quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BÔ 5772

BS"D

DESPERTADOR ESPIRITUAL - PARASHÁ BÔ 5772 (27 de janeiro de 2012)

Em uma época em que o anti-semitismo havia voltado à tona com toda sua força, um judeu teve uma discussão sobre questões financeiras com um vizinho não-judeu e, como não entravam em um acordo, o caso terminou nos tribunais, para ser julgado por um juiz não-judeu.

Alguns dias antes do julgamento, o judeu mandou ao juiz um presente caro. O juiz mandou imediatamente chamá-lo e deu-lhe uma enorme bronca:

- Escute aqui, meu senhor. Não está escrito na sua Torá que é proibido subornar um juiz? É um mandamento que tem lógica, pois o coração do juiz penderá para o lado daquele que lhe deu o suborno e, portanto, o julgamento não será honesto. Como você ousa tentar me subornar?

O judeu, sem perder a calma, respondeu:

- Vou explicar ao senhor a lógica deste mandamento da Torá. Se o senhor fosse judeu e diante de você estivessem o Reuven e o Shimon, dois judeus, aos seus olhos os dois estariam equilibrados. Seu coração não penderia naturalmente para nenhum deles e o julgamento seria completamente justo. Neste caso, se o Reuven te mandasse um presente, assim ele estaria desviando o julgamento para o lado dele, aumentando suas chances de vencer a disputa e, portanto, sendo desonesto.

- Mas neste caso – continuou o judeu – em um país tão anti-semita como o nosso, quando chega diante de um juiz não-judeu dois litigantes, sendo um deles judeu e o outro não-judeu, o julgamento já não começa equilibrado, pois o juiz já pende, desde o início, contra o judeu. E foi justamente para equilibrar a balança e merecer um julgamento honesto e justo que eu mandei um presente para você...

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Na Parashá desta semana, Bô, D'us mandou as três últimas pragas sobre o Egito: Gafanhotos, Escuridão e Morte dos primogênitos. Os egípcios foram duramente atingidos pelas dez pragas, como castigo por todos os sofrimentos que haviam causado aos judeus durantes os duros anos de escravidão. O Faraó, em especial, sofreu muito por causa de sua obstinação de não deixar os judeus saírem.

Mas, ao observarmos os versículos que descrevem o comportamento do Faraó diante dos sofrimentos causados pelas pragas, vemos que até a sexta praga, bolhas, ele realmente não se curvou e não permitiu, por livre e espontânea vontade, a saída do povo judeu, merecendo todos os castigos que recebeu. Mas a partir da sexta praga está escrito "D'us endureceu o coração do Faraó" (Shemot 9:12), isto é, aparentemente o Faraó não teve mais livre arbítrio a partir deste momento. Então por que ele foi castigo? Onde está a justiça?

Explica o Rav Yossef Dov Soloveitchik, mas conhecido como Beit Halevi, que a vontade verdadeira do Faraó era não deixar o povo judeu sair. Mas a partir do momento em que os sofrimentos causados pelas pragas tornaram-se insuportáveis, ele quis agir contra a sua vontade verdadeira ao permitir a saída do povo judeu. Se o povo judeu saísse naquele momento, o Faraó não teria nenhum mérito, pois estava "fora de si", sob intensa dor, não nas condições normais. Portanto o termo "endureceu o coração" não significa que D'us tirou o livre arbítrio do Faraó, ao contrário, significa que Ele deu ao Faraó novamente a possibilidade da escolha, como se fosse uma anestesia para tirar dele o medo e a dor dos castigos. Como no caso do juiz e o judeu, o endurecimento do coração era para reequilibrar suas escolhas, permitindo ao Faraó mostrar quem era ele de verdade, sem estar pendendo para nenhum lado.

Mas a pergunta continua. Explica o Rabeinu Iona, em seu livro Shaarei Teshuvá (Os portões do arrependimento) que D'us, em Sua infinita misericórdia, aceita a Teshuvá (retorno aos caminhos corretos) de uma pessoa mesmo se for motivada pelos sofrimentos pelos quais ela está passando na vida. Portanto, de acordo com este conceito, por que D'us não permitiu que o Faraó deixasse o povo judeu sair quando ele estava imerso em sofrimentos? Por que não foi considerado que ele se arrependeu dos seus erros por causa de toda a dor que estava sentindo quando ele quis libertar o povo judeu?

Para responder esta pergunta, antes precisamos entender por que D'us, que é tão bondoso, nos manda sofrimentos. Como um pai que ama seu filho acima de tudo, D'us nos manda sofrimentos quando transgredimos. Não por raiva, mas por amor, como uma forma de nos despertar e nos fazer voltar aos caminhos corretos. O ideal seria um mundo sem sofrimentos, isto é, a pessoa estar sempre atenta aos seus erros para corrigi-los automaticamente, sem a necessidade de um "despertador" externo. Mas como não fazemos isto, ao contrário, vivemos "anestesiados", sem refletir e questionar nossos atos, D'us precisa nos despertar. É por isso que Ele aceita a Teshuvá de uma pessoa que despertou apenas por causa dos sofrimentos que passou, pois este é justamente o propósito dos sofrimentos que Ele enviou para a pessoa.

