quinta-feira, 10 de outubro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ LECH LECHÁ 5774

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As Parashiót desta semana e das semanas anteriores podem ser lidas no Blog www.ravefraim.blogspot.com
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 NÃO DESISTA SEM TENTAR – PARASHÁ LECH LECHÁ 5774 (11 de outubro de 2013)

Um dos peixes favoritos de muitos aficionados por aquários é a carpa japonesa, mais conhecida como "Koi". Porém, o que mais chama a atenção nesta carpa não é a sua beleza, e sim o seu fascinante crescimento, que varia de acordo com o ambiente onde ela é criada.

Se você cria um Koi em um pequeno aquário, ele cresce muito pouco e, mesmo adulto, atinge um tamanho máximo de 5 centímetros. Já quando o Koi é criado em uma pequena piscina, em idade adulta ele pode chegar a 25 centímetros de comprimento. Porém, o mais impressionante ocorre quando o Koi é criado em um grande lago. Neste tipo de ambiente, ele pode chegar, em idade adulta, a até 90 centímetros de comprimento. O Koi é um peixe impressionante, pois seu crescimento é diretamente proporcional ao tamanho do local onde ele é criado.

Há uma incrível analogia do Koi com os seres humanos. As pessoas são como as carpas japonesas, pois crescem de acordo com as limitações que colocam em suas próprias cabeças. As pessoas que acham que são pequenas ficam realmente pequenas por toda a vida. Mas as pessoas que decidem ser grandes e que escolhem vencer todas as limitações da vida são aquelas que realmente chegam à grandeza.

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Na Parashá desta semana, Lech Lechá, a Torá começa a descrever a força espiritual de Avraham Avinu, o homem que revolucionou o mundo e deixou seu nome escrito para sempre na história da humanidade. Mesmo após o dilúvio, que ocorreu na geração de Noach (Noé) e quase destruiu a humanidade, as pessoas não aprenderam nada com a lição de D'us e rapidamente voltaram a se desviar dos caminhos corretos. Pouco mais de 300 anos após o dilúvio as pessoas transgrediram gravemente, tentando construir uma enorme torre que levaria o homem até o céu para lutar contra D'us. E assim a humanidade começou a se afastar cada vez mais do Criador e a se apegar na adoração de ídolos. Na geração de Avraham o normal eram as idolatrias, e as pessoas colocavam toda a sua crença em deuses de pedra e madeira. Mesmo o pai de Avracham, Terach, não apenas acreditava nas idolatrias, mas tinha até mesmo uma loja que vendia ídolos. Foi neste péssimo ambiente que Avraham cresceu, mas com uma força descomunal ele conseguiu vencer as pressões sociais e encontrar racionalmente D'us. Graças aos esforços de Avraham as idolatrias foram amplamente abandonadas e se tornaram uma exceção. Pelo seu mérito, atualmente a grande maioria da humanidade acredita em um D'us único. De onde Avraham tirou esta força para lutar contra tantas dificuldades? Como ele conseguiu se levantar contra a crença de uma sociedade inteira?

Avraham passou por muitos testes e dificuldades, e conseguiu vencer todos eles. Um dos grandes testes de Emuná (fé) foi que, até os 99 anos, ele não tinha filhos com sua esposa Sara. Seu desejo por filhos não era por motivos egoístas, ao contrário, ele tinha motivações muito elevadas. Ele ansiava por um descendente que daria continuidade ao seu trabalho de divulgar a unicidade do Criador do mundo. D'us então tranquilizou Avraham e prometeu que ele teria muitos descendentes, como está escrito: "E tirou-o para fora e disse: 'Olhe, por favor, para o céu e conte as estrelas, se você puder contá-las'. E disse para ele: 'Assim serão seus descendentes'" (Bereshit 15:5). O que significam estas palavras de D'us?

O entendimento mais simples do versículo é que D'us estava prometendo para Avraham uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu. Da mesma forma que Avraham não conseguiria contar as estrelas do céu, assim também D'us prometeu que ele teria uma descendência tão numerosa que seria quase incontável. Mas será que a promessa era apenas numérica? Apenas ter descendentes numerosos é suficiente para garantir a permanência de um povo para sempre?

Responde o Rav Yehuda Meir Shapiro, o Lubliner Rav, que nas palavras de D'us estava uma incrível mensagem para o povo judeu, os descendentes de Avraham Avinu. Quando D'us ordenou que Avraham contasse as estrelas, Ele estava pedindo algo quase impossível. Sem nenhum equipamento moderno, como os telescópios e satélites, sem nem mesmo um papel quadriculado para servir de guia para fazer uma contagem aproximada, o pedido de D'us parecia algo inatingível. Apesar disso, mesmo sabendo que era uma tarefa praticamente impossível, Avraham saiu e começou a contar as estrelas. Ele não sabia como terminaria seu trabalho, mas isto não foi motivo para ele não começar. Ele não procurou se esquivar, não tentou fugir da responsabilidade, não se recusou a ao menos tentar.

Isto explica as palavras finais do versículo: "Assim serão seus descendentes". D'us não estava apenas nos dando uma Brachá quantitativa, era também uma Brachá qualitativa. Avraham deu origem a um povo com o potencial de vencer o impossível, de superar os limites, de nunca desistir. Por isso Avraham é chamado de "Avinu" (nosso pai), pois da mesma maneira que um pai transmite aos filhos sua genética, Avraham transmitiu aos seus descendentes sua "genética espiritual".

Contam que no século 17 o rei da Prússia, Frederico II, tinha um conselheiro espiritual muito sábio e certa vez quis desafiá-lo. O rei pediu uma prova, imediata e irrefutável, da existência de D'us. O conselheiro, sem hesitar, respondeu: "Os judeus, majestade. Os judeus". Em todas as gerações o povo judeu passou por muitas dificuldades e perseguições. Os egípcios nos escravizaram, os gregos tentaram nos helenizar à força, os babilônios e romanos destruíram nossos Templos e nos espalharam pelos quatro cantos do mundo, os cruzados e os cossacos nos perseguiram com ódio mortal, os portugueses e espanhóis nos expulsaram sem piedade e os alemães tentaram metodicamente nos exterminar. Deveríamos ser um povo fraco e que anda pelos cantos, com vergonha de levantar a cabeça. Os judeus, que representam menos de 0,5% da humanidade, não deveriam ser nem mesmo conhecidos. Mas, apesar de todas as dificuldades, o povo judeu continua vivo e forte, orgulhoso de sua herança e de cabeça erguida. Nossa existência é tão milagrosa que nos tornamos provas ambulantes da existência de D'us. Como eternizou o escritor Mark Twain em sua famosa pergunta: "Qual é o segredo da imortalidade do povo judeu?". Todos os grandes impérios surgiram, dominaram o mundo, tiveram sua época de esplendor e depois desapareceram. Mas o povo judeu, que viu todos eles, foi o único que venceu o teste do tempo. O segredo é que herdamos de Avraham a característica de fazer o impossível, de ir contra todas as probabilidades.

Mas de onde Avraham tirou forças para fazer o impossível? Quando ele escutou a ordem de D'us, ele não ficou procurando desculpas para não cumprir Suas ordens, ele não desistiu sem antes tentar. Ele sabia que se D'us estava pedindo, mesmo que parecia impossível, então ele deveria ao menos fazer a sua parte. Como ensinam os nossos sábios: "Você não tem a obrigação de terminar todo o trabalho, mas você também não é livre para se isentar de participar dele" (Pirkei Avót 2:16).

