com a dificuldade, assim é a recompensa” (Pirkei Avót 5:26). Portanto, ao invés de desanimar diante das dificuldades, ao invés de reclamar dos obstáculos que surgem no caminho, devemos nos esforçar um pouco mais, pois justamente lá está a chave do nosso sucesso.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ PEKUDEI 5774

BS”D

O VERDADEIRO VALOR DAS COISAS - PARASHÁ PEKUDEI 5774 (28 de fevereiro de 2014)

O rei de um importante reinado tinha um fiel ajudante muito dedicado. Todas as manhãs ele ia até o rio, enchia dois baldes de água fresca, prendia um balde em cada ponta de um bastão de madeira, apoiava o bastão sobre seus ombros e caminhava de volta ao palácio.

Porém, os baldes que o ajudante do rei utilizava não eram iguais. Um deles era um balde de ouro, novo e bonito, enquanto o outro era um balde de plástico, simples. O balde de plástico já estava velho e, por causa de tanto uso, já apresentava alguns pequenos furos. Quando o ajudante do rei chegava de volta ao palácio, o balde de plástico já tinha esvaziado um pouco, pois a água ia gotejando pelo caminho, enquanto o balde de ouro ainda continuava completamente cheio. Com o tempo, o balde de ouro se tornou orgulhoso e arrogante, e começou a achar que era melhor que os outros por causa de sua bela aparência e seu alto valor. Já o balde de plástico se sentia frustrado e triste, pois fazia de tudo para que a água não escapasse, mas não conseguia. Certo dia, não aguentando mais tanta vergonha, o balde de plástico falou para o ajudante do rei:

- Por favor, termine com meu sofrimento. Eu sou um inútil. Você me enche com água fresca, mas quando chegamos ao palácio, parte já se perdeu. Nem para isso eu sirvo. Por que você não me joga fora?

O ajudante do rei não respondeu nada, mas não deixou de reparar no sorrisinho do balde de ouro, o ar de superioridade. No dia seguinte, como sempre fazia, foi até o rio, encheu os dois baldes de água e começou a voltar ao palácio. Então, com carinho, falou para o balde de plástico:

- Querido balde, olhe para baixo. Você percebeu que do seu lado há uma trilha de lindas flores e um lindo gramado verde? Todos os dias quando vou ao rio eu jogo sementes de flores pelo caminho. Na volta, ao gotejar água, você me ajuda a regar o solo, fazendo as sementes germinarem. Quando as flores desabrocham, eu as colho e coloco na mesa do rei para enfeitá-la. Você percebe o quanto você é especial?

- Mas do outro lado o que você vê? Apenas terra seca, sem vida – continuou o ajudante do rei – Isto acontece porque o balde de ouro não compartilha a água que traz dentro dele. E ele é tão orgulhoso, tão focado apenas em si mesmo, que não percebe que do seu lado há lindas flores e vida, enquanto do lado dele há apenas terra seca.

Depois de anos de tristeza, pela primeira vez o balde de plástico abriu um sorriso. Ele havia percebido seu verdadeiro valor. Ele não era feito de ouro, não era tão bonito como o outro balde, mas contribuía para embelezar a casa do rei. Foi a vez do balde de ouro, com toda a sua beleza e esplendor, sentir uma enorme vergonha.

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A Parashá desta semana, Pekudei, começa com a descrição da prestação de contas das doações feitas pelo povo judeu para a construção do Mishkan (Templo Móvel), como está escrito: “E estas são as contas do Mishkan, o Mishkan do Testemunho, que foi contado sob o comando de Moshé. O serviço dos Leviim estava sob a autoridade de Itamar, filho de Aharon HaCohen. Betzalel, filho de Uri, filho de Chur, da tribo de Yehudá, fez tudo o que D’us comandou a Moshé” (Shemot 38:21,22).

Mas se prestarmos atenção nestes versículos, algumas das informações parecem ser desnecessárias ou estar fora de contexto. Por exemplo, se a Parashá estava falando sobre a contabilidade das doações, por que foi necessário acrescentar que Itamar era o responsável pelo serviço dos Leviim? Além disso, a Torá já havia ensinado diversas vezes que Betzalel era o responsável pela construção do Mishkan, então por que a necessidade de repetir novamente?

Se pararmos para refletir sobre o Mishkan, perceberemos que ocorreu algo interessante durante a história. Alguns anos após o povo judeu ter entrado em Israel, o Mishkan foi definitivamente substituído pelo Beit Hamikdash (Templo Sagrado) de Jerusalém. Mas houve uma grande diferença entre o Mishkan e os dois Templos. Enquanto o Primeiro e o Segundo Templos foram capturados por outros povos, profanados e finalmente destruídos, o Mishkan nunca foi capturado, profanado nem destruído. Por que?

Explica o Rav Ovadia Sforno (Itália, 1475-1550), comentarista da Torá, que estas partes aparentemente desnecessárias dos versículos iniciais da Parashá são, na verdade, informações fundamentais que nos ajudam a entender a enorme diferença espiritual que havia entre o Mishkan e os dois Templos. Os versículos descrevem os motivos pelos quais o Mishkan tinha um nível espiritual tão elevado. As palavras “Mishkan do Testemunho” se referem à presença das Tábuas sagradas, nas quais D’us escreveu pessoalmente os 10 Mandamentos e entregou-as a Moshé no Monte Sinai. As palavras “sob o comando de Moshé” se referem ao fato de Moshé ter participado pessoalmente da montagem do Mishkan, fazendo com que o Mishkan absorvesse parte da sua própria majestade. Os versículos ainda ressaltam que os serviços do Mishkan tinham a participação de Itamar, filho de Aharon, um homem de elevado nível espiritual, que contribuiu para que o Mishkan alcançasse um grande nível de santidade. E finalmente a Torá ressalta que os trabalhos foram pessoalmente supervisionados por Betzalel, um homem muito conectado com a espiritualidade, que recebeu do seu avô, Chur, a característica de dedicar a vida para D’us.

A construção dos dois Templos Sagrados, por outro lado, não envolveu tanta santidade quanto no Mishkan. Por exemplo, apesar de o Primeiro Templo ter sido construído por Shlomo Hamelech (Rei Salomão), um homem muito reto e elevado, os trabalhadores foram homens de outros povos que moravam na cidade de Tsur, pessoas não comprometidas com a espiritualidade. E por isso o Templo se deteriorava e exigia uma manutenção constante, diferente do Mishkan, que não se deteriorava. Além disso, por causa do seu nível espiritual mais baixo, ele foi finalmente capturado pelos nossos inimigos e destruído. O Segundo Templo tinha um nível de santidade ainda mais baixo, pois as Tábuas que continham os 10 Mandamentos já não estavam mais presentes e sua construção foi autorizada por Koresh (Ciro), o Rei da Pérsia. Por isso, o Segundo Templo também caiu nas mãos dos nossos inimigos, foi profanado e finalmente destruído.

