quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

REFLEXÕES SINCERAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAERÁ 5780


Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
   
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ASSUNTOS DA PARASHAT VAERÁ

- Hashem garante novamente a Moshé que o povo será salvo.
- As 4 expressões de libertação.
- Genealogia de Moshé e Aharon.
- O cajado vira uma serpente.
- Sangue: A 1ª Praga.
- Rãs: A 2ª Praga.
- Piolho: A 3ª Praga.
- Hordas de animais selvagens: A 4ª Praga.
- Epidemia: A 5ª Praga.
- Sarna: A 6ª Praga.
- Granizo: A 7ª Praga.

REFLEXÕES SINCERAS - PARASHAT VAERÁ 5780 (24 de janeiro de 2020)

 
Durante a Guerra do Golfo, em 1991, houve um violento ataque de mísseis vindos do Iraque contra Ramat Gan, uma cidade muito próxima de Bnei Brak, na noite de Shabat. Um parente do Rav Elazar Man Shach zt"l (Lituânia, 1899 - Israel, 2001) foi falar com ele no dia seguinte, impressionado por ter percebido que os ataques atingiram a cidade de Ramat Gan, onde poucas pessoas cumprem Mitzvót, mas não atingiram a "cidade santa" de Bnei Brak, onde muitos se ocupam do estudo e do cumprimento da Torá. Este parente disse ao Rav Shach:
 
- Veja, Rav, que incrível. Estamos testemunhando o cumprimento das palavras do versículo: "E separarei a Terra de Goshen (onde viviam os judeus no Egito)... para que a praga dos animais ferozes não esteja lá, para que você saiba que eu sou D'us no meio da terra" (Shemot 8:18).
 
Porém, ao escutar isto, o Rav Shach balançou a cabeça e disse:
 
- A minha reação a este ataque foi exatamente o contrário. Reagi da mesma forma que o profeta Yoná. Quando ele estava em um barco, fugindo da missão que D'us lhe havia designado, e o barco foi atingido por uma forte tempestade, cada um dos marinheiros pegou seu pequeno ídolo e começou a rezar para ele. Porém, Yoná se levantou e anunciou: "É por minha causa que esta grande tempestade veio a vocês" (Yoná 1:12). Mas por que Yoná pensou isso? O barco estava cheio de idólatras, cujas atitudes certamente também desagradavam a D'us. Então por que ele assumiu que a tempestade era uma mensagem para ele?
 
- Por que você acha que os foguetes caíram justamente na noite de Shabat? - continuou o Rav Shach - As explosões ocorreram por volta das 19h00, um horário no qual as pessoas deveriam estar sentadas estudando Torá, revisando o que estudaram durante a semana. Porém, em vez disso, o que a maioria dos judeus de Bnei Brak estava fazendo? Estavam sentados, conversando. O fato dos foguetes terem caído na noite de Shabat bem ao lado de Bnei Brak foi uma mensagem Divina de que os judeus de Bnei Brak não estavam fazendo o que deveriam estar fazendo no Shabat. 
 
- É sempre mais fácil apontar o dedo para os outros como sendo a causa dos nossos problemas - concluiu o Rav Shach - É mais fácil pensar, quando ocorre alguma tragédia, que ela aconteceu por causa dos que estão mais afastados de D'us. É mais tentador pensar que o problema é deles e, portanto, a culpa também é deles. Porém, esta não é a forma de pensar da Torá. A Torá exige que uma pessoa julgue seus próprios atos antes de julgar os atos dos outros. Portanto, da mesma forma que o profeta Yoná disse "Por minha causa esta grande tempestade veio a vocês", mesmo estando rodeado por idólatras, assim nós também devemos nos comportar, e precisamos enxergar este ataque de mísseis como sendo por nossa culpa, não deles.