Herdamos de Avraham este potencial, mas infelizmente muitas vezes não o utilizamos. Gostaríamos de crescer espiritualmente, mas achamos que nunca vamos chegar lá, então desistimos sem nem mesmo tentar. Lemos os livros de grandes sábios, como o Chafetz Chaim ou o Rambam (Maimônides), e pensamos: "Eles foram grandes pessoas pois já estavam predestinados ao sucesso". Isto é um grande erro. Mesmo os maiores sábios do povo judeu tinham as suas lutas internas e precisavam de muito esforço para vencer as dificuldades. A diferença não é que eles já estavam predestinados. A diferença é que eles acreditaram que poderiam chegar lá e não desistiram até conseguir. A vida deles também foi cheia de tropeços, de falhas, de tentativas frustradas, mas eles nunca pararam diante dos obstáculos. Como eles sempre pensaram grande, eles lutaram e alcançaram o sucesso.

Assim garantem os nossos sábios: "Não há nada que resista à força de vontade". Se realmente decidirmos crescer e fizermos todo o esforço necessário, focando no nosso crescimento e não nas dificuldades, então certamente D'us nos ajudará a alcançar nosso objetivo na vida. Pois somos os descendentes de Avraham Avinu, o homem que tornou possível o que era impossível.

"Não sabendo que era impossível, foi lá e fez" (Mark Twain)

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ NOACH 5774

BS"D

BONDADE VERSUS EGOÍSMO – PARASHÁ NOACH 5774 (04 de outubro de 2013)

"Jonas era uma pessoa muito esforçada e trabalhadora, mas não tinha muito sucesso na vida. Não passava necessidades, mas o dinheiro estava sempre contado. Pelo menos ele se alegrava por ter um maravilhoso casamento, no qual havia muito respeito mútuo. Mesmo nas épocas de maiores dificuldades era muito raro o casal discutir.

Certa vez, quando Jonas estava viajando, voltando de uma tentativa frustrada de negócios, ele resolveu fazer uma visita a um famoso rabino, cuja santidade e força de suas Brachót (Bençãos) eram muito conhecidas. Esperançoso, Jonas entrou na sala do rabino e pediu para ele uma Brachá. O rabino segurou a mão de Jonas e, com muita concentração, falou:

- Que seja a vontade de D'us que a primeira coisa que você fizer em casa prospere e dure para sempre.

Jonas ficou muito contente com a Brachá do rabino. Conhecendo a sua santidade, Jonas sabia que aquelas palavras certamente se cumpririam. Então ele começou a refletir sobre qual deveria ser seu primeiro ato quando chegasse em casa. Decidiu que contaria várias vezes todo o dinheiro que tivesse em casa, pois assim a Brachá do rabino recairia sobre o seu dinheiro e ele ficaria rico.

Já sonhando com os milhões que ganharia, Jonas entrou em casa e mal cumprimentou sua esposa. Ele então pediu, em tom de urgência, que ela imediatamente trouxesse todo dinheiro que havia em casa. Um pouco assustada com o estranho pedido repentino do marido e se sentindo muito pressionada, a esposa não conseguia lembrar-se onde estavam guardadas as economias que eles haviam juntado. Após a insistência e o mau-humor de Jonas, a esposa começou a desconfiar que havia algo de errado e se recusou a entregar a ele qualquer dinheiro.

Revoltado com a atitude da esposa, Jonas perdeu a cabeça e esqueceu-se completamente das palavras do rabino. O que estava destinado a ser uma Brachá transformou-se então em uma maldição. Jonas já nem se lembrava que havia voltado para casa para procurar seu dinheiro e  começou a gritar com a esposa, iniciando uma troca de acusações e ofensas. As palavras do rabino se cumpriram e, a partir daquele dia, naquela casa o que prosperou e durou para sempre foram as brigas e discussões. Jonas continuou tão pobre quanto era antes, e agora não tinha nem mesmo uma casa com paz e tranquilidade"

Explica o Maguid MiDuvno que às vezes esquecemos nossas prioridades. Quando focamos apenas nas nossas próprias necessidades, de maneira egoísta, podemos perder as coisas mais importantes da vida.

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Nesta semana lemos a Parashá Noach, que conta a história de uma geração completamente desviada dos caminhos corretos e que praticava apenas maus atos. D'us, descontente com as transgressões daquela geração, decidiu mandar um dilúvio para destruir a humanidade. Os únicos que encontraram graça aos olhos de D'us e tiveram o mérito de serem salvos foram Noach e sua família, como está escrito "Noach era um Tzadik (Justo) e reto em sua geração" (Bereshit 6:9). Mas por que está escrito que Noach era Tzadik "em sua geração"? Explica Rashi, comentarista da Torá, que apesar de Noach ser uma pessoa correta que se destacava em uma geração de Reshaim (malvados), comparado com Avraham Avinu ele não era nada. Onde enxergamos esta diferença tão grande entre Noach e Avraham Avinu?

Em primeiro lugar, enquanto Avraham dedicou sua vida a ajudar e tentar salvar as pessoas e trazê-las aos caminhos corretos, Noach se contentou em salvar a si mesmo e sua família, e não fez grandes esforços para que as pessoas se arrependessem dos seus erros, apesar de D'us ter dado a ele um prazo de 120 anos. Enquanto Avraham implorou a D'us para poupar a cidade de Sdom, onde só havia habitantes Reshaim, Noach pouco fez para salvar a humanidade inteira. É por isso que nossos sábios também chamam o dilúvio de "as águas de Noach", colocando sobre Noach parte da responsabilidade pela terrível tragédia que quase apagou a humanidade, por ele não ter se importado com os outros.

Além disso, após passar um ano na arca, logo que Noach saiu ele fez um ato que não seria esperado de um grande Tzadik: antes de plantar qualquer outra árvore, Noach plantou um vinhedo, para saciar seu desejo de beber vinho. E as consequências deste ato foram trágicas. Noach bebeu do vinho produzido a partir das uvas deste vinhedo, se embriagou e ficou nu dentro de sua tenda. A Torá então descreve que Noach passou por uma enorme vergonha e desonra.

Mas desta passagem da Torá surge uma grande pergunta: se Noach logo que saiu da arca plantou um vinhedo, como pode ser que ele imediatamente conseguiu beber vinho produzido a partir destas uvas? Apesar do plantio das uvas e a fabricação do vinho levar anos, segundo a descrição da Torá tudo aconteceu em poucas horas. Como o processo pode ter sido tão rápido?

Responde o Maguid MiDuvno que logo após o fim do dilúvio, D'us lembrou-se de Noach e quis dar ao mundo uma medida adicional de bondade e misericórdia. Noach deveria ter assumido a liderança na reconstrução do mundo devastado e na recriação de uma nova geração que daria continuidade à humanidade. Contando que Noach estava guiado apenas pelas motivações mais nobres, D'us deu a ele uma Brachá especial: a primeira coisa que ele fizesse ao sair da arca teria muito sucesso e prosperaria de uma maneira sobrenatural.

Infelizmente, ao invés de Noach ter pensamentos elevados, ao invés de investir em algo que pudesse favorecer toda a humanidade, ele pensou apenas em si mesmo e plantou um vinhedo. A palavra de D'us se cumpriu e a grande Brachá dada por Ele foi aplicada ao vinhedo. Noach não teve que esperar anos para ter proveito das uvas, ele pôde colhê-las no mesmo dia em que havia plantado as sementes e transformá-las em vinho.

Portanto, o maior erro de Noach não foi ter perdido o controle e ter se embebedado. O principal erro foi ter perdido o potencial da Brachá que ele havia recebido de D'us. Ao invés de utilizá-la em prol da humanidade, em algo que ajudaria na reconstrução do mundo, Noach preferiu utilizar a Brachá de D'us para um motivo egoísta, que terminou em vergonha e degradação. A própria linguagem utilizada pela Torá nos mostra a queda espiritual de Noach. O versículo no qual Noach plantou o vinhedo começa com as seguintes palavras: "Vayachel Noach" (Bereshit 9:20). Estas palavras podem ser traduzidas como "E começou Noach", mas Rashi comenta que "Vayachel" também significa "E se degradou". A consequência de utilizar a Brachá de D'us para motivos egoístas foi a degradação de Noach.