O Sforno aponta outra diferença interessante entre o Mishkan e os dois Templos. Na continuação da Parashá, a Torá apresenta o total de materiais que foram doados para a construção do Mishkan. A quantidade é muito menor do que a quantidade de materiais nobres que foram utilizados nos dois Templos. Isto quer dizer que os dois Templos eram construções muito mais bonitas, caras e esplendorosas do que o Mishkan. Mas apesar disso, foi do “humilde” Mishkan que a Presença Divina nunca se afastou.

Da justaposição destas duas características, isto é, o nível espiritual das pessoas envolvidas na construção e a quantidade de materiais nobres utilizados, o Sforno chega a uma incrível conclusão: a santidade de uma construção não é definida pelo valor de seus materiais nem por sua beleza, mas pelo nível espiritual das pessoas envolvidas em sua construção. Os Templos eram certamente mais imponentes e impressionantes, mas apesar disso o valor espiritual do Mishkan era muito maior, por causa da pureza e espiritualidade daqueles que cuidaram da sua construção.

Nos ensina o Rav Yehonasan Gefen que desta explicação do Sforno aprendemos algo mais abrangente para nossas vidas. A perspectiva da Torá sobre quanto vale um objeto físico ou uma construção é completamente diferente da visão não judaica. Enquanto a visão não judaica define o valor das coisas através da beleza externa e do custo dos materiais utilizados, a Torá dá pouca importância para as qualidades externas, uma vez que a espiritualidade interna que foi investida é o que define o verdadeiro valor das coisas. Isto nos ensina que um ato pequeno, mas feito com humildade e intenções corretas, é muito maior aos olhos de D’us do que grandes atos feitos com orgulho e com intenção de se autopromover. Às vezes nos sentimos menores por não podermos contribuir tanto quanto grandes filantropos, mas a verdade é que se fizermos a nossa parte, de acordo com as nossas possibilidades e com as intenções puras, nossos atos serão mais queridos para D’us do que a doação de enormes quantias acompanhada de intenções não tão puras.

Outro ensinamento importante que fica é o quanto é uma grande tolice dedicar a vida para acumular bens materiais. O verdadeiro valor de uma pessoa não é o que ele tem, e sim o que ele é. A Civilização Ocidental nos ensina que o valor de uma pessoa é medido pelo tamanho do seu apartamento, pela quantidade de carros na sua garagem ou pelo seu cargo na empresa, pois o valor das coisas é função das aparências superficiais ou do valor monetário. É por isso que tantas pessoas entram em depressão quando se aposentam ou perdem muito dinheiro, pois sentem que a parte mais importante delas se foi. Mas de acordo com o judaísmo, o valor verdadeiro de uma pessoa é medido pelos seus traços de caráter, pela forma como ela se relaciona com as outras pessoas e pela pureza com que ela faz seus pequenos atos cotidianos.

Por isso, ao invés de nos sentirmos pequenos, devemos saber o quanto nos tornamos grandes aos olhos de D’us quando fazemos a nossa parte na construção do mundo, com muito esforço e, acima de tudo, com muita humildade.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYAKEL 5774

BS”D

DANDO UMA FORCINHA AO SHABAT - PARASHÁ VAYAKEL 5774 (21 de fevereiro de 2014)


Certa vez, na noite de Shabat, apareceu na sinagoga onde o Rav Twersky rezava um judeu que nunca havia frequentado o lugar. Ele parecia um pouco perdido e, apesar do Shabat já ter começado, ainda carregava sua maleta de trabalho e estava sem Kipá. O Rav Twersky imediatamente levantou-se e foi ajudá-lo, indicando um local para ele guardar a maleta. Ele também ofereceu ao homem uma Kipá e mostrou-lhe um lugar ao seu lado onde ele poderia sentar-se.

Durante toda a reza, o Rav Twersky ajudou o homem com o livro de rezas, já que ele demonstrava não saber nem mesmo de que lado abrir o Sidur. Após as rezas, o Rav Twersky fez questão de convidá-lo para jantar na sua casa e, pela primeira vez na vida, experimentar o verdadeiro ambiente do Shabat. O homem, após alguma insistência, aceitou o convite. Quando ele foi pegar sua maleta, o Rav Twersky pediu para que ele deixasse-a na sinagoga, pois não era permitido carregá-la durante Shabat. O homem achou estranho e olhou para o Rav Twersky como se ele fosse um extraterrestre, mas como o rabino havia sido tão gentil, não quis ser mal educado e concordou em deixar a maleta na sinagoga.

Durante o caminho eles foram conversando. O Rav Twersky, interessado em saber um pouco mais sobre aquele homem, começou a perguntar sobre sua vida, seus interesses e seu trabalho. O homem, ao invés de responder, começou a procurar nervosamente algo em seus bolsos. Lembrou-se então que o que ele estava procurando estava na maleta que havia ficado na sinagoga. O Rav Twerky perguntou se poderia ajudar, o homem respondeu:

- Que pena. Queria te entregar meu cartão de visitas. Mas eu acabei deixando todos na minha maleta, que ficou na sinagoga.

Depois do Shabat, o Rav Twersky refletiu sobre o ocorrido e chegou a uma incrível conclusão: algumas vezes a vida material nos faz pensar que somos apenas o que está escrito no nosso cartão de visitas. Deixamos de ser humanos e passamos a ser apenas engenheiros, médicos ou advogados. Por isso o Shabat é tão especial. É o dia de esvaziarmos nossos bolsos, de esquecermos os nossos cartões de visitas e descobrirmos quem nós somos e não o que nós fazemos”

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A Parashá desta semana, Vayakel, que significa literalmente “e reuniu”, começa com Moshé reunindo todo o povo para nos ensinar sobre uma importante Mitzvá, como está escrito: “E reuniu Moshé toda a assembleia dos Filhos de Israel e disse para eles: ‘Estas são as coisas que D’us ordenou, para fazê-las. Em seis dias o trabalho deve ser feito, e o sétimo dia será sagrado para vocês, um dia de descanso completo para D’us’” (Shemot 35:1). O Talmud (Shabat 97b) nos ensina que Moshé estava transmitindo ao povo judeu as leis do Shabat, incluindo as 39 categorias de “Melachót” (atividades construtivas) que são proibidas. Depois disso a Torá volta a falar sobre a construção do Mishkan (Templo Móvel). Por que estes dois assuntos são escritos juntos? Para nos ensinar a enorme santidade do Shabat. Apesar de o Mishkan ser o lugar mais sagrado do mundo, a Morada de D’us, todos os trabalhos de construção paravam durante o Shabat.

