sexta-feira, 19 de março de 2021

SINTONIZANDO NA FREQUÊNCIA CORRETA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIKRÁ 5781

Este E-mail é dedicado à elevação da alma de

ELCHANAN BEN ELIEZER Z"L



Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 

efraimbirbojm@gmail.com.
  
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHÁ VAYIKRÁ



São Paulo: 17h57                  Rio de Janeiro: 17h44 
Belo Horizonte: 17h46                  Jerusalém: 17h14
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
VÍDEO DA PARASHÁ VAYIKRÁ
ASSUNTOS DA PARASHAT VAYIKRÁ
  • D'us chama Moshé
  • D'us ensina a Moshé as regras gerais dos Korbanót
  • Korban de gado, rebanho e pássaros (Olá)
  • Oferenda de farinha - Oblação (Minchá).
  • Oferenda cozida, da frigideira, frita na panela.
  • Pacto de sal
  • Oferenda dos primeiros grãos (Bikurim).
  • Oferendas de Pazes de gado, rebanho e cabras (Shelamim).
  • Oferendas de Pecado para o Cohen Gadol, Comunidade, Rei, Indivíduos comuns (Chatat).
  • Cordeiros como Oferendas de Pecado (Chatat).
  • Oferenda de Culpa Ajustável (Ole VeIored).
  • Oblação por Culpa (Chatat).
  • Sacrifício da Malversação.
  • Oferenda por Culpa Questionável (Asham Talui).
  • Oferendas por Desonestidade.
BS"D

SINTONIZANDO NA FREQUÊNCIA CORRETA - PARASHÁ VAYIKRÁ 5781 (17 de março 2021)

                                                                       
Havia um rei que buscava a paz. Para colocar este conceito no coração das pessoas, ele ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar em uma pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que, motivados pelo magnífico prêmio oferecido, fizeram suas tentativas. O rei observou e admirou todas as pinturas, mas foram apenas duas que ele realmente gostou. Como escolher entre elas a que mais representava a paz verdadeira? Ele convocou seus ministros para ajudarem na escolha.
                                                                             
A primeira pintura era um lago tranquilo. Este lago era um espelho perfeito, onde se refletiam as plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul, com tênues nuvens brancas. Todos os ministros concordaram que ela refletia a paz perfeita.
 
A segunda pintura também tinha montanhas. Porém, eram montanhas escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso, do qual se precipitava um forte aguaceiro, com raios e trovões. Montanha abaixo jorrava uma espumosa torrente de água. Para os ministros, tudo isto revelava uma situação perturbadora, nada pacífica. O que o rei havia visto naquela pintura? Onde ela transmitia a paz?
 
O rei, vendo a expressão de perplexidade no rosto dos ministros, pediu para que eles observassem o quadro mais de perto e com mais atenção. Ao se aproximar, eles perceberam que atrás da torrente de água havia um arbusto crescendo em uma fenda da rocha. Naquele arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho, tranquilamente sentado em seu ninho.
 
Após uma longa discussão, o rei acabou escolhendo a segunda pintura e explicou:
 
- Paz não significa estar em um lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa, apesar de se estar no meio de um turbilhão, permanecer calmo e tranquilo. Esse é o verdadeiro significado da paz perfeita.

 

Nesta semana começamos o terceiro Livro da Torá, Vayikrá, que quebra um pouco a narrativa dos acontecimentos do povo judeu no deserto para ensinar conceitos espirituais, tais como pureza e santidade. No final da Parashá da semana passada, Pekudei, a Torá descreveu a finalização da construção do Mishkan, o Templo Móvel, com todas as suas partes e utensílios. Moshé então ergueu o Mishkan e a Presença Divina pairou sobre o Templo, mostrando que tudo havia sido feito exatamente como D'us havia ordenado. E na Parashá desta semana, Vayikrá (literalmente "E chamou"), D'us começou a ensinar a Moshé muitas leis referentes aos Korbanót, os sacrifícios que seriam oferecidos no Mishkan como uma forma de aproximar o povo judeu de D'us. A oferenda de Korbanót era o nosso principal Serviço espiritual.
 
A Parashá Vayikrá começa justamente com a convocação de Moshé, para que ele viesse aprender as leis dos Korbanót, como está escrito: "E chamou Moshé, e D'us falou para ele, desde a Tenda do Encontro, dizendo: 'Fale com os Filhos de Israel e diga a eles: Quando um homem dentre vocês trouxer um Korban para D'us..." (Vayikrá 1:1,2). D'us queria que Moshé instruísse o povo, para que eles conhecessem as leis e pudessem começar a fazer este Serviço espiritual tão importante.
 
