sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

UM MUNDO MELHOR DEPENDE DE VOCÊ - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TETSAVÊ 5784

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Avraham Yaacov ben Miriam Chava

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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de 
Sr. Gabriel David ben Rachel zt"l 

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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
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PARASHÁ TETSAVÊ 5784



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MENSAGEM DA PARASHÁ TETSAVÊ

ASSUNTOS DA PARASHÁ TETSAVÊ
  • Óleo para Menorá.
  • As 8 Vestes do Cohen Gadol:
  • 1) Efod ("Avental") e os Engastes.
    2) Choshen Mishpat ("Peitoral").
    3) Meil ("Manto").
    4) Tsits ("Tiara", Placa para a cabeça).
    5) Avnet ("Cinto").
    6) Ktonet ("Túnica").
    7) Mitsnefet ("Turbante").
    8) Michnassaim ("Calças").
  • As 4 Vestes dos Cohanim simples.
  • 1) Ktonet ("Túnica").
    2) Avnet ("Cinto").
    3) Migbaat ("Turbante").
    4) Michnassaim ("Calças").
  • Consagração dos Cohanim.
  • Consagração do Altar.
  • Korban Tamid.
  • Mizbeach (Altar) de Incenso.
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UM MUNDO MELHOR DEPENDE DE VOCÊ - PARASHÁ TETSAVÊ 5784 (22/fev/24)

Uma famosa universidade americana decidiu pesquisar qual era a receita mais eficaz para que alguém ficasse milionário. Cem milionários foram selecionados e acompanhados por alguns alunos, que observavam seu dia-a-dia e tentavam descobrir o motivo do sucesso deles. Os alunos anotaram a rotina diária dos milionários durante meses. Ao final, os estudantes reuniram seus relatórios para análise. Eles perceberam que os dados recolhidos eram bem semelhantes, à exceção de um, que destoou completamente. A pesquisa apontou que noventa e nove milionários entrevistados dedicavam bastante tempo "guerreando" com seus concorrentes. Somente um dos milionários não "lutava", não processava ninguém e não tinha inimigos. Os pesquisadores decidiram investigar o caso e pediram ao milionário, proprietário de uma grande rede de farmácias, que concedesse uma entrevista.

- Por que você não briga com seus concorrentes, nunca os processa e não tem inimigos, ao contrário de todos os outros milionários? - perguntaram os pesquisadores.

- Vou lhes contar uma história - respondeu o milionário - No princípio da minha carreira profissional, eu seguia a filosofia do meu falecido pai, que sempre dizia: "Estabeleça objetivos e os alcance a qualquer custo". De fato, eu sempre agi dessa forma. Porém, há alguns anos, decidi viajar com alguns diretores da minha empresa para observar o funcionamento das farmácias em diversas partes do mundo, para conhecer as características de cada mercado. Um dos países que eu visitei foi Israel. Passeamos por todo o país e foi muito proveitoso. No último dia, o nosso guia disse que iria nos levar a um lugar impressionante. Aguardamos ansiosos, imaginando que iríamos a um sítio arqueológico ou algo do tipo. Porém, nosso micro-ônibus entrou em um bairro antigo de Jerusalém, de ruas estreitas, e parou diante de um prédio grande e movimentado. O guia então nos perguntou: "Qual deve ser o tamanho de um local de estudos para comportar cerca de quatro mil alunos?". Começamos a fazer as contas: auditórios, salas de computação, salas de estudos, dormitórios dos estudantes, refeitório, escritórios para os funcionários, etc., e chegamos à conclusão de que seria necessária uma área construída de 130 mil metros quadrados. O guia então perguntou novamente: "E para este lugar funcionar seria necessário um quadro de quantos funcionários?". Chegamos à conta de trezentas e cinquenta pessoas.

- O guia então nos disse algo que não podíamos acreditar - continuou o milionário, empolgado - Ele falou: "Esta é a Yeshivá de Mir. Aqui estudam cerca de quatro mil alunos, em uma área de somente três mil metros quadrados. O quadro de funcionários da Yeshivá é composto por vinte pessoas e possui apenas um diretor, que é responsável por tudo". Ficamos mudos. O guia nos levou para conhecer a Yeshivá. Os salões de estudo estavam lotados. Os estudantes estavam tão concentrados que nem perceberam nossa presença. Fomos de andar em andar, e em cada canto possível havia pessoas estudando. Era uma visão incrível, que nos deixou sem palavras. De todos os lugares do mundo que havíamos visitado, aquele foi o que mais nos impressionou.

