sexta-feira, 27 de março de 2020

CUIDADO AO ESCOLHER SUAS COMPANHIAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAYIKRÁ 5780

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PARASHAT VAYIKRÁ 5780:

São Paulo: 17h49                   Rio de Janeiro: 17h36 
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ASSUNTOS DA PARASHAT
 
- D'us chama Moshé
- D'us ensina a Moshé as regras gerais dos Korbanót
- Korban de gado, rebanho e pássaros (Olá)
- A oferenda de farinha - Oblação (Minchá).
- A Oferenda cozida, da frigideira, frita na panela.
- Pacto de sal
- Oferenda dos primeiros grãos (Bikurim).
- Oferendas de Pazes de gado, rebanho e cabras (Shelamim).
- Oferendas de Pecado para o Cohen Gadol, Comunidade, Rei, Indivíduos comuns (Chatat).
- Cordeiros como Oferendas de Pecado (Chatat).
- A Oferenda de Culpa Ajustável (Ole VeIored).
- A Oblação por Culpa (Chatat).
- O Sacrifício da Malversação.
- A Oferenda por Culpa Questionável (Asham Talui).
- Oferendas por Desonestidade.

CUIDADO AO ESCOLHER SUAS COMPANHIAS - PARASHAT VAYIKRÁ 5780 (27 de março de 2020)


"Era uma vez uma cegonha que tinha uma natureza muito simples e ingênua. Ela era tranquila, fazia o bem a todos e sempre buscava a paz, conforme a boa índole de sua espécie. Certa vez, ela foi convidada por um bando de garças a visitar um campo arado que havia sido recentemente semeado. Em sua ingenuidade, a cegonha aceitou o convite e foi.

Porém, a cegonha não sabia que as garças não tinham planejado apenas uma simples visita ao campo recém-semeado. Elas haviam planejado comer as sementes que haviam sido atiradas ao solo, sem se importar com a perda que isto causaria ao pobre agricultor, que havia investido muito dinheiro e esforço naquele plantio. As garças, egoístas, pensavam apenas no incrível banquete que estava diante delas. Mas a festa acabou bruscamente quando todo o bando foi capturado por uma enorme rede que havia sido colocada como armadilha pelo agricultor, que já estava cansado dos prejuízos causados pelas garças. Agora sim receberiam a devida punição por seus maus atos. A cegonha, vendo-se presa junto com as garças, implorou ao agricultor: 

- Por favor, deixe-me ir embora. Eu pertenço à família das cegonhas, que são conhecidas pela sua honestidade e bom caráter. Veja, minhas penas são diferentes da plumagem delas. Sou da paz, eu não sabia que as garças estavam vindo para roubar suas sementes, achei que elas fariam apenas uma visita ao seu campo. Tenha misericórdia de mim, eu imploro.

O agricultor, sem demonstrar nenhum tipo de compaixão, respondeu: 

- Cegonha, você pode até ser um bom pássaro e ter uma boa índole, e pode até ser verdade tudo o que você está dizendo. Porém, você foi capturada na companhia das garças destruidoras de plantações e, por isso, receberá a mesma punição que eu reservei para elas".
 
Andar com más companhias é o pior investimento que podemos fazer na vida. Aqueles que andam com pessoas de má índole correm o risco de aprender com os seus maus atos. Más companhias levam pessoas corretas a se corromperem e a se desviarem do caminho correto. E, na hora do castigo, os que estão juntos com os malvados acabam sofrendo junto, como ensinam os nossos sábios: "Pobre do perverso e pobre do seu vizinho"

Nesta semana começamos o terceiro livro da Torá, Vayikrá. E neste livro ocorre uma enorme mudança em relação ao "estilo de narração" que estava sendo utilizado até agora pela Torá. Os dois primeiros livros da Torá, Bereshit e Shemót, focaram em uma narração histórica da humanidade. O Sefer Bereshit começou a descrever os principais acontecimentos desde a criação do mundo, passando pelo Dilúvio na geração de Noach, a Torre de Babel e as vidas dos nossos patriarcas Avraham, Yitzchak e Yaacov. Já o Sefer Shemót descreveu a escravidão dos judeus no Egito, a posterior libertação do povo judeu, a entrega da Torá no Monte Sinai, a construção do Bezerro de Ouro e finalmente a construção do Mishkan, o Templo Móvel que trouxe a Presença de D'us ao mundo. Porém, o Sefer Vayikrá praticamente deixa de narrar os acontecimentos do povo judeu, que são retomados apenas no Sefer Bamidbar, e coloca o foco em assuntos mais espirituais, que envolvem Kedushá (santidade), Tahará (pureza espiritual) e Tumá (impureza espiritual).
 
