quinta-feira, 22 de abril de 2021

A VIDA É O MAIS IMPORTANTE? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT ACHAREI MÓT E KEDOSHIM 5781

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
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PARASHIÓT ACHAREI MÓT E KEDOSHIM



São Paulo: 17h25                  Rio de Janeiro: 17h13 
Belo Horizonte: 17h18                  Jerusalém: 18h38
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VÍDEO DAS PARASHIÓT ACHAREI MÓT E KEDOSHIM
ASSUNTOS DA PARASHÁ
 
PARASHAT ACHAREI MÓT
  • Lembrança da morte dos filhos de Aharon, Nadav e Avihu.
  • O Serviço de Yom Kipur.
  • Sacrifício de animais fora do Mishkan.
  • Proibição de comer sangue.
  • Mitzvá de cobrir o sangue derramado na Shechitá.
  • Viva pelas Mitzvót
  • Não viver como os outros povos
  • Relacionamentos proibidos.
  • Idolatria de Molech
  • Outras Relações Proibidas.
  • Santidade de Eretz Israel.
PARASHAT KEDOSHIM
  • Leis de Santidade.
  • Honrar os pais.
  • Shabat.
  • Proibição de Idolatria.
  • Leis de Korbanót.
  • Ajuda aos necessitados (Leket, Shichechá e Peá).
  • Honestidade nos negócios.
  • Não desviar a justiça.
  • Ame ao próximo como a si mesmo.
  • Misturas proibidas (Kilaim e Shaatnez).
  • Orlá.
  • Proibição de fazer tatuagem.
  • Não envergonhar os estrangeiros.
  • Casamentos proibidos e castigos.
BS"D

A VIDA É O MAIS IMPORTANTE? - PARASHIÓT ACHAREI MÓT E KEDOSHIM 5781 (23/abril/2021)

 
"O Sr. Yossef era um judeu já bem idoso, com a saúde bastante comprometida. Ao fazer exames de rotina, alguns dias antes de Yom Kipur, ele aproveitou para perguntar ao médico se havia algum problema em jejuar. O médico disse ao Sr. Yossef que certamente ele não poderia fazer nenhum jejum, pois isso colocaria sua vida em risco. Os exames não estavam bons e ele precisava se cuidar.
 
Desesperado, o Sr. Yossef foi falar com o rabino da sinagoga. O rabino sugeriu que ele escutasse a opinião de outro médico, mas que fosse dessa vez a um médico judeu religioso, que além de saber medicina também entendesse a importância do jejum de Yom Kipur. O Sr. Yossef levou todos os seus exames e foi para a consulta, esperançoso que o médico o permitiria jejuar. Porém, para a sua enorme tristeza, o médico religioso também argumentou que, com a idade dele e os maus resultados dos exames, seria muito perigoso ele jejuar.
 
O Sr. Yossef chegou muito triste na sinagoga e foi diretamente contar ao rabino o que o médico havia falado.
 
- Sinto muito - disse o rabino - mas o correto neste caso é escutar a orientação médica. Trata-se de um risco de vida, e a Torá é clara neste caso. O senhor não deve jejuar em Yom Kipur.
 
Porém, o Sr. Yossef ainda não estava convencido. Ele avisou ao rabino que não se importava com o que os médicos haviam dito. Ele estava decidido a cumprir a Mitzvá de jejuar em Yom Kipur de qualquer maneira.
 
- Por favor, Sr. Yossef, me avise durante o Yom Kipur se o senhor estiver realmente jejuando - disse o rabino - Pois caso o senhor estiver realmente jejuando, eu preciso me certificar de que o senhor não será chamado na Torá e não receberá nenhum tipo de honra na sinagoga.
 
- Mas o que eu estou fazendo de errado? - perguntou o Sr. Yossef, assustado - Eu só quero fazer o jejum de Yom Kipur, como faço desde os 13 anos de idade!
 