Porém, prestando atenção neste versículo, há alguns detalhes que chamam a atenção. Em primeiro lugar, se D'us havia convocado Moshé, por que foi necessário dizer que "D'us falou com Moshé"? Não é óbvio que foi com Moshé que D'us falou? Além disso, por que foi importante a Torá mencionar que D'us falou com Moshé "desde a Tenda do Encontro"?
 
Rashi (França, 1040 - 1105) explica que a expressão "D'us falou com Moshé" significa que foi apenas com Moshé, mas não com as outras pessoas. Isto quer dizer que a voz de D'us alcançava apenas os ouvidos de Moshé, mas o resto do povo judeu não a escutava. Além disso, a expressão "desde a Tenda do Encontro" nos ensina que a voz de D'us "parava" nas paredes da Tenda. Isto seria fácil de entender se a voz de D'us fosse baixa, suave ou fraca. No entanto, Rashi explica que era uma voz poderosa, como está escrito: "A voz de D'us é forte, a voz de D'us é bela. A voz de D'us quebra cedros" (Tehilim 29:4,5). E, mesmo assim, essa voz não era escutada fora da Tenda. Mesmo que alguém encostasse seu ouvido na parede da Tenda, não escutaria a voz Divina. O mesmo fenômeno ocorreria futuramente no Beit Hamikdash, quando D'us falava, mas Sua voz não era escutada do lado de fora. Será que era um grande milagre que acontecia?
 
Explicam os nossos sábios que tudo o que existe no mundo material é, na realidade, um ensinamento para entendermos conceitos espirituais. Talvez uma das ferramentas mais presentes em nossas vidas é o rádio, um aparelho que podemos utilizar para escutar músicas, esportes, entrevistas e notícias. Mas como o rádio funciona? Quem quer transmitir algo o faz através de uma certa frequência, e quem deseja escutar deve ajustar seu receptor para a mesma frequência que foi emitida. Se o ajuste do aparelho receptor não for adequado, mesmo que a frequência seja próxima da que foi emitida, ainda assim não conseguimos escutar absolutamente nada.
 
Sabemos que há várias frequências de som diferentes, e que sons escutados por algumas espécies de animais nem sempre são escutados por outras, como é o caso do infrassom e do ultrassom. Da mesma forma, para escutar a voz de D'us, os ouvidos da pessoa têm que estar sintonizados em uma frequência espiritual elevada, pois caso contrário a pessoa não vai escutar nada.
 
Portanto, de acordo com o Rav Yaacov Naiman zt"l (Bielorússia, 1909 - EUA, 2009), o fato de somente Moshé escutar a voz de D'us não necessariamente era um milagre que acontecia. Talvez somente Moshé escutou a voz de D'us pois somente ele estava sintonizado de forma correta. Quanto aos outros, a voz passou por eles sem que eles dessem conta. Moshé estava sintonizado na frequência certa e, portanto, escutou a voz de D'us. Já o resto do povo, que não conseguiu sintonizar nesta frequência, não escutou nada, como se fosse um ultrassom, acima de sua capacidade de audição.
 
Outro ensinamento semelhante é transmitido pelo Rabi Yehoshua ben Levi, conforme está escrito: "Todo dia uma voz Divina sai do Monte Chorev e proclama, "Pobre da humanidade por causa da humilhação da Torá'" (Pirkei Avót 6:2). Porém, o que o Pirkei Avót está nos ensinando? Por acaso algum de nós já escutou essa voz Divina? Será que o Rabi Yehoshua ben Levi estava falando de algo não literal?
 
A resposta é que o fato de não conseguirmos escutar esta voz Divina não contradiz a afirmação do Rabi Yehoshua ben Levi. Ele certamente escutou essa voz, assim como várias outras pessoas de nível spiritual elevado, em diferentes épocas, também escutaram, pois eram pessoas que estavam sintonizadas na frequência espiritual na qual a voz Divina foi emitida. Nós, entretanto, que não estamos sintonizados nessa frequência, não conseguimos escutar essa voz Divina.
 