Na Parashat desta semana, Vayikrá (literalmente "E chamou"), a Torá se aprofunda no assunto dos Korbanót, os sacrifícios que eram oferecidos no Mishkan, que representam o principal Serviço Espiritual do povo judeu e um dos pilares do mundo, conforme ensinam os nossos sábios: "O mundo se sustenta sobre três pilares: sobre a Torá, sobre o Serviço Espiritual (Korbanót) e sobre os atos de bondade" (Avót 1:2). Desde a destruição do nosso Beit HaMikdash não temos mais os Korbanót e, portanto, nosso principal Serviço Espiritual passou a ser a nossa Tefilá, a substituta dos nossos Korbanót.
 
Porém, sabemos que a Torá é, acima de tudo, um "Manual de instruções" para a nossa vida. Esta Parashat, que explica vários detalhes sobre os mais diversos tipos de Korbanót, era de extrema importância na época do Mishkan e, posteriormente, na época do Beit Hamikdash. Porém, por que D'us escreveu estas informações na Torá mesmo sabendo que, futuramente, muitas gerações não teriam os Korbanót como parte do seu Serviço Espiritual? Por que atualmente precisamos conhecer os detalhes sobre a oferenda dos Korbanót se não podemos oferecê-los na prática? A resposta é que muitos dos conceitos ensinados em relação aos Korbanót também se aplicam à nossa vida, mesmo nas épocas em que eles não podem mais ser oferecidos.

Na realidade, existe uma grande divergência entre os comentaristas da Torá sobre qual é exatamente o motivo pelo qual D'us nos ordenou a oferecermos Korbanót. E certamente a opinião que mais chama a atenção é a do Rambam (Maimônides) (Espanha, 1135 - Egito, 1204). Em seu livro "Morê Nevuchim", ele afirma que, pelo fato de o desejo pela idolatria ser algo tão forte, D'us precisou dar algo "semelhante" ao povo judeu, para que eles canalizassem esta força para o lado correto. A priori o que o Rambam está afirmando é que D'us comandou ao povo judeu a Mitzvá de oferecer Korbanót para que eles pudessem vencer a má inclinação da idolatria, que já fazia parte da essência do povo. Porém, faz sentido que D'us tenha nos comandado a oferecer Korbanót, um dos pilares que sustentam o mundo e um dos principais Serviços Espirituais do povo judeu, apenas para tirar a nossa má inclinação em relação à idolatria? Pela importância que a Torá dá aos Korbanót, parece que eles são, por si só, algo vital para a nossa espiritualidade e um componente necessário para o nosso Serviço Espiritual, não uma "muleta" para nos apoiarmos em nossa fraqueza espiritual. Então, como entender as palavras do Rambam?
 
Antes de tudo, precisamos entender a essência dos Korbanót. A palavra "Korban" vem de "Karov", que significa "próximo, perto", pois é um Serviço que nos aproxima de D'us. Observamos, através de alguns eventos descritos na Torá, que o ser humano tem uma tendência natural de querer oferecer Korbanót para D'us, para conectar-se a Ele. O primeiro foi Cain, filho de Adam Harishon, que decidiu fazer uma oferenda para D'us, dedicando a Ele parte da sua produção agrícola, algo que D'us não havia ordenado. Imediatamente Hevel, ao ver a atitude de seu irmão Cain, também teve vontade de fazer uma oferenda para D'us, dedicando a Ele alguns animais que pastoreava. Estes foram os primeiros Korbanót da humanidade, que não haviam sido ordenados por D'us, e sim emanaram da vontade do ser humano de se conectar a Ele. Também Noach, após sair da arca, ofereceu Korbanót a D'us, embora não tivesse sido ordenado a fazer isto.
 