- Ao final do passeio, o guia agendou um encontro com o Rosh Yeshivá - seguiu contando o milionário - Entramos em uma casa muito simples, mobiliada com apenas o estritamente necessário. Na sala estava sentado o Rosh Yeshivá, o Rav Natan Tzvi Finkel zt"l (EUA, 1943 - Israel, 2011). Ele tinha muita dificuldade para falar, por ter a doença de Parkisson em um estágio avançado, porém nos recebeu com uma face radiante. Um dos diretores perguntou: "Prezado rabino, nós administramos grandes negócios e não conseguimos entender como uma instituição tão gigantesca como esta pode ser tão bem dirigida com tão poucas pessoas. Qual é o segredo?". O Rosh Yeshivá sorriu e respondeu com uma pergunta: "Vocês sabem a diferença entre um homem e um animal? Quando um animal deseja algo, ele tenta alcançá-lo mesmo que tenha que pisar nos que estiverem em seu caminho. O homem, por sua vez, consegue abdicar de seus desejos para que não venha a causar danos ao seu companheiro. Mais ainda, o homem pode deixar de ter proveito em determinada situação para que seu companheiro o tenha. Aqui na nossa Yeshivá vivem homens, e quando cada um deles se preocupa com seu companheiro, em como fazer o bem ao próximo, não há problemas para ninguém.

- As palavras do sábio rabino entraram como uma faca no meu coração - concluiu o milionário - A partir daquele dia, decidi mudar minha conduta. Naquele momento decidi me comportar como um ser humano...

Nesta semana lemos a Parashá Tetsavê (literalmente "Ordene"), que começa a descrever as roupas do Cohen Gadol e dos outros Cohanim. Logo após a Torá ter descrito os detalhes construtivos do Mishkan, na Parashá Terumá, a Torá logo em seguida descreve as roupas dos Cohanim, que deveriam ser usadas durante os Serviços feitos no Mishkan. Era roupas esplendorosas, feitas de materiais caros e preciosos, como ouro e pedras preciosas.

As roupas do Cohen Gadol também traziam consigo mensagens e efeitos espirituais, que afetavam todo o povo judeu. Por exemplo, nossos sábios explicam que cada uma das oito roupas do Cohen Gadol servia para trazer expiação de algum erro específico do povo.

Uma das roupas que mais chama a nossa atenção é o "Meil", uma roupa longa, feita de lã tingida de azul celeste, cuja borda inferior era repleta de sinos de ouro. Com esta roupa o Cohen Gadol podia ser ouvido sempre que caminhava, como está escrito: "O som (dos sinos) será ouvido quando ele entrar no Santuário diante de D'us e quando sair, para que ele não morra" (Shemot 28:35). Mas por que D'us queria que o Cohen Gadol andasse com uma roupa que fazia barulho? Que mensagem isso nos transmite?

O Rav Mordechai Gifter zt"l (EUA, 1915 - 2001) oferece duas reflexões interessantes sobre este versículo. A primeira reflexão é que cada vez que o Cohen Gadol dava um passo, ele percebia seu passo, e todas as outras pessoas em volta também percebiam. Isso carrega uma mensagem muito importante: cada passo que damos tem um impacto, sobre nós mesmos e sobre os outros em volta. Obviamente que isto se aplica principalmente ao Cohen Gadol, nosso maior líder espiritual, alguém cujas ações, mesmo cada pequeno passo, causavam um profundo impacto em todo o povo. Mas certamente esta é uma lição que também deve ser aplicada a cada um de nós. Quanto maior é uma pessoa, maior é o seu impacto em todos em volta. Todos nós devemos nos esforçar para maximizar os efeitos positivos de cada uma de nossas ações.

A outra reflexão é baseada em um ensinamento do Talmud (Pessachim 112a), que diz que Rabi Akiva ensinou ao seu filho, Rabi Yochanan, a sempre bater na porta entes de entrar em uma casa. O Midrash diz que a fonte desse costume é o versículo da nossa Parashá, sobre o Cohen Gadol sempre ser escutado através dos sinos quando entrava no Santuário. Rabi Akiva aprendeu uma lei de "Derech Eretz", bons modos, do Cohen Gadol. É impróprio simplesmente "invadir" a casa de alguém. Não devemos entrar na casa de um estranho, e nem mesmo na casa de conhecidos, sem bater primeiro na porta, anunciando nossa entrada. Na verdade, não devemos entrar nem mesmo em nossas próprias casas sem antes bater na porta. Muitas pessoas têm essa sensibilidade e delicadeza, e sempre batem na porta antes de entrar, para que sua chegada não seja totalmente inesperada.

