quinta-feira, 2 de março de 2023

AUTOESTIMA EM ALTA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TETSAVÊ E PURIM 5783

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Haim David ben Esther
Chaim Michael ben Matania

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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de 
Rachel bat Elyahu z"l  


Haviva Bina bat Moshe z"l  

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PARASHÁ TETSAVÊ



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MENSAGEM DA PARASHÁ TERUMÁ

ASSUNTOS DA PARASHÁ TETSAVÊ
  • Óleo para Menorá.
  • As 8 Vestes do Cohen Gadol:
  • 1) Efod ("Avental") e os Engastes.
    2) Choshen Mishpat ("Peitoral").
    3) Meil ("Manto").
    4) Tsits ("Tiara", Placa para a cabeça).
    5) Avnet ("Cinto").
    6) Ktonet ("Túnica").
    7) Mitsnefet ("Turbante").
    8) Michnassaim ("Calças").
  • As 4 Vestes dos Cohanim simples.
  • 1) Ktonet ("Túnica").
    2) Avnet ("Cinto").
    3) Migbaat ("Turbante").
    4) Michnassaim ("Calças").
  • Consagração dos Cohanim.
  • Consagração do Altar.
  • Korban Tamid.
  • Mizbeach (Altar) de Incenso.
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AUTOESTIMA EM ALTA - PARASHÁ TETSAVÊ E PURIM 5783 (03/mar/23)

Um famoso escritor estava em seu escritório. Ele estava passando por algumas dificuldades na vida e, por isso, estava com problemas de autoestima. Desanimado, ele pegou uma caneta e começou a escrever:

"No ano passado precisei fazer uma cirurgia para a retirada da vesícula biliar e tive que ficar de cama por um bom tempo. Nesse mesmo ano, cheguei à idade de 60 anos e tive que renunciar ao meu trabalho favorito. Havia permanecido 30 anos naquele editorial. No mesmo ano, experimentei a dor pela morte do meu pai e meu filho fracassou em seu exame porque teve um acidente de automóvel, pelo qual ficou hospitalizado por vários dias. A destruição do carro foi outra perda. Este foi um ano muito ruim!".

Quando a esposa do escritor entrou na sala, o encontrou triste em meio aos seus pensamentos. Por trás dele, leu o que estava escrito no papel. Saiu da sala em silêncio e, algum tempo depois, voltou com outro papel, que colocou ao lado do papel do seu marido. Quando o escritor viu o papel, encontrou escrito o seguinte:

"No ano passado finalmente me desfiz da minha vesícula biliar, depois de passar anos com dor. Completei 60 anos com boa saúde e me retirei do meu trabalho. Agora posso utilizar meu tempo para escrever com mais tranquilidade. No mesmo ano, meu pai, com a idade de 95 anos, sem depender de nada e sem nenhuma condição crítica, conheceu seu Criador. No mesmo ano, D'us abençoou o meu filho com uma nova oportunidade de vida. Meu carro foi destruído, mas meu filho ficou vivo sem nenhuma sequela. Este foi um ano de muita Berachá".

Eram exatamente os mesmos acontecimentos, mas com pontos de vista completamente diferentes. Se refletirmos bem, perceberemos que temos inúmeras razões para sermos agradecidos a D'us. E o grande segredo é que não é a felicidade que nos torna gratos, e sim a gratidão que nos faz felizes. Sempre há algo para agradecer. Você escolhe como escrever sua história.

Nesta semana lemos a Parashá Tetsavê (literalmente "E você ordenará"), que continua falando sobre o Mishkan. Porém, nesta semana, ao invés de falar da estrutura e dos utensílios, o foco da Parashá são as maravilhosas roupas do Cohen Gadol, feitas de materiais nobres como ouro, pedras preciosas e lãs tingidas.
 
