sexta-feira, 16 de julho de 2010
SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ DEVARIM E TISHÁ BE AV 5770
sexta-feira, 9 de julho de 2010
SHABAT SHALOM MAIL - PARASHIOT MATOT E MASSEI 5770
sexta-feira, 2 de julho de 2010
SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ PINCHÁS 5770
BS"D
SUBORNANDO O JUIZ - PARASHÁ PINCHÁS 5770 (02 de julho de 2010)
"Um homem muito sábio tinha quatro filhos muito inteligentes, porém muito teimosos. Quando eles colocavam uma idéia na cabeça, não havia quem conseguisse tirar. Não estavam abertos a escutar o que os outros diziam quando eram contrariados. Mas o pior de tudo é que eles não conseguiam enxergar que eram teimosos. O pai então bolou uma maneira engenhosa de ensinar uma lição para eles. Enviou os quatro para uma viagem, cada um em uma estação diferente do ano, para observar uma determinada árvore que havia em um lugar distante. O primeiro filho foi no inverno, o segundo foi na primavera, o terceiro foi no verão e o quarto foi no outono.
Depois de um ano o pai juntou os quatro filhos e pediu para que cada um deles descrevesse o que viu. O primeiro informou que havia visto uma árvore feia, seca e sem vida. O segundo filho deu risada e disse que devia ser outra árvore, pois a que ele tinha vista era justamente o contrário, uma árvore bem viva, carregada de botões. O terceiro filho contestou a informação dos dois irmãos e afirmou que havia visto uma árvore coberta de lindas flores e exalando um perfume delicioso. Finalmente, o quarto filho afirmou que os irmãos estavam todos enganados, pois a árvore não era algo seco e sem vida e também não tinha flores, e sim muitas frutas saborosas.
O pai, então, ensinou uma grande lição aos filhos: explicou que todos haviam visto exatamente a mesma árvore, mas em épocas do ano diferentes. Por que nenhum deles havia conseguido chegar à simples conclusão de que era uma única árvore em estações diferentes? Pois cada um estava tão focado em suas próprias idéias que não conseguia expandir sua visão para enxergar algo maior"
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O povo judeu cometeu muitas transgressões durante os anos em que permaneceu no deserto: o bezerro de ouro, o choro por causa do relato dos espiões, as constantes reclamações por comida e água e a promiscuidade com as mulheres de Midian, entre outras. Os judeus estavam muito desanimados por causa das severas punições que receberam de D'us. Mas enquanto muitos do povo pensavam em voltar ao Egito, a Parashá desta semana, Pinchás, louva cinco mulheres que demonstraram em público o seu amor incondicional pela terra de Israel. As cinco mulheres, filhas de um homem chamado Tzlofchad, vieram publicamente reivindicar de Moshé uma porção na terra de Israel. A divisão da porção de cada família havia sido feita de acordo com a quantidade de homens em cada casa, mas como Tzlofchad havia morrido sem deixar filhos homens, as cinco mulheres haviam ficado sem nenhuma porção. E assim elas argumentaram com Moshé: "Nosso pai morreu no deserto. Ele não estava entre os membros do partido de Korach que protestou contra D'us, mas ele morreu por causa de seu próprio pecado, sem deixar filhos... Dá-nos uma porção da terra junto com os irmãos do nosso pai" (Bamidbar 27:3,4).
Moshé era o grande juiz do povo judeu e todos os casos difíceis eram levados para ele julgar. Mas neste caso Moshé teve uma conduta diferente, como está escrito: "Moshé trouxe o caso delas diante de D'us" (Bamidbar 27:5). D'us falou para Moshé que a reclamação era realmente justa e que elas também tinham direito de receber uma porção na terra de Israel. O ato delas foi tão louvável que, por este mérito, a Torá logo em seguida nos ensina todas as leis sobre herança.
Mas surgem duas perguntas sobre este caso. Primeiro, por que as filhas de Tzlofchad não disseram apenas que seu pai havia morrido sem deixar filhos homens? Por que foi importante mencionar que ele não havia participado da rebelião de Korach? E, além disso, Moshé encaminhava para D'us apenas as perguntas que eram muito difíceis, mas esta era aparentemente uma pergunta simples. Por que ele não respondeu sozinho?
