quinta-feira, 5 de agosto de 2021

FAZENDO BONDADES COM ALEGRIA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ REÊ 5781

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
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  • O Ano de Shmitá.
  • Emprestando dinheiro.
  • O Escravo judeu.
  • Animais primogênitos.
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BS"D

FAZENDO BONDADES COM ALEGRIA - PARASHÁ REÊ 5781 (06 de agosto de 2021)

 
"O Rav Yeshayahu Heber zt"l, que faleceu recentemente devido ao Covid, foi o fundador da instituição "Matnat Chaim", uma organização israelense que incentiva e facilita as doações de rins. Eles ajudam pessoas que precisam de transplante de rim a encontrar um doador compatível e já fizeram mais de oitocentos transplantes. Diferente de outros órgãos, doar um rim é possível até mesmo para pessoas vivas, já que nascemos com dois rins, mas é possível viver com apenas um. Com muita dedicação, a instituição "Matnat Chaim" consegue tocar o coração das pessoas e sensibilizá-las a ponto de conseguir até mesmo doações de rins para receptores que não são familiares dos doadores.
 
Certa vez o Rav Yeshayahu colocou no jornal um anúncio emocionado, procurando alguém que pudesse doar um rim para uma moça que tinha onze filhos e precisava urgentemente de um rim. Na sexta-feira de manhã tocou o telefone do escritório dele. O rabino atendeu e percebeu, pela voz da mulher do outro lado da linha, que tratava-se de uma senhora idosa. Ele não entendeu porque uma senhora idosa estava ligando para aquela instituição. Será que ela gostaria de doar um rim? Porém, sendo uma senhora idosa, certamente não poderia ser uma potencial doadora. Para a surpresa do rabino, a senhora disse:
 
- Rabino, eu vi o seu anúncio no jornal, sobre a doação de um rim para essa mãe de onze crianças, e fiquei muito sensibilizada. Sabe, rabino, eu tenho 92 anos. Infelizmente, apesar de querer muito, eu sei que não posso doar um rim para ela. Então por que estou ligando? Pois mais tarde, se D'us quiser, eu vou acender as velas de Shabat, e gostaria muito de poder ajudar esta moça. Então, por favor, ao menos me fale qual é o nome dela, para que eu possa rezar por ela logo após o acendimento das velas de Shabat.
 
Naquele momento o rabino fez uma incrível reflexão. Existem muitas formas de fazer bondade. Normalmente, em relação à instituição "Matnat Chaim", as pessoas pensam: "Se eu não posso doar meu rim, então não posso fazer nada pelo doente". Mas isso não é verdade. Há outras formas de ajudar as pessoas que estão precisando de um transplante.
 
O gesto daquela senhora foi muito nobre. Foi uma das maiores doações de órgãos que alguém poderia fazer, pois ela doou seu coração."
 
Da próxima vez em que você ouvir falar de alguém que está precisando de algo, mesmo que você não tenha como fornecer o que esta pessoa precisa, ainda assim você pode ajudar. Sempre que possível, anote o nome dessa pessoa e reze por ela. Esta já é uma gigantesca ajuda.

Nesta semana lemos a Parashá Reê (literalmente "Veja"), na qual Moshé continua preparando o povo judeu para a entrada na Terra de Israel. Novamente Moshé ressaltou a santidade da Terra de Israel e os cuidados no contato com os povos que já viviam lá, idólatras e imorais. Além disso, Moshé reforçou o cumprimento de algumas Mitzvót importantes, como as leis de Kashrut, as leis de Shemitá (Ano Sabático, o fim de um ciclo de sete anos, no qual as terras "descansavam") e a obrigação de fazermos bondades com os menos afortunados.
 