O Talmud Yerushalmi (Yomá 7:3:4) nos ensina: "Para duas coisas não havia expiação (através de sacrifícios obrigatórios), mas a Torá estabeleceu expiação para elas. São elas: aquele que fala Lashon Hará (espalha calúnias) e o homicídio não intencional. Para aquele que espalha calúnia não havia expiação, mas a Torá fixou expiação para ele: os sinos do "Meil". Para o homicídio não intencional não havia expiação, mas a Torá estabeleceu expiação para ele: a morte do Cohen Gadol". Mas por que a Torá juntou estas duas transgressões? Qual é a conexão entre o Lashon Hará e a morte acidental?
 
Explica o Rav Gifter que a ideia de não entrar sem anúncio está diretamente relacionado com Derech Eretz, isto é, a sensibilidade de não invadir a privacidade de alguém. O "anúncio" da chegada do Cohen Gadol ao Santuário era uma demonstração meticulosa do atributo de Derech Eretz. Portanto, esse som das roupas expiava o ato que é causado, em última instância, pela indiferença com o Derech Eretz, já que a raiz do Lashon Hará é o descaso com a honra e a vida do próximo. E, no final das contas, a raiz do assassinato também deriva da falta de reconhecimento do que é um ser humano. Alguém que deseja matar outro ser humano obviamente não vê essa pessoa como alguém criado "à imagem e semelhança de D'us" (Bereshit 9:6). A base do Derech Eretz, de tratar alguém com respeito, é reconhecer que essa pessoa é um ser humano, criado à imagem de D'us. Mesmo o assassinato não intencional também envolve certa negligência, pois se a pessoa soubesse o valor de uma vida certamente teria tomado mais cuidados.

O aumento da violência em uma sociedade está relacionado com a falta de civilidade. Em uma sociedade, quando um não trata o outro com dignidade, então, nos níveis mais baixos, as pessoas se matam por um celular ou um par de tênis. Se não tivermos reverência pela "imagem de D'us" que há em cada pessoa, então o fruto amargo desse comportamento é "a voz do sangue de seu irmão clama por Mim no campo" (Bereshit 4:10).

Por outro lado, quando alguém é meticuloso até mesmo em bater na porta quando não é obrigado, quando nos esforçamos para segurar a porta para uma pessoa que está com as mãos ocupadas ou quando deixamos a pessoa que está com muita pressa passar na frente na fila, isso restaura a noção de que somos criados "à imagem de D'us", e a sociedade se torna um lugar muito melhor para se viver. Este é o segredo da harmonia na vida. Para que a vida em sociedade melhore, isso depende de cada um de nós. 

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

O GOSTO PELO ESTUDO DA TORÁ - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TERUMÁ 5784

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MENSAGEM DA PARASHÁ TERUMÁ

ASSUNTOS DA PARASHÁ TERUMÁ
  • Doações para a construção do Mishkan.
  • Aron Hakodesh e a Kaporet.
  • Shulchan.
  • Menorá.
  • 3 coberturas do Ohel Moed.
  • Tábuas (estrutura do Ohel Moed).
  • Parochet e Tela de entrada.
  • Mizbeach.
  • Pátio.
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O GOSTO PELO ESTUDO DA TORÁ - PARASHÁ TERUMÁ 5784 (16/fev/24)
 
"Um jovem estudante não estava contente com seu estudo de Torá. Ele já havia tentado conversar com muitos rabinos, mas ninguém conseguia ajudá-lo. Desanimado, pensou em abandonar a Yeshivá mas, antes de tomar essa importante decisão, foi se aconselhar com o Rav Aharon Yehuda Leib Shteinman zt"l (Império Russo, 1914 - Israel, 2017), um dos maiores rabinos da geração. Assim que entrou na casa do grande sábio, fez uma pergunta um pouco estranha:
 
- Rabino, por acaso você gosta de bife e de sorvete?
 
