quinta-feira, 30 de junho de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ CHUKAT 5771

BS"D
 
CUIDADO COM O QUE VOCÊ FALA - PARASHÁ CHUKAT 5771 (01 de julho de 2011)
 
"Mauro e Rafael viviam em uma pequena cidade do interior. Desde pequenos não se desgrudavam, passavam os dias brincando juntos, amigos inseparáveis. Era uma amizade verdadeira, que enchia os olhos de todos que os conheciam. Quando eles cresceram a amizade cresceu junto, mas a vida levou cada um para um caminho diferente. Mauro foi para a cidade grande, estudou em uma famosa universidade e tornou-se um empresário bem sucedido que, em pouco tempo, estava milionário. Já Rafael permaneceu na sua cidade natal. Logo cedo abandonou os estudos para se dedicar ao trabalho, tornando-se uma pessoa muito simples e ingênua. Tinha um pequeno mercadinho, que abria algumas poucas horas por dia, e de lá tirava seu sustento. No resto do tempo sentava-se na porta de sua casa, uma construção velha e muito simples, para ficar conversando com os vizinhos.
 
Certo dia, Mauro sentiu saudades do seu querido amigo de infância. Fazia um bom tempo que eles não se encontravam. Decidiu fazer uma surpresa e apareceu no meio do dia para dar um abraço em Rafael. Encontrou-o sentado na porta de casa, batendo papo com os amigos. Abraçaram-se longamente e sentaram para contar as últimas novidades. No meio da conversa, Rafael viu que de longe chegava alguém. Rapidamente, sem dar nenhuma explicação, correu para dentro de casa e se trancou. A pessoa chegou, tocou a campainha por alguns minutos e, vendo que ninguém respondia, foi embora muito mal-humorado. Rafael então saiu de casa, pediu desculpas para Mauro e explicou que aquele era um cobrador. Os negócios não estavam indo bem e ele estava com algumas dívidas, mas como não tinha dinheiro, fugia dos credores toda vez que eles apareciam.
 
Continuaram conversando animadamente quando, de repente, apareceu um cachorro de rua. O cachorro babava muito e estava com o rabo entre as pernas, sinais típicos de um cachorro com raiva. Desta vez todos se levantaram e correram para se proteger do cachorro raivoso, inclusive Mauro, mas Rafael ficou tranquilamente sentado, enquanto o cachorro passava a poucos metros dele. Quando o cachorro foi embora, Mauro voltou e deu-lhe uma imensa bronca:
 
- Você ficou maluco? Dos credores você se esconde, mas de um cachorro raivoso você não tem medo? Se você me pedisse dinheiro, em nome da nossa amizade eu pagaria todas as suas dívidas. Porém, se este cachorro raivoso te mordesse, nem todo o dinheiro do mundo poderia te ajudar"
 
Explica o Chafetz Chaim que muitas vezes nos comportamos na vida como o ingênuo Rafael. Nos cuidamos de muitas transgressões, mas acabamos nos descuidando da pior de todas elas: o Lashon Hará. Enquanto em relação à todas as transgressões D'us pode nos ajudar e nos perdoar, em relação ao Lashon Hará a Sua conduta é muito mais rigorosa. Portanto, devemos tomar muito mais cuidado com o Lashon Hará do que com qualquer outra transgressão.
 
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Nesta semana lemos a Parashá Chukat que, entre outros assuntos, nos descreve mais uma das muitas reclamações que o povo judeu fez contra D'us no deserto. A punição veio de maneira rápida e dolorosa: cobras venenosas atacaram o povo, causando muitas mortes, como está escrito: "E D'us mandou cobras venenosas contra o povo e elas morderam o povo. Uma grande quantidade de pessoas de Israel morreu. As pessoas vieram a Moshé e disseram:... Reze para que D'us remova de nós a cobra, e Moshé rezou pelo povo. E D'us disse para Moshé: 'Faça uma cobra e coloque sobre um mastro, e cada um que foi mordido olhará e viverá' " (Bamidbar 21:6-8)  
 
Diz o grande rabino Israel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, que é necessário se aprofundar um pouco mais para entender exatamente qual foi o erro do povo e o castigo recebido, pois existem algumas dificuldades nos versículos. Por exemplo, por que o versículo diz que as cobras atacaram "o povo" e depois está escrito que "pessoas de Israel" morreram? Além disso, por que está escrito "remova de nós a cobra", no singular, e não "as cobras", já que eram várias cobras, como está escrito anteriormente "E D'us mandou cobras venenosas"? E finalmente, as cobras somente foram embora depois que Moshé construiu uma cobra e colocou sobre um mastro, mas não imediatamente após a sua Tefilá (reza). Por que a Tefilá de Moshé para que as cobras fossem embora não funcionou imediatamente, como funcionou, por exemplo, para tirar os sapos do Egito?
 
Para responder estas perguntas é necessária uma pequena introdução. Explica o Chafetz Chaim que a reclamação do povo foi, na realidade, um grande Lashon Hará (maledicência) que o povo fez de D'us e de Moshé, como está escrito "E o povo falou contra D'us e contra Moshé" (Bamidbar 21:5). E diferentemente de outras transgressões, D'us é extremamente rigoroso com o Lashon Hará. Da mesma forma que o estudo de Torá equivale a todas as Mitsvót, o Lashon Hará equivale a todas as transgressões. Mas por que o Lashon Hará é espiritualmente tão grave?
 
Segundo as fontes místicas judaicas, todas as vezes que cometemos uma transgressão criamos um anjo acusador. Isto não quer dizer que o anjo fica o tempo inteiro ativamente nos acusando. Quando chegar o Dia do Julgamento ele estará lá, e sua própria existência testemunhará contra nós pelo mau ato realizado. Mas com a transgressão de Lashon Hará é diferente, pois o anjo criado com esta transgressão tem boca e língua, já que foi criado através da fala, e por isso fica ativamente acusando, anunciando a grave transgressão cometida e cobrando uma punição ao transgressor.
 
Explica o Midrash (parte da Torá Oral) que D'us é muito misericordioso e constantemente nos perdoa por muitos pecados cometidos, mas Ele se incomoda tanto com o Lashon Hará que se recusa a ajudar a pessoa que comete esta transgressão. E assim nos ensina o Zohar (livro místico judaico): "Todas as transgressões D'us perdoa, com exceção do Lashon Hará". Por que? Pois quando uma transgressão chega ao Trono do Julgamento, D'us pode ter misericórdia da pessoa e a perdoar, já que o acusador está ali quieto. Mas quando a transgressão é o Lashon Hará, o acusador fica o tempo inteiro exigindo que a pessoa seja punida. É como um juiz que, com misericórdia, quer inocentar o réu de sua culpa. Mas se o acusador fica o tempo inteiro gritando no tribunal e exigindo uma punição, há maneira do juiz inocentá-lo?
 
Com estes conceitos é possível responder as dificuldades encontradas nos versículos da nossa Parashá. Os verdadeiros culpados pelo Lashon Hará foram pessoas espiritualmente mais baixas, chamadas pela Torá de "o povo". São as pessoas que não se cuidaram e acabaram cometendo esta grave transgressão de falar mal de D'us e de Moshé. Porém, as pessoas em um nível mais elevado, chamadas pela Torá de "Israel", apesar de não terem feito o Lashon Hará, deveriam ter advertido as pessoas do povo e evitado a transgressão, mas não fizeram nada. Por isso morreram muitas "pessoas de Israel", que, apesar de não terem falado Lashon Hará, também não fizeram nada para evitá-lo, sendo juntamente responsabilizadas pela grave transgressão.
 