Na Terra de Israel se aplicam algumas leis diferentes em relação aos produtos agrícolas. Por exemplo, algumas partes da colheita precisam ser separadas e destinadas a alguns fins específicos. Por exemplo, aproximadamente 2% da produção era separada e presenteada aos Cohanim, sendo esta porção conhecida como "Terumá Guedolá" (literalmente "Grande porção"). Do que sobrou, 10% era separado e presenteado aos Leviim, sendo esta porção conhecida como "Maasser Rishon" (literalmente "Primeiro dízimo"). Já a Parashá desta semana traz mais duas porções, o "Maasser Sheni" e o "Maasser Ani". Do que havia sobrado da colheita após a retirada da Terumá Guedolá e do Maasser Rishon, mais 10% era separado, mas a destinação desta porção dependia de qual era o ano em relação ao ciclo de Shemitá. No primeiro, segundo, quarto e quinto anos do ciclo de Shemitá, esta porção era chamada de "Maasser Sheni" (literalmente "Segundo dízimo") e deveria ser levada e consumida pelo dono da colheita em Jerusalém, já que tratava-se de frutas com santidade. Já no terceiro e no sexto anos do ciclo de Shemitá, esta porção era chamada de "Maasser Ani" (literalmente "Dízimo do pobre") e deveria ser entregue aos pobres.
 
À primeira vista, parece que a ordem do Maaasser Sheni e do Maaasser Ani deveria ter sido invertida. Por que os proprietários de terras não eram obrigados em primeiro lugar a compartilhar parte da sua colheita com os pobres, para somente depois desfrutar de sua colheita em Jerusalém? Em outras palavras, por que D'us não determinou que o Maaasser Ani fosse dado aos pobres no início do ciclo de Shemitá, e só depois de alimentar os pobres os donos poderiam ter proveito do seu Maasser Sheni em Jerusalém?
 
Explica o Rav Zev Leff que uma das atitudes mais honrosas de um ser humano é a preocupação com o próximo, em especial com os menos afortunados. Porém, D'us não se importa apenas com a quantidade que uma pessoa doa, mas também com a qualidade deste ato de doação. A pessoa que doa deve fazer a doação de todo o coração, com alegria pela possibilidade de estar ajudando o próximo. Isso é muito importante, pois o necessitado sente quando a doação é feita de má vontade, e isso é humilhante, pois a doação é acompanhada de um sentimento negativo, como se o pobre estivesse sendo um grande peso para o doador. Doar com alegria é algo tão importante que o Rambam (Maimônides) (Espanha, 1135 - Egito, 1204) afirma que a Tzedaká deve ser dada com um semblante alegre, pois aquele que dá Tzedaká com um semblante descontente está anulando a Mitzvá. Isso significa que a atitude com a qual alguém dá Tzedaká é intrínseca à própria Mitzvá.
 
D'us não quer que façamos bondades apenas como robôs, querendo somente nos isentar da nossa obrigação. Assim o profeta define o que D'us quer de nós: "Que façam justiça, amem o Chessed (bondade) e andem modestamente com D'us" (Michá 6:8). Em relação à justiça está escrito apenas que devemos ser justos. Porém, em relação ao Chessed, D'us exige o amor pelo Chessed. Quando amamos algo, não medimos esforços, mergulhamos de cabeça. É isso que D'us espera de nós em relação à bondade com os necessitados, que seja um ato de amor e compaixão, não um ato mecânico. Não basta fazer Chessed, precisamos amar o Chessed.
 
Mais do que qualquer outra Mitsvá, a Tzedaká é parte da essência do povo judeu e a fonte de nossa futura redenção. Qual é a melhor qualidade que uma pessoa pode possuir? De acordo com nossos sábios, é um bom coração, pois incluiu todos os outros bons traços de caráter (Pirkei Avót 2:9). Ter um bom coração se expressa justamente nas atitudes de Chessed e na preocupação com o bem estar do próximo.
 
O objetivo do nosso esforço neste mundo é o aperfeiçoamento das nossas almas. As Mitzvót são o meio para atingir esse objetivo. Existem duas Mitzvót que nos permitem emular D'us e, desta maneira, nos conectarmos a Ele de uma maneira mais forte. A primeira Mitzvá é o estudo da Torá e a segunda Mitzvá é o Chessed. Quando D'us nos entregou a Torá, nos entregou algo além do "manual de instruções" de como viver a vida. Através do estudo da Torá nos ligamos à "mente" de D'us, como se estivéssemos entendendo como Ele pensa. É uma oportunidade de conexão única.
 
