sexta-feira, 18 de novembro de 2022

NUNCA DESISTA DO SEU POTENCIAL - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ CHAIEI SARA 5783

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MENSAGEM DA PARASHÁ CHAIEI SARA

 
ASSUNTOS DA PARASHÁ CHAIEI SARA
  • Falecimento de Sara.
  • Compra de um local para o enterro.
  • A busca de uma esposa para Itzchak.
  • Critérios de Eliezer.
  • Rivka atende os requisitos.
  • Eliezer reconta toda a história para a família de Rivka.
  • Ytzchak se casa com Rivka.
  • Avraham se casa com Keturá e tem filhos.
  • Falecimento de Avraham.
  • Descendentes de Ishmael.
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NUNCA DESISTA DO SEU POTENCIAL - PARASHÁ CHAIEI SARA 5783 (18/nov/22)

Shlomo nasceu em 1910, em uma pequena cidade na Polônia, o último de nove filhos. Antes de completar dois anos, seu pai faleceu. Seus primeiros anos de infância foram sofridos, ele não soube o que era ser criança. Todos os irmãos e irmãs morreram de doenças que naquela época não tinham cura. Sua mãe, fraca e doente, destruída por ter perdido oito filhos, implorou que D'us lhe desse forças para criar seu último filho. Porém, as contas de D'us nem sempre são entendidas, e logo em seguida ela foi atingida por uma doença fatal. Antes de deixar este mundo, ela implorou ao filho: "Shloime querido, prometa-me que você nunca deixará o judaísmo e sempre será forte contra todos os ventos que tentarão te derrubar". Shloime não entendeu aquele pedido profundo, mas prometeu, mesmo sem entender muito bem o que sua mãe queria dizer.

Shloime era uma criança de nove anos, sem pai e mãe, abandonado. Parentes distantes o acolheram, mas ele sempre sentiu falta do amor materno. Foi um bom aluno na escola, dedicado e elogiado pelos professores. Depois do Bar-Mitzvá, foi mandado para a Yeshivá. Aos poucos, as feridas da infância começaram a ser curadas e ele começou a imaginar um futuro melhor, pensando em montar a família que nunca teve.

Ele era aluno na Yeshivá de Novardok quando começou a Segunda Guerra Mundial. Com muitos milagres e Proteção Divina, ele conseguiu sobreviver. A força que o manteve vivo foi a Emuná, que sempre o acompanhou, mesmo nos piores momentos. Com 35 anos, ele ainda era um jovem solteiro, sem família.

Dois anos depois do final da guerra, finalmente Shlomo se casou com uma mulher jovem, que também havia passado pelos horrores da guerra. O casamento foi simples, mas a felicidade que construíram valia mais do que qualquer bem material. Nos primeiros anos de casamento, estavam muito felizes e unidos. Decidiram morar nos Estados Unidos, apesar das dificuldades, e sempre quiseram aumentar a família, mas D'us havia decidido que ainda não era o momento. Os traumas do holocausto feriram tanto a alma de sua esposa que ela não aguentou e, depois de vinte anos de casamento, ela devolveu sua alma a D'us. Outra vez Shlomo estava solitário no mundo. Aos 58 anos, dois anos antes da idade oficial de aposentadoria nos Estados Unidos, ele ficou com receio de ficar deprimido. Porém, lutou e não deixou que a depressão o dominasse. Começou a procurar novamente uma companheira, alguém com quem pudesse montar uma família. Apesar de seus amigos delicadamente tentarem convencê-lo a desistir da ideia, ele insistiu, até que conheceu uma jovem viúva com cinco filhos. Casaram, e Shlomo trabalhou pesado, em dois trabalhos, para trazer sustento à família da esposa. Chegava em casa à noite, cansado, e encontrava uma casa bagunçada e barulhenta, com gritos e brigas. Mas, para ele, mesmo em uma idade avançada, era um sonho. Era a família que sempre havia sonhado.

Depois de dois anos de casado, teve sua primeira filha, com a idade de 60 anos. Depois de cinco anos de casado, aos 63 anos, já tinha três meninas. Todos no hospital pensavam que ele era um "avô dedicado", não sabiam que era o pai mais feliz do mundo. Sua filha ficou noiva com a idade de 24 anos, quando ele tinha 84 anos. Durante o noivado, disse a todos que, após casar sua terceira filha, queria abrir uma Yeshivá para jovens com necessidades sentimentais especiais, pois tinha um espaço especial no coração para eles. As pessoas deram risada. Será que ele não havia entendido que já tinha 84 anos, e tinha mais duas filhas para casar?
 
