sexta-feira, 17 de março de 2023

A HUMILDADE SALVA VIDAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5783

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PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI



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MENSAGEM DAS PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI

ASSUNTOS DA PARASHÁ
PARASHÁ VAYAKEL
  • O Shabat.
  • Contribuição de Materiais para o Mishkan.
  • Os construtores do Mishkan.
  • Indicação dos "Arquitetos".
  • Construindo o Mishkan.
  • Construindo as cortinas do Ohel Moed.
  • Construindo as Tábuas (estrutura do Ohel Moed).
  • Construindo a Parochet e a Tela de entrada
  • Construindo o Aron (Arca Sagrada) e a Kaporet.
  • Construindo a Shulchan (Mesa).
  • Construindo a Menorá.
  • Construindo a Altar de Incenso.
  • Construindo o Mizbeach (Altar de Sacrifícios).
  • Construindo o Kior (Lavatório).
  • Construindo o Pátio e a Tela de entrada.
PARASHÁ PEKUDEI
  • A Contabilidade das doações.
  • Os Materiais doados.
  • Fazendo as roupas do Cohen Gadol.
  • Fazendo o Éfod (Avental).
  • Fazendo o Choshen Mishpat (Peitoral).
  • Fazendo o Meil (Manto).
  • Fazendo o Tsits (Placa para a cabeça).
  • O Mishkan é completado.
  • Moshé aprova o Mishkan e seus utensílios.
  • Ordens para erguer o Mishkan.
  • O Mishkan é erguido e os utensílios são posicionados.
  • A Presença de D'us preenche o Mishkan.


 


 
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A HUMILDADE SALVA VIDAS - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5783 (17/mar/23)

"O Rav Shmuel Salant zt"l (Império Russo, 1816 - Israel, 1909) foi o rabino de Jerusalém por cerca de setenta anos, e era conhecido por suas ideias brilhantes e formas inovadoras de lidar com questões difíceis. As pessoas constantemente batiam à sua porta em busca de aconselhamento e palavras de sabedoria.

Certo dia, uma mulher muito simples, sem muitos conhecimentos de Halachá, veio fazer uma pergunta. Ela estava muito perturbada com um descuido que havia feito e preocupada com a possibilidade de ter causado uma consequência grave. Ao iniciar o relato do problema, alguns dos alunos do Rav Salant se aproximaram para escutar e observar como ele resolveria o caso, para aprenderem a como agir no futuro.

- Eu tinha um pedaço de carne que ainda não havia sido ritualmente salgada (e, portanto, ainda não estava Kasher) guardada no meu armário - disse a mulher, angustiada - Mas antes que eu tivesse tempo de salgá-la, meu gato veio e comeu toda a carne não Kasher. Rav, eu gostaria de saber qual é o status do meu gato.

Os alunos mal puderam conter suas risadas. Um gato não é Kasher, mesmo que coma comida Kasher, e um animal Kasher permanece Kasher mesmo que coma algo proibido. O que um animal come não muda seu status! E, além disso, quem desejaria comer um gato? A pergunta era, portanto, ridícula! Entretanto, devido ao respeito ao rabino, os alunos seguraram suas risadas e aguardaram a resposta. Ele abriu um dos livros que estavam em sua mesa e começou a examiná-lo com o rosto sério, enquanto a mulher aguardava ansiosa. Após folhear algumas páginas, o Rav Salant disse para a mulher:
 
- Você deve procurar não fazer isso novamente. O que você fez pode levar no futuro a um problema mais sério. Se você deixar uma carne ainda não Kasher no armário, alguém pode acabar comendo por engano! Com relação ao gato, o status dele permanece como anteriormente, e você pode mantê-lo em casa sem problema.

A mulher agradeceu profundamente ao rabino e saiu aliviada. Quando ela já estava do lado de fora, o Rav Salant virou-se para seus alunos, que estavam dando gargalhadas, e disse:
 
- Deixa-me dizer algo importante. Um dia vocês poderão ser autoridades em assuntos religiosos, e é fundamental que vocês tenham humildade. Sempre que alguém lhes fizer uma pergunta sobre qualquer assunto religioso, vocês devem sempre tratar a pergunta, e quem a fez, com dignidade e respeito. Pois, se vocês debocharem da pergunta, a pessoa vai deixar de perguntar novamente no futuro, quando talvez for uma pergunta mais séria e importante. A sua resposta hoje afetará as perguntas que poderão vir amanhã."