Nos nossos dias infelizmente estamos acostumados com a corrupção. Somos bombardeados por todos os meios de comunicação com a realidade de que os nossos representantes, eleitos para protegerem nossos direitos, se aproveitam dos cargos públicos para se beneficiarem. Nisso se inclui nosso sistema judicial, onde não faltam escândalos de suborno e corrupção. Pessoas que deveriam estar aplicando a lei e fazendo justiça se vendem e mudam o rumo de julgamentos. E ao assistirmos a tudo isso, acabamos achando que é normal. Porém, segundo o judaísmo, nós não devemos nos conformar. Suborno é muito grave, pois o único que pode nos julgar de verdade é D'us, mas Ele deu aos juízes o poder de representá-Lo no mundo para que a justiça seja feita. Portanto não há nada pior do que um juiz que aceita subornos para desviar um julgamento.
Explica o rabino Isroel Meir HaCohen, mais conhecido como Chafetz Chaim, que na verdade Moshé sabia qual era a resposta ao pedido das filhas de Tzlofchad. Porém, ele teve dúvidas se seu julgamento estava correto. Por que? Pois ele se sentiu subornado pelas filhas de Tzlofchad e por isso preferiu encaminhar o julgamento diretamente para D'us. Mas se procurarmos em toda a Parashá, não encontraremos nenhum versículo descrevendo que elas deram um "presentinho" para incentivar Moshé a julgar favoravelmente o caso. Afinal, de que suborno estamos falando?
Quando as filhas de Tzlofchad foram reivindicar a terra, elas fizeram questão de mencionaram o motivo da morte do pai para que Moshé soubesse que ele não havia morrido por ter se rebelado contra D'us, o que poderia ter causado a perda do direito de uma porção na terra em Israel. Ao contrário, elas ressaltaram que ele havia morrido por outro pecado que ele havia cometido, onde não houve nenhuma rebeldia pública contra D'us. Porém, Moshé logo percebeu que as filhas de Tzlofchad eram mulheres muito sábias e, quando escutou elas explicando que a morte do pai não estava conectada com a rebelião de Korach, achou que elas estavam mencionando este fato para bajulá-lo. Ele pensou que elas queriam que ele, indiretamente, entendesse que elas sempre estiveram ao seu favor, mesmo durante a disputa com Korach, conseguindo assim um julgamento mais favorável. E Moshé era tão reto e tão justo que sentiu que aquilo já era um suborno, pois esta simples informação "a mais" já seria suficiente para que ele não fosse completamente imparcial. Apesar dele saber, de acordo com a lei judaica, que elas estavam corretas em seu argumento e mereciam uma porção em Israel, ele teve medo de que sua decisão tivesse sido influenciada pelo "suborno" delas e por isso decidiu se afastar do caso, encaminhando-o diretamente para D'us.
É interessante refletir que este conceito não se aplica apenas a juízes que atuam no tribunal. Em nossas decisões do cotidiano, quando decidimos o que é certo e o que é errado, também somos juízes dos nossos atos e por isso também temos que tomar cuidado com os nossos subornos. Quais são os nossos subornos? As nossas vontades, a nossa honra, a busca por prazeres imediatos. Quando queremos muito fazer algo, encontramos brechas até mesmo nas nossas maiores convicções. Por exemplo, ninguém tem dúvida de que uma das coisas mais importantes é a nossa saúde. Também ninguém tem dúvida de que comer muitos doces faz mal à saúde e pode causar muitas doenças. Mas quantos conseguem se controlar diante de uma mesa repleta de doces? Apesar do prazer de comer um doce durar apenas alguns segundos e os malefícios durarem uma vida inteira, mesmo assim não resistimos. Mas e a nossa convicção de que a saúde é tão importante? A vontade de sentir o prazer imediato de comer o doce vence a batalha. E na grande maioria das vezes, vence facilmente.
Algo muito semelhante acontece quando nos deparamos com as leis da Torá. Começamos a ver que tudo faz sentido, que as Mitzvót nos levam a uma vida mais regrada e equilibrada, que podemos viver com mais sentido e aproveitando melhor cada instante da vida. Mas quando vamos dar mais um passo, travamos. Por que? Apesar de racionalmente fazer sentido, ficamos com medo de perder nossos prazeres.