Mas estas palavras de Moshé sobre o Shabat despertam alguns questionamentos. Em primeiro lugar, o Shabat é um dia no qual diminuímos nossas atividades, pois deixamos de fazer as Melachót proibidas. Então por que a linguagem “para fazê-las”, como se no Shabat tivéssemos que ativamente fazer algo, e não apenas nos abster das atividades proibidas? Além disso, por que justamente nesta Mitzvá foi utilizada a linguagem “Vayakel”, que vem da palavra “Kahal” (comunidade), indicando que era importante que a Mitzvá de Shabat, diferente das outras Mitzvót, fosse transmitida ao povo como uma comunidade e não como indivíduos? E finalmente, a Parashá da semana passada (Ki Tissá) falou sobre o terrível pecado do Bezerro de Ouro, enquanto a Parashá desta semana começou falando sobre a Mitzvá de guardar o Shabat. Qual a conexão entre estes dois assuntos?

Responde o Rav Yohanan Zweig que espiritualmente cada Mitzvá que nós fazemos afeta positivamente o mundo inteiro. Porém, em relação ao mundo material, normalmente o cumprimento de uma Mitzvá tem um impacto direto apenas sobre aquele quem a cumpriu. Isto quer dizer que é pequena a influência que vem do cumprimento das Mitzvót de um indivíduo em relação à comunidade. Por exemplo, quando uma pessoa decide comer Kasher, o seu ato tem pouca influência sobre a comunidade como um todo. O contrário também é válido, isto é, quando a comunidade cumpre as leis de Kashrut, isto tem pouca influência sobre o cumprimento desta Mitzvá por cada um dos indivíduos. Mas há uma exceção: a Mitzvá de Shabat.

Uma pessoa que cumpre o Shabat e está cercada de pessoas que não cumprem tem uma experiência completamente diferente do que aquele que cumpre o Shabat cercado por uma comunidade observante. Quem já passou um Shabat em um ambiente de pessoas que não estão cumprindo sabe o quanto é difícil se concentrar e sentir a santidade do dia. E, ao contrário, quem passa o Shabat em companhia de pessoas comprometidas se sente imerso no clima de Shabat e consegue aproveitar melhor a oportunidade espiritual.

Isto quer dizer que qualquer pessoa que cumpre o Shabat está contribuindo para criar um ambiente propício e melhora, portanto, a experiência do Shabat de cada membro da comunidade. O contrário também é válido, isto é, cada pessoa que descumpre o Shabat causa um impacto negativo sobre toda a comunidade. Isto explica por que o versículo utiliza, em relação ao Shabat, uma linguagem ativa, “para fazê-las”, pois parte da obrigação daqueles que cumprem o Shabat é criar uma atmosfera que influencie positivamente a nós mesmos e aos outros.

O ser humano tem uma grande dificuldade de se conectar com coisas que não sejam concretas e palpáveis. Não é muito simples se envolver com conceitos que não podem ser vistos nem tocados. Por isso, o ser humano precisa de símbolos aos quais ele possa conectar-se e com os quais ele se identifica. Por exemplo, independente de quanto um judeu esteja afastado do judaísmo, quando ele acende as velas de Chánuka ou senta-se no Seder de Pessach, algo automaticamente o conecta com a sua espiritualidade, pois estes “símbolos” físicos fazem a pessoa sentir a conexão.

Foi exatamente esta dificuldade de se conectar através de coisas intangíveis que levou o povo judeu ao pecado do Bezerro de Ouro. Enquanto Moshé estava com o povo judeu, eles se sentiam conectados a D’us através dele. Mas quando ele demorou a descer do Monte Sinai, os judeus temeram que ele houvesse morrido e se desesperaram, achando que haviam se desconectado de D’us. Por isso os judeus buscaram um substituto para Moshé, algo que os fizessem sentir-se novamente conectados com D’us. Para grande parte do povo, o Bezerro de Ouro representava apenas um substituto, concreto e tangível, de Moshé.

Mas não somente símbolos totalmente palpáveis nos ajudam a criar uma conexão espiritual. Por exemplo, outro “símbolo” que é essencial para que a pessoa possa sentir sua conexão espiritual é o ambiente onde ela vive. D’us, logo após o pecado do Bezerro de ouro, pediu para Moshé ensinar aos judeus como eles poderiam criar um símbolo permitido, através do qual eles se sentiriam mais próximos Dele. O Shabat é justamente a Mitzvá que atesta que D’us é o Criador do Universo e que Ele está constantemente envolvido em manter o mundo. Por isso, quando participamos na criação de uma atmosfera de Shabat, nos sentimos mais conectados às outras pessoas que também cumprem o Shabat e, em última instância, à D’us.

Foi por isso que Moshé reuniu todo o povo, depois do pecado do Bezerro de Ouro, para ensinar as leis do Shabat, pois ele não queria ensinar as leis aos judeus como indivíduos, mas como uma comunidade, pois é desta maneira que seremos influenciados e influenciaremos os outros de forma positiva. Quando formamos uma comunidade, isto cria algo mais tangível, para nós e todos os que estão em volta. Além disso, muitas das leis do Shabat são justamente voltadas ao estabelecimento da atmosfera necessária para criar o ambiente de Shabat. O acendimento das velas, as roupas especiais em honra do Shabat e as comidas deliciosas são apenas alguns exemplos.

Moshé nos ensinou que o Shabat é uma oportunidade de ouro, uma forma de construir uma relação concreta com D’us. Cumprir o Shabat é, acima de tudo, uma contribuição que podemos dar para toda a comunidade, uma forma de participar na criação de uma atmosfera propícia ao crescimento espiritual de todo o povo judeu.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ KI TISSÁ 5774

BS”D


A CONTINUIDADE DO POVO JUDEU - PARASHÁ KI TISSÁ 5774 (14 de fevereiro de 2014)


“Moshe Chaim Ginsberg era um judeu ortodoxo que resolveu sair da sua pequena comunidade na Rússia para tentar a sorte nos Estados Unidos. Depois de 5 anos eles voltou para casa, já sem barba, sem Kipá e sem o Tsitsit. Seu pai olhou para ele, assustado, e perguntou:

- Filho, o que aconteceu? Onde está sua barba, sua kipá e seu Tsitsit? E que roupas são estas?

- Pai, nos Estados Unidos não é aceitável que um judeu seja diferente dos outros. A roupa que eu estou usando é um terno fino, pois agora eu sou um importante homem de negócios. Deixei minhas roupas tradicionais de lado, pois elas chamavam muito a atenção das pessoas.

- Mas filho, que nome é este no seu crachá? “John”? Não foi este o nome que eu e sua mãe te demos!

- Eu sei, pai, mas eu precisava de um nome mais americano para me dar bem nos EUA. Imagine que vergonha se as pessoas soubessem que eu me chamava “Moshe Chaim”...

- Espera, filho. Pelo menos você continua comendo comida Kasher?

- Pai, no local onde eu moro a comida Kasher não é facilmente acessível. E eu também não vou deixar de marcar almoços de negócio apenas por causa da comida Kasher...

- Filho, e o Shabat? Não vai me dizer que você não está guardando mais o Shabat...