Passaram-se 15 anos e, durante um casamento, um amigo viu uma pessoa muito alegre que não parava de dançar. Era Shlomo, que devia ter seus 99 anos. Quando o amigo perguntou por que ele estava no casamento, Shlomo respondeu com um sorriso: "O noivo é um dos alunos da minha Yeshivá".
 
Shlomo foi jogado no fundo do poço várias vezes na vida, mas nunca desistiu de nada, mesmo diante das maiores dificuldades.

Nesta semana lemos a Parashá Chaiei Sara (literalmente "A vida de Sara"), que descreve o falecimento de Avraham, nosso primeiro patriarca, e sua esposa Sara, nossa primeira matriarca, dois gigantes espirituais, pilares da humanidade, que deixaram ao mundo um incrível legado após terem levado uma vida de dedicação a cumprir a vontade de D'us e a ajudar o próximo. Eles passaram por muitas dificuldades na vida, entre testes difíceis e muitos sofrimentos, mas mesmo assim nunca perderam sua retidão.
 
Apesar de todos concordarem que D'us testou Avraham dez vezes, e que ele saiu vitorioso de todos os testes com louvor, há uma discussão entre os comentaristas da Torá sobre quais foram os dez testes. Além disso, a grande maioria dos comentaristas concorda que os dez testes foram ficando progressivamente mais complexos, pois cada vez que Avraham passava por um teste, D'us colocava-o diante de um teste diferente e mais difícil, para que ele pudesse provar que possuía o mais alto nível de Emuná. Também segundo a grande maioria dos comentaristas, o décimo e mais difícil teste da vida de Avraham foi a "Akeidá", o comando de D'us para que Avraham sacrificasse seu próprio filho, que foi descrito no final da Parashá da semana passada. Por que quase todos concordam que este foi o último teste de Avraham? Pois, afinal de contas, o que pode ser mais desafiador do que precisar sacrificar seu precioso filho, nascido em sua velhice, e que seria a continuidade de todo o seu trabalho espiritual de uma vida inteira?
 
Entretanto, o Rabeinu Yoná zt"l (Espanha, século 12)  discorda da maioria dos comentaristas e aponta a Akeidá como sendo o nono teste. De acordo ele, então, qual foi o décimo teste de Avraham? D'us havia prometido para Avraham e seus descendentes toda a Terra de Israel. Porém, quando Sara faleceu, Avraham não conseguia encontrar um lugar para enterrar sua esposa. Apesar de seus esforços de negociação com os Hititas, ele se viu forçado a comprar o terreno de Efron pela exorbitante soma de 400 moedas.
 
Porém, esta opinião do Rabeinu Yoná é difícil de ser compreendida. Entendemos que deve ter sido extremamente frustrante para Avraham ser forçado a pagar, e ainda mais uma grande soma, pela terra que D'us havia prometido a ele como seu direito legítimo. Isso ocorreu em um momento de estresse e sofrimento, após o falecimento de sua esposa. Porém, será que esta situação pode ser comparada ao teste da Akeidá, no qual Avraham estava disposto a sacrificar seu próprio filho? Não era apenas um teste emocional, havia muitas questões espirituais envolvidas. Ytzchak era a continuidade do trabalho de uma vida inteira de Avraham. Então como pode ter havido um teste ainda maior do que a Akeidá?
 
Explica o Rav Yssocher Frand que há uma tendência das pessoas de almejar os "anos dourados" de descanso. Elas trabalham duro por anos, lutando para serem profissionalmente bem sucedidas, para construírem uma reputação e providenciar um bom nível econômico para suas famílias. Então, chega um ponto na vida no qual a pessoa olha para trás, observa tudo o que fez e diz: "Basta! Já fiz tudo o que era esperado de mim. É hora de parar, de descansar e aproveitar a vida. Eu mereço, após tantas batalhas!". É com este pensamento que muitas pessoas passam seus anos após a aposentadoria viajando, jogando ou completamente ociosas, com a sensação de "dever cumprido".
 
Muitas vezes caímos no erro de pensar que  no campo espiritual o mesmo acontece, isto é, que devemos investir muito no nosso crescimento espiritual para que possamos chegar à nossa "aposentadoria espiritual", chegarmos ao ponto no qual podemos dizer: "Já fiz o bastante, agora quero descansar!". Por que é um equívoco pensar desta maneira? Pois no campo espiritual não existe "aposentadoria", não existe "ficar espiritualmente parado", o tempo todo estamos subindo ou descendo. Na área espiritual, se uma pessoa se "aposenta", imediatamente ela entra em declínio. A luta pelo crescimento espiritual não termina até o último suspiro.
 
