sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ ITRÓ 5772

BS"D



PROGRESSO: PASSADO OU FUTURO? - PARASHÁ ITRÓ 5772 (10 de fevereiro de 2012)



"Um senhor idoso estava sentado em um banco na frente de sua casa, ao lado de seu filho que lia, concentrado, as notícias do jornal. De repente, o pai escutou um barulho e perguntou ao filho o que era aquilo. O filho desviou os olhos do jornal, olhou para o local que o pai havia indicado, respondeu que era apenas um pássaro que havia pousado ali e imediatamente voltou à sua leitura. Mais alguns instantes se passaram e o pássaro fez um novo ruído. Novamente o pai idoso perguntou o que era aquilo e o filho, já um pouco mal humorado, respondeu que era apenas um pássaro. Quando pela terceira vez o pai interrompeu o filho após escutar um barulho, o filho perdeu a paciência, estourou e começou a gritar:



- Você está surdo? Você não escutou que é apenas um pássaro? Um pássaro!!! Só um pássaro!!! Nada mais do que um pássaro, entendeu?



O pai, calado e cabisbaixo, levantou-se do banco, entrou em casa e voltou alguns instantes depois, trazendo um livro na mão. Era um diário, que ele havia escrito muitos anos atrás, quando seu filho ainda era pequeno. Abriu em uma página, estendeu ao filho e mandou-o ler em voz alta. O filho começou:



- Hoje meu filho, que fez três anos há poucos dias, estava sentado comigo em um parque quando um pássaro veio em nossa direção. Meu filho me perguntou 21 vezes o que era aquilo e eu respondi, 21 vezes, que era um pássaro. Eu o abraçava cada vez que ele me fazia a mesma pergunta, sem ficar zangado, sentindo carinho pelo meu pequeno garoto...



O filho não conseguiu mais terminar de ler. Lágrimas rolavam do seu rosto. Ele abraçou e beijou seu pai, arrependido por ter perdido a paciência e tê-lo tratado tão mal"



Como diz o ditado, um pai pode cuidar de 10 filhos, mas 10 filhos não conseguem cuidar de um pai.



********************************************



A parte central da Parashá desta semana, Itró, e certamente o evento que mudou a história da humanidade, é a entrega da Torá no Monte Sinai, a primeira e única revelação de D'us para um povo inteiro, mais de 3 milhões de pessoas. D'us começou com a entrega das duas tábuas que continham os 10 Mandamentos. Por que duas tábuas e não apenas uma? Pois a primeira tábua continha os Mandamentos "Bein Adam LaMakom" (Entre o homem e D'us), como, por exemplo, não cometer idolatria nem pronunciar o nome de D'us em vão, enquanto a segunda tábua continha os Mandamentos "Bein Adam Lehaveiró" (Entre o homem e seu semelhante), como, por exemplo, não matar e não cometer adultério. D'us estava nos ensinando que não podemos ser rigorosos apenas no cumprimento das Mitzvót que são relacionadas com Ele, mas lenientes com as Mitzvót relacionadas aos outros seres humanos, pois todo aquele que causa um dano ao seu companheiro, tanto se for algo físico, emocional ou financeiro, é como se também estivesse causando um dano ao próprio Criador.



Mas se observarmos com cuidado os Mandamentos, surgem algumas perguntas. Por exemplo, o quarto Mandamento é "Lembre-se do Shabat para santificá-lo" (Shemot 20:8), enquanto o quinto Mandamento é "Honrarás teu pai e tua mãe, para que se alonguem seus dias sobre a terra que Hashem, teu D'us, dá para vocês" (Shemot 20:12). Será que existe algum motivo especial para D'us ter juntado estes dois Mandamentos? A pergunta fica ainda mais forte quando observamos, na Parashá Kedoshim, que estas duas Mitzvót são mencionadas juntas no mesmo versículo: "Todo homem deve respeitar sua mãe e seu pai, e Meu Shabat você deve observar. Eu sou Hashem, teu D'us" (Vayikrá 19:3). Qual a conexão entre estas duas Mitzvót aparentemente tão diferentes? Além disso, se a primeira tábua traz Mandamentos entre o homem e D'us, por que a Mitzvá de honrar os pais, que aparentemente é uma Mitzvá entre o homem e seu semelhante, foi escrita na primeira tábua? E, finalmente, é interessante perceber que a Mitzvá de honrar os pais é uma das poucas Mitzvót da Torá cuja recompensa está explicitamente escrita. Mas por que a Torá utiliza a linguagem "alongar seus dias", ao invés de "aumentar seus dias"? Quem cumpre a Mitzvá de honrar os pais faz com que seu dia fique mais longo?



Muitas vezes surgem dilemas morais em nossas vidas. Por exemplo, um cardiologista que está a caminho do casamento de sua própria filha e recebe um chamado urgente para operar um paciente que está entre a vida e a morte, o que ele deve fazer? O que é mais correto, deixar sua própria filha sozinha na Chupá e salvar a vida de um estranho? Quem pode responder perguntas deste tipo, onde os dois lados parecem ser corretos?



Quando D'us nos entregou a Torá, não recebemos apenas um livro, recebemos um "Manual de instruções" da vida. Portanto, a Torá deve conter todos os ensinamentos que precisamos para tomar sempre as decisões corretas, inclusive quando surgem dilemas morais.



Explica Rashi, comentarista da Torá, que a proximidade entre os assuntos de Shabat e honrar os pais nos ensina a resolver um difícil dilema moral. A Torá obriga os filhos a respeitarem seus pais, e também a Torá nos obriga a guardar o Shabat, evitando fazer qualquer atividade criativa neste dia. Mas o que acontece se os pais nos ordenam a desrespeitar o Shabat? O que prevalece? A ordem das Mitzvót no versículo nos ensina que devemos respeitar os pais, mas se eles nos ordenarem a quebrar o Shabat ou qualquer outra Mitzvá da Torá, estamos isentos de escutá-los. Por que? A explicação está nas últimas palavras do versículo, "Eu sou Hashem, teu D'us". É como se D'us estivesse dizendo: "Eu comandei a vocês escutarem seus pais, mas Eu também comandei seus pais a guardarem Meu Shabat. Por isso, se seus pais ordenarem que Meu Shabat seja quebrado, vocês estão isentos de escutá-los, pois Eu sou D'us, Quem criou todas as leis da Torá".