Além disso, o Chafetz Chaim explica que, de acordo com as fontes místicas judaicas, quando a pessoa faz Lashon Hará ela cria uma cobra espiritual que fica acusando a pessoa diante do Trono Celestial. Quando Moshé rezou pelo povo, pediu para que "a cobra" fosse retirada, isto é, esta cobra espiritual criada com o Lashon Hará, a responsável pelas acusações contra o povo. Caso esta cobra espiritual fosse retirada por D'us, automaticamente as cobras venenosas, que eram apenas consequência do erro, também seriam retiradas.
 
Mas D'us respondeu para Moshé que, diferente dos outros acusadores, este não poderia ser simplesmente retirado apenas com a misericórdia. Então Ele ensinou a cura: "Faça uma cobra e coloque sobre um mastro, e cada um que foi mordido olhará e viverá". Como isto salvou o povo judeu? Ensina o Talmud (Rosh Hashaná 29a) que não são as cobras que matam, são as transgressões que as pessoas cometem que matam. A cobra colocada em um mastro fazia com que as pessoas levantassem seus olhos para o céu e voltassem a se subjugar à vontade de D'us, se arrependendo de seu erro tão grave. Somente através da Teshuvá (retorno sincero aos caminhos corretos) elas conseguiam ser curadas.
 
Fica desta Parashá uma importante lição: o cuidado que devemos ter com o Lashon Hará. Obviamente devemos ser muito rigorosos com todas as transgressões, pois cada uma delas nos afasta de D'us e afeta a nossa espiritualidade. Mas nossa má-inclinação nos faz sermos rigorosos com tudo, mas extremamente lenientes com o Lashon Hará. E o mais interessante é que, mesmo o povo testemunhando o castigo recebido por Miriam por ter falado Lashon Hará de Moshé e o castigo recebido pelos espiões por terem falado Lashon Hará da Terra de Israel, eles não aprenderam a lição, voltando a cometer o mesmo erro mais uma vez. Por que sempre voltamos ao mesmo erro de falar Lashon Hará, apesar de sabermos que é tão grave e causa consequências tão graves?
 
Infelizmente não dedicamos nosso tempo ao estudo das complexas leis de Shmirat Halashon (cuidados com a nossa fala), que nos ensinam o que realmente é permitido e o que é proibido falar sobre outra pessoa. Com isso, sempre procuramos "permissões" para falar mal de alguém, justificando nossos atos. Esta tentativa de encobrir nossos próprios erros nos afasta da Teshuvá verdadeira, fazendo do Lashon Hará uma transgressão ainda mais grave.
 
Dizem os biólogos que os peixes morrem pela boca, isto é, se dermos comida demais eles comem até morrer. Mas a verdade é que também os seres humanos morrem pela boca, pois a grande maioria das desgraças que ocorrem no mundo é conseqüência do nosso Lashon Hará. Por isso nos ensinou David Hamelech (Rei David) a solução: "Quem é o homem que deseja vida e ama os dias de ver o bem? Guarda a sua língua do mal e os seus lábios de falarem enganações" (Salmos 34:13,14).
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ KORACH 5771

BS"D
 
RESPEITANDO AS MULHERES - PARASHÁ KORACH 5771 (24 de junho de 2011)
 
"Um professor de francês estava explicando para a classe algumas diferenças entre o francês e o inglês. Citou como exemplo que em francês os substantivos têm gêneros, masculino ou feminino, diferentemente do inglês, onde substantivos não têm nenhum gênero. Um estudante, intrigado, perguntou:
 
- Professor, "computador" em francês é masculino ou feminino?
 
O professor não sabia e a palavra não constava em seu dicionário de francês. Assim, para divertir a turma, dividiu os alunos em grupos e pediu-lhes para decidissem se "computador" era um substantivo masculino ou feminino. Cada grupo deveria dar quatro razões para a sua escolha. A melhor resposta foi de um dos grupos que decidiu que os computadores devem definitivamente ser do gênero feminino. Eles apresentaram os seguintes motivos para a sua escolha:
 
1) Ninguém, com exceção de seu criador, entende sua lógica interna;
2) A língua nativa que eles usam para se comunicar com outros computadores é incompreensível para todos os outros;
3) Mesmo os menores erros são armazenadas em memória para possível recuperação posterior;
4) Assim que você assume o compromisso com um, acaba gastando todo o seu dinheiro em acessórios para ele."
 
Apesar desta ser apenas uma piada, infelizmente as mulheres sofreram, e ainda sofrem, muitos tipos de preconceitos. Mas a Torá, que nos foi entregue por D'us, nos ensina o verdadeiro valor das mulheres e o quanto devemos respeitá-las.
 
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A Parashá desta semana, Korach, nos ensina as terríveis consequências da inveja e da luta pelo poder. Assim começa a Parashá: "Korach ben Itzhar ben Levi se separou, junto com Datan e Aviram, filhos de Eliav, e On ben Pelet, descendente de Reuven. Eles estavam de pé diante de Moshé, com 250 homens... Eles se juntaram contra Moshé e contra Aharon" (Bamidbar 16:1-3). A Torá nos conta que eles se rebelaram contra a liderança de Moshé e Aharon, baseados na acusação de que seus cargos de liderança haviam sido escolhidos por eles mesmos. O ato foi visto com maus olhos por D'us, pois os cargos haviam sido Divinamente designados, e os rebeldes receberam uma punição tão milagrosa que a liderança de Moshé e Aharon foi reafirmada por D'us diante dos olhos de todo o povo judeu. Qual foi a punição? Moshé chamou os rebeldes para um desafio e, no horário marcado, a terra abriu uma boca e engoliu Korach, Datan e Aviram, junto com suas famílias e pertences, enquanto um fogo Divino consumiu os outros 250 homens que haviam se juntado à rebelião.
 
Prestando muita atenção nos detalhes de tudo o que ocorreu com os rebeldes, surge uma pergunta: quando a Torá enumerou os líderes da rebelião, On ben Pelet foi mencionado, mas quando a Torá falou sobre o final trágico dos rebeldes, seu nome não foi mais mencionado. Afinal, o que aconteceu com On ben Pelet?
 
O Talmud (Sanhedrin 109b) nos ensina que os caminhos de Korach e On ben Pelet começaram iguais, quando ambos se desviaram e se rebelaram contra Moshé,  mas terminaram completamente diferentes. Enquanto Korach teve uma morte terrível e vergonhosa, On ben Pelet escapou do castigo. O Talmud nos ensina algo ainda mais curioso: exatamente a mesma coisa que causou a queda de Korach foi o que salvou a vida de On ben Pelet!
 
Atualmente um dos temas mais discutidos no mundo é o feminismo, a busca de diretos iguais para as mulheres. Por séculos as mulheres foram excluídas de muitos tipos de profissão, receberam salários menores e foram proibidas até mesmo de exercer sua cidadania. Muitas religiões também praticaram e praticam até hoje atos de violência e exclusão social contra as mulheres, tratando-as mais como objetos do que como seres humanos. Mas o judaísmo nunca teve problemas com os movimentos feministas, pois segundo o judaísmo, as mulheres sempre tiveram um papel de destaque dentro do povo judeu. Desde as matriarcas Sara, Rivka, Rachel e Léa, passando por profetizas como Miriam, juízas como Dvora e líderes como Ester, o povo judeu sempre deu uma importância elevada para suas mulheres. De todas as transgressões cometidas pela geração do deserto, tais como o bezerro de ouro, o choro por causa dos espiões e as reclamações por água e comida, as mulheres não participaram de nenhuma. E uma das maiores provas do grande valor espiritual das mulheres está justamente na Parashá desta semana.
 
O Talmud explica exatamente o que ocorreu com On ben Pelet. Quando ele chegou em casa, muito empolgado com a rebelião de Korach e contando sobre o confronto marcado por Moshé, sua esposa percebeu que aquilo estava tirando-o do racional, como um fogo que o consumia. Então ela o fez voltar à razão com uma simples pergunta: "Se Moshé for o líder do povo, você será apenas seu seguidor. Se Korach for o líder, você também será apenas seu seguidor. De qualquer maneira sua situação não mudará! Que diferença fará para você a rebelião?".
 