Então de onde surgiu a idolatria? Ela veio do desejo equivocado e mal utilizado que nós, seres humanos, naturalmente temos de querer nos conectar com D'us. O Rambam explica como começou a idolatria no mundo. Em um primeiro momento, toda a humanidade se conectava somente a D'us. Porém, com o passar das gerações, as pessoas também sentiram a necessidade de, além de servir D'us, o Rei, servir também seus "ministros", que eram os astros. Após algum tempo, as pessoas acabaram servindo apenas os astros, esquecendo-se do Serviço Divino.
 
Portanto, explica o Rav Yaacov Kamenetzky zt"l (Lituânia, 1891 - EUA, 1986) que o Rambam não está explicando que temos a obrigação de oferecer Korbanót para anular nosso desejo inerente pela idolatria. É justamente o contrário, o povo judeu tem uma tendência natural de servir a D'us, porém este desejo acabou sendo corrompido quando eles conviveram com povos que adoravam as idolatrias. O comando de D'us para que o povo judeu oferecesse Korbanót serviu para "consertar" o desejo natural de servir a D'us, que havia se desviado por causa das más influências.

A Torá está nos ensinando algo impressionante. Temos dentro de nós uma alma pura, que é uma parte de D'us soprada dento de nós no momento da criação. Isto significa que o ser humano tem uma bondade intrínseca dentro dele e uma vontade natural de conectar-se a D'us. Então por que nos afastamos tanto de D'us no nosso cotidiano? Pois nos deixamos influenciar pelos maus comportamentos das nações que se dedicam a uma vida de materialismo, que idolatram a si mesmos e aos seus desejos. Permitimos que a convivência com aqueles que se desviaram do caminho correto, que permitiram que seus corpos ofuscassem o brilho de suas almas, nos corrompessem e nos afastassem das nossas inclinações espirituais naturais.
 
É isto o que nos ensinam os nossos sábios: "Se afaste de um mau vizinho e não se junte a um perverso" (Pirkei Avót 1:7). Aquele que entra em uma loja de perfumes, mesmo que não compre nada, sai com suas roupas perfumadas. Porém, aquele que entra em um curtume, mesmo que não compre nada, sairá com as roupas malcheirosas. Mesmo nossas melhores inclinações podem ser corrompidas por causa do contato com más influências. Mesmo inclinações naturais da nossa alma podem ser anuladas quando mantemos contato com pessoas que deixaram que sua espiritualidade fosse apagada. Por isso, precisamos nos cuidar muito com as influências que recebemos. Com tudo o que está ocorrendo no mundo, D'us está nos dando uma nova chance. Este momento de isolamento é propício para reflexões e para novas decisões de vida. Que possamos sair de tudo isso muito mais fortalecidos.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
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sexta-feira, 20 de março de 2020

CONSERTANDO OS ERROS DO PASSADO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5780

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PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5780:

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VÍDEOS DAS PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI
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ASSUNTOS DA PARASHAT
 
Vayakel
 
- O Shabat.
- Contribuição de materiais para o Mishkan.
- Os construtores do Mishkan.
- Indicação dos "Arquitetos".
- Construindo o Mishkan.
- Construindo as cortinas do Ohel Moed.
- Construindo as Tábuas (estrutura do Ohel Moed).
- Construindo a Parochet e a Tela de entrada
- Construindo o Aron (Arca Sagrada) e a Kaporet.
- Construindo a Shulchan (Mesa).
- Construindo a Menorá.
- Construindo a Altar de Incenso.
- Construindo o Mizbeach (Altar de Sacrifícios).
- Construindo o Kior (Lavatório).
- Construindo o Pátio e a Tela de entrada.


Pekudei
 
- A Contabilidade das doações.
- Os materiais doados.
- Fazendo as roupas do Cohen Gadol.
- Fazendo o Éfod (Avental).
- Fazendo o Choshen Mishpat (Peitoral).
- Fazendo o Meil (Manto).
- Fazendo o Tsits (Placa para a cabeça).
- O Mishkan é completado.
- Moshé aprova o Mishkan e seus utensílios.
- Ordens para erguer o Mishkan.
- O Mishkan é erguido e os utensílios são posicionados.
- A Presença de D'us preenche o Mishkan.






 

CONSERTANDO OS ERROS DO PASSADO - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5780 (20/março/2020)


"Era uma vez um rei muito grande e poderoso, que governava muitos países. Seu tesouro mais precioso era um diamante. Porém, não era um simples diamante, era o diamante mais perfeito do mundo. Certo dia, durante uma festa, o rei quis ostentar seu diamante, passando-o de convidado em convidado, sobre um travesseiro de veludo macio, para que todos pudessem contemplá-lo. Porém, um dos convidados se descuidou e deixou-o cair no chão. Para o desespero do rei, o diamante perfeito sofreu um arranhão profundo com a queda.

Imediatamente o rei convocou os melhores joalheiros do reinado para verificarem aquele defeito em seu diamante. Após avaliarem o estrago, os joalheiros informaram que não poderiam remover o defeito sem cortar a superfície do diamante, o que certamente reduziria o seu valor. O rei ficou extremamente triste ao saber que seu diamante perfeito perderia seu valor. Mas ele não desistiu da ideia de salvar seu precioso diamante. Continuou procurando, de reinado em reinado, alguém que pudesse consertar a sua incrível joia sem que ela perdesse seu inestimável valor. Até que, em um reinado distante, um artista garantiu ao rei que poderia reparar seu diamante. A autoconfiança do artista convenceu o rei a confiar a ele o reparo do diamante.

Alguns dias depois, o artista voltou com o diamante. O rei ficou surpreso ao ver que o arranhão profundo havia sumido. Em seu lugar, uma linda rosa estava gravada no diamante. O arranhão havia se tornado o caule de uma flor refinada".

Temos dentro de nós um diamante perfeito, que é a nossa alma. Às vezes nós a "riscamos", através das transgressões que cometemos. Mas nem tudo está perdido. Através do arrependimento, podemos transformar os "riscos" da nossa alma em uma incrível oportunidade de crescimento.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Vayakel (literalmente "E reuniu") e Pekudei (literalmente "Contas"). As duas Parashiót falam sobre a realização das obras de construção do Mishkan, com todos os seus utensílios, seguindo cada um dos detalhes que haviam sido transmitidos por D'us a Moshé. Finalmente, quando o Mishkan se completou, Moshé o montou e a Presença de D'us repousou sobre ele. A partir da inauguração do Mishkan, os Cohanim puderam iniciar seus Serviços espirituais, como o acendimento da Menorá, a queima dos incensos e a oferenda dos Korbanót (sacrifícios).

Porém, quando refletimos sobre os Serviços feitos no Mishkan, uma dúvida surge: por que apenas os Cohanim tinham o mérito de fazer os Serviços espirituais? Não havia mais ninguém no povo judeu que tinha nível espiritual para este trabalho tão sagrado e importante?
 
Explicam os nossos sábios que, na realidade, este não era o plano original de D'us. Inicialmente os escolhidos para os Serviços espirituais eram os primogênitos, que já nasciam com uma santidade especial, propícia para os Serviços Divinos. Aprendemos este conceito do nosso patriarca Yaacov, que passou por muitos testes e dificuldades na vida, em especial com seu irmão Essav. Tudo começou quando Yaacov comprou a primogenitura de Essav por um prato de lentilha. Mas o que era esse "direito de primogenitura"? Era o privilégio concedido ao filho primogênito de ministrar os Serviços a D'us, em especial a oferenda de Korbanót. Essav, o filho primogênito de Ytzckak, seria o primeiro sacerdote do povo judeu, mas acabou vendendo o seu direito ao sacerdócio.
 
Este mérito não estava guardado apenas para Essav. Todos os primogênitos estavam originalmente destinados a ter este privilégio, que vinha acompanhado por uma enorme responsabilidade. A escolha dos primogênitos para o Serviço Divino não foi uma escolha arbitrária de D'us. O filho primogênito, o primeiro que saía do ventre de sua mãe, tinha um potencial espiritual inerente que deveria ser canalizado para o Serviço Divino. Este potencial foi reafirmado mais tarde em nossa história, no Egito, durante a Praga da Morte dos primogênitos. Os primogênitos judeus foram poupados da morte, em parte por causa deste potencial, e naquele momento receberam um grau extra de santidade por meio deste ato de salvação e santificação do Nome de D'us. De uma forma simbólica, foi como se, a partir daquele momento, D'us os possuísse.

