quinta-feira, 27 de agosto de 2020

USANDO O MAL PARA FAZER O BEM - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT KI TETSÊ 5780

O EMAIL DESTA SEMANA É DEDICADO À ELEVAÇÃO DA ALMA DE

HANA BAT REINA Z"L



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- Mulheres cativas de guerra
- A porção do Primogênito.
- O Filho Rebelde.
- Enforcamento e enterro do corpo.
- Devolução de objetos perdidos.
- O Animal caído.
- Proibição de homens usarem roupas de mulher e vice versa.
- Espantando a mãe pássaro.
- Parapeito.
- Agricultura Mista e Combinações proibidas.
- Tsitsit.
- A mulher casada difamada.
- Se a acusação é verdadeira e o castigo por adultério.
- A jovem comprometida.
- Violação.
- Casamentos proibidos: A esposa do pai, genitais mutilados, Bastardo, Amonitas e Moabitas, Edomitas e Egípcios.
- Santidade do acampamento do exército.
- Abrigando escravos fugitivos.
- Proibição de prostituição.
- Cobrança de Juros.
- Mantendo as promessas.
- O trabalhador em uma videira e no campo.
- Divórcio e novo casamento.
- Isenção da guerra no Shaná Rishoná.
- Proibição de pegar a pedra do moinho como objeto de garantia.
- Sequestro.
- Lembrança do erro de Miriam e a Tzaraat.
- Garantia para empréstimos e a honra do devedor.
- Pagamento de salários na data certa.
- Responsabilidades individuais.
- Consideração pelas viúvas e órfãos.
- Presentes da colheita aos pobres (Leket, Shichechá e Peá).
- Chicotadas.
- Levirato (Ibum e Halitzá).
- Pessoa que ataca seu companheiro.
- Pesos e Medidas corretos.
- Lembrando Amalek.
 

USANDO O MAL PARA FAZER O BEM - PARASHAT KI TETSÊ 5780 (28 de agosto de 2020)

 
"O rabino estava tendo muitas dificuldades com a sua comunidade, em especial com um dos frequentadores, Eduardo, que tinha características muito ruins. Talvez um dos piores defeitos de Eduardo era fazer piadas nas horas mais impróprias, em especial durante as aulas do rabino. Ele queria sempre falar algo engraçado ou irônico, mesmo que estragasse completamente a mensagem que o rabino queria transmitir.
 
Certa vez, em uma palestra que estava lotada, o rabino estava transmitindo uma mensagem justamente sobre o nosso trabalho de Midót (traços de caráter). O rabino ensinou que todas as nossas Midót e forças podem ser utilizadas para o bem, até mesmo as coisas que parecem ser apenas negativas, como a inveja, a mesquinhez e a raiva. Por exemplo, a inveja pode ser canalizada para aumentar a nossa vontade de crescer espiritualmente, nos espelhando nas pessoas espiritualmente maiores. A mesquinhez pode ser utilizada como um "freio", para não gastarmos nosso dinheiro com vanidades e futilidades. A raiva pode ser canalizada para lutarmos contra as injustiças. E, assim, o rabino foi descrevendo várias Midót ruins, mas que podem ser utilizadas para fazer o bem.
 
Porém, no meio da palestra, Eduardo levantou a mão, pedindo permissão para fazer uma pergunta. O rabino logo percebeu que a intenção era fazer alguma piada ou deboche, mas não podia ignorar aquela mão levantada, já que havia dado permissão para outras pessoas falarem. Assim que recebeu permissão, Eduardo começou a falar:
 
- Rabino, então você está dizendo que todas as nossas Midót e forças podem ser utilizadas de maneira positiva, né? Isto quer dizer que também existe algum uso positivo da "Kofrut", a vontade de negar D'us?
 
Eduardo se sentiu realizado. Sua pergunta certamente deixaria o rabino embaraçado e destruiria sua palestra. Porém, o rabino abriu um enorme sorriso e disse:
 
- Eduardo, obrigado pela excelente pergunta. Você sabe como pode fazer para utilizar a "Kofrut" de forma positiva? Toda vez que alguém te pedir ajuda, não diga "Que D'us te ajude". Neste momento, se comporte como se D'us não existisse. Levante-se e faça a sua parte."
 
Há momentos em que mesmo as nossas piores Midót podem, e devem, ser utilizadas para fazer o bem.