Mas se o ensinamento é em relação a todas as Mitzvót da Torá, isto é, que estamos isentos de escutar nossos pais se eles forem contra qualquer uma das 613 Mitzvót que D'us nos comandou, por que justamente o Shabat foi escolhido para nos transmitir este ensinamento?



Outra grande pergunta, que muitos educadores tentam responder, é por que os jovens atualmente desrespeitam tanto seus pais? Não estamos falando de casos extremos, como o de jovens que chegam a utilizar violência física e moral contra seus pais. A pergunta é sobre a maioria dos jovens, pessoas normais, mas que tratam seus pais como se fossem colegas de escola, passando por cima de suas ordens e tomando suas próprias decisões sem levar em consideração a opinião dos pais. Qual é a fonte deste desrespeito? Por que os jovens já não escutam mais a orientação e a experiência de seus pais?



Explica o Rav Yaacov Kamenetzky que a resposta está justamente na proximidade entre os conceitos do Shabat e de honrar os pais. O Shabat representa a Emuná (fé) de que D'us criou o mundo em 6 dias e descansou no sétimo dia. Todo aquele que guarda o Shabat demonstra, através do seu ato de respeito, que ele acredita que foi D'us Quem criou o universo e o primeiro homem, Adam Harishon, à Sua imagem e semelhança, isto é, em um nível espiritual muito alto. Portanto, esta pessoa consegue automaticamente entender que cada geração acima de nós estava mais próxima da Criação e, portanto, é mais meritória de receber respeito. Já uma pessoa que acredita que o mundo é uma grande "coincidência" e que viemos de simples proteínas que se juntaram ao acaso e formaram a vida, quanto mais a geração se afasta do "Big Bang", mais evoluída se torna. Portanto, cada nova geração se sente mais meritória do que a anterior.



O próprio Rav Yaacov Kamenetzky, quando já tinha certa idade, vivenciou este conceito ao viajar de avião acompanhado por seus filhos e netos. Ao seu lado viajava um professor israelense não-religioso que durante toda a viagem observou, surpreso, os netos do rabino vindo a todo instante para servi-lo ou apenas para verificar se estava tudo bem. Ele questionou como o rabino conseguia ter netos que o respeitavam tanto, já que ele também tinha alguns netos, mas que não lhe davam o mínimo respeito. O rabino respondeu que o professor havia ensinado aos seus netos que eles descendiam do macaco. Portanto, cada geração que passa se afasta mais dos macacos e torna-se mais evoluída e, portanto, era ele quem deveria honrar seus netos. Já os netos do rabino haviam aprendido que eles descendem de Adam Harishon, um ser criado à imagem e semelhança de D'us, e cada geração que passa vai sofrendo uma queda espiritual e se afastando da criação inicial. Portanto, eles entendem que o avô está em um nível mais elevado que eles e, por isso, o respeitam tanto.



A visão judaica nos ajuda a ver o passado com um brilho especial, justamente ao contrário da Cultura Ocidental, que enfatiza o progresso e vê o passado como algo velho e decadente. O judaísmo enfatiza que devemos viver de acordo com os ensinamentos da Torá, que foram entregue há mais de 3 mil anos e, apesar disso, continuam completamente atuais. Em Lashon Hakodesh, a palavra "progresso" é "Kadima", que vêm da mesma raiz de "Kedem", que significa "passado". Segundo a Torá, o progresso verdadeiro deve estar conectado com os valores do passado, pois estes valores verdadeiros e eternos podem nos ajudar muito em nossas vidas. Se não há respeito pelo passado, não há futuro.



É por isso que atualmente os jovens não respeitam mais seus pais, pois em suas vidas D'us não está mais presente. Para a juventude, a religião tornou-se algo mecânico, que se pratica apenas nas poucas vezes em que vão à sinagoga, sem nenhuma importância para seu cotidiano. Por isso, o respeito aos pais virou algo antiquado. Nos sentimos mais modernos que nossos pais, pois conhecemos melhor do que eles os computadores, os Ipads e os smartphones. Apenas nos esquecemos que eles têm algo que demoraremos muito para ter: experiência de vida.



Portanto, isto ajuda a explicar por que a recompensa de honrar os pais é "alongar seus dias". No nosso dia-a-dia, por inexperiência, perdemos muito tempo. Por causa de pequenos erros muitas vezes precisamos refazer as mesmas coisas várias vezes. Por isso, aquele que honra seus pais e escuta seus ensinamentos, que aproveita a experiência de vida que eles têm a oferecer, aproveita muito melhor seu tempo e evita muitos erros, fazendo com que seus dias sejam mais bem vividos, como se fossem mais longos.



Qualquer ser humano é criado através de uma "sociedade" entre o pai, a mãe e D'us. Portanto, quando um filho honra seus pais, D'us também é honrado, pois Ele diz: "Se eu estivesse ali com eles, também estaria recebendo esta honra". Mas se um filho não respeita seus pais, D'us também se sente desrespeitado e diz: "Se eu estivesse ali com eles, também estaria sendo desrespeitado". É por isso que o quinto Mandamento, que nos comanda a honrar nossos pais, apesar de ser entre o homem e seu semelhante, está na primeira tábua, junto com os outros Mandamentos entre o homem e D'us.



SHABAT SHALOM



R' Efraim Birbojm



**************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT
São Paulo: 19h32  Rio de Janeiro: 19h14  Belo Horizonte: 19h17  Jerusalém: 16h41