A humildade é uma das características mais importantes para que um ser humano possa crescer em Torá.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Vayakel (literalmente "E reuniu") e Pekudei (literalmente "Contas"). Após lermos duas Parashiót inteiras (Terumá e Tetsavê) que falaram sobre os comandos de D'us para Moshé em relação à construção do Mishkan, nas duas Parashiót lidas nesta semana é descrita a construção na prática, liderada por Betzalel e Achaliav e supervisionada pessoalmente por Moshé. Enquanto a Parashá Vayakel fala sobre a construção da estrutura e dos utensílios do Mishkan, a Parashá Pekudei fala sobre a confecção das roupas dos Cohanim e sobre a contabilidade das doações, demonstrando a imensa honestidade de Moshé que, apesar de estar acima de qualquer suspeita, insistiu em prestar contas de todos os materiais depositados diante de sua tenda.

A construção do Mishkan veio logo depois de um dos episódios mais tristes da história do povo judeu. Na Parashá da semana passada, Ki Tissá, vimos o enorme erro do povo judeu, quando eles se desesperaram com a suposta demora de Moshé em descer do Monte Sinai e acabaram fazendo um bezerro de ouro. As consequências foram trágicas, pois milhares que haviam feito do bezerro de ouro uma idolatria morreram, e mesmo a grande maioria do povo, cuja única intenção foi fazer um novo intermediário entre eles e D'us para substituir a suposta perda de Moshé, também foram duramente castigados.
 
Após a revelação de D'us no Monte Sinai, o povo judeu se elevou tanto que conseguiu voltar ao nível espiritual de Adam Harishon antes de sua transgressão. Quando Adam Harishon foi criado, ele era imortal e, da mesma maneira, após a entrega dos 10 Mandamentos e a revelação de D'us no Monte Sinai, o povo judeu voltou ao nível de imortalidade. Além disso, por terem falado no Monte Sinai "Naassê VeNishmá" (faremos e depois entenderemos), uma incrível demonstração de Emuná, um "cheque em branco" para D'us, eles receberam dos anjos duas coroas. A conexão do povo com D'us chegou a um nível tão elevado que não seria mais necessário nenhum meio para que cada indivíduo pudesse se conectar espiritualmente. Isto significa que naquele momento não seria necessário nem mesmo um Mishkan para que o povo judeu pudesse estar conectado a D'us.
 
Porém, após o erro do bezerro de ouro, os judeus perderam sua imortalidade, suas coroas e sua conexão espiritual. Foi um duro golpe, que causou muito desânimo e tristeza. O povo judeu já não tinha mais forças para continuar. Foi quando D'us ordenou a construção do Mishkan, que era parte do conserto da transgressão e representava a reconexão do povo judeu com D'us. A construção do Mishkan foi, portanto, uma mensagem de esperança de D'us ao povo, uma garantia de que, apesar do erro, a conexão espiritual não havia sido cortada e haveria continuidade.

Ao estudarmos Torá, devemos sempre nos lembrar que não se trata de um livro de histórias, cujo propósito é apenas nos contar o que ocorreu no passado. Quando lemos a Torá sem atenção e sem refletir sobre os seus ensinamentos, muitas mensagens importantes são perdidas. Por exemplo, a Torá nos descreve que quando Moshé desceu do Monte Sinai trazendo as Tábuas dos 10 Mandamentos, ele não apenas se deparou com o bezerro de ouro que o povo havia construído, mas também com uma enorme festa. Talvez a alegria do povo foi ainda mais chocante para Moshé do que o próprio bezerro de ouro. Por que o povo havia construído o bezerro de ouro? Ele seria um substituto na liderança, já que eles achavam que Moshé havia morrido. Vamos tentar imaginar a indignação de Moshé ao ver como o povo estava festejando, com danças e alegria, mesmo após acharem que ele tinha falecido. Moshé havia dedicado sua vida em prol do povo, e por diversas vezes havia arriscado sua vida por eles. O mínimo que Moshé esperava do povo, após receberem a "notícia" de sua morte, era encontrá-los tristes e enlutados, não cantando e dançando animadamente!