A Parashat desta semana, Ki Tetsê (literalmente "quando você sair"), traz muitas Mitzvót "Bein Adam Lehaveiró" (entre a pessoa e seu companheiro), nos ensinando como devemos ser cuidadosos com a honra do próximo e a importância de fazermos bondades. São abordados assuntos como ajudar um companheiro a levantar seu animal caído, a devolução de objetos perdidos, a consideração pelas viúvas e órfãos e os presentes dados de forma honrosa para os pobres.
 
A Parashat começa discutindo leis que se aplicam aos soldados judeus durante a guerra, mostrando que mesmo em situações envolvendo risco de vida, há leis que devemos seguir, não nos comportando de acordo com a nossa vontade, mas sim de acordo com a vontade de D'us. A Parashat começa com as seguintes palavras: "Quando você vai sair para a guerra contra seus inimigos, e Hashem, teu D'us, entregá-los em suas mãos, e você capturar um cativo" (Devarim 21:10)
 
Porém, estas palavras despertam alguns questionamentos. Em primeiro lugar, se estamos falando sobre uma guerra, por que a Torá precisa dizer que é "contra seus inimigos"? Não é óbvio dizer que a guerra é contra os inimigos? Além disso, por que a Torá utiliza a expressão "Quando você sair para guerra"? Não seria mais apropriado escrever "quando você guerrear"? Por que a expressão "sair" foi utilizada?
 
Explica o Rav Yohanan Zweig que há dois tipos de guerras do povo judeu. Existe a "Milchemet Mitzvá", uma "guerra obrigatória", e a "Milchemet Reshut", uma "guerra permitida". De acordo com Rashi, a Milchemet Mitzvá é uma guerra travada para conquistar os territórios dentro dos limites da Terra de Israel, como as guerras de conquista lideradas por Yehoshua, enquanto a Milchemet Reshut é uma guerra travada fora da Terra de Israel. De acordo com esta explicação de Rashi, podemos entender a expressão "quando você vai sair", pois indica que as instruções iniciais da Parashá referem-se a uma Milchemet Reshut, um tipo de guerra que envolve sair da Terra de Israel.
 
Porém, de acordo com o Rambam (Maimônides) (Espanha, 1194 - Israel, 1270), também são chamadas de Milchemet Mitzvá as guerras travadas pelo povo judeu para se defender dos seus inimigos, e isto poderia acontecer mesmo fora da Terra de Israel. Portanto, de acordo com o Rambam, por que a Torá utiliza a expressão "quando você sair"?
 
Além disso, Rashi, em seus comentários no início da Parashat, traz outra prova de que estes versículos referem-se a uma Milchemet Reshut. A Parashá está discutindo sobre a permissão de capturar pessoas durante a guerra. Isto certamente refere-se a uma Milchemet Reshut, pois em uma Milchemet Mitzvá somos ordenados a não deixar sobreviventes, como está escrito: "Porém, das cidades destes povos que Hashem, teu D'us, te dá por herança, você não permitirá que viva nenhuma alma" (Devarim 20:16). De acordo com esta explicação, o versículo já deixou claro que trata-se de uma Milchemet Reshut e, portanto, não seria necessário utilizar a expressão "sair para a guerra". Então, mesmo de acordo com a explicação de Rashi, por que a Torá utilizou esta expressão?
 
A resposta está em algo que ocorreu com os nossos patriarcas. Ytzchak já estava velho e cego, e como achou que a morte se aproximava, quis dar a Brachá de primogenitura ao seu filho primogênito, Essav, sem saber que ele havia vendido a primogenitura ao seu irmão, Yaacov. Rivka, ao escutar os planos do marido, aconselhou Yaacov a receber a Brachá no lugar do seu irmão. Porém, Yaacov teve medo que, mesmo cego, seu pai descobriria o plano, pois havia uma grande diferença entre eles: enquanto Essav tinha muitos pelos no corpo, Yaacov tinha a pele lisa. Rivka ajudou Yaacov a cobrir seus braços e seu pescoço com a pele de um animal, dando a impressão de que ele tinha muitos pelos. Ytzchak realmente desconfiou que havia algo errado ao escutar Yaacov falando e, por isso, pediu para que ele se aproximasse. Ao mexer no braço de Yaacov, Ytzchak exclamou: "A voz é a voz de Yaakov, mas as mãos são as mãos de Essav" (Bereshit 27:22). O Talmud (Guitin 57b) comenta que a expressão "voz" refere-se à Tefilá, enquanto a expressão "mãos" refere-se à guerra. Nenhuma Tefilá pode ser bem sucedida sem o poder de Yaakov, e nenhuma batalha militar pode ser vitoriosa sem o poder de Essav. Isto significa que mesmo o povo judeu precisa das características de Essav para ter sucesso na guerra.
 