Nesta semana lemos a Parashat Vaerá (literalmente "E apareceu"), quando finalmente iniciou-se o processo de salvação do povo judeu da escravidão egípcia. D'us começou a mandar as pragas que, aos poucos, foram destruindo completamente toda a infraestrutura do maior império da época. Porém, apesar de toda a morte e destruição que as pragas causavam, o Faraó continuava em sua obstinação de não deixar o povo judeu sair. Em certo momento Moshé ameaçou o Faraó, afirmando que, caso ele se recusasse a libertar o povo judeu, D'us golpearia todo o país com uma peste que dizimaria todo o gado. Moshé ainda avisou ao Faraó: "D'us fará uma distinção entre o gado de Israel e o gado do Egito, de modo que nenhum animal morrerá dentre o gado dos Filhos de Israel" (Shemot 9:4). E foi exatamente o que aconteceu. Porém, apesar das palavras de Moshé, o Faraó ainda enviou uma delegação pessoal para investigar o que havia acontecido em Goshen. Eles viram com seus próprios olhos que nenhum animal dos judeus havia morrido durante aquela praga.
 
Isso não seria suficiente para derreter o coração endurecido de qualquer pessoa normal? Não seria razoável, depois de testemunhar este fenômeno milagroso, o Faraó desistir e libertar o povo judeu? Porém, qual foi a reação do Faraó? "O Faraó endureceu seu coração e ele não enviou o povo" (Shemot 9:7). O que significa este comportamento completamente ilógico do Faraó?
 
O Rav Simcha Zissel Ziv Broida zt"l  (Lituânia, 1824 - 1898), mais conhecido como Alter MiKelem, explica que se todo o gado do Egito tivesse morrido, o Faraó teria ficado realmente nervoso. Agora, porém, que o gado dos judeus não havia morrido durante a praga, o Faraó disse a si mesmo: "Não tem problema o gado egípcio ter morrido, eu ainda posso usar o gado dos judeus. Eu tenho espaço para manobras. Não me sinto acuado contra a parede. Já que tenho uma solução, por que me preocupar?".

O mesmo pode ser visto em relação à praga dos sapos. Quando o Faraó se rebaixou e pediu a Moshé que retirasse os sapos, D'us fez com que todos os sapos morressem. O Egito ficou completamente tomado de sapos mortos, exalando um cheiro insuportável. O versículo então declara qual foi a reação do Faraó: "E o Faraó viu que havia alívio, e ele endureceu seu coração" (Shemot 8:11). Mas a que alívio o versículo se refere? 
 
A explicação mais simples é que o Faraó se sentiu aliviado ao ver que a praga havia finalmente terminado. Porém, o Rav Shlomo Ephraim zt"l (Polônia, 1550 - Praga, 1619), mais conhecido como Kli Yakar, ressalta que a expressão "E o Faraó viu que havia alívio" não é repetida em nenhuma das outras pragas, mesmo depois que elas cessaram. Então o que significa "E viu que havia alívio"?
 
O Kli Yakar explica que em todas as outras pragas, quando elas terminavam, o problema se resolvia. A única praga na qual os problemas continuaram mesmo após o seu término foi a praga dos sapos, pois depois que a praga terminou, o país ficou infestado com montanhas de sapos mortos. Após o fim desta praga, o Faraó viu que havia um "alívio". A expressão "Harvachá", que pode ser traduzida como alívio, também significa "amplidão, espaço". O Faraó estava declarando que a praga dos sapos não o havia incomodado, pois o Egito era um país amplo, isto é, eles tinham muitas terras para onde escapar do cheiro dos sapos mortos.
 
A reação do Faraó diante das tragédias que assolaram todo o seu povo é impressionante. Depois dos sapos ele disse: "Não tem problema, podemos ir para as partes do país onde não há sapos fedendo". Depois da peste ele disse: "Não tem problema que os animais egípcios morreram, eu posso me virar com os animais dos judeus".  Como entender este tipo de reação? E o que isto ensina para as nossas vidas?
 
Explica o Alter MiKelem que estas reações do Faraó representam um padrão de comportamento encontrado entre os Reshaim (perversos). Eles têm uma "miopia" ao julgar o que está ocorrendo em suas vidas, de forma que conseguem apenas enxergar o "aqui e agora", sem pensar nas implicações futuras do que aconteceu. Se em determinado momento eles podem sair do problema, então eles assim o fazem, ignorando as implicações mais amplas de suas atitudes, mesmo que elas o levem a um final desastroso. Os Reshaim ignoram o futuro e o contexto verdadeiros das questões.
 