Mas explica o Beit Halevi que a Teshuvá motivada pelos sofrimentos, apesar de realmente funcionar, é condicional. Ela somente é aceita por D'us se os sofrimentos fazem a pessoa despertar da anestesia. O que significa despertar? Entender que estava errando, se arrepender sinceramente e decidir não voltar a cometer o mesmo erro. Mas se a pessoa apenas mudou por estar cansada dos sofrimentos, porém internamente não se arrependeu, a Teshuvá não é aceita. Qual é a prova que a pessoa realmente fez uma Teshuvá sincera? O seu comportamento depois que os sofrimentos terminam. Se a pessoa fez uma Teshuvá sincera, seu comportamento deve continuar adequado mesmo depois do fim dos sofrimentos. Mas se foi apenas algo externo, sem um arrependimento verdadeiro, assim que os sofrimentos desaparecem a pessoa volta aos maus caminhos.

A Teshuvá do Faraó por causa dos sofrimentos, em um primeiro momento, pareceu sincera. Mas o que ocorreu imediatamente após D'us retirar os sofrimentos? Ele voltou a pecar, demonstrando que esta era a sua verdadeira vontade. Não apenas uma vez, mas várias vezes ele mostrou-se arrependido, mas voltou a pecar assim que os sofrimentos sumiram, demonstrando que nunca havia se arrependido sinceramente.

Os sofrimentos se assemelham a uma prensa onde é produzido azeite. Nesta prensa são colocadas azeitonas e, após o processo, sai o azeite pronto. A prensa não acrescenta azeite às azeitonas, ela apenas tira o azeite que já existia dentro delas. Assim também é a Teshuvá verdadeira e sincera, os sofrimentos somente ajudam a retirar de dentro da pessoa a vontade de fazer o que é correto que já existia.

Infelizmente reclamamos muito das dificuldades e sofrimentos. Realmente eles são difíceis e amargos, mas nos ajudam a "ajustar as velas" para andarmos sempre nos caminhos corretos.  Portanto, quando passamos por sofrimentos, o comportamento correto é, ao invés de reclamar de D'us, verificar os nossos próprios atos e procurar onde estamos errando. Somente assim poderemos um dia chegar à perfeição.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAERÁ 5772

BS"D


SENTINDO A DOR DO PRÓXIMO - PARASHÁ VAERÁ 5772 (20 de janeiro de 2012)



"O Rav Elazar Man Shach zt"l, que faleceu há poucos anos, foi o Rosh Yeshivá (líder espiritual) da Yeshivá de Ponovich. Além de se destacar como um grande estudioso de Torá, ele se sobressaiu muito na característica de se preocupar e sentir o sofrimento do próximo.



Certa vez vieram lhe contar sobre um viúvo que estava tão deprimido que havia perdido completamente a vontade de viver. O Rav Shach, apesar de ser uma pessoa extremamente ocupada, resolveu fazer-lhe uma visita. Tentaram convencê-lo a não ir, argumentando que seria perda de tempo, pois muitos já haviam tentado reanimar aquele senhor, mas sem sucesso. Mesmo assim o Rav Shach decidiu ir.



O Rav Shach bateu na porta, mas ninguém respondeu. Ele então percebeu que a porta estava aberta e entrou. Encontrou o homem sentado no sofá da sala, completamente imóvel. Sentou-se ao lado dele e deu-lhe um caloroso abraço.



- Eu sei a dor pela qual você está passando - disse o Rav Shach, com uma voz doce - Eu também sou viúvo. Meu mundo também é escuro e eu não sinto mais alegria.



O homem levantou seus olhos pela primeira vez em meses. Finalmente alguém o entendia!



- Sexta-feira eu vou preparar "Cholent" e vou mandar para você - continuou gentilmente o Rav Shach - No Shabat eu virei aqui novamente e comeremos juntos.



- Não - protestou o senhor viúvo - eu não posso causar ao Rav tanto trabalho!



- Bom, depois pensamos nisso. De qualquer maneira, amanhã eu voltarei aqui. Precisamos passar mais tempo juntos" (História real, retirada do livro "Major Impact!", de autoria de Dovid Kaplan)



O Rav Shach conseguiu dar ao homem o que mais ninguém conseguiu: esperança. Pois o Rav Shach conseguiu mostrar que havia mais alguém que entendia a dor pela qual aquele viúvo estava passando. Esta é uma das maiores bondades que podemos fazer com alguém que está sofrendo.



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Na Parashá desta semana, Vaerá, após a recusa do Faraó em libertar o povo judeu, D'us começou a castigar os egípcios com as 10 pragas, que destruíram completamente o maior império da época. A infra-estrutura do país foi devastada e D'us demonstrou Seu controle sobre toda a natureza. Mas uma das coisas mais impressionantes foi o comportamento de descaso do Faraó diante da destruição de sua nação.



Um exemplo deste comportamento pode ser visto após Moshé e Aaron terem iniciado a primeira praga, convertendo todas as águas do Egito em sangue e deixando os egípcios completamente desesperados por um simples copo de água. Apesar do milagre aberto, o Faraó não se impressionou, pois seus magos e feiticeiros também conseguiram, através de magia negra, repetir o milagre, como está dito: "E os magos do Egito fizeram o mesmo com seus encantamentos, e o coração do Faraó endureceu, e ele não os escutou... E o Faraó virou-se e voltou para sua casa, e não prestou atenção a isso também" (Shemot 7:22,23).