Porém, isto não é algo simples para o povo judeu. A natureza de um judeu é buscar a paz e, sempre que possível, evitar um confronto. A sensibilidade do povo judeu faz com que as guerras sejam um conceito estranho para ele. Ao contrário, os descendentes de Essav são, por natureza, guerreiros, de personalidade competitiva, sempre buscando o confronto, como faziam os romanos. Pedir a um judeu para fazer uma guerra significa solicitar que ele passe por uma transformação psicológica completa. Em outras palavras, ele deve assumir o comportamento de Essav, algo fora dele. É por isso que a Torá utiliza a expressão "quando você sair para a guerra", pois quando um judeu vai para a guerra, ele deve sair do comportamento natural de um descendente de Yaakov e assumir o comportamento de um descendente de Essav.
 
Vestir esta "roupa" de Essav não é algo fácil para o povo judeu. É por isso que a Torá precisa nos ensinar como realizar esta mudança. O povo judeu deve ir para as guerras "contra seus inimigos", isto é, por estarmos fazendo algo que vai contra a nossa natureza, precisamos focar que estamos fazendo isto para exterminar os nossos inimigos, aqueles que nos fazem mal, tanto materialmente quanto espiritualmente. Se identificarmos aqueles contra quem travamos uma guerra como sendo nossos inimigos, a guerra torna-se uma missão. Apesar de ser algo difícil para nós, seremos capazes de utilizar a característica de Essav, necessária para ter sucesso na guerra.
 
Este é um conceito incrível que podemos usar em nossas vidas. O livro Orchót Tzadikim descreve os vários traços de caráter que compõe o ser humano. Alguns são predominantemente bons, como a humildade, a generosidade e a misericórdia, enquanto outros são predominantemente ruins, como o orgulho, a mesquinhez e a crueldade. Em hebraico, os traços de caráter são chamados de "Midót". Porém, a palavra "Midót" também significa "medidas". O sal na comida é bom somente se for utilizado na medida certa. Sal demais estraga a comida, enquanto a falta de sal deixa a comida sem gosto. Da mesma maneira, os nossos traços de caráter devem ser sempre utilizados na medida correta. Mesmo os melhores traços de caráter devem ser usados sempre com equilíbrio e sabedoria, pois se forem mal utilizados, podem tornar-se tropeços em nossos desafios do cotidiano. E mesmo os piores traços de caráter podem ser utilizados, com cuidado e na medida certa, de maneira positiva.
 
Criar conflitos normalmente não é algo positivo, e fazer guerras não faz parte da índole do povo judeu. Porém, quando trata-se de lutar pela verdade e batalhar por um mundo melhor, então devemos vestir nossas "roupas de Essav" e lutar pelo que é certo. Quando o inimigo nos ameaça, tanto fisicamente quanto espiritualmente, é o momento de usarmos este traço de caráter para fazer a vontade de D'us, conforme disse Shlomo Hamelech: "Há um tempo para cada assunto sob o céu... Há um tempo para a guerra e um tempo para a paz" (Kohelet 3:1,8). Que possamos usar sempre nossas Midót de forma positiva e construtiva.

 

QUE POSSAMOS SER INSCRITOS E SELADOS NO LIVRO DA VIDA
 
SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

BUSCANDO A PERFEIÇÃO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT SHOFTIM 5780

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- Estabelecimento de Tribunais de Justiça.
- Proibição de colocar árvores e pilares perto do Mizbeach.
- Sacrifícios com defeito.
- Castigos por idolatria.
- Juiz rebelde.
- Escutando os sábios de cada geração.
- O rei de Israel.
- A porção dos Cohanim.
- Adivinhação e Astrologia.
- Profecia.
- Cidades de Refúgio.
- Assassino intencional.
- Preservando os limites das terras.
- Testemunhas.
- Preparando para a guerra.
- Cohen de guerra.
- Pessoas dispensadas da guerra: Construiu uma casa e não inaugurou; Plantou um vinhedo e não redimiu; Noivou e não casou; Está com medo.
- Abertura para a paz.
- Bal Tashchit (Destruição de árvores frutíferas).
- O Assassinato não-solucionado.

BUSCANDO A PERFEIÇÃO - PARASHAT SHOFTIM 5780 (21 de agosto de 2020)

 
"Certo dia, um professor estava aplicando uma prova e os alunos, em silêncio, tentavam nervosamente responder as questões. Faltavam quinze minutos para o fim da prova quando um jovem levantou o braço e disse:
 
- Professor, o senhor pode me dar uma folha em branco?
 
O professor levou a folha até a carteira do aluno e perguntou-lhe:
 
- Por que você quer mais uma folha em branco?
 
- Eu tentei responder as questões, mas acabei rabiscando muito e minha prova ficou desorganizada e confusa. Prefiro recomeçar e passar as respostas a limpo - respondeu o aluno.
 
- Faltam apenas 15 minutos. Você não tem medo de não dar tempo de terminar a prova? - questionou o professor.
 
- Professor, não tenho medo - respondeu o aluno, com um sorriso tímido - Tenho certeza que o senhor merece receber de volta uma prova limpa e organizada. Por isso, acho que vale a pena o risco.
 
A atitude do aluno causou simpatia no professor que, mesmo muito tempo depois, ainda lembrava-se daquele episódio. Apesar de ter sido um acontecimento simples, para ele foi algo muito significativo."
 
Temos feito em nossas vidas rabiscos, confusões e muitas tentativas frustradas. Porém, como aquele aluno, nós também recebemos de D'us, a cada dia, uma nova folha em branco. Talvez hoje seja um bom momento para começarmos a escrever, nesta nova página em branco, uma história diferente, visando um resultado mais bonito. Não importa a idade, a condição financeira ou o nível de religiosidade, devemos passar nossa vida a limpo. Sem medo, podemos hoje começar a escrever um novo capítulo. Preocupe-se apenas em fazer o melhor que puder.

Nesta semana lemos a Parashat Shoftim (literalmente "Juízes"), que traz muitos assuntos, aparentemente desconectados. A Parashat começa falando sobre a importância de termos juízes e policiais em todas as cidades de Eretz Israel, mantendo a justiça e a ordem. Depois disso, a Torá traz a proibição de plantar uma "Asheira" (árvore) ao lado de um altar de sacrifícios e de construir uma "Matzeivá" (monólito, isto é, uma construção feita de uma única pedra) como altar. A Parashat também fala da proibição de oferecer Korbanót (sacrifícios) com defeito, sobre escutar os ensinamentos dos sábios de Torá. Qual é a conexão entre estes assuntos tão diferentes?
 
Além disso, um dos assuntos que chamam a atenção na Parashat é a preparação psicológica do povo judeu para enfrentar as guerras de conquista da Terra de Israel. Moshé, em seus discursos finais, quis injetar Emuná no povo, para que não sentissem medo, como está escrito: "Quando você saír para a guerra contra o teu inimigo e vir cavalos e carros, um exército maior do que o teu, não os temam, pois Hashem, teu D'us, que te tirou do Egito, está com você" (Devarim 20:1). Porém, como podemos esperar atingir um nível tão alto de Emuná, a ponto de não sentir medo quando vamos para uma batalha de vida ou morte? Será que é tão ruim assim sentir medo?
 
A pergunta fica ainda mais forte de acordo com um questionamento do Talmud (Brachót 60a), que aponta uma aparente contradição entre dois versículos. O profeta repreendeu o povo judeu: "Os transgressores em Tsion estavam com medo" (Yeshayahu 33:14), implicando que o medo é uma transgressão. Porém, Shlomo Hamelech, o mais sábio de todos os homens, nos ensinou: "Bem aventurado é aquele que sente medo constantemente" (Mishlei 28:14). Afinal, o temor é algo positivo ou negativo?
 
O Talmud resolve a aparente contradição nos ensinando que existe um medo positivo e um medo negativo. O medo de perder um aprendizado de Torá ou o cumprimento de uma Mitzvá é um medo positivo, enquanto todos os outros medos são negativos. Portanto, nosso trabalho é desenvolver o medo positivo, enquanto tentamos anular o medo negativo. E, apesar de parecer ser algo muito difícil, se a Torá nos ordenou a não sentirmos medo diante de uma batalha, deve ser algo dentro da capacidade de todos nós.
 
Explica o Rav Zev Leff que uma observação cuidadosa nos ensinamentos trazidos na nossa Parashá nos dá algumas dicas importantes de como podemos alcançar o medo correto e evitar todos os outros tipos de medo. O fio que une todos os assuntos da Parashat é o nosso objetivo neste mundo, de buscarmos a perfeição. E todos os assuntos trazidos acrescentam ensinamentos nesta área.
 
A Parashá começa com a ordem de nomearmos juízes e policiais para garantir a justiça completa. Nosso direito de ocupar a Terra de Israel, a terra da perfeição espiritual, depende de buscarmos esse objetivo de forma cuidadosa e aplicada, conforme está escrito: "Justiça, justiça persiga, para que você viva e herde a terra que Hashem, teu D'us, dá para você" (Devarim 16:20). Para isto, os juízes devem saber o que é certo e o que é errado. Eles devem ter sabedoria, que é a capacidade de discernir quais ações e pensamentos são uma expressão da vontade de D'us, mas também devem ter ética, que é a capacidade de traduzir este conhecimento em ações.
 
