quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

RELACIONAMENTO DE AMOR COM D’US - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT ITRÓ 5778

BS"D
O E-mail desta semana foi carinhosamente oferecido pela Família Lerner em Leilui Nishmat de: 
Miriam Iocheved bat Mordechai Tzvi z"l


Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
VÍDEO PARASHÁ
VÍDEO PARASHÁ

RELACIONAMENTO DE AMOR COM D'US - PARASHAT ITRÓ 5778 (02 de fevereiro de 2018)

"Um general da Academia Militar Russa deu uma palestra sobre Estratégia Militar para um grupo de oficiais russos. No final da palestra, ele perguntou se havia alguma dúvida. Um oficial levantou-se e perguntou:
 
- General, você acha que haverá uma terceira guerra mundial?  E, caso houver, a Rússia participaria?
 
O general respondeu afirmativamente a ambas as questões. Outro oficial então perguntou:
 
- De acordo com a geopolítica atual, qual seria o nosso provável inimigo em uma eventual guerra mundial?
 
- Tudo indica que seria a China - respondeu o general, deixando todos na plateia chocados.
 
Um terceiro oficial observou:
 
- General, somos uma nação com apenas 150 milhões de habitantes, contrastando com os 1,5 bilhão de chineses. Podemos ganhar, ou até mesmo sobreviver, a uma guerra com eles?
 
- Nas guerras modernas, não é a quantidade de soldados que importa, mas a qualidade das capacidades de um exército - respondeu o general - Por exemplo, no Oriente Médio, tivemos algumas guerras recentemente, onde 5 milhões de judeus lutaram contra 150 milhões de árabes e, apesar disso, Israel sempre foi vitorioso.
 
Depois de uma pequena pausa, outro oficial da parte de trás do auditório perguntou:
 
- Mas general, será que nós temos judeus suficientes?"

Há algo de especial no relacionamento entre D'us e o povo judeu. Em toda a história, inclusive nas guerras atuais de Israel, não faltaram demonstração do amor Divino pelo Seu povo. Mas será que estamos correspondendo?

Nesta semana lemos a Parashá Itró, que descreve o momento em que o sogro de Moshé, Itró, se inspirou e decidiu se unir ao povo judeu no deserto, como está escrito: "E escutou Itró, o sacerdote de Midian, sogro de Moshé, tudo o que D'us havia feito a Moshé e a Israel, Seu povo" (Shemot 18:1). Rashi (França, 1040 - 1105) explica que Itró havia escutado sobre dois grandes eventos milagrosos, a Abertura do Mar e a guerra travada contra o povo de Amalek, e por causa destes eventos ele se motivou a tomar uma atitude de mudança espiritual.
 
O que nos chama a atenção é que, alguns versículos depois, a Torá nos ensina que Moshé contou a Itró os milagres que D'us havia feito ao povo judeu, como está escrito: "E contou Moshé ao seu sogro tudo o que D'us havia feito ao Faraó e ao Egito por causa de Israel" (Shemot 18:8). Rashi explica que, para aproximar Itró da Torá, Moshé novamente contou a ele sobre a Abertura do Mar e sobre a guerra contra Amalek. Porém, se Itró já sabia sobre estes eventos milagrosos, e foi isto que o motivou a se juntar ao povo judeu, o que Moshé quis acrescentar?
 