- Não, pai, eu não estou mais guardando o Shabat – respondeu o filho – pois no Shabat eu tenho muito trabalho para fazer.

O pai, respirando fundo, juntou todas as suas forças e perguntou:

- Filho, ao menos você continua circuncidado???”

Daríamos risada da piada se infelizmente esta não fosse a realidade de muitos judeus ao redor do mundo. Estamos diante da difícil luta do povo judeu para se manter vivo e vencer os atuais movimentos de assimilação. A contribuição de cada um de nós pode fazer muita diferença.

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A Parashá desta semana, Ki Tissá, traz vários assuntos muito diferentes, e cada um deles levanta diversos questionamentos. A Parashá começa com a contagem do povo. Por ser proibido contar os judeus de forma direta, a contagem era feita através da doação de uma moeda de meio shekel por pessoa, e a contagem das moedas indicava quantos judeus havia no deserto. Mas a linguagem utilizada para a contagem, “Ki Tissá”, significa literalmente “quando você levantar”. Qual a relação entre a contagem do povo e o ato de levantar?

Depois disso a Parashá descreve a construção do “Kiór” (Lavatório), um utensílio feito de bronze que ficava no pátio do Mishkan (Templo Móvel), em cujo interior era armazenada água. Através de algumas torneiras que ficavam na parte inferior do Kiór, os Cohanim (sacerdotes) lavavam suas mãos e pés antes de iniciar os serviços do Mishkan. Mas por que a Torá deixou para descrever o Kiór apenas nesta Parashá, se todos os outros utensílios sagrados do Mishkan já haviam sido descritos nas Parashiót anteriores?

A Parashá também descreve os ingredientes para fabricar o óleo utilizado na unção dos Cohanim, do Mishkan e dos seus utensílios. Depois disso estão listadas as especiarias aromáticas utilizadas para fabricar o “Ketoret”, o incenso que era queimado duas vezes por dia no Altar de Ouro do Mishkan. Mas se a própria construção do Altar de Ouro foi descrita na Parashá da semana passada, por que a Torá esperou até esta Parashá para descrever os componentes do Ketoret?

Outro questionamento surge quando observamos as especiarias que compunham o Ketoret. Uma delas era chamada “Chelbená” (Gálbano). Segundo o Talmud (Kritut 6b), esta especiaria tinha um cheiro muito ruim. Deste ingrediente malcheiroso do Ketoret, o Talmud aprende que as comunidades estão obrigadas a incluir os pecadores em suas rezas. Qual o ensinamento que podemos aprender para nossas vidas desta afirmação do Talmud? E qual a ligação entre todos estes assuntos trazidos pela Parashá, que parecem tão desconexos?

Responde o Rav Yochanan Zweig que este censo, a primeira contagem do povo judeu desde a saída do Egito, indica que havíamos atingido o status de uma comunidade. Ser contados como uma comunidade significa que fomos elevados, de indivíduos que necessitam da infraestrutura e do apoio dos outros, a uma unidade autossuficiente com a habilidade de manter sua própria identidade e garantir sua sobrevivência e sua continuidade. É por isso a contagem começa com as palavras “quando você levantar”, pois representou uma elevação e mudança de status do povo.

Os utensílios utilizados no Mishkan eram feitos com os materiais doados pelo povo inteiro, inclusive os outros utensílios feitos de cobre. Mas o Kiór era uma exceção, pois foi inteiramente feito com os espelhos de cobre polido doados exclusivamente pelas mulheres. Porém, o que havia de tão especial para que simples espelhos, usados normalmente para as mulheres se embelezarem, fossem utilizados para fabricar um dos utensílios do Mishkan? A pergunta fica ainda mais forte pelo fato de Moshé não ter aceitado inicialmente esta doação, pois considerava que os espelhos eram objetos utilizados para criar desejo físico e, portanto, inapropriados para serem utilizados em utensílios sagrados. Os espelhos somente foram aceitos quando D’us revelou a Moshé que eles eram sagrados, pois representavam a luta pela sobrevivência do povo judeu. Qual a relação entre os espelhos e a continuidade do povo?

Quando os egípcios infligiam duros sofrimentos aos judeus, durante os terríveis anos de escravidão, os homens chegavam tão cansados em casa que não tinham mais forças nem mesmo para o relacionamento íntimo com suas esposas. Isto colocava em risco as futuras descendências dos judeus. Para garantir a continuidade do povo, as mulheres usavam os espelhos para ficarem mais bonitas e desejadas pelos seus maridos. Enquanto os outros utensílios foram doados por indivíduos, os espelhos foram doados com um senso de comunidade. O Kiór, portanto, representa a importância de preservar a continuidade do povo judeu, e simboliza os esforços requeridos para possibilitar a formação da vida comunitária judaica.

Ao incluir nas especiarias do Ketoret um ingrediente com cheiro ruim, a Torá está nos definindo os requerimentos para uma comunidade. Um grupo de judeus somente pode ser considerado uma comunidade se não há nenhuma parte do povo que está sendo excluída. Como uma comunidade, nós temos a responsabilidade de suprir as necessidades e garantir o bem estar de cada indivíduo. Um grupo somente se torna uma comunidade quando deixamos de ser egoístas, quando passamos a pensar no coletivo com a mesma importância que pensamos no particular.

Enquanto o Kiór representa os aspectos sociológicos de uma comunidade, como a continuidade e a autopreservação, o Ketoret reflete a maneira como os indivíduos de uma comunidade devem se relacionar entre si. É por isso que o Kiór e o Ketoret foram “guardados” para serem escritos na Parashá Ki Tissá, a Parashá na qual o povo judeu se transformou em uma comunidade.

O povo judeu continua, passados mais de três mil anos da construção do Mishkan, em sua luta pela sobrevivência. Passamos atualmente por um momento difícil, no qual nossos jovens cada vez mais se assimilam e abandonam nossas raízes. É obrigação de cada judeu, como parte da comunidade, se preocupar com cada um de seus irmãos em particular, e com a continuidade do povo judeu como um todo. É obrigação de cada um de nós garantir que todos os nossos irmãos possam ter uma vida digna. Somos o povo do Chessed (bondade), o povo da perseverança, o povo que já passou por terríveis perseguições e tentativas de extermínio, mas que sempre soube levantar a cabeça e seguir em frente.

Nossos antepassados fizeram a parte deles, lutaram para que o judaísmo chegasse até nós e venceram. Agora é a hora de cada um de nós fazer a sua parte, para assegurar que o povo judeu, uma verdadeira comunidade, nunca tenha fim.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TETSAVÊ 5774

BS”D


LÍNGUA BARULHENTA OU SILENCIOSA - PARASHÁ TETSAVÊ 5774 (07 de fevereiro de 2014)

“Shmuel Hanagid, poeta judeu espanhol que viveu no século 11, era o primeiro ministro de Granada. Certa vez ele foi duramente insultado, na presença do rei, por alguém que o odiava. O rei, completamente furioso com o atrevimento daquele homem que ousou ofender e difamar o primeiro ministro diante do próprio rei, ordenou que Shmuel Hanaguid castigasse duramente o ofensor cortando fora sua língua.