Mas prestando atenção nestes versículos, percebemos que há uma aparente repetição. Se o primeiro versículo já deixou claro que o Faraó não se importou com a praga realizada por Moshé e Aaron, para que foi necessário dizer que ele voltou para casa e não prestou atenção?



Explica o Rav Naftali Tzvi Berlin zt"l, mais conhecido com Netziv, que o primeiro versículo realmente descreve que o Faraó não viu a força de D'us na praga do sangue. Mas não é esta a idéia que a Torá está ensinando no segundo versículo. A linguagem "e não prestou atenção a isso" nos ensina que o Faraó também não se importou com o sofrimento do seu povo, ele simplesmente voltou para sua casa, sem tentar procurar alguma maneira de aliviar a dor deles. Porém, este comportamento do Faraó não se repetiu nas outras pragas. Por que somente na praga do sangue a Torá ressalta a indiferença do Faraó em relação aos sofrimentos do seu povo?



Há um interessante Midrash (parte da Torá Oral) que nos ajuda a encontrar a resposta. O Midrash diz que, apesar das pragas terem prejudicado todos os egípcios, o malvado Faraó não foi atingido pela primeira praga. D'us poupou o Faraó do sofrimento da praga do sangue, como uma forma de reconhecimento por ele ter alimentado Moshé Rabeinu em sua casa por tantos anos. Mas nas outras pragas o Faraó também foi duramente atingido e sofreu as consequências de sua obstinação.



Portanto este Midrash nos ensina uma lição muito importante: justamente na praga do sangue, na qual o Faraó não sofreu na própria pele, ele demonstrou sua indiferença com os sofrimentos do seu povo. Justamente por ter ficado imune ao sofrimento, ele não se importou que sua nação inteira estava sofrendo. Simplesmente voltou para sua casa, para sua comodidade, sem se importar com o problema dos outros. Já nas outras pragas a indiferença não foi ressaltada apenas porque o Faraó também estava sofrendo junto com seu povo.



Qual é o oposto do comportamento egocêntrico do Faraó? Moshé Rabeinu. Ele cresceu na casa do Faraó, separado do resto do povo, e não foi afetado pelos terríveis sofrimentos da escravidão. Apesar disso, ele saiu para ver o sofrimento dos seus irmãos. Ele carregou, junto com o resto dos judeus, a carga pesada dos sofrimentos deles. Por exemplo, com astúcia ele conseguiu convencer o Faraó a dar um dia de descanso por semana para o povo judeu, argumentando que isto aumentaria a produção e seria bom para o Egito.  



Na Parashá passada, Shemot, há um versículo interessante que demonstra a grandeza espiritual de Moshé. Após ele ter sido salvo por Batia, filha do Faraó, está escrito: "E o garoto cresceu e foi trazido para a filha do Faraó..." (Shemot 2:10). O próximo versículo diz novamente "E foi, naqueles dias, e cresceu Moshé, e saiu para seus irmãos, e viu seu sofrimento..." (Shemot 2:11). Por que a Torá escreve duas vezes que Moshé cresceu? Explicam os nossos sábios que o primeiro versículo descreve o crescimento físico, enquanto o segundo versículo se refere ao crescimento espiritual de Moshé, associado justamente ao momento em ele saiu para ver o sofrimento dos seus irmãos.



Por que a Torá associa a característica de se importar com os outros com crescimento e grandeza? Explica o Rav Shimon Shkop zt"l que "grande" é aquele que expande sua definição de "eu" para incluir outros. Ele deixa de ser um simples indivíduo e se torna parte de um todo. Portanto, ele se torna uma pessoa "maior". O Faraó, ao contrário, é descrito pelo Talmud (Moed Katan 18a) como uma pessoa pequena. Os comentaristas explicam que esta descrição não se refere a aspectos físicos e sim a aspectos espirituais, isto é, o Faraó era uma pessoa espiritualmente muito baixa. Talvez uma das características que o tornaram tão baixo é justamente o descaso e a apatia diante do sofrimento dos outros. Por pensar apenas em si mesmo, ele não expandiu o seu "eu", permanecendo uma pessoa "pequena".  



Olhando de fora, é fácil criticar o Faraó e dizer que queremos ser como Moshé. Mas na verdade é extremamente difícil ser solidário com a dor do próximo quando não estamos imersos na mesma dor ou sofrimento. Muitas vezes alguém necessitado nos pede algum tipo de ajuda que não está ao nosso alcance. O que dizemos para a pessoa? "Sinto muito". Mas será que sentimos mesmo? Dói um pouco em nós o sofrimento dos outros? Quando escutamos que um soldado israelense morreu em combate, sentimos um pouco da dor da família, independente do resultado da guerra? Quando escutamos que houve um atentado terrorista em Israel, sentimos o sofrimento dos familiares das vítimas ou apenas mudamos o canal e continuamos nossas vidas como se nada tivesse acontecido?