De acordo com o Rav Yssocher Frand, este ponto de vista do Faraó é compartilhado por outros Reshaim da história. Talvez uma das atitudes mais simbólicas deste tipo de comportamento foi apresentada por Essav. Ele voltou do campo, cansado e faminto.  Ele disse a Yaakov, que cozinhava: "Despeje em minha boca desta coisa muito vermelha, porque estou exausto" (Bereshit 25:30). Yaakov ofereceu a ele um prato de lentilhas, mas em troca pediu a primogenitura. Essav disse: "Eu vou morrer, então para que me serve a primogenitura?" (Bereshit 25:32). Essav demonstrou só se importar com o agora, sem pensar nas consequências futuras de seu ato.
 
Isto fica ainda mais evidente na resposta de Yaakov: "Jura-me, como este dia" (Bereshis 25:33). O que significa "como este dia"? Segundo o Rav Ovadia Sforno zt"l (Itália, 1475-1550), Yaakov estava dizendo ao seu irmão: "Essav, você é do tipo de pessoa que só está interessada no 'agora', no momentâneo. Você é alguém que não consegue distinguir entre os prazeres imediatos de uma tigela de sopa e o valor a longo prazo da primogenitura". Esta é a filosofia de vida de Essav. Esta é a filosofia de vida do Faraó. Esta é a filosofia de vida dos tolos que só estão interessados em comer, beber e aproveitar os prazeres momentâneos, sem refletir sobre o que ocorrerá no dia seguinte.
 
Infelizmente não são poucos os que atualmente vivem desta maneira. Jovens que entram no mundo das drogas por alguns instantes de prazer e pessoas cada vez mais ligadas aos prazeres gastronômicos, sem se importar com a saúde. Muitos vivem de maneira vã, se preocupando apenas com os prazeres imediatos, mas esquecendo do verdadeiro objetivo da vida. Vivem como se não houvesse amanhã, sem se importar com as futuras consequências de seus atos, sem refletir que as consequências dos nossos atos neste mundo serão eternas.
 
Além disso, esta atitude de não pensar na consequência futura dos nossos atos também impede a pessoa de enxergar seus erros, fazendo com que ela viva sempre de maneira a justificar suas atitudes, jogando sobre os outros a responsabilidade pelos fracassos. Pessoas assim nunca consertam seus erros, pois a culpa é sempre dos outros, nunca dela. Se há uma fuga, um "alívio" imediato, então não tem problema. Já a Torá nos ensina o contrário. Devemos assumir a responsabilidades pelos nossos atos. Ao invés de buscar a culpa nos outros, procurar o que nós podemos e devemos mudar. Refletir sobre as consequências de longo prazo dos nossos atos. Somente assim um dia poderemos consertar os nossos atos e chegar à perfeição.

 

SHABAT SHALOM


R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

COMO CRIAR FILHOS VENCEDORES - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT SHEMÓT 5780

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ASSUNTOS DA PARASHAT SHEMÓT
 
- O Crescimento do povo judeu.
- O "novo" Faraó e a opressão.
- Bebês jogados no Nilo.
- Nascimento de Moshé.
- Moshé sai para ver seus irmãos.
- Moshé foge para Midian.
- O arbusto ardente.
- Moshé é apontado como salvador do povo judeu.
- Moshé "discute" com Hashem.
- Moshé volta ao Egito.
- Brit Milá do filho de Moshé.
- Moshé e Aharon pedem ao Faraó a liberação do povo judeu.
- O Faraó aumenta o trabalho do povo.
- Os judeus reclamam com Moshé.
- Moshé reclama com Hashem.

COMO CRIAR FILHOS VENCEDORES - PARASHAT SHEMÓT 5780 (17 de janeiro de 2020)
 

"Carla acordou atrasada para levar seu filho à escola. Desesperada, trocou-se rapidamente, ajeitou o filho e saíram. No caminho, acabou acelerando demais e passou da velocidade permitida. Ela se desesperou quando escutou as sirenes de um carro de polícia e a ordem para que parasse o carro.
 