Porém, ao contrário das ordens do rei, não apenas Shmuel Hanaguid não cortou a língua daquele que o ofendeu, mas também passou a tratá-lo com a máxima bondade. Quando o rei escutou que suas ordens não haviam sido cumpridas, e ainda descobriu que Shmuel Hanaguid tratava bem seu desafeto, então ele voltou sua fúria contra seu primeiro ministro, acusando-o de desacato à autoridade e exigindo uma explicação. Shmuel Hanaguid, sem perder a calma, deu uma bela resposta ao rei:

- Não entendo sua raiva, Majestade. Você me acusa de não ter cumprido sua ordem, mas eu sim cumpri. Você me pediu para que eu cortasse a língua ruim do meu inimigo, e foi isso o que eu fiz. A única diferença foi que eu tirei a língua ruim dele e coloquei no lugar uma língua gentil”.

Às vezes passamos por situações de stress com outras pessoas, nas quais nosso sangue ferve, como quando somos ofendidos. Frequentemente caímos no erro de tentar combater fogo com fogo, e tudo o que conseguimos é aumentar ainda mais o problema. A maneira mais simples de apagar fogo é utilizando água fria. Portanto, ao invés de gritos e retaliações violentas, a forma verdadeira de esfriar uma briga é utilizar palavras tranquilas e suaves, falando em um tom baixo, com a cabeça fria e levando a honra do próximo em consideração.

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Na Parashá desta semana, Tetsavê, a Torá continua descrevendo os detalhes do Mishkan (Templo Móvel). O foco nesta Parashá são as oito roupas utilizadas pelo Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) durante os serviços do Mishkan. No final da Parashá a Torá também começa a nos ensinar algumas das leis sobre os Korbanót (sacrifícios) que eram oferecidos no Mishkan.

Além do aspecto físico das roupas do Cohen Gadol, que tinham um grande esplendor e eram feitas de materiais nobres e caros, o Talmud (Arachim 16a) ressalta que as roupas tinham outra característica interessante. O Talmud questiona o porquê da proximidade entre a descrição das roupas do Cohen Gadol e a descrição dos Korbanót, e responde que da mesma maneira que os Korbanót traziam expiação aos pecados cometidos pelo povo, assim também as roupas do Cohen Gadol traziam expiação. Cada uma das roupas tinha o poder de trazer expiação por algum erro específico que o povo judeu havia cometido. A “Ktonet” (Túnica) trazia expiação pelos assassinatos, a “Michnassaim” (Calça) trazia expiação pelas relações incestuosas, o “Mitsnefet” (Turbante) trazia expiação pela arrogância, o “Avnet” (Cinto) trazia expiação pelos pensamentos pecaminosos do coração, o “Choshen” (Peitoral) trazia expiação pelos erros judiciais, o “Efod” (tipo de um avental) trazia expiação pela idolatria, o “Tzitz” (Placa de ouro) trazia expiação pelos atos descarados, e finalmente o “Meil” (Manto) trazia expiação pelo Lashon Hará (maledicência).

O Meil era um longo manto em cuja borda eram costurados pequenos sinos. Quando o Cohen Gadol se movimentava, os sinos faziam barulho. O Talmud explica que justamente esta roupa, que fazia barulho, servia para expiar a transgressão que também faz barulho, o Lashon Hará. Mas o Talmud traz uma aparente contradição ao afirmar que era o “Ketoret”, o incenso que era oferecido no Mishkan, que trazia expiação para a transgressão de Lashon Hará. Se o Talmud associa o barulho do Meil com o barulho do Lashon Hará, como pode ser que o Ketoret, algo silencioso, também pode estar associado ao Lashon Hará? E afinal, era o Meil ou era o Ketoret que fazia a expiação do Lashon Hará?

Responde o Talmud que existem dois tipos de Lashon Hará: o que é feito com barulho e o que é feito de forma silenciosa. O Meil, que faz barulho, traz expiação para o Lashon Hará que é feito com barulho, isto é, quando aquele que está difamando seu companheiro o faz sem esconder seus sentimentos, dizendo as coisas de forma tão aberta que até mesmo aquele que está sendo difamado escuta. Já o Ketoret, que é silencioso, traz expiação para o Lashon Hará que é feito de maneira silenciosa, isto é, quando o difamador esconde da “vítima” seus sentimentos verdadeiros, e ela não tem nem mesmo a consciência de que sua imagem está sendo impiedosamente manchada.

Porém, por que era necessário que duas partes diferentes do Mishkan viessem expiar a mesma transgressão? À primeira vista, o Lashon Hará com barulho, que causa uma vergonha direta para aquele que é abertamente difamado, é muito mais grave. Se o Meil era suficiente para expiar o Lashon Hará com barulho, por que não era suficiente também para expiar o Lashon Hará silencioso, aparentemente menos grave e menos danoso?

Explica o Rav Yehonatan Guefen que para responder esta pergunta antes precisamos entender de uma maneira mais profunda os verdadeiros efeitos dos dois tipos de Lashon Hará. O Lashon Hará com barulho causa um grande dano, pois quando a pessoa difamada escuta as coisas ruins que estão sendo abertamente ditas sobre ela, sente uma grande dor. Neste sentido, o Lashon Hará barulhento é muito mais grave e danoso do que o silencioso. Porém, por outro lado, como o Lashon Hará é feito de forma escancarada, a vítima tem mais chances de, ao escutar o que está sendo dito sobre ela, se defender e tomar uma atitude para interromper o Lashon Hará. Já o Lashon Hará silencioso tem um lado muito mais maligno do que o Lashon Hará barulhento. O Lashon Hará silencioso é caracterizado pelo difamador se comportar com “duas caras”, isto é, na frente da vítima ele é amigável e está sempre dando sorrisos e abraços, mas por trás dela o difamador fala, de forma impiedosa, coisas terríveis. Pelo fato da vítima não estar consciente de estar sendo difamada, ela não faz nenhum esforço para se proteger, e os ataques podem seguir continuamente.

Com este esclarecimento é possível entender a necessidade de duas partes independentes do Mishkan para expiar a transgressão de Lashon Hará, pois cada uma das duas formas de Lashon Hará, a barulhenta e a silenciosa, tem algo que a torna mais prejudicial, e neste ponto cada uma delas é mais grave do que a outra. Por isso, apesar do Meil conseguir expiar o Lashon Hará barulhento, ele não consegue expiar o Lashon Hará silencioso. O Ketoret, ao contrário, tem força para expiar o Lahon Hará silencioso, mas não tem força para expiar o Lashon Hará barulhento.