Qual é a solução para nos importarmos de verdade com o sofrimento dos outros? Explica Rashi, famoso comentarista da Torá, que quando Moshé saiu para ver o sofrimento dos seus irmãos, ele "focou seus olhos e coração para sentir a dor por eles". Primeiro Moshé olhou para o rosto deles, para ver a dor pela qual eles estavam passando. Depois ele internalizou este sentimento, focou seu coração para sentir a mesma dor que eles estavam sentindo.



E de Moshé aprendemos que não é suficiente apenas sentir a dor dos que estão sofrendo. Sem se importar com os riscos que corria, ignorando sua elevada posição no palácio do Faraó, Moshé fez de tudo para aliviar o peso da escravidão dos judeus. O ápice foi quando ele viu um judeu apanhando e, sem temer as consequências, matou um egípcio para salvá-lo. Da mesma maneira, temos que tentar ajudar, da maneira que pudermos, aqueles que estão passando por dificuldades e sofrimentos. Por exemplo, se escutamos de alguém que perdeu o emprego, mesmo se não temos condições de dar-lhe diretamente um emprego, devemos pensar em possíveis contatos que possam ajudá-lo a encontrar um novo trabalho.



Os grandes líderes do povo judeu que se destacaram em cada geração somente se tornaram grandes por terem aprendido a se importar com os outros. Abriram mão de suas vidas particulares para se dedicarem ao povo judeu como um todo. Esta é a forma de nos assemelharmos a Moshé, deixando de lado o nosso egoísmo e focando nossos olhos e corações para sentir a dor dos outros e ajudá-los como pudermos. Assim deixaremos de ser pequenos como o Faraó e nos tornaremos pessoas grandes de verdade.



SHABAT SHALOM



R' Efraim Birbojm



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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHEMOT 5772

BS"D



DESPERTANDO UM GIGANTE – PARASHÁ SHEMOT 5772 (13 de janeiro de 2012)



O Rav Naftali Tzvi Berlin, mais conhecido como Netziv, viveu há cerca de 150 anos e foi o Rosh Yeshivá (líder espiritual) da Yeshivá de Vologin, na Lituânia. Não apenas foi o maior estudioso de Torá de sua geração, mas também um prolífico escritor, compilando dezenas de livros durante sua vida, entre eles comentários da Torá e do Talmud (Torá Oral). Como o Netziv chegou a ser o maior de sua geração? Ele era muito constante no estudo, aproveitava cada segundo para conhecer um pouco mais da Torá ou entender algum assunto de maneira mais profunda e completa.



Mas nem sempre foi assim. Quando ele era criança, não gostava de estudar. Apesar dos esforços do pai, ele não levava os estudos de Torá a sério. Um dia ele estava brincando em casa quando escutou seu pai chorando. Seu pai estava conversando com sua mãe na cozinha e não percebeu que o Netziv podia escutar tudo. Ao escutar que a conversa era sobre ele, ficou curioso e chegou mais perto para prestar atenção. Escutou o pai, chorando muito, dizendo:



- Eu já tentei de tudo para fazer com que nosso filho se interessasse pelos estudos de Torá. Até já ofereci para ele prêmios, mas foi tudo em vão. Não sei mais o que fazer. Acho que devemos desistir dele ser um grande estudioso.



O Netziv percebeu que, enquanto o pai falava, lágrimas corriam em seu rosto. Ele ficou profundamente tocado com a dor e as lágrimas do seu pai. Quando o pai terminou de falar, o Netziv correu até ele e prometeu que, daquele dia em diante, se esforçaria para se tornar um bom estudante. E realmente cumpriu suas palavras. Em pouco tempo se tornou o melhor aluno de sua sala e nunca mais parou de crescer, até tornar-se o maior de sua geração.



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Nesta semana começamos o segundo livro da Torá, Shemot, também conhecido como "Sefer Galut VeHagueulá" (O livro do exílio e da redenção), pois começa descrevendo todo o sofrimento da escravidão do povo judeu no Egito e sua posterior salvação.



E a Parashá desta semana, Shemot, descreve o nascimento e o crescimento, tanto físico quanto espiritual, do homem escolhido por D'us para ser o salvador do povo judeu, Moshé Rabeinu. E assim a Torá descreve seu nascimento: "Um homem da Casa de Levi foi e casou-se com uma filha de Levi. A mulher engravidou e deu a luz" (Shemot 2:1,2). Mas se a Torá estava falando de Amram e Yocheved, por que não mencionou explicitamente o nome dos pais de Moshé?



A mesma pergunta surge ao observarmos o início da Meguilat Ruth, livro que conta a história de Ruth, uma mulher Tzadeket (Justa) do povo de Moav que decidiu se converter ao judaísmo. Assim começa o livro: "E foi nos dias em que julgavam os Juízes, e houve uma fome na terra. E um homem saiu de Beit Lechem, em Yehudá, para morar nos campos de Moav..." (Ruth 1:1). Poderíamos pensar que o nome do homem não era importante e por isso não foi mencionado, mas assim começa o próximo versículo: "O nome do homem era Elimelech..." (Ruth 1:2). Por que o primeiro versículo já não disse que foi Elimelech quem saiu de Beit Lechem? E qual a conexão da história de Ruth com a Parashá desta semana?