Certamente esta atitude do povo foi um balde de água fria na cabeça de Moshé. Como nós reagiríamos? Certamente desistiríamos de ajudar um povo com este tipo de comportamento. Porém, a continuação da história é surpreendente. Ao invés de ficar chateado ou ofendido com o povo, Moshé imediatamente se levantou em defesa deles, ao ponto de dizer para D'us "ou perdoe o povo, ou me apague do Seu livro". Moshé não se preocupou com a sua honra, ele se preocupou com o bem estar do povo. Foi justamente a sua intervenção que salvou o povo e garantiu o perdão de D'us. Isto quer dizer que, se Moshé tivesse se preocupado com a sua honra, não estaríamos aqui agora para contar a história.

O mesmo aprendemos em relação a David HaMelech. Quando estava fugindo do seu palácio, devido à perseguição de seu próprio filho Avshalom, ele foi surpreendido com uma chuva de pedras e insultos provenientes de um homem chamado Shimi ben Guerá. Naquele momento, os amigos de David HaMelech que o acompanhavam disseram que ele deveria matar Shimi ben Guerá, pois ele era considerado um rebelde contra o rei e merecia a pena de morte de acordo com a Torá. Porém, sem que ninguém entendesse o motivo, David HaMelech preferiu que Shimi ben Guerá fosse poupado. Com muita humildade, ele disse: "Se ele está me insultando, então isso está vindo de D'us, não dele". Mas há uma lei que o rei não pode perdoar uma ofensa à sua honra. Por que David HaMelech perdoou aquele homem?

O Rav David Kimhi zt"l (França, 1160 - 1235), mais conhecido como Radak, explica que David HaMelech teve uma visão profética de que Shimi ben Guerá teria um descendente que seria muito importante para o povo judeu, e que caso ele o matasse naquele momento, este descendente não viria ao mundo. David HaMelech entendeu que ele não deveria zelar pela sua própria honra, e sim pela honra do povo. Apenas em seu leito de morte David HaMelech ordenou a morte de Shimi ben Guerá, cumprindo a lei de matar alguém que é rebelde contra o rei. Mas quem foi este descendente que David Hamelech garantiu a vinda ao mundo ao passar por cima de sua própria honra? Mordechai, o responsável pela salvação do povo judeu na história de Purim. Mais uma vez a humildade de um judeu salvou o povo inteiro da destruição.

Daqui aprendemos que a humildade faz com que a pessoa enxergue a realidade com outros olhos. Consta no Midrash que quem persegue a honra, a honra foge dela, mas quando ela foge da honra, a honra o alcança. Isso se comprovou com Moshé e David HaMelech. Ambos fugiram da honra, mas se tornaram personalidades muito conhecidas, pessoas que influenciaram e mudaram o mundo. Como o Rav Salant ensinou aos seus alunos, devemos ser humildes diante de todas as pessoas, das mais importantes às mais simples, pois é desta maneira que poderemos deixar nossa verdadeira contribuição ao mundo. 

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 
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sexta-feira, 10 de março de 2023

BONDADES VOLTAM - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ KI TISSÁ 5783

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ASSUNTOS DA PARASHÁ KI TISSÁ
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BONDADES VOLTAM - PARASHÁ KI TISSÁ 5783 (10/mar/23)

"Fernanda vinha de um ano complicado, com problemas na família e uma suspeita de câncer de tiroide que acabou não se confirmando, mas que causou muito estresse. Foi quando ela soube do projeto de uma instituição de caridade que arrecadava cabelos e confeccionava perucas para doar a pessoas que passaram por tratamento contra o câncer. Ela decidiu cortar e doar seu cabelo, como forma de agradecer por tudo ter terminado bem.

Fernanda, que era formada em publicidade, gostou tanto do projeto que se interessou em ajudar de outras maneiras. Por exemplo, quando ela soube que seria feita uma campanha em um site de financiamento coletivo, fez questão de contribuir e incentivou outras pessoas a também contribuírem.

Algum tempo depois, Fernanda deixou seu emprego, com a intenção de começar a empreender sozinha. Porém, as coisas não saíram como ela havia planejado. Meses se passaram e ela não conseguia clientes. Sua situação financeira começou a apertar e ela já não sabia mais o que fazer. Foi quando teve ideia de oferecer seus serviços à instituição de caridade, e logo foi contratada. Apesar de ser um valor bem abaixo do mercado, já que eles não tinham condições de pagar um bom salário, mesmo assim era o suficiente para dar a Fernanda um respiro até que encontrasse outras oportunidades. Além disso, ela faria este trabalho com amor, com vontade de ajudar o próximo. E assim ela logo começou a ajudar na divulgação da sua primeira campanha na instituição. Sem saber, aquele seria o primeiro cliente na sua carreira de sucesso em assessoria de comunicação.
 