Porém, infelizmente parte desta santidade se "estragou" quando o povo judeu construiu o Bezerro de Ouro, pouco tempo após a revelação de D'us no Monte Sinai. Quando Moshé desceu da montanha e viu as pessoas dançando alegremente ao redor do Bezerro de Ouro, ele as desafiou e disse: "Quem está com D'us, junte-se a mim" (Shemot 32:26). Somente os membros da Tribo de Levi escutaram o chamado de Moshé e reuniram-se em torno dele. Naquele dia, os primogênitos perderam a liderança espiritual do povo judeu. Ela foi transferida para o Cohanim, os filhos de Aharon, e eles assumiram os Serviços espirituais, inicialmente no Mishkan e, futuramente, no Beit HaMikdash.

Porém, havia ainda um grande problema que precisava ser resolvido: o que fazer com a santidade inerente dos primogênitos, que haviam sido originalmente separados por D'us para o Serviço Divino e pertenciam a Ele? D'us ordenou que os primogênitos fossem "resgatados", isto é, liberados de sua obrigação de servir no Mishkan. Isto deveria ser feito através de uma cerimônia, chamada "Pidion Haben", na qual o pai do bebê primogênito dá cinco moedas de prata ao Cohen, o substituto do primogênito no Serviço Divino.

Porém, esta cerimônia de "Pidion Haben" desperta um incrível questionamento. Como se não fosse ruim o suficiente para os primogênitos perderem seu status especial, D'us ainda fez desta perda uma Mitzvá para todas as futuras gerações. Para entender o que isto significa, é como se o fracasso mais embaraçoso da nossa vida fosse comemorado através de uma Mitzvá transmitida aos nossos filhos e netos. Não parece exatamente o tipo de experiência que desejaríamos reviver. Alguém convidaria seus amigos e parentes, pagaria um fotógrafo e um luxuoso buffet para comemorar um enorme e vergonhoso tropeço? Certamente que não. Mas é exatamente isto o que fazemos no "Pidion Haben". O Cohen pergunta ao pai se ele quer resgatar seu filho por cinco moedas de prata. O pai paga uma festa, dá ao Cohen as cinco moedas de prata, passa por uma suposta vergonha pelos erros de seus antepassados e, apesar de tudo isto, o faz com um incrível sorriso no rosto, diante de muitos convidados que estão felizes com aquela situação! Como podemos entender qual é a alegria do "Pidion Haben"?

Explica o Rav Simcha Barnett que, apesar de a cerimônia do "Pidion Haben" realmente ter um lado "negativo", que nos recorda do terrível tropeço dos nossos antepassados diante do Bezerro de Ouro, ela também traz três incríveis mensagens para a vida, e é justamente por estas mensagens que nos alegramos tanto nesta cerimônia.

Em primeiro lugar, o "Pidion Haben" nos desperta para o fato de que, uma vez que somos obrigados a resgatar o bebê, isentando-o da sua obrigação de realizar os Serviços espirituais, isto significa que aquela criança tem um potencial espiritual mais elevado. A Mitzvá de "Pidion Haben" ajuda os pais a manterem o foco em sua importante missão de tentar ajudar o filho a desenvolver seu verdadeiro potencial ao longo da vida. E, embora a Mitzvá esteja relacionada apenas com o filho primogênito, a lição certamente aplica-se a todos os filhos. É responsabilidade dos pais dar todo o suporte, carinho e atenção necessários para que seus filhos possam crescer de forma saudável e possam cumprir seu objetivo no mundo.

Além disso, a cerimônia de "Pidion Haben" carrega uma incrível lição para as nossas vidas, pois esta Mitzvá traz um forte simbolismo. D'us quer que o povo judeu traga ao mundo valores morais. E a melhor forma de transmitir valores morais é através da família. Uma das prioridades na vida de um judeu deve ser educar seus filhos a viver de acordo com padrões de moralidade elevados. Antes de educar um filho para que ele seja um advogado, engenheiro ou médico, devemos educá-lo para que seja uma pessoa íntegra e com moralidade.