Mas por que era necessário tanto esplendor nas roupas do Cohen Gadol? Ele não deveria usar roupas simples, representando a humildade? A resposta é que, apesar de a humildade ser certamente o traço de caráter mais importante que devemos adquirir na vida, algumas vezes precisamos usar o lado do orgulho para coisas positivas. As roupas do Cohen Gadol eram esplendorosas para entendermos a importância do Serviço Divino e nunca o tratarmos com desprezo. O povo judeu também precisava reconhecer que Aharon e seus filhos estavam em um nível espiritual muito mais elevado e, por isso, eles estavam aptos a fazerem os Serviços Divinos. As roupas esplendorosas deixavam isso mais evidente para quem os olhasse, e até para eles mesmos, pois a forma como a pessoa aborda uma tarefa influencia a forma como ela vai executá-la. E isso não se aplica apenas ao Cohen Gadol, mas a cada um de nós. Após a entrega da Torá no Monte Sinai, o povo judeu se transformou nos transmissores da Torá e dos seus valores morais para o mundo inteiro, uma "Luz para as nações". As roupas esplendorosas do Cohen Gadol, portanto, nos ajudam a lembrar do nosso importante papel no mundo.

Isso se conecta com uma lição importante que aprendemos da próxima parada do Calendário Judaico, a Festa de Purim, que começaremos a reviver na próxima segunda-feira de noite (06/março). Purim é a Festa mais alegre do nosso Calendário, na qual é inclusive Mitzvá sentirmos alegria ao comemorarmos a salvação do povo judeu diante do enorme perigo de extermínio, após o decreto de Haman, e a vitória sobre os nossos inimigos.

Mas por que D'us permitiu que esta pessoa tão perversa, chamada Haman, subisse ao poder e quase nos exterminasse? Para respondermos esta pergunta, antes precisamos entender qual é a essência espiritual de Haman. Consta no Talmud (Chulin 139b) que há na Torá uma "dica" sobre Haman. Ele aparece na descrição da história de Adam Harishon, quando ele ainda estava no Gan Eden. Adam e Chava podiam comer as frutas de todas as árvores do Gan Eden, porém D'us proibiu que comessem apenas de uma determinada árvore, a "Árvore do conhecimento do bem e do mal". Quando D'us viu que eles haviam transgredido Sua ordem, Ele perguntou para Adam: "Você comeu da árvore que Eu te ordenei a não comer?" (Bereshit 3:11). As palavras "Hamin" (HaEtz) (da árvore) tem as mesmas letras do nome "Haman". Porém, parece um mero jogo de palavras. Afinal, qual é a ligação mais profunda entre os dois assuntos?
 
Quando Haman foi elevado a Primeiro ministro do rei, todos lhe davam muita honra. Por onde ele passava, as pessoas se curvavam. Ele tinha tudo o que um ser humano pode desejar: dinheiro, poder e honra. Porém, ainda assim ele não estava satisfeito, e não se conteve em implicar com uma única pessoa, um judeu, que não se curvava para ele. Isso mostra o descontrole de Haman, e foi justamente este descontrole que acabou resultando em sua queda. Da mesma forma, Adam Harishon poderia comer de todas as árvores do Gan Eden e, mesmo assim, ele não se conteve e acabou comendo da única árvore que lhe era proibido.

Essa é, portanto, a essência de Haman: a insatisfação e o desânimo. E é possível sentir essa essência negativa dentro de nós. Quantas vezes ficamos chateados quando não temos ou não conseguimos adquirir algo que desejamos muito? Se pudéssemos dar uma nota para o nível de satisfação que estamos sentindo atualmente, que nota daríamos? Suponhamos que a nota foi 7. Poderíamos fazer uma lista das coisas que faltaram para que a nota fosse 10. Depois, poderíamos fazer uma segunda lista, das coisas mais valiosas que temos na vida. Se pudéssemos trocar o que temos na primeira lista pelo que desejamos na segunda lista, faríamos isso? Obviamente que não. O que vale mais, as coisas que nos faltam ou as coisas que já temos? Certamente a lista das coisas que já temos na vida é muito mais valiosa. Então por que a nota não foi 10 desde o princípio?