O rabino olhou muito sério para ele e disse:
 
- Sr. Yossef, D'us nos ensinou, através da Sua Torá, que no caso de risco de vida, estamos isentos das Mitzvót. Se mesmo assim o senhor insiste em colocar sua vida em risco para cumprir uma Mitzvá, isso significa que o senhor não segue D'us, e sim o seu próprio deus. Portanto, o senhor não poderá subir na Torá, pois estará cometendo idolatria em pleno Yom Kipur!"
 
Em todas as situações devemos consultar a Torá, nosso "Manual de instruções", pois não é suficiente fazermos o que nós achamos ser correto, devemos fazer o que D'us nos ensinou ser correto.

 

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Acharei Mót (literalmente "Depois da morte") e Kedoshim (literalmente "Sagrados"). A Parashá Acharei Mót tem como tema central os Serviços espirituais que eram realizados no Mishkan no dia mais sagrado do ano, Yom Kipur. Já a Parashá Kedoshim ensina muitas leis "Bein Adam Lechaveiró" (entre a pessoa e seu companheiro), entre elas um dos mais importantes ensinamentos da Torá, o "ame ao próximo como a si mesmo", nos transmitindo uma mensagem muito importante: o comportamento adequando em relação aos outros seres humanos, o amor por cada criatura e os atos cotidianos de bondade e compaixão são bases importantes para chegarmos aos máximos níveis de santidade e proximidade com D'us.
 
Uma das Mitzvót que chamam a atenção na Parashá Kedoshim é "Não fique parado ao lado do sangue derramado do seu companheiro" (Vayikrá 19:16). Rashi (França, 1040 - 1105) explica que esta Mitzvá nos ensina a não ficarmos parados assistindo a morte de outra pessoa quando temos a possibilidade de salvá-la, pois isto é considerado omissão de socorro. Por exemplo, se vemos uma pessoa que está se afogando no rio, sendo ameaçada por um animal feroz ou sendo atacada por ladrões que vieram roubá-la, temos a obrigação de tentar salvar a vida dela. Desta Mitzvá podemos perceber o quanto a Torá valoriza a vida. O Talmud (Sanhedrin 37a) vai além e afirma que aquele que salva uma vida é considerado como se tivesse salvado o mundo todo.

Podemos usar este conceito para fazer uma importante reflexão: o que é mais importante, a vida humana ou o cumprimento das Mitzvót? Podemos quebrar uma Mitzvá para salvar uma vida? Por um lado poderíamos pensar que a vida, apesar de ser sagrada, não está acima dos mandamentos de D'us. Porém, há um versículo na Parashá Acharei Mót que nos ensina aparentemente o contrário. Assim diz o versículo: "E vocês devem observar Meus decretos e Minhas leis, que o homem deve cumprir e viver por elas, Eu sou Hashem" (Vaikrá 18:5). O Talmud (Sanhedrin 74a) aprende da expressão "viver por elas" que devemos viver pelas Mitzvót, e não morrer por elas. Mas qual é o significa destas palavras do Talmud?
 
Dentro do judaísmo, o martírio é raramente requerido de uma pessoa. A Torá preza a vida, preza vivermos por um ideal, não morrermos por ele. Esta regra de "viver por elas" é tão forte que, mesmo as únicas exceções, as três graves transgressões que somos ordenados a entregar a nossa vida para não transgredi-las, que são idolatria, relações ilícitas e assassinato, precisam de uma "permissão especial" da Torá para podermos entregar nossa vida por elas. O Talmud precisa buscar fontes que nos ensinam a permissão de entregar a vida em cada uma destas três situações, já que vão contra a regra geral de "viver por elas". Portanto, fora essas três exceções, a pessoa tem a permissão de violar qualquer proibição da Torá para salvar uma vida.
 