O Rav Shteinman disse que não. Na verdade, ele já nem sabia o que eram aqueles alimentos. Ele costumava se alimentar apenas com pequenas quantidades de comida, em geral vegetais. Certamente não buscava mergulhar em prazeres gastronômicos. O jovem estudante, ao escutar a resposta do rabino, disse a ele:
 
- Não entendo, rabino. Não acredito que existam muitas pessoas no mundo que não gostam de bife e de sorvete. Mesmo assim, você afirmou que, caso lhe oferecessem estes alimentos, que todas as pessoas consideram deliciosos e apetitosos, você não aceitaria, pois não tem interesse. Em relação à Torá, todos me dizem que ela é muito doce e agradável. Mas se você não tem interesse no bife e no sorvete, mesmo eles sendo gostosos, por que eu devo ser forçado a estudar a Torá? Por que não posso sentir desinteresse por ela?
 
O Rav Shteinman escutou atentamente a reclamação do jovem. Abriu um sorriso e lhe disse:
 
- É possível dar a alguém mel, algo que ninguém discute ser muito doce, e essa pessoa dizer que está amargo?
 
O jovem rapaz disse que isso era impossível. A pessoa podia não gostar de mel, mas nunca dizer que é amargo. Mas o Rav Shteinman continuou e disse:
 
- Existe uma única maneira de uma pessoa achar que o mel é amargo: se ela tiver feridas na boca. Isso quer dizer que não é o mel que não tem doçura, e sim a boca da pessoa que está causando a amargura.
 
- O mesmo acontece com o estudo de Torá - concluiu brilhantemente o Rav Shteinman - A Torá é infinitamente doce. Se uma pessoa não consegue sentir sua doçura, então é sinal que tem feridas em sua boca. E, normalmente, estas feridas são o Lashon Hará que a pessoa fala. Garanto que, se cuidar da sua boca, você vai curá-la e logo voltará a sentir o gosto doce do estudo da Torá."
 
O estudo de Torá não é apenas algo intelectual, que desafia nosso cérebro. É algo que nos constrói, fisicamente e espiritualmente. Por isso ela é tão doce e agradável, e nos causa uma sensação de preenchimento. Se não estamos conseguindo sentir a doçura da Torá, talvez seja por causa das "feridas" que temos na nossa boca.

Nesta semana lemos a Parashá Terumá (literalmente "Porção"), que descreve o comando de D'us para a construção do Mishkan, o Templo Móvel, local onde D'us escolheu para repousar Sua presença. É óbvio que D'us não precisa de um local de descanso e não há nenhuma construção física que possa contê-Lo, pois D'us é infinito e está acima de qualquer limitação material. O Mishkan servia para que as pessoas pudessem se conectar com D'us, como está escrito: "Façam para Mim um Santuário e Eu habitarei dentro de vocês" (Shemot 25:8). Não está escrito "Eu habitarei dentro dele", e sim "dentro de vocês", demonstrando que D'us não habitava no Mishkan, e sim que o Mishkan era um lugar de conexão espiritual, um ponto de encontro entre o povo e D'us.
 
D'us queria que o povo se envolvesse com a construção do Mishkan e fizesse parte deste grande milagre, de construir uma estrutura que, apesar de ser algo físico, conseguiria trazer para o mundo a Presença Divina. Os materiais de construção, alguns extremamente caros, como o ouro e a prata, foram doados de forma voluntária, como está escrito: "E eles pegarão para Mim uma porção; de cada pessoa cujo coração o inspira à generosidade, você receberá Minha oferta" (Shemot 25:2).
 
Porém, a linguagem utilizada neste versículo chama um pouco a atenção, pois está escrito "Vayikchu", que literalmente significa "Pegarão", enquanto o normal deveria ser "Vaitnu", que significa "Doarão". Por que a Torá utilizou a linguagem "pegar" para se referir a uma doação?
 
Nossos sábios trazem muitas respostas para este questionamento. Uma das respostas é oferecida por um Midrash, que afirma que o termo "Lakach", que significar "pegar", também significa "adquirir". O Midrash então conecta essa expressão à Torá, que também é descrita como uma aquisição, como está escrito "Pois uma boa aquisição (Lekach Tov) Eu dei a vocês, não abandonem Minha Torá" (Mishlei 4:2). Qual mensagem o Midrash está nos transmitindo ao associar a doação de materiais para a construção do Mishkan com a Torá?
 