O que é particularmente surpreendente nesta explicação é que o Lashon Hará feito de forma silenciosa, que parece inofensivo, pode ser muitas vezes até mais grave e destrutivo do que o Lashon Hará feito de maneira escancarada. Por isso, temos que tomar cuidado com nossas palavras, para que não estejamos, mesmo sem intenção, causando graves danos às outras pessoas, muitas vezes irreparáveis.

Acontecem várias ocasiões em nossas vidas nas quais desenvolvemos um desafeto por alguém. Mas é óbvio que esta aversão que sentimos pelo outro não justifica de forma nenhuma o Lashon Hará, principalmente quando feito com “duas caras”. A Torá nos ensina que os irmãos de Yossef sentiram tanta inveja dele a ponto de odiá-lo, como está escrito “Eles não conseguiam falar com ele (Yossef) de forma pacífica” (Bereshit 37:4). A Torá não está criticando os irmãos de Yossef, ao contrário, está louvando a atitude deles, que não se comportavam de uma maneira falsa. Eles não davam sorrisos e abraços quando estavam com Yossef e o denegriam quando ele não estava presente. Por mais que havia um grave erro de guardar ódio no coração, os irmãos de Yossef se cuidavam para não se comportarem de maneira hipócrita.

O Lashon Hará e a hipocrisia servem somente para aumentar as discussões e a inimizade entre as pessoas. O caminho ideal para resolver problemas deve ser sempre através de uma conversa franca e transparente, sem rispidez nem exaltação. O tom de voz deve ser mantido sempre baixo, e a conversa calma e ponderada. Somente através de um comportamento honesto e sincero poderemos realmente melhorar nosso relacionamento com todos os que estão à nossa volta, sem correr o risco de nos tornarmos hipócritas ou de causar danos aos outros.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TERUMÁ 5774

BS”D

EQUILÍBRIO - PARASHÁ TERUMÁ 5774 (31 de janeiro de 2014)

“O Rebe Avraham Mordechai Alter, mais conhecido como Imrei Emes (Polônia, 1866 - Israel, 1948), estava certa vez na sinagoga quando um dos frequentadores se aproximou e pediu a ele um Tefilin emprestado, pois havia perdido o seu e levaria algum tempo até que pudesse comprar um novo. O Rebe, sem pensar duas vezes, emprestou a ele um Tefilin. Mas não era um Tefilin qualquer, era um Tefilin extremamente valioso, que havia pertencido ao pai do Imrei Emes, o Rebe Yehudah Aryeh Leib Alter, mais conhecido como Sfas Emes (Polônia, 1847-1905), um homem de muita santidade. Aquele Tefilin tinha um valor inestimável, e as pessoas sabiam o quanto o Rebe era cuidadoso com ele. Um dos seus alunos, ao ver que o Rebe havia emprestado aquele Tefilin tão valioso, questionou por que ele não havia emprestado um Tefilin mais simples. O Rebe explicou:

- Está escrito na Torá: “Este é o meu D’us e eu farei para Ele uma Morada” (Shemot 15:2). Deste versículo aprendemos que quando fazemos uma Mitzvá, devemos fazê-la da melhor maneira possível. Este conceito não se aplica apenas nas Mitzvót diretamente relacionadas com D’us, mas também nas Mitzvót relacionadas com o próximo. Isto inclui o Chessed (bondade) que fazemos aos outros e, portanto, devemos fazê-lo da melhor maneira possível. Foi por isso que eu não emprestei a ele um Tefilin qualquer, eu fiz questão de emprestar o meu Tefilin mais valioso.”

O Imrei Emes entendeu que o conceito de embelezar as Mitzvót também se aplica no nosso relacionamento com o próximo. Da mesma maneira que queremos ser cuidadosos no nosso relacionamento com D’us, para que tudo seja feito da maneira mais adequada e minuciosa possível, assim também devemos ser cuidadosos no nosso relacionamento com as outras pessoas.

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Nesta semana lemos a Parashá Terumá, que nos ensina sobre os detalhes do Mishkan (Templo Móvel), uma construção com uma função muito nobre: ser o local de repouso da Presença Divina. Apesar de D’us estar presente em todos os lugares, o Mishkan era o lugar físico onde a Presença Divina podia ser sentida de uma maneira mais palpável. A Parashá descreve tanto a estrutura do Mishkan quanto seus utensílios, como a Menorá, a Shulchan (mesa de ouro) e o Mizbeach (altar de oferendas).

A estrutura do Mishkan era composta por tábuas de madeira apoiadas em bases de prata. As tábuas eram mantidas unidas por barras de madeira de acácia, como está escrito: “E a barra central passará por dentro das tábuas, de uma extremidade à outra” (Shemot 26:28). Esta barra central era de extrema importância, pois ajudava a dar estabilidade para toda a estrutura do Mishkan.

Explica o Targum Yonathan (tradução da Torá para o aramaico, de autoria do Rav Yonathan Ben Uziel, que viveu no 1º século da era comum) que esta barra central foi feita com a madeira da árvore que Avraham Avinu havia plantado para fazer bondade com as pessoas, como está escrito: “E plantou (Avraham) uma “Eshel” em Beer Sheva” (Bereshit 21:33). Por que esta árvore que Avraham plantou recebeu um papel tão importante no Mishkan, dando estabilidade para toda a estrutura? Qual a mensagem que a Torá está nos transmitindo?

Explica o Rav Nosson Tzvi Finkel, mais conhecido como Alter MiSlobodka (Lituânia, 1849 - Israel, 1927), que muitas vezes, mesmo querendo chegar à perfeição, o ser humano faz sua Avodat Hashem (Serviço Divino) de uma maneira desequilibrada, e isto o afasta do seu objetivo. Onde está este desequilíbrio? Normalmente damos atenção às Mitzvót que são “Bein Adam LaMakom” (entre o homem e D’us), mas acabamos esquecendo de dar a devida importância para as Mitzvót “Bein Adam LeHaveiró” (entre o homem e seu semelhante), e este desequilíbrio pode nos custar caro. O Alter Mi Slobodka adverte que no momento em que uma pessoa está cumprindo uma Mitzvá Bein Adam LaMakom, ela deve ser extremamente cuidadosa para não causar nenhum dano ou constrangimento às outras pessoas, pois se causar qualquer aborrecimento aos outros por falta de sensibilidade, ela corre o risco de perder mais do que ganhou com a Mitzvá.