**************************************************************************


Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Ester bat Libi, Frade (Fanny) bat Chava, Chana bat Rachel, Léa bat Chana; Pessach ben Sima, Eliashiv ben Tzivia; Israel Itzchak ben Sima; Eliahu ben Sara Chava; Avraham David ben Reizel; Yechezkel ben Sarit Sara Chaya; Sara Beila bat Tzvia; Estela bat Arlete; Ester bat Feige; Moshe Yehuda ben Sheva Ruchel; Esther Damaris bat Sara Maria; Yair Chaim ben Chana; Dalia bat Ester; Ghita Leia Bat Miriam; Chaim David ben Messodi; David ben Beila; Dobe Elke bat Rivka Lie; Avraham ben Linda; Tzvi ben Liba; Chaim Verahamin ben Margarete; Rivka bat Brucha; Esther bat Miriam, Sara Adel bat Miriam, Mordechai Ghershon Ben Malia Rachel, Pinchas Ben Chaia, Yitzchak Yoel Hacohen Ben Rivka, Yitzchak Yaacov Ben Chaia Devora, Avraham Ben Dinah, Avraham David Hacohen Ben Rivka, Bracha Chaya Ides Bat Sarah Rivka, Tzipora Bat Shoshana, Levona Bat Yona e Havivah Bat Basia, Daniel Chaim ben Tzofia Bracha, Chana Miriam bat Chana, Yael Melilla bat Ginete, Bela bat Sima; Israel ben Zahava; Nissim ben Elis Shoshana; Avraham ben Margarita; Sharon Bat Chana; Rachel bat Nechama, Yehuda ben Ita, Latife bat Renee, Avraham bem Sime, Clarisse Chaia bat Nasha Blima, Tzvi Mendel ben Ester, Marcos Mordechai Itschak ben Habibe, Yacov Eliezer ben Sara Masha, Yossef Gershon ben Taube, Manha Milma bat Ita Prinzac, Rachel bat Luna, Chaim Shmuel ben Sara, Moshe Avraham Tzvi ben Ahuva, Avraham ben Ahuva, Miriam bat Yehudit, Alexander Baruch  ben Guita, Shmuel ben Nechama Diná, Avracham Moshe ben Miriam Tobá, Guershon Arie ben Dvora, Mazal bat Miriam, Yadah ben Zarife, Shmuel Ben Chava, Mordechai ben Malka, Chaim Dov Rafael ben Esther, Menachem ben Feigue, Shmuel ben Liva, Hechiel Hershl ben Esther, Shlomo ben Chana Rivka, Natan ben Sheina Dina, Mordechai Ghershon ben Malia Rochel, Benyomin ben Perl, Ytzchok Yoel haCohen ben Rivka, Sarah Malka ben Rivka, Malka bat Toibe, Chana Miriam bat Sarah, Feigue bat Guitel, Gutel bat Slodk, Esther bat Chaia Sara, Michael ben Tzivia, Ester bat Lhuba, Brane bat Reize, Chaya Rivka Bat Miriam Reizl, Eliahu ben Haia Dobe Elke, Michele bat Eny, Avraham ben Chana, Chaia Sluva bat Chaika, Esther bat Arlette, Bentzion ben Chana, Guitel bat Miriam, Chaia Feigue bat Ides.

--------------------------------------------

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso eterno.



Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.



Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

-------------------------------------------

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David.

--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com



(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BESHALACH 5772

BS"D



VOCÊ NUNCA ESTÁ SOZINHO – PARASHÁ BESHALACH 5772 (03 de fevereiro de 2012)



"Certa vez o Baal Shem Tov, fundador do Movimento Chassídico, estava viajando em uma carruagem. Quando a carruagem entrou em uma estrada deserta, ele olhou para o lado e viu que havia lindos campos e pomares repletos de suculentas frutas. O cocheiro repentinamente parou a carruagem e disse:



- Escute, vou rapidamente entrar em um destes pomares e pegar um pouco destas deliciosas frutas. Mas como são pomares particulares, por favor preste atenção. Se você perceber que alguém está olhando, grite o mais alto que puder para me alertar.


Sem esperar a resposta do Baal Shem Tov, o cocheiro puxou as rédeas do cavalo, desceu do seu assento e saltou a cerca que protegia o pomar. Tinha dado poucos passos quando o Baal Shem Tov gritou com toda sua força:



- Estão olhando, estão olhando!



Imediatamente o cocheiro voltou correndo, sentou-se em seu lugar e partiu em disparada. Então ele olhou para trás e percebeu que não havia ninguém, a estrada continuava completamente deserta. Irritado, ele repreendeu o Baal Shem Tov:



- Por que você mentiu? Não há ninguém olhando!



O Baal Shem Tov apontou para o céu e disse:



- Eu não menti. Estão olhando, estão olhando..."



Ensinam os nossos sábios: "Reflita sobre 3 coisas e você nunca pecará. Saiba o que há acima de você: um Olho que vê, um Ouvido que escuta, e todos os seus atos são anotados em um livro" (Pirkei Avót 2:1).



********************************************



Na Parashá desta semana, Beshalach, o povo judeu finalmente saiu do Egito, terminando os 210 anos de escravidão. Mas a tranquilidade durou pouco, pois os egípcios logo se arrependeram de terem libertado seus escravos e partiram em sua perseguição. Apesar de todos os milagres que os judeus haviam presenciado, ao verem que os egípcios os perseguiam com centenas de carros de guerra, temeram muito e gritaram para D'us. Os egípcios viram então uma última demonstração da força e do poder de D'us, quando Ele abriu o Mar Vermelho para que o povo judeu passasse e fechou-o sobre os egípcios, matando de uma só vez todo o exército egípcio. Quando os judeus viram os egípcios mortos, sentiram-se finalmente livres e um sentimento de imensa gratidão subiu em seus corações. Neste momento eles fizeram um cântico de louvor a D'us, chamado "Shirat Haiam" (Cântico do mar).



Há um versículo antes do Shirat Haiam que nos chama a atenção: "E viu Israel a mão grande que D'us infligiu sobre o Egito. E o povo temeu a D'us, e confiou em D'us e em Moshé, Seu servo" (Shemot 14:31). Mas há algo difícil de entender, pois da linguagem do versículo parece que somente agora o povo judeu temeu e confiou em D'us. Há um Midrash (parte da Torá Oral) que é ainda mais explícito: "Até aqui eles não tinham temor a D'us. De agora em diante tiveram temor a D'us". Como podemos entender o versículo e o Midrash? Após ver todas as pragas e milagres que D'us tinha feito no Egito, o povo judeu não tinha temor a D'us? E o que o milagre da abertura do Mar Vermelho teve de tão especial, que não foi enxergado nas 10 pragas do Egito?



Explica o Rav Yossef Dov Soloveitchik, mais conhecido como Beit Halevi, que na verdade existem dois tipos de temor: um temor que vem por medo do castigo e um temor que vem por amor. O temor por medo do castigo vem quando a pessoa vê os castigos que recebem aqueles que cometem maus atos. Este é um nível muito mais baixo de temor, pois até mesmo os animais chegam a este nível, quando desenvolvem o medo de receber um castigo por um mau ato.



