quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TERUMÁ 5772

BS"D



OURO PURO POR DENTRO E POR FORA - PARASHÁ TERUMÁ 5772 (24 de fevereiro de 2012)



"O Rav Menachem Mendel Morgensztern, mais conhecido como Kotzke Rebe, viveu há cerca de 200 anos e foi um grande líder Chassídico. Além de tudo o que ele ensinou durante sua vida, um dos ensinamentos mais importantes foi justamente perto de sua morte.



Quando o Kotzke Rebe estava já no final de sua vida, no leito de morte, ele estava cercado por muitas pessoas queridas, entre familiares, amigos e alunos. Certo dia ele se sentiu tão fraco que, em determinado momento, pensou que iria morrer. Cobrindo os olhos com a mão, ele pronunciou o "Shemá Israel" com grande fervor, achando que aquelas seriam suas últimas palavras no mundo.



Ao ver aquela cena, todos os presentes entenderam que o pior estava para acontecer. Mas nada aconteceu, o Kotzke Rebe não faleceu naquele momento e até mesmo voltou a recuperar um pouco de suas forças. Os alunos, curiosos, perguntaram quais foram os pensamentos que passaram pela sua cabeça no momento em que recitava o que seria o último "Shemá Israel" de sua vida. O Kotzke Rebe respondeu:



- Quando senti que o fim estava chegando, o primeiro pensamento que passou em minha cabeça foi: "O que todos pensarão e dirão sobre mim quando virem que minhas últimas palavras foram o Shemá Israel?".



Obviamente que o Kotzke Rebe teve intenções muito elevadas e puras no momento em que pronunciou o Shemá Israel. Provavelmente ele se referiu a algum sentimento sutil de contentamento que sentiu ao imaginar o que as pessoas diriam sobre ele. Este foi um grande ensinamento que o Kotzke Rebe nos deixou: mesmo sendo uma pessoa tão elevada, e nos prováveis últimos instantes de vida, ele não estava livre da necessidade de buscar louvores. Muito mais nós, que não estamos em níveis tão elevados, devemos nos cuidar desta necessidade de buscar reconhecimento público por nossos bons atos.



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Na Parashá desta semana, Terumá, a Torá começa a descrever todos os detalhes da construção do Mishkan, o Templo Móvel que acompanhou os judeus durante todos os anos em que permaneceram no deserto. O Templo Móvel ainda foi utilizado durante muitos anos na Terra de Israel, mas depois foi substituído, durante o reinado de Shlomo Hamelech (Rei Salomão), pelo Beit Hamikdash de Jerusalém. No total, a Torá dedica quase cinco Parashiót inteiras para descrever os detalhes do Mishkan. Por que estes detalhes são tão importantes, se o Mishkan permaneceu por apenas algum tempo e depois foi definitivamente substituído?



Ensinam nossos sábios que cada detalhe do Mishkan traz consigo preciosos ensinamentos para nossas vidas. Por exemplo, ao prestar atenção na estrutura do Aron Hakodesh (Arca Sagrada), aprendemos algo interessante. O Aron Hakodesh foi construído com madeira de acácia, mas D'us instruiu que ele fosse revestido de ouro, tanto por dentro quanto por fora, como está dito: "E você o revestirá de ouro puro por dentro, e por fora o revestirá" (Shemot 25:11). É interessante perceber que, quando a Torá descreve o revestimento interno, fala explicitamente que deve ser de ouro puro, mas não menciona o ouro puro quando descreve o revestimento externo. Será que havia alguma diferença entre os revestimentos interno e externo do Aron Hakodesh?



Explica o Kli Yakar, famoso comentarista da Torá, que certamente o revestimento externo também foi feito com o ouro mais puro, pois em todos os detalhes do Mishkan foram utilizados apenas os melhores materiais. Então por que a Torá diferenciou a parte interna da parte externa, se as duas foram feitas exatamente da mesma maneira?



Quando um artesão faz uma peça, a tendência é que ele capriche muito mais no acabamento externo, a parte que todos vêem, do que no acabamento interno. Por isso a Torá não precisou ressaltar que o revestimento externo também deveria ser de ouro puro, pois se o artesão sabia que deveria fazer o revestimento interno de ouro puro, certamente que faria o revestimento externo também.



