sexta-feira, 19 de abril de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT ACHAREI MÓT E KEDOSHIM 5773


BS"D

MANCHAS NA ALMA - PARASHIÓT ACHAREI MÓT E KEDOSHIM 5773 (19 de abril de 2013)

"A família Blinder (nome fictício) morava em São Paulo, mas há muito tempo sonhava em viver na Terra de Israel. Porém, o medo da mudança empurrava sempre os planos para depois. Certa vez o Sr. Blinder chegou em casa decidido a tomar alguma atitude. Conversou com a esposa e, juntos, decidiram passar um mês em Israel, para sentir de perto como era a vida lá. Desta forma poderiam tomar a decisão com mais embasamento, evitando futuros arrependimentos. E assim fizeram.

Certa tarde, a família Blinder estava sentada em um banco de uma praça da tranquila Bnei Brak, uma cidade onde a grande maioria dos habitantes cumpre a Torá. Na esquina da praça ficava a agência de um famoso Banco israelense, e do lado de fora havia um caixa eletrônico. O Sr. Blinder conversava tranquilamente com sua esposa quando escutaram gritos vindos do banco. Acostumados com a violência de São Paulo, imediatamente acharam que era um assalto. Mas o que viram os deixou sem palavras.

Um homem havia ido ao caixa eletrônico sacar dinheiro. Ele estava tão apressado que foi embora, esquecendo na máquina uma enorme quantia. Mas um homem muito pobre, de roupas esfarrapadas, percebeu que ele havia esquecido o dinheiro no caixa eletrônico. O que o pobre fez? Pegou aquela enorme quantia e saiu correndo em direção ao dono do dinheiro, gritando com toda a força para que ele voltasse e pegasse suas notas. Os Blinder ficaram encantados com aquela cena. Era algo que, infelizmente, não estavam acostumados a ver no Brasil.

Duas semanas depois eles estavam de volta ao Brasil. Na semana em que chegaram, enquanto ainda decidiam o que fazer, a Sra. Blinder foi passear com seu bebê pelo bairro. Quando passava na frente da agência de um Banco, ela escutou muitos gritos. Mas, diferente de Israel, não era nenhum pobre fazendo atos de bondade, e sim um assalto à agência bancária. Pessoas gritavam, desesperadas, enquanto bandidos trocavam tiros com os seguranças do banco, colocando a vida de todos em risco. A Sra. Blinder conseguiu sair dali rapidamente, e graças a D'us sem nenhum ferimento.

Para a família Blinder, a comparação entre os dois eventos era inevitável, e assim ficou mais fácil decidir o que fazer. Em poucos meses eles estavam morando em Israel, na pacata cidade de Bnei Brak, onde decidiram viver para poder criar seus filhos em um ambiente tranquilo e harmônico" (História Real)

Qual é o segredo de cidades como Bnei Brak, onde quase não há violência e as pessoas se esforçam para serem honestas? E por que na maioria dos lugares do mundo vemos justamente o contrário?

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Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Acharei Mót e Kedoshim. A Parashá Acharei Mót fala principalmente dos serviços feitos durante o dia mais sagrado do ano, Yom Kipur. Já a Parashá Kedoshim fala sobre a importância de o povo judeu manter sua santidade, e traz diversas Mitzvót "Bein Adam LaMakom" (entre o homem e D'us) e "Bein Adam Lehaveiró" (entre o homem e seu semelhante), que nos ajudam a nos elevar espiritualmente. Um dos pontos em comum entre as duas Parashiót é que elas ensinam sobre a grave transgressão de se envolver em relações ilícitas, entre elas as relações que envolvem certos graus de parentesco.

Mas se prestarmos atenção, perceberemos que há uma grande diferença na forma como cada Parashá fala sobre as relações proibidas. Na Parashá Acharei Mót, a Torá apenas adverte sobre a proibição do povo judeu se envolver neste tipo de relacionamento. Já a Parashá Kedoshim traz explicitamente as diversas punições para quem comete este tipo de transgressão. Mas será que esta aparente repetição era realmente necessária? Por que a Parashá Acharei Mót precisou trazer a advertência de que são proibidos estes tipos de relações, se através dos duros castigos ensinados na Parashá Kedoshim aprenderíamos automaticamente que estes atos são proibidos e muito graves?

Ensinam nossos sábios que um dos motivos desta aparente repetição é para nos ensinar uma regra em relação à aplicação de castigos pela Torá. Para que uma pessoa possa receber um castigo através do Beit Din (Tribunal rabínico), ela deve estar completamente ciente das consequências do seu ato. Por isso, ela precisa ser advertida antes de cometer a transgressão, como afirma o Talmud (Makót 17b): "Não é permitido aplicar um castigo sem que haja antes uma advertência". Caso ninguém a advirta, o Beit Din não pode aplicar nenhuma das punições previstas pela Torá. A Torá repete o assunto das relações ilícitas para ensinar a forma correta de cumprir a lei, primeiro trazendo a advertência e somente depois o castigo.

Mas explica o Rav Yohanan Zweig que há uma explicação mais profunda para esta aparente repetição. Em nossa sociedade, o sistema de justiça é baseado em uma legislação rígida, com punições aplicadas àqueles que desobedecem à lei. Quanto mais grave o erro, mais dura é a punição. Por exemplo, uma pessoa que comete assassinato pode ser julgado e punido com muitos anos de detenção, perdendo sua liberdade e vivendo muitos anos em péssimas condições. Este sistema é baseado no medo do castigo, e deveria funcionar para coibir o descumprimento das regras. Mas vemos, através dos jornais e noticiários, que infelizmente o sistema não funciona como deveria. Sequestros relâmpagos, desvios de milhões de reais, escândalos. A sensação é de que a violência só aumenta e a impunidade parece prevalecer sobre a justiça. Por que isto acontece?

Quando a única restrição à transgressão é a possível punição aplicada pela justiça, nem sempre isto funciona para "frear" o transgressor. Por exemplo, quando uma pessoa tem uma forte tentação de cometer um crime, ou as chances dela ser punida são pequenas, ela prefere correr o risco e transgredir, pois aposta na possibilidade de ficar impune. Quanto mais ineficiente a polícia ou o sistema judiciário, maior a ousadia daqueles que querem transgredir as leis, pois menor é a chance do castigo realmente vir. É por isso que aumenta tanto o número de crimes em situações extremas, como em apagões ou após grandes acidentes naturais, como terremotos, onde saques às lojas e supermercados se tornam comuns. Como ensinam os nossos sábios: "Se não fosse o medo das autoridades, cada um engoliria o seu companheiro vivo" (Pirkei Avót 3:2).

Mas nem tudo está perdido. Em locais onde as pessoas vivem de acordo com a Torá, a violência é muito rara, e até mesmo casos de roubo são exceção. Em cidades como Bnei Brak, em Israel, os feirantes deixam seus produtos na rua, sem ninguém cuidando, e os compradores escolhem o que querem levar e deixam o dinheiro em uma caixinha. Em várias sinagogas de Jerusalém os vendedores deixam dezenas de livros à venda, sem ninguém tomando conta, e os compradores escolhem o que querem e deixam o dinheiro em uma caixinha. Qual é o método da Torá para coibir as transgressões, cujo sucesso é tão evidente?

Apesar de não enxergarmos o mundo espiritual, suas regras são tão rígidas quanto as leis do mundo material. Da mesma maneira que uma pessoa que joga sujeira em sua roupa mancha o tecido, assim também acontece com nossa alma toda vez que cometemos uma transgressão. Pelo fato da transgressão ser algo inerentemente errado, ela imediatamente prejudica o transgressor, independentemente de qualquer outra futura consequência.

É este o ensinamento que a Torá está transmitindo ao separar o conceito da advertência e do castigo aplicado pelo Beit Din. A Torá está nos ensinando que podemos enganar a polícia ou os tribunais, podemos até ser bem sucedidos em fazer uma transgressão sem que ninguém veja, mas nunca saímos ilesos de uma transgressão. A advertência ensina que o ato é intrinsecamente errado e causa imediatamente consequências espirituais negativas. Independentemente das futuras consequências do erro, mesmo que não ocorra nenhuma punição no Beit Din, nossa alma já sai manchada, necessitando passar por difíceis processos de "limpeza" espiritual. Certamente o preço desta "limpeza" será muito maior do que o benefício obtido com a transgressão, como ensinam os nossos sábios: "Leve em consideração o que você ganha com uma transgressão e o que você perde" (Pirkei Avót 2:1).

Este é o grande segredo da Torá. As pessoas sabem que cada ato tem consequências. Podemos enganar os outros, podemos até mesmo enganar a nós mesmos, mas não podemos enganar a D'us. Isto faz com que uma sociedade com pessoas que vivem de acordo com a Torá sejam muito mais harmônica, propícias para que as pessoas melhorem cada vez mais seus atos e possam crescer espiritualmente. Pois mesmo que os olhos não veem as consequências diretas dos nossos atos, a nossa alma sente.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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quarta-feira, 10 de abril de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5773


BS"D

PENSE ANTES DE FALAR - PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5773 (12 de abril de 2013)

Pouco antes do seu falecimento, o Rav Yitzchak Blazer escreveu em seu testamento que não queria nenhum tipo de "Esped" (discurso fúnebre, no qual o falecido é louvado e suas boas ações e características são ressaltadas em público). E quando ele faleceu, apesar da pressão de muitos rabinos e da população de Jerusalém para que fosse feito o "Esped", já que o Rav Yitzchak Blazer era muito querido e admirado por todos, ficou decidido que a vontade do falecido seria cumprida.

O Rav Chaim Berlin, que era muito próximo do Rav Yitzchak Blazer, também acatou a vontade do falecido. Porém, ele achou que o momento da partida de um Tzadik (Justo) tão grande não poderia passar em branco. Após refletir muito, ele chegou à conclusão de que o falecido havia pedido para que não houvesse discursos de louvor, mas não havia pedido para que as pessoas não chorassem por sua morte. Então ele convocou toda a cidade para que escutassem palavras fortes de despertar pela perda de um grande sábio de Torá, levando todos ao choro.

Isto aconteceu no começo da semana. Na noite de Shabat, o Rav Yitzchak Blazer apareceu para o Rav Chaim Berlin em um sonho e disse:

- Queria lhe dizer obrigado por você ter escutado meu pedido e não ter feito um discurso de louvores.

O Rav Chaim ficou contente e surpreso com a aparição do amigo, e aproveitou a oportunidade para perguntar como era o julgamento que ocorre depois do falecimento. O Rav Yitzchak Blazer respondeu:

- O julgamento aqui em cima é muito rigoroso. Não é possível para nenhum ser vivo imaginar a severidade deste julgamento. E em especial, eles são extremamente rigorosos com as falas proibidas e outros maus usos da fala.

- E qual foi o resultado do seu julgamento?

- Durante toda a semana não me permitiram vir agradecer por você ter escutado meu último pedido. Somente no Shabat recebi esta permissão de aparecer para você em um sonho.

O Rav Yitzchak Blazer não contou mais nenhum detalhe e nem explicou suas palavras misteriosas. Logo depois o Rav Chaim Berlim acordou e nunca mais voltou a vê-lo em seus sonhos. Apesar de sua última pergunta não ter sido respondida, o Rav Chaim Berlim nunca mais esqueceu este sonho, principalmente por causa da ênfase que o Rav Yitzchak Blazer deu para a gravidade das transgressões envolvendo a fala, com terríveis consequências espirituais mesmo depois da morte" (História Real)

Muitas vezes falamos coisas erradas por impulso ou apenas pela falta do que dizer, e achamos que isto não é um problema. Nisto estão incluídos palavrões, ofensas e principalmente o Lashon Hará (maledicência). Mas nos ensina o Chafetz Chaim que nos mundos espirituais cada palavra que pronunciamos fica guardada para sempre, e as palavras mal utilizadas são usadas contra nós no julgamento celestial. Como é dito nos filmes policiais: "Tudo o que você disser poderá ser usado contra você"

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Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Tazria e Metsorá, que falam sobre a contaminação e a cura de uma terrível doença espiritual chamada "Tsaráat", que manchava a pele das pessoas que cometiam certos tipos de transgressões, entre elas o Lashon Hará (falar de maneira que denigre o próximo, causando constrangimento, sofrimento ou perdas).  Aquele que se contaminava com Tsaráat tinha que ficar pelo menos uma semana fora do acampamento, isolada e sozinha no deserto, como parte do processo de purificação. Por que este isolamento? Era um castigo "Midá Kenegued Midá" (medida por medida). Da mesma forma que o transgressor causou com seu Lashon Hará que as pessoas se afastassem daquele sobre quem ele falou coisas negativas, assim ele também era retirado do acampamento e passava um tempo completamente isolado do resto do povo. Além disso, o arrependimento sincero era parte da cura, e o isolamento ajudava a pessoa a refletir sobre seus maus atos e se arrepender.

Havia alguns outros processos pelo qual a pessoa deveria passar para que se curasse completamente desta doença espiritual. Por exemplo, a Parashá Metsorá descreve que o Cohen (sacerdote) responsável pela cura da pessoa com Tsaráat precisava aspergir azeite no Mishkan (Templo Móvel), como está escrito: "E ele deverá aspergir azeite com seu dedo 7 vezes diante de D'us" (Vayikrá 14:16). Mas o que significa esta expressão "diante de D'us"?

Existem na Torá muitos tipos de Korbanót (sacrifícios). É interessante perceber as diferenças que há nas leis dos diversos Korbanót. Por exemplo, quando uma pessoa comum do povo cometia certas transgressões não intencionais e trazia um Korban para ser sacrificado, o sangue deste Korban era aspergido no altar de cobre, que ficava no pátio externo do Mishkan. Mas quando um Cohen cometia certas transgressões não intencionais, o sangue do seu Korban era trazido para dentro do Kodesh, uma parte mais sagrada do Mishkan, e era aspergido sobre o altar de ouro e sobre a Paróchet (cortina), utensílios que ficavam dentro do Kodesh. Mas por que estas diferenças? Que diferença faz o local onde o sangue era aspergido? E por que não era feito um processo padrão para todos os Korbanót?

Ensinam nossos sábios que tudo o que existe no mundo material tem um paralelo no mundo espiritual. Da mesma forma que existe a cidade física de Jerusalém, existe também uma Jerusalém espiritual. Da mesma maneira que existe fisicamente o Monte do Templo, local em Jerusalém onde ficava o Beit Hamikdash (Templo Sagrado), assim também existe o Monte do Templo espiritual. E da mesma maneira que no Monte do Templo ficava o Beit-Hamikdash físico, também existia no Monte do Templo espiritual um Beit-Hamikdash espiritual.

Quando uma pessoa comete uma transgressão no mundo físico, ela "mancha" também o mundo espiritual. Quanto maior a rigorosidade da transgressão, maior a "marca" que esta transgressão deixa nos mundos espirituais e, portanto, maior a necessidade de expiação. Quando um judeu comum transgride, ele causa com que a impureza do seu mau ato suba para os mundos espirituais e alcance o pátio do Beit Hamikdash espiritual. Por isso, parte do "conserto" era aspergir o sangue no altar externo, que ficava no pátio. Mas pelo fato do Cohen ser responsável pelo serviço Divino, ele estava em um nível espiritual mais elevado do que o resto do povo e, portanto, sua transgressão deixava marcas mais profundas nos mundos espirituais, atingindo a parte interna do Beit Hamikdash espiritual, um local ainda mais sagrado. Por isto, para "consertar" o erro de um Cohen não era suficiente apenas aspergir o sangue do Korban no altar externo, era necessário aspergir sobre o altar interno e a Paróchet. As diferenças nas leis de cada Korban eram necessárias, portanto, pois cada Korban era oferecido de acordo com a gravidade da transgressão que ele vinha expiar.

Mas explica o Rav Israel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, que mesmo uma pessoa comum pode causar uma grande destruição espiritual. Isto acontece no caso de transgressões muito graves, como a pessoa que fala Lashon Hará, uma transgressão tão grave que atinge até a parte mais interna do Beit Hamikdash espiritual. Explica Rashi, comentarista da Torá, que as palavras "diante de D'us" significam que o azeite deveria ser aspergido em direção à parte mais sagrada e elevada do Beit Hamikdash, o Kodesh Hakodashim, local onde apenas o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) podia entrar, em total estado de pureza, e somente no dia de Yom Kipur. Por que aspergir nesta direção? Pois este era o lugar, no Beit Hamikdash espiritual, atingido pela impureza do Lashon Hará.

Há outro ensinamento que desperta a importância do cuidado com a nossa fala. O Cohen Gadol entrava no Kodesh Hakodashim apenas uma vez no ano, em Yom Kipur, e o primeiro serviço que ele fazia era o acendimento do incenso no altar de ouro. O Talmud (Yomá 44a) explica que o incenso expiava a transgressão de Lashon Hará do povo judeu, como está escrito: "Vem aquilo que é feito secretamente (a oferenda de incenso no altar interno) e expia o ato feito secretamente (o Lashon Hará)". Isto significa que a pessoa mais sagrada do povo judeu, no dia mais sagrado do ano e no local mais sagrado do mundo, somente poderia começar seus serviços após expiar a transgressão de Lashon Hará. Dentro do Kodesh Hakodashim eram feitos alguns serviços que traziam expiação para os pecados de todo o povo judeu. Mas o Cohen Gadol somente podia entrar depois que se formava uma névoa com a fumaça que saia do incenso, e caso ele entrasse sem a fumaça, morreria. Isto nos ensina que a transgressão de Lashon Hará atrapalhava todos os serviços que eram feitos no Kodesh Hakodashim e que traziam expiação para o povo judeu. Portanto, sem o conserto do Lashon Hará, não havia a possibilidade de consertar nenhuma outra transgressão.

Daqui vemos o enorme peso espiritual da transgressão de falar Lashon Hará. Por isso, devemos cuidar muito de nossas bocas, ao lembrar-nos de quanta influência espiritual negativa podemos causar com um único Lashon Hará, levando impureza para os lugares espirituais mais elevados e sagrados e dificultando o nosso arrependimento.

Muitas vezes procuramos áreas na vida nas quais podemos crescer espiritualmente. Das Parashiót lidas nesta semana, Tazria e Metsorá, aprendemos que o primeiro passo que precisamos dar para crescermos em espiritualidade é o controle da nossa fala. Enquanto não consertarmos os erros relacionados ao mau uso da fala, em especial o Lashon Hará, nosso arrependimento não será completamente aceito por D'us. Portanto, toda vez que quisermos falar algo, é bom pensar se realmente vale a pena falar. Pois como ensinam os nossos sábios: "Se a palavra vale prata, o silêncio vale ouro".

"Uma pessoa madura reflete antes de falar. Um tolo fala e só depois reflete sobre aquilo que disse"

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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quinta-feira, 4 de abril de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHEMINI 5773


BS"D

QUANDO O SANGUE FERVE - PARASHÁ SHEMINI 5773 (05 de abril de 2012)

"Na época dos nossos sábios do Talmud, houve uma mulher grávida que, após sentir o cheiro de comida, sentiu um desejo incontrolável de comer no dia de Yom Kipur. As pessoas mais próximas dela ficaram desesperadas, pois é sabido que se uma mulher grávida tem um desejo muito forte por comida e não sacia este desejo, isto pode colocar em perigo a vida do feto. Foram então se aconselhar com o Rabi Yehuda Hanassi, que ouviu atentamente o caso e deu o veredicto: uma pessoa da família deveria sussurrar em seu ouvido que aquele dia era Yom Kipur e por isto era proibido comer ou beber qualquer coisa. Caso não funcionasse, então seria permitido dar-lhe comida, pois a vida do feto estava em perigo e, segundo a lei judaica, é possível desrespeitar o jejum de Yom Kipur se uma vida estiver em perigo.

Qual era a lógica deste ensinamento do Rav Yehuda Hanassi? Segundo os nossos sábios, o feto na barriga da mãe já escuta o que é dito. Além disso, quando uma mulher grávida tem um forte desejo, na verdade quem está desejando é o próprio feto, e por isso, caso o desejo não seja saciado, o feto corre risco de vida. Por isso, ao sussurrar no ouvido da mãe, na verdade estamos falando com o próprio feto, tentando convencê-lo de que o que ele deseja é proibido.

Os familiares da mulher fizeram conforme os ensinamentos do Rav Yehuda Hanassi e, após escutar o sussurro, a mulher se tranquilizou, pois o feto não desejou mais comer. Aquele bebê tornou-se o Rav Yochanan, um dos maiores sábios do povo judeu.

Anos mais tarde outra mulher também sentiu um desejo incontrolável de comer após sentir o cheiro de uma comida. Foram se aconselhar com o Rav Chanina, que também sugeriu que sussurrassem no ouvido dela a proibição de comer. Porém, ao contrário do que era esperado, a mulher não se acalmou e precisou comer. Dela nasceu Shabtai Atsar Peiri, um homem que manipulava o mercado de frutas de Israel para enriquecer de maneira desonesta" (História baseada no Talmud – Yomá 82b)

Esta é a diferença entre uma pessoa que adquire a característica do autocontrole e aquela que é levada pelos seus desejos e vontades. Quem adquire o autocontrole consegue se elevar aos níveis mais altos de espiritualidade, enquanto quem não tem autocontrole fica preso nos seus desejos e vontades materiais.

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Nesta semana lemos a Parashá Shemini, que traz, entre outros assuntos, as leis de Kashrut. Por exemplo, a Torá nos ensina sobre as características necessárias para que os animais domésticos e selvagens possam ser consumidos, os sinais presentes nos peixes que são Kasher, a proibição de comer insetos e a lista de pássaros que são proibidos para o consumo do povo judeu. Entre as leis de Kashrut está também a proibição de comer répteis, como está escrito: "E não façam repugnantes suas almas ao comerem todo réptil que rasteja... Pois Eu sou Hashem, teu D'us. E se santifiquem e se tornem santos, pois Eu sou Santo... Pois Eu sou D'us, que elevei vocês da terra do Egito" (Vayikrá 11:43-45).

Mas destes versículos surgem algumas perguntas. Em primeiro lugar, por que esta linguagem "que elevei vocês da terra do Egito", se na maioria das vezes em que a Torá se refere à saída do Egito está escrito "que tirei vocês"? Além disso, o versículo termina com as seguintes palavras: "E sejam santos, pois Eu sou Santo". Associamos o conceito de "santo" às nossas atividades mais "elevadas", relacionadas ao serviço Divino, como a reza e a meditação. O que comer, um ato tão cotidiano, tem a ver com santidade?

Ensina Rashi, comentarista da Torá, que a linguagem "que elevei vocês" é utilizada como se D'us estivesse anunciando que toda a saída do Egito já teria valido a pena apenas para o povo judeu se elevar espiritualmente ao não consumir répteis. Mas o que significam estas palavras do Rashi? Seria suficiente apenas cumprir esta Mitzvá? Esta Mitzvá vale mais do que as outras Mitzvót da Torá?

Explica o Rav Yehuda Leib Chasman que deste versículo aprendemos algo importante para nossas vidas. A Mitzvá de não comer répteis não é mais importante do que as outras Mitzvót da Torá, mas ela contém uma lição fundamental para o nosso crescimento espiritual. Os répteis já são naturalmente animais asquerosos, e por isso, a maioria dos seres humanos não tem nenhuma dificuldade para evitar seu consumo. Se a Torá nos ressalta que valeria a pena sair do Egito apenas para não comer algo que naturalmente já nos é repugnante, isto nos ensina que se tivermos força de vontade para evitar comer algo gostoso mas que nos faz mal espiritualmente, o valor deste ato será muito maior aos olhos de D'us. O Talmud nos ensina que não devemos dizer "Eu não gosto de porco, por isso não como", e sim "Eu gosto de porco, é uma carne deliciosa, mas como eu posso comer se D'us me ordenou a não comer?". Isto nos traz muitos méritos espirituais, pelo fato de não estarmos fazendo algo que gostamos apenas para cumprir a vontade de D'us.

Ensina o Rav Chasman que existe um nível ainda maior do que este: quando deixamos de comer algo que é permitido. Por exemplo, alguém que está diante de uma deliciosa mesa de doces, na saída da festa, e tem a força de vontade de não "atacar" a mesa, conseguindo dizer para si mesmo "pegarei somente um docinho". Mas como entender este ensinamento? Qual a vantagem de se proibir de comer algo permitido? Se D'us permitiu, por que então nós vamos proibir? A resposta é que a pessoa que sabe de vez em quando dizer "não" aos seus desejos, mesmo aqueles permitidos, adquire uma das características mais importantes para o ser humano: o autocontrole.

Este conceito é ainda mais ressaltado por outro ensinamento dos nossos sábios no Talmud (Chulin 89a): "O mundo inteiro é sustentado pela pessoa que fecha sua boca no momento da discussão". Isto quer dizer que, mesmo se o mundo inteiro estivesse destinado à destruição, esta pessoa que fecha a boca no momento da discussão, apesar do sangue estar fervendo dentro dela, carregaria sozinha o mundo nas costas. E qual é o "segredo" por trás desta gigantesca recompensa? O autocontrole, quebrar as vontades naturais que queimam dentro de nós. O normal é uma pessoa reagir a uma ofensa com outra ofensa, gerando uma escalada de violência. Aquele que quebra sua tendência natural de revidar e consegue fechar sua boca demonstra um gigantesco autocontrole, e isto é tão bem visto aos olhos de D'us que o mérito desta pessoa é suficiente para sustentar o mundo inteiro.

Se quebrar a nossa vontade natural apenas uma vez traz méritos tão grandes, mais ainda receberá aquele que constantemente quebra suas vontades e sabe dizer "não" para os seus desejos, pois certamente acumulará méritos e conseguirá alcançar níveis cada vez maiores de espiritualidade. É por isso que o versículo termina com as seguintes palavras: "E sejam santos, pois Eu sou Santo". "Kadosh", que traduzimos como "santo", significa na verdade "desconectado do mundo material". D'us é Kadosh pois está acima de qualquer desejo e necessidade do mundo material. Assim, qualquer pessoa que utiliza o mundo material com total autocontrole, isto é, sem ser levado por suas vontades e desejos, também se torna "Kadosh", está se assemelhando a D'us e automaticamente se conectando a Ele. Portanto, aquele que tem autocontrole atinge a Kedushá e se torna sócio de D'us na criação do Céu e da Terra.

Será que entendemos quais são as consequências da falta de autocontrole em nossas vidas? Se pararmos para refletir, a grande maioria dos problemas atuais do mundo está justamente na falta de autocontrole. Hoje em dia, crianças já são obesas e apresentam altos índices de colesterol deste muito cedo, pois não aprendem a ter limites e a dizer não, consumindo comidas que, apesar de muito saborosas, são extremamente prejudiciais à saúde. Quantos casamentos não terminam por causa de traições, movidas pelo desejo incontrolável de sentir um pouco mais de prazer? Quantas tragédias ocorrem por um instante de raiva não contida, como no caso do ônibus que despencou de um viaduto no Rio de Janeiro, matando sete pessoas e ferindo outras dezenas, por causa de um passageiro irritado que deu um chute na cabeça do motorista. As estatísticas de mortes causadas por uso de arma de fogo mostram que morrem mais pessoas em brigas de trânsito do que em assaltos a mão armada.

O judaísmo nos ensina que Kedushá não significa se abster de todos os prazeres materiais e viver uma vida de sofrimentos e abstinência, pois D'us criou os prazeres por bondade, para que pudéssemos aproveitar o mundo material de forma prazerosa. Podemos e devemos ter prazeres, mas com autocontrole. Precisamos aprender a dizer "não" às nossas vontades e desejos, pois um mundo sem autocontrole é um mundo direcionado ao caos e à destruição, enquanto um mundo com autocontrole é um mundo direcionado à harmonia e à paz.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 29 de março de 2013

SHABAT SHALOM MAIL - PESSACH II 5773


BS"D



SAIA DA PRISÃO - PESSACH II 5773 (29 de março de 2013)

"Havia um bando de ladrões que aterrorizava os habitantes de um distante reinado. Mas após uma longa caçada, o rei finalmente conseguiu prender o bando e todos os ladrões foram jogados na prisão.

Alguns ladrões continuaram sonhando com a liberdade e, apesar da prisão ser considerada impossível de escapar, eles continuavam motivados e ficavam o tempo inteiro tramando planos de fuga e esperando a oportunidade certa. Mas os outros ladrões com o tempo se acomodaram, se acostumaram com a ideia de que estavam presos e que sua liberdade havia acabado para sempre.

Certo dia, os portões da prisão amanheceram abertos. Tudo o que faltava para a sonhada liberdade era apenas se levantar e sair da prisão. Aqueles que ansiavam pela liberdade assim fizeram, e facilmente escaparam. Mas os outros, apesar das portas abertas, permaneceram na prisão, e pelos mais variados motivos. Alguns não acreditaram que as portas da prisão estavam realmente abertas. Outros tiveram medo de sair por causa do desconhecido, não sabiam o que os esperaria do lado de fora. E um terceiro grupo permaneceu na prisão apenas pela força do hábito. Já estavam tão acostumados com a ideia de estarem confinados dentro daquela estreita cela que já não podiam mais se imaginar completamente livres"

Assim acontece conosco. Vivemos em uma prisão, mas que está trancada apenas em nossas mentes. Uma prisão que nos limita, que não nos deixa crescer, que não nos deixa perceber nosso verdadeiro potencial. Se quisermos a liberdade verdadeira, o primeiro passo é querer sair. Pois uma das piores desgraças para o ser humano é quando abrimos mão da nossa liberdade e aceitamos viver uma vida de prisioneiros, mesmo quando as portas para escapar estão completamente abertas...


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Este Shabat coincide com um dos dias intermediários da festa de Pessach, mais conhecida como "A época da nossa liberdade". E no domingo de noite (31/03) novamente é Yom Tov, o "Shvii (sétimo dia) de Pessach". Apesar de ser a conclusão da festa de Pessach e não ter um caráter independente, o "Shvii de Pessach" tem uma motivação especial para ser um dia sagrado: foi o dia em que D'us abriu o Mar Vermelho, com muitos milagres, para salvar os judeus e afogar os egípcios que os perseguiam, acabando de vez com a escravidão.

Porém, há algo que nos chama a atenção sobre o "Shvii de Pessach". Quando a Torá se refere ao primeiro dia de Pessach, que também é Yom Tov, diversas vezes a saída do Egito é ressaltada como sendo o motivo para a festa. Mas quando a Torá fala sobre o sétimo dia de Pessach, o incrível milagre da abertura do Mar não é mencionado. Além disso, quando o milagre da abertura do Mar é descrito na Parashá Beshalach, nenhuma menção é feita sobre a data na qual ocorreu este milagre. Sabemos que a abertura ocorreu no sétimo dia de Pessach apenas por transmissão oral dos nossos sábios. Portanto, se foi um evento tão grandioso, e se o "Shvii de Pessach" é um dia tão sagrado por causa deste milagre, por que não foi mencionado explicitamente na Torá?

Responde o livro "The Book of Our Heritage", do Rav Eliyahu Kitov, que as festas judaicas não foram definidas para nos alegrarmos com a queda dos nossos inimigos, e sim para comemorarmos a salvação do nosso povo. Da mesma forma que D'us não se alegra quando os malvados são destruídos, o povo judeu também não se alegra por este motivo. Por exemplo, quando mencionamos as 10 pragas durante o Seder de Pessach, tiramos gotas de vinho do nosso copo, demonstrando nosso pesar por todos os sofrimentos que os egípcios passaram, apesar de tudo o que eles haviam nos causado durante os mais de 100 anos de brutal escravidão. Por isso a Torá "esconde" a conexão entre a abertura do Mar Vermelho e o "Shvii de Pessach", para que ninguém pense que a festa é em comemoração pela morte dos egípcios.

Quando o povo judeu saiu do Egito, apesar de toda a demonstração de força de D'us, o Faraó pensou que eles se ausentariam por apenas 3 dias e logo voltariam. Por isso ele enviou junto alguns espiões, que trariam as informações de cada passo do povo judeu no deserto. Quando terminou o prazo dos 3 dias, os espiões voltaram ao Faraó e informaram que o povo judeu não tinha nenhum intenção de voltar. Então D'us quis testar mais uma vez a Emuná (fé) do seu povo. Após estes 3 dias "sob as asas de D'us", Moshé tocou o Shofar e ordenou ao povo judeu que começasse a caminhar de volta ao Egito, sem informar o motivo da volta. A intenção de D'us era confundir o Faraó, deixando-o na dúvida sobre os motivos pelo qual os judeus voltavam, criando a ilusão de que ele poderia novamente escravizar o povo judeu. Era apenas uma "isca" para atrair o Faraó e seu exército, para levá-los ao Mar Vermelho e afogá-los, da mesma maneira como eles haviam afogado os bebês judeus ao atirá-los no Rio Nilo. Mas por que D'us não revelou ao povo judeu que tudo era parte de um plano? Por que D'us testou o povo desta maneira, com um teste tão difícil?

Após D'us ter arrasado completamente os egípcios, o povo judeu saiu do Egito em pleno dia, de cabeça erguida, e não no meio da noite, como ladrões fugitivos. Mas mesmo assim os judeus ainda se sentiam escravos. Não era suficiente D'us ter destruído a terra do Egito, era necessário destruir o Egito que havia dentro de cada judeu. A palavra "Mitzraim", que significa "Egito", vem da mesma raiz de "Metzarim", que significa "limitações". Foi por isso que D'us novamente testou o povo judeu, fazendo-os marchar de volta ao Egito. Na saída do Egito, D'us havia aberto as portas da prisão, mas os judeus precisavam se levantar e querer sair. E apesar de todo o sofrimento de mais de 100 anos de escravidão, a grande maioria do povo confiou em D'us e marchou de volta, confiante. Apenas um pequeno grupo se desesperou, a ponto de rasgar suas próprias roupas, mas foram tranquilizados pelas palavras de Moshé, que revelou os planos de D'us e garantiu que eles estavam livres para sempre.

Toda a escravidão do Egito teve como único propósito despertar dentro do povo judeu a Emuná (fé), aperfeiçoando ainda mais o incrível nível de conexão com D'us que os nossos patriarcas Avraham, Yitzchak e Yaacov já haviam atingido. Por isso foi tão importante o povo judeu passar por este último teste, um grande teste de Emuná, que demonstrou que o povo estava disposto a escutar as palavras de D'us e confiar Nele mesmo quando parecia algo tão ilógico quanto voltar para o Egito, para o local onde eles haviam sido tão brutalmente escravizados. O teste tirou de dentro de cada judeu a força de querer ser livre de verdade, de acabar com o "Egito" que havia dentro de cada um deles.

Todos nós queremos ser grandes, em todas as áreas. Queremos ser grandes profissionais, grandes pais, grandes esposos. Mas por que tão poucos alcançam realmente a grandeza? Pois todos encontram na vida obstáculos para o seu crescimento. Cada um tem os seus próprios desafios a serem vencidos. Cada um vive em seu próprio "Egito" pessoal, e para podermos ser livres, antes de tudo precisamos acreditar que podemos vencer. Porém, quantas vezes nos rendemos e desistimos, muitas vezes sem lutar, aceitando passivamente nossa "prisão", quando surgem dificuldades e obstáculos no caminho? Os vencedores que atingem a grandeza são aqueles que não desistem diante de um fracasso, que não param apenas porque parece difícil demais. Como dizia Thomas Edison, o inventor da lâmpada, que o talento é composto por 1% de inspiração e 99% de transpiração.

Quando comemoramos uma festa no judaísmo, não estamos apenas relembrando algo histórico que aconteceu com nossos antepassados. Ensina o Rav Chaim Luzzato, em seu livro "Derech Hashem", que qualquer conquista que foi atingida, qualquer luz que foi irradiada em certo período da história, quando este mesmo momento volta no ciclo anual, o brilho daquela luz volta novamente a nos iluminar, e os frutos daquela conquista podem voltar a ser recebidos por todos aqueles que desejarem. É um momento no qual podemos crescer espiritualmente de uma maneira muito mais intensa.

Esta é a oportunidade especial de Pessach. Embora o esforço e a dedicação durante o ano nos ajuda a vencer os obstáculos que limitam nosso crescimento, especialmente durante Pessach o mesmo esforço resulta em conquistas muito maiores e mais duradouras. Em qualquer momento do ano, se quisermos atingir a liberdade verdadeira, isto é possível apenas através de trabalho duro e muita determinação. Mas durante Pessach as portas da prisão se abrem, e tudo o que precisamos é decidir levantar e sair.

SHABAT SHALOM e PESSACH KASHER VE SAMEACH

Rav Efraim Birbojm

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quinta-feira, 21 de março de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TZAV E PESSACH 5773


BS"D

CONTROLANDO AS TENTAÇÕES - PARASHÁ TZAV E PESSACH 5773 (22 de março de 2012)

"Um fumante foi se consultar com um terapeuta, buscando ajuda para controlar seu vício de fumar vários maços de cigarro por dia. Muitas vezes ele havia tentado parar de fumar, mas sem sucesso. O terapeuta, para ajudá-lo, admitiu ao paciente:

- Sabe, eu também costumava fumar muito. Tentei parar, convencendo a mim mesmo que cigarros são nojentos, prejudiciais à minha saúde e perigosos também para minha família. E funcionou, mas apenas por alguns poucos dias. Passado algum tempo, eu voltei a me convencer que fumar não era algo assim tão ruim. Tentando racionalizar, decidi que voltaria a fumar apenas alguns poucos cigarros por dia, e sempre longe da minha família, de preferência onde ninguém poderia me ver. E assim foi no início, mas com a volta do hábito de fumar, tive uma forte recaída e logo estava fumando tanto quanto antes, mesmo na presença da minha família.

- E como você realmente conseguiu parar de fumar? - perguntou o paciente, curioso.

- Certa vez – disse o terapeuta – eu tentei uma estratégia diferente. Peguei um cigarro na mão, olhei fixamente para ele por alguns instantes e disse para mim mesmo: 'Sim, este cigarro me trará muito prazer se eu fumá-lo. E o que eu desejo agora é fumá-lo para sentir este prazer. Mas eu decidi que vou parar.

- Esta mudança de atitude funcionou para conter meu vício, e depois disso eu nunca mais fumei – finalizou o terapeuta – O motivo de esta técnica ter funcionado é que eu não tentei me enganar, fingindo que o cigarro não me dava prazer. Em vez disso, eu decidi admitir para mim mesmo que eu desejava fumar um cigarro, mas que preferia controlar meu desejo".

Assim deve ser nossa atitude em relação aos nossos vícios. Não podemos tentar nos enganar. Temos que encarar o problema de frente e buscar soluções que possam realmente nos ajudar a fugir dos nossos vícios e desejos, principalmente daqueles que prejudicam as nossas vidas e as vidas das pessoas em volta.

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Nesta semana lemos a Parashá Tzav, que continua descrevendo as leis dos Korbanót (sacrifícios) que eram oferecidos no Mishkan (Templo Móvel). E um dos Korbanót era o "Korban Todá", o sacrifício de agradecimento, trazido por uma pessoa que havia passado por um grande risco de vida. O Korban servia para a pessoa reconhecer que a mão de D'us estava por traz de sua salvação, evitando assim o grave erro de pensar que as coisas acontecem por acaso, sem controle. E muitas vezes esta Parashá é lida no "Shabat HaGadol", o último Shabat antes da festa de Pessach, que começa na próxima segunda feira de noite (25/03). Talvez uma das conexões da Parashá Tzav com a festa de Pessach é que, da mesma forma que o Korban Todá era um lembrete para a pessoa não se esquecer da "Mão de D'us" em sua salvação, assim também é Pessach, a festa em que reunimos nossas famílias, principalmente durante o Seder de Pessach, e recordamos de todos os milagres que D'us fez para nos salvar do Egito.

A salvação do Egito não foi apenas uma salvação física. O povo judeu estava em uma terrível queda espiritual. O profeta Yechezkel, para descrever a decadência espiritual do povo judeu durante a escravidão no Egito, após dois séculos no lugar mais promíscuo e idólatra do mundo, utiliza a seguinte expressão: "Ve At Eirom VeEria" (Yechezkel 16:7), que significa literalmente "você estava nua e sem roupa". O que significa esta expressão, e por que o profeta utilizou duas linguagens aparentemente redundantes, nu e sem roupa?

Além disso, o profeta Yechezkel também descreve que quando D'us viu o povo judeu naquele nível tão baixo, sob a terrível opressão egípcia, Ele falou: "Vocês devem viver através do seu sangue, vocês devem viver através do seu sangue" (Yechezkel 16:6). O Midrash (parte da Torá Oral) ensina que as duas menções do sangue se referem ao sangue do Brit Milá (circuncisão) e ao sangue do Korban Pessach. O que isto significa? O povo judeu estava em um nível espiritual muito baixo, também imersos em idolatria e promiscuidades, e por isso não tinham méritos suficientes para serem salvos por D'us. Mas com as Mitzvót do Brit Milá e do Korban Pessach, eles conseguiram se elevar e atingir o nível necessário para a salvação. Porém, como o sangue do Brit Milá e o sangue do Korban Pessach serviram como antídoto para o nível espiritual baixo do povo judeu, descrito como "nu e sem roupa"?

Explica o Rav Yohanan Zweig que a linguagem "Eirom", que significa "nu", se refere a um nível de nudez no qual a pessoa sente a vergonha e a humilhação de estar sem roupa. É o mesmo termo que a Torá utiliza quando Adam e Chava (Adão e Eva), após terem comido do fruto proibido, tiveram consciência de sua nudez e se esconderam por causa da vergonha. Já a linguagem "Eria", que significa "sem roupa", vem da raiz "Ervá", uma linguagem que está relacionada com libertinagem e imoralidade. É um nível no qual a pessoa perde a sua grandeza de ser humano e não sente mais nenhuma vergonha ou humilhação por estar nu. Os animais não tem nenhuma vergonha de sua nudez, pois a vergonha é um sentimento inato do ser humano. Quando uma pessoa cai neste nível, ela desce a um grau igual ao dos animais. De onde vem esta dessensibilização? Do constante envolvimento com comportamentos imorais.

Da mesma forma que isto ocorre no mundo material, também ocorre em um sentido espiritual. Uma pessoa que se afasta dos caminhos corretos pode sofrer duas consequências espirituais diferentes. Em um primeiro nível, a pessoa comete transgressões mas sente vergonha por isso. Porém, há um nível ainda mais baixo, no qual a pessoa se sente confortável com seus maus atos e perde a sensibilidade, não sentindo nem mesmo vergonha dos seus erros. Neste nível, a pessoa perde o foco do que é requerido dela como ser humano.

Antes da saída do Egito, o povo judeu havia caído no 49º grau de impureza espiritual, em uma gradação que ia até 50. O profeta Yechezkel nos ensina que eles estavam tão dessensibilizados que já não sentiam nenhuma vergonha de estarem "nus espiritualmente", isto é, desprovidos de qualquer espiritualidade. O enorme peso da escravidão, junto com o profundo envolvimento com as idolatrias egípcias, desumanizaram tanto os judeus que eles perderam até mesmo a vergonha de sua condição espiritual tão baixa. Por isso o profeta utilizou as duas linguagens, para demonstrar que não apenas o povo judeu pecava, mas já não sentia nem mesmo a vergonha pelos seus erros.

O Talmud (Sanhedrin 62b) ensina que a idolatria é, na verdade, um meio que a pessoa utiliza para entrar em imoralidades. Enquanto uma pessoa sente vergonha do seu comportamento imoral, ela não pode aproveitar totalmente a libertinagem, pois sua consciência não a deixa. A única maneira é tirar de si a responsabilidade com D'us, e a idolatria é a maneira de atingir esta "liberdade". A escravidão piorou ainda mais a situação, pois o escravo é o protótipo da pessoa que não tem responsabilidade por seus atos e suas consequências futuras, se envolvendo muito mais facilmente em comportamentos promíscuos. Neste contexto, foram necessárias as duas Mitzvót, o Brit Milá e o Korban Pessach, para afastar o povo judeu do caminho da idolatria e da imoralidade, e trazer os méritos necessários para a salvação.

Explica o Rambam (Maimônides) que o Brit Milá é um símbolo de moralidade, sendo especificamente realizado no órgão reprodutor para nos ensinar a elevarmos nossos desejos e energias e canalizá-los ao cumprimento do nosso propósito na vida, o oposto do que fazem os animais, que são completamente dominados e guiados apenas por seus desejos. Ainda segundo o Rambam, o Korban Pessach era a negação final da idolatria. O cordeiro era a divindade egípcia e, portanto, o abate do cordeiro demonstrava a lealdade do povo judeu com D'us. Os dois sangues ajudaram o povo judeu a retomar o foco, possibilitando a redenção.

Quando lemos a Hagadá na noite do Seder de Pessach e dizemos "Se D'us não tivesse tirado nossos antepassados do Egito, nós, nossos filhos e os filhos dos nossos filhos ainda estaríamos subjugados ao Faraó no Egito", estamos reafirmando que se D'us não tivesse nos tirado do Egito, estaríamos até hoje entregues à promiscuidade e à idolatria, dois erros que nos afastam do nosso caminho correto e não nos deixam cumprir o nosso papel espiritual no mundo.

Da mesma forma que o povo judeu foi salvo pelo mérito dos dois sangues, do Brit Milá e do Korban Pessach, que possamos meritar a nossa salvação final voltando nossos corações para D'us em Emuná (fé) completa e canalizando nossos desejos apenas para fazer o que é correto na vida.

SHABAT SHALOM e PESSACH KASHER VE SAMEACH

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 15 de março de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIKRÁ 5773


BS"D

MATERIALIZANDO O MUNDO ESPIRITUAL - PARASHÁ VAYIKRÁ 5773 (15 de março de 2013)

O Rav Moshe Feinstein, um dos maiores rabinos dos Estados Unidos na geração passada, foi um grande conhecedor da Halachá (Lei judaica). Pessoas do mundo inteiro procuravam-no para fazer perguntas e se aconselhar com ele.

Certa vez o Rav Moshe Feinstein estava dentro da sinagoga quando foi chamado para atender um importante telefonema de alguém que ligava de fora dos Estados Unidos. Na época, as ligações internacionais eram caríssimas. O Rav Moshe Feinstein se levantou apressadamente para atender o telefonema, mas ao chegar à porta da sinagoga, ele parou. Havia uma pessoa rezando, e a única maneira de sair seria passando na frente dela. Mas segundo a lei judaica, é proibido passar na frente de uma pessoa que está rezando a Amidá (reza silenciosa). O Rav Moshe Feinstein esperou até que a pessoa terminasse sua reza e somente então saiu para atender o telefonema. Mais tarde, um de seus alunos perguntou:

- Desculpe, Rav, mas por que você não saiu imediatamente para atender o telefonema, se você sabia que era uma ligação tão cara e importante?

- É muito simples - respondeu o Rav Moshe Feinstein - a única maneira de sair da sinagoga seria atravessando a parede, e eu não sei atravessar paredes...

Para o Rav Moshe Feinstein, a proibição de passar na frente de alguém que está rezando era tão palpável que se assemelhava a atravessar uma parede. E como ele, há muitas pessoas que se esforçam e conseguem sentir as leis do mundo espiritual de forma tão palpável quanto as leis do mundo material.

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Nesta semana começamos o terceiro livro da Torá, Vayikrá, que trata principalmente dos serviços feitos pelos Cohanim (sacerdotes) no Mishkan (Templo Móvel). E a Parashá desta semana, Vayikrá, descreve um dos principais serviços do Mishkan, um dos pilares do povo judeu, que eram os Korbanót (sacrifícios). A palavra "Korban" vem da mesma raiz da palavra "Karov", que significa "perto". O Korban era uma forma de reaproximação, para as pessoas que haviam se afastado de D'us.

A Parashá descreve vários tipos de Korbanót, mas entre eles há dois que chamam a atenção: o Korban "Chatat", que era oferecido por aqueles que haviam cometidos certas transgressões não intencionais, como desrespeitar o Shabat "beshogueg" (não intencionalmente, isto é, sem saber que certa atividade era proibida no Shabat ou ter feito uma atividade proibida por ter esquecido que era Shabat), e o Korban "Asham Talui", que era oferecido por alguém que havia se colocado em uma situação na qual havia dúvida se tinha cometido uma transgressão, como alguém que estava diante de dois pratos, um deles com gordura de boi e o outro com "Chelev" (parte proibida da gordura do boi), e não sabe de qual dos dois pratos comeu.

Mas ao refletir sobre estes dois Korbanót, surge uma grande dúvida. Em ambos os casos, as transgressões não foram intencionais. Se o objetivo do Korban era reaproximar a pessoa de D'us, qual era a necessidade daqueles que transgrediram sem intenção de oferecerem um Korban, já que o erro não tinha nenhuma maldade ou rebeldia contra D'us envolvida?

A resposta é que quando uma pessoa comete uma transgressão, mesmo sem intenção, isto demonstra que há um elemento de descuido em seus atos. Em ambos os casos, se a pessoa tivesse sido mais cuidadosa, ela nunca teria chegado ao ponto de transgredir. Explica o Sefer HaChinuch que o Korban Asham Talui não vinha trazer expiação pela possível transgressão cometida, e sim pela falta de cuidado que causou a dúvida, o que é uma transgressão por si só.

Mas se o erro era a falta de cuidado, como o ato de oferecer um Korban ajudava a pessoa a consertar seu erro?  Explica o Rav Yonathan Guefen que para entender, precisamos perceber a diferença de como lidamos com o mundo material e com o mundo espiritual. Por exemplo, se uma pessoa tivesse qualquer suspeita de que uma substância venenosa foi misturada à sua comida, ela certamente deixaria a comida de lado. Isto ocorre por termos total consciência das terríveis consequências de um envenenamento. Mas da mesma maneira que cada ato físico tem consequências, o mesmo se aplica a cada ato espiritual, pois as leis espirituais são tão rígidas quanto as leis físicas. Quando comemos algo proibido, como a mistura de carne com leite, também estamos sujeitos às terríveis consequências de um envenenamento espiritual e, portanto, deveríamos ser extremamente cuidadosos com qualquer coisa que possa nos causar danos espirituais. Mas diferentemente do veneno, quando a dúvida é em relação à kashrut de um alimento, procuramos justificativas para nos permitir comer. Por que para nós é tão difícil alcançar o mesmo nível de consciência das causas e consequências espirituais como temos claridade em relação ao mundo material? E como os Korbanót nos ajudavam nesta conscientização?

Em primeiro lugar, o mundo material é completamente tangível e palpável para nós, e podemos perceber, com nossos 5 sentidos, as consequências dos nossos atos. Mas o mundo espiritual não é tangível e palpável, e por isso não conseguimos ver o resultado das nossas ações. Uma pessoa que desrespeita o Shabat não consegue perceber a extensão de seu ato, pois nunca conseguiu visualizar as consequências. Se a pessoa pudesse ver o que acontece nos mundos espirituais quando ela acende uma luz no Shabat, certamente se afastaria com todas as suas forças de transgredir. E este cuidado a levaria a se proteger, para que não transgredisse nem mesmo sem intenção. Por isso trazer um Korban ajudava a pessoa a consertar seu erro. As consequências do seu erro espiritual, que não eram palpáveis, tornavam-se bem visíveis. O longo e caro processo de viajar até Jerusalém para trazer um Korban, além de presenciar a chocante cena da morte do animal, deixava muito claro para o transgressor que nossas atitudes erradas podem ter consequências dramáticas.

O segundo motivo é que estamos tão acostumados com o Atributo de Misericórdia de D'us que acabamos caindo facilmente na armadilha de pensar que D'us automaticamente perdoa todos os nossos erros. Isto nos leva a termos menos medo das consequências negativas das nossas transgressões, como nos ensina o Talmud (Chaguiga 16a): "Se o Yetzer Hará (má inclinação) te disser: 'Peque pois D'us vai te perdoar', não o escute". Mas este é um grande equívoco. Existe julgamento por cada consequência espiritual causada, e a total consciência disso é o que leva a pessoa a ser mais cuidadosa em seus atos. Neste sentido o Korban também ajudava o transgressor, pois tirava dele este conceito equivocado de que D'us "deixa passar". Ao necessitar deste árduo processo de oferecer um Korban, a pessoa entendia que não existe perdão sem esforço e sem um arrependimento sincero pelo erro cometido.

Uma demonstração do quanto estamos afastados da nossa realidade espiritual pode ser enxergada na terrível transgressão de Lashon Hará (falar mal das pessoas). Se alguém nos oferecesse 100 reais para falarmos Lashon Hará, certamente recusaríamos. Algumas pessoas recusariam até mesmo 1000 reais ou mais. Então por que falamos tanto Lashon Hará, e de graça? Pois quando temos claridade total de que nosso ato será uma grave transgressão e o grande mal que fará para nossa alma, conseguimos vencer o teste. Mas sem esta claridade, no calor do momento não conseguimos vencer o teste. Mesmo sabendo da proibição e de suas consequências, racionalizamos e procuramos desculpas para justificar nosso ato.

Em nossos dias, que não temos mais os Korbanót como lembrete para nos afastar das transgressões, como fazer para internalizar em nossos corações a realidade das consequências espirituais dos nossos atos? Uma forma é através do estudo da Torá, para que os conceitos espirituais se tornem mais familiares. Mas não pode ser apenas um estudo intelectual, precisamos estudar de uma maneira em que a Torá seja absorvida, isto é, que se torne parte de nossas vidas. Somente assim os conceitos espirituais intangíveis podem se transformar em conceitos palpáveis, o que nos ajudará a evitarmos as transgressões e nos tornarmos pessoas melhores.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 7 de março de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5773


BS"D

EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5773 (08 de março de 2013)

"Como você espera que as crianças escutem seus pais? Veja como se comportam seus heróis! O Tarzan vive seminu; a Cinderela volta para casa depois da meia-noite; o Pinóquio conta mentiras o tempo todo; o Aladdin é o rei dos ladrões; o Batman dirige a 320 km/h; a Bela Adormecida é preguiçosa; a Branca de Neve vive em uma casa com 7 homens.

Nós não devemos ficar surpresos quando nossos filhos se comportam mal. Eles aprenderam com seus livros de história"

Procuramos a fonte dos atuais problemas de educação dos jovens em tantos lugares, mas não sabemos que a resposta está bem mais perto do que imaginamos...

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Um dos grandes desafios de psicólogos e pesquisadores atualmente é entender por que há tanta violência e drogas entre os jovens. Tornaram-se comuns casos de rebeldia e falta de limites. Qual é a raiz deste problema, que traz tanta dor de cabeça para os pais? A resposta está nas Parashiót lidas nesta semana, Vayakel e Pekudei.

Enquanto as Parashiót Terumá e Tetzavê descreveram a construção do Mishkan na teoria, as Parashiót Vayakel e Pekudei descrevem os trabalhos práticos de construção. E assim diz um dos versículos da Parashá Vayakel: "E todas as mulheres que elevavam os seus corações com sabedoria fiavam o pelo das cabras" (Shemot 35:26). Mas é assim tão difícil fiar pelo de cabras, a ponto de ser necessário a Torá louvar a sabedoria das mulheres que fizeram este trabalho?
 
Uma parte do Mishkan era coberta com cortinas feitas de pelo de cabra. Para tecer o pelo das cabras, o normal é primeiro cortá-lo e somente depois começar todos os processos para trabalhar os fios. Explica Rashi, comentarista da Torá, que no povo judeu havia mulheres que tinham a incrível sabedoria de trabalhar o pelo das cabras sem cortá-lo, isto é, enquanto ainda estava conectado com as cabras vivas.

Mas esta explicação do Rashi desperta uma grande curiosidade: é verdade que transformar em cortina o pelo da cabra enquanto ele ainda está conectado ao animal é uma grande sabedoria. Mas para que isto era necessário? Por que não trabalhar o pelo das cabras da maneira tradicional, depois que ele já havia sido cortado, o que facilitaria muito o trabalho das mulheres?

Explica o Rav Meir Tzvi Bergman que o Mishkan era um lugar de grande pureza espiritual e, portanto, todas as suas partes e utensílios deveriam ser completamente puros. Nossos sábios explicam que, entre as leis sobre pureza e impureza espiritual, há uma regra de que nenhum animal vivo, e nenhuma parte do seu corpo, recebe impureza espiritual. Por isso as mulheres utilizaram a incrível técnica de fazer as cortinas do Mishkan com o pelo ainda conectado às cabras, evitando assim qualquer risco de contaminação espiritual. Provavelmente estas cortinas eram mantidas conectadas às cabras até o momento de sua utilização, quando eram cortadas e imediatamente incorporadas ao Mishkan, sem nenhum risco de se impurificar.

Mas de acordo com um comentário do Rambam (Maimônides), ainda assim fica difícil entender qual o motivo da utilização desta sabedoria especial das mulheres. Explica o Rambam, em um comentário sobre as Mishnaiót (parte da Torá Oral), que há maneiras de purificar objetos que receberam impurezas espirituais. Isto quer dizer que, mesmo se as cortinas entrassem em contato com qualquer tipo de impureza, elas poderiam ser purificadas para serem utilizadas no Mishkan. Portanto, por que as mulheres queriam garantir a pureza das cortinas de uma maneira tão difícil e complicada, se havia uma maneira muito mais fácil?

Há uma interessante passagem do Talmud (Baba Metsia 85b), que nos ajuda a encontrar a resposta. O Talmud conta que Rav Chia, um dos grandes sábios do povo judeu, queria garantir que a Torá nunca seria esquecida. O que ele fazia? Pessoalmente plantava sementes de linho. Com o linho ele costurava redes, com as quais caçava cervos. A carne dos cervos era utilizada para alimentar órfãos, enquanto a pele era usada como pergaminho, para escrever os 5 livros da Torá. Então ele ia com a Torá que havia escrito na pele de cervo de cidade em cidade, para ensinar Torá e Mishnaiot para as crianças. Assim ele garantia que a Torá nunca seria esquecida.

Mas se o intuito era apenas garantir que a Torá não seria esquecida, por que simplesmente o Rav Chia não pegava uma Torá pronta e ensinava às crianças? Por que precisava até mesmo plantar o linho e fazer a rede para caçar? A resposta é que a melhor garantia do sucesso espiritual é fazer cada pequena etapa do processo, do início até o final, com intenções puras e sem interesses pessoais. E assim afirmava o Gaon Mi Vilna, que se uma sinagoga fosse inteiramente construída com intenções puras, isto é, desde cada tijolo assentado e cada prego fixado na parede, e até mesmo as ferramentas dos trabalhadores fossem fabricadas com as mais puras intenções, e tudo fosse feito com o único intuito de cumprir a vontade de D'us, então era garantido que naquele lugar sagrado ninguém nunca teria um pensamento impuro durante as rezas, pois o Yetzer Hará (má inclinação) não receberia permissão de influenciar ninguém em um local tão puro. Foi por isso que o Rav Chia, para garantir que a Torá não seria esquecida, cuidou de tudo desde o princípio, isto é, desde o plantio das sementes, para garantir a pureza total de cada pequena parte do processo. Somente assim a transmissão da Torá, em sua máxima pureza e elevação,  estaria garantida.

É por isso também que as mulheres que teceram as cortinas do Mishkan escolheram a maneira mais difícil de prepará-las, pois era a forma de garantir que tudo seria feito com muita pureza. Como elas estavam participando da construção da estrutura mais sagrada que o mundo já havia visto, elas fizeram de tudo para que nenhum tipo de impureza pudesse estar presente. Cada pequena parte do trabalho com o pelo das cabras, isto é, desde pentear, lavar e fiar, era feito com ele ainda conectados aos animais, em um estágio em que o pelo ainda não se contaminava com nenhuma impureza. Isto garantia que o resultado final seria uma cortina no máximo grau de pureza e devoção.

Mas quantas pessoas no mundo sabem pentear, lavar e fiar a lã enquanto ela ainda está conectada à cabra viva? Certamente muito poucas. É uma técnica muito difícil, são necessárias aptidões naturais, dedicação e longos treinamentos. Mas se as mulheres que fizeram as cortinas foram escravas no Egito durante toda a vida, como adquiriram esta destreza? A resposta está no começo do versículo: "E todas as mulheres que elevavam os seus corações com sabedoria". As mulheres realmente não conheciam esta técnica, não tinham feito cursos e não tinham ninguém para orientá-las durante a execução. Mas elas tinham o coração puro e determinado a cumprir a vontade de D'us. Quando elas se voluntariaram e voltaram seus corações para D'us em busca de ajuda, Ele as iluminou com toda a sabedoria necessária.

Este ensinamento está diretamente conectado com um dos principais fundamentos da educação dos filhos. Se quisermos que uma criança seja pura e possa levar esta pureza para toda a vida, precisamos cuidar da sua educação desde o nascimento. Cada etapa do seu desenvolvimento deve ser acompanhada de perto pelos pais, para afastar qualquer tipo de má influência. E, acima de tudo, os pais devem se esforçar para que todos seus atos também sejam feitos com pureza, pois muito mais do que palavras, o que mais educa um filho é o exemplo pessoal dos pais.

Não podemos esquecer que infelizmente o contrário também é válido. Quando uma criança é educada desde pequena sem a devida atenção dos pais e é exposta desde cedo a jogos com violência e uma programação de televisão recheada com cenas de promiscuidade, consumismo desenfreado e violência, como podemos esperar que esta criança cresça com boas características e valores? Atualmente os pais não têm mais tempo de acompanhar a educação dos seus filhos, acreditam que é suficiente contratar uma babá e matricular os filhos em uma boa escola. Mas a prática vem demonstrando que crianças educadas desta maneira, sem a participação ativa dos pais, se transformam em jovens problemáticos, que não respeitam os mais velhos, não conhecem seus limites e não estão dispostos a seguir regras. Isto tem um impacto negativo em toda a sociedade, com aumento no número de acidentes com motoristas jovens completamente embriagados, overdoses de drogas e vandalismo. Resumindo, vemos um fracasso total na atual "educação à distância" dos nossos filhos.

Da mesma forma que trabalhar o pelo das cabras com ele ainda conectado ao animal é algo quase impossível, um trabalho que necessita de uma destreza fora do normal, o mesmo se aplica à difícil tarefa de educar os filhos da maneira correta. Então como fazer para termos sucesso na educação dos nossos filhos? A resposta não está em buscar apoio pedagógico e se aprofundar em técnicas trazidas por livros que ensinam a educar os filhos. No caso das cortinas do Mishkan, para que as pessoas vencessem as limitações e fizessem o impossível, foi necessário que seus corações os levassem a fazer o que era correto. Aqueles que se esforçaram acima do normal para fazer o Mishkan com o máximo de pureza receberam de D'us o dom e a sabedoria de como fazer isso. Assim também certamente acontecerá com os pais que, com dedicação especial, voltando seus corações para D'us, se esforçarem para que seus filhos sejam educados no máximo nível de pureza, se tornando pessoas saudáveis e que possam contribuir para que o mundo seja um lugar melhor.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).

sexta-feira, 1 de março de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ KI TISSÁ 5773


BS"D


MUITA CALMA NESTE MOMENTO - PARASHÁ KI TISSÁ 5773 (01 de março de 2013)


Duas pessoas fizeram uma aposta. Aquele que conseguisse fazer o sábio Hilel, um dos maiores sábios de sua geração, ficar nervoso, receberia a quantia de 400 moedas. Um dos homens aceitou imediatamente a aposta e imaginou uma maneira de irritar Hilel. O que ele fez? Na tarde de sexta-feira, véspera de Shabat, Hilel estava ocupado, lavando a cabeça. Então aquele homem passou pela porta de sua casa e gritou de forma desrespeitosa: "É aqui que vive aquele tal de Hilel?". Imediatamente o sábio interrompeu seu banho, vestiu-se, saiu e disse humildemente: "Meu filho, eu sou Hilel. Em que posso te ajudar?". O homem fez uma pergunta extremamente tola, cuja resposta certamente não era necessária naquele momento. Mas Hilel não se alterou. Disse, com um sorriso no rosto, que aquela era uma excelente pergunta, e deu a resposta.

Algum tempo depois, quando Hilel havia recomeçado a lavar seu cabelo, o homem voltou. Novamente chamou Hilel de uma maneira depreciativa e, fazendo-o sair mais uma vez do banho, fez outra pergunta estúpida. Mas novamente Hilel não se alterou, ao contrário, elogiou a pergunta e deu a resposta com um largo sorriso. E assim o homem repetiu mais algumas vezes a mesma tentativa, mas não obteve sucesso em irritar Hilel.

Na última tentativa, o homem já estava visivelmente irritado. Ele disse: "Eu tenho muitas perguntas a fazer, mas temo que você possa irritar-se com tantas perguntas". Então Hilel sentou-se ao seu lado, com muita tranquilidade e paciência, e incentivou-o a perguntar tudo o que quisesse. Já sem paciência, o homem começou a blasfemar o grande sábio Hilel. Ainda mantendo a mesma tranquilidade de sempre, Hilel perguntou o motivo daquela agressividade. O homem explicou que Hilel o havia feito perder 400 moedas por não ter conseguido irritá-lo. Então Hilel afirmou:

- Vale a pena que você perca 400 moedas, e perca mais 400 moedas, para que saiba que nunca conseguirá fazer Hilel ficar nervoso" (Adaptado do Talmud, Tratado de Shabat 30b)

Da mesma forma que Hilel conseguia manter a calma e a paciência mesmo nas situações mais estressantes, assim devemos nos esforçar para manter sempre a calma e a tranquilidade. Pois a raiva nos faz perder o controle, enquanto a paciência nos faz sermos donos verdadeiros dos nossos atos.

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A Parashá desta semana, Ki Tissá, descreve uma das maiores tragédias que ocorreu na história do povo judeu: o "Chet HaEguel" (Pecado do bezerro de ouro). 40 dias após D'us ter se revelado para os judeus no Monte Sinai, o povo fez um bezerro de ouro, deixando D'us furioso.

O que os levou a fazer este erro tão grave? Moshé avisou ao povo que subiria no Monte Sinai para receber a Torá e desceria dentro de 40 dias. Mas como houve uma falha na contagem, o povo achou que Moshé estava demorando demais e imaginou que ele tinha morrido. Então o povo se desesperou e fez o bezerro de ouro, não como um novo deus, mas como um intermediário entre eles e D'us, pois acreditavam que a presença de D'us era algo tão poderoso que somente através de um intermediário conseguiriam se comunicar com Ele.

Apesar das boas intenções, isto foi considerado uma transgressão tão grave que D'us decidiu destruir todo o povo judeu, como Ele anunciou para Moshé: "E agora Me deixe e Minha fúria queimará sobre eles e Eu os destruirei, e Eu farei de você um povo grande" (Shemot 32:10). Em um primeiro momento Moshé achou que não adiantava nem mesmo rezar pelo povo, mas quando escutou que D'us disse "Me deixe", entendeu que o destino do povo judeu estava em suas mãos.

Moshé então nos ensinou a força da Tefilá (reza). Ele subiu novamente no Monte Sinai e, por 40 dias, implorou pelo perdão de D'us, e não desceu até que D'us garantisse que perdoaria o povo. Moshé subiu no Monte Sinai pela terceira vez, onde permaneceu mais 40 dias recebendo novamente a Torá. E nesta terceira vez, D'us ensinou a ele como evitar futuras tragédias no povo judeu, como a do bezerro de ouro, que quase causou a destruição de todo o povo. D'us ensinou a Moshé como rezar e o que pedir em momentos de dificuldades. Há um Midrash (parte da Torá Oral) que diz que D'us se cobriu com um Talit, passou diante de Moshé e pronunciou os "13 Atributos de Misericórdia" que estão escritos na Parashá: "Hashem, Hashem, D'us Misericordioso e Gracioso, Devagar em se irritar e Abundante em Bondade e Verdade. Guarda a bondade por milhares de gerações, Perdoa nossos erros, Pecados intencionais e Transgressões, e Ele limpa" (Shemot 34:6,7).

O que significa que D'us se cobriu com um Talit? Quando alguém veste seu Talit, cobre com ele a cabeça, bloqueando as interferências externas. D'us ensinou a Moshé que assim deve ser nossa Tefilá, não uma conversa com as paredes ou com o Sidur (livro de rezas), mas com o Criador do Universo. É uma grande oportunidade e, portanto, deve ter foco e concentração. Além disso, os "13 Atributos de Misericórdia" são uma forma de suplicar a D'us para que Ele seja misericordioso conosco e que nossos erros não sejam punidos de forma muito severa. Por isso pronunciamos repetidas vezes estas palavras em momentos delicados, como em Rosh Hashaná e Yom Kipur, quando nossas vidas estão em jogo.

Há um comentarista da Torá chamado Alshich que acrescenta algo muito interessante. Ele diz que não é suficiente apenas pronunciar os "13 Atributos de Misericórdia", temos que nos comportar com estas mesmas características, pois D'us se comporta "Midá Kenegued Midá" (medida por medida), isto é, da maneira como nos comportamos aqui embaixo, assim despertamos a misericórdia nos mundos superiores. Por isso, se esperamos que D'us nos trate com misericórdia, então também devemos nos comportar em relação aos outros com muita misericórdia.

Mas como fazer isso na prática? Como se comportar com a misericórdia de D'us em nossos atos cotidianos? O Rav Moshe Cordovero, um famoso Cabalista que viveu há cerca de 500 anos, escreveu um interessante livro chamado "Tomer Dvora", que nos explica o que significa cada um dos Atributos de Misericórdia de D'us e como nos comportar como Ele.

Um exemplo é o primeiro Atributo, que nos ensina sobre a paciência de D'us, que é chamado pelos anjos de "Rei humilhado". Por que? Pois D'us tem conhecimento e controle sobre tudo, ninguém levanta um dedo se D'us não permitir. É Ele quem nos dá a força para fazermos qualquer coisa. Portanto, toda vez que alguém comete uma transgressão, está fazendo um ato contra D'us utilizando Sua própria força.

E por que D'us permite que isto aconteça? Não é porque Ele não tem poder de impedir os maus atos da pessoa. Ele poderia facilmente paralisar imediatamente os braços e as pernas do transgressor. Mas Ele não faz isso por misericórdia. Ele é paciente, Ele prefere passar a enorme humilhação da pessoa utilizar a Sua força contra Ele mesmo apenas para dar a chance ao transgressor de se arrepender. Apesar da humilhação que precisa aguentar, D'us é misericordioso e paciente conosco.

Ensina o livro Tomer Dvora que se queremos que D'us se comporte assim conosco nos momentos em que precisamos de Sua misericórdia, então assim devemos nos comportar com nossos companheiros. Quando alguém faz algo que nos irrita, devemos ter paciência. Mesmo que alguém nos humilhe, devemos ter misericórdia. Pois quando nós "humilhamos" D'us, Ele tem muita paciência conosco.

Diz o Rav Moshe Cordovero que através dos "13 Atributos de Misericórdia" podemos nos assemelhar ao Criador. Quando despertamos a força de Misericórdia Celestial, não fazemos um bem apenas para nós mesmos, mas fazemos com que esta Misericórdia brilhe sobre o mundo inteiro. Portanto, em um instante de autocontrole, quando seguramos nossa raiva e temos paciência com alguém que nos ofendeu, podemos estar beneficiando o mundo inteiro. Precisamos nos esforçar para atingir este elevado nível espiritual, pois enquanto o fruto da raiva é o arrependimento, o fruto da paciência é trazer luz para o mundo inteiro.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:
São Paulo: 18h15  Rio de Janeiro: 18h01  Belo Horizonte: 18h02  Jerusalém: 16h57
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Frade (Fanny) bat Chava, Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Aviva (Jackelin) bat Mirta, Ester bat Rivka, Aron Natan ben Avraham, Clarice Chaia bat Nasha Blima, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Ruth bat Yafa, Yafa bat Salha, Haya bat Rahel, Avraham ben Miriam, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Shimshon ben Nechuma.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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