Finalmente, esta cerimônia é a oportunidade de começarmos o conserto do erro dos nossos antepassados. A cerimônia de "Pidion Haben" nos lembra que às vezes caímos e tomamos decisões erradas na vida. No entanto, a porta está sempre aberta para a reconciliação com D'us. A Teshuvá (vontade de retornar, de consertar nossos erros do passado) é tão forte que os nossos erros podem ser transformados em Mitzvót. Este é o caso do Pidion Haben, uma Mitzvá que representa o "conserto" do erro dos primogênitos. O "Pidion Haben" é um lembrete para consertarmos os nossos erros e nos reforçamos nos pontos onde nos desviamos.      
 
Nos programas de computador sempre aparece a função "Undo" (desfazer), que utilizamos quando cometemos algum erro. Esta função "mágica" desfaz o erro como se ele nunca tivesse ocorrido. Na vida não temos a função "Undo". Porém, através do nosso arrependimento sincero, podemos transformar uma transgressão em uma Mitzvá, não apenas consertando um erro do passado, mas transformando-o em uma oportunidade de aprendizado e crescimento espiritual. D'us nunca fecha as portas diante de alguém que apresenta um coração quebrado e arrependido. Esta é a forma de reescrevermos a história da nossa vida. Não apagando os erros do passado, mas aprendendo com eles para escrever um novo futuro.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 12 de março de 2020

AMOR DE PAI E FILHO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT KI TISSÁ 5780

O e-mail desta semana é dedicado à elevação da alma de:

FRADE (FANY) BAT EFRAIM Z"L



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VÍDEOS DA PARASHAT KI TISSÁ
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ASSUNTOS DA PARASHAT KI TISSÁ

- Instruções Para o Censo
- O Kior (Lavatório)
- O Óleo da Unção
- O Incenso
- Os Arquitetos do Mishkan (Betzalel e Achaliav)
- O Shabat
- O Bezerro de Ouro
- A fúria de D'us
- Moshé Desce e quebra as Tábuas
- O Pedido de Moshé
- Moshé implora pelo perdão
- Visão Divina
- As Segundas Tábuas
- 13 Atributos de Misericórdia
- Primogênitos
- Moshé retorna com o rosto brilhando

AMOR DE PAI E FILHO - PARASHAT KI TISSÁ 5780 (13 de março de 2020)

 
Havia um homem muito rico, que possuía muitos bens e, entre eles, uma enorme fazenda com vários empregados. Ele tinha um único filho, que era extremamente mimado. O rapaz não gostava de trabalhar e nem de compromissos. Apreciava as festas e ser bajulado por todos. O pai sempre explicava que ele só tinha amigos interesseiros, mas o rapaz não dava ouvidos.
 
Quando o pai chegou a uma idade avançada, ordenou aos seus empregados que construíssem um pequeno celeiro. Dentro do celeiro, ele mesmo fez uma forca e uma placa com os dizeres: "Para você nunca mais desprezar as palavras do seu pai". Mais tarde, chamou o filho, levou-o até o celeiro e disse:
 
- Meu filho, já estou velho e, quando eu partir, você tomará conta de tudo que eu tenho. Não sou profeta, mas sei qual será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e gastará todo o dinheiro com seus amigos. Vai acabar vendendo todos os animais da fazenda e seus bens para manter seus vícios e, quando não tiver mais dinheiro, seus amigos desaparecerão. Neste momento, você se arrependerá amargamente por não ter me escutado. Foi por isso que construí essa forca para você. Se acontecer o que eu lhe disse, quero que me prometa que irá se enforcar nela.
 
O jovem riu, achando aquilo uma bobagem. Porém, para não contrariar o pai, fez a promessa, pensando que aquilo jamais aconteceria. O tempo passou, o pai faleceu e o filho tomou conta de tudo. Exatamente como o pai havia previsto, o jovem gastou toda a herança, perdeu os amigos e a própria dignidade. Começou a refletir sobre sua vida e percebeu como havia sido tolo. Lembrou-se do seu querido pai e começou a chorar, pensando: "Se eu tivesse ouvido os conselhos dele. Mas agora é tarde". Pesaroso, levantou os olhos e avistou o pequeno celeiro, uma das poucas coisas que haviam restado. Foi até lá e, vendo a forca e a placa empoeirada, meditou:
 
- Nunca segui as palavras do meu pai. Não pude alegrá-lo enquanto ele estava vivo, mas, pelo menos dessa vez, vou fazer a vontade dele, cumprindo minha promessa, pois não me resta mais nada.
 
Então, subindo nos degraus, colocou a corda no pescoço. Pensou que gostaria de ter uma nova chance, mas como já não lhe restava mais nada na vida, fechou os olhos e pulou. Sentiu por um instante a corda apertar sua garganta, mas o braço da forca era oco e quebrou facilmente. O rapaz caiu no chão e sobre ele caíram moedas de ouro, esmeraldas, pérolas e diamantes que estavam escondidos dentro da forca. Junto com toda aquela fortuna caiu também um bilhete que dizia: "Essa é sua nova chance, aproveite. Eu te amo muito. Seu pai".
 
Da mesma forma que o amor de um pai por seu filho é imenso, assim também é o amor de D'us por nós. D'us nunca desiste de Seus filhos. Por mais que tenhamos nos afastando Dele, sempre recebemos uma nova chance.

Nesta semana lemos a Parashat Ki Tissá que, entre outros assuntos, descreve o terrível equívoco do povo judeu de construir um bezerro de ouro ao se desesperar com a demora de Moshé, que havia subido no Monte Sinai para receber a Torá e não havia voltado dentro da data combinada. Aos olhos de D'us esta falha foi tão grave que Ele quis exterminar todo o povo judeu e recomeçá-lo através de Moshé. Porém, após muitas rezas e súplicas de Moshé, D'us perdoou o povo e novamente pediu para que Moshé subisse no Monte Sinai para receber novas Tábuas, já que as primeiras haviam sido quebradas quando ele se deparou com o povo judeu dançando e se alegrando diante do bezerro de ouro.
 
Porém, junto com a entrega das novas Tábuas contendo os 10 Mandamentos, D'us também ensinou para Moshé o segredo dos "13 Atributos de Misericórdia Divina", que deveria ser utilizado pelo povo judeu nos momentos em que suas vidas estivessem em perigo, conforme está escrito: "E D'us passou diante dele e proclamou: 'Hashem, Hashem, D'us benevolente, que é compassivo e gracioso, lento para se enfurecer e abundante em bondade e verdade, guardando bondade para milhares, perdoando iniquidade, rebelião e pecado" (Shemot 34:6,7). Estes 13 Atributos de Misericórdia despertam níveis de misericórdia Celestial muito elevados, ajudando o povo judeu a passar por momentos difíceis de julgamento, após cometerem graves transgressões como o bezerro de ouro.
 
Os comentaristas da Torá trazem muitas explicações sobre o que significam os 13 Atributos de Misericórdia Divina. Entre eles, há um que nos chama a atenção, o Atributo de "Chanun" (gracioso), que significa que D'us nos dá "presentes gratuitos", isto é, mesmo quando não merecemos.
 
Explica o Rav Yossef Dov Soloveitchik zt"l (Bielorrússia, 1820 - 1892), mais conhecido como Beis Halevi, que este conceito é ressaltado por um interessante versículo escrito por David Hamelech: "Eis que, como os olhos do escravo estão voltados à mão de seu dono, como os olhos da escrava estão voltados para as mãos da sua dona, assim também nossos olhos estão voltados para Hashem, nosso D'us, até que Ele seja gracioso conosco. D'us, seja gracioso conosco, pois estamos já repletos de desprezo" (Tehilim 123:3).
 
Explicam nossos sábios que este capítulo do Tehilim se refere à época do Exílio da Babilônia. Porém, o que este versículo está nos ensinando, nos comparando a escravos olhando para as mãos de seu dono? E por que o povo judeu pede a D'us apenas que termine o sentimento de desprezo? Era a única coisa que faltava ao povo judeu naquele difícil momento de exílio, no qual fomos levados à Babilônia amarrados em correntes?
 
De acordo com a lei, o dono pode dizer para seu escravo: "trabalhe para mim e eu não tenho obrigação nem mesmo de te alimentar". Nesta situação, na qual o dono tem o poder de retirar do seu escravo qualquer tipo de recompensa pelo seu trabalho, até mesmo a sua comida, fica claro que tudo o que o dono dá para o seu escravo é um presente gratuito. É com este sentimento que devemos pedir as coisas para D'us. Em nossas rezas e súplicas, devemos pedir que D'us seja gracioso conosco e nos ajude. Não pelos nossos méritos, mas pela Sua bondade ilimitada, que nos dá tudo de graça.
 
Isto ajuda a resolver um equívoco que acabamos cometendo no nosso entendimento sobre as coisas que recebemos de D'us. Normalmente associamos que o que recebemos de D'us é uma recompensa pelas Mitzvót que cumprimos. Porém, David Hamelech deixou claro que somos comparados a um escravo, que não recebe nada pelo seu trabalho, e sim por causa da bondade de seu dono. Assim também funciona em relação à D'us, não recebemos nada Dele por causa do nosso trabalho, pois D'us não nos deve absolutamente nada. Tudo o que Ele faz é como um presente gratuito.
 
Porém, encontramos uma aparente contradição com outro ensinamento de David Hamelech: "E para Você, Hashem, é a bondade, pois Você paga a cada pessoa de acordo com os seus atos" (Tehilim 62:13). Este ensinamento é um pouco confuso por dois motivos. Em primeiro lugar, após um trabalhador se esforçar durante todo o mês, ele recebe seu salário. Pagar ao trabalhador não é considerado uma bondade do patrão, pois o trabalhador está recebendo de acordo com o seu esforço. Se D'us nos paga de acordo com os nossos atos, então por que está escrito que isto é uma bondade, se o pagamento é feito de acordo com o que nos esforçamos? Além disso, de acordo com o que aprendemos no ensinamento anterior, se tudo o que recebemos na vida é um presente gratuito de D'us, um ato de bondade Dele, então o que nós recebemos não depende absolutamente dos nossos atos. Então por que o versículo associa o que nós recebemos de D'us com os nossos esforços?
 
De acordo com o Zohar, o propósito da criação do mundo é a vontade de D'us de fazer bondade com Suas criaturas. Porém, se recebêssemos as bondades de forma completamente gratuita, ela viria acompanhada de um sentimento de vergonha, por termos recebido algo que não merecíamos. Então D'us criou um sistema através do qual a pessoa se ocupa do estudo da Torá e do cumprimento das Mitzvót, e a recompensa vem em forma de pagamento pelo seu trabalho, tirando de nós a vergonha de receber algo sem ter merecido. Portanto, a bondade de D'us é dupla, pois Ele faz uma enorme bondade conosco e ainda evita que possamos ter qualquer sentimento de vergonha.
 
É justamente isto o que David Hamelech escreveu no fim do versículo. O dono não tem obrigação nenhuma de dar ao seu escravo nem mesmo alimento, e mesmo quando dá, o faz por bondade e não por obrigação. Ainda assim, o dono não tem permissão de envergonhar seu escravo, dando a ele trabalhos degradantes. É isto o que pedimos a D'us, que Ele cuide de nós e nos dê tudo o que precisamos, mas não pelos nossos méritos, e sim por Sua bondade ilimitada. E que Ele faça isto de maneira que não nos cause nenhum tipo de vergonha.
 
Mais do que D'us é um "Dono" que cuida de seus escravos com bondade, Ele é um "Pai" que ama Seus filhos. Ele nos dá sempre novas chances, mesmo quando erramos e O abandonamos, como ocorreu com o povo judeu quando eles fizeram o bezerro de ouro. Ele é Misericordioso e nos ajuda a levantarmos mesmo após as piores quedas. Mesmo que um filho se desvie muito do caminho correto, um pai nunca desiste dele. D'us não desiste de nós e, apesar de não conseguirmos retribuir todas as bondades que Ele faz conosco, Ele continua mandando bondades gratuitas o tempo inteiro. Que possamos saber reconhecer e agradecer as Suas bondades, que recebemos como resultado da Sua Misericórdia infinita, e não como fruto do nosso esforço.
 

 SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

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