Explica o Rav Pessach Krohn que é uma grande desgraça quando uma pessoa conhece seu potencial e não o aproveita. Mas é uma desgraça ainda maior quando a pessoa nem mesmo conhece seu potencial. Quantas pessoas poderiam ter mudado o mundo mas se acomodaram, achando que nada podiam fazer? Quantos gigantes passaram a vida adormecidos, sem imaginar seu verdadeiro potencial? Por que tantos não percebem seu verdadeiro valor?



Quando conhecemos alguém espiritualmente elevado, qual o primeiro pensamento que vem em nossas cabeças? "Nunca poderei ser como ele, pois ele veio de uma família elevada, eu não". Nos limitamos, achando que apenas alguns poucos "pré-escolhidos" podem chegar a níveis muito elevados. Assim nem tentamos nos esforçar para atingir um nível maior na vida.



A fórmula para não cairmos neste equívoco está ensinada na Parashá da semana e na Meguilat Ruth. De Amram e Yocheved saiu Moshé, o salvador do povo judeu, o maior de todos os tempos. Elimelech foi o sogro de Ruth, a chave que abriu as portas para sua conversão. O bisneto de Ruth foi o David Hamelech (Rei David) e, portanto, dela virá também o Mashiach, que reinará sobre todo o mundo com sua grandeza. Poderíamos pensar que Moshé somente chegou a ser Moshé Rabeinu pois era filho de Amram e Yocheved, respectivamente o líder de sua geração e uma grande Tzadeket (Justa) cujo temor a D'us estava acima de tudo. Poderíamos pensar que a descendência de David Hamelech e do Mashiach somente poderia começar com alguém do nível de Elimelech, o líder de sua geração. Por isso os versículos escrevem apenas que "um homem saiu", sem mencionar os nomes, para nos ensinar que, apesar de realmente serem descendentes de pessoa muito elevadas, os níveis espirituais de Moshé Rabeinu, David Hamelech e do Mashiach somente podem ser alcançados através de um grande e constante esforço.



Durante a Parashá é possível ver a dificuldade do trabalho espiritual de Moshé para chegar a ser o líder do povo judeu. Mesmo morando no palácio real, cercado de riquezas e mordomias, ele não esqueceu o sofrimento dos seus irmãos e abandonou tudo para ajudá-los. Além disso, Moshé aceitou o papel de salvador do povo, mesmo que isto significava desafiar o faraó, o homem mais poderoso do planeta, colocando sua própria vida em risco. Nenhum crescimento veio sem esforço, sem auto-sacrifício.



Portanto, achar que existem pessoas grandes apenas porque nasceram em "berço especial" é um grande erro. As pessoas que chegaram a níveis elevados trabalharam e se esforçaram muito para isso. Apesar de D'us ser o único responsável por todo sucesso, eles fizeram sua parte. Foi necessária muita dedicação, constância e perseverança para chegar aonde chegaram. Gigantes espirituais, como o Netziv e muitos outros, apesar de terem vindo de boas famílias, se não tivessem se esforçado, não teriam se tornado os líderes de suas gerações.



O Netziv, ao contar a história de sua vida, sempre acrescentava uma importante idéia. O que teria acontecido se ele não tivesse escutado seu pai chorando e não tivesse se sensibilizado? Por causa da excelente educação que teve em casa, certamente teria sido um judeu honesto, temente a D'us. Teria seu negócio, estudaria um pouco de Torá no final do dia, cumpriria as Mitzvót de maneira adequada. Mas quando chegasse ao seu Julgamento Celestial e lhe perguntassem onde estavam todos os livros que ele deveria ter escrito, o que ele responderia? Se dissesse que não tinha potencial para isto, eles lhe mostrariam todos os livros que ele efetivamente escreveu e diriam que potencial ele tinha, apenas tinha deixado de aproveitá-lo.



Quando achamos que os grandes líderes do povo judeu somente chegaram a um elevado nível por causa de suas famílias, acabamos utilizando isto como desculpa para não nos esforçarmos. Quando pensamos que apenas os outros podem ser elevados, desistimos mesmo sem tentar. Infelizmente não é um argumento que utilizamos para enganar aos outros, e sim a nós mesmos.



Nem todos chegarão a ser o líder de sua geração, mesmo com esforço, pois nem todos têm este papel no mundo. Mas não sabemos os planos de D'us, não sabemos até onde vai a nossa verdadeira contribuição, por isso temos que fazer a nossa parte e nos esforçar. Todos têm um potencial gigantesco, um trabalho individual que apenas cada um de nós pode cumprir no mundo. Ao invés de procurar desculpas, precisamos despertar o gigante adormecido que está dentro de nós. Somente assim poderemos mudar o mundo de verdade.