A segunda Mitzvá é o Chessed. A base de toda a existência é o desejo de D'us de fazer o bem à Sua criação. Portanto, quando fazemos atos de Chessed com vontade e amor, seguimos os passos de D'us. Avraham descobriu D'us justamente através da característica de Chessed, ao reconhecer a bondade inerente à criação. Ele desejava tanto realizar atos de Chessed que, mesmo quando sentia terríveis dores após seu Brit Milá aos 99 anos, sofreu ainda mais quando nenhum convidado apareceu. Nossa matriarca Rivka também se distinguia por seu amor pelo Chessed, e foi através dessa qualidade que Eliezer, o servo de Avraham, a testou, para saber se ela era apropriada para fazer parte da família de Avraham.
 
Desta maneira é possível entender a ordem do Maasser Sheni e do Maasser Ani. Ao ordenar que trouxéssemos um décimo das nossas colheitas para Jerusalém, para consumirmos e nos alegrarmos lá, D'us nos ensinou duas lições vitais. A primeira é que nossos bens materiais são um presente de D'us e Ele pode ditar as regras de como devemos usar essa generosidade material. A segunda é que usar a riqueza material da maneira ensinada por D'us gera sentimentos de alegria e santidade.
 
Uma vez que tenhamos internalizado essas duas lições nos primeiros dois anos do ciclo de Shemitá, podemos oferecer essa generosidade aos pobres no terceiro ano, não de uma maneira superficial, mas com alegria e com um verdadeiro sentimento de amor pelo Chessed.
 
Estamos entrando no último mês do ano, Elul. É o último mês de preparação para Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento. As letras de Elul estão indicadas nas iniciais das palavras do versículo "Ani Ledodi VeDodi Li", que significa "Eu sou para o meu Amado e o meu Amado é para mim". Isto nos ensina que nosso relacionamento com D'us pode ser intensificado neste momento do ano. Para conseguir isso, devemos aumentar o nosso estudo de Torá e nos condicionarmos não apenas a fazer Chessed, mas a amá-lo. Desta maneira, a conexão espiritual criada em Elul poderá ser levada para o ano inteiro.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

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quinta-feira, 29 de julho de 2021

INSPIRE-SE NO PASSADO E CONFIE NO FUTURO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ EKEV 5781

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BS"D

INSPIRE-SE NO PASSADO E CONFIE NO FUTURO - PARASHÁ EKEV 5781 (30 de julho de 2021)

 
Shmuel, um próspero comerciante, tinha uma loja com a qual sustentava sua família. Ele ficou muito chateado quando um concorrente abriu uma loja bem em frente à sua, vendendo exatamente os mesmos produtos. Será que aquele desalmado não poderia montar sua loja em outro lugar? Agora como ele conseguiria sustentar sua família?
 
Certo dia, no auge da sua angústia, Shmuel tomou uma decisão. Pegou seu cavalo e viajou até a longínqua cidade de Tzans. Ele visitou o Rebe de Tzans e, com o coração machucado, começou a reclamar do dono da loja concorrente, dizendo que ele estava acabando com seu sustento. Ele pediu para que o Rebe intervisse e pedisse para que o concorrente fechasse a loja o mais rápido possível. O Rebe escutou o relato do homem e perguntou:
 
- Você mora muito longe. Provavelmente você veio até Tzans de cavalo. E certamente o cavalo bebeu água diversas vezes durante esta longa viagem. Você prestou atenção se acontecia algo esquisito todas as vezem em que seu cavalo bebia água no rio?  
 
- Não vi nada de anormal – respondeu Shmuel, sem saber aonde o Rebe queria chegar.

- Talvez você não percebeu, mas toda vez que o cavalo inclina a cabeça para beber água no rio, ao invés de beber a água imediatamente, antes ele dá algumas patadas nela, e só depois começa a beber - disse o Rebe -  E qual é o motivo disso? Quando o cavalo inclina a cabeça para beber nas límpidas águas do rio, ele vê na sua frente um outro cavalo, que também está se posicionando para beber da mesma água. Na realidade, o que ele está vendo é a sua própria imagem refletida na água. Porém, como ele é um cavalo, não sabe que é a sua própria imagem que ele está vendo e, portanto, pensa que há outro cavalo querendo beber da "sua" água. Ele pensa assim: "Esse cavalo atrevido vem aqui no meu pedaço justamente na hora em que eu quero beber. Tanto lugar sobrando e ele tinha que vir beber justamente aqui?". O cavalo então pensa que seu "concorrente" vai beber toda a água e, por isso, começa a dar patadas na água até ela ficar enlameada. Ao não conseguir mais ver seu reflexo, ele pensa que conseguiu expulsar o outro cavalo. Só então ele se acalma e começa a beber a água.