Além disso, depois de escutar Moshé descrevendo os acontecimentos milagrosos, a Torá diz que "Vayichad Itró" (Shemot 18:9). Rashi traz duas explicações sobre a linguagem "Vayichad". Uma primeira explicação é que Itró ficou feliz ao escutar sobre os milagres, da linguagem "Chadi", que em aramaico significa "felicidade". Porém, de acordo com a outra explicação, Itró se sentiu desconfortável com as palavras de Moshé, da linguagem "Chad", que em hebraico significa "afiado", como se sua carne tivesse sido dilacerada por um objeto afiado. Baseado nesta segunda explicação, nossos sábios ensinam uma importante Halachá (lei): "É proibido um judeu falar de forma depreciativa sobre um não judeu diante de um convertido". Porém, por que o episódio do encontro de Moshé com Itró é trazido como a fonte deste ensinamento? Moshé era extremamente cuidadoso com a honra de cada pessoa, certamente nunca teria sido desrespeitoso com seu sogro Itró. Ele apenas descreveu os detalhes dos milagres que D'us havia feito ao povo judeu. Em que momento ele falou de maneira depreciativa sobre os outros povos?
 
Finalmente, se foi o fato de ter escutado sobre a queda dos egípcios e do povo de Amalek que causou tanto sofrimento a Itró, então a proibição imposta pelos nossos sábios não deveria ser apenas de não falar de forma depreciativa dos outros povos. A proibição deveria ter sido muito mais abrangente, incluindo até mesmo a proibição de descrever qualquer tipo de má sorte que ocorra com os outros povos, como tragédias naturais. Por que a proibição é restrita somente a não depreciar os outros povos?
 
Explica o Rav Yohanan Zweig que, para responder estes questionamentos, é preciso entender a grande diferença que há entre ser um súdito e ser um filho. Um rei justo e correto, quando sente a necessidade de punir um criminoso por um mal causado a um de seus súditos, certamente buscará algum tipo de castigo que seja proporcional ao crime cometido. Entretanto, se o crime tiver sido cometido contra o filho do rei, certamente a pena aplicada será muito mais dura, pois o sofrimento causado ao seu próprio filho despertará a fúria do rei.
Inicialmente, Itró havia se motivado a seu unir ao povo judeu por ter visto a justiça Divina através das medidas punitivas tomadas contra os egípcios e contra Amalek pelos crimes que eles haviam cometido. Porém, quando Moshé detalhou a Itró os milagres que haviam ocorrido nas punições, ele percebeu uma dureza adicional. Além disso, Moshé utilizou a expressão "por causa de Israel". Apesar de Itró ter entendido que a punição dos egípcios havia sido medida por medida pelos crimes cometidos, Moshé acrescentou que as punições foram aplicadas com uma fúria adicional, pelo fato dos crimes não terem sido cometidos contra os "súditos" de D'us, e sim contra os "filhos" Dele. Moshé utilizou estes detalhes para trazer Itró mais perto da Torá, mas acabou causando sofrimentos a ele, pois acabou demonstrando que o relacionamento de D'us com o povo judeu era algo único e especial, diferente do relacionamento com os outros povos, a ponto de D'us destruir todos aqueles que fazem mal ao Seu povo. Isto acabou sendo, de certa maneira, depreciativo com os outros povos aos olhos de Itró, causando a formulação da lei que proíbe falar de forma depreciativa sobre um não judeu diante de um convertido.
 
A diferença no relacionamento entre D'us e o povo judeu também é ressaltado em uma mudança sutil nos nomes Divinos que aparecem nos versículos. Cada nome de D'us representa algum atributo que Ele está utilizando naquela situação. O nome "Elokim" é utilizado quando o traço de julgamento Divino é evocado, indicando normalmente um ato de justiça e punição, enquanto o nome "Yud - Hei - Vav - Hei" reflete os atributos de amor e misericórdia de D'us. Quando o versículo (18:1) afirma que Itró estava motivado a se unir ao povo judeu pelo que D'us fez aos egípcios e ao povo de Amalek, o nome utilizado foi "Elokim", pois Itró havia entendido que aqueles eram atos meramente punitivos. Porém, quando Moshé descreveu com detalhes os milagres para Itró (18:8), o nome utilizado foi "Yud - Hei - Vav - Hei", pois Moshé estava explicando que o que impulsionou a rigorosidade da punição não foram os crimes cometidos pelos egípcios e pelo povo de Amalek, e sim o amor de D'us pelo povo judeu, o povo contra o qual aqueles crimes haviam sido cometidos.
 