Na prática, o que isto significa? Que se a pessoa tiver que comer pão em Pessach para sobreviver, ela deve comer. Se ela precisar fazer uma "Melachá" (trabalho proibido) no Shabat para salvar uma vida, o quanto mais rápido ela agir, maior será a Mitzvá que estará cumprindo. Se a pessoa estiver em uma ilha deserta e precisar comer porco para não morrer de fome, ela é obrigada a fazer. A prioridade da nossa vida é viver pelas Mitzvót, e não morrer por elas. Alguns comentaristas explicam que uma pessoa que está comendo algo proibido para salvar sua vida deve inclusive fazer uma Brachá sobre este alimento, pois está cumprindo o que D'us quer dela. E, ao contrário, se a pessoa quiser ser "rigorosa" e entregar sua vida para não descumprir uma Mitzvá da Torá, certamente será cobrada por seu ato, já que ela não fez o que D'us ordenou, como o homem que fazia questão de jejuar em Yom Kipur, mesmo que isso causasse um risco de vida.
 
À primeira vista, portanto, o Talmud parece estar nos dizendo que a vida tem um valor mais elevado do que as Mitzvót. Porém, isto pode estar correto? O que faz a vida ser tão preciosa? A possibilidade de saborear uma boa comida? A oportunidade de assistir um belo pôr do sol na praia? O prazer de ler um bom livro? Qual é o sentido de estarmos vivos sem as Mitzvót?
 
Explica o Rav Moshe Feinstein zt"l (Lituânia, 1895 - EUA, 1986) que o Talmud não está nos ensinando que a vida é mais importante do que as Mitzvót.  A coisa mais importante que temos são as Mitzvót, pois devemos "viver por elas", isto é, são elas nos conduzem ao Mundo Vindouro, à vida eterna, a vida verdadeira. Este mundo é apenas uma passagem, uma preparação. A vida sem Mitzvót, portanto, não faz absolutamente nenhum sentido. Uma vida sem Mitzvót é uma vida sem propósito. Por que fazemos uma contagem de 49 dias, conhecida como "Sefirat HaOmer", conectando Pessach, a Festa da Liberdade, com Shavuót, a Festa da entrega da Torá? Para nos ensinar que todos os milagres que aconteceram na saída do Egito e todo o nosso processo de libertação da escravidão somente fizeram sentido quando recebemos a Torá no Monte Sinai. Foi para isso que fomos libertados. Foi para cumprir a Torá no máximo nível espiritual que fomos diretamente para a Terra de Israel. Então, se todo o sentido da vida é o cumprimento das Mitzvót, por que uma pessoa não é obrigada a entregar sua vida para não descumprir uma Mitzvá?
 
Responde o Rav Yssocher Frand que, em casos de perigo de vida, é permitido violar uma proibição da Torá pois, através disso, a pessoa que está em perigo poderá viver para cumprir muitas outras Mitzvót. A permissão de descumprir uma Mitzvá para salvar uma vida, portanto, está baseada no fato que isto gerará a possibilidade da pessoa cumprir mais Mitzvót. Deste ensinamento fica claro o valor verdadeiro das Mitzvót que, portanto, estaria acima até mesmo do valor da vida.
 
Para o povo judeu, as Mitzvót são o alimento da vida, conforme dizemos na nossa Tefilá: "Pois elas são a nossa vida e o alongamento dos nossos dias". Podemos comer uma comida saborosa, assistir um belo por do sol na praia e ler um bom livro, mas não é para isso que estamos vivos. A vida é o que temos de mais sagrado, mas são as Mitzvót que dão o sentido verdadeiro para ela.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara, Simcha bat Shengle.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
VÍDEO DA PARASHÁ TZAV
VÍDEO DE PESSACH
ASSUNTOS DA PARASHÁ TZAV
  • Cinzas do Altar.
  • 3 fogos do Altar.
  • Leis da Oferenda de Minchá (Farinha).
  • Oferenda do Cohen Gadol e seus filhos.
  • Leis das Oferendas de Pecado (Chatat).
  • Leis das Oferendas de Culpa (Asham).
  • Presentes dos Cohanim.
  • Leis das Oferendas de Agradecimento (Todá)
  • Pigul e Notar - Oferendas que não são mais aceitas.
  • Proibição de consumir as Oferendas em um estado de impureza.
  • Proibição de comer gordura (Chelev) e sangue.
  • A Porção das oferendas dada ao Cohen.
  • Consagração dos Cohanim.
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sexta-feira, 16 de abril de 2021

CRESÇA VOCÊ, AO INVÉS DE DIMINUIR O OUTRO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5781

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PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ



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ASSUNTOS DA PARASHÁ
 
PARASHAT TAZRIA
  • Impureza ao dar à Luz.
  • A Tzaráat.
  • Carne viva numa mancha.
  • Tzaráat numa infecção.
  • Tzaráat na queimadura.
  • Pedaço de calva.
  • Manchas brancas turvas.
  • Calvície.
  • Isolamento do Metsorá.
  • Descoloração das Roupas.
PARASHAT METSORÁ
  • Processo de purificação de um Metsorá.
  • Oferenda do Metsorá pobre.
  • Descoloração em casas.
  • Fluxo Masculino.
  • Descargas Seminais.
  • Menstruação.
  • Fluxos Femininos.



 
BS"D

CRESÇA VOCÊ, AO INVÉS DE DIMINUIR O OUTRO - PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5781 (16/abr/ 2021)

 
O Rav Goldsmit estava dando uma aula na sinagoga, como fazia todos os dias. De repente, dois novos alunos entraram um pouco atrasados, fizeram um tímido aceno e sentaram-se. O tema da aula era muito interessante e o rabino gesticulava muito, esbanjando energia.
 
Porém, algum tempo depois, algo chamou a atenção do rabino. Ele insistia que seus alunos não trouxessem celulares para a sinagoga, para que não interrompessem os estudos e as Tefilót com toques e mensagens. Porém, para a sua decepção, os novos alunos estavam concentrados só no celular, não tiravam os olhos da tela.
 
- Que tremenda falta de educação, vir a uma aula de Torá e ficar mexendo o tempo todo no celular! - pensou o rabino - Por que não ficaram em casa?
 
Mais um tempo se passou e os dois continuavam no celular, concentrados, como se não estivessem no meio de uma aula. Que desrespeito absurdo! O rabino começou a ficar indignado. Uma aula tão interessante, tão importante, e aqueles dois homens não davam a mínima atenção, preferiam ficar mexendo no celular!
 
Após quase uma hora de aula, o rabino terminou e todos se levantaram para ir embora. Os dois novos alunos fizeram um sinal de agradecimento e rapidamente foram embora. O rabino se sentiu ofendido com aquele comportamento inconveniente dos dois homens. Foi então que o Rav Bergman, outro rabino da sinagoga, se aproximou e perguntou:
 
- O que você achou dos dois novos alunos que eu mandei para a sua aula?
 
- Então foi você que os mandou? - perguntou o Rav Goldsmit, não escondendo seu incômodo - Acho que eles não devem ter gostado da aula. Infelizmente sequer prestaram atenção. Ficaram o tempo todo de olho apenas no celular. Nem sei para que vieram!
 
- Você está enganado - riu o Rav Bergman - Eles são pai e filho, e os dois são surdos. Eles têm instalado no celular um aplicativo que capta a voz e automaticamente transforma em texto na tela. Eles prestaram atenção na sua aula toda, não devem ter perdido nem mesmo uma única palavra!
 
O rabino ficou surpreso e envergonhado. Refletindo, ele disse:
 
- Eu deveria ter dado a eles o benefício da dúvida. Acho que fui muito precipitado no meu julgamento...

 

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Tazria (literalmente "Dar à luz") e Metsorá (pessoa que está com a doença espiritual Tzaráat). A Parashá Tazria descreve as manifestações físicas da Tzaráat, a doença espiritual que causava o aparecimento de manchas na pele, nas roupas e nas paredes da casa. Já a Parashá Metsorá descreve o processo de purificação pelo qual a pessoa contaminada pela Tzaraat tinha que passar para que pudesse voltar ao convívio social.
 
Apesar de também estar associada a outras transgressões e traços de caráter negativos, o principal motivo da contaminação com a Tzaráat era o "Lashon Hará", a conversa caluniosa. De acordo com o Talmud (Arachin 15b), o nome "Metsorá" vem do termo "Motsi Shem Rá", que significa "aquele que traz o mal nome", isto é, aquele que causa danos ao seu companheiro ao denegri-lo e rotulá-lo como sendo uma pessoa ruim.
 
O processo de cura era extremamente trabalhoso, para que o transgressor sentisse o peso do seu erro e percebesse que as transgressões têm consequências muito negativas. Em primeiro lugar, o Metsorá precisava ficar completamente isolado, fora do acampamento, por pelo menos sete dias. Era um momento de reflexão, de entender a gravidade dos seus atos, de quanto é prejudicial querer afastar as pessoas umas das outras. Depois disso, ele trazia para o Mishkan uma oferenda contendo vários elementos: dois pássaros vivos, madeira de cedro, hissopo e lã tingida de vermelho. Cada um destes "ingredientes" carregava um simbolismo que estava associado aos traços de caráter que haviam causado a transgressão. O cedro era alto, como o orgulho do transgressor. Os pássaros voam sobre os outros animais, como esta pessoa, que se acha superior aos outros. Além disso, continham os traços de caráter que poderiam ajudá-lo a evitar erros no futuro, como o hissopo, um arbusto muito baixo, e a lã tingida de vermelho, cuja coloração era obtida através de um verme. Ambos lembravam o transgressor da importância da humildade, um lembrete de que no fundo não somos nada, então como podemos julgar os outros e nos considerarmos melhores que eles?
 
Além disso, o Metsorá precisava oferecer um cordeiro como "Korban Chatat" (sacrifício de culpa). O Cohen pegava o sangue desta oferenda e esfregava na orelha direita, no polegar direito e no dedão do pé direito, como parte do processo de purificação final, como está escrito: "E o Cohen colocará na parte média da orelha direita do homem que está sendo purificado, e no seu dedão da mão direita, e no seu dedão do pé direito" (Vayikrá 14:25). Porém, o que chama a atenção nesta estranha parte do processo de purificação do Metsorá é que ela também era encontrada em outra cerimônia: a consagração do Cohen, quando ele era "inaugurado" para iniciar os Serviços espirituais no Mishkan (Shemot 29:20). Mas qual é a conexão entre estas duas cerimônias? Por que o Cohen, uma das pessoas mais elevadas do povo, dedicado apenas à espiritualidade, deveria passar em sua inauguração pelo mesmo processo que passava uma pessoa que acabou de ser expulsa da sociedade como resultado de seu comportamento reprovável?
 
Há outros dois ensinamentos que podem nos ajudar a entender a conexão entre as duas cerimônias. A Torá nos ensina que a primeira serpente da história andava ereta e era originalmente o rei de todos os animais. Porém, depois de instigar Chavá a transgredir, a serpente foi castigada com duas maldições: a perda dos seus membros, tendo que se arrastar sobre o seu ventre, e a incapacidade de saborear sua comida, já que, ao rastejar, ela comeria pó. Ensina o Talmud (Taanit 8a) que a serpente, que também simboliza o Lashon Hará, no futuro proclamará que, da mesma forma que ela é incapaz de saborear e sentir o prazer da sua comida, também não há satisfação em falar Lashon Hará. Já outra fonte do Talmud (Baba Batra 165a) relata que uma minoria de pessoas é suscetível aos desejos de promiscuidade, a maioria é tentada pelo roubo, e todos são suscetíveis à transgressão do Lashon Hará (explicam os comentaristas que esta afirmação do Talmud se aplica às pessoas que não estudam as leis de guardar a fala e não se cuidam em relação ao Lashon Hará). Porém, estes dois ensinamentos parecem contraditórios. Geralmente o homem é motivado pelos prazeres e pela gratificação, o que explica a tentação pela promiscuidade e pelo roubo. Porém, se não há proveito nem satisfação na transgressão de Lashon Hará, o que causa com que todas as pessoas tropecem nesta terrível transgressão?
 
Explica o Rav Yohanan Zweig que as pessoas têm um desejo profundo de perceber seu próprio valor. Nossa sociedade promove a competição como forma de avaliar nosso valor, isto é, avaliamos nosso valor nos comparando com as pessoas à nossa volta. Infelizmente essa maneira de autoavaliação é repleta de perigos. Em primeiro lugar, nunca somos realmente encorajados a desenvolver totalmente nosso próprio potencial, pois o sucesso é alcançado superando os outros, e não nos desafiando a sermos tudo o que poderíamos ser. Além disso, em vez de nos aplicarmos e desenvolvermos nossos talentos, às vezes escolhemos o caminho de menor dificuldade e resistência, que é nos elevar pisando nos outros, pois ao rebaixarmos os outros, nos iludimos acreditando que somos melhores do que eles. No entanto, em vez de nos sentirmos realizados, ficamos nos sentindo cada vez mais vazios e improdutivos. Quanto maior o potencial de uma pessoa, maior o vazio que fica quando ele não é preenchido. Por esta razão, os maiores críticos, aqueles que mais falam mal dos outros, normalmente são os indivíduos mais talentosos, mas que, infelizmente, escolheram o caminho mais fácil, ao tentar se sentir realizados diminuindo os outros, ao invés de se esforçarem para se desenvolver e atingir seu verdadeiro potencial através do esforço e da superação.
 
É justamente esse desejo de sentir seu valor próprio que estimula a pessoa a falar Lashon Hará. Mesmo que o Lashon Hará não seja algo que nos dê prazer, todos acabam sendo afetados, pois temos a necessidade de nos sentirmos realizados. Qual seria o antídoto para este comportamento negativo? Focarmos no nosso próprio crescimento, no atingimento do nosso potencial, sem nos compararmos uns com os outros. O Cohen é o indivíduo que personifica a autorrealização. Ele tinha um papel de destaque dentro do povo judeu, mas por ter desenvolvido seu potencial, não por ter diminuído os outros. O processo inaugural pelo qual ele passava ressaltava o fato dele ser uma pessoa de destaque. Esta é a mensagem de D'us para o Metzorá: "Como o Cohen que vai assumir os Serviços do Mishkan, você também pode ser um indivíduo excepcional, e isto não precisa ser conseguido através da negatividade". O Metsorá deveria aprender com o Cohen a desenvolver seu potencial através do seu próprio esforço e a se elevar através das suas realizações positivas.
 
A natureza humana e a necessidade de nos compararmos com os outros nos faz sermos muitos rápidos no julgamento do próximo, talvez para massagear nosso ego, já que, ao encontrarmos defeitos nos outros, nos sentimos especiais e melhores que eles. Mas isto é querer ser pequeno e limitado. Podemos ser muito mais do que isso. Podemos nos esforçar e atingir o nosso verdadeiro potencial, sem Lashon Hará, sem diminuir ninguém, somente focando na nossa verdadeira competição: sermos hoje melhores do que fomos ontem.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l, Reuven ben Alexander z"l, Mechel ben Haim z"l, Yaacov ben Israel z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
VÍDEO DA PARASHÁ TZAV
VÍDEO DE PESSACH
ASSUNTOS DA PARASHÁ TZAV
  • Cinzas do Altar.
  • 3 fogos do Altar.
  • Leis da Oferenda de Minchá (Farinha).
  • Oferenda do Cohen Gadol e seus filhos.
  • Leis das Oferendas de Pecado (Chatat).
  • Leis das Oferendas de Culpa (Asham).
  • Presentes dos Cohanim.
  • Leis das Oferendas de Agradecimento (Todá)
  • Pigul e Notar - Oferendas que não são mais aceitas.
  • Proibição de consumir as Oferendas em um estado de impureza.
  • Proibição de comer gordura (Chelev) e sangue.
  • A Porção das oferendas dada ao Cohen.
  • Consagração dos Cohanim.
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara, Simcha bat Shengle.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l, Reuven ben Alexander z"l, Mechel ben Haim z"l, Yaacov ben Israel z"l.
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