Mas há uma explicação ainda mais profunda, relacionada com a grande dificuldade que o ser humano tem de vencer seu orgulho e sua necessidade de buscar honra. Estamos sempre procurando elogios e reconhecimento. Grande parte das coisas boas que fazemos na vida recebe um "empurrãozinho" quando sabemos que há alguém olhando. Queremos parecer boas pessoas aos olhos dos outros e, por isso, muitas vezes fazemos bons atos em público que nunca faríamos se estivéssemos sozinhos. Pode parecer algo normal e até aceitável, mas nossos sábios ensinam que o orgulho é uma das piores características do ser humano, da qual devemos fugir com todas as nossas forças.



Sentir orgulho pelos nossos atos é tão grave que, durante o Vidui (confissão) que pronunciamos 10 vezes durante Yom Kipur, mencionamos muitas transgressões relacionadas com o nosso orgulho. Por exemplo, uma das confissões é "pelos pecados que pecamos diante de Você com mesquinharia". Explicam nossos sábios que mesquinharia inclui também todas as vezes em que deixamos de fazer favores aos outros por saber que não se tornariam públicos e, portanto, não receberíamos louvores por eles.



O oposto do orgulho é a humildade em nossos atos cotidianos. A humildade é uma característica tão importante que a Torá abre exceções para que possamos atingi-la. Por exemplo, a Torá nos adverte duramente sobre a gravidade de falarmos mentira. Porém, o Talmud (Baba Metzia 23b) ensina que há 3 coisas pelas quais temos permissão de mentir, sendo uma delas a humildade. Existe a permissão de esconder nosso verdadeiro nível espiritual, mesmo que para isso seja necessário ocultar a verdade. Por exemplo, se alguém pergunta para um grande estudioso de Torá se ele já estudou todos os tratados do Talmud, mesmo se já tiver estudado ele pode dizer que não.



O grande valor da humildade nos atos também pode ser enxergado na Mitzvá de Tzedaká (caridade). Por mais que seja muito louvável qualquer ato de doação, quando ele é feito de maneira oculta, sem que a pessoa que recebeu ou outras pessoas em volta saibam quem está doando, ele adquire muito mais santidade e pureza.



Por isso nossos sábios ensinam que a pessoa é julgada pela bondade que faz em casa, com sua família, e não pelas bondades que faz na rua. Mesmo que alguém seja presidente de uma associação beneficente que ajuda milhares de carentes, se ele não ajuda também sua esposa e seus filhos, sua bondade não tem valor. Pois na rua as pessoas fazem bondades para mostrar aos outros o quanto são caridosas, mas o verdadeiro teste do ser humano é o quanto ele faz bondades dentro de casa, mesmo quando ninguém está olhando.



É isso que a Torá está nos ensinando através dos detalhes da construção do Aron Hakodesh. Quando alguém faz um ato "interno", isto é, sem que os outros estejam olhando, então este ato é como o ouro puro, pois é certamente movido por boas intenções verdadeiras. Já os atos "externos" nem sempre são puros, pois podem ter outras motivações menos nobres envolvidas, como a vontade de que outras pessoas testemunhem estes bons atos e o elogiem. Na realidade, é muito difícil manter motivos completamente puros quando fazemos uma Mitzvá em público.



Nos ensina a Torá: "Em todo lugar que encontramos a grandeza de D'us, lá encontramos também a Sua humildade". Não há grandeza verdadeira sem humildade. Temos que nos assemelhar ao Criador, buscar a humildade em nossos atos, fugir das honras e elogios. A pessoa espiritualmente elevada, que conhece seu valor verdadeiro, não precisa fazer propaganda de seus bons atos, pois para ela é suficiente que o Criador esteja vendo suas bondades. Por isso temos que nos esforçar para fazer nossos bons atos de maneira oculta, onde não há chances da pureza de nossas intenções ser manchada pelo desejo de reconhecimento.



Como vencer o nosso orgulho? Ensina o livro "Orchót Tzadikim" (Psicologia dos Justos) que todas as vezes em que fizermos um bom ato, temos que nos questionar: "Se ninguém estivesse olhando o que vou fazer agora, eu faria do mesmo jeito ou não?". Somente assim poderemos ter a certeza de que nosso revestimento é de ouro puro, tanto por dentro quanto por fora.



SHABAT SHALOM



R' Efraim Birbojm



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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ MISHPATIM 5772

BS"D


DESTRUINDO O INIMIGO - PARASHÁ MISHPATIM 5772 (17 de fevereiro de 2012)



"Um dos mais famosos presidentes dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, certa vez foi duramente criticado por seus opositores. O motivo das críticas era a política de boa vizinhança que ele utilizava no tratamento com seus inimigos. Durante um discurso público, ele foi duramente questionado por um jornalista:



- Senhor presidente, por que você tenta ser amigo de seus inimigos?