Muito nervosa, Carla mostrou os documentos ao policial e foi informada que estava acima da velocidade máxima permitida e, portanto, seria multada pela infração grave. Carla começou a tentar se justificar ao policial. Disse que sempre era muito cuidadosa ao volante, respeitando todas as regras de trânsito. Apenas naquele dia acabou se descuidando e passando da velocidade máxima para que seu filho não chegasse atrasado à escola. Ela começou a pedir desculpas ao policial e implorou para que não fosse multada por aquele pequeno deslize. Com lágrimas nos olhos, prometeu que seria mais prudente das próximas vezes.  
 
O policial, ao ver o estado da mulher, acabou tendo dó. Devolveu os documentos e disse que daquela vez ela estava perdoada e poderia ir embora sem nenhuma multa, mas que tomasse mais cuidado das próximas vezes. Porém, Carla ficou olhando para o policial, balançando negativamente a cabeça. Ela perguntou:
 
- Não entendi, Sr. policial. Como assim, estou perdoada? O senhor não vai me dar uma multa? Nem mesmo uma advertência?
 
- Não, minha senhora, você está liberada - repetiu calmamente o policial - tenha uma boa viagem.
 
- Sr. policial, você não entendeu - disse Carla, um pouco exaltada - Você precisa me dar uma multa! Eu errei, passei da velocidade máxima permitida! Você não pode me mandar embora sem nenhum tipo de consequência!
 
O policial não entendeu o que estava acontecendo. Será que aquela mulher era louca? Carla então explicou:

-  Sr. policial, você está vendo meu filho sentado no banco de trás? Ele assistiu toda esta cena. Ele viu que, apesar de estar errada, eu dei uma desculpa, chorei e fui perdoada. Sabe o que isto significa? Que ele vai aprender que na vida ele pode fazer o que quiser. Ele pensará que poderá cometer falhas sem nenhum tipo de consequência, pois basta depois ele pedir desculpas e tudo estará bem. Não é isto que eu quero para ele! Eu quero que ele aprenda que, quando cometemos uma falha, precisamos pagar por ela. Ele precisa estar ciente que não podemos fazer o que queremos. Por isso, Sr. policial, eu te peço. Pela educação do meu filho, por favor, me dê uma multa."
 
É com esse tipo de atitude que podemos educar nossos filhos para que sejam pessoas mais responsáveis. Pequenos detalhes na educação dos nossos filhos pode fazer uma enorme diferença no futuro.

Nesta semana iniciamos o segundo livro da Torá, Shemót, que começa descrevendo o processo de escravização do povo judeu e os duros sofrimentos que os egípcios nos impuseram por mais de 200 anos. O Sefer Shemot também descreve a salvação milagrosa de D'us, como as pragas que devastaram o Egito e a abertura do Mar. Além disso, neste Sefer também está contida a construção do Mishkan, o Templo Móvel que acompanhava o povo judeu durante as viagens no deserto. O Mishkan também é parte da redenção do povo judeu da escravidão egípcia, pois não foi apenas uma escravidão física, mas também uma escravidão espiritual.
 
A Parashat desta semana, Shemót (literalmente "Nomes"), descreve o nascimento de Moshé, aquele que seria o escolhido de D'us para salvar o povo judeu da terrível escravidão egípcia. O nascimento de Moshé envolveu um acontecimento incrível. Os magos do Faraó haviam previsto o nascimento do bebê que estava predestinado a ser o salvador do povo judeu. Em uma tentativa de impedir a concretização dos planos de D'us, o Faraó ordenou que todos os bebês fossem atirados no rio Nilo. Yocheved, a mãe de Moshé, em uma tentativa desesperada de salvar a vida de seu filho, colocou o pequeno bebê dentro de uma cestinha e deixou que o rio Nilo o levasse, na esperança que uma alma caridosa encontrasse aquele frágil bebê e cuidasse dele. Batia, a filha do Faraó, ao sair para se banhar, encontrou a cestinha e, apesar de saber que era um bebê judeu, ela teve misericórdia e resgatou-o do rio. Batia trouxe Moshé para o palácio e criou-o como um príncipe. Ironia das ironias, Moshé foi alimentado e educado na casa do mesmo Faraó que havia feito de tudo para matá-lo.
 