Infelizmente existem muitas situações onde isto acontece, até mesmo dentro da sinagoga. Por exemplo, após a leitura pública da Torá, quando o Sefer Torá é reconduzido ao Aron Hakodesh, temos o costume de beijá-lo, como uma forma de dar Kavód (honra) e mostrar o quanto a Torá é querida para nós. Porém, pessoas que estão distantes do Sefer Torá acabam empurrando os outros para conseguirem chegar perto. Nossos sábios afirmam que este é um grande erro, pois evitar machucar e incomodar outras pessoas certamente se sobrepõe ao ato de beijar o Sefer Torá. Enquanto dar um beijo no Sefer Torá é apenas um embelezamento da Mitzvá, causar danos à outra pessoa é uma grave transgressão. Outro exemplo é a pessoa que, no momento de vestir seu Talit, não se importa com a pessoa de trás. Quando a pessoa joga o Talit para trás, os longos fios se transformam em um verdadeiro chicote, podendo machucar. É muito bonito ver como há pessoas preocupadas em cumprir a Mitzvá de vestir o Talit com Kavaná (intenção), mas nunca podemos esquecer, mesmo quando estamos cumprindo uma Mitzvá importante, que há outras pessoas à nossa volta.

Outra área em que vemos o desequilíbrio na Avodat Hashem é nas Chumrot (rigorosidades) que recebemos sobre nós. Em várias Mitzvót Bein Adam LaMakom a pessoa recebe sobre si vários níveis de rigorosidade. Um exemplo clássico é na área de Kashrut, na qual muitas pessoas decidem ser extremamente rigorosas, para se afastar de qualquer tipo de dúvida ou risco de comer algo que não seja Kasher. Esta é certamente uma atitude muito louvável, uma demonstração de temor a D’us. Mas será que esta pessoa também recebe sobre si as mesmas rigorosidades em relação às Mitzvót Bein Adam LeHaveiró? Ela verifica muito bem o que vai entrar na sua boca, mas será que ela verifica muito bem o que vai sair da sua boca? Será que ela pensa muitas vezes antes de dizer algo, para checar se não dirá nada que possa ofender ou machucar os outros?

Há um importante comentário do Ramban (Nachmânides, Espanha, 1194 - Israel, 1270), e muito conhecido por todos, sobre o versículo “Sejam sagrados” (Vayikrá 19:2). Ele ensina que daqui aprendemos que não é suficiente apenas cumprir as Mitzvót “ao pé da letra”. Para fazermos a nossa Avodat Hashem da maneira correta, devemos nos esforçar para atingir cada vez níveis maiores de proximidade com D’us, tentando melhorar a cada dia nossos atos. Mesmo as Mitzvót que nós já cumprimos, podemos tentar fazer um pouco melhor e de forma um pouco mais cuidadosa. Mas há outro comentário do Ramban que, apesar de ser igualmente importante, não é tão conhecido. Ele aprende do versículo “E você deve fazer o que é correto e bom aos olhos de D’us” (Devarim 6:18) que também no nosso relacionamento com as outras pessoas não devemos apenas cumprir a lei “ao pé da letra”, e sim fazer até mais do que é exigido de nós. Portanto, segundo o Ramban, para a pessoa realmente fazer a sua Avodat Hashem da maneira correta, antes de tudo ela deve perceber que D’us espera de nós que possamos tratar as pessoas com o máximo nível de sensibilidade.

Explica o Rav Zelig Pliskin que D’us exigiu que parte importante da sustentação do Mishkan fosse feita com as madeiras que Avraham Avinu plantou por bondade para nos lembrar de que, mesmo quando estamos fazendo nossa Avodat Hashem com o máximo empenho, mesmo que seja uma Mitzvá tão especial e sagrada quanto a construção do Mishkan, a Morada de D’us, não podemos esquecer de ter compaixão pelas outras pessoas, que foram criadas à imagem e semelhança Dele. A barra central do Mishkan é um lembrete eterno de que há dois pilares na nossa Avodat Hashem: Bein Adam LaMakom e Bein Adam LeHaveiró. O segredo para alcançar a perfeição é o equilíbrio, isto é, mesmo nos momentos de maior devoção a D’us, não se esquecer das nossas obrigações com as outras pessoas.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ MISHPATIM 5774

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AJUDANDO A ALIVIAR O PESO - PARASHÁ MISHPATIM 5774 (24 de janeiro de 2014)

Muitos estudantes da Yeshivá de Ponovitch, na cidade de Bnei Brak, estavam se preparando para ir ao casamento de um amigo em Jerusalém. Para facilitar, eles chamaram vários táxis e se dividiram em pequenos grupos. Um dos alunos convidou o Rav Elazar Man Shach (Lituânia, 1899 - Israel, 2001), o Rosh Yeshivá (Diretor espiritual), para ir com ele em um dos taxis. Quando o Rav Shach escutou que ainda havia mais um lugar sobrando, pediu que Yossi, um novo aluno da Yeshivá, também fosse convidado. Yossi, que havia vindo de fora de Israel, ainda não conhecia ninguém na Yeshivá e estava visivelmente deslocado.

Durante a viagem, que levou cerca de uma hora, o Rav Shach foi mostrando para Yossi vários pontos turísticos famosos, como a fábrica de cimento, a estrada velha e Latrun (Museu dos tanques de guerra). Um dos estudantes que estava no táxi, sabendo quanto o Rav Shach dava importância para o seu estudo de Torá, ficou incomodado de vê-lo “gastando tempo” sendo um guia turístico e decidiu fazer uma pergunta sobre o tratado do Talmud (Torá Oral) que eles estavam estudando na Yeshivá. O estudante achou que o Rav Shach ficaria muito agradecido por estar sendo “salvo” daquela perda de tempo. Porém, para sua surpresa, o Rav Shach respondeu:

- Me desculpe, você pode conversar comigo sobre o Talmud todos os dias na Yeshivá, mas neste exato momento eu prefiro que não, pois estou cumprindo a Mitzvá de “Achnassat Orchim” (receber um convidado). Este rapaz é novo na Yeshivá, ainda não conhece ninguém e, por isso, é nossa obrigação fazer de tudo para deixá-lo à vontade” (Retirado do livro “Major Impact”, de autoria de Dovid Kaplan).

O aluno do Rav Shach realmente conhecia o quanto ele dava valor para cada segundo de estudo de Torá. Mas talvez o que ele não conhecia era a grandeza do Rav Shach em se preocupar com os outros, mesmo nos pequenos detalhes. Foi isto o que fez do Rav Shach o maior rabino da geração.

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Nesta semana lemos a Parashá Mishpatim, que nos ensina muitas Mitzvót “Bein Adam Le Haveiró” (entre o homem e seu semelhante), como as leis sobre compensação de danos, a preocupação com os indefesos e abandonados e as leis que regulamentam o empréstimo de dinheiro. Estes ensinamentos são muito importantes, pois na maioria das vezes achamos que a espiritualidade é medida através de grandes atos de devoção a D’us, como fazer Mikvê (mergulho ritual) em águas congelantes, extensos jejuns e longos retiros espirituais. Mas a Parashá nos ensina que a espiritualidade é medida através dos pequenos atos do nosso cotidiano, em especial a forma como nos comportamos em relação aos nossos semelhantes.