Já o temor que vem do amor se compara ao sentimento de uma pessoa que caiu em um rio com uma forte correnteza e foi arrastado pelas águas. Já sem esperanças, em um último esforço, ela estende a mão para fora da água. De repente ela sente uma mão agarrando-a e percebe que um homem, parado na margem, está segurando-a firmemente e puxando-a em sua direção para salvar sua vida. O que esta pessoa que quase se afogou sente? Um misto de medo e gratidão. Por um lado ela sente uma imensa gratidão por aquele homem que está salvando sua vida, mas por outro lado ela sente um grande medo, pois sua vida está nas mãos daquela pessoa. Se ele abrir a mão e soltá-lo, o afogamento é inevitável. Esta sensação, que reúne um misto de temor e amor, é o segundo nível de temor a D'us.



Explica o Beit Halevi que os judeus, quando viram a rigorosidade dos castigos que os egípcios receberam de D'us por todas as maldades que haviam feito, adquiriram o temor por medo do castigo. Eles perceberam que D'us não havia criado o mundo e se ausentado, ao contrário, Ele participava ativamente do cotidiano, controlando tudo o que acontecia com "Hashgachá Pratid" (Supervisão Particular). Eles perceberam que os castigos que recaíram sobre os egípcios não foram apenas como um tapa dado em uma criança malcriada. Cada uma das pragas foi um castigo para vingar, na mesma medida, alguma maldade que os egípcios haviam feito aos judeus. Nenhum detalhe foi esquecido, nenhuma maldade foi deixada de lado, até o último centavo foi pago.



Mas somente quando os judeus atravessaram o Mar Vermelho eles chegaram ao segundo nível de temor, o temor que provém do amor. Parte do mar se congelou, permitindo que eles o atravessassem andando, mesmo nas partes mais profundas. Nas laterais e no teto a água ficou parada, formando túneis pelos quais cada tribo conseguiu atravessar o mar. D'us segurou a água para que ela ficasse parada como uma muralha e não caísse sobre o povo judeu. Neste momento o povo judeu conseguiu se conectar a D'us em um nível que nunca havia experimentado antes. Eles se sentiam seguros sob a proteção Divina mas, ao mesmo tempo, eles temiam muito, pois sabiam que se D'us "soltasse" as águas, eles morreriam afogados  imediatamente.



É isso o que o Midrash nos ensina quando diz que até aquele momento o povo judeu não temia a D'us. Apesar deles já terem desenvolvido o medo do castigo, observando as pragas que devastaram o Egito, o nível mais profundo de temor, um temor que vem por amor, eles ainda não haviam desenvolvido até aquele momento. Pois este segundo nível de temor somente é alcançado através de muita reflexão, quando conseguimos perceber que D'us, por um lado, criou o mundo a partir do nada e o mantém a cada instante, mas por outro lado, se Ele deixasse de recriar o mundo por um único instante, tudo voltaria imediatamente para o caos. É D'us quem faz as regras e Ele pode, de acordo com Sua vontade, reescrevê-las quando desejar.



As pessoas que meritam chegar a este nível de temor a D'us vencem o medo de qualquer outra coisa. Quando fica claro para a pessoa que não existe realidade fora a criada por D'us, ela consegue entender que na verdade não existe nenhuma diferença entre o mar e a terra seca. Pois também a terra seca somente existe porque D'us a está recriando a cada instante e, portanto, não há razão para se sentir mais seguro na terra do que na água. Mesmo animais ferozes não são temidos por aqueles que temem a D'us de verdade, pois nenhuma criatura tem força própria, tudo é recriado a cada instante. A força que um leão tinha para causar danos a um ser humano há um segundo não dizem nada sobre a sua força no próximo instante. Portanto, aqueles que chegam a este nível de temor perdem completamente seus medos secundários.



O temor do castigo é algo instintivo, até mesmo os animais podem atingi-lo. Já o temor por amor precisa de trabalho, de esforço, de reflexão. Precisamos trabalhar no coração a certeza de que não existem forças da natureza, tudo é controlado por D'us, tudo é recriado por Ele a cada instante. Somente assim sentiremos a tranquilidade de saber que tudo o que ocorre está somente nas mãos de D'us.



SHABAT SHALOM



R' Efraim Birbojm



**************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT
São Paulo: 19h36  Rio de Janeiro: 19h18  Belo Horizonte: 19h20  Jerusalém: 16h34

**************************************************************************


Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Ester bat Libi, Frade (Fanny) bat Chava, Chana bat Rachel, Léa bat Chana; Pessach ben Sima, Eliashiv ben Tzivia; Israel Itzchak ben Sima; Eliahu ben Sara Chava; Avraham David ben Reizel; Yechezkel ben Sarit Sara Chaya; Sara Beila bat Tzvia; Estela bat Arlete; Ester bat Feige; Moshe Yehuda ben Sheva Ruchel; Esther Damaris bat Sara Maria; Yair Chaim ben Chana; Dalia bat Ester; Ghita Leia Bat Miriam; Chaim David ben Messodi; David ben Beila; Dobe Elke bat Rivka Lie; Avraham ben Linda; Tzvi ben Liba; Chaim Verahamin ben Margarete; Rivka bat Brucha; Esther bat Miriam, Sara Adel bat Miriam, Mordechai Ghershon Ben Malia Rachel, Pinchas Ben Chaia, Yitzchak Yoel Hacohen Ben Rivka, Yitzchak Yaacov Ben Chaia Devora, Avraham Ben Dinah, Avraham David Hacohen Ben Rivka, Bracha Chaya Ides Bat Sarah Rivka, Tzipora Bat Shoshana, Levona Bat Yona e Havivah Bat Basia, Daniel Chaim ben Tzofia Bracha, Chana Miriam bat Chana, Yael Melilla bat Ginete, Bela bat Sima; Israel ben Zahava; Nissim ben Elis Shoshana; Avraham ben Margarita; Sharon Bat Chana; Rachel bat Nechama, Yehuda ben Ita, Latife bat Renee, Avraham bem Sime, Clarisse Chaia bat Nasha Blima, Tzvi Mendel ben Ester, Marcos Mordechai Itschak ben Habibe, Yacov Eliezer ben Sara Masha, Yossef Gershon ben Taube, Manha Milma bat Ita Prinzac, Rachel bat Luna, Chaim Shmuel ben Sara, Moshe Avraham Tzvi ben Ahuva, Avraham ben Ahuva, Miriam bat Yehudit, Alexander Baruch  ben Guita, Shmuel ben Nechama Diná, Avracham Moshe ben Miriam Tobá, Guershon Arie ben Dvora, Mazal bat Miriam, Yadah ben Zarife, Shmuel Ben Chava, Mordechai ben Malka, Chaim Dov Rafael ben Esther, Menachem ben Feigue, Shmuel ben Liva, Hechiel Hershl ben Esther, Shlomo ben Chana Rivka, Natan ben Sheina Dina, Mordechai Ghershon ben Malia Rochel, Benyomin ben Perl, Ytzchok Yoel haCohen ben Rivka, Sarah Malka ben Rivka, Malka bat Toibe, Chana Miriam bat Sarah, Feigue bat Guitel, Gutel bat Slodk, Esther bat Chaia Sara, Michael ben Tzivia, Ester bat Lhuba, Brane bat Reize, Chaya Rivka Bat Miriam Reizl, Eliahu ben Haia Dobe Elke, Michele bat Eny, Avraham ben Chana, Chaia Sluva bat Chaika, Esther bat Arlette, Bentzion ben Chana, Guitel bat Miriam, Chaia Feigue bat Ides.