Mas os argumentos ainda não haviam sido suficientes para convencer On ben Pelet a não participar da rebelião. Apesar de ter caído na real após a chacoalhada de sua esposa, mesmo assim ele achava que era tarde demais para voltar atrás, pois já havia jurado lealdade a Korach e estava muito envolvido. Mas sua esposa não desistiu. Ela o embriagou com vinho para que ele dormisse e ficou de guarda na porta da tenda para que ninguém da rebelião entrasse para buscar seu marido. Quando os rebeldes viram que realmente não conseguiriam levá-lo, foram para o confronto com Moshé sem ele. Portanto, por causa de sua esposa, On ben Pelet foi salvo de uma morte trágica.
 
O mais interessante é que o que salvou On ben Pelet foi justamente o que derrubou Korach. O Talmud nos ensina que a esposa de Korach o incentivou a se rebelar e ficou o tempo inteiro incitando Korach e dando argumentos para que ele ficasse cada vez mais irritado com Moshé. E sabemos como a história infelizmente terminou.
 
O ponto em que o Talmud se concentra é a diferença que a esposa pode fazer na vida de um homem. E este conceito pode nos ajudar a entender o estranho versículo que descreve a criação da primeira mulher, Chavá: "E disse D'us: Não é bom que o homem esteja sozinho. Farei para ele uma ajudante correspondente a ele" (Bereshit 2:18). A palavra "Kenegdo", que significa "correspondente a ele", também pode ser traduzida como "contra ele". Como a esposa pode ser uma ajudante se ela for contra seu marido? Explica o Rabino Naftali Tzvi Yehudah Berlin, mais conhecido como Netziv, que algumas vezes a esposa pode ajudar seu marido realmente ajudando-o no que ele necessita, mas outras vezes ela será uma ajuda para seu marido apenas quando ela o corrigir nos momentos em que ele cometer algum erro. Obviamente que a esposa deve fazer isso de uma maneira respeitosa, sem agredir nem diminuir seu marido. Uma esposa que atiça seu marido e não o corrige, apenas passa a mão em sua cabeça mesmo quando ele comete erros, não é uma ajuda, é um tropeço.
 
Este conceito também nos ajuda a explicar uma das maiores dificuldades para pessoas que começam a se aproximar mais do judaísmo. Há uma Brachá (benção), que pronunciamos todos os dias de manhã no "Birkót Hashachar" (Bençãos da manhã), que é diferente para os homens e para as mulheres. Enquanto o homem reza "Bendito seja D'us que não me fez mulher", a mulher reza "Bendito seja D'us que me fez conforme a Sua vontade". Isso não é machismo? Isso não é desprezar as mulheres?
 
Explicam os nossos sábios que é exatamente o contrário, é uma exaltação do grande valor espiritual das mulheres. Dizem os nossos sábios que o rei de Israel precisava ter dois Sifrei Torá (Rolos da Torá). Mas para que o rei precisava de dois Sifrei Torá? Um ele deveria sempre levar consigo quando saía para as guerras, enquanto o outro permanecia em casa. Por que? Pois o Sefer Torá que ia para a guerra poderia sofrer pequenos estragos, como borrar letras, ou até mesmo estragos maiores. Então o rei precisava do Sefer Torá que estava em casa para servir como modelo e consertar o Sefer Torá estragado.
 
O mesmo conceito se aplica no casamento. O homem tem um trabalho mais externo, ele se expõe mais ao mundo exterior e, por isso, corre mais riscos de se desviar atrás de seus desejos e de idéias estranhas ao judaísmo. Foi o que aconteceu com Korach e On ben Pelet. Já o papel da esposa, mais interno, é manter a santidade da casa e ser um modelo de retidão para o marido, identificando quando ele se desvia e ajudando-o a consertar seus erros, como fez sabiamente a esposa de On ben Pelet, salvando com isso a vida e a eternidade de seu marido.
 
É por isso que os homens rezam "Bendito seja D'us que não me fez mulher", isto é, eles agradecem que D'us não deu a eles uma responsabilidade espiritual tão grande quanto a das mulheres. Já as mulheres rezam "Bendito seja D'us que me fez conforme a Sua vontade", pois aceitam com alegria a grande responsabilidade espiritual que recai sobre elas.
 
Portanto, de machista o judaísmo não tem nada. Muito dos preconceitos são fruto do nosso desconhecimento sobre o nível de cuidado que, segundo o judaísmo, o homem deve ter com a honra da mulher. Pois assim nos ensina o Talmud: "O homem deve amar sua esposa como ama a si mesmo, e respeitá-la mais do que respeita a si mesmo". E é justamente por este cuidado que temos com nossas esposas que o povo judeu continua caminhando, firme e forte, por mais de três mil anos.
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHELACH 5771