Este conceito espiritual nos ajuda a responder nosso questionamento em relação à opinião do Rabeinu Yoná sobre o último teste de Avraham. Quando Avraham retornou da Akeidá, ele havia alcançado um nível espiritual tão elevado que o povo judeu foi sustentado através da história pelo seu mérito. Na Akeidá, Avraham utilizou cada medida de coragem e força que possuía  para lidar com aquela difícil situação. Ele precisou anular seus sentimentos de bondade e compaixão para cumprir a vontade de D'us, e conseguiu. Avraham encontrou a força e a Emuná necessárias, prontificando-se com agilidade a sacrificar seu filho, conforme D'us havia lhe comandado. E, no final, tudo parecia ter saído bem. Avraham foi bem sucedido no teste e a vida de seu filho foi poupada. Ele voltou para casa aliviado, pronto a compartilhar sua experiência com Sara. Imagine o choque que ele teve ao encontrá-la morta, e a tremenda frustração diante de tantas dificuldades encontradas para enterrá-la.
 
Avraham poderia ter facilmente reclamado e dito: "Chega, D'us! Por mais quantos testes eu tenho que passar na vida? Não foi suficiente o teste da Akeidá? Santifiquei o Seu Nome, cumpri Sua vontade em cada detalhe, trouxe pessoas para os Seus caminhos. Por acaso não mereço um pouco de paz e sossego?". Este foi o último teste. Avraham poderia facilmente ter reagido instintivamente, como a maioria das pessoas faria, reclamando e exigindo sua "aposentadoria espiritual". No entanto, ele não o fez. Ele percebeu que tinha uma lição mais importante para ensinar ao mundo. Com seu exemplo, ele poderia ensinar aos futuros descendentes que não existe descanso no trabalho espiritual, que ser um fiel servo de D'us é literalmente o trabalho de uma vida toda, sem direito a "aposentadoria" neste mundo. Este também é o nosso maior teste: não desistir dos nossos sonhos, não se entregar diante das dificuldades da vida. Somente assim chegaremos ao nosso verdadeiro objetivo.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 
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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

BONDADES FAZEM BEM AO DOADOR - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAIERÁ 5783

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ASSUNTOS DA PARASHÁ VAIERÁ
  • D'us visita Avraham após o Brit-Milá, aos 99 anos.
  • Os 3 Beduínos visitantes.
  • Promessa de um filho para Sara.
  • Anjos vão para Sdom.
  • Destruição de Sdom.
  • Nascimento de Amon e Moav.
  • Sequestro de Sara porAvimelech.
  • Nascimento de Itzchak.
  • 9º teste de Avraham: Expulsão de Hagar e Ishmael.
  • O Tratado de Beer Sheva.
  • 10º teste de Avraham: Akeidat Ytzchak.
  • Nascimento de Rivka.
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BONDADES FAZEM BEM AO DOADOR - PARASHÁ VAIERÁ 5783 (11/Nov/22)

"Moishe, que vivia nos Estados Unidos, havia entrado para o ramo de hotelaria. Ele alugou um pequeno hotel perto da Filadélfia, um local cheio de turistas o ano inteiro, e durante muito tempo conseguiu dirigir bem os negócios, até o início de uma forte crise econômica. O pequeno hotel de Moishe sofreu uma significativa redução de hóspedes e, mês após mês, as entradas foram diminuindo.

Certa vez, ao chegar o dia do pagamento do aluguel, Moishe não tinha dinheiro suficiente. Ele pediu mais alguns dias, mas o proprietário estava irredutível. Sem alternativa, Moishe foi ao banco e retirou todo o dinheiro que estava guardado para o casamento dos filhos. Nos meses seguintes, também não houve entradas suficientes e Moishe foi obrigado a utilizar todas as economias para pagar os aluguéis.

Os filhos de Moishe escutavam o pai suplicando ao dono do hotel e viam o desespero estampado em seu rosto. Certa noite, as crianças escutaram Moishe dizer à esposa: "Se eu não pagar este mês, o dono nos despejará, e aí não teremos mais fonte de sustento e nem lugar para dormir. Eu não sei o que fazer!".

Na manhã seguinte, Moishe estava dando uma volta pelo hotel quando viu Yankele, seu filho de oito anos, em frente a uma mesinha colocada perto da entrada principal. Nela havia algumas garrafas de limonada e, em um grande cartaz feito de papelão, estava escrito: "Por favor, ajudem-me a salvar minha família! Comprem um copo de limonada por dois dólares". Moishe se emocionou com a atitude do filho. Com lágrimas nos olhos, disse: "Vá brincar, meu querido. Eu vou encontrar uma solução".

Apesar disso, Yankele decidiu continuar sua missão. Porém, não foi o sucesso que esperava. Apenas seis pessoas compraram limonada, gerando uma renda de doze dólares. Era uma soma grande para um garoto de oito anos, porém longe do valor necessário para o aluguel. Mas ele não desistiu, e na manhã seguinte voltou ao mesmo local. Até a metade do dia ele havia vendido apenas três copos, até que um carro parou e o motorista comprou um copo de limonada. O motorista, muito simpático, iniciou uma longa conversa com o garoto. Yankele não sabia, mas o homem era o redator chefe da revista semanal mais famosa dos Estados Unidos.

No fim de semana, a foto de Yankele, junto ao cartaz pedindo ajuda à sua família, apareceu estampada na capa da revista. Em seu interior, uma comovente reportagem sobre a história do menino que estava tentando salvar sua família. Naquele mesmo fim de semana, centenas de motoristas pararam para comprar um copo de limonada, pessoas que vieram de diversos pontos da cidade só para ajudá-lo. Yankele teve que pedir ajuda aos seus dois irmãos e a um amigo da escola para dar conta de tantos pedidos. Em duas semanas ele conseguiu vender três mil copos de limonada, arrecadando um total de seis mil dólares!

Moishe e sua esposa estavam comovidos com o milagre. Seu pequeno filho havia conseguido reunir em tempo recorde metade da dívida. O proprietário do hotel também se emocionou ao ler a reportagem com o menino e disse a Moishe que reduziria o valor do aluguel, além de facilitar os pagamentos. Todos estavam felizes, mas especialmente Yankele, que além de ter ajudado a salvar a situação da sua família, virou "capa de revista" e um verdadeiro "herói nacional".
 
Qualquer tipo de bom ato, mesmo que seja algo pequeno, repercute nos Céus e têm uma grande influência sobre nossas vidas. Além disso, toda bondade que fazemos aos outros acaba voltando a nós mesmos.

Nesta semana lemos a Parashá Vaierá (literalmente "E apareceu"), que continua descrevendo os difíceis testes que Avraham passou na vida e traz dois assuntos muito interessantes. O primeiro assunto é a definição de Avraham como o nosso maior modelo de como fazer o bem, com esforços sobre-humanos para exercer a bondade e a caridade. O segundo assunto é a destruição da cidade de Sdom, onde o sobrinho de Avraham havia decidido viver. Era uma cidade de pessoas perversas e cruéis, que criaram leis para condenar qualquer tipo de ato de bondade, como oferecer comida ou estadia aos necessitados. As punições eram extremamente cruéis, para serem exemplares e impedir qualquer um de fazer o bem. Qual é a conexão entre estes dois assuntos?
 
A conexão mais óbvia é que, enquanto Avraham estava construindo um dos pilares do mundo, como ensinam nossos sábios: "Sobre três coisas o mundo se sustenta: sobre a Torá, sobre o Serviço Divino e sobre o Chessed" (Pirkei Avót 1:2), Sdom estava demolindo um dos pilares, ao criar leis cruéis que impediam e puniam aqueles que faziam o bem.
 
Porém, há outra conexão interessante entre estes dois assuntos, mas que, para percebermos, precisamos nos aprofundar um pouco mais. O primeiro assunto ensina como Avraham se destacou na Mitzvá de "Hachnassat Orchim", receber convidados. Ele era um anfitrião por excelência, que não poupava esforços nem dinheiro para tratar, mesmo as pessoas mais simples, como reis. D'us fez com que o sol ficasse escaldante no terceiro após o Brit-Milá de Avraham, o dia mais doloroso, para que não houvesse ninguém caminhando nas estradas. Desta forma, Avraham poderia descansar e se recuperar. No entanto, Avraham estava angustiado por não ter convidados em sua tenda. Para tranquilizá-lo, D'us enviou três anjos, com aparência de beduínos. Anjos são seres espirituais, que não precisam de comida e, de fato, não podem comer. Portanto, eles apenas fingiram estar comendo a comida que Avraham lhes serviu.
 