--------------------------------------------

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso eterno.



Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.



Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

-------------------------------------------

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David.

--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com



(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BÔ 5772

BS"D

DESPERTADOR ESPIRITUAL - PARASHÁ BÔ 5772 (27 de janeiro de 2012)

Em uma época em que o anti-semitismo havia voltado à tona com toda sua força, um judeu teve uma discussão sobre questões financeiras com um vizinho não-judeu e, como não entravam em um acordo, o caso terminou nos tribunais, para ser julgado por um juiz não-judeu.

Alguns dias antes do julgamento, o judeu mandou ao juiz um presente caro. O juiz mandou imediatamente chamá-lo e deu-lhe uma enorme bronca:

- Escute aqui, meu senhor. Não está escrito na sua Torá que é proibido subornar um juiz? É um mandamento que tem lógica, pois o coração do juiz penderá para o lado daquele que lhe deu o suborno e, portanto, o julgamento não será honesto. Como você ousa tentar me subornar?

O judeu, sem perder a calma, respondeu:

- Vou explicar ao senhor a lógica deste mandamento da Torá. Se o senhor fosse judeu e diante de você estivessem o Reuven e o Shimon, dois judeus, aos seus olhos os dois estariam equilibrados. Seu coração não penderia naturalmente para nenhum deles e o julgamento seria completamente justo. Neste caso, se o Reuven te mandasse um presente, assim ele estaria desviando o julgamento para o lado dele, aumentando suas chances de vencer a disputa e, portanto, sendo desonesto.

- Mas neste caso – continuou o judeu – em um país tão anti-semita como o nosso, quando chega diante de um juiz não-judeu dois litigantes, sendo um deles judeu e o outro não-judeu, o julgamento já não começa equilibrado, pois o juiz já pende, desde o início, contra o judeu. E foi justamente para equilibrar a balança e merecer um julgamento honesto e justo que eu mandei um presente para você...

*********************************************************

Na Parashá desta semana, Bô, D'us mandou as três últimas pragas sobre o Egito: Gafanhotos, Escuridão e Morte dos primogênitos. Os egípcios foram duramente atingidos pelas dez pragas, como castigo por todos os sofrimentos que haviam causado aos judeus durantes os duros anos de escravidão. O Faraó, em especial, sofreu muito por causa de sua obstinação de não deixar os judeus saírem.

Mas, ao observarmos os versículos que descrevem o comportamento do Faraó diante dos sofrimentos causados pelas pragas, vemos que até a sexta praga, bolhas, ele realmente não se curvou e não permitiu, por livre e espontânea vontade, a saída do povo judeu, merecendo todos os castigos que recebeu. Mas a partir da sexta praga está escrito "D'us endureceu o coração do Faraó" (Shemot 9:12), isto é, aparentemente o Faraó não teve mais livre arbítrio a partir deste momento. Então por que ele foi castigo? Onde está a justiça?

Explica o Rav Yossef Dov Soloveitchik, mas conhecido como Beit Halevi, que a vontade verdadeira do Faraó era não deixar o povo judeu sair. Mas a partir do momento em que os sofrimentos causados pelas pragas tornaram-se insuportáveis, ele quis agir contra a sua vontade verdadeira ao permitir a saída do povo judeu. Se o povo judeu saísse naquele momento, o Faraó não teria nenhum mérito, pois estava "fora de si", sob intensa dor, não nas condições normais. Portanto o termo "endureceu o coração" não significa que D'us tirou o livre arbítrio do Faraó, ao contrário, significa que Ele deu ao Faraó novamente a possibilidade da escolha, como se fosse uma anestesia para tirar dele o medo e a dor dos castigos. Como no caso do juiz e o judeu, o endurecimento do coração era para reequilibrar suas escolhas, permitindo ao Faraó mostrar quem era ele de verdade, sem estar pendendo para nenhum lado.

Mas a pergunta continua. Explica o Rabeinu Iona, em seu livro Shaarei Teshuvá (Os portões do arrependimento) que D'us, em Sua infinita misericórdia, aceita a Teshuvá (retorno aos caminhos corretos) de uma pessoa mesmo se for motivada pelos sofrimentos pelos quais ela está passando na vida. Portanto, de acordo com este conceito, por que D'us não permitiu que o Faraó deixasse o povo judeu sair quando ele estava imerso em sofrimentos? Por que não foi considerado que ele se arrependeu dos seus erros por causa de toda a dor que estava sentindo quando ele quis libertar o povo judeu?

Para responder esta pergunta, antes precisamos entender por que D'us, que é tão bondoso, nos manda sofrimentos. Como um pai que ama seu filho acima de tudo, D'us nos manda sofrimentos quando transgredimos. Não por raiva, mas por amor, como uma forma de nos despertar e nos fazer voltar aos caminhos corretos. O ideal seria um mundo sem sofrimentos, isto é, a pessoa estar sempre atenta aos seus erros para corrigi-los automaticamente, sem a necessidade de um "despertador" externo. Mas como não fazemos isto, ao contrário, vivemos "anestesiados", sem refletir e questionar nossos atos, D'us precisa nos despertar. É por isso que Ele aceita a Teshuvá de uma pessoa que despertou apenas por causa dos sofrimentos que passou, pois este é justamente o propósito dos sofrimentos que Ele enviou para a pessoa.

Mas explica o Beit Halevi que a Teshuvá motivada pelos sofrimentos, apesar de realmente funcionar, é condicional. Ela somente é aceita por D'us se os sofrimentos fazem a pessoa despertar da anestesia. O que significa despertar? Entender que estava errando, se arrepender sinceramente e decidir não voltar a cometer o mesmo erro. Mas se a pessoa apenas mudou por estar cansada dos sofrimentos, porém internamente não se arrependeu, a Teshuvá não é aceita. Qual é a prova que a pessoa realmente fez uma Teshuvá sincera? O seu comportamento depois que os sofrimentos terminam. Se a pessoa fez uma Teshuvá sincera, seu comportamento deve continuar adequado mesmo depois do fim dos sofrimentos. Mas se foi apenas algo externo, sem um arrependimento verdadeiro, assim que os sofrimentos desaparecem a pessoa volta aos maus caminhos.

A Teshuvá do Faraó por causa dos sofrimentos, em um primeiro momento, pareceu sincera. Mas o que ocorreu imediatamente após D'us retirar os sofrimentos? Ele voltou a pecar, demonstrando que esta era a sua verdadeira vontade. Não apenas uma vez, mas várias vezes ele mostrou-se arrependido, mas voltou a pecar assim que os sofrimentos sumiram, demonstrando que nunca havia se arrependido sinceramente.

Os sofrimentos se assemelham a uma prensa onde é produzido azeite. Nesta prensa são colocadas azeitonas e, após o processo, sai o azeite pronto. A prensa não acrescenta azeite às azeitonas, ela apenas tira o azeite que já existia dentro delas. Assim também é a Teshuvá verdadeira e sincera, os sofrimentos somente ajudam a retirar de dentro da pessoa a vontade de fazer o que é correto que já existia.

Infelizmente reclamamos muito das dificuldades e sofrimentos. Realmente eles são difíceis e amargos, mas nos ajudam a "ajustar as velas" para andarmos sempre nos caminhos corretos.  Portanto, quando passamos por sofrimentos, o comportamento correto é, ao invés de reclamar de D'us, verificar os nossos próprios atos e procurar onde estamos errando. Somente assim poderemos um dia chegar à perfeição.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
**************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT
São Paulo: 19h38  Rio de Janeiro: 19h22  Belo Horizonte: 19h22  Jerusalém: 16h28
**************************************************************************

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Ester bat Libi, Frade (Fanny) bat Chava, Chana bat Rachel, Léa bat Chana; Pessach ben Sima, Eliashiv ben Tzivia; Israel Itzchak ben Sima; Eliahu ben Sara Chava; Avraham David ben Reizel; Yechezkel ben Sarit Sara Chaya; Sara Beila bat Tzvia; Estela bat Arlete; Ester bat Feige; Moshe Yehuda ben Sheva Ruchel; Esther Damaris bat Sara Maria; Yair Chaim ben Chana; Dalia bat Ester; Ghita Leia Bat Miriam; Chaim David ben Messodi; David ben Beila; Dobe Elke bat Rivka Lie; Avraham ben Linda; Tzvi ben Liba; Chaim Verahamin ben Margarete; Rivka bat Brucha; Esther bat Miriam, Sara Adel bat Miriam, Mordechai Ghershon Ben Malia Rachel, Pinchas Ben Chaia, Yitzchak Yoel Hacohen Ben Rivka, Yitzchak Yaacov Ben Chaia Devora, Avraham Ben Dinah, Avraham David Hacohen Ben Rivka, Bracha Chaya Ides Bat Sarah Rivka, Tzipora Bat Shoshana, Levona Bat Yona e Havivah Bat Basia, Daniel Chaim ben Tzofia Bracha, Chana Miriam bat Chana, Yael Melilla bat Ginete, Bela bat Sima; Israel ben Zahava; Nissim ben Elis Shoshana; Avraham ben Margarita; Sharon Bat Chana; Rachel bat Nechama, Yehuda ben Ita, Latife bat Renee, Avraham bem Sime, Clarisse Chaia bat Nasha Blima, Tzvi Mendel ben Ester, Marcos Mordechai Itschak ben Habibe, Yacov Eliezer ben Sara Masha, Yossef Gershon ben Taube, Manha Milma bat Ita Prinzac, Rachel bat Luna, Chaim Shmuel ben Sara, Moshe Avraham Tzvi ben Ahuva, Avraham ben Ahuva, Miriam bat Yehudit, Alexander Baruch  ben Guita, Shmuel ben Nechama Diná, Avracham Moshe ben Miriam Tobá, Guershon Arie ben Dvora, Mazal bat Miriam, Yadah ben Zarife, Shmuel Ben Chava, Mordechai ben Malka, Chaim Dov Rafael ben Esther, Menachem ben Feigue, Shmuel ben Liva, Hechiel Hershl ben Esther, Shlomo ben Chana Rivka, Natan ben Sheina Dina, Mordechai Ghershon ben Malia Rochel, Benyomin ben Perl, Ytzchok Yoel haCohen ben Rivka, Sarah Malka ben Rivka, Malka bat Toibe, Chana Miriam bat Sarah, Feigue bat Guitel, Gutel bat Slodk, Esther bat Chaia Sara, Michael ben Tzivia, Ester bat Lhuba, Brane bat Reize, Chaya Rivka Bat Miriam Reizl, Eliahu ben Haia Dobe Elke, Michele bat Eny, Avraham ben Chana, Chaia Sluva bat Chaika, Esther bat Arlette, Bentzion ben Chana, Guitel bat Miriam, Chaia Feigue bat Ides.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Ashkenazim utilizam o nome do pai enquanto os Sefaradim utilizam o nome da mãe).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAERÁ 5772

BS"D


SENTINDO A DOR DO PRÓXIMO - PARASHÁ VAERÁ 5772 (20 de janeiro de 2012)



"O Rav Elazar Man Shach zt"l, que faleceu há poucos anos, foi o Rosh Yeshivá (líder espiritual) da Yeshivá de Ponovich. Além de se destacar como um grande estudioso de Torá, ele se sobressaiu muito na característica de se preocupar e sentir o sofrimento do próximo.



Certa vez vieram lhe contar sobre um viúvo que estava tão deprimido que havia perdido completamente a vontade de viver. O Rav Shach, apesar de ser uma pessoa extremamente ocupada, resolveu fazer-lhe uma visita. Tentaram convencê-lo a não ir, argumentando que seria perda de tempo, pois muitos já haviam tentado reanimar aquele senhor, mas sem sucesso. Mesmo assim o Rav Shach decidiu ir.



O Rav Shach bateu na porta, mas ninguém respondeu. Ele então percebeu que a porta estava aberta e entrou. Encontrou o homem sentado no sofá da sala, completamente imóvel. Sentou-se ao lado dele e deu-lhe um caloroso abraço.



- Eu sei a dor pela qual você está passando - disse o Rav Shach, com uma voz doce - Eu também sou viúvo. Meu mundo também é escuro e eu não sinto mais alegria.



O homem levantou seus olhos pela primeira vez em meses. Finalmente alguém o entendia!



- Sexta-feira eu vou preparar "Cholent" e vou mandar para você - continuou gentilmente o Rav Shach - No Shabat eu virei aqui novamente e comeremos juntos.



- Não - protestou o senhor viúvo - eu não posso causar ao Rav tanto trabalho!



- Bom, depois pensamos nisso. De qualquer maneira, amanhã eu voltarei aqui. Precisamos passar mais tempo juntos" (História real, retirada do livro "Major Impact!", de autoria de Dovid Kaplan)



O Rav Shach conseguiu dar ao homem o que mais ninguém conseguiu: esperança. Pois o Rav Shach conseguiu mostrar que havia mais alguém que entendia a dor pela qual aquele viúvo estava passando. Esta é uma das maiores bondades que podemos fazer com alguém que está sofrendo.



*********************************************************



Na Parashá desta semana, Vaerá, após a recusa do Faraó em libertar o povo judeu, D'us começou a castigar os egípcios com as 10 pragas, que destruíram completamente o maior império da época. A infra-estrutura do país foi devastada e D'us demonstrou Seu controle sobre toda a natureza. Mas uma das coisas mais impressionantes foi o comportamento de descaso do Faraó diante da destruição de sua nação.



Um exemplo deste comportamento pode ser visto após Moshé e Aaron terem iniciado a primeira praga, convertendo todas as águas do Egito em sangue e deixando os egípcios completamente desesperados por um simples copo de água. Apesar do milagre aberto, o Faraó não se impressionou, pois seus magos e feiticeiros também conseguiram, através de magia negra, repetir o milagre, como está dito: "E os magos do Egito fizeram o mesmo com seus encantamentos, e o coração do Faraó endureceu, e ele não os escutou... E o Faraó virou-se e voltou para sua casa, e não prestou atenção a isso também" (Shemot 7:22,23).



Mas prestando atenção nestes versículos, percebemos que há uma aparente repetição. Se o primeiro versículo já deixou claro que o Faraó não se importou com a praga realizada por Moshé e Aaron, para que foi necessário dizer que ele voltou para casa e não prestou atenção?



Explica o Rav Naftali Tzvi Berlin zt"l, mais conhecido com Netziv, que o primeiro versículo realmente descreve que o Faraó não viu a força de D'us na praga do sangue. Mas não é esta a idéia que a Torá está ensinando no segundo versículo. A linguagem "e não prestou atenção a isso" nos ensina que o Faraó também não se importou com o sofrimento do seu povo, ele simplesmente voltou para sua casa, sem tentar procurar alguma maneira de aliviar a dor deles. Porém, este comportamento do Faraó não se repetiu nas outras pragas. Por que somente na praga do sangue a Torá ressalta a indiferença do Faraó em relação aos sofrimentos do seu povo?



Há um interessante Midrash (parte da Torá Oral) que nos ajuda a encontrar a resposta. O Midrash diz que, apesar das pragas terem prejudicado todos os egípcios, o malvado Faraó não foi atingido pela primeira praga. D'us poupou o Faraó do sofrimento da praga do sangue, como uma forma de reconhecimento por ele ter alimentado Moshé Rabeinu em sua casa por tantos anos. Mas nas outras pragas o Faraó também foi duramente atingido e sofreu as consequências de sua obstinação.



Portanto este Midrash nos ensina uma lição muito importante: justamente na praga do sangue, na qual o Faraó não sofreu na própria pele, ele demonstrou sua indiferença com os sofrimentos do seu povo. Justamente por ter ficado imune ao sofrimento, ele não se importou que sua nação inteira estava sofrendo. Simplesmente voltou para sua casa, para sua comodidade, sem se importar com o problema dos outros. Já nas outras pragas a indiferença não foi ressaltada apenas porque o Faraó também estava sofrendo junto com seu povo.



Qual é o oposto do comportamento egocêntrico do Faraó? Moshé Rabeinu. Ele cresceu na casa do Faraó, separado do resto do povo, e não foi afetado pelos terríveis sofrimentos da escravidão. Apesar disso, ele saiu para ver o sofrimento dos seus irmãos. Ele carregou, junto com o resto dos judeus, a carga pesada dos sofrimentos deles. Por exemplo, com astúcia ele conseguiu convencer o Faraó a dar um dia de descanso por semana para o povo judeu, argumentando que isto aumentaria a produção e seria bom para o Egito.  



Na Parashá passada, Shemot, há um versículo interessante que demonstra a grandeza espiritual de Moshé. Após ele ter sido salvo por Batia, filha do Faraó, está escrito: "E o garoto cresceu e foi trazido para a filha do Faraó..." (Shemot 2:10). O próximo versículo diz novamente "E foi, naqueles dias, e cresceu Moshé, e saiu para seus irmãos, e viu seu sofrimento..." (Shemot 2:11). Por que a Torá escreve duas vezes que Moshé cresceu? Explicam os nossos sábios que o primeiro versículo descreve o crescimento físico, enquanto o segundo versículo se refere ao crescimento espiritual de Moshé, associado justamente ao momento em ele saiu para ver o sofrimento dos seus irmãos.



Por que a Torá associa a característica de se importar com os outros com crescimento e grandeza? Explica o Rav Shimon Shkop zt"l que "grande" é aquele que expande sua definição de "eu" para incluir outros. Ele deixa de ser um simples indivíduo e se torna parte de um todo. Portanto, ele se torna uma pessoa "maior". O Faraó, ao contrário, é descrito pelo Talmud (Moed Katan 18a) como uma pessoa pequena. Os comentaristas explicam que esta descrição não se refere a aspectos físicos e sim a aspectos espirituais, isto é, o Faraó era uma pessoa espiritualmente muito baixa. Talvez uma das características que o tornaram tão baixo é justamente o descaso e a apatia diante do sofrimento dos outros. Por pensar apenas em si mesmo, ele não expandiu o seu "eu", permanecendo uma pessoa "pequena".  