BS"D
PERDENDO O VÔO - PARASHÁ SHELACH 5771 (17 de junho de 2011)
Há pouco mais de 2 anos um grave acidente deixou o Brasil em choque. O Airbus A330 da companhia aérea Air France, durante o fatídico vôo AF 447 que ia do Rio de Janeiro para Paris, simplesmente desapareceu sobre o Oceano Atlântico durante a madrugada do dia 31 de maio. Na manhã seguinte foram encontrados os primeiros destroços do avião, cujas causas da queda ainda não foram completamente esclarecidas. Parentes e amigos choraram a morte dos 228 passageiros que estavam a bordo da aeronave.
Porém, no meio de toda a comoção nacional que o acidente causou, uma notícia acabou passando despercebida pela grande maioria das pessoas. A italiana Johanna Ganthaler, uma pensionista da província de Bolzano-Bozen, perdeu o vôo. Ela estava de férias no Brasil e não conseguiu embarcar no avião por ter chegado atrasada ao Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro.
Até aí não há nada demais, já que em muitas tragédias aéreas escutamos histórias de pessoas que, por motivos diversos, não chegaram a embarcar e salvaram assim suas vidas. Mas nesta história, o mais impressionante ainda estava para acontecer. Johanna Ganthaler embarcou de volta para a Europa no dia seguinte, em um avião de outra companhia aérea. Desembarcou na Alemanha, onde alugou um carro com o qual pretendia voltar para casa. No caminho, em uma situação ainda não completamente esclarecida pela polícia, o carro em que ela estava entrou na pista contrária de uma rodovia em Kufstein, na Áustria, e bateu de frente em um caminhão. Johanna Ganthaler morreu no acidente de carro. E assim foram as manchetes nos principais jornais do país: "Mulher que perdeu vôo AF 447 morre em acidente na Áustria".
Quando há um decreto espiritual, a única maneira de mudar é através de atos espirituais. Apenas perder o vôo não salva a vida de ninguém...
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Se nos perguntassem qual é um dos dias mais felizes do ano, certamente responderíamos Purim ou Simchá Torá. Mas para nossa surpresa, o Talmud ensina que um dos dias mais festivos do povo judeu é Tu Be Av, o dia 15 do mês de Av. Av é um mês associado a tristezas, pois em Tishá Be Av (dia 9 do mês de Av) várias tragédias se abateram sobre o povo judeu. O que ocorreu em Tu Be Av que tornou este dia tão especial?
Para entendermos, precisamos nos aprofundar na Parashá desta semana, Shelach. O povo judeu havia saído do Egito e, após receber a Torá no Monte Sinai, estava prestes a entrar na Terra de Israel, a terra que D'us havia jurado dar para os descendentes de Avraham, Yitzchak e Yaacov. Apesar de D'us ter garantido que a Israel era uma terra fértil, a "terra onde flui leite e mel", mesmo assim o povo não confiou e decidiu enviar espiões. O que deveria ter sido apenas uma missão de reconhecimento da terra terminou em uma grande tragédia. Dos 12 espiões enviados, 10 voltaram falando mal da terra. O povo preferiu escutar os 10 caluniadores e, desesperados, choraram sem motivo. D'us jurou que aquele dia seria um dia de choro por todas as gerações. Este dia era Tishá Be Av, dia em que até hoje nós choramos pela destruição dos nossos dois Templos e outras tragédias que aconteceram, ao longo da nossa história, exatamente neste dia.
Mas não apenas as gerações futuras sofreram com aquele choro sem motivo. A geração do deserto também foi duramente castigada. Pela falta de Emuná (fé), D'us decretou que eles não entrariam na Terra de Israel. Por 40 anos eles tiveram que vagar pelo deserto, até que morresse toda aquela geração, aproximadamente 600 mil homens. Como D'us queria ressaltar que as mortes eram resultado do choro sem motivo, eles morriam somente em Tishá Be Av. Durante os 40 anos, quando Tishá Be Av se aproximava, cada judeu tinha que cavar sua própria cova e dormir dentro dela. De manhã, alguns acordavam e voltavam para suas vidas normais, enquanto outros não acordavam mais e eram enterrados ali mesmo.
Porém, no último ano, algo estranho aconteceu. O último grupo que faltava morrer cavou a sua cova e entrou para dormir, com a certeza de que todos morreriam naquela noite. Mas quando amanheceu o dia, estavam todos vivos. Como o cálculo dos dias era feito através da observação da lua, ele acharam que provavelmente haviam errado as contas e que Tishá Be Av seria no dia seguinte. Então na noite seguinte novamente eles entraram na cova, mas de novo todos acordaram de manhã. E assim foi, noite após noite, até chegar no dia 15 do mês, quando eles viram a lua cheia e tiveram a certeza de que certamente Tishá Be Av já havia passado, não havia sido um erro de contas. Por algum motivo D'us havia cancelado o decreto. Aquele dia foi um dia de muita alegria e comemoração, pois eles entenderam que haviam sido perdoados. E a alegria deste dia se repetiu em muitos outros bons eventos durante a história do povo judeu.
Mas afinal, se D'us tinha decretado que toda aquela geração morreria no deserto, e realmente mais de 585 mil homens já tinham morrido, por que no último ano foi diferente? Por que os últimos 15 mil homens foram poupados da morte? Que tipo de ato conseguiu cancelar um decreto tão forte?
Nas nossas rezas de Rosh Hashaná e Yom Kipur dizemos algo muito profundo: "Três coisas podem cancelar um mau decreto: Teshuvá (arrependimento pelos nossos maus atos e o comprometimento em melhorar), Tefilá (reza) e Tzedaká (caridade)". O que isto quer dizer? Que apenas atos que chegam aos mundos espirituais mais elevados podem cancelar decretos que foram feitos nos mundos espirituais.
Explicam nossos sábios algo impressionante. Durante todos os anos no deserto, as pessoas sabiam que poderiam morrer naquele ano, mas sempre contavam com a possibilidade de que eles não seriam os escolhidos daquela vez. Portanto, apesar deles rezarem por suas vidas, rezavam sem muita Cavaná (intenção). Por exemplo, no primeiro ano havia 600 mil homens, dos quais apenas 15 mil morreriam, então todos estavam tranquilos. E mesmo no penúltimo ano, quando haviam sobrado apenas 30 mil homens e a metade morreria, as pessoas se apoiavam na possibilidade de que os outros morreriam e não eles, e por isso não depositavam toda a sua Emuná (fé) em D'us.
Porém, o que aconteceu no último ano no deserto? Apenas 15 mil tinham sobrado e certamente todos eles morreriam, não havia outra possibilidade. Por isso, quando fizeram Tefilá, rezaram com todo o coração para D'us, pois não tinham mais em que se apoiar fora a salvação Dele. Quando nos apoiamos em outras possibilidades, é como se D'us dissesse "Já que você coloca forças em outras coisas e não apenas em Mim, deixe que as outras coisas te ajudem, não Me sinto na obrigação". Mas quando fazemos uma Tefilá com nosso coração completamente voltado para D'us, com a certeza de que tudo depende Dele e apenas Dele, esta Tefilá pode mudar até mesmo decretos espirituais de uma geração inteira. Se desde o primeiro ano o povo tivesse feito uma Tefilá neste nível, certamente ela também teria sido escutada.
Parece algo fácil, mas por vivermos no mundo material, este tipo de Tefilá é muito difícil de ser alcançada. Quando estamos doentes, colocamos nossa confiança nos médicos e nos remédios. Quando estamos sem dinheiro, colocamos nossa confiança na melhoria das vendas ou na sonhada promoção. E mesmo quando estamos procurando uma pessoa para casar, colocamos nossa confiança nas pessoas que podem nos apresentar alguém especial. No mundo material é muito fácil esquecer que tudo depende de D'us. Se o médico vai acertar ou se o remédio vai funcionar, se mais clientes entrarão na loja ou se o chefe lembrará da promoção, se a pessoa certa aparecerá no momento certo, tudo depende Dele.
Quanto mais colocarmos no coração a certeza de que tudo depende apenas de D'us, maior será a conexão espiritual que criaremos. Assim, nossas rezas poderão chegar aos mundos espirituais mais elevados e, quem sabe, mudar o destino de toda a humanidade.  
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
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sexta-feira, 10 de junho de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BEHALOTECHÁ 5771

BS"D
 
DEIXA QUE EU FAÇO SOZINHO - PARASHÁ BEHALOTECHÁ 5771 (10 de junho de 2011)
 
"Ronaldo era um advogado de sucesso. Estava subindo muito na carreira, pois vinha conseguindo conquistas incríveis nos tribunais. Mas ele nunca atribuía à D'us o seu sucesso, e sim aos seus méritos próprios. Certo dia Ronaldo estava atrasado para uma audiência, justamente em um julgamento muito importante, que poderia lançar seu nome no cenário nacional. Dirigindo feito um louco pelas ruas, ele conseguiu chegar ao tribunal 10 minutos antes da audiência. Mas para seu desespero, ao chegar no estacionamento, descobriu que estava lotado. Deu uma volta em busca de uma vaga, mais uma volta, uma terceira volta, mas nenhum carro saía do lugar.
 
Ronaldo começou a suar frio. Um atraso no julgamento seria visto pelo juiz como um desrespeito, o que certamente o prejudicaria no desenvolvimento de seu trabalho naquele caso tão importante. Os minutos preciosos passavam rapidamente e nada de aparecer um lugar. Na quarta volta, desesperado, ele viu que realmente não tinha jeito e resolveu "apelar". Olhando para o céu, ele falou:
 
- D'us, eu sei que não tenho sido uma boa pessoa. Não tenho rezado, não tenho feito bons atos, ao contrário, tenho caprichado bastante nas transgressões. Na maioria das vezes chego a ignorar que é Você quem me ajuda sempre. Mas D'us, se você me ajudar a encontrar uma vaga, apenas uma vaguinha para que eu possa estacionar meu carro e chegar a tempo ao julgamento, eu juro que começarei uma nova vida.
 
Naquele mesmo instante, um verdadeiro milagre aberto aconteceu. Uma pessoa saiu do tribunal, entrou no carro que estava exatamente na frente de onde Ronaldo estava esperando, ligou o carro e saiu. Ronaldo, não acreditando no que havia acontecido, lembrou-se de seu juramento e, olhando para cima, gritou:
 
- D'us, não precisa mais. Já consegui minha vaga sozinho..."
 
Assim se comporta a pessoa orgulhosa, que pensa que todo o sucesso é fruto do seu próprio esforço, esquecendo que é de D'us que vem tudo o que temos na vida.
 