- Veja bem - continuou o Rebe - O cavalo não tem a capacidade de entender que não há outro cavalo, que tudo é apenas uma ilusão. E mesmo se houvesse outro cavalo, que diferença faria se ele bebesse também? Por acaso no rio não há água suficiente para centenas de cavalos? No final das contas, a única coisa que ele ganhou foi ter bebido lama ao invés de uma água cristalina.

- Assim sendo - concluiu o Rebe - gostaria de lhe perguntar: o que importa se o outro comerciante abriu uma loja perto da sua? Você acha que ele está tirando seus clientes e seu sustento? Nós sabemos que o sustento de uma pessoa é decretado em Rosh Hashaná, e sabemos que nenhuma pessoa encosta no que está destinado a outra pessoa, nem mesmo um fio de cabelo. Também sabemos que o "rio" do Criador do mundo é infinito. A verdade é que seu sustento não está sendo afetado. No entanto, sua preocupação e angústia fazem com que você acabe "bebendo lama". Portanto, confie em D'us e volte tranquilo para sua loja!"

Nesta semana lemos a Parashá Ekev (literalmente "Se"), que continua com os discursos finais de Moshé, tentando preparar o povo, espiritualmente e psicologicamente, para a tão esperada entrada na Terra de Israel. Moshé advertiu o povo a não ter contato com os povos idólatras da Terra de Israel, ressaltando a importância de destruir todos os tipos de idolatria, para que não recebessem nenhum tipo de influência espiritual negativa.
 
A Parashá começa com Moshé relembrando a recompensa que recebemos quando cumprimos a vontade de D'us, que inclui todos os tipos de Brachót e proteção contra sofrimentos e dificuldades. Entre as Brachót condicionais prometidas por D'us está a vitória na guerra contra os nossos inimigos. Quando Moshé mencionou o assunto das guerras de conquista da Terra de Israel, ele quis fortalecer a Emuná do povo judeu, e tinha um forte motivo para isso. Logo após terem recebido a Torá no Monte Sinai, o povo judeu deveria ter entrado imediatamente na Terra de Israel, uma terra com muita santidade, onde poderiam cumprir a Torá em sua totalidade. Porém, um dos piores erros do povo judeu foi ter enviado espiões para olhar a Terra de Israel, não como uma missão estratégica, e sim por falta de Emuná, por não terem confiado em D'us, apesar de Ele ter garantido que a Terra de Israel era boa e que eles conseguiriam conquista-la. A consequência foi que 10 espiões voltaram falando mal da Terra de Israel, argumentando que seria impossível conquistá-la, pois os habitantes eram muito fortes e as cidades muito fortificadas. O povo teve medo e chorou, novamente demonstrando sua falta de confiança em D'us, e aquela geração recebeu o terrível decreto de nunca mais entrar na Terra de Israel. Quase 40 anos depois, Moshé teve medo que o mesmo sentimento de medo e apreensão se repetiria. Por isso ele sentiu a necessidade de dar um reforço na Emuná do povo, como está escrito: "E você vai falar no seu coração: 'Estas nações são mais numerosas que nós, como é que que poderei conquistá-las?'. Não as tema, lembre-se do que Hashem, teu D'us, fez com o Faraó e com todo o Egito" (Devarim 7:17-18).
 
Porém, destas palavras de Moshé surge uma pergunta. Por que Moshé não deu seu reforço de Emuná simplesmente dizendo que D'us poderia fazer milagres e os ajudaria na conquista da Terra de Israel? Por que foi necessário mencionar o que havia acontecido na saída do Egito?
 
Para responder este questionamento, antes de tudo precisamos entender qual é o principal motivo das nossas preocupações. A preocupação normalmente é resultado do medo que temos de situações com as quais não saberemos lidar. É o medo do desconhecido, dos problemas que não estamos acostumados a resolver. Temos a tendência de querer ficar na nossa zona de conforto, e qualquer desafio que nos obriga a sair da zona de conforto nos preocupa. Pessoas chegam a ficar sem dormir antes de uma entrevista de emprego, quando estão endividadas ou preocupadas com o casamento dos filhos. Então qual é a solução para as nossas preocupações e medos?
 
Moshé nos ensinou que a solução para as preocupações é a Emuná, a confiança em D'us. Se a preocupação é o medo de não conseguir resolver uma situação nova, então a solução é lembrarmos como D'us já nos ajudou em situações similares no passado, e desta maneira será mais fácil lidar com os problemas atuais. Foi justamente isso que Moshé quis despertar no coração do povo judeu ao sugerir que, caso novamente surgisse o medo do desconhecido no coração deles e eles começassem a questionar se seriam capazes de derrotar as nações que viviam na Terra de Israel, eles deveriam se lembrar das experiências passadas, da forma como D'us os havia ajudado em situações semelhantes de dificuldade, como ocorreu quando estavam escravizados no Egito, imersos em sofrimentos. Nunca um escravo havia conseguido fugir do Egito. Os judeus já estavam há mais de 200 anos, sem nenhuma perspectiva de conseguir sua tão sonhada liberdade. E quando ninguém esperava, D'us veio, com Mão forte e Braço estendido, com milagres e com sinais, e os retirou do Egito, no meio do dia, diante dos olhos dos egípcios que nada podiam fazer. O mesmo D'us que havia feito tantos milagres aos olhos de todo o povo certamente poderia fazer novamente milagres na conquista da Terra de Israel, então não havia nada a temer.
 
Explica o Rav Zelig Pliskin que este ensinamento de Moshé não foi apenas para a geração do deserto, mas uma regra que podemos utilizar em todos os momentos da vida nos quais estivermos passando por dificuldades. Sempre que surgirem preocupações, imediatamente devemos parar e lembrar tudo o que D'us já fez por nós no passado, de como Ele nos ajudou a lidar com as dificuldades e a superar desafios que pareciam instransponíveis. Desta maneira garantiremos que nosso coração ficará tranquilo, livre de preocupações. Sempre que estivermos preocupados com o futuro, devemos perguntar a nós mesmos: "De que forma D'us já me mostrou no passado que Ele pode me ajudar a superar uma situação como essa?".
 
Podemos utilizar esta regra, de lembrar dos sucessos do passado, em todas as áreas da vida. Por exemplo, ao nos depararmos com dificuldades financeiras, devemos nos lembrar de como já ficamos preocupados no passado com assuntos financeiros e, no final das contas, conseguimos lidar com eles. Ao ficar com medo de não ir bem em um teste ou em uma entrevista de emprego, devemos nos lembrar de como já nos sentimos assim no passado e, apesar das preocupações, conseguimos ter sucesso. Sempre que tememos novas situações, devemos nos lembrar de outras novas situações com as quais já ficamos preocupados, mas que, no final, conseguimos lidar bem com elas.
 
Toda preocupação é, em última instância, uma demonstração de falta de Emuná. Para superar esta falha, devemos lembrar de duas coisas. Em primeiro lugar, D'us é Onipotente e, portanto, pode nos ajudar a vencer qualquer obstáculo, mesmo aqueles que parecem intransponíveis. Foi D'us que criou todas as leis da natureza e Ele pode, sempre que desejar, quebrar estas leis, como já fez diversas vezes na história. Além disso, precisamos lembrar que a grande maioria das coisas que tanto tememos nunca acontecem. Criamos temores em nossas cabeças e corações, mas que, na prática, acabam nunca se concretizando. Por exemplo, quando uma pessoa vai a um lugar novo, já começa a se preocupar e se questionar: "E se eu não encontrar o lugar?", "E se eu não conseguir encontrar vaga para estacionar?", "E se eu não souber voltar?". Na prática, a pessoa acaba encontrando facilmente um lugar para estacionar ao lado do lugar onde precisava ir e volta tranquilamente para casa. Quantas preocupações desnecessárias, que nunca se materializaram! O correto seria tomar as precauções necessárias, como utilizar um aplicativo de orientação e identificar estacionamentos na região, mas sempre com a tranquilidade de saber que, na realidade, não é o "waze" que nos guia, e sim D'us.
 

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