Já quando a Torá se refere a Avraham, assim está escrito: "E plantou Avraham uma "Eshel" em Beer Sheva, e proclamou o nome de Hashem, D'us do universo" (Bereshit 21:33). O Talmud (Sotá 10a) discute qual o significado da palavra "Eshel". De acordo com uma opinião, Avraham plantou um pomar para que os viajantes que passassem por ali tivessem comida à vontade, enquanto a outra opinião afirma que Avraham construiu uma hospedaria para que os viajantes pudessem descansar. Rashi explica que a palavra "Eshel" é um acróstico de "Achilá, Shtiá e Levaiá" (Comida, bebida e companhia), os três serviços básicos que um anfitrião deve oferecer aos seus convidados. Isto demonstra a enorme diferença espiritual entre Noach e Avraham Avinu. Enquanto Noach plantou um vinhedo para seu próprio prazer, sem pensar nos outros, desperdiçando a Brachá especial de D'us, Avraham se preocupou em fazer atos que beneficiavam as outras pessoas.

Este ensinamento da Parashá é muito importante para nossas vidas, para nos conscientizar que muitas vezes fazemos o mesmo erro de Noach. Ao invés de utilizarmos nossas energias e nossa capacidade para fazer o bem ao próximo, na maioria das vezes utilizamos nosso potencial de maneira egoísta. Aprendemos de Avraham que quando pensamos nos outros, acabamos ajudando também a nós mesmos, mas quando pensamos apenas em nós mesmos, como Noach, somos nós os maiores prejudicados.

"Pois isto é o ser humano: não para si mesmo ele foi criado, e sim para ajudar ao próximo, com toda a força que encontrar" (Rav Chaim Vologzniner)

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

SHMINI ATSERET, SIMCHÁ TORÁ E PARASHÁ BERESHIT 5774

BS”D
SHMINI ATSERET, SIMCHÁ TORÁ E PARASHÁ BERESHIT 5774 (27 de setembro de 2013)

“Antônio era um homem muito simples, e vivia em uma pequena cidade do interior cujo único acesso era uma estradinha de terra. Por isso, os habitantes daquela cidade muito raramente saiam de lá. Antônio nunca tinha ido para a cidade grande, nunca havia visto um edifício, não conhecia energia elétrica e nem ruas asfaltadas. Certa vez seu primo José, que morava na capital, o convidou para passar as férias em sua casa. Antônio ficou deslumbrado com toda aquela tecnologia, não sabia nem para onde olhar.

Mas Antônio ficou realmente sem palavras quando José o levou para um supermercado. Acostumado com a pequena mercearia da cidade onde morava, que não tinha mais do que 20 itens, ele percorria deslumbrado os corredores, observando a enorme quantidade diferentes de produtos e comidas. Até que ele viu uma lata onde estava escrito “café instantâneo”. José explicou que era só derramar um pouco do conteúdo daquela lata na água quente e imediatamente um delicioso café ficava pronto. Antônio ficou maravilhado. Para ele preparar um café significava colher os grãos, separar a sujeira, moer, jogar água fervendo e coar. Agora era só abrir uma lata e pronto! Também descobriu que existia leite em pó e até mesmo purê de batatas em pó. Bastava jogar um pouco de água quente e estava tudo pronto. Mas o auge do espanto de Antônio foi quando ele pegou na mão um pote de plástico e deu um grito. Quando José correu para ver qual era o problema, percebeu que Antônio segurava nas mãos um pote onde estava escrito: ‘talco em pó para bebês’. Balançando a cabeça, ele repetia:

- Não pode ser, não pode ser! Olha só o que são os avanços tecnológicos! Ter um bebê era algo tão trabalhoso. Eram 9 meses de ansiedade, de enjoos, de dificuldades. E agora, é só jogar água quente e pronto...”

A tecnologia avançou muito nos últimos séculos, principalmente depois da Revolução Industrial. Com um pouco de água quente podemos te comidas e bebidas preparadas instantaneamente. Mas para fazer um homem de verdade é preciso muito mais do que água quente. É preciso muito esforço e dedicação para que possamos construir um verdadeiro Mentch (ser humano de valores).

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Nesta 4ª feira de noite (25/09) começa a festa de Shmini Atseret. Apesar de vir logo em seguida de Sucót, é uma festa independente, com um grande significado espiritual. Durante os sete dias de Sucót, um total de 70 Korbanót (sacrifícios) eram oferecidos no Beit Hamikdash (Templo), para cada um dos 70 povos do mundo. Então vem a festa de Shmini Atseret, que literalmente significa “O oitavo, o dia da parada”, como se D’us estivesse nos pedindo, depois de uma festa aberta a todos os povos, para ficarmos com Ele mais um dia, mas desta vez em particular.

E junto com Shmini Atseret (fora de Israel, no dia seguinte) nossos sábios fixaram a festa de Simchá Torá, o dia em que terminamos o ciclo anual da leitura da Torá, com a leitura da última Parashá, Vezót Habrachá, que traz as Brachót (Bençãos) que Moshé deu para cada uma das tribos de Israel. E neste dia de tanta alegria para o povo judeu imediatamente recomeçamos a leitura da Torá, lendo um pequeno trecho do primeiro livro, Bereshit, para mostrar nosso amor pela Torá e a nossa vontade de recomeçar o ciclo de leitura semanal.

No Shabat lemos a primeira Parashá da Torá, Bereshit, que começa com a criação do mundo e do primeiro ser humano, Adam Harishon (Adão). Adam teve dois filhos, Cain e Hevel (Abel), e os dois resolveram oferecer Korbanót para D’us. O Korban de Hevel foi aceito, mas o Korban de Cain não, pois Hevel ofereceu a D’us o melhor do que tinha, enquanto Cain ofereceu apenas restos. Dominado pela inveja, Cain cometeu um crime hediondo e assassinou seu próprio irmão. Como castigo, D’us decretou que Cain vagaria pela Terra por toda a vida e nunca teria uma moradia fixa.

Quando a Torá nos ensina que D’us castigou alguém por uma transgressão cometida, não é como uma pessoa que, em um acesso de fúria, castiga por vingança. Um dos princípios da Torá é que qualquer punição Divina é aplicada sob medida, para despertar a pessoa e também como uma forma de conserto do erro cometido. Se a pessoa aceita as condições do castigo, com o tempo ela consegue consertar seu erro. Foi por isso que D’us decretou que Cain deveria viver em um exílio constante, para que o assassinato de Hevel tivesse um conserto.

Porém, vemos através do comportamento de Cain que ele decidiu não aceitar o castigo imposto por D’us. Imediatamente após ter recebido o decreto de exílio constante, a Torá nos descreve a atitude de Cain: “E (Cain) construiu uma cidade” (Bereshit 4:17). Explica o Ramban (Nachmânides) que esta não foi a única cidade que Cain construiu. Ao contrário, ele constantemente tentava construir cidades, mas elas imediatamente colapsavam por causa da maldição que ele havia recebido de D’us. Porém, ao invés de aprender com o colapso de suas cidades e aceitar o decreto Divino, Cain continuou desafiando D’us e tentou, em vão, construir cidades durante toda sua vida.

Esta característica negativa de Cain, de se rebelar contra os decretos Divinos e fugir do conserto dos seus erros, se propagou também para os seus descendentes. Quando Adam Harishon transgrediu, ele recebeu a maldição de que com o suor do seu rosto ele conseguiria seu sustento. Através do árduo trabalho da terra Adam e seus descendentes conseguiriam consertar o erro cometido. Porém, a Torá nos descreve que os descendentes de Cain preferiram evitar o trabalho da terra e buscaram outras formas de conseguir o seu sustento, como está escrito: “E Adá deu à luz Yaval, e ele foi o primeiro dos que moram em tendas e criam gado. E o nome do seu irmão era Yuval, e ele foi o primeiro a tocar lira e harpa. E Tsilá também deu à luz Tuval-Cain, que afiou todos os instrumentos de cobre e ferro” (Bereshit 4:20-22).