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No final da Parashá desta semana, Behalotechá, a Torá nos descreve o episódio em que Miriam fez Lashon Hará (maledicência) de seu irmão Moshé e foi duramente castigada por isso. Mas por que Miriam falou mal de seu irmão? Ela havia arriscado sua vida para acompanhar Moshé enquanto ele, ainda bebê, descia pelo rio Nilo. Então, se ela o amava tanto, por que o criticou?
 
Na época de Moshé havia outras pessoas com o dom da profecia, como seus irmãos Miriam e Aharon. Mas ao contrário de outros profetas, D'us aparecia para Moshé a qualquer momento, então ele deveria estar em um estado de pureza o tempo inteiro. Isto incluía também que Moshé se abstivesse de relacionamentos íntimos com sua esposa Tzipora. Miriam, ao descobrir isso, achou-se no direito de criticar Moshé, pois entendia que ele era um profeta como os outros e, portanto, não precisava abandonar sua vida normal pelo fato de poder falar diretamente com D'us. Ela entendeu que a atitude de Moshé era equivocada e, por amor, criticou-o para que ele consertasse o erro. Mas D'us pessoalmente revelou que Moshé não era igual a nenhum outro ser humano, como está escrito "Se existem profetas entre vocês, em uma visão Eu me faço conhecer a ele, em um sonho eu falo com ele. Não é assim com Meu servo Moshé, em toda Minha casa ele é confiável. De boca para boca Eu falo com ele, em uma visão clara..." (Bamidbar 12:6-8).
 
No meio deste episódio há um versículo que parece fora de contexto: "E o homem Moshé era muito humilde, mais do que qualquer pessoa na face da Terra" (Bamidbar 12:3). Nestes versículos em que D'us quer afirmar a grandeza única de Moshé, o que tem a ver a sua humildade? Há muitas outras características de Moshé que parecem estar mais conectadas com a sua grandeza, como a bondade e o altruísmo. Porém, enquanto todas as boas características de Moshé aprendemos apenas através de seus atos, a humildade é a única que está escrita, algumas vezes e de maneira explicita, na Torá. O que a humildade tem a ver com o grande potencial que Moshé atingiu?
 
Para entendermos a importância da humildade, é interessante ver o que a Torá nos ensina sobre o seu oposto, a arrogância. Segundo o livro "Orchot Tzadikim", a arrogância é a pior de todas as características do ser humano, e dela derivam muitos dos problemas que temos na vida. O orgulhoso é chamado de "abominação" pela Torá, e D'us o abandona e o deixa nas mãos do Yetzer Hará (má inclinação). O Talmud (Torá Oral) nos ensina que D'us chega ao ponto de dizer que não há lugar no mundo para que Ele e o arrogante vivam juntos. Mas o que há de tão terrível na arrogância? O que faz com que D'us despreze tanto a pessoa arrogante?
 
Na verdade o comportamento de D'us é "Midá Kenegued Midá" (medida por medida). O arrogante acredita que ele não precisa de D'us para ter sucesso na vida. Ele sente que o sucesso é conseqüência da sua inteligência e do seu talento, como diz o versículo "E você dirá no seu coração: A minha força e o poder das minhas mãos me trouxeram toda esta fortuna" (Devarim 8:17). Portanto, já que a pessoa acha que não precisa da ajuda de D'us, Ele realmente não a ajuda. Ela pode ser realmente inteligente, pode ter muito talentos, mas é apenas um ser humano mortal, limitado. Seu sucesso será, portanto, sempre limitado, nunca passará de um certo ponto, pois está limitado pelas forças da natureza.
 
O humilde se comporta de uma maneira exatamente oposta. Ele entende que sua inteligência e seus talentos são presentes de D'us. Portanto, ele sabe que todo o seu sucesso somente será possível se D'us estiver ajudando. O potencial da pessoal humilde é ilimitado, pois a fonte de seu sucesso também é ilimitada. Esta pessoa pode transcender, pode vencer seus próprios limites e até mesmo os limites da natureza. Era impossível para qualquer ser humano chegar ao nível que Moshé chegou, de falar com D'us "face a face", mas a sua humildade levou-o a quebrar todos os limites. Moshé não estava mais preso às leis da natureza, pois ele sabia que todo o seu sucesso era dependente de D'us, que está acima de todas as limitações naturais.
 
Por outro lado, nos ensina o livro Orchot Tzadikim que toda característica boa também tem seu lado negativo. E qual o lado negativo da humildade? Quando a pessoa começa a se subestimar e a argumentar que não tem os talentos necessários para ser uma grande pessoa, e por isso se acomoda na vida. Na verdade isto não é humildade, é uma falsa humildade. A verdadeira humildade é motivadora, a falsa humildade é desanimadora. Esta falsa humildade é, na verdade, uma consequência da preguiça e do desejo pelo conforto. Não é fácil chegar à grandeza, ser uma pessoa que muda o mundo. Isso exige muito esforço e disposição para enfrentar dificuldades e falhas. Por isso, às vezes se torna muito tentador se excluir e se eximir da responsabilidade de ao menos tentar ser grande. É mais fácil pensar que Moshé chegou à grandeza pois já estava predestinado e tinha todas as boas características para chegar lá. É mais cômodo pensar que Avraham Avinu mudou o mundo pois já tinha forças para isso. Mas a Torá nos ensina justamente o contrário. Segundo o Rambam (Maimônides), Avraham foi idólatra por muitos anos e somente com a idade de 48 anos encontrou D'us em Sua totalidade. Moshé também trabalhou muito para mudar suas características e se tornar o grande líder do povo judeu. O caminho de nenhum dos grandes da Torá foi construído com espreguiçadeiras na beira da piscina e água de coco.
 
Ensinam os nossos sábios que todos os dias devemos nos questionar: "Quando meus atos chegarão ao nível dos atos dos patriarcas?". Mas que tipo de pergunta é esta? Alguém pode sonhar em chegar aos atos de Avraham, Yitzchak e Yaacov, nossos sagrados patriarcas que mudaram o rumo da humanidade? Segundo as leis da natureza, certamente que não. Mas a pessoa humilde não se limita às forças da natureza. Ela sabe que todo o sucesso depende apenas de D'us. Portanto, o segredo do sucesso é a combinação de humildade com esforço. Esforço para fazer a nossa parte, chegar ao limite. E humildade para saber que, na verdade, quem define os limites é apenas D'us.
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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sexta-feira, 3 de junho de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - SHAVUÓT 5771

BS"D
 
O PREÇO DA VERDADE - SHAVUÓT 5771 (03 de junho de 2011)
 
"O rabino Naftali Tzvi Yehuda Berlin, mais conhecido como Netziv, foi um dos maiores sábios do povo judeu nos últimos 200 anos. E talvez muito do seu gigantesco crescimento espiritual deveu-se à educação que recebeu de seu pai, principalmente em termos de exemplo pessoal. O Netziv conta que certa vez seu pai trouxe para casa alguns objetos de vidro muito caros. Quando a empregada da casa foi fazer a limpeza, ela acidentalmente quebrou um dos objetos de vidro. A mãe do Netziv ficou extremamente aborrecida e, como a empregada recusava-se a pagar pelo prejuízo, resolveu levar o caso para um Beit Din (Tribunal Rabínico).
 
No dia do julgamento, a mãe do Netziv estava saindo de casa quando viu que seu marido também se arrumava para sair. Ela questionou:
 
- Aonde você vai?
 
- Estou indo ao Beit Din, para acompanhar o julgamento – disse ele, tranquilamente.
 
- Você não precisa vir junto – respondeu a esposa, visivelmente irritada – Eu sei muito bem como argumentar no Beit Din.
 
- Não se preocupe, eu não estou indo para ajudar nos seus argumentos – respondeu o marido – Eu estou indo para ajudar a nossa empregada. Ela é uma moça órfã e provavelmente não terá ninguém para defendê-la. Eu quero ter certeza de que ela terá um julgamento justo"
 
Enquanto muitas pessoas preferem viver na mentira e no comodismo, muitos se destacaram pelo comprometimento em viver uma vida de Emet (verdade), não importando o quanto isto custasse.
 
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Na próxima terça-feira de noite será Shavuót, uma das festas mais importantes do calendário judaico, cuja essência é o recebimento da Torá. Segundo o judaísmo, as nossas festas não são meras lembranças de eventos passados, e sim a oportunidade de reviver algo que ocorreu e marcou espiritualmente a história do povo judeu. Mas o que significa reviver o recebimento da Torá? Se ela já nos foi entregue há mais de 3.000 anos, como podemos recebê-la novamente?
 
Para entender este conceito, precisamos antes entender um interessante ensinamento do Talmud (Torá Oral). Há um versículo que fala sobre a entrega da Torá no Monte Sinai, e assim está escrito: "E reuniram-se sob a montanha" (Shemot 19:17). O Talmud questiona o porquê de estar escrito "sob a montanha" e não "ao redor da montanha"? O Talmud responde que D'us levantou o Monte Sinai sobre a cabeça do povo judeu e disse: "Se vocês quiserem receber a Torá, tudo bem. Se não, lá será seu túmulo". Para uma religião tão embasada no conceito de livre arbítrio, isto parece, à primeira vista, incompreensível. O que D'us estava nos ensinando quando levantou a montanha sobre nossas cabeças?
 
Vivemos em um mundo repleto de leis físicas naturais. Podemos viver conscientes destas leis e suas implicações, ou podemos optar por ignorar estas leis, por nossa própria conta e risco. Mas a nossa escolha de ignorar as leis físicas não determina se elas se aplicam a nós ou não. Por exemplo, uma pessoa pode optar por ignorar a força da gravidade. Mesmo assim, se ela saltar pela janela, ela cairá no chão. O fato da pessoa acreditar ou não nas leis da natureza não muda a sua existência.
 
Explica o Rav Simcha Barnett que D'us quis, no Monte Sinai, ensinar ao povo judeu um lição muito parecida, mas desta vez em relação às leis espirituais. O Monte Sinai foi o primeiro contato direto, de um povo inteiro, com o Criador do mundo. A entrega da Torá mudou o rumo do povo judeu e da humanidade. Eles entenderam que, daquele dia em diante, suas vidas deveriam ser vividas com significado e de acordo com o propósito estabelecido na Torá. Quando D'us levantou a montanha sobre o povo, Ele estava ensinando uma preciosa lição: a Torá nos traz um conjunto de leis espirituais que regem o mundo, tão imutáveis quanto as leis físicas da natureza. Da mesma forma que não podemos escolher viver sem a lei da gravidade, assim também não podemos viver fora das leis espirituais que regem o mundo criado por D'us.
 
Se uma pessoa ignora as leis do mundo material, ela pode morrer. Por exemplo, é o que ocorre com alguém que opta por não comer. Assim também acontece no mundo espiritual, pois se ignoramos a realidade espiritual da vida, podemos morrer espiritualmente. Pessoas que vivem sem espiritualidade podem parecer que estão vivas, mas é apenas por fora, pois por dentro estão vazias. Quando não alimentamos nossa alma com espiritualidade, seu brilho vai se apagando, pouco a pouco.
 
O teste do povo judeu na entrega da Torá não foi acreditar ou não acreditar. A revelação de D'us foi muito clara e óbvia, não havia nenhuma dúvida. O teste foi saber se eles aceitariam conviver com a nova realidade ensinada por D'us, mesmo que isso significasse abandonar o comodismo, ou se voltariam a viver em um mundo de ilusões. A aceitação da Torá foi um grande ato, porque foi a aceitação da realidade.
 
Desde então a humanidade tem lutado contra a aceitação de uma realidade imposta externamente. É muito mais confortável definir nossas próprias leis e criar nossa própria religião, fazer com que as regras curvem-se a nós ao invés de nos curvarmos a elas. Todos nós temos esta tendência de se esconder e fugir da realidade, evitando decisões e escolhas difíceis, sejam elas em nossos relacionamentos, nossas carreiras ou nossa imagem pública.
 
Apesar da Torá ter sido entregue há mais de 3.000 anos, em Shavuot podemos recebê-la novamente ao declararmos que queremos viver de acordo com a realidade, queremos fugir das ilusões que dominam nossas vidas, queremos uma vida com um significado real. O desafio de Shavuot é querer viver de acordo com a realidade, mesmo que não seja a escolha mais fácil e cômoda.
 
A festa é chamada de "Shavuot", que significa literalmente "semanas", porque contamos sete semanas entre Pessach e Shavuot. As sete semanas conectam as duas festas, fazendo com que Shavuot seja o "oitavo dia" de Pessach. Enquanto em Pessach nós ganhamos a liberdade, em Shavuot ganhamos um propósito e uma direção para fazer com que nossa liberdade seja significativa. Enquanto em Pessach nos foi dado acesso ao livre arbítrio, uma ferramenta muito poderosa, em Shavuot nos foi dado o "Manual de Instruções" para utilizarmos essa ferramenta e alcançarmos nossa verdadeira grandeza.
 
Podemos fugir por um tempo da realidade. Mas fugir é como esconder uma bola dentro da água. Ela pode até ficar por um tempo escondida. Porém, mais cedo ou mais tarde, ela voltará com força à tona, causando vários respingos.
 
"Você pode correr, mas você não pode fugir"
 
SHABAT SHALOM e CHAG SAMEACH
 
Rav Efraim Birbojm
 
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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).
 
 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BAMIDBAR 5771

BS"D
 
QUANDO A DOR DO OUTRO INCOMODA - PARASHÁ BAMIDBAR 5771 (27 de maio de 2011)
 
Chaim Shie era um garoto de 12 anos que vivia na Rússia, no começo do século passado. Seus pais não eram ricos, mas tinham boas condições financeiras e Chaim Shie tinha tudo o que precisava. Certa vez ele ganhou de presente do avô um par de botas. Feliz da vida, saiu caminhando pelas ruas geladas para estrear o presente. Foi quando encontrou seu amigo Shaika, um garoto muito pobre e órfão de pai, que vivia com sua mãe em um pequeno apartamento velho e utilizava sempre a mesma roupa esfarrapada. Chaim Shie viu os sapatos de Shaika completamente rasgados e teve misericórdia. Como ele aguentaria o frio do inverno com aqueles sapatos? Imediatamente tirou as botas novas e deu de presente para seu amigo pobre. Voltou de meias para casa, naquele inverno congelante. Pegou uma pneumonia e ficou um bom tempo sem sair de casa.
 
Chaim Shie também tinha um professor particular, pago pelos seus pais, que lhe ensinava Torá. Ele conseguiu convencê-lo a ensinar Shaika sem que ele precisasse pagar. Quando tudo parecia melhorar, algum tempo depois a mãe de Shaika faleceu subitamente. A compaixão de Chaim Shie novamente despertou-se e ele implorou aos pais para que o amigo viesse morar com eles. Porém a idéia foi rejeitada, já que, com 6 filhos, não havia espaço para mais ninguém. Os pais dele aceitaram ajudar Shaika com a alimentação e dinheiro para moradia, mas para Chaim Shie não era suficiente. Shaika foi morar no "ezrat nashim" (local onde as mulheres rezam) da sinagoga, onde dormiam os mendigos, e Chaim Shie acompanhou seu amigo, abandonando todo o conforto de sua casa.
 
Algum tempo depois estourou a 1ª Guerra Mundial. Shaika foi enviado para a casa de parentes distantes, que decidiram fugir para a América do Sul. Chaim Shie voltou para a casa dos pais, e os amigos nunca mais se viram. Chaim Shie casou-se, mudou-se para Israel e teve uma grande e bela família. Naquela época a pobreza em Israel era terrível e a família de Chaim Shie constantemente passava dificuldades. Já Shaika também se casou, formou uma família e prosperou nos negócios, tornando-se um homem muito rico.
 