Este amor especial que existe entre D'us e o povo judeu também é ressaltado de uma forma interessante no primeiro Mandamento da Torá, no qual está escrito: "Eu sou Hashem, teu D'us, Quem te tirou da terra do Egito" (Shemot 20:2). Nossos sábios questionam o motivo pelo qual a Torá identifica D'us como sendo Aquele que tirou o povo judeu do Egito, ao invés de identificá-Lo como sendo Aquele que criou o mundo. Ao defini-lo como Criador do mundo, estaríamos identificando-o como o responsável por toda a existência, enquanto ao defini-lo como Aquele que nos tirou do Egito, estamos limitando-O a ser o responsável por um único evento histórico. Por que a Torá, logo no primeiro Mandamento, identifica D'us de uma maneira limitada?
 
Rashi traz um interessante comentário sobre este versículo. Ele explica que D'us, ao se definir como sendo "Aquele que tirou o povo judeu do Egito", é como se estivesse dizendo aos judeus: "O fato de Eu ter tirado vocês do Egito é razão suficiente para que vocês estejam subjugados a mim". Isto fica difícil de ser entendido de acordo com outra explicação trazida por Rashi, na qual ele afirma que D'us se revelou ao povo judeu na Abertura do Mar como um poderoso guerreiro, mas na entrega da Torá Ele se revelou como um ancião cheio de misericórdia. Será que combina D'us ter exigido a subserviência do Seu povo com a figura de um ancião cheio de misericórdia?
 
Explica o Rav Yohanan Zweig que na entrega da Torá D'us começou a moldar um relacionamento com o povo judeu. Rashi não está afirmando que a base do nosso relacionamento com D'us é que devemos a Ele nossa fidelidade por Ele ter nos salvado do Egito. Ao contrário, Rashi está explicando que a base de qualquer relacionamento saudável é a preocupação de cada uma das partes com o bem estar do outro. A atitude de D'us, de ter nos tirado do Egito, reflete Sua compaixão e Seu cuidado com o povo judeu e, portanto, é a "pedra fundamental" do nosso relacionamento com Ele. D'us demonstrou a Sua vontade de construir o relacionamento conosco, mas ainda ficou faltando a nossa demonstração recíproca. Rashi está explicando, portanto, que é apropriado que o ato de D'us, de ter nos libertado, seja a base da nossa obrigação de servirmos a Ele, pois com este ato estaremos demonstrando o nosso compromisso e a nossa preocupação recíproca.
 
Assim entendemos por que no primeiro Mandamento D'us não está se definindo com Aquele que criou o universo. Apesar de ser um ato muito mais grandioso, isto não refletiria uma preocupação especial de D'us com o povo judeu e, portanto, não seria apropriado para ser a "pedra fundamental" do nosso relacionamento. Já a saída do Egito, feita exclusivamente para o povo judeu, é uma base apropriada para construir nosso relacionamento com Ele.
 
O relacionamento de amor especial entre D'us e o povo judeu começou na época dos nossos patriarcas, quando eles demonstraram seu amor sem limites por D'us. Na entrega da Torá, comparada a um casamento, D'us revelou todo o amor que Ele sente por nós. Como um relacionamento deve ter reciprocidade, precisamos fazer a nossa parte. A forma de demonstrarmos a nossa vontade é através do cumprimento e do estudo da Torá que Ele nos entregou. D'us já fez a Sua parte, será que estamos fazendo a nossa?

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT - PARASHAT ITRÓ 5778:

                   São Paulo: 19h33  Rio de Janeiro: 19h19                    Belo Horizonte: 19h17  Jerusalém: 16h38
***********************************************************************
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by MailChimp

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor, deixe aqui a sua pergunta ou comentário sobre o texto da Parashá da semana. Retornarei o mais rápido possível.