O que precisamos entender é que o judaísmo não nos tira prazeres, ao contrário, nos ajuda a aproveitá-los melhor. Não podemos ir ao barzinho na Sexta de noite, mas podemos construir uma família com pessoas unidas, que se sentam à mesa durante o Shabat para conversar e cantar juntas. Não podemos comer tudo o que temos vontade, mas aprendemos a ter autocontrole, a saber dizer "não" para as nossas vontades. Não saímos para namorar e "ficar", mas construímos casamentos felizes e estáveis, que duram a vida inteira. Abrimos mão de prazeres pequenos para conseguir prazeres muito maiores.
Desta Parashá aprendemos de Moshé o quanto temos que tomar cuidado com o suborno. Principalmente se o que está em jogo é o resto da nossa eternidade.
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ BALAK 5770
sexta-feira, 18 de junho de 2010
SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ CHUKAT 5770
sexta-feira, 11 de junho de 2010
SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ KORACH 5770
quinta-feira, 3 de junho de 2010
SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ SHELACH 5770
sexta-feira, 28 de maio de 2010
SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ BEHALOTECHÁ 5770
"Renato vivia com seus pais em uma linda casa na montanha. Ele tinha tudo o que precisava, mas mesmo assim ele não era feliz. Qual era o motivo de sua infelicidade? Todas as manhãs ele abria a janela de seu quarto e via que do outro lado do vale havia uma casa muito grande. Mas não era o tamanho da casa que chamava sua atenção, o que era especial nela eram as janelas, que tinham um brilho dourado como o ouro. Como ele podia ser feliz tendo apenas janelas de vidro enquanto alguém tinha em sua casa janelas de ouro? Todos os dias ele sonhava em ir até aquela casa para pegar ao menos um daqueles vidros de ouro. Seus pais tentavam tirar de sua cabeça aquela idéia tola, mas a vontade o atormentava. Uma manhã ele levantou cedo, decidido que não poderia esperar mais. Se preparou para a caminhada e saiu.
A viagem foi extremamente difícil. O caminho para o vale estava bloqueado por enormes pedras e muitas árvores caídas. Na metade do dia ele chegou a um rio muito fundo que corria no meio do vale e quase se afogou. Do outro lado do vale a floresta era muito fechada e, na tentativa de atravessá-la, ele rasgou suas roupas e raspou a sua pele, causando feridas por todo o seu corpo.
O caminho até a casa do outro lado do vale era íngreme. Exausto, ele estava quase entregando os pontos quando finalmente chegou a uma clareira, onde de longe avistou a casa das janelas de ouro. Havia finalmente conseguido encontrá-la, aquele seria um momento muito especial. Reunindo suas últimas forças, ele correu em direção à casa. Ele queria ver as janelas douradas, queria tocá-las. Mas para a sua decepção, ele descobriu que elas eram feitas de vidro comum. Ele não se conformava com o que havia acontecido. Onde estavam as janelas de ouro? Será que ele havia se enganado por tanto tempo?
Abatido e amargurado pela terrível decepção, ele começou a sua lenta volta para casa. Ao levantar os olhos, ele viu sua própria casa do outro lado do vale. O sol iluminava a casa e, para sua surpresa, as janelas estavam brilhando, como se fossem feitas de ouro..."
Quanto tempo e saúde gastamos para conseguir mais do que precisamos, apenas porque vemos que os outros tem algo que nós não temos, ou por não conseguirmos estar felizes com o que já temos?
Na Parashá desta semana, Behalotechá, a Torá nos ensina que o povo judeu não passou os 40 anos no deserto acampado em um único local, ao contrário, foram muitos locais de acampamento durante este período, algumas vezes em lugares mais convidativos, outras em lugares mais inóspitos. Segundo a nossa lógica, a permanência em cada um deles deveria ter sido de acordo com a comodidade do local, isto é, em locais mais cômodos eles deveriam ter permanecido por mais tempo, enquanto em lugares piores eles deveriam ter acampado por pouco tempo e logo ter seguido viagem. Mas não é isso o que a Torá nos ensina, pois assim está escrito por três vezes seguidas na Parashá: "De acordo com a palavra de D'us o povo judeu viajava e de acordo com a palavra de D'us o povo judeu acampava" (Bamidbar 9:18). O que estas palavras significam e por que tantas repetições?