O Midrash continua e ensina que o estudo da Torá está muito acima de qualquer outro tipo de profissão. Para reforçar esta ideia, o Midrash traz uma parábola: um mercador de seda e um mercador de especiarias estavam envolvidos em um negócio. Após a troca dos produtos, o mercador de especiarias havia adquirido seda, mas havia perdido suas especiarias, enquanto o mercador de seda havia ganhado as especiarias, mas havia perdido sua seda. O Midrash então conclui que a Torá não tem essa deficiência, pois um estudioso versado em uma parte da Torá pode trocar seus conhecimentos com alguém versado em outra parte da Torá, sendo que no final ambos ganharão conhecimento e não perderão nada.
 
Porém, essa parábola pode refletir a superioridade dos conhecimentos da Torá em relação a profissões que envolvem bens materiais, pois, neste caso, a partir do momento em que um comerciante dá algo para outra pessoa, ele fica sem. No entanto, se compararmos com uma profissão definida pelo conhecimento, parece que a parábola não se aplica mais. Por exemplo, um físico pode ensinar física a um matemático, enquanto o matemático pode ensinar matemática a um físico, sendo que, no final, ambos terminarão ganhando novos conhecimentos, sem perder seus conhecimentos originais. Então como a parábola mostra a superioridade da Torá sobre profissões que são definidas pelo conhecimento?
 
O Talmud (Kidushin 32b) ensina que, uma vez que alguém estudou e internalizou a Torá, ela se torna "sua Torá". O que separa a Torá de todas as outras áreas do conhecimento é que, uma vez que a Torá é estudada, ela se funde com a identidade única e os talentos da pessoa. O efeito disso é duplo: a pessoa em si muda, tornando-se consciente de sua verdadeira realidade e atualizando seu potencial, e a própria Torá adquire uma nova qualidade, assumindo as marcas da pessoa que a estudou. Portanto, algum assunto da Torá estudado por um indivíduo não é igual ao mesmo assunto estudado por outra pessoa. Cada pessoa oferece suas próprias perspectivas e entendimentos únicos na Torá estudada.
 
Explica o Rav Yochanan Zweig que uma pessoa que estuda outras formas de conhecimento, em uma busca intelectual, apenas acumula informações. Ela não passa por mudanças e nem muda a realidade das informações estudadas. A física estudada por uma pessoa é a mesma física estudada por outra. Mesmo que o conhecimento seja acumulado, as leis da física não mudam. Se apenas uma pessoa tem esse conhecimento, ela é única. No entanto, ensiná-lo a uma segunda pessoa diminui sua singularidade. Portanto, quanto mais pessoas souberem de um determinado conjunto de informações, menos significado haverá no indivíduo que as conhece. A aquisição da Torá é diferente, pois ela é única para cada indivíduo. Portanto, mais pessoas estudando a Torá não diminuem o conhecimento de um indivíduo, pois sua singularidade nunca pode ser duplicada.
 
Nossos sábios explicam que, de acordo com uma opinião, o Terceiro Beit Hamikdash descerá pronto do Céu. Por que isso não ocorreu com o Mishkan? A pergunta é ainda mais forte pelo fato de muitos dos materiais utilizados em sua construção terem sido dados de forma milagrosa ao povo judeu, como as pedras preciosas, que compunham as roupas do Cohen Gadol e que foram trazidas aos Nessiim (líderes) pelas Ananei HaKavod. Se D'us já estava fazendo algo milagroso, por que Ele não fez um milagre ainda maior e, ao invés de ordenar que fosse construído através das doações do povo, não mandou o Mishkan pronto?
 
A resposta é que D'us queria permitir que cada pessoa participasse da construção do Mishkan. Ao incentivar a participação de cada indivíduo, D'us reconhecia o fato de que cada pessoa é única. As intenções e motivações de cada pessoa ao doar eram diferentes, tornando a doação em si única e especial. O Mishkan precisava ser construído de uma maneira que refletisse as diferentes características e qualidades de cada indivíduo.
 
Esta é a conexão entre a construção do Mishkan e a Torá. É justamente esse aspecto, de ser algo "individual", que torna a Torá única. Uma vez que a Torá estudada por uma pessoa é transformada pela inserção da natureza da pessoa, a Torá que ela internaliza também tem essa qualidade única. Isso separa o estudo da Torá de todas as outras formas de estudos e profissões, que não podem ser transformadas de acordo com a natureza do indivíduo que as estuda.
 
Que possamos encontrar a doçura no estudo da Torá, permitindo que a Torá nos transforme em pessoas melhores, e que possamos deixar nela a nossa marca única e especial.
 

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 

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