Um dos ensinamentos mais impressionantes está no final da Parashá. D’us chamou Moshé, Aharon, os filhos mais velhos de Aharon (Nadav e Avihu) e 70 anciões do povo judeu, e se revelou a eles de uma maneira mais explícita, através de uma visão profética, como está escrito: “E eles visionaram o D’us de Israel, e debaixo de Seus pés havia como uma obra de tijolos de safira, tão límpida quanto a visão dos céus” (Shemot 24:10). Mas o que significa esta visão? Por que sob os pés de D’us havia tijolos de safira? E por que a visão termina falando sobre um céu límpido?

É importante lembrar que D’us é infinito e, portanto, não tem nenhuma forma física limitada, e não pode ser representado através de nenhuma imagem. Todas as vezes que a Torá atribui a D’us características físicas é apenas para que possamos aprender com os atos Dele e nos comportarmos como Ele. Rashi (França, 1040 - 1105), comentarista da Torá, explica que o chão feito de tijolos de safira estava diante de D’us no momento da escravidão do Egito, para que Ele se lembrasse do sofrimento pelo qual passavam os judeus, em especial quando carregavam nas costas pesados tijolos durante os trabalhos forçados.

Porém, uma das premissas do judaísmo é que D’us é Onisciente. Ele precisava deixar tijolos para lembrar-se do sofrimento do povo judeu? Explica o Rav Yerucham Leibovitz (Bielorússia, 1873 – Israel, 1936) que D’us está nos ensinando que não é suficiente para uma pessoa apenas refletir e imaginar o sofrimento do seu companheiro. Ele quer que sejamos “Nossê Be Ól Haveiró” (carregar o peso junto com nosso companheiro), isto é, quando vemos alguém em dificuldade, devemos nos esforçar para ativamente aliviar seu sofrimento. E uma das pessoas que conseguiu aprimorar muito esta característica foi Moshé Rabeinu. Ele foi criado por Batia, filha do Faraó, e cresceu no palácio real, cercado por todos os tipos de luxo e comodidade, mas mesmo assim não se esqueceu dos seus irmãos, que estavam escravizados, como diz o versículo: “E cresceu Moshé, e foi ter com seus irmãos, e viu o sofrimento deles” (Shemot 2:11). Não era suficiente Moshé ter ficado em casa, imaginando os terríveis sofrimentos pelos quais seus irmãos estavam passando? Rashi explica que Moshé usou seus olhos e seu coração para sofrer junto com eles. Ele não ficou somente imaginando as dificuldades pelas quais eles passavam, ele saiu para vê-los e sentir a dor que eles sentiam.

Mas como explicou Rashi, somente os olhos não são suficientes para sentir de verdade a dor do próximo, é preciso usar o coração. Vemos pobres dormindo na rua, se alimentando de restos de lixo, e sentimos muito dó, mas continuamos nossas vidas como se nada estivesse acontecendo, pois apenas utilizamos nossos olhos, não nosso coração. Aquele que pensa que cumpre sua obrigação de “Nossê Be Ól Haveiró” apenas vendo uma pessoa sofrendo, sem se esforçar para sentir também o mesmo sofrimento, está apenas se enganando. Após Moshé ter usado seus olhos e seu coração, ele se uniu no sofrimento dos seus irmãos. O Midrash (parte da Torá Oral) diz que quando Moshé via algum judeu carregando uma carga muito pesada, ele oferecia seu ombro para dividir com ele o peso. Ele não fazia isso apenas para aliviar seu companheiro do peso que carregava, mas também para sentir na pele o sofrimento que seus irmãos sentiam. Moshé não ficou apenas olhando, seus olhos e seu coração o levaram a atitudes de bondade.

Explica o Rav Yerucham que mais difícil do que sentir o sofrimento do próximo é sentir de verdade a alegria do próximo. Por que a visão de D’us termina com as seguintes palavras: “límpida como a visão dos céus”? Quando D’us se revelou para este seleto grupo de judeus, isto causou uma alegria muito grande neles, como está escrito: “E eles viram D’us, e comeram e beberam” (Shemot 21:11). Segundo Unkelos (Roma, 35ec - Israel, 120ec), que traduziu toda a Torá para o aramaico, estas palavras significam que para eles a visão de D’us trouxe tanto prazer quanto os mais deliciosos prazeres físicos. D’us quis então demonstrar que estava feliz junto com eles, e fez isto através de uma visão iluminada, como um dia claro e cheio de luz, nos ensinando como é importante nos alegrarmos com as alegrias dos outros.

Estamos acostumados a ir a uma festa e ver os convidados felicitando o dono da festa com um sonoro “Mazal Tov”. À primeira vista parece que todos estão felizes, com um contagiante sorriso no rosto. Mas será que esta alegria externa das pessoas realmente reflete o que elas sentem de verdade em seus corações? Não é tão simples assim chegar ao nível de se alegrar com a alegria dos outros como se fosse a nossa própria alegria. Muitas vezes, mesmo de forma inconsciente, nossa alegria se mistura com um pouco de inveja, uma sensação de que aquela alegria poderia estar acontecendo conosco e não com o outro. Será que aquele “Mazal Tov” não é uma alegria apenas da boca para fora? Cada um de nós precisa ser sincero consigo mesmo, para saber o quanto conseguimos de verdade sentir a alegria do próximo, e o quanto ainda precisamos nos esforçar para melhorar nesta área.

Quando um comerciante se encontra com outro comerciante depois dos negócios, podem ocorrer três situações: se ele lucra e seu companheiro perde, ele fica muito feliz. Se os dois lucram ou perdem igualmente, ele fica triste. E se ele perde e seu companheiro lucra, ele fica imerso em terríveis sofrimentos. O Rav Yerucham nos ensina que, infelizmente, não há muita diferença entre o comportamento dos comerciantes e das pessoas que estão em um salão de festas. A alegria de uma pessoa é medida, portanto, de acordo com quanto ela ganha e quanto seu companheiro perde. Por isso é tão difícil sentir alegria de verdade quando é nosso companheiro, e não nós, que tem motivos para festejar.

Esta triste constatação é consequência da queda espiritual do ser humano. O maior problema é que nos enganamos e não sabemos o quanto chegamos a sentir até mesmo ódio no nosso coração por pessoas que achamos que nós amamos. O primeiro passo para melhorarmos é despertar e perceber o quanto estamos ainda longe do que D’us espera de nós. Precisamos superar o nosso egoísmo e nos alegrar com o que os outros têm, pois cada um recebe de D’us exatamente o que precisa para cumprir seu trabalho espiritual neste mundo. Precisamos usar mais o nosso coração para sentir a dor dos outros e ajudar no que for possível, para tentar ao menos aliviar um pouco a dor do próximo. Somente assim, através de um esforço constante, chegaremos ao nível verdadeiro de dividir com o próximo seus sofrimentos e suas alegrias.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:
São Paulo: 19h37  Rio de Janeiro: 19h23  Belo Horizonte: 19h20  Jerusalém: 16h30
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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