Apesar destes versículos aparentemente não acrescentarem nenhuma informação importante, na verdade eles são a chave para entender o desenvolvimento das primeiras gerações da humanidade. Quando Yuval escolheu ser um pastor de ovelhas, ele estava fugindo da determinação de D’us de que o ser humano deveria trabalhar a terra. Yuval foi o primeiro que desenvolveu a arte da música, demonstrando o quanto a humanidade tentou escapar, através das distrações e entretenimento, do peso e da dor que era trabalhar a terra. E finalmente Tuval Cain foi o primeiro a desenvolver armas, o que possibilitou ao ser humano conseguir seu sustento dominando os outros, outra maneira de fugir da maldição de trabalhar a terra.

Portanto, percebemos claramente que o início do desenvolvimento da humanidade foi marcado pelo desejo de evitar cumprir a vontade Divina, fugindo do árduo trabalho da terra, atividade que consertaria o erro de Adam, e optando por estilos de vida mais fáceis. Os avanços, ao invés de ajudarem o ser humano a consertar seus erros, fizeram com que ele caísse ainda mais. A consequência de a humanidade ter se desenvolvido ignorando a vontade de D’us foi que em poucas gerações os valores morais estavam tão corrompidos que D’us precisou mandou sobre o mundo o Grande Dilúvio.

O único que não fugiu do decreto de D’us foi Noach (Noé), como está escrito no final da Parashá: “Ele (Lamech) teve um filho, e chamou seu nome de Noach, dizendo: ‘este nos trará descanso do nosso trabalho e do esforço das nossas mãos, da terra que D’us amaldiçoou’” (Bereshit 5:29). Rashi, comentarista da Torá, explica que Noach inventou diversas ferramentas agrícolas que facilitaram o trabalho da terra e aumentaram muito a produtividade. Noach foi o primeiro que não tentou fugir da maldição que D’us mandou para Adam, ao contrário, ele encarou as dificuldades e aceitou sobre si o trabalho da terra. Ao contrário do resto da humanidade, a vida de Noach foi dedicada a cumprir a vontade de D’us e, por isso, ele não foi atingido pela degradação moral da sociedade em que vivia. Isto explica por que Noach foi o único que encontrou graça aos olhos de D’us e sua vida foi poupada no Dilúvio.

Explica o Rav Yehonasan Guefen que há uma lição muito importante para nossas vidas que aprendemos deste ensinamento da Torá. Os primeiros passos do desenvolvimento da civilização humana foram baseados no desejo de evitar cumprir a vontade Divina. Podemos olhar para as primeiras gerações da humanidade e criticá-los por este grande erro, mas a verdade é que infelizmente isto também se aplica à nossa geração. Nossos dias são marcados pelos imensos avanços tecnológicos em várias áreas: saúde, comunicação, automação residencial, transporte, entre outras, que trazem muitos benefícios diretos e indiretos para nossas vidas. Porém, usamos estes avanços para nos aproximar de D’us ou para fugir das nossas responsabilidades? Por exemplo, o celular foi criado para que as pessoas pudessem se comunicar melhor, em qualquer lugar e a qualquer momento. Mas como utilizamos o celular? Deixamos ligado durante o cinema ou o teatro, irritando as outras pessoas. Falamos alto no meio da rua, revelando detalhes de nossas vidas para quem quiser escutar. Destruímos a nossa privacidade ao não desligar nossos “smartphones” nem mesmo para dormir. Nos conectamos ao Whatsapp e ao Skype enquanto nos desconectamos das nossas famílias. Se pararmos para refletir, os danos que o celular causa para nossas vidas, por causa do mau uso, certamente superam os benefícios que ele traz. Isto não quer dizer que não podemos utilizar os benefícios da tecnologia, mas precisamos estar sempre atentos para que a tecnologia novamente não nos afaste da vontade de D’us, como aconteceu com as primeiras gerações.

Portanto, a Parashá Bereshit é muito mais do que uma descrição da história da humanidade e sua evolução. A Parashá nos ajuda a entender como D’us se comunica conosco e como Ele ajuda, mesmo através de castigos, a humanidade a consertar os erros cometidos. Os ensinamentos, apesar de terem sido transmitidos há mais de 3.300 anos, continuam sendo muito atuais. Os avanços tecnológicos podem nos fornecer cafés instantâneos, “smartphones” e satélites. Mas a única coisa que pode fazer com que as pessoas se tornem seres humanos melhores é a vontade de fazer o que é certo, apesar das dificuldades que surgem no caminho.

CHAG SAMEACH e SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - SUCÓT 5774

BS"D

O SABOR DO GAN ÉDEN - SUCÓT 5774 (20 de setembro de 2013)


"Em uma noite terrivelmente fria, Yossef partiu em uma longa viagem para visitar seu rabino. O vento cortante e gelado castigava até mesmo os seus ossos. Quando sentia que já não suportaria mais o frio por muito tempo, Yossef viu uma carroça chegando e se sentiu aliviado. Fez um sinal e, para sua alegria, o cocheiro atendeu, parando o veículo e oferecendo gentilmente uma carona a Yossef.

O condutor era um mercador de bebidas, e Yossef se acomodou entre os vários barris que enchiam a carroça. Mas mesmo após algum tempo de viagem, continuava sentindo muito frio. Yossef imaginou que a única maneira de realmente se aquecer seria bebendo alguma bebida bem forte. O mercador concordou que ele se servisse de um copo de vodca, e logo após beber Yossef já se sentia muito melhor e aquecido. Quando Yossef finalmente chegou à casa de seu rabino e contou o que havia acontecido, o rabino abriu um grande sorriso e falou:

- Querido Yossef, D'us nos manda incríveis lições o tempo inteiro, mesmo nas coisas mais cotidianas que acontecem. Todos sabem que as bebidas fortes ajudam a nos aquecer. Mas você percebeu que, apesar de estar sentado ao lado de centenas de litros de vodca, seu corpo não esquentou nada? Apenas quando de fato você tomou um pouco da bebida foi que ela o aqueceu.

- Assim também ocorre com a nossa espiritualidade - concluiu o rabino. Podemos estar ao lado de muita espiritualidade e mesmo assim não absorver absolutamente nada. Apenas quando aprendermos a vivenciar as experiências espirituais é que vamos sentir o efeito verdadeiro delas dentro de nós"

Sucót é uma festa com um enorme potencial de espiritualidade. Mas para podermos sentir todo este potencial, precisamos aprender a vivenciá-la. Através das Mitzvót da Sucá e dos Arba Minim (4 espécies) podemos sentir um pouco do maior prazer que existe: a conexão verdadeira com D'us.

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Acabamos de passar pelas rezas de Rosh Hashaná, nas quais fizemos de D'us o nosso Rei, e pelo dia de Yom Kipur, no qual nos arrependemos de todos os erros que cometemos durante o ano e imploramos pelo perdão de D'us. Logo depois disso vem a festa de Sucót, que começa nesta 4a feira de noite (18 de setembro). Ela é representada principalmente pelas Mitzvót dos Arba Minim (4 espécies) e da Sucá, a moradia temporária na qual habitamos durante os 7 dias da festa. Mas a festa de Sucót não parece uma festa com muita espiritualidade. Depois deste ápice de santidade que atingimos após Rosh Hashaná e Yom Kipur, não deveríamos esperar uma festa um pouco mais espiritual? O que Sucót tem de tão especial para ser comemorada nesta época tão sagrada?