SHABAT SHALOM



R' Efraim Birbojm



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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYECHI 5772

BS"D



NÃO PERCA A CABEÇA - PARASHÁ VAYECHI 5772 (06 de janeiro de 2012)



"O Rav Moshe Cordovero foi um dos cabalistas mais notáveis de todos os tempos. Passou a maior parte da sua vida na cidade sagrada de Tzfat, o lar da Cabalá. Escreveu obras incríveis, com comentários sobre a parte oculta da Torá. Um dos seus maiores alunos, o Arizal, que também se tornou um grande cabalista, viu no dia do enterro do Rav Moshe Cordovero uma coluna de fogo que subia do túmulo e ia até o céu. Perguntou, entre a multidão que acompanhava o enterro, se mais alguém estava vendo algo incomum. Um rapaz jovem, de aproximadamente quinze anos, se aproximou e disse que também conseguia enxergar uma coluna de fogo que ia até o céu. O Arizal entendeu que aquele rapaz tinha um enorme potencial e estava em um alto nível espiritual. Por isso, se interessou em adotar o rapaz e ensiná-lo Torá.



No dia seguinte, o rapaz se apresentou logo cedo na casa do Arizal, animado para iniciar os estudos. Ele estava eufórico com a possibilidade de receber conhecimentos de Torá diretamente do famoso Arizal. Porém o Arizal, através de seu Ruach Hakodesh (percepção espiritual aguçada), descobriu que o rapaz, durante a noite, havia cometido uma gravíssima transgressão. Profundamente decepcionado, o Arizal falou ao rapaz:



- Me desculpe, mas você terá que ir embora, pois você perdeu seu nível espiritual elevado. Infelizmente não poderei mais te ensinar Torá.



E aquele rapaz, apesar de ter um enorme potencial, deixou de receber, para sempre, todo o conhecimento magnífico que o Arizal tinha para transmitir"



Todos os dias temos que nos questionar se estamos cumprindo o nosso potencial ou se, através de atos equivocados, estamos deixando passar grandes possibilidades de crescimento espiritual.



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Nesta semana terminamos o primeiro livro da Torá, Bereshit, com a Parashá Vayechi, que descreve a morte de Yaacov aos 147 anos. Apesar de ter morrido no Egito, Yaacov foi enterrado na Mearat Hamachpelá, em Israel, junto com seus antepassados, conforme havia pedido aos seus filhos. D'us também havia garantido a Yaacov que ele seria enterrado na terra de Israel, como está escrito: "Eu descerei com você ao Egito, e Eu certamente trarei você de volta" (Bereshit 46:4). Mas houve alguém que tentou estragar os planos de D'us: Essav.



Quando Yaacov recebeu a Brachá de primogenitura no lugar de Essav, sua mãe Rivka descobriu que Essav queria matá-lo. Então ela chamou Yaacov e mandou-o fugir, argumentando: "Por que eu deveria me enlutar por vocês dois no mesmo dia?" (Bereshit 27:45). Rashi, famoso comentarista da Torá, explica que estas palavras de Rivka eram proféticas e realmente se cumpriram. Apesar de Yaacov e Essav não terem morrido no mesmo dia, eles foram enterrados no mesmo dia. Como isto aconteceu?



Há um interessante Midrash (parte da Torá Oral) que descreve detalhes do enterro de Yaacov. Yossef e seus irmãos, como haviam se comprometido, viajaram do Egito para Israel levando o caixão de Yaacov, seguido por uma multidão de pessoas que queriam dar a Yaacov as últimas honrarias. Mas quando o cortejo fúnebre chegou à Maarat Hamachpelá, local onde estavam enterrados os outros patriarcas e matriarcas, na porta estava Essav, querendo impedir o enterro, argumentando que era dele o direito de ser enterrado lá por ser o filho primogênito. Os filhos de Yaacov argumentaram que Essav havia vendido sua primogenitura e, portanto, também o direito de ser enterrado na Mearat Hamachpelá, mas Essav exigiu um documento que comprovasse a venda. O documento existia, mas estava no Egito, o que na época significava alguns dias de viagem. Como o impasse não se resolvia através do diálogo, Naftali, um dos filhos de Yaacov, partiu para o Egito em busca do documento. Enquanto isso, o corpo de Yaacov ficou exposto à vergonha, diante de uma multidão que aguardava seu enterro.



Porém, houve alguém que não participou de toda aquela discussão. Dan, um dos filhos de Yaacov, tinha um filho surdo chamado Chushin. E justamente por ser surdo ele não escutou toda a discussão. Quando viu que o enterro demorava mais do que o normal, perguntou o motivo e foi informado de que Essav, o malvado, impedia o enterro com argumentos mentirosos, causando uma grande vergonha para seu avô Yaacov. Sem pensar duas vezes, Chushin pegou um pedaço de madeira e golpeou Essav, que morreu imediatamente. Somente então Yaacov pôde ter um enterro digno.



Mas o Midrash conta um detalhe muito intrigante sobre a morte de Essav. Com o golpe que recebeu de Chushin, sua cabeça rolou até a Mearat Hamachpelá e lá foi enterrada, enquanto seu corpo foi enterrado do lado de fora. O que significa esta informação adicional do Midrash? Não era suficiente apenas dizer que Essav morreu?