Esse detalhe desperta um questionamento óbvio: se Avraham estava tão aflito, a ponto de fazer D'us "alterar Seus planos" e enviar convidados para que Avraham pudesse alimentá-los, então por que Ele enviou anjos, que não podiam comer? D'us poderia ter tornado o clima novamente mais ameno, fazendo com que pessoas de carne e osso caminhassem pelas estradas e, inevitavelmente, alguém com fome passaria perto da casa de Avraham. Isso não seria mais lógico do que fazer Avraham se esforçar desnecessariamente, preparando uma suntuosa refeição para anjos que apenas fingiram estar comendo?
 
Já o segundo assunto é o plano de D'us de destruir Sdom. D'us inicialmente omitiu este plano de Avraham. Porém, logo depois Ele "voltou atrás", como está escrito: "E D'us disse: 'Eu deveria esconder de Avraham o que estou fazendo?'" (Bereshit 18:17). D'us então informou Seus planos a Avraham. Mas qual foi o propósito de informar Avraham? Dar a oportunidade de ele rezar e negociar pela salvação de Sdom, como ele fez.
 
Porém, aqui também há um questionamento óbvio. No final das contas, D'us já sabia de antemão que não havia cinquenta pessoas em Sdom dignas de serem salvas, nem trinta, e nem mesmo dez. Portanto, Ele sabia que eventualmente a cidade seria destruída. Sendo assim, qual foi o ganho em dar esta informação a Avraham? D'us quis dar a chance de Avraham rezar por Sdom, mesmo sabendo que suas Tefilót não seriam aceitas? Qual é a lógica? As Tefilót de Avraham foram em vão?
 
Explica o Rav Yssocher Frand que a resposta para as duas perguntas é o mesmo conceito espiritual. Poderíamos pensar que a Mitzvá de Hachnassat Orchim é benéfica apenas para  os convidados necessitados. Mas a Parashá nos ensina que ela é uma Mitzvá cujo benefício também se estende ao anfitrião. O Midrash diz que mais do que o anfitrião faz pelos convidados, os convidados fazem pelo anfitrião. Se alguém precisa de comida, D'us vai fazer com que ela chegue ao necessitado. Se um indivíduo ou uma instituição necessitam de dinheiro, D'us vai providenciar o necessário para eles. Ele tem Seus caminhos. D'us procura apenas bons "intermediários" para cumprir a Sua vontade. E aqueles que escolhem fazer o bem são recompensados por isso.
 
É por isso que a primeira vez em que o conceito de Hachnassat Orchim  aparece na Torá, ele vem relacionado a anjos, seres que não necessitavam da bondade que receberam, para nos ensinar que o anfitrião deve sempre lembrar que é ele quem precisa da Mitzvá. Ele não deve pensar que está fazendo um grande favor aos seus convidados, pois, no final das contas, ele está fazendo um favor para si mesmo. Quando a pessoa doa algo, no final das contas é ela que está recebendo. De fato, está recebendo a oportunidade de realizar um ato de bondade.
 
O mesmo se aplica à Tefilá de Avraham por Sdom. D'us estava fazendo um favor a Avraham. Ao fazermos Tefilá por outra pessoa, sendo bem sucedidos ou não, nos tornamos pessoas melhores em virtude dessa Tefilá. D'us quis proporcionar a Avraham a oportunidade de sentir empatia, de refletir sobre a iminente tragédia em Sdom, para ao menos tentar evitar a tragédia. Alguém que sente a dor do próximo e se disponibiliza a ajudar os outros se torna uma pessoa melhor devido a esse esforço.
 
Muitas vezes em nossas vidas rezamos em prol dos outros. Às vezes estas rezas parecem não ser aceitas. Nessas situações tendemos a pensar "todos os Tehilim e Tefilót que eu fiz foram em vão, pois a pessoa não se recuperou ou sua situação não melhorou!". Porém, isso é um grande erro. As Tefilót não foram à toa. Em primeiro lugar, cada Tefilá fica guardada, para ser utilizada no momento em que for mais propício, de acordo com os cálculos de D'us, cuja sabedoria é infinita. Além disso, a Tefilá sim valeu imediatamente, pois nos tornamos pessoas melhores, já que foram Tefilót recitadas com carinho e preocupação com o próximo. D'us não mede o sucesso pelos resultados, e sim pelos esforços.

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 
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