Em relação à Mitzvá dos Arba Minim, há uma explicação muito interessante sobre sua importância. Diz o Midrash (parte da Torá Oral) que parte importante da Mitzvá dos Arba Minim é segurá-los juntos, no momento de fazer a Brachá e também durante os "Naanuim", quando balançamos os Arba Minim em todas as direções. Por que precisamos juntar os Arba Minim? Para mostrar nosso desejo de que o povo judeu seja um só, independente do nível de comprometimento de cada um com o judaísmo. O Etróg, um fruto cítrico, tem cheiro e gosto, representando os judeus que têm conhecimento de Torá e praticam bons atos. O Lulav, a folha de uma palmeira, não tem cheiro mas tem gosto, representando os judeu que, apesar de terem conhecimento de Torá, não praticam bons atos. O Hadás, ramos de murta, tem cheiro mas não tem gosto, representando os judeus que, apesar de praticarem bons atos, não tem conhecimento de Torá. E finalmente a Aravá, ramos de salgueiro, que não tem cheiro nem gosto, representa os judeus que não têm estudo de Torá e nem se envolvem em boas ações.

Porém, se nos aprofundamos nas Mitzvót dos Arba Minim e da Sucá, percebemos que elas despertam muitas dúvidas. Por exemplo, o Midrash ensina que o Lulav tem gosto mas não tem cheiro. Porém, o que usamos para cumprir a Mitzvá são as folhas, que não tem nenhum gosto. O que tem gosto são as tâmaras produzidas pela palmeira, não a folha. Então por que o Lulav representa os judeus que tem conhecimento de Torá, se ele também não tem gosto?

Além disso, de acordo com a Halachá (Lei judaica), devemos iniciar a construção da nossa Sucá imediatamente após o final de Yom Kipur, para sair do cumprimento de uma Mitzvá e imediatamente começar o cumprimento de outra Mitzvá. Mas por que a Halachá fala especificamente da construção da Sucá, e não nos ordena cumprir imediatamente outras Mitzvót, como Tzedaká ou estudo da Torá?

E finalmente, quando o Talmud (Sucá 11b) se aprofunda em alguns dos detalhes da Sucá, aprende parte das leis do seguinte versículo: "E um vapor subia da terra e regava toda a face da terra" (Bereshit 2:6). Mas este versículo não fala nada sobre a Sucá, na verdade está descrevendo o Gan Éden (Jardim do Éden). Qual a relação entre a Sucá e o Gan Éden?

Responde o Rav Yochanan Zweig que quando Adam Harishon (Adão) foi criado, ele estava em um nível espiritual muito elevado, completamente conectado com D'us. Porém, após o seu erro de comer o fruto proibido, ele caiu espiritualmente e foi expulso do Gan Éden. Todos os seus descendentes já nasceram em um nível espiritual muito mais baixo. Mais de dois mil anos depois, quando o povo judeu recebeu a Torá no Monte Sinai, em Shavuót, eles alcançaram o mesmo nível que Adam tinha antes do seu pecado no Gan Éden, transcendendo até mesmo a morte. Porém, após cometerem o erro do Bezerro de Ouro, 40 dias depois, eles novamente caíram espiritualmente, voltando ao nível de Adam após a expulsão do Gan Éden. Em Yom Kipur, quando os judeus receberam o perdão pelo erro do Bezerro de Ouro, eles deveriam ter ido diretamente para a Terra de Israel, para construir o Beit Hamikdash (Templo Sagrado), pois assim novamente atingiriam um elevado nível espiritual, se conectando a D'us de uma maneira muito mais intensa. Porém, ao invés de irem para a Israel, eles cometeram o erro dos espiões e choraram por falta de Emuná (fé), o que resultou na morte de toda aquela geração e a perda daquela oportunidade única.

De acordo com o judaísmo, o que ocorre na história volta, de maneira cíclica, ano após ano. Portanto, Sucót representa uma grande oportunidade espiritual. Depois de sermos perdoados por D'us em Yom Kipur, podemos entrar imediatamente no Gan Éden, isto é, na nossa Sucá. Esta é uma das razões pela qual nós enfeitamos a Sucá de forma que se pareça com um jardim. Os Arba Minim também são espécies agrícolas para que sejam um lembrete constante do potencial de conexão que temos com D'us, no mesmo nível que Adam tinha quando estava no Gan Éden.

É por isso que a Halachá nos ensina a imediatamente depois de Yom Kipur já começarmos a nos ocupar especificamente com a Mitzvá de construir a Sucá e não outras Mitzvót, pois assim demonstramos para D'us o nosso desejo de atingir este elevado nível de proximidade com Ele, isto é, a vontade de estar junto com Ele no Gan Éden.

E finalmente, por que dizemos que o Lulav tem gosto, se a folha não tem gosto? A resposta está em um dos versículos da Torá que descreve o Gan Éden: "E disse D'us: 'Produza a terra relva – erva que dá semente, árvore de fruto que dá fruto de sua espécie, cuja semente esteja nele sobre a terra" (Bereshit 1:11). Explica Rashi, comentarista da Torá, que da linguagem "árvore de fruta" aprendemos que no Gan Éden a casca das árvores frutíferas deveriam ter o mesmo gosto do próprio fruto. Por isso, quando pegamos a folha da palmeira para representar o gosto das tâmaras, estamos revivendo a realidade do Gan Éden, demonstrando que durante Sucót nós queremos recriar a nossa máxima conexão com D'us.

Sucót pode parecer uma festa simples, sem muita importância, mas na verdade é uma festa com muita espiritualidade. Se focarmos apenas nas dificuldades e no desconforto de sair de casa e habitar na Sucá, então Sucót torna-se um grande peso. Mas se focarmos na espiritualidade destes dias, Sucót revela-se como uma oportunidade única. A Mitzvá da Sucá é uma das poucas Mitzvót que podemos cumprir com todo nosso corpo. Entrar na Sucá é como entrar em um novo mundo. E a Mitzvá dos Arba Minim nos lembra da importância da união do povo judeu. Somente quando estivermos todos juntos, um se preocupando com o outro, um tentando ajudar o outro, poderemos meritar a Redenção Final, a vinda do Mashiach e a volta dos dias de espiritualidade do Gan Éden. Portanto, Sucót é a oportunidade que temos de, mesmo neste mundo, sentir um pouquinho do gosto do Gan Éden.

CHAG SAMEACH e SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

MENSAGEM YOM KIPUR 5774

 

                                                                                                                                                                                   BS"D
 
MENSAGEM DE YOM KIPUR 5774
 
Quando pensamos em Yom Kipur, a primeira coisa que nos veem à cabeça é aquele enorme Machzor. Parece que o dia não passa, as rezas não terminam e a fome começa a apertar cada vez mais. Mas Yom Kipur é um dia muito especial, uma oportunidade de, apesar de todos os nossos erros que cometemos, começar o novo ano com nossa alma completamente limpa e purificada. Se nos arrependemos de maneira sincera, decidindo não voltar a cometer novamente os mesmo erros, e confessamos para D’us nossas transgressões, elas podem ser transformadas em méritos. Em Rosh Hashaná não mencionamos nossos erros pois é um dia de julgamento, mas Yom Kipur é um dia de misericórdia, uma das maiores demonstrações do amor de D'us pelo povo judeu, então podemos abrir nossos corações e implorar para D’us o perdão pelas nossas transgressões.
 
Em nossos incontáveis erros, pecamos contra D'us e contra o próximo. Apesar da enorme força de expiação dos pecados que existe em Yom Kipur, ela somente funciona para limpar os erros que cometemos contra D'us. Mas os erros que cometemos contra o próximo não são perdoados por D'us até que sejamos perdoados pela pessoa com quem erramos. Por isso é necessário apaziguar a quem ofendemos ou contra quem transgredimos, através de um sincero pedido de perdão.
 
Portanto, gostaria de aproveitar a oportunidade para pedir perdão a qualquer um de vocês, leitores do “Shabat Shalom M@il”, por qualquer atitude minha que possa ter ofendido ou magoado, ou por ter causado qualquer tipo de decepção, como não ter correspondido às expectativas. Tanto os erros intencionais quanto os não intencionais, tanto os erros que eu me lembro quanto aqueles que eu já me esqueci, de todos eles eu me arrependo profundamente e espero que vocês me perdoem. Erramos por causa da falta de tempo, do stress diário, dos nossos “cálculos” do que é o correto, e sempre temos na ponta da língua centenas de justificativas para os nossos maus atos. Mas Yom Kipur é o momento de assumir nossos erros sem procurar desculpas. Eu sei que errei e peço sinceramente perdão. Se alguém tiver alguma mágoa, por favor me escreva para que eu possa pedir perdão pessoalmente.
 
Existe uma incrível fórmula para sermos perdoados em Yom Kipur: “Todo aquele que passa por cima da sua honra e perdoa a alguém que lhe fez mal, D'us passa por cima de todas as suas transgressões e o perdoa”. Portanto, eu perdoo de todo o coração a qualquer um que possa ter feito algum mal para mim, intencionalmente ou não intencionalmente.
 
Que possamos ter um ano bom, com saúde, crescimento espiritual, paz e respeito ao semelhante. Que possamos aprender a conviver com as diferenças do próximo, com muita harmonia e compreensão.
 
Rav Efraim Birbojm

SHABAT SHALOM M@IL - YOM KIPUR 5774


BS”D

CORAGEM PARA ASSUMIR NOSSOS ERROS - YOM KIPUR 5774 (13 de setembro de 2013)

“Yom Kipur estava chegando e Fernando, com um enorme remorso por seus terríveis erros cometidos durante o ano, entrou na sala do seu rabino para perguntar o que poderia fazer para se arrepender por suas transgressões de maneira sincera e verdadeira. Mas como tinha muita vergonha de assumir que ele mesmo era o transgressor daqueles erros terríveis, ele mentiu para o rabino e disse:

- Rabino, eu tenho um amigo que cometeu transgressões terríveis e quer consertar seus atos. Mas ele está tão constrangido e envergonhado que não teve coragem de vir pessoalmente falar com você. Por isso ele me pediu para que eu viesse em seu lugar e pedisse seus conselhos.

Então ele começou a descrever todas as terríveis transgressões que havia feito, com uma satisfação silenciosa de poder consertar seus erros sem precisar assumi-los. Mas o rabino, que era muito sábio e experiente, logo percebeu as intenções de Fernando e quis ensinar-lhe uma lição. Com um sorriso no rosto, ele disse:

- Fernando, antes de tudo, diga para o seu amigo que ele é um grande tolo. Ele não precisava ter mandado você no lugar dele. Ele poderia ter vindo pessoalmente e, para não se sentir envergonhado, bastaria ter dito que um amigo o havia enviado para falar comigo...”

“Podemos fugir das nossas responsabilidades. Mas não podemos fugir das consequências por termos fugido das nossas responsabilidades” (Lord Stamp)

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Neste ano o dia mais sagrado do calendário judaico, Yom Kipur, o “Dia do Perdão”, coincide com o Shabat. No dia de Yom Kipur nos desconectamos do nosso lado físico para podermos nos conectar com força total ao nosso lado espiritual. A partir do por do sol de sexta-feira até a saída das estrelas do sábado de noite não podemos comer nem beber, não nos banhamos nem passamos óleos ou cremes no corpo, não usamos sapatos de couro e estamos proibidos de ter relações maritais.

Porém, não apenas Yom Kipur é um dia especial de conexão espiritual. Os dias entre Rosh Hashaná e Yom Kipur são chamados de “Asseret Yemei Teshuvá” (os 10 dias de Teshuvá). A Teshuvá é o retorno aos caminhos corretos, a volta à nossa espiritualidade. Todo aquele que errou pode se arrepender e decidir não voltar mais a errar. Explica o Rambam (Maimônides), nas “Leis de Teshuvá” do seu livro “Mishnê Torá”, que apesar de podermos nos arrepender durante todo o ano por nossas transgressões, nestes dias a nossa Teshuvá é mais efetiva e recebe uma ajuda especial dos Céus.

Mas observando com cuidado estas “Leis de Teshuvá” do Rambam, há algo que nos chama a atenção. No quinto capítulo ele começa a descrever o livre arbítrio que foi dado ao ser humano, como está escrito: “A possibilidade foi dada nas mãos de cada ser humano. Se ele quiser se inclinar para o lado bom e ser um Tzadik (Justo), a possibilidade está em suas mãos. E se ele quiser se inclinar para o lado mal e ser um Rashá (malvado), a possibilidade está em suas mãos”. Isto desperta duas perguntas. Em primeiro lugar, qual a conexão entre o livre arbítrio e a Teshuvá? E em segundo lugar, o livre arbítrio é a base do nosso relacionamento com o Criador do mundo. Sem o livre arbítrio, isto é, a possibilidade de escolher o bem ao invés do mal, não poderia haver um sistema de castigo e recompensa. Então, se é um conceito tão importante e fundamental, por que o Rambam esperou até as “Leis de Teshuvá” para falar sobre o livre arbítrio, e não mencionou nada na primeira parte, chamada “Yesodei HaTorá” (Os Fundamentos da Torá)?

Há também algo nas “Leis de Teshuvá” que se choca com um dos conceitos mais aceitos pela psicologia moderna. Existe hoje uma forte crença de que a maioria dos nossos comportamentos negativos são apenas sintomas de problemas maiores que estão embutidos na nossa psique. Portanto, muitos psicólogos buscam nas experiências passadas dos pacientes as causas que geraram um mau comportamento ou atitudes inadequadas. Por exemplo, uma pessoa que está sempre caluniando e desprezando os outros pode ser um indicativo de baixa autoestima, enquanto uma personalidade abusiva pode se manifestar em uma pessoa que foi abusada no passado.

Porém, ao observarmos as “Leis de Teshuvá” do Rambam, parece que ele ignora completamente este conceito. O Rambam se alonga em 10 capítulos para descrever como deve ser a Teshuvá completa. Por exemplo, ele descreve que a pessoa que cometeu erros deve abandonar seus maus atos, sentir remorso e arrependimento, expressar verbalmente suas transgressões (Vidui) e se comprometer a não voltar a cometer os mesmos erros. Porém, as motivações e experiências passadas do transgressor, que podem ser os verdadeiros motivadores dos seus erros, não são mencionadas. Será que o Rambam discorda da psicologia moderna? Por que a raiz dos nossos erros não é levada em consideração nas “Leis de Teshuvá”?

Explica o Rav Yochanan Zweig que a resposta está em uma interessante passagem do Talmud (Torá Oral). O Talmud (Yoma 22b) questiona por que Shaul Hamelech (Rei Shaul), que cometeu apenas uma transgressão, foi punido com um decreto de Morte Celestial, além de a monarquia ter sido retirada para sempre de sua família, enquanto David HaMelech (Rei David), que cometeu duas transgressões, apesar de ter sido castigado por seus erros, permaneceu com a monarquia em sua família e não recebeu um decreto de Morte Celestial? A pergunta fica ainda mais difícil quando observamos quais foram os erros que cada um deles cometeu. David errou no caso de Bat Sheva e também errou ao ter contado o povo judeu de forma direta, algo que é explicitamente proibido e que causou a morte de 70 mil judeus. Estes dois erros parecem ser muito mais pesados do que o erro de Shaul HaMelech, que recebeu o comando de D’us de exterminar o povo de Amalek e destruir todos os seus pertences, mas teve misericórdia do rei Agag e poupou sua vida, além de deixar vivo o gado de Amalek, um ato aparentemente bem mais leve, uma simples omissão. Então por que David foi tratado de maneira preferencial, se seus erros parecem ter sido muito mais graves?

A resposta esta na diferença de comportamento entre Shaul HaMelech e David HaMelech depois dos erros cometidos. Quando o profeta Natan repreendeu David após o seu erro com Bat Sheva, ele respondeu: “Eu pequei contra D’us” (Shmuel II 12:13). Shaul também, quando repreendido pelo profeta Shmuel, confessou: “Eu pequei, pois transgredi as palavras de D’us” (Shmuel I 15:24). Aparentemente não há nenhuma diferença entre o arrependimento dos dois. O problema está na continuação das palavras de Shaul HaMelech: “Pois eu temi o povo e cedi às suas reivindicações”. Enquanto David simplesmente assumiu que pecou, Shaul tentou encontrar desculpas que justificassem seu erro, atribuindo-o à pressão feita pelo povo. Ao tentar buscar uma desculpa, Shaul estava tirando de si a responsabilidade pelo seu erro. Pelo fato do elemento mais importante da Teshuvá ser a aceitação da responsabilidade completa pelos nossos erros, ao invés de ficar buscando em quem colocar a culpa, o arrependimento de David HaMelech foi aceito como uma Teshuvá completa, enquanto o arrependimento de Shaul foi incompleto.

Este é o grande problema de tentar conectar nossos maus comportamentos atuais com experiências passadas, pois normalmente nos leva a tirar de nós a responsabilidade pelos nossos erros. Quando estamos fazendo Teshuvá pelas transgressões cometidas, a Torá quer que mantenhamos o nosso foco apenas nos nossos atos atuais, pois devemos aceitar a responsabilidade completa por nossas transgressões. Qualquer tentativa de identificar os nossos erros como meras manifestações de experiências passadas é, na realidade, uma tentativa de diminuir a nossa culpa.

É por isso que o Rambam deixou o assunto de livre arbítrio para ser tratado apenas nas “Leis de Teshuvá”, pois é a habilidade de escolher o certo ao invés do errado que nos torna completamente responsáveis pelos nossos atos. Traços de caráter e experiências passadas podem aumentar o nosso desafio, mas não afeta nossa habilidade de fazer as escolhas corretas. Podemos ter certas propensões e inclinações naturais, mas isto não tira nosso livre arbítrio. Por isso ninguém pode atribuir seus erros às suas dificuldades passadas e traumas, pois, em última instância, a pessoa tem a força e o discernimento de fazer a escolha correta.

Portanto, o judaísmo não discorda do conceito utilizado na psicologia. A análise psicológica da pessoa com problemas e dificuldades pode ajudar a definir os desafios enfrentados por ela e a melhor forma de encaminhá-la. Mas se for usada para tirar da pessoa a responsabilidade por seus atos, então se torna algo muito negativo e fará com que esta característica ruim se enraíze cada vez mais, pois ao invés de se esforçar para mudar, a pessoa buscará sempre desculpas para justificar seus maus atos.

Toda cura vem de D’us, tanto física quanto espiritual. Nos Asseret Iemei Teshuvá, e em especial no dia de Yom Kipur, D’us nos ajuda a retirarmos todos os obstáculos e barreiras que nos dificultam fazer o que é correto. Mas antes temos que fazer a nossa parte. Certamente o principal caminho para que Hashem retire todas as dificuldades é assumirmos, sem buscar desculpas, as nossas próprias culpas.

GMAR CHATIMÁ TOVÁ

SHABAT SHALOM e TSOM KAL

Rav Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

MENSAGEM ROSH HASHANÁ 5774

BS"D
 
MENSAGEM DE ROSH HASHANÁ 5774

 Parece incrível, mas em poucos dias mais um ano terminará. Já estamos começando os preparativos para Rosh Hashaná, na expectativa do que este novo ciclo nos trará. A verdade é que nunca imaginamos as enormes novidades e mudanças que nos esperam. Como aconteceu neste ano que passou, um ano cheio de mudanças, um ano de muito suor, de muita dedicação e, apesar de muitas dificuldades, um ano com muitas boas novidades. Em especial, o ano do nascimento de uma nova Kehilá em São Paulo, o Netivot HaTorá, da qual faço parte desde a sua fundação espiritual. Uma Kehilá que nasce comprometida em transmitir os incríveis conhecimentos da Torá, de uma maneira alegre e vibrante, para todos aqueles que têm interesses de aprender. Uma Kehilá de portas abertas a todos os que tiverem vontade de vir estudar, rezar e estar em um ambiente positivo e aconchegante.

Gostaria de mais uma vez agradecer a todos os leitores do email de Shabat, não de uma maneira geral, mas a cada um em particular, por mais um ano em que estivemos juntos semanalmente. Espero poder ter participado de muitas Seudót de Shabat, de muitas conversas familiares e de muitos papos de escritório. Espero ter contribuído para que cada um tenha dedicado alguns momentos semanais para a reflexão. Agradeço muito as perguntas, os comentários e principalmente as sugestões de melhorias que são enviadas. E agradeço pelos constantes pedidos para acrescentar nomes na lista dos que recebem o email. Quanto maior fica a lista, mais alegria me traz poder continuar divulgando os incríveis ensinamentos da Torá. A sabedoria é a única coisa que, quanto mais dividimos com os outros, mais ela aumenta, e por isso eu me alegro em poder dar a minha contribuição, apesar de ser apenas uma pequena gota em um enorme oceano de sabedoria.

Agradeço a D’us pela força, mesmo quando o cansaço às vezes parece querer vencer, no ritual semanal de quinta-feira de noite, que começa tarde da noite e não tem hora para terminar. E agradeço especialmente à minha família, pelo apoio incondicional e constante a este projeto que eu já me dedico há mais de 10 anos.

Aproveito a oportunidade para pedir perdão a qualquer um que possa ter se ofendido, por qualquer mensagem que eu tenha enviado ou por qualquer atitude que eu tenha tomado. Como ensinam os nossos sábios, “Não há pessoa no mundo que faz o bem e não comete transgressões”. Certamente não tive intenção de magoar ou ofender ninguém, mas muitas vezes, com a melhor das intenções, acabamos errando e magoando. Portanto, se alguém tiver alguma mágoa ou reclamação, por favor me avise para que eu possa pedir desculpas pessoalmente.

Que possamos aproveitar estes últimos dias do ano para aumentar nossos méritos, tentando crescer um pouco mais em Torá e Mitzvót, para que sejamos todos inscritos no Livro da Vida, com muita saúde, sustento, alegrias, paz e espiritualidade. Que neste ano de 5774 possamos continuar nos encontrando, semanalmente, neste maravilhoso mundo dos conhecimentos da Torá.

Com um enorme agradecimento e carinho,

Rav Efraim Birbojm

SHABAT SHALOM M@IL - ROSH HASHANÁ 5774


BS”D

FICANDO PRÓXIMO DO PAI - ROSH HASHANÁ 5774 (30 de agosto de 2013)

“No jardim de uma pequena casa havia algumas cadeiras de lona, nas quais as pessoas da família se sentavam para descansar e respirar o ar fresco do verão. Mas logo aquelas cadeiras começaram a ter um novo uso. A família havia crescido tanto que chegou um momento em que não cabiam mais todos os filhos na pequena mesa de jantar, gerando uma grande discussão. O pai, tentando acalmar os ânimos, falou:

- Meus queridos, a nossa mesa de jantar é pequena e não há lugar para todos. Eu gostaria de pedir que alguns de vocês pegassem seus pratos e sentassem nas cadeiras lá de fora. Quem estiver disposto a fazer isto receberá como recompensa uma porção dupla de comida.

Ao escutar que receberiam o dobro de comida, todos os filhos levantaram-se rapidamente da mesa e se dispuseram a comer lá fora. Apenas um dos filhos permaneceu sentado. Quando o pai questionou se ele não havia se interessado na proposta de receber o dobro de comida, ele respondeu:

- Eu não vou abrir mão de sentar ao lado do meu pai por nenhuma porção a mais de comida. Quando eu estou ao seu lado, posso observar seus movimentos e aprender com você, para ser como você quando eu crescer. Mas se eu sair para comer lá fora, o que eu vou ver? Um monte de vacas e cabras vagando pelo pasto. É isto que vai me ensinar a ser uma pessoa melhor?”

Algumas vezes aceitamos um pouco mais de prazeres do mundo material para se afastar de D’us, o nosso Pai. Em Rosh Hashaná, mesmo que estivemos afastados de D’us durante o ano inteiro, nos focamos em voltar para casa, voltar ao que é correto, novamente ter D’us e Seus ensinamentos como nosso modelo de vida e de conduta.

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Na próxima quarta feira de noite (04 de setembro) é Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento. É um dia especial, no qual estaremos começando as fundações de um novo ano, com novas perspectivas de vida. Mas Rosh Hashaná desperta alguns questionamentos. Em primeiro lugar, que intenções precisamos ter nas Tefilót (rezas) de Rosh Hashaná? O que precisamos pedir para o novo ano? Mais dinheiro? Sucesso no trabalho? Saúde?

Além disso, desde o começo do mês de Elul, o último mês do ano, iniciamos a preparação para o Dia do Julgamento. Durante 30 dias acrescentamos nas rezas da manhã e da noite o Salmo “Ledavid” (Salmo 27). Como este Salmo nos ajuda na preparação para Rosh Hashaná?

E finalmente, no dia de Rosh Hashaná, após a leitura da Torá, lemos na Haftará um trecho do Livro dos Profetas que conta a história de Chana, a mãe do profeta Shmuel. Por que nossos sábios escolheram ler justamente este trecho em Rosh Hashaná?

Nos ensina o Talmud (Rosh Hashaná 18a) que “em Rosh Hashaná todas as criaturas do mundo passam diante de D’us como “Bnei Maron”. O que significa a expressão “Bnei Maron”? O próprio Talmud traz três diferentes opiniões. De acordo com a primeira opinião, são as ovelhas que, quando contadas, passam por uma abertura estreita, uma de cada vez. De acordo com a segunda opinião, é um local com um caminho muito estreito e um precipício dos dois lados, por onde passa somente uma pessoa de cada vez. E de acordo com a terceira opinião, são os soldados do Rei David, que saíam em fila para a guerra, um de cada vez.

É interessante perceber que, na realidade, as três opiniões expressam a mesma ideia: no dia de Rosh Hashaná, a humanidade não é julgada toda de uma vez, como uma grande massa. Cada ser humano passa sozinho diante do Criador no momento do seu julgamento. Mas o que isto significa? Sabemos que D’us poderia nos julgar todos de uma vez, pois para Ele nada é impossível. Qual a mensagem que D’us quer nos transmitir ao nos ensinar que o julgamento de cada ser humano é individual?

Existem vários ensinamentos diferentes que podemos aprender desta afirmação do Talmud. Em primeiro lugar, caso o julgamento fosse coletivo, poderíamos pensar que nem tudo é verificado, talvez alguns detalhes passam batido. Mas pelo fato de sermos julgados sozinhos, nos sentimos mais responsáveis por nossos atos, sabemos que nenhum pequeno detalhe passará despercebido. Nem mesmo os pensamentos e as intenções do coração são ignorados por D’us no momento do nosso julgamento de Rosh Hashaná.

Há outro aspecto desta realidade de sermos julgados sozinhos e não em conjunto. Quando olhamos para trás e refletimos sobre os nossos erros, na maioria das vezes colocamos a culpa nos outros. Sempre foi o outro quem começou o problema, sempre o outro foi intransigente. Mas no momento do julgamento de Rosh Hashaná estamos sozinhos diante de D’us, não há mais ninguém conosco e, portanto, não há em quem colocar a culpa. Rosh Hashaná é o momento em que devemos assumir, de maneira madura, nossos erros e defeitos, ao invés de buscar sempre a culpa nos outros.

Além disso, D’us também quer nos lembrar que em Rosh Hashaná comemoramos a criação do primeiro ser humano, Adam Harishon. Mas por que D’us o criou sozinho, não criou diretamente uma família completa? Muitos dos erros que cometemos são porque achamos que não somos nada. Em um mundo com bilhões de pessoas, qual a nossa importância individual? Por isso D’us criou Adam sozinho, e nos julga em Rosh Hashaná sozinhos, para ressaltar a importância de cada ser humano, como se cada um fosse um mundo por si só. Isto nos dá autoestima, nos dá a certeza de que D’us se importa, de maneira direta, com cada um de nós.

Por que lemos em Rosh Hashaná a história de Chana? A explicação mais simples é que ela foi lembrada por D’us em Rosh Hashaná e, após 19 anos casada, ela finalmente teve um filho, que se tornou um dos maiores profetas do povo judeu. Mas há uma explicação mais profunda, que conecta a história de Chana com uma característica muito importante para que nossas Tefilót possam ser escutadas por D’us.

Se Chana já estava casada há 19 anos, certamente ela já havia rezado muitas vezes. Por que D’us não havia escutado suas preces e súplicas até aquele momento? A resposta está na conversa que ela teve com o marido antes de ir fazer Tefilá no Mishkan (Templo). O marido de Chana viu que ela estava triste e questionou o motivo. Ela explicou que estava triste pois não tinha filhos. Ele então a consolou: “Eu não sou melhor para você do que 10 filhos?” (Shmuel 1:8). Aquela frase do marido foi um grande choque para Chana. Durante 19 anos ela pensou que seu marido estava rezando junto com ela e pedindo por filhos, mas agora tinha ficado claro para ela que seu marido não se importava que ela não tinha filhos. Naquele dia foi a primeira vez em que Chana rezou com a certeza de que estava completamente sozinha, havia apenas ela e D’us. E sua Tefilá foi tão profunda, criou uma conexão espiritual tão forte, que seus lábios se moviam mas sua voz não saia. Assim também devem ser nossas Tefilót, em especial em Rosh Hashaná. Devemos saber que tudo depende apenas de D’us, nossas vidas e todos os detalhes de tudo o que vai acontecer dependem apenas Dele. A cura não depende do médico, o sucesso não depende do chefe, tudo está no controle do Criador do Universo.

Se tivéssemos um encontro com D’us e Ele nos concedesse um único pedido, o que pediríamos? Alguns pediriam dinheiro, outros pediriam fama, os mais gulosos pediriam um suprimento eterno de comida e doces. David Hamelech, no Salmo “LeDavid”, nos ensina que ele pedia algo completamente diferente: “Uma vez eu pedi para D’us apenas um pedido: que eu possa sentar na Casa de D’us todos os dias da minha vida” (Salmo 27:4). Mas David Hamelech não precisava de mais nada? Certamente que precisava, como qualquer ser humano. Mas ele sabia que quando pedimos para estarmos perto de D’us, todo o resto está incluído.

Esta é a essência de Rosh Hashaná. Durante o ano não nos comportamos bem. Com a correria do nosso dia a dia, acabamos nos esquecendo de D’us. Seguimos as nossas vontades, mesmo sabendo que não estamos fazendo o que é correto. Rosh Hashaná é a hora de se arrepender e pedir para voltar para casa. Através do julgamento, D’us demonstra que Ele se importa conosco. Ele quer nos dar um ano de Brachót (Bençãos), Ele quer nos dar um ano de saúde e sucesso. Mas Ele nos pergunta: “Para que você está pedindo mais um ano de vida? Para estar próximo de Mim, sentado Comigo na Minha mesa, ou para passar um ano comendo lá fora, apenas para ganhar um pouco mais de prazeres materiais?”.

Que possamos nos preparar bem para o nosso julgamento, e que D’us possa nos escrever no Livro da Vida e das Brachót, para termos um ano com muita saúde, com bom sustento, com apenas boas notícias, e que finalmente seja o ano da Gueulá (Redenção Final), na qual nos reuniremos novamente, com todos os nossos parentes e amigos, no nosso Beit Hamikdash reconstruído.

SHETIKATEV VETECHATEM BESSEFER CHAIM TOVIM (Que sejamos inscritos e selados no Livro da Vida)

SHABAT SHALOM e SHANÁ TOVÁ

Rav Efraim Birbojm

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