- O que você acha que eu deveria fazer com eles? – perguntou o presidente.



- Você deveria destruí-los – respondeu o jornalista.



- Mas não é exatamente isto o que eu estou fazendo? - respondeu o presidente, sorrindo - Toda vez que eu fico amigo de alguém que não gostava de mim, eu estou destruindo um inimigo..."



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A Parashá desta semana, Mishpatim, traz muitas Mitzvót "Bein Adam Lehaveiró" (entre o homem e seu semelhante), que nos ensinam o quanto D'us se importa com o nosso comportamento em relação aos outros seres humanos. Na realidade, um dos maiores indicadores da grandeza de um ser humano é a maneira como ele se comporta com as outras pessoas.



Sabemos que não é fácil ser uma boa pessoa. Passar por cima de ressentimentos, saber abrir mão do que gostamos para evitar uma briga, saber perdoar quando somos ofendidos, ser extremamente cuidadosos com a honra e a propriedade dos outros. É necessário um trabalho constante para conseguir controlar nossas más características, como a raiva e o orgulho, e desenvolver nossas boas características, como a humildade e a bondade.



Será que somos realmente boas pessoas? Por exemplo, imagine uma situação em que você é ofendido em público por outra pessoa. Você fica extremamente magoado, envergonhado pelo constrangimento público que passou. Alguns dias depois, ainda com o ego machucado, você está passando pela rua e vê seu desafeto em uma situação difícil. Você conseguiria não sentir alegria ao vê-lo na pior? Você venceria seu ressentimento e iria ajudá-lo?



Há uma Mitzvá na Parashá que nos ensina o quanto estamos distante do nosso verdadeiro potencial, o quanto estamos afastados do nível que D'us espera que possamos alcançar: "E se você vir o burro de uma pessoa que você odeia caído sob sua carga, você vai deixar de ajudá-lo? Você deve ajudar com ele" (Shemot 23:5).



Mas se prestarmos atenção nos detalhes desta Mitzvá, surgem vários questionamentos. Em primeiro lugar, a Torá nos proíbe veementemente de odiar outra pessoa, como está escrito: "Não odeie seu irmão em seu coração" (Vayikrá 19:17). Então por que a Torá traz justamente o exemplo de alguém que odeia seu companheiro? Além disso, quando a Torá nos comanda a ajudar nosso inimigo, por que utiliza a linguagem "Azov", que também significa "abandone", ao invés de "Azor, que significa "ajude"? E finalmente, por que Torá utiliza uma linguagem repetida, "Azov Taazov"?



Explica o Talmud (Pessachim 113b) que o versículo está falando sobre um ódio permitido pela Torá. Que ódio permitido é este? Segundo a Torá, uma pessoa só pode ser condenada por um tribunal através do testemunho de duas pessoas. Mas se uma transgressão foi testemunhada por apenas uma pessoa, de nada adianta esta pessoa ir ao tribunal para relatar o que viu. Esta pessoa, que testemunhou sozinha uma transgressão e não pode fazer a justiça se cumprir, desperta em seu coração um ódio pelo transgressor. É este o ódio ao qual o versículo se refere, um ódio permitido, que vem da vontade de fazer justiça e de zelar pelo nome de D'us, como está escrito: "O temor a D'us é odiar o mal" (Mishlei – Provérbios 8:13). Mas se foi a Torá mesma que nos permitiu odiar esta pessoa pelo grave erro que cometeu, então por que agora a Torá nos obriga a ajudá-la?



Para aumentar ainda mais a pergunta, o Talmud (Baba Metzia 32b) explica que se há, no mesmo momento, uma pessoa necessitando de ajuda para carregar seu burro e outra necessitando de ajuda para descarregar seu burro, a prioridade é ajudar aquele que precisa descarregar seu burro, para evitar causar um sofrimento desnecessário ao animal que já terminou seu trabalho. Mas o Talmud diz que, se no mesmo momento há um burro de um inimigo necessitando de ajuda para ser carregado e um burro de um amigo necessitando ser descarregado, a Mitzvá é ajudar primeiro o inimigo a carregar seu burro, indo contra a lógica apresentada anteriormente de que o ato de descarregar um animal tem prioridade sobre o ato de carregar . O que há de tão especial na Mitzvá de ajudar um inimigo que justifica inclusive passar por cima de outras Mitzvót?



Explica o livro "Lekach Tov" que as Mitzvót foram entregues para refinar o caráter do ser humano e ajudá-lo a vencer sua má-inclinação. No caso em que existe um ódio entre duas pessoas, mesmo que é um ódio permitido pela Torá, D'us quer ensinar o ser humano a vencer as suas tendências naturais e a desenvolver seu autocontrole, mesmo em situações extremas, para assim chegar à perfeição. O propósito das Mitzvót é arrancar do coração do ser humano qualquer resquício de maldade e ajudá-lo a se purificar completamente. Portanto, neste caso a Torá isentou a pessoa de outras Mitzvót para que ela pudesse refinar seu caráter e tirar do coração o ódio que sente pelo seu inimigo.



Mesmo nos casos em que a Torá nos deu permissão de sentir ódio, a permissão é apenas de odiar o ato, mas nunca de odiar a pessoa. Porém, quando deixamos o sentimento de ódio entrar em nosso coração, abrimos a possibilidade de que este ódio se espalhe e acabe se tornando um ódio pessoal, que é proibido e muito grave. É por isso que a Torá utilizou a linguagem "Azov", pois apesar de ser um ódio permitido, apesar de termos inclusive a possibilidade de corrigir a pessoa que errou com uma bronca ou até um castigo, é melhor para nós mesmos abandonar este sentimento e tirar completamente o ódio do nosso coração. Pois da mesma forma que D'us poderia constantemente nos corrigir através de castigos, mas muitas vezes Ele aguarda com paciência e amor o nosso arrependimento, assim temos que fazer com o próximo, tentar trazê-lo de volta aos caminhos corretos com amor e não com gritos.



E por que a repetição "Azov Taazov"? A explicação mais simples é que devemos repetidamente ajudar o nosso inimigo, quantas vezes for necessário, até que seu burro readquira a firmeza para continuar sua caminhada. Mas há uma explicação um pouco mais profunda. No momento em que a pessoa tira do seu coração o ódio que sentia pelo transgressor, no Tribunal Celestial também as suas próprias transgressões são canceladas, como ensinam os nossos sábios: "Aquele que passa por cima de suas características, passam por cima de todas as suas transgressões". A linguagem repetitiva ressalta que, se tratamos com misericórdia aqueles que transgridem, assim também seremos tratados com misericórdia por D'us quando transgredirmos. Mas se formos sempre rigorosos com todos, também nosso julgamento celestial será muito rigoroso e detalhado.



Portanto, mais ódio que sentimos dos nossos inimigos de carne e osso devemos sentir do nosso verdadeiro inimigo, o Yetzer Hará (má inclinação), que tenta desviar nosso coração do trabalho espiritual de purificação que viemos fazer neste mundo. E uma das principais maneiras de derrotar o Yetzer Hará é deixando de fora qualquer sentimento negativo, como raiva e ressentimento, mesmo quando forem permitidos.



SHABAT SHALOM



R' Efraim Birbojm



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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ ITRÓ 5772

BS"D



PROGRESSO: PASSADO OU FUTURO? - PARASHÁ ITRÓ 5772 (10 de fevereiro de 2012)



"Um senhor idoso estava sentado em um banco na frente de sua casa, ao lado de seu filho que lia, concentrado, as notícias do jornal. De repente, o pai escutou um barulho e perguntou ao filho o que era aquilo. O filho desviou os olhos do jornal, olhou para o local que o pai havia indicado, respondeu que era apenas um pássaro que havia pousado ali e imediatamente voltou à sua leitura. Mais alguns instantes se passaram e o pássaro fez um novo ruído. Novamente o pai idoso perguntou o que era aquilo e o filho, já um pouco mal humorado, respondeu que era apenas um pássaro. Quando pela terceira vez o pai interrompeu o filho após escutar um barulho, o filho perdeu a paciência, estourou e começou a gritar:



- Você está surdo? Você não escutou que é apenas um pássaro? Um pássaro!!! Só um pássaro!!! Nada mais do que um pássaro, entendeu?



O pai, calado e cabisbaixo, levantou-se do banco, entrou em casa e voltou alguns instantes depois, trazendo um livro na mão. Era um diário, que ele havia escrito muitos anos atrás, quando seu filho ainda era pequeno. Abriu em uma página, estendeu ao filho e mandou-o ler em voz alta. O filho começou:



- Hoje meu filho, que fez três anos há poucos dias, estava sentado comigo em um parque quando um pássaro veio em nossa direção. Meu filho me perguntou 21 vezes o que era aquilo e eu respondi, 21 vezes, que era um pássaro. Eu o abraçava cada vez que ele me fazia a mesma pergunta, sem ficar zangado, sentindo carinho pelo meu pequeno garoto...



O filho não conseguiu mais terminar de ler. Lágrimas rolavam do seu rosto. Ele abraçou e beijou seu pai, arrependido por ter perdido a paciência e tê-lo tratado tão mal"



Como diz o ditado, um pai pode cuidar de 10 filhos, mas 10 filhos não conseguem cuidar de um pai.



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A parte central da Parashá desta semana, Itró, e certamente o evento que mudou a história da humanidade, é a entrega da Torá no Monte Sinai, a primeira e única revelação de D'us para um povo inteiro, mais de 3 milhões de pessoas. D'us começou com a entrega das duas tábuas que continham os 10 Mandamentos. Por que duas tábuas e não apenas uma? Pois a primeira tábua continha os Mandamentos "Bein Adam LaMakom" (Entre o homem e D'us), como, por exemplo, não cometer idolatria nem pronunciar o nome de D'us em vão, enquanto a segunda tábua continha os Mandamentos "Bein Adam Lehaveiró" (Entre o homem e seu semelhante), como, por exemplo, não matar e não cometer adultério. D'us estava nos ensinando que não podemos ser rigorosos apenas no cumprimento das Mitzvót que são relacionadas com Ele, mas lenientes com as Mitzvót relacionadas aos outros seres humanos, pois todo aquele que causa um dano ao seu companheiro, tanto se for algo físico, emocional ou financeiro, é como se também estivesse causando um dano ao próprio Criador.



Mas se observarmos com cuidado os Mandamentos, surgem algumas perguntas. Por exemplo, o quarto Mandamento é "Lembre-se do Shabat para santificá-lo" (Shemot 20:8), enquanto o quinto Mandamento é "Honrarás teu pai e tua mãe, para que se alonguem seus dias sobre a terra que Hashem, teu D'us, dá para vocês" (Shemot 20:12). Será que existe algum motivo especial para D'us ter juntado estes dois Mandamentos? A pergunta fica ainda mais forte quando observamos, na Parashá Kedoshim, que estas duas Mitzvót são mencionadas juntas no mesmo versículo: "Todo homem deve respeitar sua mãe e seu pai, e Meu Shabat você deve observar. Eu sou Hashem, teu D'us" (Vayikrá 19:3). Qual a conexão entre estas duas Mitzvót aparentemente tão diferentes? Além disso, se a primeira tábua traz Mandamentos entre o homem e D'us, por que a Mitzvá de honrar os pais, que aparentemente é uma Mitzvá entre o homem e seu semelhante, foi escrita na primeira tábua? E, finalmente, é interessante perceber que a Mitzvá de honrar os pais é uma das poucas Mitzvót da Torá cuja recompensa está explicitamente escrita. Mas por que a Torá utiliza a linguagem "alongar seus dias", ao invés de "aumentar seus dias"? Quem cumpre a Mitzvá de honrar os pais faz com que seu dia fique mais longo?



Muitas vezes surgem dilemas morais em nossas vidas. Por exemplo, um cardiologista que está a caminho do casamento de sua própria filha e recebe um chamado urgente para operar um paciente que está entre a vida e a morte, o que ele deve fazer? O que é mais correto, deixar sua própria filha sozinha na Chupá e salvar a vida de um estranho? Quem pode responder perguntas deste tipo, onde os dois lados parecem ser corretos?



Quando D'us nos entregou a Torá, não recebemos apenas um livro, recebemos um "Manual de instruções" da vida. Portanto, a Torá deve conter todos os ensinamentos que precisamos para tomar sempre as decisões corretas, inclusive quando surgem dilemas morais.



Explica Rashi, comentarista da Torá, que a proximidade entre os assuntos de Shabat e honrar os pais nos ensina a resolver um difícil dilema moral. A Torá obriga os filhos a respeitarem seus pais, e também a Torá nos obriga a guardar o Shabat, evitando fazer qualquer atividade criativa neste dia. Mas o que acontece se os pais nos ordenam a desrespeitar o Shabat? O que prevalece? A ordem das Mitzvót no versículo nos ensina que devemos respeitar os pais, mas se eles nos ordenarem a quebrar o Shabat ou qualquer outra Mitzvá da Torá, estamos isentos de escutá-los. Por que? A explicação está nas últimas palavras do versículo, "Eu sou Hashem, teu D'us". É como se D'us estivesse dizendo: "Eu comandei a vocês escutarem seus pais, mas Eu também comandei seus pais a guardarem Meu Shabat. Por isso, se seus pais ordenarem que Meu Shabat seja quebrado, vocês estão isentos de escutá-los, pois Eu sou D'us, Quem criou todas as leis da Torá".



Mas se o ensinamento é em relação a todas as Mitzvót da Torá, isto é, que estamos isentos de escutar nossos pais se eles forem contra qualquer uma das 613 Mitzvót que D'us nos comandou, por que justamente o Shabat foi escolhido para nos transmitir este ensinamento?



Outra grande pergunta, que muitos educadores tentam responder, é por que os jovens atualmente desrespeitam tanto seus pais? Não estamos falando de casos extremos, como o de jovens que chegam a utilizar violência física e moral contra seus pais. A pergunta é sobre a maioria dos jovens, pessoas normais, mas que tratam seus pais como se fossem colegas de escola, passando por cima de suas ordens e tomando suas próprias decisões sem levar em consideração a opinião dos pais. Qual é a fonte deste desrespeito? Por que os jovens já não escutam mais a orientação e a experiência de seus pais?



Explica o Rav Yaacov Kamenetzky que a resposta está justamente na proximidade entre os conceitos do Shabat e de honrar os pais. O Shabat representa a Emuná (fé) de que D'us criou o mundo em 6 dias e descansou no sétimo dia. Todo aquele que guarda o Shabat demonstra, através do seu ato de respeito, que ele acredita que foi D'us Quem criou o universo e o primeiro homem, Adam Harishon, à Sua imagem e semelhança, isto é, em um nível espiritual muito alto. Portanto, esta pessoa consegue automaticamente entender que cada geração acima de nós estava mais próxima da Criação e, portanto, é mais meritória de receber respeito. Já uma pessoa que acredita que o mundo é uma grande "coincidência" e que viemos de simples proteínas que se juntaram ao acaso e formaram a vida, quanto mais a geração se afasta do "Big Bang", mais evoluída se torna. Portanto, cada nova geração se sente mais meritória do que a anterior.



O próprio Rav Yaacov Kamenetzky, quando já tinha certa idade, vivenciou este conceito ao viajar de avião acompanhado por seus filhos e netos. Ao seu lado viajava um professor israelense não-religioso que durante toda a viagem observou, surpreso, os netos do rabino vindo a todo instante para servi-lo ou apenas para verificar se estava tudo bem. Ele questionou como o rabino conseguia ter netos que o respeitavam tanto, já que ele também tinha alguns netos, mas que não lhe davam o mínimo respeito. O rabino respondeu que o professor havia ensinado aos seus netos que eles descendiam do macaco. Portanto, cada geração que passa se afasta mais dos macacos e torna-se mais evoluída e, portanto, era ele quem deveria honrar seus netos. Já os netos do rabino haviam aprendido que eles descendem de Adam Harishon, um ser criado à imagem e semelhança de D'us, e cada geração que passa vai sofrendo uma queda espiritual e se afastando da criação inicial. Portanto, eles entendem que o avô está em um nível mais elevado que eles e, por isso, o respeitam tanto.



A visão judaica nos ajuda a ver o passado com um brilho especial, justamente ao contrário da Cultura Ocidental, que enfatiza o progresso e vê o passado como algo velho e decadente. O judaísmo enfatiza que devemos viver de acordo com os ensinamentos da Torá, que foram entregue há mais de 3 mil anos e, apesar disso, continuam completamente atuais. Em Lashon Hakodesh, a palavra "progresso" é "Kadima", que vêm da mesma raiz de "Kedem", que significa "passado". Segundo a Torá, o progresso verdadeiro deve estar conectado com os valores do passado, pois estes valores verdadeiros e eternos podem nos ajudar muito em nossas vidas. Se não há respeito pelo passado, não há futuro.



É por isso que atualmente os jovens não respeitam mais seus pais, pois em suas vidas D'us não está mais presente. Para a juventude, a religião tornou-se algo mecânico, que se pratica apenas nas poucas vezes em que vão à sinagoga, sem nenhuma importância para seu cotidiano. Por isso, o respeito aos pais virou algo antiquado. Nos sentimos mais modernos que nossos pais, pois conhecemos melhor do que eles os computadores, os Ipads e os smartphones. Apenas nos esquecemos que eles têm algo que demoraremos muito para ter: experiência de vida.