Porém, este acontecimento desperta um enorme questionamento. Se Moshé já estava predestinado a ser o salvador do povo judeu, era óbvio que D'us o salvaria de alguma maneira. Moshé poderia ter sido encontrado por qualquer pessoa, não precisava ter sido justamente Batia, a filha do Faraó. Ou, melhor ainda, D'us poderia ter salvado Moshé na tranquilidade de sua casa, sem que ele precisasse ter sido colocado em uma cestinha no rio Nilo. Por que D'us fez com que Moshé fosse justamente encontrado por Batia e criado no palácio do Faraó?
 
A resposta está nas sábias palavras de Shlomo Hamelech: "Muitos são os pensamentos no coração do homem, mas é a vontade de D'us que sempre se cumpre" (Mishlei 19:21). O Faraó tentou impedir um decreto de D'us ao planejar matar todos os bebês, mas acabou criando o salvador do povo judeu dentro de sua própria casa. D'us quis demonstrar que Ele tem controle total sobre tudo o que acontece e que ninguém pode impedi-Lo, através de nenhum tipo de esforço, de cumprir Sua vontade.
 
Porém, o Rav Avraham ben Meir zt"l (Espanha, 1092 - 1167), mais conhecido como Ibn Ezra, traz uma resposta ainda mais profunda e interessante. Moshé estava destinado a ser o maior líder da história do povo judeu e teria pela frente uma missão extremamente difícil. Ele precisaria de coragem, sabedoria e atitude para se tornar uma pessoa com capacidade de liderança. Se Moshé tivesse sido educado como um escravo e, como consequência, pensasse e agisse como tal, teria sido muito mais difícil para ele se tornar o líder de três milhões de pessoas e assumir a difícil missão de tirar um povo inteiro do Egito. Portanto, a Providência Divina fez com que Moshé fosse levado para o palácio do Faraó para que ele fosse criado em um ambiente de realeza e poder, ao invés de ter sido criado em um ambiente de escravidão e submissão.
 
Esta "majestade" com a qual Moshé foi educado foi justamente o que permitiu que ele tivesse a coragem de se levantar contra as injustiças. Por exemplo, enquanto vários judeus presenciaram um judeu sendo covardemente espancado por um egípcio e não fizeram nada, apesar de sua superioridade numérica, Moshé se levantou e matou o egípcio. Por que os outros judeus não fizeram nada para deter aquele terrível ato de covardia? Pois eles tinham "cabeça de escravo", estavam sempre sendo pisados e rebaixados e, por isso, não tinham a força e a atitude para protestar contra as injustiças e punir os transgressores. Já Moshé, criado na casa do rei, com a moral de um príncipe, possuía a confiança necessária para intervir em situações nas quais pessoas com uma menor autoestima certamente evitariam.
 
Este traço de caráter de Moshé também pôde ser percebido quando ele salvou as filhas de Yitró. Ao chegar em Midian, Moshé presenciou quando elas, ao se aproximarem do poço para dar água aos seus rebanhos, foram importunadas e hostilizadas de forma covarde por pastores locais. Sem pensar duas vezes, Moshé levantou-se corajosamente para protegê-las. Como pode um completo estranho, que havia acabado de chegar em uma cidade nova, ter a audácia de se intrometer nos assuntos dos outros? Somente alguém que cresceu em um ambiente de liderança e autoridade teria a coragem e a confiança necessárias para fazer justiça quando ela se faz necessária.
 
Estas características de liderança são mais absorvidas no palácio de um rei do que na casa de escravos. Isto quer dizer que Moshé ter sido criado no palácio do Faraó providenciou o treinamento de liderança necessário para que ele se tornasse o salvador que futuramente tiraria o povo judeu do Egito.
 