Um mês depois de começar a trabalhar na instituição de caridade, algo incrível já tinha acontecido: Fernanda já tinha assinado contratos com outros três clientes. Ela então decidiu que não receberia mais pagamento da instituição de caridade, e que seu trabalho seria totalmente voluntário, cuidando da divulgação na imprensa e nas redes sociais. Um ano e meio depois, ela já tinha 11 clientes. Apesar de trabalhar muito, ela sempre arrumava tempo para ajudar a instituição de caridade, fazendo ações que ajudassem na comunicação.

Após aquela experiência maravilhosa, Fernanda sempre aconselhava as pessoas a também se lançarem ao voluntariado, mas pedia que fizessem isso de coração aberto, abraçando a causa, sem esperar nada em troca. Ela ensinava que mesmo sem receber nada em troca, ao ajudarmos os outros ainda assim saímos ganhando. Ao nos preocuparmos com os problemas dos outros, é como se os nossos próprios problemas desaparecessem.
 
Porém, o principal é lembrar que ajudar o próximo não precisa ser feito dentro de um projeto ou instituição de caridade. Basta ser solidário, dar um sorriso para as pessoas que precisam de atenção, ajudar um amigo desempregado ou conversar com alguém que parece não estar bem naquele dia. E essa bondade acabará voltando, em uma alegria silenciosa, aos nossos próprios corações (História real).

Nesta semana lemos a Parashá Ki Tissá (literalmente "Quando você fizer a contagem"). Apesar de ser uma Parashá famosa por ensinar sobre um dos maiores tropeços da história do povo judeu, o pecado do Bezerro de ouro, ela também traz vários outros assuntos interessantes, como as regras para a contagem do povo judeu, a fabricação do "Shemen HaMishchá" (óleo de unção) e do "Ketoret" (incenso), ambos utilizando especiarias aromáticas em sua composição, além da construção do "Kior", o lavatório que servia para a purificação espiritual das mãos e dos pés dos Cohanim, e que foi fabricado com o cobre dos espelhos das mulheres.

A Parashá começa relatando as instruções que D'us deu a Moshé para a realização da contagem do povo. Para esta contagem, cada homem foi comandado a doar um "Machatzit HaShekel", uma moeda de meio shekel de prata, como está escrito: "Quando fizerem a contagem dos filhos de Israel segundo o seu número, cada um deve dar a D'us uma expiação pela sua alma, quando forem contados; então não haverá praga entre eles quando forem contados" (Shemot 30:12). Há alguns pontos interessantes, e até mesmo enigmáticos, neste versículo. Em primeiro lugar, a linguagem "Tissá", que traduzimos como "contagem", significa literalmente "levantamento". Qual é a relação entre contar e levantar algo? Além disso, por que a contagem deveria ser feita através de uma moeda, e não uma contagem direta? E por que entregar esta moeda traria uma expiação para a pessoa? Finalmente, qual é a relação entre a contagem e uma praga que poderia recair sobre o povo judeu?

A Torá nos ensina que o povo judeu não pode ser contado de forma direta. A contagem deveria ser feita sempre através da doação de um "Machatzit HaShekel", pois desta maneira as moedas eram contadas, e não as pessoas. Explica Rashi (França, 1040 - 1105) que o "Ain Hará" (mau olhado) tem poder sobre as coisas que são contadas, e isso pode trazer uma praga sobre elas. Isso aconteceu, por exemplo, na época de David HaMelech, quando ele fez equivocadamente uma contagem direta do povo e eles foram atingidos por uma dura epidemia que dizimou 70 mil pessoas.
 