Portanto, a Parashá nos ensina que o fato de possuirmos o sentido da audição não é garantia de que vamos realmente escutar as coisas. Da mesma forma, possuir o sentido da visão também não é garantia de que vamos realmente enxergar as coisas. Os sons e imagens podem nos alcançar, porém, não há nenhuma garantia de que deixarão uma marca em nossas cabeças e corações. Muitos presenciam milagres, algumas vezes encobertos, como aquela "coincidência incrível" que aconteceu em nossas vidas, e outras vezes milagres abertos, nos quais não há explicações de acordo com a ciência. Porém, todas as pessoas que presenciam milagres mudam de vida? Ter visto ou vivido um milagre penetra fundo em nossos corações, a ponto de levar a uma mudança de comportamento? De alguma forma modificou a forma como pensavam ou na própria percepção da essência do que somos? Se a resposta for não, isto quer dizer que, infelizmente, você viu o que aconteceu, mas, ao mesmo tempo, não enxergou o milagre. Quantas vezes passamos por situações incríveis, como salvações milagrosas, e não nos demos conta?
 
O Rav Elyahu Lopian zt"l (Polônia, 1876 - Israel, 1970) ensinava que Emuná não se demonstra na intensidade das rezas que fazemos em tempos de crise, e sim, na intensidade das rezas que oferecemos para D'us após a crise ter passado. Rezar em uma situação de perigo é uma reação natural, como diz o ditado: "na toca do lobo não há ateus". Porém, a Emuná é mais do que isso, é algo mais intenso, que reflete a profundidade da relação da pessoa com D'us. Quando as dificuldades surgem, a tendência é o fortalecimento do relacionamento. Porém, quando acabam essas dificuldades, esta relação continua intensa?
 
Este é o teste da verdadeira Emuná. Podemos ter presenciado milagres, mas será que eles tiveram um impacto mais profundo em nós e modificaram nossa essência? Essa é a pergunta que temos que nos fazer, se nós realmente "vemos" os milagres que acontecem nas nossas vidas, ou se estamos na sintonia errada.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara, Simcha bat Shengle.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l, Reuven ben Alexander z"l, Mechel ben Haim z"l, Yaacov ben Israel z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

quinta-feira, 11 de março de 2021

SEJA UMA FONTE DE INSPIRAÇÃO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5781

Este e-mail é dedicado à elevação da alma de 

TAIBE YEHUDIT BAT MORDECHAI Z"L

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 

efraimbirbojm@gmail.com.
  
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI



São Paulo: 18h04                  Rio de Janeiro: 17h51 
Belo Horizonte: 17h52                  Jerusalém: 17h09
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
VÍDEO DAS PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI
ASSUNTOS DA PARASHÁ
 
VAYAKEL
  • O Shabat.
  • Contribuição de Materiais para o Mishkan.
  • Os construtores do Mishkan.
  • Indicação dos "Arquitetos".
  • Construindo o Mishkan.
  • Construindo as cortinas do Ohel Moed.
  • Construindo as Tábuas (estrutura do Ohel Moed).
  • Construindo a Parochet e a Tela de entrada
  • Construindo o Aron (Arca Sagrada) e a Kaporet.
  • Construindo a Shulchan (Mesa).
  • Construindo a Menorá.
  • Construindo a Altar de Incenso.
  • Construindo o Mizbeach (Altar de Sacrifícios).
  • Construindo o Kior (Lavatório).
  • Construindo o Pátio e a Tela de entrada.
PEKUDEI
  • A Contabilidade das doações.
  • Os Materiais doados.
  • Fazendo as roupas do Cohen Gadol.
  • Fazendo o Éfod (Avental).
  • Fazendo o Choshen Mishpat (Peitoral).
  • Fazendo o Meil (Manto).
  • Fazendo o Tsits (Placa para a cabeça).
  • O Mishkan é completado.
  • Moshé aprova o Mishkan e seus utensílios.
  • Ordens para erguer o Mishkan.
  • O Mishkan é erguido e os utensílios são posicionados.
  • A Presença de D'us preenche o Mishkan.
BS"D

SEJA UMA FONTE DE INSPIRAÇÃO - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5781 (12 de março de 2021)


Reginaldo voltava para casa depois de um dia difícil de trabalho. Ele estava mau humorado com tantos problemas na empresa. Reuniões tensas, um chefe muito rigoroso, colegas de trabalho difíceis de lidar, além de uma enorme pressão por resultados em um momento em que o país não estava bem.

Para completar, naquele dia fazia um calor insuportável e o trânsito estava terrível. O mau humor de Reginaldo começou então a aumentar. Ele abriu as janelas do carro para que algum vento pudesse entrar. Ele estava suado e com muita sede. Então ele viu um vendedor ambulante, carregando no ombro uma imensa caixa de isopor, se aproximando do seu carro. Imediatamente ele fechou as janelas. Detestava aqueles vendedores insistentes, que queriam empurrar seus produtos a qualquer custo.
 