Durante todo o tempo no deserto, o momento de viajar e o momento de acampar eram definidos por uma nuvem que representava a presença de D'us. Quando a nuvem repousava sobre o Mishkan (Templo Móvel) o povo judeu acampava, e quando a nuvem se levantava o povo judeu levantava o acampamento e seguia viagem. Mas a vontade de D'us nem sempre coincidia com a vontade do povo judeu. Muitas vezes os judeus chegaram a lugares bons e quiseram ficar bastante tempo por ali, mas logo em seguida D'us os fez continuar a viagem. Outras vezes os judeus chegaram a locais desagradáveis e queriam logo ir embora, mas tinham que permanecer ali por muito tempo. Algumas vezes eles estavam cansados e queriam descansar por alguns dias, mas logo após eles acamparem a nuvem se movia e eles precisavam recomeçar a viagem. Foi o primeiro teste com o qual D'us testou o povo judeu após a entrega da Torá. E apesar da dificuldade deste teste, em um ambiente de stress e perigos, apesar de nem sempre eles entenderem o comando de D'us, o povo nunca se rebelou e nunca viajou ou acampou sem o consentimento Divino. É por isso que a Torá louva o povo judeu, repetindo várias vezes que eles viajaram de acordo com a palavra de D'us, e não de acordo com a sua própria vontade.
Ensina o Rav Yechezkel Levinshtein que a geração do deserto não meritou apenas passar por aquele teste. A geração do deserto meritou nos ensinar uma das lições mais importantes da nossa vida: tudo o que é a vontade de D'us é bom de verdade para nós, mas o que não é a vontade de D'us não é bom para nós. Mesmo que algumas vezes o acampamento em um certo lugar parecia ser algo ruim de acordo com a lógica humana, se esta era a vontade de D'us, então é porque era realmente algo bom. Este conceito pronunciamos todos os dias, nas três rezas diárias. Na primeira Brachá da Amidá (reza silenciosa) louvamos a D'us com as seguintes palavras: "Gomel Chassadim Tovim" (Aquele Quem nos faz bondades boas). O que é uma bondade boa? Existe alguma bondade não boa?
Quando uma pessoa de carne e osso quer fazer algo de bom para outra pessoa, ele nunca sabe as consequências futuras do seu ato. Por exemplo, se um pai dá para seu filho uma bala, é um ato de bondade. Mas se a bala causar uma cárie na criança depois de 2 meses então o ato de ter dado a bala não foi algo bom. Como o ser humano não conhece o futuro, suas bondades nem sempre são realmente boas. Apenas o Criador do mundo, que tem o controle do tempo e do espaço, pode nos fazer "bondades boas", isto é, bondades que são boas levando em consideração também todas as consequências futuras.
Se conseguíssemos aplicar a lição do deserto no nosso cotidiano, teríamos certamente uma vida muito melhor. Se colocássemos no coração a idéia de que somente a vontade de D'us é realmente boa, conseguiríamos vencer nossas más inclinações e apagar de dentro de nós características negativas como a inveja e a busca descontrolada por prazeres. Pois de onde vem a inveja e a busca pelos prazeres? Da nossa ilusão de que sempre nos falta algo, de que D'us não nos deu o que precisamos. Nunca estamos satisfeitos com o que temos, nossos olhos estão sempre voltados para o que os outros têm a mais do que nós. Nos convencemos de que precisamos de coisas que, na verdade, não precisamos. Nunca conseguimos aceitar que uma situação difícil no momento pode ser a preparação para algo muito melhor no futuro.
Nos ensinou David Hamelech (Rei David): "Não tenha para você um deus estranho e não se curve para um deus estrangeiro" (Salmos 81:10). Explica o Talmud que isto não se refere a uma pessoa que se curva diante de uma estátua e sim àquele que se curva diante do deus estranho que está dentro de cada um de nós – as nossas próprias vontades que vão contra a vontade de D'us. Se nós não controlamos as nossas vontades, então são elas que nos controlam e nos levam para onde querem.
A nossa vida se assemelha à viagem do povo judeu no deserto, em direção à Terra Prometida. Há acampamentos mais incômodos onde precisamos permanecer mais tempo, há outros que são muito agradáveis mas passam rápido demais. O nosso trabalho neste mundo é entender que tudo isto está dentro de um plano maior, dentro das "bondades boas" que D'us faz conosco. Somente quando entendermos que a vontade de D'us é sempre algo bom para nós então aproveitaremos muito melhor a viagem.
SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
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