O versículo também fala sobre uma expiação que é alcançada através da participação nesta doação da moeda de meio Shekel. Qual era a expiação? Há um grande poder na união de uma nação, quando as pessoas se esforçam por um objetivo comum. Quando todos se juntam em uma única causa construtiva, é como se os méritos espirituais de todos os indivíduos se fundissem, de modo que não apenas os méritos individuais são considerados, e sim a união do mérito de todos do grupo, uns ajudando aos outros. Um ser humano isolado raramente consegue passar pelo Julgamento Divino, pois qual pessoa está livre de transgressões e defeitos? Porém, quando a nação se torna uma, ela ascende a um plano superior, pois todos os seus membros fundem suas virtudes entre si. Como resultado, o coletivo é julgado com muito mais benevolência. É também por isso que é tão importante rezar com um Minian, em vez de individualmente, pois os méritos de todos os presentes se fundem, possibilitando despertar a Misericórdia Divina.
 
A Parashá também ressalta que todos deveriam doar exatamente uma moeda de meio Shekel, não importando se a pessoa fosse muito rica ou extremamente pobre. A participação igualitária de todo o povo simboliza que todos os judeus devem participar na busca dos objetivos nacionais, abandonando seus interesses egoístas e pessoais em prol das necessidades da nação. Aquele que faz isso está dando uma incrível contribuição, pois a missão do povo judeu depende principalmente da união dos indivíduos.
 
O que era feito com o dinheiro arrecadado? Ele era utilizado na compra de Korbanot comunitários e outras necessidades do Mishkan. Essa doação era uma forma de cada judeu participar dos Serviços feitos no Mishkan e, através disso, se elevar. Esta é a relação entre "contar" e "levantar", pois quando doamos algo, em especial para os necessitados ou para causas nobres, como manter uma sinagoga ou uma instituição de Torá, então, no final das contas, somos nós que estamos ganhando, através da nossa elevação espiritual. A função da contribuição do Machatzit HaShekel não era apenas facilitar a contagem ou prover verbas para os Serviços do Mishkan, mas também para elevar o nível espiritual dos contribuintes.

O Gaon MiVilna (Lituânia, 1720 - 1797)  nos ensina que, em relação a donativos, devemos doar assim que formos requeridos, com agilidade e sem demoras. Com relação a isto, ele explica um interessante acontecimento relatado pelo Talmud (Shabat 151b). O Rav Chia certa vez instruiu sua esposa que se uma pessoa lhe viesse pedir pão, ela deveria se apressar em dar, assim como o faria para seus filhos. A esposa dele perguntou se por acaso ele estava amaldiçoando seus próprios filhos, e ele respondeu que não, que apenas estava explicando a ela que a vida é como uma roda que dá voltas. A palavra utilizada no versículo da doação do Machatzit HaShekel é "ונתנו" (e devem dar). Esta palavra também pode ser lida de trás para frente, nos ensinando que a vida dá voltas, às vezes é um que tem condições para doar e o outro recebe, enquanto outras vezes é o outro que pode doar e o que doou anteriormente é o que recebe desta vez. O rico de hoje pode vir a ser o pobre de amanhã e, portanto, devemos nos apressar em doar sempre que formos solicitados. O Talmud, após a história do Rav Chia, conclui: "Quem tem compaixão com as criaturas de D'us receberá compaixão do Céu, mas quem não tem compaixão das criaturas de D'us não receberá compaixão do Céu".

Isso se aplica a todas as áreas da nossa vida, não apenas em relação à Tsedaká. O Rav Chaim Kanievsky zt"l (Bielorússia, 1928 - Israel, 2022) diz também que em relação à Mitzvá de honrar os pais, por exemplo, a pessoa deve fazê-la com perfeição, pois da mesma forma que alguém lida com seus pais, assim será como seus próprios filhos o tratarão. Aquele que honra seus pais terá o mérito que seus filhos venham a lhe honrar no futuro. O Rav Chaim Kanievsky explica que há uma "dica" para isso na Torá. Essav, apesar de ser uma pessoa perversa e ter se desviado de todos os caminhos de retidão e moralidade, honrava seu pai de forma completa e exemplar, alimentando-o e até mesmo trocando de roupas para servi-lo. Em relação às comidas que Essav trazia ao seu pai está escrito: "ויבא לאביו" (e trazia para o seu pai) (Bereshit 27:31). Se prestarmos atenção, perceberemos que estas palavras também podem ser lidas de traz para frente, nos ensinando que aquele serve seus pais certamente também receberá de volta no futuro. Na prática, tudo o que fazemos acaba voltando. Nossa vida é como um eco, pois recebemos de volta exatamente o que fazemos aos outros. Por isso, que possamos fazer sempre bondades, para que elas possam um dia voltar a nós mesmos. 

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