Na verdade o Midrash está dizendo algo mais profundo, e não apenas nos relatando a morte física de Essav. A cabeça representa as nossas decisões racionais, o nosso potencial, enquanto o corpo representa as nossas vontades e desejos. Essav tinha a cabeça de um patriarca, isto é, um gigantesco potencial, como o de Yaacov. Um exemplo foi a maneira perfeita como ele cumpriu a Mitzvá de "Kibud Av Ve Em" (Honrar os pais). Por isso sua cabeça, que representava seu potencial, teve o mérito de ser enterrada na Mearat Hamachpelá, junto com os outros patriarcas. E o que significa que o corpo de Essav foi enterrado fora? Que, apesar de seu gigantesco potencial, ele não conseguiu colocá-lo em prática. Utilizou suas forças e os meios que D'us lhe deu apenas para buscar prazeres materiais. Ele desperdiçou a chance de cumprir sua missão no mundo e elevar a humanidade inteira junto com ele.



O Rav Yaakov Weinberg zt"l traz uma prova da grandeza de Essav nos versículos da Haftará da Parashá Toldot (A Haftará é um trecho do Livro dos Profetas e Escrituras). Assim está escrito: "Não era Essav irmão de Yaacov? - Palavras de D'us - mas Eu amei Yaacov" (Malachi 1:2). O versículo ressalta que D'us tinha duas opções, isto é, Essav era uma opção, porém D'us escolheu Yaacov.



Mas deste versículo ficam algumas perguntas. Por que o profeta Malachi não falou o motivo da escolha de Yaacov? Além disso, na continuação das palavras do profeta, ele faz uma dura crítica aos Cohanim (sacerdotes) que serviam no Templo em sua época, que desprezavam o Serviço Divino. Qual a conexão desta crítica com a escolha de Yaacov ao invés de Essav?



A resposta está no versículo "E comeu, bebeu, se levantou e se foi. E Essav desprezou a primogenitura" (Bereshit 25:34). A característica de Essav que o afastou de D'us foi que ele desprezou o Serviço Divino, desprezou sua espiritualidade, teve preguiça de cumprir seu potencial. E esta foi a bronca que o profeta deu nos Cohanim, que também desprezaram o Serviço Divino. Por isso o profeta juntou os dois assuntos, para nos ensinar que precisamos ter um cuidado especial na forma como fazemos o nosso Serviço a D'us, pois foi justamente o motivo pelo qual D'us rejeitou Essav e escolheu Yaacov. Pois enquanto Essav desprezou sua espiritualidade, Yaacov e seus descendentes demonstraram grande respeito em relação ao Serviço Divino.



É interessante ver um movimento cada vez maior de pessoas procurando pelo estudo da Kabalá. Por que este interesse tão grande pelo misticismo judaico? Por que o lado oculto atrai tanto as pessoas? Por um lado, a busca pelo misticismo é a vontade de conhecer um pouco mais sobre o que nossos olhos não podem enxergar: o mundo espiritual. Por outro lado, este "fogo" pelo místico é uma forma das pessoas se sentirem espiritualizadas sem precisar de esforço. Cria-se uma falsa idéia de que não é necessário cumprir Mitzvót para se conectar com D'us, o importante é apenas assistir algumas aulas de Kabalá e assim já seremos seres espirituais. Infelizmente isto é uma auto-enganação, e vem da nossa preguiça de buscarmos os caminhos corretos. A única forma de crescermos espiritualmente é através do esforço, do cumprimento das Mitzvót, conforme está explícito na Torá.



Atualmente o serviço a D'us é representado principalmente pela Tefilá (reza). Portanto é na nossa Tefilá e no cumprimento das Mitzvót que podemos mostrar para D'us que ainda somos merecedores de sermos escolhidos no lugar de Essav. Mas se fizermos nossa Tefilá sem concentração, tivermos preguiça de acordar cedo para rezar ou chegarmos cansados de noite e não tivermos vontade de rezar, estaremos demonstrando que também estamos desprezando nosso Serviço Divino. Temos um potencial a ser concretizado, e a única forma é através do nosso esforço. Somente assim poderemos ter a certeza de que, no final de nossas vidas, não teremos uma cabeça de Yaacov e um corpo de Essav.



SHABAT SHALOM



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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIGASH 5772

BS"D



CRESCENDO SEMPRE - PARASHÁ VAYIGASH 5772 (30 de dezembro de 2011)



O rio seguia, confiante, seu caminho. Olhou para trás, para toda a sua jornada, orgulhoso por ter vencido todas as dificuldades: as altas montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas e as difíceis curvas através dos povoados.



De repente, o rio viu à sua frente o oceano se aproximando. Era tão vasto, imenso, parecia que entrar nele seria desaparecer para sempre.



Mas o rio entendeu que não havia outra opção. O rio não podia voltar, apenas podia seguir em frente. O rio tomou coragem, se arriscou e foi, confiante, em direção ao oceano.



E foi somente quando o rio entrou no oceano que o medo realmente desapareceu, pois ele entendeu que não se tratava de desaparecer no oceano, mas sim de tornar-se parte do oceano. Por um lado era uma anulação, mas por outro lado era um renascimento.



Assim somos nós. Voltar é impossível na nossa limitada existência neste mundo. Precisamos seguir em frente sempre, arriscar e ter a coragem de tornar-se, um dia, parte do oceano.



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A Parashá desta semana, Vayigash, traz dois dos momentos mais emocionantes da Torá: a revelação de Yossef para seus irmãos e o reencontro de Yossef com seu querido pai, depois de 22 anos de tristeza e luto pela dura separação.