A Torá continua com três proibições que colocam nossa busca pela perfeição em perspectiva. Primeiro, somos proibidos de plantar uma "Asheira" perto de um altar de sacrifícios. Muito idólatras plantavam árvores bonitas em torno de seus altares de idolatria, para criar uma bela paisagem e atrair mais adoradores aos seus cultos. A mensagem é que não devemos trocar os caminhos de D'us por algo que parece apenas atraente. A árvore representa os prazeres do mundo material, a beleza externa, enquanto as pedras pouco atraentes do altar de sacrifícios representam nossa total devoção a D'us.
 
Em seguida, a Torá nos proíbe de fazer uma "Matzeivá", uma construção feita a partir de uma única pedra para ser utilizada como altar de sacrifícios. Uma única pedra representa uma pessoa perfeita diante de D'us. Um altar feito de muitas pedras, em contraste, representa a busca pela perfeição de um indivíduo ainda imperfeito. Se um judeu se ilude pensando que já atingiu a perfeição, um desastre certamente acontecerá.
 
Finalmente, a Torá nos proíbe de oferecermos como Korban um animal com defeito. Isto também nos ensina que nosso objetivo neste mundo é atingir a perfeição, e que é mais importante a qualidade dos nossos atos do que a quantidade.
 
Se alguém se desvia, mesmo que ligeiramente, de seguir a vontade de D'us, não vai ter sucesso em sua busca pela perfeição. Para conseguirmos este objetivo, precisamos também escutar os ensinamentos e direcionamentos dos líderes de Torá da geração, que nos ajudam a constantemente ajustar o nosso foco e a consertar os nossos pequenos desvios. É por isso que a necessidade de tal orientação é o assunto da Parashá que vem em seguida.
 
E como tudo isto se conecta com o medo permitido e o medo proibido? Quando a busca pela perfeição é a força motriz na vida de uma pessoa, o medo de que ela não conseguirá atingir esta perfeição estará sempre com ela. É sobre este medo a que se referiu Shlomo HaMelech, o medo positivo. Ele pode ser comparado a alguém que tem medo de ratos e encontra-se em um prédio em chamas, com um rato parado na única saída. Por causa do medo do fogo, esta pessoa vai esquecer completamente seu medo de ratos. Da mesma forma, todos os outros temores empalidecem para aquele que busca acima de tudo aproximar-se de D'us, como afirmou David HaMelech no Tehilim que lemos durante todo o mês de Elul, em preparação para Rosh Hashaná: "D'us é minha luz e salvação, de quem terei medo? D'us é a força da minha vida, de quem sentirei temor?... Se um exército acampar contra mim, meu coração não temerá... que eu possa habitar na casa de D'us todos os dias da minha vida, ver a bondade de D'us e visitar Seu santuário" (Tehilim 27:1,3,4)
 
Este é o ensinamento de Moshé para o povo judeu. Quando uma pessoa vai para a batalha, para lutar contra os inimigos de Israel e de D'us, a única coisa que deve preocupá-lo é o fortalecimento do Nome de D'us que virá através da vitória. Nesse sentido, cada judeu deve colocar sua confiança em D'us e não temer por sua vida, caso esteja diante da possibilidade de honrar D'us e Seu povo. Ele não deve pensar em sua família, seu trabalho ou suas propriedades, mas sim deve desviar sua mente de tudo e se concentrar apenas na batalha. E, além disso, ele deve ponderar que as vidas de todo o povo judeu dependem dele. Como seu único medo na batalha é falhar em santificar o Nome de D'us, então ele não teme o inimigo, pois consegue focar em suas responsabilidades. Aquele que luta com todo o coração, com a intenção de santificar o Nome de D'us, tem a garantia de não ser atingido e merecerá, para si e para seus filhos, uma casa respeitável e a vida eterna no Mundo Vindouro.
 
Portanto, não é o sentimento de medo que é proibido, mas sim o temor "deles". Quando temos um medo correto, de fazer algo errado e de não atingir a perfeição, o medo incorreto, de lutar contra os inimigos, empalidece. Isto se aplica às grandes batalhas de conquista da Terra de Israel, mas também às nossas batalhas do cotidiano. Se nosso único medo for o medo de fazer coisas erradas perante D'us, automaticamente todos os nossos outros medos vão desaparecer.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

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