Olhando de fora, é fácil criticar o Faraó e dizer que queremos ser como Moshé. Mas na verdade é extremamente difícil ser solidário com a dor do próximo quando não estamos imersos na mesma dor ou sofrimento. Muitas vezes alguém necessitado nos pede algum tipo de ajuda que não está ao nosso alcance. O que dizemos para a pessoa? "Sinto muito". Mas será que sentimos mesmo? Dói um pouco em nós o sofrimento dos outros? Quando escutamos que um soldado israelense morreu em combate, sentimos um pouco da dor da família, independente do resultado da guerra? Quando escutamos que houve um atentado terrorista em Israel, sentimos o sofrimento dos familiares das vítimas ou apenas mudamos o canal e continuamos nossas vidas como se nada tivesse acontecido?



Qual é a solução para nos importarmos de verdade com o sofrimento dos outros? Explica Rashi, famoso comentarista da Torá, que quando Moshé saiu para ver o sofrimento dos seus irmãos, ele "focou seus olhos e coração para sentir a dor por eles". Primeiro Moshé olhou para o rosto deles, para ver a dor pela qual eles estavam passando. Depois ele internalizou este sentimento, focou seu coração para sentir a mesma dor que eles estavam sentindo.



E de Moshé aprendemos que não é suficiente apenas sentir a dor dos que estão sofrendo. Sem se importar com os riscos que corria, ignorando sua elevada posição no palácio do Faraó, Moshé fez de tudo para aliviar o peso da escravidão dos judeus. O ápice foi quando ele viu um judeu apanhando e, sem temer as consequências, matou um egípcio para salvá-lo. Da mesma maneira, temos que tentar ajudar, da maneira que pudermos, aqueles que estão passando por dificuldades e sofrimentos. Por exemplo, se escutamos de alguém que perdeu o emprego, mesmo se não temos condições de dar-lhe diretamente um emprego, devemos pensar em possíveis contatos que possam ajudá-lo a encontrar um novo trabalho.



Os grandes líderes do povo judeu que se destacaram em cada geração somente se tornaram grandes por terem aprendido a se importar com os outros. Abriram mão de suas vidas particulares para se dedicarem ao povo judeu como um todo. Esta é a forma de nos assemelharmos a Moshé, deixando de lado o nosso egoísmo e focando nossos olhos e corações para sentir a dor dos outros e ajudá-los como pudermos. Assim deixaremos de ser pequenos como o Faraó e nos tornaremos pessoas grandes de verdade.



SHABAT SHALOM



R' Efraim Birbojm



**************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT
São Paulo: 19h40  Rio de Janeiro: 19h24  Belo Horizonte: 19h23  Jerusalém: 16h22

**************************************************************************


Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Ester bat Libi, Frade (Fanny) bat Chava, Chana bat Rachel, Léa bat Chana; Pessach ben Sima, Eliashiv ben Tzivia; Israel Itzchak ben Sima; Eliahu ben Sara Chava; Avraham David ben Reizel; Yechezkel ben Sarit Sara Chaya; Sara Beila bat Tzvia; Estela bat Arlete; Ester bat Feige; Moshe Yehuda ben Sheva Ruchel; Esther Damaris bat Sara Maria; Yair Chaim ben Chana; Dalia bat Ester; Ghita Leia Bat Miriam; Chaim David ben Messodi; David ben Beila; Dobe Elke bat Rivka Lie; Avraham ben Linda; Tzvi ben Liba; Chaim Verahamin ben Margarete; Rivka bat Brucha; Esther bat Miriam, Sara Adel bat Miriam, Mordechai Ghershon Ben Malia Rachel, Pinchas Ben Chaia, Yitzchak Yoel Hacohen Ben Rivka, Yitzchak Yaacov Ben Chaia Devora, Avraham Ben Dinah, Avraham David Hacohen Ben Rivka, Bracha Chaya Ides Bat Sarah Rivka, Tzipora Bat Shoshana, Levona Bat Yona e Havivah Bat Basia, Daniel Chaim ben Tzofia Bracha, Chana Miriam bat Chana, Yael Melilla bat Ginete, Bela bat Sima; Israel ben Zahava; Nissim ben Elis Shoshana; Avraham ben Margarita; Sharon Bat Chana; Rachel bat Nechama, Yehuda ben Ita, Latife bat Renee, Avraham bem Sime, Clarisse Chaia bat Nasha Blima, Tzvi Mendel ben Ester, Marcos Mordechai Itschak ben Habibe, Yacov Eliezer ben Sara Masha, Yossef Gershon ben Taube, Manha Milma bat Ita Prinzac, Rachel bat Luna, Chaim Shmuel ben Sara, Moshe Avraham Tzvi ben Ahuva, Avraham ben Ahuva, Miriam bat Yehudit, Alexander Baruch  ben Guita, Shmuel ben Nechama Diná, Avracham Moshe ben Miriam Tobá, Guershon Arie ben Dvora, Mazal bat Miriam, Yadah ben Zarife, Shmuel Ben Chava, Mordechai ben Malka, Chaim Dov Rafael ben Esther, Menachem ben Feigue, Shmuel ben Liva, Hechiel Hershl ben Esther, Shlomo ben Chana Rivka, Natan ben Sheina Dina, Mordechai Ghershon ben Malia Rochel, Benyomin ben Perl, Ytzchok Yoel haCohen ben Rivka, Sarah Malka ben Rivka, Malka bat Toibe, Chana Miriam bat Sarah, Feigue bat Guitel, Gutel bat Slodk, Esther bat Chaia Sara, Michael ben Tzivia, Ester bat Lhuba, Brane bat Reize, Chaya Rivka Bat Miriam Reizl, Eliahu ben Haia Dobe Elke, Michele bat Eny, Avraham ben Chana, Chaia Sluva bat Chaika, Esther bat Arlette, Bentzion ben Chana, Guitel bat Miriam, Chaia Feigue bat Ides.

--------------------------------------------

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso eterno.



Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.



Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

-------------------------------------------

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David.

--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com



(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Ashkenazim utilizam o nome do pai enquanto os Sefaradim utilizam o nome da mãe).