Porém, quando o vendedor estava bem perto, Reginaldo viu que ele vendia água e refrigerantes gelados. Como estava com muita sede, ele abriu a janela do carro e pediu uma água. No momento em que o vendedor abaixou o enorme isopor para retirar uma garrafa de água gelada lá de dentro, Reginaldo notou que havia algo amarrado no isopor do lado de fora. Ao olhar com atenção, percebeu que era uma chupeta. Querendo fazer uma piada, perguntou ao vendedor se a venda de chupetas estava boa, se estava tendo bastante procura. O vendedor, um homem muito bem humorado, deu risada e explicou:
 
- Meu amigo, não vendo chupetas, mas vou explicar porque esta chupeta está amarrada aqui. Eu sou vendedor ambulante há muito tempo, mas não é um trabalho fácil. Ficar todos os dias com este enorme peso nas costas, embaixo deste sol escaldante, sendo ignorado pelos motoristas, que simplesmente fecham o vidro do carro na minha cara, é muito desanimador. Muitas vezes eu pensei em desistir. Porém, há alguns meses, nasceu a minha filha Mirella. Isso mudou minha vida. Eu amarrei uma chupeta dela aqui no meu isopor para que, sempre que meus ombros doem por causa do peso do isopor, quando minhas pernas tremem de cansaço, quando eu não tenho nem mesmo onde sentar ou quando não estou conseguindo vender nada, eu não desanime. Sempre que está difícil, eu olho para esta chupeta e lembro o motivo de estar aqui vendendo. Todos os dias eu saio de casa com apenas uma coisa na cabeça: eu não vou voltar para casa com a derrota, e não me contento nem mesmo com o empate. Só volto para casa com a vitória!
 
Reginaldo acabou comprando uma água e um refrigerante. Mas ele levou muito mais do que isso. Ele saiu de lá inspirado. Enquanto ele reclamava das pequenas dificuldades da vida, ele descobriu que há pessoas que a cada dia precisam matar um leão para sobreviver, e mesmo assim fazem isso com determinação, foco e um sorriso no rosto. Aquela chupeta amarrada transformou Reginaldo em outra pessoa.

 

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Vayakel (literalmente "E reuniu") e Pekudei (literalmente "Contas"). O assunto central das duas Parashiót é a construção do Mishkan, o Templo Móvel. Porém, desta vez não apenas como um comando de D'us, como ocorreu nas Parashiót Terumá e Tetsavê, e sim a realização. Todos os detalhes foram executados exatamente como D'us havia ordenado a Moshé, e quando foram concluídas todas as suas partes, o Mishkan finalmente foi erguido e a Presença de D'us repousou sobre ele.
 
A Parashá Vayakel começa com Moshé reunindo todo o povo, como está escrito: "E Moshé reuniu toda a Congregação dos Filhos de Israel e disse a eles..." (Shemot 35:1). A mensagem que Moshé quis transmitir ao povo termina alguns versículos depois, com as seguintes palavras: "Toda a Congregação de Israel saiu da presença de Moshé" (Shemot 35:20). Portanto, a Torá nos ensinou que Moshé reuniu o povo, transmitiu o que queria transmitir e, quando terminou, todos partiram.

Sabemos que a Torá é um livro Divino, cada palavra, e até mesmo cada letra, não está escrita de forma desnecessária. Porém, estas palavras do início da Parashá parecem ser completamente desnecessárias. Por que a Torá precisou nos informar que Moshé reuniu o povo e, quando terminou de transmitir a mensagem que queria transmitir, o povo foi embora? Isso não é óbvio? O que a Torá está nos ensinando?

Explica o Rav Elyahu Lopian zt"l (Polônia, 1876 - Israel, 1970) que o versículo está nos ensinando o impacto de uma boa influência. Quando os judeus saíram da presença de Moshé, era perceptível que eles estiveram na presença dele. Uma pessoa, ao passar algum tempo diante de um grande sábio da Torá, não sai sem que isso deixe nele uma impressão. O versículo "toda a Congregação de Israel saiu da presença de Moshé" nos ensina que esta impressão estava "estampada em suas faces", e agora eles eram pessoas diferentes, apenas por terem estado por algum tempo diante de Moshé.
 
A verdade é que isto se aplica a muitas situações. Pelo comportamento de uma pessoa é possível saber ao que ela esteve exposta. Por exemplo, ao vermos um bêbado cambaleando pelas ruas, sabemos exatamente onde ele esteve momentos antes. Certamente ele esteve em um boteco, bebendo com os amigos. Da mesma forma, quando uma pessoa esteve diante de Moshé, isto ficava evidente no comportamento dela. Como ela esteve na presença de alguém sagrado, isto causava nela uma enorme influência, que era perceptível.
 