Muitos anos se passaram e Shaika foi, pela primeira vez na vida, conhecer Israel. Chegando ao Muro das Lamentações, foi tomado de uma emoção enorme. Ainda emocionado, começou a escutar alguém rezando em voz alta. Aquela voz parecia familiar. Seu coração começou a bater acelerado enquanto ele procurava de onde vinha a voz. Foi quando Shaika reencontrou Chaim Shie, que estava também no Muro das Lamentações rezando. Os dois se abraçaram, chorando e rindo ao mesmo tempo.
 
Hoje, a família de Chaim Shie não passa mais dificuldades. A bondade que ele demonstrou quando era criança teve frutos. Todo mês um cheque vindo da América do Sul ajuda a complementar o orçamento familiar. O calor de um par de botas em uma tarde congelante durou por décadas e continua, até hoje, aquecendo o coração de dois grandes amigos. (História Real)  
 
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Nesta semana começamos o quarto livro da Torá, Bamidbar, que descreve muitos eventos importantes que aconteceram com o povo judeu durante os 40 anos em que permaneceu no deserto, entre eles as reclamações do povo, a rebelião de Korach e a guerra contra Midian.
 
A Torá não é apenas um livro de histórias para que possamos saber o que ocorreu no passado. Apesar dos eventos descritos na Torá terem ocorrido há mais de 3.000 anos, cada detalhe nos ensina importantes lições para nossas vidas. Porém, a Parashá desta semana, Bamidbar, começa com algo que parece fugir à regra. A Parashá traz a contagem do povo judeu, dividido por tribos. Que grande ensinamento pode estar contido no número de pessoas que havia em cada tribo há mais de 3.000 anos?
 
Quando esta contagem foi feita, o povo judeu havia recém saído do Egito. Os 210 anos em que eram escravos foram terríveis, com inimagináveis sofrimentos físicos e psicológicos. Decretos, execuções sumárias, trabalhos forçados até o limite da exaustão. Explica Rashi, comentarista da Torá, que de todas as tribos que compunham o povo judeu, apenas a tribo de Levi não foi escravizada. Segundo a lógica, a população da tribo de Levi, que viveu em relativa tranqüilidade, deveria ser muito maior do que das outras tribos, que viveram oprimidas. Porém, ao olharmos os números do povo judeu trazidos nesta Parashá, temos uma grande surpresa. Enquanto todas as tribos tinham por volta de 50 a 60 mil homens com a idade de 20 a 60 anos, a tribo de Levi tinha pouco mais de 20 mil homens, incluindo os jovens abaixo de 20 anos e os anciãos acima dos 60 anos. Por que esta diferença ilógica nas quantidades?
 
Explica o Ramban (Nachmanides) que a resposta está no início do livro de Shemot. Quando o povo judeu começou a ser perseguido e escravizado, D'us mandou uma Brachá (benção) especial de fertilidade, de forma que as mulheres engravidavam e davam à luz com muito mais facilidade. Por isso, quanto mais os egípcios oprimiam os judeus, mais judeus nasciam no Egito, como diz o versículo "E quanto mais eles eram afligidos, mais eles aumentavam e se espalhavam" (Shemot 1:12). Já a tribo de Levi, que não foi escravizada, não recebeu a Brachá, o que explica a grande diferença na contagem.
 
Por que a tribo de Levi, dentre todas as outras tribos, foi a única a não ser escravizada? Pois a escravidão foi consequência da assimilação. Enquanto Yaacov e seus filhos estavam vivos, os judeus viviam isolados em Goshen, mantendo seus valores e seu nível espiritual elevado, afastados da idolatria e da promiscuidade egípcia. Com o passar do tempo começou a perda de valores e muitos judeus começaram a querer fazer parte da sociedade egípcia. O trabalho forçado que se transformou em escravidão começou como um trabalho voluntário, no qual a grande maioria do povo judeu participou como forma de ser socialmente aceito. Somente a tribo de Levi, que se dedicava ao crescimento espiritual, não se assimilou e não foi escravizada.
 
Mas se tribo de Levi não foi escravizada por seu grande mérito, então por que eles não receberam a Brachá de fertilidade junto com todo o povo? Explicam os nossos sábios um fundamento muito importante. É verdade que a tribo de Levi não foi escravizada por seu mérito, pois realmente os Leviim tinham um nível espiritual diferenciado. Mas eles falharam em uma característica, houve algo que, apesar de seu elevado nível espiritual, eles ainda não tinham alcançado. Pelo fato de estarem em liberdade e isentos do jugo egípcio, os Leviim não conseguiam sentir o sofrimento dos seus irmãos. Eles não sofreram junto com os outros judeus, não compartilharam sua dor. E como eles não se solidarizaram com os outros judeus, também não foram incluídos na Brachá que o resto do povo recebeu.
 
Portanto, os números da contagem do povo judeu nos ensinam duas lições de vida muito importantes. O primeiro ponto é sabermos que a lógica humana não se aplica em um mundo onde há supervisão de D'us sobre tudo o que ocorre. É verdade que pela nossa lógica deveria haver mais Leviim do que membros de qualquer outra tribo, mas isso não ocorreu, como dizemos todos os dias na Tefilá (reza): "Muitos são os pensamentos no coração do homem, mas é a vontade de D'us que sempre se cumpre". O segundo ponto é que D'us se comporta conosco Midá Kenegued Midá (medida por medida). Aqueles que se preocupam com o próximo recebem de D'us uma atenção especial e diferenciada. A bondade que fazemos aos outros volta a nós mesmos e aos nossos filhos.
 
Ensinam os nossos sábios que um sorriso para um pobre vale mais do que uma ajuda financeira, pois o sorriso demonstra solidariedade, consola o pobre. Passamos nas ruas e vemos pessoas dormindo nas calçadas, e para nós isso tudo virou normal e aceitável. É preciso lutar contra este conformismo. Mesmo quando não temos condições de dar uma ajuda financeira, pelo menos precisamos sentir a dor do outro. Somente assim poderemos completar o nosso trabalho espiritual e receber todas as Brachót que D'us quer nos mandar.
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BECHUKOTAI 5771

BS"D
 
ENTENDENDO O PROBLEMA - PARASHÁ BECHUKOTAI 5771 (20 de maio de 2011)
 
Esta história real aconteceu há alguns anos. Chegou ao gerente da divisão de carros da Pontiac, da GM dos EUA, uma curiosa carta de reclamação de um cliente. E assim estava escrito: "Após várias tentativas sem sucesso, volto a mandar uma carta de reclamação para vocês, e não os culpo por não me responderem. Eu posso parecer louco, mas o fato é que nós temos uma tradição em nossa família, que é a de comer sorvete depois do jantar. Repetimos este hábito todas as noites, variando apenas o tipo do sorvete, e eu sou o encarregado de ir comprá-lo. Recentemente, comprei um novo Pontiac e, desde então, minhas idas à sorveteria se transformaram num problema. Sempre que eu compro sorvete de baunilha, quando volto da sorveteria para casa, o carro não funciona. Mas se eu compro qualquer outro tipo de sorvete, o carro funciona normalmente. Os senhores devem achar que eu estou realmente louco, mas não importa o quão tola possa parecer minha reclamação. O fato é que estou muito irritado com meu Pontiac, pois aparentemente ele tem alergia a sorvete de baunilha"
 
A carta gerou tantas piadas do pessoal da GM que o presidente da empresa acabou recebendo uma cópia da reclamação. Ele resolveu levar a sério a reclamação e mandou um dos engenheiros da GM conversar com o autor da carta. O engenheiro se espantou ao conhecer o dono do carro. Achou que encontraria algum tipo esquisito, mas o que viu foi um senhor bem-sucedido na vida e dono de vários carros. Para fazer um teste, foram juntos à sorveteria no Pontiac "alérgico". O engenheiro sugeriu comprar sabor baunilha. Para sua surpresa, no momento de voltar para casa, o carro realmente não funcionou. Quando o dono do carro trocou o sorvete por outro sabor, o carro funcionou normalmente.
 