É difícil até mesmo imaginar o tremendo impacto emocional que Yaacov sentiu ao receber a notícia que Yossef, seu filho preferido, que ele acreditava ter sido devorado por um animal feroz, ainda estava vivo. Temendo as consequências de um impacto tão grande, os irmãos de Yossef decidiram enviar uma das netas de Yaacov, Serach, para prepará-lo para a notícia. Ela começou a tocar harpa e a contar, através de uma música, que Yossef ainda estava vivo. Mas aparentemente os esforços não foram suficientes, pois Yaacov não conseguiu assimilar a notícia quando a recebeu, como está dito: "E eles subiram do Egito e vieram para a terra de Knaan, para Yaacov, seu pai. E eles disseram para ele: "Yossef ainda está vivo", e que ele era o governante de toda a terra do Egito. Mas seu coração rejeitou, pois ele não conseguia acreditar neles" (Bereshit 45:25,26).



Destes versículos ficam algumas perguntas. O que significa que Yaacov não acreditou na notícia dada pelos seus filhos? Por acaso eles eram mentirosos, estariam brincando com algo assim tão sério ou não teriam verificado se a informação era realmente verdadeira antes de transmiti-la ao pai? Além disso, no próximo versículo a Torá diz que logo depois Yaacov acreditou que Yossef estava vivo. O que mudou para que ele passasse a acreditar?



Antes de responder estas perguntas precisamos entender, segundo a Torá, qual é a definição de vida. Será que é suficiente uma pessoa estar andando, respirando ou falando para estar viva? A pergunta fica mais difícil ao analisar um versículo de Shlomo Hamelech (Rei Salomão): "Os vivos sabem que vão morrer e os mortos não sabem de nada" (Kohelet 9:5). O que significa este versículo? Não é óbvio que os vivos sabem que vão morrer e que os mortos, que já não estão mais neste mundo, não sabem de nada?


Explicam os nossos sábios que "vivos" são os Tzadikim, pois seus bons atos são eternos e permanecem mesmo depois de suas mortes. O que significa que eles sabem que vão morrer? Eles colocam no coração que a vida é limitada e, portanto, querem aproveitar cada oportunidade para adquirir eternidade. E ao aproveitar as oportunidades, eles crescem em todas as áreas da vida. Já "mortos" são aqueles que vivem sem se importar com o futuro, como se sempre tivessem tempo sobrando e, por isso, não aproveitam as oportunidades da vida, caindo espiritualmente e comprometendo sua eternidade.



Foi neste sentido que Yaacov não acreditou que Yossef estava vivo. Ele não teve nenhuma dúvida de que, fisicamente, Yossef estava vivo, pois seus filhos eram Tzadikim, nunca brincariam com algo assim ou dariam esta notícia sem verificar bem a veracidade. Mas depois de escutar que ele havia passado os últimos 22 anos na terra do Egito, um lugar de promiscuidades e idolatrias, imaginou que ele não havia resistido às más influências e havia se perdido espiritualmente. Ainda havia o agravante de ele ter se tornado o governante do maior império do mundo, completamente cercado pela luxúria e poder, que corrompem o ser humano. Portanto, Yaacov escutou que Yossef estava fisicamente vivo, mas seu coração acreditou que, espiritualmente, ele havia morrido.



O que fez Yaacov mudar de opinião? A resposta está no próximo versículo: "E eles contaram todas as palavras que Yossef disse para eles, e ele viu as carroças que Yossef havia mandado para transportá-lo, então o espírito de seu pai Yaacov reviveu" (Bereshit 45:27). Que palavras foram estas que os irmãos de Yossef contaram para Yaacov?



No dia em que Yossef foi vendido, 22 anos antes, ele havia ido, a pedido do pai, verificar se estava tudo bem com seus irmãos, que estavam no campo pastoreando. Como Yaacov sabia que seria uma missão perigosa para Yossef, já que estava ciente do ódio que os irmãos sentiam por ele, acompanhou-o parte do caminho e foi lhe explicando sobre a importância de acompanhar alguém, em uma despedida, para ajudá-lo a achar o caminho correto e não se perder. Este foi o último ensinamento de Torá que Yaacov transmitiu a Yossef antes dele ser vendido como escravo ao Egito.



Yossef, quando mandou seus irmãos avisarem ao pai que ele estava vivo, sabia que Yaacov pensaria que ele tinha se corrompido após viver tantos anos no Egito. Por isso repetiu para os irmãos os últimos ensinamentos de Torá que havia recebido de seu pai e pediu que eles repetissem a Yaacov estas palavras, para que ele tivesse certeza de que, apesar dos 22 anos no Egito, mesmo sendo tão poderoso, ele não havia esquecido sua espiritualidade e havia se mantido correto e íntegro.



Aprendemos, portanto, que não é suficiente apenas falar, andar e respirar para ser considerado vivo aos olhos de D'us. Vivo é aquele que aproveita seu potencial, que a cada dia cresce um pouco mais, que não se acomoda na vida. Vivo é aquele que, apesar de viver em um mundo material, não deixa de lado sua espiritualidade.



SHABAT SHALOM



R' Efraim Birbojm



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