A resposta é o "veneno" que Haman e seu povo trouxeram ao mundo. Haman é chamado na Meguilá de "HaAgagui", isto é, descendente de Agag, o rei de Amalek. O povo de Amalek, os arqui-inimigos do povo judeu, tem como a sua principal essência a força de "esfriar", de tirar a empolgação, de nos fazer esquecer que somos parte de algo especial. Foi isso que eles fizeram na saída do Egito, quando nos atacaram pela primeira vez. Após séculos de escravidão, o povo judeu saiu do Egito de cabeça erguida, após presenciarem todos os milagres de D'us. O temor do povo judeu recaiu sobre todos os povos do mundo. Porém, Amalek nos atacou, com o único intuito de tirar a nossa empolgação. Lutar com o povo judeu, mesmo depois de todos os milagres, era o mesmo que anunciar: "Vocês não têm nada de especial, vocês são como qualquer um". O primeiro encontro de Amalek com o povo judeu foi um verdadeiro balde de água fria em nossas cabeças.

Na história de Purim, descrita na Meguilat Ester, o grande sábio Mordechai proibiu que o povo judeu participasse do banquete de Achashverosh. O que havia de tão mal, já que a Meguilá diz explicitamente que tudo era feito de acordo com a vontade dos convidados, isto é, a comida era Kasher! Em primeiro lugar, obviamente não era um ambiente adequado. Que tipo de assuntos era falado na festa? Conversas fúteis, como a discussão sobre qual povo tem as mulheres mais bonitas. Não é este tipo de ambiente que nós devemos frequentar se quisermos manter a nossa santidade. Além disso, havia a proibição de beber o vinho que não foi fabricado ou manuseado pelos judeus, uma tentativa dos nossos sábios daquela geração de evitarem a possível assimilação que assombrava o povo judeu no primeiro grande exílio desde a saída do Egito.

Porém, um dos principais motivos de Mordechai para não permitir a participação dos judeus na festa de Achashverosh era o próprio motivo da festa. De acordo com as profecias, o Beit Hamikdash seria reconstruído 70 anos após sua destruição. Achashverosh errou os cálculos e achou que a profecia não tinha se cumprido, e por isso comemorou. Para humilhar ainda mais os judeus, ele utilizou em sua festa os utensílios do Beit Hamikdash e vestiu as roupas do Cohen Gadol, profanando desta maneira os objetos mais sagrados do povo judeu. Certamente os judeus não deveriam participar daquela humilhação. Então por que eles foram? Pois eles não tinham mais autoestima, não se achavam mais especiais, achavam que após a destruição do Beit Hamikdash eles seriam parte dos outros povos. É por isso que, logo após o povo judeu ter participado daquela festa, apesar dos protestos de Mordechai, Haman subiu ao poder. Amalek vem para nos fazer esquecermos o que temos de único e especial. Amalek quer nos igualar a todos os outros povos, destruindo assim a nossa missão única e especial. Amalek quer apagar a nossa luz.
 
Percebemos isso em uma tragédia que ainda nos dói até hoje. Alguns comentaristas explicam que os nazistas eram descendentes de Amalek. Isso pode ser percebido no grau de perversidade e em sua obstinação de exterminar os judeus. Nos Campos de Concentração, os nazistas tatuavam em nossos braços números, para nos desumanizar. Eles queriam nos mostrar que éramos apenas um número, "mais um tijolo na parede", queriam diminuir nossa importância.

Purim ajuda a renovarmos nosso sentimento de alegria e orgulho por fazermos parte de algo especial e grandioso: um povo que se mantém vibrante ao longo da história, mesmo constantemente recebendo baldes de água fria. Se mantivermos nossos corações aquecidos e orgulhosos, espantaremos Amalek e sua má influência. 

SHABAT SHALOM E PURIM SAMEACH 

R' Efraim Birbojm

 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

QUANDO VOCÊ DOA, QUEM GANHA? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TERUMÁ 5783

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MENSAGEM DA PARASHÁ TERUMÁ

ASSUNTOS DA PARASHÁ TERUMÁ
  • Doações para a construção do Mishkan.
  • Aron Hakodesh e a Kaporet.
  • Shulchan.
  • Menorá.
  • 3 coberturas do Ohel Moed.
  • Tábuas (estrutura do Ohel Moed).
  • Parochet e Tela de entrada.
  • Mizbeach.
  • Pátio.
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QUANDO VOCÊ DOA, QUEM GANHA? - PARASHÁ TERUMÁ 5783 (24/fev/23)

Nos anos 80, no auge da intifada, um soldado israelense chamado Ariel estava dirigindo um jipe do exército perto da cidade árabe de Ramala. De repente, um tiro disparado por um terrorista acertou-o em cheio. Ele caiu do jipe e seu corpo ficou estirado no asfalto. O terrorista, confiante que havia matado Ariel, fugiu. Alguns momentos depois, Yehoshua, um jovem israelense, estava dirigindo naquela estrada e avistou Ariel. Ele desceu do carro rapidamente, carregou Ariel até o seu carro e correu ao hospital israelense mais próximo. O setor de emergência estava a postos quando Yehoshua chegou com o ferido. Médicos e enfermeiras trabalharam em sintonia e com eficiência, realizando todos os procedimentos necessários para salvar a vida do soldado.

Vendo que a situação de Ariel parecia estar sob controle, Yehoshua saiu da UTI e foi embora para casa. Ele não estava procurando agradecimentos ou reconhecimento. Ele sentia que o que havia feito era o que qualquer judeu teria feito no lugar dele. Os pais de Ariel chegaram cerca de duas horas depois. Os médicos lhes disseram que, apesar de Ariel ter chegado em condições críticas e ter perdido muito sangue, ele teria boas chances de sobreviver. Quando os pais de Ariel perguntaram quem havia trazido seu filho, ninguém soube responder.

Após duas semanas, Ariel deixou o hospital e continuou seu tratamento em casa, que ficava em Ashdod. Sua mãe, a Sra. Sara, que era proprietária de um mercado, colocou um anúncio lá, perguntando se alguém tinha alguma informação a respeito da identidade do rapaz que havia salvado a vida de seu filho, para agradecê-lo pessoalmente. O anúncio ficou pendurado durante meses, mas ninguém apareceu com informações. Mesmo assim, a Sra. Sara deixou o anúncio pendurado na loja, como uma lembrança diária de sua gratidão a D'us.

Um ano após o acidente, a Sra. Esther, mãe de Yehoshua, foi fazer compras no mercado da Sra. Sara. Ela havia morado em Ashdod, porém havia se mudado há alguns anos para a cidade de Ranana e estava de passagem para visitar algumas amigas. Ela logo deparou-se com o anúncio procurando o salvador anônimo do soldado Ariel. Será que estavam falando do seu filho Yehoshua? Na época, ele havia lhe contado sobre um soldado ferido que ele havia ajudado a levar ao hospital. Ela se lembrava de ter ficado orgulhosa por ele não ter procurado reconhecimento ou agradecimentos. A Sra. Esther dirigiu-se ao caixa e perguntou com quem ela poderia falar a respeito do anúncio. A Sra. Sara, que estava no caixa, quis saber se ela tinha alguma informação a respeito. A Sra. Esther disse com voz trêmula: "Pouco mais de um ano atrás, meu filho Yehoshua voltou para casa me contando a respeito de um soldado que ele havia socorrido em uma estrada perto de Ramala. Pode ser que era seu filho?". As duas mulheres trocaram informações sobre o incidente e logo ficou claro que, de fato, Yehoshua era o salvador de Ariel. As mulheres se abraçaram, emocionadas.
 
Porém, o mais incrível ainda estava por vir. Enxugando as lágrimas, a Sra. Esther perguntou quantos anos tinha Ariel. A Sra. Sara respondeu que Ariel estava com 21 anos. A senhora Esther tentou conter as lágrimas.
 
- Você não se lembra de mim? - perguntou a Sra. Esther - Cerca de 22 anos atrás, nós duas estávamos grávidas. Na época eu ainda morava aqui em Ashdod. Eu já tinha dois filhos e não queria ter outro. Meu médico havia dito que poderia providenciar o aborto. Você escutou minha conversa com uma amiga e me chamou, tentando a todo custo me convencer a não abortar, a não terminar com a vida do meu filho antes dela começar. No início eu não queria escutar o que você me dizia, mas você não desistia! Até que, finalmente, você conseguiu me convencer. O querido filho que eu dei à luz foi o Yehoshua.

A Sra. Esther fez uma pausa, respirou fundo e disse as palavras que a Sra. Sara nunca mais iria esquecer: "Com suas palavras você salvou o meu filho e, anos depois, o meu filho salvou o seu filho!"

A Parashá desta semana, Terumá (literalmente "Porção"), descreve as instruções de D'us para a construção do Mishkan, o Templo Móvel que acompanhou o povo judeu durante os 40 anos no deserto. E a Parashá começa nos ensinando que o povo judeu foi "convidado" a participar da construção do Mishkan, trazendo doações de materiais, como está escrito: "Peguem para Mim uma porção" (Shemot 25:2). Porém, há algo estranho com a linguagem do versículo. A expressão mais apropriada seria "Deem para Mim", e não "Peguem para Mim". Por que esta mudança?

Em um nível mais simples, podemos explicar que, como D'us de fato é o Dono de tudo, é impossível falar em dar algo para Ele. O verbo "dar" normalmente implica que eu sou o proprietário e estou transferindo a propriedade para outra pessoa. Portanto, quando falamos sobre o Criador do Universo, não utilizamos a expressão "dar", e sim "pegar". Como D'us já é o Dono de tudo, quando doamos nós meramente "permitimos" a Ele pegar o que já é Dele.
 
O dinheiro que a pessoa tem, portanto, não é de fato sua propriedade, e sim um depósito colocado em suas mãos por D'us, para ser administrado da maneira correta. Aquele que utiliza sua riqueza apenas para si mesmo pode ser comparado a uma mosca aprisionada em uma caixa contendo açúcar. A mosca pode comer o quanto desejar, porém nunca poderá deixar a caixa levando o açúcar. Uma pessoa que foi abençoada com muitos bens materiais neste mundo pode viver com conforto, porém não poderá levá-los com ela para fora deste mundo. A única maneira de levar dinheiro para o Olam Habá é utilizando-o para fazer Mitzvót. O Talmud (Baba Batra 11a) descreve um incidente envolvendo o Rei Munbaz, que distribuiu todos os seus tesouros e os tesouros de seus ancestrais nos anos de seca, dando o dinheiro aos pobres. Seus irmãos e a família de seu pai se uniram contra ele para protestar contra suas ações, e disseram-lhe: "Seus antepassados ​​acumularam dinheiro em seus tesouros e adicionaram aos tesouros de seus antepassados, e você está distribuindo tudo aos pobres?". O Rei Munbaz disse a eles: "Não, meus ancestrais armazenaram aqui embaixo, enquanto eu estou armazenando lá em cima. Meus ancestrais guardaram tesouros em um lugar onde a mão humana pode alcançar, e assim seus tesouros poderiam ter sido roubados, enquanto eu estou guardando tesouros em um lugar onde a mão humana não pode alcançar, e assim eles estão seguros". O único dinheiro que verdadeiramente pertence ao homem no Mundo Vindouro é o que ele dá para Tzedaká. Por isso, a pessoa não dá o donativo, e sim o recebe, quando o transforma em Mitzvá.
 
O Rav Shlomo Breuer zt"l (Hungria, 1850 - Alemanha, 1926) também traz uma reflexão profunda sobre esse conceito de "pegar um donativo". Sempre quando "doamos", isto é, fazemos Chessed com o dinheiro, estamos de fato fazendo mais para nós mesmos do que para a pessoa a quem estamos doando. Nos ensina o Midrash: "Mais do que o dono da casa faz pela pessoa pobre, a pessoa pobre faz pelo dono da casa". Ao fazer uma doação, o dinheiro que o pobre recebe é temporário. Talvez pague a próxima refeição ou parte do aluguel. É algo finito. Por outro lado, a pessoa que doa, além de adquirir o Mundo Vindouro, recebe outro enorme benefício: ela adquire o efeito positivo que este ato de doação provoca em sua personalidade, em sua alma e em sua autoestima. Ao ajudar outras pessoas, portanto, estamos recebendo muito mais do que estamos doando.

O Rav Breuer ressalta que a primeira vez que encontramos um ato de Chessed de um ser humano na Torá foi com Avraham Avinu e seus convidados, que na verdade eram anjos disfarçados. Ao observarmos os detalhes dos atos de Avraham, perceberemos algo interessante. A Torá também utiliza a expressão "pegar" nos atos de Chessed de Avraham. Por exemplo: "que seja pego um pouco de água" (Bereshit 18:4) ou "Eu vou pegar pão" (Bereshit 18:5). Avraham deveria ter dito "que seja dada um pouco de água" e "Eu darei pão"! A resposta é que Avraham estava ensinando uma lição aos seus descendentes: "Meus filhos, vocês devem saber, para todas as futuras gerações, que quando você ajuda alguém, você não está dando, você está recebendo". Quando uma pessoa ajuda outra, ela faz mais por si mesma do que pela outra. É isso que a Torá está nos ensinando com a expressão "Pegue para Mim uma porção". Não importa se a pessoa doa para uma instituição ou para um indivíduo necessitado, o doador realmente está recebendo muito mais do que está doando.

Ensina o Rav Simcha Cohen que muitos louvores são mencionados na Torá em relação àquele que dá Tzedaká. Por exemplo, está dito que por este mérito são rasgados maus decretos Celestiais, a pessoa é salva da morte e ajuda as rezas da pessoa a serem recebidas por D'us, entre outros benefícios. Por que a Tzedaká é tão exaltada? Pois ela traz benefícios a quem recebe, mas também para quem doa. Ela ajuda a pessoa que está passando por dificuldades físicas e psicológicas, e ajuda a pessoa que doou a se desconectar do seu dinheiro, algo que é extremamente difícil. Portanto, o doador também se eleva com seu ato.
 
Nos ensina o Talmud (Baba Batra 9b): "Todo aquele que dá um pequeno valor a um pobre recebe seis Berachót, mas aquele que o encoraja com palavras recebe onze Berachót". Portanto, mesmo que uma pessoa não tenha dinheiro, ela pode ainda assim cumprir a Mitzvá de Chessed com palavras de consolo e incentivo ao necessitado. Mas por que recebe ainda mais Berachót? Pois é mais fácil tirar dinheiro do bolso do que doar apoio emocional ao próximo. A fala é um dos fundamentos da nossa alma. Doar palavras de incentivo e apoio é, portanto, como doar parte de si mesmo. Além disso, apesar de ser inegável a importância de darmos dinheiro aos necessitados, sem nenhuma dúvida é ainda mais importante darmos apoio emocional, incentivo e elogios. Muitas vezes isso pode salvar vidas e impedir pessoas de fazerem atos impensados. Ajude sempre, com o que você puder. Mas o principal é que seja com o coração. 

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 
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