O engenheiro voltou nos dias seguintes, na mesma hora e fez o mesmo trajeto. A única coisa que ele mudava era o sabor do sorvete. Com qualquer sabor o carro funcionava normalmente, mas misteriosamente, quando o sabor escolhido era baunilha, o carro não pegava na volta.
 
O problema acabou virando uma obsessão para o engenheiro, que passou a fazer experiências diárias, anotando todos os detalhes possíveis. Depois de duas semanas, chegou a uma grande descoberta, mas manteve o sigilo. Chamou o dono do carro e, juntos, foram mais uma vez comprar sorvete. O engenheiro pediu ao dono do carro que comprasse o sorvete de baunilha, mas, ao invés de pegar um pote fechado, orientou-o a pedir para que o vendedor enchesse um pote vazio com sorvete de baunilha. Assim foi feito e, para a alegria do dono do caso e alívio do engenheiro, desta vez o carro pegou. O carro não era alérgico a sorvete de baunilha.
 
O engenheiro explicou que havia descoberto uma pequena diferença entre o sorvete de baunilha e os outros sabores. Como o sorvete de baunilha era o mais vendido, ela já vinha pronto em uma embalagem fechada. Já os outros sabores tinham que ser retirados da lata e colocados em uma embalagem vazia. E qual era a diferença na prática? O homem levava alguns minutos a mais para comprar os outros sabores do que para comprar o sorvete de baunilha.
 
Mas o mistério ainda não estava resolvido. Por que aquela diferença de tempo causava o mau funcionamento do carro? Examinando o motor, o engenheiro fez uma nova descoberta: como o tempo de compra era mais reduzido no caso da baunilha em comparação ao tempo dos outros sabores, o motor não chegava a esfriar. Com isso, os vapores de combustível não se dissipavam, impedindo que a nova partida fosse instantânea. Isto explicava porque justamente com o sorvete de baunilha o carro não funcionava.
 
A partir deste episódio, a Pontiac mudou o sistema de alimentação de combustível e introduziu a alteração em todos os seus modelos"
 
Assim também acontece em nossas vidas. Às vezes temos certeza de que entendemos os motivos de algum problema ou dificuldade pela qual passamos, até que alguém de fora nos mostra que estávamos completamente enganados...
 
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Nesta semana lemos a Parashá Bechukotai, terminando o terceiro livro da Torá, Vayikrá. A Parashá começa com todas as Brachót (bênçãos) que recaem sobre o povo judeu quando andamos nos caminhos da Torá. Porém, depois disso o tom muda e a Parashá começa a descrever as terríveis calamidades que recaem sobre o povo judeu quando os caminhos da Torá são abandonados. Para nosso alívio a série de maldições e castigos listadas na Parashá terminam com um consolo: "E Eu lembrarei do Meu pacto com Yaacov, e também Meu pacto com Yitzchak, e também Meu pacto com Avraham Eu me lembrarei, e Eu me lembrarei da Terra" (Vayikrá 26:42). Da mesma forma que muitas das calamidades descritas na Parashá realmente aconteceram durante a história do povo judeu, justamente nas épocas em que o povo judeu mais se afastou do pacto com D'us em processos de assimilação, também podemos ter a certeza de que as palavras de consolo da Parashá se cumprirão no final dos tempos.
 
Mas deste consolo surge uma famosa pergunta: por que a ordem dos patriarcas está invertida? Explica Rashi, comentarista da Torá, que a ordem está de acordo com os méritos de cada um dos patriarcas, como se D'us estivesse dizendo "Se o mérito de Yaacov, o menor dos patriarcas, não for suficiente, então lembrarei do mérito de Yitzchak. Se também o mérito de Yitzchak não for suficiente, então lembrarei do mérito de Avraham, e será suficiente". Porém, esta explicação de Rashi tem um problema. Segundo nossos sábios, Yaacov foi o maior de todos os patriarcas. A prova disso é que tanto Avraham quanto Yitzchak tiveram filhos Tzadikim (Justos), mas também tiveram filhos Reshaim (malvados), Ishmael e Essav, que não tiveram o mérito de fazer parte do povo judeu. Já Yaacov teve 12 filhos completamente Tzadikim, que formaram as sagradas tribos de Israel. Então como pode ser que a ordem é de acordo com os méritos, do menor para o maior?
 
Muitas vezes é difícil entender por que D'us nos manda tantos testes e dificuldades na vida. Se pudéssemos escolher, certamente escolheríamos uma vida tranqüila, sem nenhum tipo de obstáculo ou desafio. Pedimos para D'us resolver nossos problemas e parece que os problemas apenas aumentam! A resposta deste questionamento está nas palavras do Pirkei Avót (Ética dos Patriarcas): "De acordo com a dificuldade, assim é a recompensa". Quanto maior é a dificuldade que a pessoa vence para atingir seus objetivos espirituais, maior é o mérito que ela alcança. É por isso que o Talmud nos ensina que "No lugar onde está um Baal Teshuvá (pessoa que se desviou, mas voltou aos caminhos corretos), um Tzadik Gamur (pessoa completamente justa) não pode alcançar". Uma pessoa que foi educada em uma casa onde não se cumpriam as leis da Torá e, apesar das dificuldades, se esforçou e conseguiu começar a cumprir as Mitzvót e a se afastar das transgressões, tem um mérito muito maior do que aquele que foi educado em uma casa religiosa e desde cedo foi educado para cumprir as Mitzvót da Torá.
 
Quando D'us nos manda dificuldades, não é por maldade. Ao contrário, são as dificuldades que nos dão mais méritos, que fazem nossas conquistas valerem mais. É por isso que os méritos de Avraham são maiores do que os outros patriarcas. Ele foi criado em uma casa onde todos faziam idolatria. Não apenas a sua casa, mas toda a sociedade onde ele vivia era idólatra, e Avraham teve que ir contra todos em sua crença de um único D'us. Ele teve que criar, a partir do nada, uma perspectiva e um modo de vida completamente diferentes. Avraham começou uma nova época na história e mudou o curso de toda a humanidade. Yitzchak teve menos dificuldades, pois nasceu em um mundo onde já existia esta nova perspectiva. Mas explica o Rav Matitiahu Salamon que a dificuldade de Yitzchak foi desenvolver a idéia de que um filho deve seguir fielmente as diretrizes estabelecidas por seu pai. Já Yaakov, ao contrário, não teve que começar uma nova religião nem precisou desenvolver o conceito de seguir os caminhos de seu pai. Ele enfrentou grandes desafios em sua vida, mas sua tarefa foi mais fácil do que seus antepassados. Assim, embora Yaakov tenha sido o maior dos patriarcas, seu mérito foi menor. Portanto, esta Parashá nos ensina a enxergar os problemas e as dificuldades com uma ótica completamente diferente.
 
Os méritos de Avraham são um grande incentivo para todos aqueles que, apesar de terem nascido em ambientes afastados da Torá, tiveram a coragem de mudar suas vidas. As dificuldades não são poucas, pois muitas vezes a família e os amigos não aceitam e não entendem. Mas herdamos de Avraham os méritos de ir contra a sociedade, de fazer o que é correto apesar das dificuldades. E de acordo com a nossa dificuldade será a nossa recompensa. Por isso, ao invés de reclamar, devemos agradecer a D'us por cada desafio, pois é a oportunidade de transformar uma pedra no caminho em um trampolim para que possamos chegar ainda mais alto.
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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