Isso vale tanto para o contato com seres humanos elevados quanto para o contato com ambientes sagrados. Quando alguém está em um ambiente sagrado, ou quando está na presença de uma congregação sagrada, com indivíduos espiritualmente elevados, isso deixa uma marca e faz uma diferença na vida desta pessoa. Boas companhias nos elevam e nos puxam para cima. Porém, o oposto também é válido. Uma pessoa que esteve em contato com pessoas espiritualmente baixas ou congregações afastadas de D'us também ficará com uma marca negativa impressa nele e se sentirá puxado para baixo.

A Torá nos ensina um incrível exemplo de como alguns instantes de contato com algo sagrado e inspirador podem mudar completamente nossa vida. Havia um homem chamado Yossef Meshissa, um judeu vergonhoso, traidor do seu povo. Quando os romanos finalmente estavam prestes a destruir o Beit Hamikdash, eles tiveram medo de entrar devido à santidade do local, pois não sabiam o que poderia acontecer caso entrassem. Eles então chamaram Yossef Meshissa e o convidaram a entrar no Beit Hamikdash. Para convencê-lo, ofereceram uma enorme recompensa: ele poderia pegar do Beit Hamikdash o que quisesse para si. Infelizmente Yossef Meshissa aceitou a proposta, entrou e trouxe consigo a Menorá de ouro. Quando os romanos viram o que ele havia trazido, disseram que aquele era um prêmio demasiadamente grande para um homem comum, pois era algo que deveria pertencer a um rei. Eles então lhe pediram para que entrasse novamente e pegasse algo que fosse mais apropriado para a sua posição, e prometeram que daquela vez ele poderia ficar com o que trouxesse. No entanto, Yossef Meshissa recusou-se a ir uma segunda vez. Eles lhe ofereceram um bônus: se entrasse pela segunda vez, iriam lhe dar todos os impostos que fossem coletados na Judéia pelos próximos três anos. Ainda assim ele se recusou a entrar novamente e disse: "Não é suficiente eu ter irritado meu D'us uma vez, devo irritá-Lo mais uma vez?". Eles então o torturaram até a morte, pois ele se recusou até o fim a entrar novamente.

Mas o que aconteceu com Yossef Meshissa? Ele era um traidor, escolhido pelos romanos como o a pessoa mais adequada para realizar o trabalho sujo de profanar o Templo Sagrado. Ele inclusive já tinha entrado lá e roubado a Menorá de ouro sem que fosse necessário muita insistência. Então por que, de repente, ele havia se arrependido do seu mau ato e se recusa a fazê-lo novamente, apesar das ofertas de riqueza e da ameaça de tortura? O que aconteceu com ele?

O Rav Yossef Shlomo Kahaneman zt"l (Lituânia, 1886 - Israel, 1969), mais conhecido como Ponevitzer Rav, explica que Yossef Meshissa teve uma "overdose de santidade". Ele esteve no Beit Hamikdash por poucos minutos. Mesmo assim, depois disso ele já não era mais a mesma pessoa. A influência de estar em um lugar tão sagrado, mesmo que por apenas poucos instantes, modificou sua vida.

Uma pessoa que é exposta à radiação não sente nenhuma sensação física imediata. Porém, alguns minutos de exposição à radiação podem modificar seu corpo inteiro para o resto da vida. De modo similar, alguém pode ficar exposto à santidade por poucos minutos e se tornar uma pessoa diferente. É isso que o versículo está nos ensinando. A Congregação saiu da presença de Moshé, porém eles já não eram mais os mesmos, pois haviam estado na presença de um grande homem, uma pessoa sagrada. Estar na presença de uma pessoa espiritualmente grande ou estar em um lugar sagrado, como um Beit Midrash (Casa de estudos), uma sinagoga ou a Terra de Israel, pode mudar a vida de uma pessoa. É por este motivo que o ambiente, os amigos e a comunidade são tão importantes, pois este é o poder da santidade. Ela pode mudar uma pessoa para sempre.
 
Tão importante quanto querer receber boas influências espirituais é ter o objetivo de se tornar uma fonte de inspiração aos outros. Através dos nossos bons atos podemos estimular, inspirar e motivar outras pessoas. É desta maneira que, com pequenos atos cotidianos, podemos começar a mudar o mundo.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara, Simcha bat Shengle.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l, Reuven ben Alexander z"l, Mechel ben Haim z"l, Yaacov ben Israel z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm@gmail.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp