sexta-feira, 9 de abril de 2021

ALIMENTANDO SUA SANTIDADE - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHEMINI 5781

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PARASHÁ SHEMINI



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ASSUNTOS DA PARASHAT SHEMINI
  • O Oitavo Dia - Inauguração do Mishkan.
  • Consagração dos Cohanim.
  • A Presença de D'us desce sobre o Mishkan.
  • A morte dos filhos de Aharon, Nadav e Avihu.
  • Advertência contra embriaguez no Serviço Divino.
  • Completando o Serviço de inauguração.
  • Discussão entre Moshé e Aharon e humildade de Moshé.
  • Leis alimentares (Kashrut): Animais, Peixes, Pássaros e Insetos.
BS"D

ALIMENTANDO SUA SANTIDADE - PARASHÁ SHEMINI 5781 (09 de abril de 2021)

 
Em uma noite fria de inverno, o Rav Yechezkel Landau zt"l (Polônia, 1713 - Praga, 1793), mais conhecido como "Node B'Yehuda", estava estudando em casa. De repente, ele escutou um choro que vinha de fora. Ele saiu para ver o que estava acontecendo e se deparou com um jovem rapaz não-judeu, sentado no meio-fio, chorando. O rabino aproximou-se dele e perguntou por que ele estava chorando. O jovem respondeu:
 
- Meu pai é padeiro. Após o falecimento da minha mãe, ele casou-se com uma mulher muito má. Todos os dias ela me obriga a ir ao mercado com cestos carregados de pão e, ao retornar, tenho que entregar o dinheiro para ela. Hoje, no entanto, ocorreu uma tragédia. Eu consegui vender os pães, mas no caminho de volta para casa eu perdi o dinheiro. Se eu voltar sem nada, a minha madrasta vai me dar uma surra e me castigar. Eu não sei o que fazer, estou vagando pelas ruas, com frio, fome e sede, enrolando para não ter que voltar para casa.

O Rav Landau ficou sensibilizado, com pena daquele jovem, e perguntou qual era a quantia perdida. O rapaz respondeu que eram vinte moedas. O rabino então tirou essa quantia do bolso e deu ao rapaz. Além disso, ele acrescentou mais algumas moedas, para que o rapaz pudesse comprar um pouco de comida.

Passaram-se trinta anos e o rabino já tinha se esquecido do ocorrido. No último dia de Pessach, tarde da noite, O Rav Landau escutou batidas na porta. Um homem entrou apressadamente, muito agitado, dizendo que era uma questão de vida ou morte. O rabino convidou-o a sentar e ele começou a falar:
 
- Eu me lembro da bondade que o senhor fez comigo há muitos anos, quando me salvou da fome, do frio e da surra da minha madrasta. Por isso, me senti na obrigação de retribuir a bondade recebida. Um indivíduo antissemita e muito influente em Praga reuniu todos os padeiros não-judeus, incluindo eu, e sugeriu que, ao final de Pessach, quando os judeus correm para as padarias dos não-judeus para comprar pão*, colocássemos veneno nos pães, para matar o maior número possível de judeus. Este indivíduo garantiu que todos os padeiros seriam bem recompensados por isso. Rabino, por favor, use sua autoridade para salvar a comunidade judaica.

O rabino agradeceu muito ao padeiro pela importante informação. No dia seguinte, foi divulgado em todas as sinagogas da cidade, em nome do Rav Yechezkel Landau, que seria aplicada uma pena rígida a quem ousasse comprar pão em uma padaria de um não-judeu, pois era risco de vida. Todos os judeus de Praga obedeceram e nenhum pão assado naquele dia foi adquirido. Os judeus de Praga vivenciaram uma grande salvação.
 
* É permitido comer pão da padaria de um não-judeu: quando não há alternativa; se for de uma panificadora e não de uma pessoa particular; e se o pão não tiver em sua composição nenhum ingrediente não-Kasher.

 

Nesta semana lemos a Parashá Shemini (literalmente "O oitavo"), que começa descrevendo a inauguração do Mishkan e o momento no qual a Presença de D'us repousou sobre ele, como se D'us tivesse vindo "residir" junto com o povo judeu. E a Parashá termina com outro assunto interessante: as leis de Kashrut. A Torá indica os animais, peixes e aves permitidas ao consumo. Além disso, a Torá ensina sobre a proibição de comer insetos e répteis. Como nas frutas e verduras é comum encontrarmos pequenos insetos, a verificação é obrigatória.
 
Porém, as leis de Kashrut da Parashá despertam um grande questionamento. O Sefer Vayikrá é dedicado a assuntos de Kedushá (santidade), pureza e impureza espiritual, como os Korbanót, as contaminações espirituais, como o contato com os mortos ou certas emissões do corpo humano, e os processos de purificação. Então por que as leis de Kashrut aparecem neste Sefer? Qual é a relação entre Kashrut e Kedushá?
 
A pergunta fica ainda mais forte quando prestamos atenção em um dos versículos finais: "Pois eu sou o D'us de vocês. Se santifiquem e sejam santos, pois Eu sou Santo, e não impurifiquem suas almas através dos répteis que rastejam sobre a terra" (Vayikrá 11:44). Qual é a relação entre consumir animais asquerosos como os répteis, algo que parece estar ligado apenas com o nosso corpo, com a santidade, algo ligado à nossa alma?
 
Para responder estes questionamentos, antes de tudo precisamos definir o que é Kedushá. A resposta está em uma Parashá chamada "Kedoshim", onde a Torá nos ordena a vivermos com santidade, como está escrito: "Sejam santos, pois Eu, Hashem, teu D'us, sou Santo" (Vayikrá 19:2). Rashi (França, 1040 - 1105) explica que viver com santidade significa se afastar das imoralidades e das transgressões. O Talmud (Yevamot 20a) vai além e afirma que a Kedushá é atingida quando nos santificamos através do que é permitido para nós. Isto pode ser resumido em uma palavra: autocontrole. Conforme a pessoa se purifica e vai adquirindo autocontrole até mesmo nas coisas que são permitidas, ela vai chegando ao nível de se desapegar do mundo material. E quanto mais ela se desapega, mais consegue abrir mão dos seus desejos. E se a pessoa abre mãos dos seus desejos, ela consegue começar a perceber as necessidades dos outros e a considerar o sofrimento do próximo. O mesmo ocorre no sentido contrário: quanto menos Kedushá, mais apegada a pessoa vai estar ao mundo material e menos conseguirá abrir mãos de seus desejos em prol do próximo. A falta de Kedushá leva a pessoa ao egoísmo e falta de sensibilidade. Kashrut e a Kedushá andam juntas, pois é justamente na comida, um prazer ao qual somos expostos várias vezes por dia, onde mais podemos exercer o nosso autocontrole.
 
Esta relação entre comida e Kedushá aparece em um interessante ensinamento do Talmud (Yomá 82b). Uma mulher grávida, após sentir cheiro de comida, teve um desejo incontrolável de comer em Yom Kipur. Foram se aconselhar com o Rabi Yehuda Hanassi, que disse: "Sussurrem no ouvido dela que hoje é Yom Kipur". Assim fizeram e a mulher se tranquilizou. Aquele bebê tornou-se o Rav Yochanan, um dos maiores sábios do Talmud. Houve outro caso de uma mulher que também sentiu o cheiro de comida e teve um desejo incontrolável de comer em Yom Kipur. Foram se aconselhar com o Rabi Chanina, que também sugeriu que sussurrassem no ouvido dela, mas ela não se acalmou e precisou comer. Dela nasceu Shabtai Atsar Peiri, um homem que, durante os anos de escassez, acumulava frutas para inflacionar os preços, enriquecendo às custas dos pobres.
 
A forma como estes dois casos estão escritos no Talmud nos dá a impressão de que a recompensa e o castigo foram "Midá Kenegued Midá" (medida por medida). Porém, se a transgressão de desrespeitar o jejum de Yom Kipur era na área de "Bein Adam LaMakom" (entre a pessoa e D'us), então o filho dela deveria ter cometido transgressões na mesma área, como comer coisas proibidas ou desrespeitar o Shabat. Por que o castigo dela foi ter um filho que enriquecia às custas dos pobres, uma transgressão na área "Bein Adam Lehaveiró" (entre a pessoa e seu companheiro)?
 
Explica o Rav Yaacov Naiman zt"l (Bielorússia, 1909 - EUA, 2009) que a total falta de autocontrole daquela mãe que desejava comer em pleno Yom Kipur, a incapacidade de vencer suas próprias vontades, fez com que seu filho desenvolvesse apenas o amor próprio e não se importasse com os outros. Assim nos ensina Shlomo HaMelech: "Aquele que busca seus desejos se isola" (Mishlei 18:1). Isto significa que aquele que aquele que vive atrás de seus desejos e vontades acaba se afastando de todos os seus amigos e companheiros. Os desejos e os traços de caráter das pessoas são muito diferentes entre si, e as vontades de uma pessoa não são iguais às vontades de seu companheiro. Aquele que é dominado por suas vontades e desejos certamente se distanciará do amor pelas criaturas, pois ele está muito distante da Kedushá, do desapego, e pensa somente em si mesmo.
 
E qual foi a recompensa da mãe que teve autocontrole? Dela nasceu o Rav Yohanan, que além de ser um dos maiores sábios da sua geração, também era um incrível ser humano. O Talmud (Brachót 20a) nos ensina que o Rav Yohanan costumava se sentar no portão de entrada do local de imersão das mulheres. Ele era muito bonito e queria que as mulheres olhassem para ele para que pudessem ter filhos bonitos. Daqui vemos a incrível sensibilidade do Rav Yohanan. Ele abriu mão de sua própria honra para fazer o bem aos outros. Ele não queria a beleza guardada só para si, sem "concorrência". Ao contrário, ele queria que todos fossem bonitos como ele. Uma incrível demonstração de desapego, Midá Kenegued Midá com o ato de sua mãe.
 
De acordo com o Rav Yaacov Naiman, daqui aprendemos um fundamento importante: para sentir o sofrimento dos outros e evitar ganhar às custas da perda do próximo, é necessário viver com Kedushá. Uma criança educada em um ambiente de Kedushá chega a níveis mais elevados de bondade e preocupação com o próximo. Há uma dica disto no conteúdo da Parashá Kedoshim, que fala principalmente de Mitzvót "Bein adam Lehaveiró", nos ensinando que ser "Kadosh" não significa apenas guardar o Shabat da maneira correta, mas também ser uma pessoa mais humana e preocupada com o próximo.
 
Estamos vivendo em uma geração cada vez mais mesquinha e sem educação, de pessoas que não desenvolveram bons traços de caráter, que pouco se importam com os outros. Há 60 anos, quando Albert Sabin desenvolveu a vacina contra a poliomielite, ele poderia ter ficado milionário. Porém, ele renunciou aos direitos de patente da vacina, para permitir que crianças de todo o mundo fossem imunizadas. Desta maneira, a doença foi praticamente erradicada. Atualmente, a única motivação de fabricar vacinas é lucrar, mesmo às custas dos menos favorecidos. Por que? Pois as pessoas foram educadas a serem competitivas, a permitirem tudo, a querer sempre mais. O mundo procura fórmulas para conter a violência e a delinquência juvenil. Porém, não há outra maneira a não ser aproximando os jovens da Kedushá. A Kedushá do Shabat, do estudo da Torá, das Mitzvót. Somente isto levará os jovens ao autocontrole, ao desapego e à diminuição do amor próprio.
 

SHABAT SHALOM

 
R' Efraim Birbojm

 

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ASSUNTOS DA PARASHÁ TZAV
  • Cinzas do Altar.
  • 3 fogos do Altar.
  • Leis da Oferenda de Minchá (Farinha).
  • Oferenda do Cohen Gadol e seus filhos.
  • Leis das Oferendas de Pecado (Chatat).
  • Leis das Oferendas de Culpa (Asham).
  • Presentes dos Cohanim.
  • Leis das Oferendas de Agradecimento (Todá)
  • Pigul e Notar - Oferendas que não são mais aceitas.
  • Proibição de consumir as Oferendas em um estado de impureza.
  • Proibição de comer gordura (Chelev) e sangue.
  • A Porção das oferendas dada ao Cohen.
  • Consagração dos Cohanim.
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quarta-feira, 31 de março de 2021

RECONHECENDO AS BONDADES RECEBIDAS - SHABAT SHALOM M@IL - SHEVII DE PESSACH 5781

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LEVANA BAT PALOMBA Z"L


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RECONHECENDO AS BONDADES RECEBIDAS - SHEVII DE PESSACH 5781 (02 de abril de 2021)

                                                                              
"Certa vez, a filha do Rav Eliahu Lopian zt"l (Polônia, 1876 - Israel, 1970) veio visitá-lo, trazendo sua filhinha. Como toda avó, a esposa do Rav Lopian começou a dar doces para a neta. A mãe disse para a filhinha:
 
- O que se fala para a vovó?
 
A menininha, que era muito educada, disse:
 
- Obrigada, vovó.
 
Neste momento, elas ouviram um choro vindo da sala. Foram correndo e viram que era o Rav Lopian que estava chorando. Perguntaram o que havia acontecido, e ele respondeu:
 
- Eu estava observando agora o que aconteceu com a minha netinha. Ela falou "obrigado" para a vovó por ter recebido dela alguns docinhos. Porém, ela só agradeceu depois da mãe mandá-la falar obrigado. Então eu fiquei pensando se eu, todos os dias, não agradeço a D'us na minha Tefilá da mesma maneira. Nós agradecemos a D'us pelos milagres e por todas as coisas boas que Ele nos faz. Mas será que eu falo de coração, ou agradeço da boca para fora, só porque está escrito no Sidur? Quando lembrei disso, me deu vontade de chorar."
 
O agradecimento a qualquer pessoa que nos faz uma bondade, e muito mais a D'us, deve vir do reconhecimento daquilo que o outro nos fez, e não deve ser apenas um agradecimento da boca para fora, só para cumprir um protocolo. Antes de agradecer, devemos parar para pensar: por que eu vou falar "obrigado"? O que eu estou reconhecendo? O que o outro me fez de bom? Se estes questionamentos são importantes antes de agradecer a uma pessoa, muito mais no agradecimento a D'us. Se nós refletirmos um pouco antes de agradecer, certamente o nosso agradecimento não estará apenas cumprindo um protocolo, pois será realmente de coração.

Nesta semana o Shabat coincide com a Festa de Pessach. E no Shabat é novamente Yom Tov, o Shevii de Pessach (7o dia de Pessach). Por que este dia é especial, diferente dos outros dias de Pessach? Pois foi neste dia que D'us fez mais um grande milagre, ao abrir o Mar Vermelho e possibilitar a salvação dos judeus, além de retribuir aos egípcios a maldade que eles haviam feito, medida por medida, afogando-os.
 
Os judeus tinham saído fisicamente do Egito, mas ainda se sentiam escravos, pois sabiam que a qualquer momento os egípcios poderiam persegui-los para levá-los de volta à escravidão. E foi o que aconteceu, pois mais uma vez D'us endureceu o coração do Faraó e dos egípcios. Eles se arrependeram de terem libertado seus escravos, partindo em sua perseguição. No sétimo dia após a saída do Egito, os judeus se encontravam diante do Mar Vermelho, intransponível, e perceberam que os egípcios se aproximavam, com milhares de soldados e carruagens de guerra. Os judeus se apavoraram e gritaram para D'us. Então o incrível milagre da abertura do Mar Vermelho aconteceu. O milagre foi tão grande e incrível que o povo judeu fez um cântico de agradecimento e reconhecimento a D'us, chamado "Shirat Haiam" (Cântico do mar), que ficou para sempre gravado na Torá. Neste cântico, um dos versículos diz: "Este é o meu D'us, e eu farei Dele minha habitação" (Shemot 15:2). Era uma demonstração do nosso desejo de proximidade com D'us.
 
Já o Talmud (Shabat 133b) ensina que a linguagem "Veanvehu", traduzido como "e eu farei Dele minha habitação", também pode ser traduzida como "E eu me assemelharei a Ele", isto é, da mesma forma que Ele é gracioso e misericordioso, então também devemos ser graciosos e misericordiosos. D'us e Seus atos infinitos de bondade e misericórdia devem ser nosso modelo e nossa inspiração para sermos pessoas cada vez melhores.
 
Porém, há outro ensinamento do Talmud (Sanhedrin 92a) aparentemente contraditório: "Qualquer pessoa que não tem entendimento, é proibido ter misericórdia dela... Todo aquele que dá seu pão a quem não tem entendimento traz para si sofrimentos". É difícil entender este ensinamento, pois a Torá nos ordena a sermos misericordiosos até com os animais. O Talmud (Baba Metsia 85a) ensina que o Rabi Yehuda Hanassi teve 13 anos de sofrimentos terríveis pela falta de misericórdia com um pequeno bezerro. Muito maior, portanto, é a obrigação de sermos misericordiosos com um ser humano sem entendimento. Então como entender este ensinamento e a aparente contradição com a obrigação de sermos misericordiosos como D'us?
 
Para responder estes questionamentos, antes precisamos definir o que é ser misericordioso. Somente é considerado misericórdia quando fazemos algo que a Torá não nos comandou. Por exemplo, ajudar um pobre necessitado não é um ato de misericórdia, é uma obrigação da Torá. Da mesma forma, devolver ao dono um objeto perdido que foi encontrado também não é considerado um ato de misericórdia, pois não estamos fazendo nada mais do que nossa obrigação. Obviamente estamos obrigados a fazer isto para uma pessoa que não tem entendimento, e até mesmo para uma pessoa de caráter ruim. Portanto, quando o Talmud fala sobre misericórdia, se refere a fazer mais do que estamos obrigados pela Torá, um nível de bondade ainda maior.
 
Outro esclarecimento necessário é em relação a quem é chamado de "alguém sem entendimento". Se estivesse se referindo a uma criança ou alguém com algum tipo de debilidade mental, o ensinamento não faria sentido, pois em relação a estas pessoas é óbvio que devemos ser bondosos e misericordiosos em um nível ainda maior, provendo a eles tudo o que necessitam. De acordo com o Rav Yaacov Kanievsky zt"l (Ucrânia, 1899 - Israel, 1985), mais conhecido como Steipler, "uma pessoa sem entendimento" se refere a alguém com as faculdades mentais normais, mas que não tem "Acarat HaTov", isto é, não sabe reconhecer as bondades que recebe dos outros e não é humilde perante quem o ajuda. É alguém que, apesar de seu nível normal de entendimento e percepção das coisas, despreza aqueles que são misericordiosos com ele e, de forma orgulhosa, olha para os seus benfeitores como se fossem inferiores. Ao invés de reconhecer o incrível nível de generosidade da pessoa misericordiosa, o mau agradecido pensa que o ato de bondade não é mais do que obrigação da pessoa, já que ele se sente o centro do mundo, como se todos existissem apenas para servi-lo.
 
Podemos agora entender também por que aquele que tem misericórdia de quem não tem entendimento traz sofrimentos para si. Há algumas consequências negativas de termos misericórdia com aquele que não reconhece as bondades recebidas. Em primeiro lugar, é uma forma de fortalecer ainda mais a arrogância do orgulhoso. Em segundo lugar, fortalece o péssimo traço de caráter de ser mal-agradecido, pois a pessoa vai achar cada vez mais que tudo o que fazem por ela não é mais do que obrigação. Em terceiro lugar, a pessoa mal-agradecida costuma pagar o bem com o mal, se comportando de maneira mesquinha justamente com aquele que faz bondades. E, finalmente, este negador de bondades tende a odiar aqueles que fazem bondades, pois um ato esporádico de misericórdia se transforma em "direito adquirido" e vira uma cobrança, como se fosse uma obrigação do outro, e não um ato de bondade. Isto acaba causando desentendimentos, brigas e ódio.
 
Como todas estas coisas negativas são consequência de sermos misericordiosos com quem não sabe reconhecer as bondades recebidas, talvez é por isso que nossos sábios dizem que a pessoa traz sofrimentos para si mesma, pois se refere às cobranças desmedidas e o pagamento do bem com o mal. O mal-agradecido terminará causando ao generoso doador muita dor, sofrimento e preocupações.
 
Portanto, não há nenhuma contradição entre os ensinamentos. Somos obrigados a emular D'us em Seus atos de bondade. Porém, Ele mesmo colocou limites em relação à misericórdia que devemos sentir pelas pessoas. Quando se trata de alguém que não sabe reconhecer as bondades recebidas, não devemos ser misericordiosos, pois é uma forma desta pessoa despertar, entender que tem um traço de caráter negativo e, assim, poder mudar.
 
Por que não saber reconhecer as bondades recebidas é um traço de caráter tão negativo e amargo? Pois uma das maneiras de desenvolvermos amor pelas pessoas e por D'us é justamente através do Acarat HaTov. A palavra "Lehodot" significa agradecer e reconhecer. Quanto mais reconhecemos as bondades que recebemos, mais sentimos gratidão e mais nos conectamos com nosso benfeitor. D'us despreza aquele que não sabe reconhecer as coisas boas que recebe. Alguém que se acostuma a ser mal-agradecido com seu companheiro vai acabar sendo mal-agradecido com D'us e, no final, vai acabar negando todas as bondades que recebe Dele.
 
D'us também não é misericordioso com aqueles que são mal-agradecidos, como está escrito: "Pois não é um povo de entendimento; portanto, seu Criador não terá misericórdia dele, e Aquele que o formou não lhe concederá favor" (Yeshayahu 27:11). Esse ensinamento está muito ligado com o Shirat Haiam, um enorme agradecimento feito a D'us. Se os judeus não tivessem agradecido por este enorme milagre, teriam sido rotulados como mal-agradecidos, perdendo a Proteção Divina. Mas o povo soube reconhecer e agradecer.
 
E nós, somos agradecidos? A Tefilá é o momento de falar diretamente com D'us. Podemos abrir o coração e pedir tudo o que precisamos. Porém, acima de tudo, é um momento para agradecermos de coração por tudo o que já temos. Certamente temos muito mais do que nos falta. Alguém trocaria tudo o que tem na vida por tudo o que sente que lhe falta? Portanto, precisamos agradecer mais do que pedir. E não um agradecimento da boca para fora, mas do fundo do coração, com o correto reconhecimento de tudo o que temos de bom na vida.
 

SHABAT SHALOM E PESSACH KASHER VE SAMEACH
 

R' Efraim Birbojm

 

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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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