Explica o Rav Yerucham Leibovitz zt"l (Bielorússia, 1873 - 1936) que aprendemos daqui o poder da educação. Dois gêmeos idênticos serão indivíduos completamente diferentes se forem expostos a educações distintas durante a infância. Quando incentivamos uma criança, quando deixamos que ela tenha a coragem de tentar, mesmo que às vezes erre, e que saiba as consequências de seus atos, estamos preparando-a para se tornar um vencedor. Porém, quando apenas criticamos uma criança, quando a limitamos e não deixamos que ela faça escolhas e assuma riscos, estamos preparando-a para ser um perdedor, que não acredita no seu potencial.
 
Não é surpreendente a relação de causa e efeito entre a forma como alguém é criado e no que ele se transforma. Atualmente, ao olharmos para o mundo, perceberemos que vivemos em uma sociedade desequilibrada. Muitas pessoas com baixa autoestima, depressivas e sem a coragem de ousar. Isto ocorre pois, infelizmente, um grande número de crianças não tem uma estrutura familiar adequada. Muitos pais estão tão focados no trabalho, nos seus hobbies e em suas diversões que acabam não dando o suporte psicológico necessário aos filhos. Se a criança é educada com amor e confiança, desenvolve um senso de autoestima e tem grandes chances de demonstrar capacidade de liderança. Porém, uma criança com talento que não é estimulada acaba não se desenvolvendo. Assim entendemos o famoso ditado americano "A mão que balança o berço é a mão que governa o mundo". Grandes líderes são criados em casas nas quais as crianças são incentivadas. Grandes personalidades receberam estímulo e coragem em casa. Comece agora a criar os grandes líderes do futuro.
      

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

NÃO CONTE PARA NINGUÉM - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAIECHI 5780

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ASSUNTOS DA PARASHAT VAIECHI

- Doença e os últimos dias de Yaacov.
- Brachá para Efraim e Menashé.
- Brachá (e bronca) aos filhos.
- Último pedido de Yaacov.
- Falecimento e luto por Yaacov.
- Yossef pede permissão para enterrar Yaacov em Israel.
- O enterro de Yaacov.
- Yossef tranquiliza seus irmãos.
- A morte de Yossef.

NÃO CONTE PARA NINGUÉM - PARASHAT VAIECHI 5780 (10 de janeiro de 2020)


Alberto era um homem muito rico. Ele tinha orgulho do império que havia construído, através de muito esforço. Gostava de ver o rosto surpreso das pessoas quando visitavam sua mansão luxuosa ou seu imponente prédio de escritórios. Sua vida girava em torno dos elogios que recebia das pessoas.

Alberto decidiu então tirar umas férias. Escolheu algo que causaria muita inveja em seus amigos quando postasse nas redes sociais: um cruzeiro pelas ilhas gregas, em um navio luxuoso. Para a sua alegria, neste cruzeiro também estava uma famosa atriz de Hollywood, de incomparável beleza. Porém, ao tentar chegar perto dela para pedir um autógrafo, os seguranças não permitiram sua aproximação.

Certa noite, o navio enfrentou uma enorme tempestade. Apesar da luta dos marinheiros e da coragem do capitão, o navio afundou. Alberto conseguiu salvar-se milagrosamente segurando-se em algo que flutuava, e foi levado pelas ondas até uma ilha deserta. Para sua alegria, a bela atriz de Hollywood também havia se salvado nadando até a mesma ilha. Conversaram muito e, aos poucos, foram se conhecendo. Após algum tempo na ilha, decidiram se casar. Afinal, não havia mais ninguém na ilha e eles não sabiam se algum dia seriam resgatados. Alberto não cabia em si de alegria. Quem diria que um dia conseguiria se casar com uma atriz famosa de Hollywood? Nem nos maiores sonhos isto seria possível, e estava acontecendo.

Depois de alguns meses casados, Alberto fez um pedido muito estranho para a sua bela esposa. Pediu para que ela vestisse as roupas dele, prendesse o cabelo sob um boné e pintasse um bigode no rosto. Ela estranhou bastante, mas fez o que o marido pediu. Quando ela estava já vestida, parecendo um homem, ele pediu para que ela desse a volta pela ilha por um lado, enquanto ele daria a volta pelo outro lado. Quando se encontraram no meio do caminho, Alberto abriu um sorriso e disse:
 
- Cara, você não vai acreditar se eu te contar com quem eu me casei..."
 
A piada é engraçada, mas infelizmente há muitas pessoas cuja alegria só é completa quando podem mostrar aos outros o que elas têm, como pavões que abrem as suas penas para que todos possam ver.

Nesta semana lemos a Parashat Vaiechi (literalmente "E viveu"), que fala sobre o falecimento do nosso último patriarca, Yaacov, depois de viver 17 anos no Egito, ao lado de seu filho preferido, Yossef. Foram anos de muita alegria, depois de 22 anos de tristeza, nos quais Yaacov achou que nunca mais veria Yossef.

Quando Yossef foi vendido por seus irmãos, ele era apenas um jovem rapaz de 17 anos. Agora, ele já era um homem casado e pai de dois filhos, Efraim e Menashé, nascidos no Egito. Como Yossef era o governador do Egito, ele vivia na capital do império, mas Yaacov e sua família foram viver separados, na Terra de Goshen, para poderem levar uma vida completamente judaica, mesmo estando no meio de uma cultura idolatra e sem valores morais. Porém, Efraim frequentava muito a casa de seu avô, pois estudava Torá com ele. E foi justamente Efraim que veio avisar a Yossef que seu pai havia adoecido e sentia que seus dias chegavam ao fim.

O Midrash nos revela que Yossef correu com seus filhos para visitar Yaacov, com dois propósitos. O primeiro era para pedir que seus filhos fossem abençoados e elevados ao status de "Tribos de Israel", o que foi prontamente aceito por Yaacov, pois ele enxergou as enormes conquistas espirituais daqueles jovens que, apesar de viverem no Egito, com todo o conforto do mundo material, nunca haviam se desviado de suas convicções espirituais. Mas Yossef ainda tinha outro propósito em sua visita a Yaacov: ele queria protestar pelo fato de sua mãe, Rachel, ter sido enterrada em Beit Lechem, no meio da estrada, de forma indigna, ao invés de ter sido enterrada de uma maneira honrosa na Mearat HaMachpelá, junto com os outros patriarcas e matriarcas. O que mais incomodava Yossef era o fato de Yaacov ter pedido a ele para ser enterrado na Mearat HaMachpelá, um pedido extremamente difícil de ser cumprido, pois Yossef sabia que o Faraó ficaria furioso com esta demonstração de "falta de patriotismo" com o Egito, que os havia recebido de braços abertos. Se seu pai estava tão preocupado em ser enterrado na Mearat Hamachpelá, mesmo com todas as dificuldades que isto envolveria, por que não tinha se preocupado também em enterrar sua mãe lá?

O Midrash afirma que, em um primeiro momento, Yaacov tentou convencer Yossef de que não havia sido um ato de desprezo. Ele disse que a morte prematura de Rachel no meio do caminho, durante o parto de Biniamin, havia sido uma fatalidade, e não tê-la enterrado na Mearat Hamachpelá era algo que também lhe doía muito. Porém, Yossef disse a Yaacov que, se este era o motivo, ele tinha poder suficiente como governante do Egito para ordenar que o corpo de sua mãe fosse desenterrado e levado para a Mearat HaMachpelá, para receber um novo enterro decente e digno, e para isto bastava a aprovação do pai. Naquele momento, percebendo que não conseguiria convencer Yossef, Yaacov decidiu revelar o verdadeiro motivo pelo qual Rachel havia sido enterrada no meio da estrada. Isto havia sido um comando explícito de D'us, que havia profetizado a Yaacov que futuramente, na época da destruição do Primeiro Beit HaMikdash, o povo judeu seria conduzido ao exílio como cativos por Nevuchadnetzach. No caminho, eles passariam pelo túmulo de Rachel, que imploraria pela misericórdia de D'us e seria atendida. Somente então Yossef se tranquilizou, ao saber que o corpo de sua mãe havia sido enterrado no meio da estrada por um decreto de D'us, e não por um desprezo de seu pai.

Porém, este Midrash desperta um enorme questionamento. Era óbvio que se Yaacov tivesse contado a Yossef desde o princípio sobre o comando de D'us em relação ao enterro de Rachel, ele teria aceitado prontamente a atitude do pai. Então por que Yaacov ocultou esta profecia Divina por tantos anos e, mesmo quando foi diretamente questionado por Yossef, tentou inicialmente justificar de outra maneira?

Explica o Rav Noach Weinberg zt"l (EUA, 1930 - Israel, 2009) que uma das marcas registradas do povo judeu é a bondade. De Avraham Avinu aprendemos que é espiritualmente mais elevado fazer bondades ao próximo do que receber a Presença de D'us. Porém, normalmente, quando fazemos algum grande ato de bondade, queremos que todos fiquem sabendo. Orgulhosos do nosso ato, contamos a quem encontramos pelo caminho e, na nossa era digital, divulgamos em todas as redes sociais. Quando sabemos que os outros estão olhando, fazemos as Mitzvót de forma muito mais caprichada, na esperança de recebermos elogios e olhares de aprovação. Quando doamos, queremos placas de agradecimento. Será que há algum problema em fazer as coisas querendo receber o reconhecimento das pessoas? É negativo divulgarmos as boas coisas que fazemos?

De acordo com o Zohar, o livro mais profundo do misticismo judaico, quando uma pessoa revela aos outros suas realizações, elas desaparecem. O que isto significa? A Torá nos ensina que há uma recompensa eterna, que receberemos no Olam Habá (Mundo Vindouro), pelas nossas Mitzvót, bondades e esforços de autoaperfeiçoamento. Porém, algo central e muito precioso se perde para sempre quando contamos aos outros sobre os nossos atos. De acordo com o Rav Chaim Shmulevitz zt"l (Lituânia, 1902 - Israel, 1979), o Cavod (honra) é um prazer espiritual, não um prazer físico e, portanto, já é contado como parte da recompensa de um bom ato. Isto significa que a pessoa que sente prazer ao contar aos outros sobre um bom ato que fez já está recebendo parte da sua recompensa, que seria eterna, aqui neste mundo limitado.

Este conceito também se aplica a todas as nossas conquistas espirituais. O que faríamos se D'us falasse conosco e nos transmitisse uma enorme profecia durante a noite? Certamente na manhã seguinte contaríamos este incrível acontecimento a todas as pessoas que encontrássemos no caminho, felizes por termos sido escolhidos por D'us como veículos para a transmissão desta profecia. Por que agimos desta maneira? Por causa do nosso Cavod. Queremos mostrar aos outros como somos especiais.

Porém, aprendemos de Yaacov qual é o comportamento correto. Apesar de ter recebido uma incrível profecia de D'us, ele não contou isto para ninguém. Apesar de ser uma das poucas pessoas da história com quem D'us falou pessoalmente, ele teria levado este segredo para o túmulo se não houvesse um motivo maior para revelar esta informação. Yaacov tentou convencer Yossef de outras maneiras, e somente contou sobre a profecia quando percebeu que não tinha escolha. Ele foi forçado a divulgar esta informação importante, pois era o momento de entregar as Brachót da liderança ao seu filho Yossef.

De Yaacov aprendemos que nunca devemos revelar aos outros a nossa grandeza e as nossas realizações, seja uma profecia de D'us ou qualquer outra conquista pessoal, a menos que seja para um bem maior, como inspirar outras pessoas a se esforçarem e alcançarem níveis mais elevados. Tudo o que é feito com recato vem com muito mais Brachót de D'us. Uma pequeno ato feito com humildade vale muito mais do que um grande ato feito com orgulho.

Mesmo a menor Mitzvá que fazemos é nossa para sempre. Porém, para que o máximo prazer desta Mitzvá fique guardado para toda a eternidade, precisamos nos esforçar para deixar que nossos bons atos sejam um segredo entre nós e D'us. Isto é um ato de humildade, que nos afasta do orgulho e demonstra, acima de tudo, que fazemos bons atos porque D'us nos pediu, e não porque queremos nos mostrar aos outros.
 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
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