Portanto, isto ajuda a explicar por que a recompensa de honrar os pais é "alongar seus dias". No nosso dia-a-dia, por inexperiência, perdemos muito tempo. Por causa de pequenos erros muitas vezes precisamos refazer as mesmas coisas várias vezes. Por isso, aquele que honra seus pais e escuta seus ensinamentos, que aproveita a experiência de vida que eles têm a oferecer, aproveita muito melhor seu tempo e evita muitos erros, fazendo com que seus dias sejam mais bem vividos, como se fossem mais longos.



Qualquer ser humano é criado através de uma "sociedade" entre o pai, a mãe e D'us. Portanto, quando um filho honra seus pais, D'us também é honrado, pois Ele diz: "Se eu estivesse ali com eles, também estaria recebendo esta honra". Mas se um filho não respeita seus pais, D'us também se sente desrespeitado e diz: "Se eu estivesse ali com eles, também estaria sendo desrespeitado". É por isso que o quinto Mandamento, que nos comanda a honrar nossos pais, apesar de ser entre o homem e seu semelhante, está na primeira tábua, junto com os outros Mandamentos entre o homem e D'us.



SHABAT SHALOM



R' Efraim Birbojm



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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BESHALACH 5772

BS"D



VOCÊ NUNCA ESTÁ SOZINHO – PARASHÁ BESHALACH 5772 (03 de fevereiro de 2012)



"Certa vez o Baal Shem Tov, fundador do Movimento Chassídico, estava viajando em uma carruagem. Quando a carruagem entrou em uma estrada deserta, ele olhou para o lado e viu que havia lindos campos e pomares repletos de suculentas frutas. O cocheiro repentinamente parou a carruagem e disse:



- Escute, vou rapidamente entrar em um destes pomares e pegar um pouco destas deliciosas frutas. Mas como são pomares particulares, por favor preste atenção. Se você perceber que alguém está olhando, grite o mais alto que puder para me alertar.


Sem esperar a resposta do Baal Shem Tov, o cocheiro puxou as rédeas do cavalo, desceu do seu assento e saltou a cerca que protegia o pomar. Tinha dado poucos passos quando o Baal Shem Tov gritou com toda sua força:



- Estão olhando, estão olhando!



Imediatamente o cocheiro voltou correndo, sentou-se em seu lugar e partiu em disparada. Então ele olhou para trás e percebeu que não havia ninguém, a estrada continuava completamente deserta. Irritado, ele repreendeu o Baal Shem Tov:



- Por que você mentiu? Não há ninguém olhando!



O Baal Shem Tov apontou para o céu e disse:



- Eu não menti. Estão olhando, estão olhando..."



Ensinam os nossos sábios: "Reflita sobre 3 coisas e você nunca pecará. Saiba o que há acima de você: um Olho que vê, um Ouvido que escuta, e todos os seus atos são anotados em um livro" (Pirkei Avót 2:1).



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Na Parashá desta semana, Beshalach, o povo judeu finalmente saiu do Egito, terminando os 210 anos de escravidão. Mas a tranquilidade durou pouco, pois os egípcios logo se arrependeram de terem libertado seus escravos e partiram em sua perseguição. Apesar de todos os milagres que os judeus haviam presenciado, ao verem que os egípcios os perseguiam com centenas de carros de guerra, temeram muito e gritaram para D'us. Os egípcios viram então uma última demonstração da força e do poder de D'us, quando Ele abriu o Mar Vermelho para que o povo judeu passasse e fechou-o sobre os egípcios, matando de uma só vez todo o exército egípcio. Quando os judeus viram os egípcios mortos, sentiram-se finalmente livres e um sentimento de imensa gratidão subiu em seus corações. Neste momento eles fizeram um cântico de louvor a D'us, chamado "Shirat Haiam" (Cântico do mar).



Há um versículo antes do Shirat Haiam que nos chama a atenção: "E viu Israel a mão grande que D'us infligiu sobre o Egito. E o povo temeu a D'us, e confiou em D'us e em Moshé, Seu servo" (Shemot 14:31). Mas há algo difícil de entender, pois da linguagem do versículo parece que somente agora o povo judeu temeu e confiou em D'us. Há um Midrash (parte da Torá Oral) que é ainda mais explícito: "Até aqui eles não tinham temor a D'us. De agora em diante tiveram temor a D'us". Como podemos entender o versículo e o Midrash? Após ver todas as pragas e milagres que D'us tinha feito no Egito, o povo judeu não tinha temor a D'us? E o que o milagre da abertura do Mar Vermelho teve de tão especial, que não foi enxergado nas 10 pragas do Egito?



Explica o Rav Yossef Dov Soloveitchik, mais conhecido como Beit Halevi, que na verdade existem dois tipos de temor: um temor que vem por medo do castigo e um temor que vem por amor. O temor por medo do castigo vem quando a pessoa vê os castigos que recebem aqueles que cometem maus atos. Este é um nível muito mais baixo de temor, pois até mesmo os animais chegam a este nível, quando desenvolvem o medo de receber um castigo por um mau ato.



Já o temor que vem do amor se compara ao sentimento de uma pessoa que caiu em um rio com uma forte correnteza e foi arrastado pelas águas. Já sem esperanças, em um último esforço, ela estende a mão para fora da água. De repente ela sente uma mão agarrando-a e percebe que um homem, parado na margem, está segurando-a firmemente e puxando-a em sua direção para salvar sua vida. O que esta pessoa que quase se afogou sente? Um misto de medo e gratidão. Por um lado ela sente uma imensa gratidão por aquele homem que está salvando sua vida, mas por outro lado ela sente um grande medo, pois sua vida está nas mãos daquela pessoa. Se ele abrir a mão e soltá-lo, o afogamento é inevitável. Esta sensação, que reúne um misto de temor e amor, é o segundo nível de temor a D'us.



Explica o Beit Halevi que os judeus, quando viram a rigorosidade dos castigos que os egípcios receberam de D'us por todas as maldades que haviam feito, adquiriram o temor por medo do castigo. Eles perceberam que D'us não havia criado o mundo e se ausentado, ao contrário, Ele participava ativamente do cotidiano, controlando tudo o que acontecia com "Hashgachá Pratid" (Supervisão Particular). Eles perceberam que os castigos que recaíram sobre os egípcios não foram apenas como um tapa dado em uma criança malcriada. Cada uma das pragas foi um castigo para vingar, na mesma medida, alguma maldade que os egípcios haviam feito aos judeus. Nenhum detalhe foi esquecido, nenhuma maldade foi deixada de lado, até o último centavo foi pago.



Mas somente quando os judeus atravessaram o Mar Vermelho eles chegaram ao segundo nível de temor, o temor que provém do amor. Parte do mar se congelou, permitindo que eles o atravessassem andando, mesmo nas partes mais profundas. Nas laterais e no teto a água ficou parada, formando túneis pelos quais cada tribo conseguiu atravessar o mar. D'us segurou a água para que ela ficasse parada como uma muralha e não caísse sobre o povo judeu. Neste momento o povo judeu conseguiu se conectar a D'us em um nível que nunca havia experimentado antes. Eles se sentiam seguros sob a proteção Divina mas, ao mesmo tempo, eles temiam muito, pois sabiam que se D'us "soltasse" as águas, eles morreriam afogados  imediatamente.



É isso o que o Midrash nos ensina quando diz que até aquele momento o povo judeu não temia a D'us. Apesar deles já terem desenvolvido o medo do castigo, observando as pragas que devastaram o Egito, o nível mais profundo de temor, um temor que vem por amor, eles ainda não haviam desenvolvido até aquele momento. Pois este segundo nível de temor somente é alcançado através de muita reflexão, quando conseguimos perceber que D'us, por um lado, criou o mundo a partir do nada e o mantém a cada instante, mas por outro lado, se Ele deixasse de recriar o mundo por um único instante, tudo voltaria imediatamente para o caos. É D'us quem faz as regras e Ele pode, de acordo com Sua vontade, reescrevê-las quando desejar.



As pessoas que meritam chegar a este nível de temor a D'us vencem o medo de qualquer outra coisa. Quando fica claro para a pessoa que não existe realidade fora a criada por D'us, ela consegue entender que na verdade não existe nenhuma diferença entre o mar e a terra seca. Pois também a terra seca somente existe porque D'us a está recriando a cada instante e, portanto, não há razão para se sentir mais seguro na terra do que na água. Mesmo animais ferozes não são temidos por aqueles que temem a D'us de verdade, pois nenhuma criatura tem força própria, tudo é recriado a cada instante. A força que um leão tinha para causar danos a um ser humano há um segundo não dizem nada sobre a sua força no próximo instante. Portanto, aqueles que chegam a este nível de temor perdem completamente seus medos secundários.



O temor do castigo é algo instintivo, até mesmo os animais podem atingi-lo. Já o temor por amor precisa de trabalho, de esforço, de reflexão. Precisamos trabalhar no coração a certeza de que não existem forças da natureza, tudo é controlado por D'us, tudo é recriado por Ele a cada instante. Somente assim sentiremos a tranquilidade de saber que tudo o que ocorre está somente nas mãos de D'us.



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R' Efraim Birbojm



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